Top 5: Professores favoritos do cinema!

Em 15.10.2019   Arquivado em Filmes

Hoje é 15 de Outubro, dia de quem ensina, da profissão mais desvalorizada desse país – principalmente no atual cenário -, das pessoas que devemos enaltecer DEMAIS porque haja fôlego pra lutar pela educação… Hoje é Dia dos Professores e eu, como pós graduanda em Ensino de Artes que sempre sonhou com esse caminho, enfim o trilhando, não poderia de forma alguma deixar de fazer um Top 5, transformando esse momento de muita reflexão em um pouquinho de diversão, porque é sempre bom também…

Top 5: Professores favoritos do cinema!

Sr. Browne, de Extraordinário

OK, eu sei que devia ter começado da minha maior inspiração, mas ele merece encabeçar o Top 5 porque desde que li Extraordinário, meu livro favorito, o sr. Browne se tornou uma das minhas personagens masculinas favoritas. Como não se apaixonar por um homem que inicia o ano letivo ensinando seus alunos sobre nada mais, nada menos, do que GENTILEZA? Depois, quando o filme saiu, esse carinho aumentou ainda mais porque ele ficou absolutamente perfeito. Merece ser o número 1 nessa e em qualquer outra lista de educadores da ficção que a gente for fazer!

Quer ler mais sobre Extraordinário? Aqui no blog tem um post sobre minha relação com o livro e uma resenha do filme, logo que ele saiu, uma das minhas melhores publicadas até hoje!

Katherine Watson, de O Sorriso de Mona Lisa

Minha MUSA INSPIRADORA! Sabe aquela velha e boa pergunta “O que você quer ser quando crescer?”, que a gente escuta muito quando criança? Pois é, já tem algum tempo que a resposta que tenho é Katherine Watson! Uma mulher que, na década de 50, foi ensinar História da Arte em uma das universidades para moças mais conservadoras dos EUA mesmo sendo à frente do seu tempo, irreverente… O resultado? Mentes sendo abertas e momentos de sororidade entre jovens mulheres tão impactantes que nem encontro palavras pra descrever. Sempre que me sinto mal e incapaz assisto ao filme mais uma vez, para lembrar desse meu objetivo de mudar o cenário do Ensino de Artes ao meu modo também, ainda que um pouquinho, fortalecendo meninas no meio do caminho. É ambicioso, eu sei, mas nunca fui tão firme e feliz numa ambição!

“O Sorriso de Mona Lisa”, que conta com Julia Roberts nesse papel principal, é um filme de 2003 que está disponível para ser assistido na Netflix. Apesar de lançado há 16 anos, às vezes tenho vontade de escrever sobre essa relação tão forte que tenho com ele… O que vocês acham?

Remo Lupin, de Harry Potter

Por um minutos pensei em colocar aqui a professora Minerva, que também é uma personagem grandiosa da saga, só para ter mais mulheres do que homens na lista. Confesso! Só que se fizesse isso, esse post seria uma mentira. Quando se trata de mestre em Hogwarts, Lupin sempre foi e sempre será meu favorito porque ele é, pra mim, tudo o que alguém que ensina devia ser: justo, gentil, competente, inteligente, empático, imperfeito como qualquer ser humano, mas extremamente ciente dessa imperfeição. Uma perda enorme pra escola causada pelo ódio, a opressão e o preconceito, mas ei(!), a vida não é mesmo assim? É sim! A verdade é essa, e pode ser mudada se lembrarmos que seguindo o exemplo de Remo Lupin só temos a ganhar.

Você aí, gosta de Harry Potter? Pois aqui no blog tem uma categoria inteirinha só da série! São posts com lançamentos, resenhas, relatos de eventos, até looks do dia e muito mais! Vale a pena dar uma olhadinha…

Lucy Whitmore, de Como Se Fosse a Primeira Vez

Sim, mais uma educadora de artes mulher… Já entenderam meus motivos, né? Sou suspeita, e ainda assim faz sentido. A história de Lucy (quase) todo mundo que gosta de comédias românticas sabe: ela sofreu um acidente grave e desenvolveu uma síndrome rara onde não consegue mais guardar memórias recentes… Sendo assim à noite, quando vai dormir, seu cérebro apaga tudo o que viveu naquele dia, fazendo com que repita a data do acidente da maneira como planejou originalmente todos os dias até conhecer Henry, que se apaixona por ela e resolve mudar esse cenário.

Só que aaaantes desse fatídico momento que desestabilizou sua trajetória, Lucy era professora de artes que ensinava crianças em uma escola local, o que é lindíssimo! Mais lindo ainda é quando, mais pro final do filme – e se você ainda não viu, pula pro próximo da lista que aí vem spoiler – ela volta a lecionar a matéria para outros pacientes do centro onde faz tratamento, todos com problemas de memória similares ou ainda piores que o dela. Ela pode ser “Lucy Esquecida”, mas permanece maravilhosa.

Sr. Anderson, de As Vantagens de Ser Invisível

É, eu sei, está explícita minha tendência pras artes, letras e humanas aqui nesse post, né? Tanto que temos mais um professor de inglês em colégio americano nela, tal qual o Browne… Sr. Anderson nos presenteia com a frase “Nós aceitamos o amor que achamos merecer”, que vem partindo ou abrindo corações todos os dias desde que foram proferidas pela primeira vez… Fora isso tem um faro INCRÍVEL para saber qual aluno mais precisa de ser apoio dentro de uma sala de aula cheia de adolescentes, e se tem algo mais grandioso do que isso, desconheço. Confesso que não li o livro, mas o filme me tocou profundamente com seus temas pesados expressos de forma tão bela, e sei que não fui a única. Se você ainda não viu, não perde tempo, veja!

Ele me lembra MUITO uma professora de química que tive entre a 8ª série (atual 9º ano) e o 2º ano do Ensino Médio… Ela entendeu perfeitamente os motivos da solidão que vivi em parte desse tempo e, depois, meu apego às pessoas que me tiraram dessa solidão, além de ter me apoiado em sua matéria como nenhuma outra fez antes ou depois na vida. Nilmara, se um dia ler isso, fica aqui meu muito obrigada! Espero retribuir seu carinho o passando adiante, quando tiver meus alunos também…

E você, quais professores do cinema, ou da cultura popular de um modo geral, mais te marcaram? E qual da VIDA REAL teve mais impacto? Me conta aí nos comentários! Enquanto isso, de minha parte, desejo um feliz 15 de outubro a todos os mestres, com carinho!

Psiu! Prest’enção! Essa lista tem como objetivo expressar única e exclusivamente minha opinião pessoal, não se baseando em nenhum outro tipo de critério como popularidade de personagem ou mesmo bilheteria da obra em questão.

Yesterday

Em 22.09.2019   Arquivado em Filmes

Yesterday *****
Yesterday Elenco: Himesh Patel, Lily James, Alexander, Ana de Armas, Ed Sheeran, Joel Fry, Robert Carlyle, Harry Michell, Kate McKinnon, Meera Syal, Sophia Di Martino, Vincent Franklin
Direção: Danny Boyle
Gênero: Comédia
Duração: 116 min
Ano: 2019
Classificação: 12 anos
Sinopse: “E se você fosse a única pessoa que se lembra dos Beatles? Em ‘Yesterday’, o músico Jack (Himesh Patel) percebe que existe um estranhamento por partes de seus colegas de faculdade quando ele menciona nomes como Paul McCartney ou John Lennon. Além disso, uma simples procura na internet por ‘Beatles’ sem o resultado esperado também o impressiona.” Fonte: Filmow.

Comentários: Já imaginou acordar num mundo onde os Beatles não existiram? Onde ninguém conhece suas músicas, seus nomes ou referências? É o que acontece com Jack Malik, um músico frustrado prestes a desistir de sua carreira por não conseguir mais carregar decepções, após se recuperar de um acidente de bicicleta, o único veículo que sabe conduzir. Seus amigos, para animá-lo em relação aos machucados – e perda de dois dentes frontais – o presenteiam com um violão incrível, e para estreá-lo ele decide tocar uma composição igualmente incrível: Yesterday. Nesse momento, ao ver todos impressionados pela sua nova obra, ele descobre que, nesse novo e estranho mundo, seus ídolos simplesmente sumiram da mente de tudo e de todos! É a oportunidade que Jack sequer sabia que esperava para atingir o estrelato através de canções que sequer são dele…

Por mais que o plot do filme de um modo geral seja interessante, ele vai muito além dessa possibilidade de manter Paul, John, George e Ringo no anonimato e levanta duas discussões quase opostas e igualmente relevantes: a importância da banda não só na música, mas também em toda a cultura popular ocidental, e como – apesar disso – não temos espaço ou necessidade de “novos Beatles” na contemporaneidade. Nesse universo não são apenas eles que somem, mas Oasis, por exemplo, outra queridinha do protagonista, também nunca existiu, assim como Coca-Cola não é um refrigerante muito servido, “Strawberry Fields” não passa de um antigo orfanato demolido e a série Harry Potter jamais foi publicada… Porque, por mais que a gente não perceba, todos eles estão ligados direta ou indiretamente com o quarteto de Liverpool, que sequer é uma cidade referência para o cenário do rock.

Yesterday

Yesterday | Imagem via O Globo

É claro e óbvio que esses então “meninos” foram importantes, né? Qualquer banda poderia ter feito o que eles fizeram? Sim. Mas ELES o fizeram e precisam de mérito por isso! Mas isso não significa que são os únicos a ter trabalhos espetaculares ou que tudo precisa ser sobre eles. A presença de Ed Sheeram como “descobridor” de Jack, que o ajuda a alcançar grande estrelato e permanece orientando até o final, é a prova disso. Ed também é relevante, e quem vier depois dele idem. Não maior ou menor: idem. Ao sugerir a mudança da letra de “Hey Jude” para “Hey, Dude”, simultâneo ao fato de que nenhum nome de álbum antigo parece agradar a gravadora, o longa nos prova que tempos mudam e cenários artísticos também. Sempre teremos espaço para enaltecer o “Fab 4”, mas não precisamos deles para prosseguir. A prova disso é a participação especial INCRÍVEL de Robert Carlyle antecedendo o clímax da história, que faz o coração de qualquer fã balançar (mesmo os que não idolatram tanto assim aquela imagem, como eu), quando percebemos que isso é válido até mesmo para os envolvidos…

As versões da música são bem gostosas, reflexões e referências idem, porém o enredo peca bastante em alguns pontos que deviam ser cruciais para a história. O humor das personagens secundárias, que têm como missão carregar esse aspecto da trama, é forçado e sem muito carisma, e o mesmo é válido para o romance, que tinha tudo para fazer a plateia torcer e vibrar, mas deixa uma sensação de “tanto faz”, você acaba não se importando muito com um de seus aspectos chave. O final, porém, me deixou surpresa, não muito revolucionário e, ainda assim, inesperado por fugir um pouco do que estamos acostumados em tramas focadas nesse tipo de “possibilidade paralela”. Valeu a pena ter assistido, mas é o tipo de filme que não pretendo rever, algo que costumo fazer com frequência com os que possuem essa exata temática, principalmente se tratando de uma banda que está entre minhas grandes favoritas…

Leia também: Paul McCartney: One On One Tour em Belo Horizonte, muito mais que um show, um espetáculo sem definição!

Trailer:

Corgi: Top Dog

Em 09.09.2019   Arquivado em Filmes

Corgi: Top Dog (The Queen’s Corgi )*****
Corgi: Top Dog Elenco: Jack Whitehall, Bridget Maasland, Iain McKee, Matt Lucas, Julie Walters, Colin McFarlane, Debra Stephenson, Jon Culshaw, Kulvinder, Nina Wadia, Ray Winstone, Sarah Hadland, Sheridan Smith, Tom Courtenay
Direção: Ben Stassen
Gênero: Animação, Aventura
Duração: 92 min
Ano: 2019
Classificação: 10 anos
Sinopse: “A Rainha Elizabeth é apaixonada por cães da raça Corgi e, dentre os que vivem no Palácio, Rex (João Guilherme) é o seu queridinho. Acostumado com as mordomias da realeza, tudo muda quando ele cai na armadilha de um outro cachorro que quer tomar o seu lugar. Preso no canil da cidade, ele agora vai precisar de toda a ajuda que conseguir para voltar ao Palácio e retomar seu lugar como o favorito da Rainha.” Fonte: Filmow.

Comentários: Numa mistura de ficção com a representação de elementos reais, chegou essa semana nos cinemas brasileiros uma animação belga distribuída aqui pela Imagem Filmes. Corgi: Top Dog conta a história de Rex, o favorito entre os vários cães dessa raça que pertencem à Rainha Elizabeth II. Após ser dado de presente a ela ainda filhote pelo seu marido, o Duque de Edimburgo, ele rapidamente assume o posto de “top dog”, sendo uma celebridade em todo o Reino Unido – com direito até a uma extensa linha de merchandising com seu rosto. Essa vida dos sonhos de qualquer cachorro acaba sendo prejudicada quando, em uma visita do presidente dos Estados Unidos, ele acaba não se comportando como um cão real. Sua dona então o repreende e, influenciado por alguém que pretende usurpar seu lugar, Rex acaba fugindo, sendo tido como morto e levado para um canil onde vários animais esperam pela sorte de ser adotado por uma família algum dia.

A história do filme é bastante clichê, daquelas que já foram contadas várias vezes em mídias voltadas para o público familiar: superação de problemas, reconhecimento raso de privilégios, luta pelo amor verdadeiro, entre outros, mas uma vez que está inserida num grupo de personagens original, o ambiente se torna mais interessante. Aos que não são tão ligados à realeza britânica é apresentada a afeição da Rainha Elizabeth à raça corgi e ao fato de que ela mantém, desde sua coroação realizada mais de 60 anos atrás, uma pequena matilha deles como parte da “família real”, cães que vivem de maneira extremamente luxuosa como é de esperar. As pessoas reais são mostradas com fácil identificação e trazem piadas de duplo sentido para entreter adultos – principalmente ao satirizar Trump de maneira genial -, quebrando os momentos de tédio que podem surgir ao consumir algo claramente voltado para o público infantil.

Corgi: Top Dog

Corgi: Top Dog | Imagem via YouTube

No que diz respeito ao entretenimento das crianças, o núcleo animal é fofinho e divertido, com traços da animação bem feitos e tudo muito colorido. É legal ver esse tipo de obra vinda de um estúdio mais independente, e não dos gigantes que praticamente dominam a indústria, apesar da diferença da qualidade ser gritante é através daí que vão surgindo os avanços, mesmo. Ao migrar do cenário do palácio para um canil, fica a mensagem subliminar de que existem vários animais abandonados também à procura de um lar, provando que amor e carinho vão além da raça, já que é ali que Rex encontra os reais companheiros que vão ajudá-lo a superar os problemas propostos na trama. Senti falta de enfatizar um pouco as características de cada raça mostrada, mas talvez esse seja um aspecto positivo para quebrar essa necessidade que temos em julgar os animais pelo físico, e não pela amizade que estão dispostos a dar.

Apesar de Rex ser um protagonista legal, carismático e levemente arrogante em alguns momentos, a dublagem brasileira dele ficou HORROROSA! Mais uma vez a escalação de um famoso sem formação e prática como dublador estragou completamente a experiência, porque destoa muito das outras personagens que são muito superiores nesse atributo. Foi, de fato, a escolha de João Guilherme no papel que fez a visibilidade do trailer aumentar bastante nas redes sociais, antecipando o lançamento do longa no Brasil, mas no quesito qualidade… Sinceramente, uma perda muito grande pro expectador. Lendo algumas opiniões por aí vi que a versão original também pecou bastante nesse aspecto, então fizemos jus ao negativo impossível de ser relevado.

Trailer:

Turma da Mônica: Laços

Em 16.07.2019   Arquivado em Filmes

Turma da Mônica: Laços *****
Turma da Mônica Elenco: Giulia Barreto, Kevin Vechiatto, Laura Rauseo, Gabriel Moreira, Rodrigo Santoro, Fafá Rennó, Paulo Vilhena, Ravel Cabral, Monica Iozzi, Adriano Bolshi, Cauã Martins, Leandro Ramos, Sidney Gusman, Maurício de Sousa
Direção: Daniel Rezende
Gênero: Aventura
Duração: 97 min
Ano: 2019
Classificação: Livre
Sinopse: “Floquinho, o cachorro do Cebolinha, desapareceu. Ele desenvolve um plano infalível para resgatar o cãozinho, mas para isso vai precisar da ajuda de seus fieis amigos: Mônica, Magali e Cascão. Juntos, eles irão enfrentar desafios e viver grandes aventuras para levar Floquinho de volta para casa.” Fonte: Filmow.

Comentários: O Bairro do Limoeiro poderia ser uma vizinhança pacata para se viver, se não fossem seus próprios moradores. Cebolinha tem mais um plano infalível pra roubar o coelhinho de Mônica e se tornar o dono da “lua”, digo, rua, acompanhado do sempre contrariado e descrente no assunto Cascão. Já ela conta com sua melhor amiga, Magali, pra manter seu temperamento forte sob controle enquanto as duas passeiam de barraquinha em barraquinha pra pedir um novo lanche… A rotina da Turma da Mônica é a mesma há muito tempo, mas dessa vez algo deu errado e Floquinho, cachorro de Cebolinha, sumiu misteriosamente. Os quatro precisam, então, deixar as desavenças e medos de lado e tentar recuperá-lo das mãos de um homens que parece ter feito aquilo antes, com outros cãezinhos do bairro… O que eles aprendem nesse caminho só mesmo a força da história Laços, adaptada da graphic novel de mesmo nome de Vitor e Lu Cafaggi, pode ensinar pra você também.

Acho que é quase unanime na vida de brasileiros de TODAS as gerações que os quadrinhos dessa turminha criada por Maurício de Sousa fizeram parte não só da nossa infância, mas também depois disso. Com um numero super diversos de personagens de todos os tipos e tendo sempre o time renovado pra se tornar cada vez mais inclusivo, ele transformou pessoas da sua vida em verdadeiros patrimônios da cultura desse país. E depois de vários curtas e longas de animação chega pela primeira vez nos cinemas um live action de Mônica e seus amigos… É até difícil explicar pra quem tá de fora a importância disso, né? Mas a gente… Ah, a gente sabe! Com presenças óbvias e MUITAS referências a outras ao longo do roteiro, o filme é um prato cheio de identificação, independente do seu favorito: desde Titi e Cranicola explícitos a Papa Capim e Tina em detalhes sutis.

Turma da Mônica: Laços

Turma da Mônica: Laços | Imagem via Veja

O ponto alto da trama é, sem dúvidas, a sensibilidade simples, mas muito bem trabalhada, do roteiro. “Laços” não é só sobre fitas vermelhas amarradas em árvores, mas principalmente sobre o que nos une além do físico. Entre risadas por “erres” trocados por “eles” e coros de “baixinha dentuça”, todos com potencial para machucar, existe a conexão, união, confiança, esperança. O universo lúdico de crianças retratado com sabedoria de adultos é um prato cheio nos quadrinhos, tem tudo para criar um filme perfeito, mas isso não acontece justamente dessa adaptação, que é seu ponto baixo. É um enredo belíssimo, porém não tem conteúdo suficiente para um longa metragem, o que resultou em algumas cenas um tanto quanto lentas, com pausas desnecessariamente demoradas e poucos momentos de ação. Por mais que combine com o teor da história isso atrapalhou, sim, no seu ritmo, mas não no conjunto final como um todo.

O elenco é outro prato cheio, com rostos conhecidos no núcleo adulto e promissores no infantil, que logicamente tem muito o que aprender, ainda. Eu tendo a ser menos crítica com a atuação de crianças, uma vez que elas estão num processo de aprendizagem e profissionalismo bem diferente que merece seu respeitado. O quarteto principal tem muito carisma, ainda que pouca habilidade, e o melhor entre eles é, de longe, o Cascão de Gabriel Moreira, que deu um show! Com certeza tem futuro. Para os mais afetivos vale mencionar uma aparição bem fofa do próprio Maurício, levando adiante a tradição de incluir interação do criador com suas “criaturas” em adaptações do tipo. Por fim, o GRANDE destaque é a participação de Rodrigo Santoro como Louco. Sua presença é rápida e parece “sem pé nem cabeça”, como as iniciais que formam o nome da personagem sugerem, mas na verdade dá sentido a tudo! Perfeito, tanto na caracterização quanto execução, por si só já vale a pena independente da beleza de todo o resto de Turma da Mônica: Laços que, sim, é lindo! Agora é segurar as expectativas para sua continuação, “Lições”, que já está confirmada para 2021.

Leia também: 10 Filmes Para Assistir em 2019

Trailer:

Aladdin

Em 12.06.2019   Arquivado em Disney, Filmes

Aladdin *****
Aladdin Elenco: Will Smith, Mena Massoud, Naomi Scott, Marwan Kenzari, Navid Negahban, Nasim Pedrad, Billy Magnussen, Amer Chadha-Patel, Amir Boutrous, Bern Collaco, Joey Ansah, Numan Acar
Direção: Guy Ritchie
Gênero: Fantasia, Musical, Romance, Comédia
Duração: 128 min
Ano: 2019
Classificação: Livre
Sinopse: “Um jovem humilde descobre uma lâmpada mágica, com um gênio que pode lhe conceder desejos. Agora o rapaz quer conquistar a moça por quem se apaixonou, mas o que ele não sabe é que a jovem é uma princesa que está prestes a se noivar. Agora, com a ajuda do Gênio (Will Smith), ele tenta se passar por um príncipe e para conquistar o amor da moça e a confiança de seu pai.” Fonte: Filmow.

Comentários: E temos mais um clássico entrando pra lista de adaptações em live action da Disney e, olha, se é pra falar de remake falaremos MESMO de Aladdin porque está absolutamente impecável! Quem ficou com pé atrás por causa dos trailers vai se surpreender com o visual colorido, vibrante e riquíssimo em detalhes que o longa apresenta. E se A Bela e a Fera pecou pela fidelidade ao original, sem conseguir adaptar bem o roteiro e tornando o enredo arrastado, esse acertou em cheio nesse ponto! É extremamente parecido com a animação, mesmas cenas, falas e tramas, mas com adicionais bem distribuídos e pertinentes, mantendo o ritmo e principalmente o clima da cultura árabe em ambiente fantástico.

O elenco protagonista foi, também, um grande acerto por parte da Disney. Mena Massoud e Naomi Scott estão lindos nos papéis de Aladdin e Jasmine, funcionando não só individualmente, mas também como casal. Ele tem essa cara de garoto sofrido, porém gentil, o “diamante bruto” requisitado pela Caverna dos Tesouros. Já ela é LINDA e forte, de todas as princesas até agora reencenadas a mais carismática, sem dúvidas! Eles deram a ela um pouco mais de poder que na outra versão, como forma de empodera-la sem tirar o foco do enredo. Por outro lado o grande defeito dele é JUSTAMENTE o antagonista, Jafar. Um dos maiores vilões do estúdio, com imagem e imponência de dar medo, caracterizado como um galã de voz fraca e presença fraquíssima em tela. É até difícil comprar a ideia de que aquele é o grande gênio do mal, você nem teme que ele possa vencer no final. Inicialmente pensei que poderia ser problema da dublagem, mas revendo os trailers vi que não, é assim com áudio original também.

Aladdin

Aladdin: imagem via SpicyPulp

E já que falamos de dublagem, bom, essa é digna de um tópico especial porque é perfeita, sem outra palavra pra descrever. Com exceção do Jafar, todos têm vozes que parecem a da animação e ainda assim combinam com os atores. Mas o Gênio… Ah, o esse merece ser enaltecido individualmente. Will Smith não só está maravilhoso na pele desse icônico “compassa” como também deu à versão brasileira um toque ainda mais especial. Em 1992 ele ficou marcado por gerações na voz de Robin Williams, enquanto em terras tupiniquins foi dublado na época por Márcio Simões, que por um acaso é justamente o principal dublador do próprio Will Smith! Sendo assim, aqui no Brasil ele tem exatamente a mesma voz da animação, o que deixou tudo ainda mais gostoso de se ouvir (e querer cantar junto, claro)!

Por fim, o ponto alto de qualquer clássico Disney, temos as músicas da trilha sonora original que arrancam lágrimas de emoção em qualquer fã chorão. “Noites da Arábia” abre o filme e, pra mim, foi de forma um pouco inesperada, então senti todo o impacto de surpresa, causando brilho no olhar instantâneo. O número principal, “Um Mundo Ideal”, também é maravilhoso, digno da magnitude que devia ter. E pras fãs da princesa, uma ótima surpresa: ela ganhou sua própria canção no maior estilo “girl power” para finalmente ter uma voz mais ativa na própria história. De toda essa geração de live actions que estamos vivendo, Aladdin é, provavelmente, o melhor deles do quesito fidelidade, adequação e fotografia até agora (apesar de meu favorito continuar sendo Christopher Robin). Agora é contar os dias para “O Rei Leão” que sai em julho, e eu como grande fã dele, sendo o primeiro filme que assisti no cinema na vida, estou animadíssima – e adorando o fato de que voltei a estudar e tenho uma carteira de estudante agora, pra tornar essas experiências mais baratas e fáceis de serem vividas!

Trailer:

O Sol Também é Uma Estrela - 16 de maio nos cinemas

Página 1 de 2212345... 22Próximo