A nova linha de Barbie “Star Wars”

Em 06.05.2020   Arquivado em Dolls

Após o lançamento da sua primeira linha de Star Wars no ano passado, que contava com bonecas inspiradas em Darth Vader, Princesa Leia e R2D2, a Mattel anunciou na última segunda feira, 4 de maio, mais quatro modelos de Barbie nos seus selos destinados a colecionadores adultos. A data desse anúncio, é claro, não foi randômica, pois é quando se comemora o Dia de Star Wars pela semelhança do início da icônica frase “May the Force be with you” (Que a Força esteja com você) com a pronúncia do dia em inglês, “May the 4th”.

“A coleção Star Wars™ x Barbie®, inspirada nas artes conceituais dos filmes, re-imagina icônicos personagens Star Wars através do filtro de alta moda distintivo da Barbie.™ – traduzido do site oficial

A linha da Barbie de Star Wars

Imagens tiradas do Instagram Oficial da Barbie

Dessa vez as personagens retratadas são Rey, C3PO e os Stormtroopers para a linha Gold, junto com o trio anterior, e uma edição SUPER especial e bem trabalhada de Chewbacca, que é o grande destaque incorporado ao caríssimo time de bonecas Platinum. O responsável pelo design, mais uma vez, foi o maravilhoso Robert Best, que sempre cria Barbies colecionáveis belíssimas (inclusive um dos meus maiores sonhos de consumo, a Luciana) e seguiu lindamente o conceito original de pegar a personagem escolhida e trabalhar de forma que fique evidente de quem se trata sem fazer uma caracterização idêntica, com esse ar de glam rock que une tecidos especiais, sapatos pesados e acessórios que a gente fica com vontade de ter igual pra usar no carnaval. O molde dos rostos são todos diferentes entre si, de forma que elas não pareçam as mesmas “pessoas” quando colocadas juntas.

A linha da Barbie de Star Wars

Rey

A linha da Barbie de Star Wars

C3PO

A linha da Barbie de Star Wars

Stormtrooper

Eu estou APAIXONADA pela Rey, amei a leveza do vestido dela combinada com acessórios nada delicados e o coque que é mega a cara dos penteados usados pelas mulheres da saga, extravagante e ainda assim cheio de elegância. A C3PO foi a que menos gostei e senti que o visual não ficou tão característico, é só uma roupa dourada que poderia fazer parte de qualquer outra linha e os óculos simulando os olhos dele. Faltou algo mais… Robótico, sabe? É uma pena ser justamente a única Barbie negra da coleção até agora, com esse cabelo black power que merecia um look melhor, a boneca em si é LINDA. Já a Trooper faz dupla perfeita com a Darth Vader anterior, combinam muito! Ficou ótima e dá pra ver claramente que se trata de a menção aos uniformes deles.

A linha da Barbie de Star Wars

Chewbacca

A Chewbacca, é claro, está num patamar diferente das outras e precisa estar, já que custa U$150,00, 50% a mais que o resto da linha. Pra quem pode dispor dessa grana, porém, vale a pena: os cabelos em dois tons diferentes, a roupa TODA trabalhada em pelúcia misturada com simulações de couro e uma bolsa incrível, cuja alça imita a que o personagem usa pra carregar munição. Não sou fã de batom nude, mas até isso nela gostei, a maquiagem é maravilhosa. Dá vontade, porém vamos ter que ficar só na vontade, mesmo, hahahaha!

As quatro bonecas estão disponíveis para pré-venda no site oficial da Barbie e o preço individual das Golden, uma vez que já falei o da Platinum, é U$100,00… Somando a alta do dólar com as taxas de importação fica ABSURDO, mas caso alguém tenha interesse o envio está previsto pro dia 12 de junho. Também é possível comprar dois sets de bonecas Gold, um com o primeiro trio e outro com esse segundo, por U$270 cada, ou mesmo um “pacotão” com as seis por U$480. A Platinum, por ser bem diferenciada, não entra em nenhum set, só é vendida separadamente.

Agora me conte aí: qual a sua favorita nessa nova parceria entre Barbie e Star Wars? E qual personagem acha que ficou faltando? Por aqui estou surpresa que deixaram de fora o Mestre Yoda e só me resta agradecer que não exploraram Obi-Wan Kenobi, meu grande favorito da galáxia muito, muito distante, aí sim ia surtar de vez!

Memórias da Princesa: Os Diários de Carrie Fisher

Em 15.02.2020   Arquivado em Leitura

Memórias da Princesa: Os Diários de Carrie Fisher (The Princess Diarist) *****
Memórias da Princesa: Os Diários de Carrie Fisher Autora: Carrie Fisher
Gênero: Autobiografia
Ano: 2016
Número de páginas: 224p.
Editora: Best Seller
ISBN: 978.854.650.018-5
Sinopse: Um relato íntimo e revelador de Carrie Fisher, a Princesa Leia de Star Wars. Carrie Fisher era uma jovem atriz iniciante quando foi chamada por George Lucas para interpretar o papel que mudaria sua vida: a Princesa Leia, de Star Wars. Inexperiente, Carrie se viu imersa em um ambiente pouco acolhedor, e buscou refúgio em diários que mantinha ao longo das gravações dos filmes. Em “Memórias da princesa: Os diários de Carrie Fisher”, a atriz conta seus melhores e piores momentos ao longo das filmagens de Star Wars e a relação que mantinha com os colegas de trabalho, além de trazer detalhes inéditos sobre sua vida pessoal e sobre como o filme mudou completamente seu modo de viver.” (fonte)

Comentários: Se você nunca ouviu falar dela com certeza, e pelo menos, já ouviu falar de sua personagem. A relação de Carrie Fisher com a icônica Princesa Leia Organa é de muito carinho, apesar dos mais diversos pesares, o que é realmente uma coisa boa uma vez que a partir do momento que foi escalada para o papel uma não existia mais sem a outra. Em “Memórias da Princesa” ela conta sua visão muito pessoal sobre como se tornou Leia e o que veio logo depois, expondo acontecimentos da época da gravação de Star Wars (hoje considerado o Episódio IV – Uma Nova Esperança) através de lembranças resgatadas 40 anos depois de tudo após encontrar os diários que mantinha à época, e essa exposição inclui a transcrição de algumas páginas do próprio, que não a deixam mentir, ainda que ela não tivesse essa intenção./p>

Memórias da Princesa: Os Diários de Carrie Fisher

Carrie não era só atriz e nem só filha de artistas. Era também escritora, e isso é claro na maneira tão bem planejada com a qual escreve esse livro: ela sabe lidar com as palavras! Às vezes tão real que parece estar logo na nossa frente, outras com poéticas metafóricas que te fazem desejar ser sua a autoria da fase lida e relida até ficar tatuada no cérebro para todo o sempre. É gostoso, mas também melancólico, assistir a maneira carinhosa com a qual ela trata seu eu se 19 anos, inocente e insegura, e como tenta fazer o mesmo com a versão contemporânea, que aos seus olhos perdeu tanto se comparado à menina que foi um dia. Dá raiva, não dela é claro, mas da sociedade que faz com que a mulher odeie tanto o ato de envelhecer a ponto de achar que isso a fez perder parte do seu valor.

Em meio a esse antes, durante e depois, lá está ele: o diário em si. Poesias de uma moça abrindo os próprios sentimentos caminham nele lado a lado com a narrativa direta que os nega o tempo todo. É MUITO FÁCIL se identificar com ela, não só quando centra sua vida num romance que ela mesma nem considera assim (já-já falarei disso), mas principalmente no medo de não ser suficiente como pessoa, na crítica ao machismo talvez sem reparar que era isso que estava fazendo, nos pequenos desesperos de alguém muito privilegiada, mas que tinha seus diversos problemas com os quais lidar ainda assim. Uma menina virando mulher, exposta por causa dos pais a vida inteira, renovando um cenário de exposição, naquele momento em sua micro esfera, mas em breve para o mundo todo.

Memórias da Princesa: Os Diários de Carrie Fisher

A maioria das pessoas, ou pelo menos as pessoas com as quais tive a chance de conversar sobre, resumem o livro ao assunto principal abordado nele: o caso que ela manteve com Harrison Ford, que depois se tornou ser par romântico na série, à época casado com sua primeira esposa, nos três meses finais daquelas gravações. A Carrie dos diários se culpa bastante, e tem uma visão de negação e desespero muito forte de quem está vivendo o momento ainda como adolescente, e é muito bom balancear suas angústias apaixonadas com a visão de uma adulta, já idosa na verdade, que olha os acontecidos com distância e maturidade. Fui alertada de que NUNCA MAIS ia conseguir OLHAR pra ele mas, apesar de questionar fortemente muitas de suas atitudes, não o considero um vilão. Mais errado do que eles poderiam julgar quarenta anos atrás, é claro, principalmente no início. O durante em si foi entre os dois, e só eles sabem o quanto fez bem ou mal. Ainda assim, pensando em o quão jovem ela era, dá vontade às vezes que pega-la no colo e fazer carinho, dizendo que tudo ia ficar bem e que ela não precisava se esconder… Dele, dos outros homens que a rodeavam e, acima de todos, dela mesma.

“Tenho certeza, no entanto, de que, se eu tivesse princípios, o que estou fazendo agora violaria quase todos eles”
Memórias da Princesa: Os Diários de Carrie Fisher

Página 107

A sinceridade ácida da autora não esconde riquezas, regalias, facilidades que teve em toda sua vida. Ela não se coloca no papel da “pobre garota rica”, admite isso tudo sem enganar quem está lendo sua própria história. Mas nunca, desde a primeira página, pinta a fama como algo perfeito, a experiência mais incrível que uma pessoa pode ter na sua existência. Porque não é. De fotos odiosas que invadem privacidades a diálogos fofos que, em certos momentos, tendem a se tornar incômodos, ela ama e odeia saber que as pessoas sempre fariam filas para vê-la, não importa o quão exausta estivesse de se submeter a tudo novamente. Em dado momento compara a participação em eventos de fãs, como a Comic Con, com uma “dança erótica”, mas ao invés de colocarem dinheiro em sua calcinha os fãs o trocava por provas de que, por um minuto que fosse, estiveram ao seu lado. Isso lisonjeia, claro, mas também assusta, e só estando na pele de quem vive para saber o quanto.

No centro do livro existem páginas de fotos, em papel específico e a cores, da época da produção do primeiro filme (muitas delas ao lado de Harrison), do merchandising da personagem à época e até uma mais recente, dela ao lado do seu eu de cera no Madame Tussauds. Vê-la vestida de figurinos tão clássicos (principalmente pra mim, que sou fã do universo da galáxia muito, muito distante) e associa-la às palavras escritas enquanto as fotos eram tiradas é uma experiência muito louca, transformadora, fazendo com que o mito intocável da tela pareça de fato um ser humano. “Só Carrie Fisher”, como ela mesma diz nas palavras da página final.

Memórias da Princesa: Os Diários de Carrie Fisher

Duas das páginas de fotos centrais, todas coloridas

Carrie faleceu no dia 27 de dezembro de 2016, aos 60 anos, no intervalo de gravações entre os episódios VIII e IX de Star Wars. Sua mãe, Debbie Reynolds, morreu no dia seguinte, aos 84, mas o legado das duas foi deixado em diversos tipos de arte. Esse livro foi a minha escolha para o mês de Fevereiro no Desafio Leia Mulheres 2020, onde a proposta é uma não-ficção. Leia também a resenha do livro de Janeiro (HQ), Batatinha Fantasma: Amor em Quadrinhos!

A linha da Barbie de “Star Wars”

Em 26.08.2019   Arquivado em Dolls

A linha Gold Label da Barbie já lançou bonecas de vários ícones da cultura popular, como Star Trek e Mulher Maravilha, e agora pegou no ponto sensível de MUITO fã de ficção científica e cinema fantástico… Já está em pré venda, com lançamento oficial previsto pra novembro desse ano, o set de bonecas Star Wars da Mattel, com três modelos super desejáveis, de tirar o fôlego, que nos faz questionar como isso ainda não tinha acontecido antes…

“A colaboração Star Wars™ x Barbie® é uma homenagem a Star Wars: Uma Nova Esperança. Esta coleção homônima, inspirada na arte conceitual original do filme, re-imagina personagens icônicos através de um filtro de alta qualidade da Barbie.” – traduzido do site oficial

A linha da Barbie de Star Wars

Imagens tiradas do Instagram Oficial da Barbie

A proposta da linha é MARAVILHOSA! Ao invés de simplesmente reproduzir personagens eles criaram algo conceitual, dando às bonecas visuais carregados de “futurismo retrô”, deixando claro do que se trata, mas de maneira completamente original. Princesa Leia, R2D2 e Darth Vader na versão do Episódio IV, o primeiro filme Star Wars, foram inspiração pro design desenvolvido por Robert Best, responsável por várias outras maravilhas da marca, entre elas a Barbie Luciana que mostrei aqui alguns anos atrás e permanece sendo um grande objeto de desejo meu.

Apesar de funcionarem bem juntas, o conceito de cada uma é MUITO individual, em respeito total à personagem homenageada. Leia vem em seu traje mais clássico de princesa, o vestido branco longo, dessa vez com uma fenda incrível na lateral, e os coques rosquinha adaptados de forma ainda mais digno de realeza, lembra muito a própria Rainha Amidala, inclusive. R2D2 tem esse ar robótico aplicado ao humano, a roupa respeita o formato certinho do droid, com cabelos azuis em um tom MARAVILHOSO e a maquiagem mais legal do trio. Já Darth Vader é claramente a vilã do trio, né? O cabelo chanel numa versão mais estilosa do seu capacete, aquela capa que arrepia a espinha e, claro, óculos de Sol que disfarçam qualquer expressão. Além disso todas elas têm botas, acessórios e até BOLSA, tudo funcionando tão bem que tá difícil não desejar todas loucamente.

A linha da Barbie de Star Wars

Princesa Leia

A linha da Barbie de Star Wars

R2D2

A linha da Barbie de Star Wars

Darth Vader

Pra mim elas ficaram parecendo três estrelas de glam rock, suas roupas funcionariam perfeitamente em cima de um palco em turnê mundial tanto como banda, quanto separadamente em ‘carreira solo”. Senti total uma pegada meio David Bowie nelas, inclusive – lembra da Barbie em homenagem a ele que foi lançada recentemente? Podia super rolar uma colab na estante, de tanto que combinam. Pra galera aficionada do final dos anos 90/início dos anos 2000 fica IMPOSSÍVEL não pensar na banda da Barbie, Beyond Pink, que lançou o sucesso girl power “Think Pink” e tinha roupas bem na vibe dessa R2D2zinha aí… Que, inclusive, foi minha favorita!

As três bonecas estão disponíveis no site oficial da Barbie e o preço individual é (se preparem) U$100,00… Até dói um pouquinho o coração, né? Mas se tratando de itens de coleção tão elaborados já é esse, mesmo, o preço esperado. Na Amazon americana é possível reservar com entrega direto pro Brasil, mas somando o frete aos impostos sai mais de o dobro do preço. Com conversão pro dólar o pacote completo fica de cair pra trás, vale mais a pena esperar o lançamento e pedir alguém pra trazer ou até mesmo torcer pra encontrá-las nas lojas de brinquedo brasileiras depois.

Lookbook: Art Wars

Em 15.04.2019   Arquivado em Moda

Pois bem, hoje teremos mudanças no que estamos acostumadas aqui nos posts de lookbook pois farei um breve teste de postar as fotos diferentes individualmente, pra ficar maiorzinho e tals… Não significa que será assim sempre (estamos lidando com a RAINHA DA DESORGANIZAÇÃO, amores!), mas quando der, sim, por que não? E o motivo é o “cenário” completamente diferente que temos dessa vez! Hoje foi o último dia da exposição “Raiz”, com obras em diversos suportes do artista chinês Ai Weiwei lá no CCBB BH, então era “agora ou nunca” a hora de ir conferir. E aí que eu tinha planejado fotografar o look depois de sair do museu, na minha amada Praça da Liberdade que é em frente, mas olhei pros papéis de parede dele e pensei… A Praça vai continuar lá, não é mesmo(?), sem sair do lugar. Mas Ai Weiwei sabe-se lá quando terei de fundo de novo, então ‘bora aproveitando!

Eu absolutamente AMEI esse look porque ele quase supre uma grande frustração que eu tenho da minha infância. Eu era DOIDA com uma blusa dessas “de amarrar na frente”, porque a Maria das Chiquititas (minha favorita) usava uma assim, rosa, em um dos clipes do grupo… Se não me engano era “Viva a Vida”, o nome da música. Pois é, e eu NUNCA tive. Aí num amigo oculto da Daninha com uns amigos, pronto, ela ganhou essa, DE STAR WARS AINDA! Coisa mais linda, gente… Eu finalmente estou começando a realmente GOSTAR de roupa branca (porque antes mesmo quando gostava da blusa e usava, a cor me incomodava), e essa é perfeita porque a padronagem é preta e vermelho, que no geral já amo.

Lookbook: Art Wars

Blusa: Riachuelo | Shorts: Caroline Won | Coturnos: n/s | Bolsa: Kipling | Óculos: Ray-ban | Fotos: Daninha, aka minha irmã!

Já esses shorts, coitados, andam sozinhos já deeeesde 2011, quando foram comprados. Eles são bonitos e tem um bolsão que é super útil pra essas situações que a gente tira e guarda o celular muitas vezes seguidas. Os coturnos tão indo pro mesmo caminho, nem um ano por aqui e já dominaram a maioria dos looks. Que culpa tenho que são lindos, não é mesmo? De mais, usei o meesmo batom de sempre, que nas fotos nem dá pra ver a cor certa, mas era o Bruna, da linha Bruna Tavares, e o rabinho é porque o cabelo estava lindo, porém imundo, aí a gente utiliza desses truques pra não incomodar com ele e nem precisar lavar.

Lookbook: Art Wars

Sobre a exposição em si, nem vou falar nada porque quero fazer um post todiiinho sobre em breve. Mesmo que não esteja mais por lá, num importa, quanto mais blogueirinha de arte eu me tornar melhor, condiz com o momento que estou vivendo de voltar a estudar e produzir conteúdo sobre. Eu gosto e quero ver todo mundo gostando também! A luz do ambiente era direcionada, não muito adequada pra esse tipo de foto, sem possibilidade de usar outra iluminação própria porque pode danificar as obras, então fica aí a sombra na minha cara, lidemos com isso, valeu a pena. Esse papel de parede, LINDÍSSIMO por sinal, chama “The Animal that Looks Like a Llama but is Really an Alpaca” (O Animal Que Parece A Lhama Mas Na Verdade É Alpaca), e eu demorei horrores pra achar a bendita alpaca nele, hahaha. Esses passarinhos do Twitter em círculo, por sua vez, vi imediatamente. Claramente demonstrando minhas prioridades…

Lookbook: Art Wars

Han Solo: Uma História Star Wars

Em 04.06.2018   Arquivado em Disney, Filmes

Han Solo: Uma História Star Wars

Han Solo: Uma História Star Wars (Solo: A Star Wars Story) *****
Elenco: Alden Ehrenreich, Donald Glover, Emilia Clarke, Joonas Suotamo, Woody Harrelson, Phoebe Waller-Bridge, Thandie Newton, Anthony Daniels, Clint Howard, Jon Favreau, Jon Kasdan, Linda Hunt, Paul Bettany Dryden, Toby Hefferman, Warwick Davis
Direção: Ron Howard
Gênero: Ação, Ficção Científica
Duração: 135 min
Ano: 2018
Classificação: 12 anos
Sinopse: “As aventuras do emblemático mercenário Han Solo e seu fiel escudeiro Chewbacca antes dos eventos retratados em Star Wars: Uma Nova Esperança, inclusive encontrando com Lando Calrissian.” Fonte: Filmow (sinopse e pôster).

Comentários: Han é um jovem que, tendo ficado órfão muito novo, vive como contrabandista no conturbado planeta Corellia, de onde tenta desesperadamente fugir junto com a namorada, Qí’ra, para realizar o sonho de comprar uma nave e se tornar piloto. Após derrotarem a Lady Proxima, que comanda o crime local, eles conseguem fugir, mas acabam sendo separados, então ele se alista ao exército na esperança de conseguir pilotar naves por lá. Três ano se passam e seus objetivos permanecem: a carreira dos sonhos e voltar à terra natal, onde pretende resgatar a Qi’ra de vez.

Acho que nunca cheguei a falar sobre filmes de Star Wars aqui no blog, apenas fiz uma resenha fajuta quando o Episódio 1 ganhou sua versão 3D no cinema, apesar de já ter assistido várias vezes na época. Tudo isso porque, apesar de AMAR a história, eu tenho um problema com a maior parte da fanbase: acho o grupo de fãs mais chato que já existiu! Óbvio que não podemos generalizar, etc etc, mas estou falando do grosso, da maioria, que não só não consegue aceitar que novas pessoas passem a gostar, como também acham um problema qualquer mini alteração que façam na sua obra intocável.

Por que então, vocês me perguntam, falar justamente sobre esse que está sendo tão detestado? Oras, porque alguém precisa vir defender! Eu simplesmente adorei Han Solo! Achei muito gostoso poder ver a juventude de uma personagem tão icônico e, de quebra, sua história prévia com algumas outras. O filme se passa aproximadamente 10 anos antes dos acontecimentos de “Uma Nova Esperança” e é muito bacana ver como Solo já tinha a essência que tem na trilogia original, mas também muitas coisas diferentes… Afinal, né, estamos sempre em constante mudança, e até pessoas fictícias passam por mutações.

No quesito “fan service” achei um prato cheio. Vemos como Han e Chewie se tornaram amigos, temos referências em algumas falas (“I hate you!” “I know!”), curtimos a velha trilha sonora adaptada a esse novo momento. Pela primeira vez na história da “Galáxia Muito Distante” o assunto principal não é política, que é o grande foco de todas as outras aventuras. Esses personagens são o lado “abandonado” do Império, tendo que se aliar a ele e traí-lo a todo momento porque, afinal, o que importa ali não é quem está no poder e sim sua sobrevivência. Eles também não usam ou demonstram possuir a Força, as batalhas são todas usando “força bruta” e, claro, tiros e explosões. Há também a presença INCRÍVEL de Lando, que ficou extremamente fiel ao original, e sua Millenium Falcon que, como todos sabemos, é a nave e xodó do personagem título – sim, você vai descobrir como foi o “jogo justo” que fez com ela passasse de um para o outro!

Han Solo: Uma História Star Wars

Imagem via ABC News

Sobre novas personagens, minha favorita foi a L3-37, companheira de Lando, uma droid problematizadora e ativista que luta contra a subordinação das máquinas. Ela é absolutamente encantadora e foi IMPOSSÍVEL pra mim não me identificar – BB-8 acaba de ganhar uma concorrente na minha lista de queridinhos! Também conhecemos o casal de contrabandistas Beckett, que praticamente introduzem o rapaz nessa nova vida de forma profissional. É Thobias Beckett que, no final, dá a brecha para que ele se transforme no adulto interpretado por Harrison Ford. E, claro, não podemos deixar de falar de Emilia Clarke como Qi’ra, provavelmente a pessoa mais misteriosa entre todas as apresentdas. Algo me diz que veremos mais da “ex” de Han em filmes da série.

Digo isso porque Alden Ehrenreich, intérprete de Han Solo, já tem um contrato de três filmes com a Lucasfilm e, no final, temos brecha para ver mais histórias antigas sendo mostradas, como por exemplo no longa já confirmado de Boba Fett. Inclusive os dois personagens fazem parte do mesmo núcleo, sendo caçadores de recompensa trabalhando para o Jabba ao mesmo tempo… Não sei se realmente haverá uma trilogia de Solo, ou se esse contrato é pra outros spin-offs assim, mas espero que sejam tão divertidos quanto esse, que tem humor, aventura, emoção e muita referência, do jeito que a gente gosta!

E, por fim, o meu apelo pessoal à Disney: CADÊ KENOBI NESSA LISTA DE LANÇAMENTOS AÍ, MINHA GENTE? CÊS NUM ME DECEPCIONEM NÃO PORQUE EU JÁ TÔ AQUI SE SABRE AZUL NA MÃO AGUARDANDO POR ESSE SONHO TÃO FÁCIL DE SER REALIZADO, HEIN! AI AI AI!

Trailer:

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