10 mulheres do Impressionismo que você precisa conhecer!

Em 14.06.2020   Arquivado em Artes Visuais

Você já se deparou, zapeando pela internet ou museus, com obras de arte onde a paisagem parece borrada, as formas são meio incertas e as tintas escolhidas pra representar parecem ser um monte de borrãozinhos coloridos que, por um mero acaso, foram uma imagem? Se sim tem uma grande chance de ter conhecido uma pintura impressionista! O impressionismo foi um movimento que marcou a história da arte, principalmente na França, no final do século XIX, caminhando para o início do XX, e tinha como objetivo a quebra do ciclo de estilos que tinha acontecido até então… Nele os artistas, em sua maioria com foco em ambientes externos, retratavam o momento exato que estavam vivendo ou criando, explorando luz e sombra para dar sensação de “agora” e apostando em formas não definidas pra dar a quem aprecia impressão de movimento, como se tudo aquilo pudesse se desmanchar em um segundo.

O “grupinho” dos principais impressionistas era composto de Manet, Monet, Renoir, Degas, Gaugin, Cézanne e Pissaro… Fica parecendo que realmente só homens faziam parte, né? E, se você analisar os principais livros de história da arte são eles que serão mencionados. Mas pipocando por Paris e depois, consequentemente, por diversos lugares do mundo, as mulheres do impressionismo estavam ali, firmes e fortes, lutando contra esse imenso sexismo que fazia (e ainda faz) parte das artes, produzindo obras tão incríveis quanto as deles. E essas mulheres PRECISAM ser conhecidas.

Quando comecei a estudar (in)visibilidade feminina nas artes as impressionistas foram “caindo no meu colo” muito rápido, antes mesmo que essa pesquisa tomasse forma de verdade. Não sei se por coincidência ou se pelo fato de que esse SEMPRE foi meu movimento artístico favorito, desde que estudei pela primeira vez ainda no colégio, quando nem pensava que um dia estudaria para me tornar professora no assunto também. De repente minha pesquisa acadêmica tinha essas pintoras (e uma escultora) como foco. Ainda pesquiso, produzo conteúdo e amo conhecer todas as outras, mas quem vai pro Lattes, de verdade, são elas. Então hoje apresento a vocês a seleção mais difícil que já tive que fazer na vida com 10 mulheres do impressionismo que merecem ser conhecidas e apreciadas.

01) Mary Cassatt:

10 Mulheres do Impressionismo: Mary Cassatt

Provavelmente a principal entre as “damas do impressionismo”, Mary Cassatt era americana, mas viveu a maior parte da sua carreira artística na França, o berço do movimento. Sua família era de classe média alta e a mãe valorizava muito a educação de meninas, o que deu a ela acesso a viagens e estudo desde novinha, mas não impediu seu pai de ser contra sua carreira. Após muita frustração por não se encaixar na arte clássica e se recusar terminantemente a ter um patrono, ela foi convidada por Degas, de quem era amiga, a conhecer os impressionistas e aderiu ao movimento focando trabalhos em mulheres e crianças, tendo 11 obras na Grande Exibição Impressionista de 1879. Continuou pintando por muito tempo, mesmo diagnosticada com reumatismo, diabetes, neuralgia e catarata, essa última responsável pela cegueira que, enfim, a forçou se aposentar. Morreu aos 83 anos em Le Mesnil-Théribus, França.

Obras em destaque: Auto retrato (1880), Chá das Cinco (1880) e Jovem Mãe Costurando (1900). Aprenda mais sobre a Mary!

02) Berthe Morisot:

10 Mulheres do Impressionismo: Berthe Morisot

O nome feminino mais comumente citado em livros de história da arte sobre impressionismo, Berthe Morisot nasceu em uma comuna francesa onde era comum que meninas estudassem arte. Uma vez que sua família se mudou para Paris, começou a trabalhar como copista até assumir essa função no Museu do Louvre. Tornou-se amiga de Manet e casou com seu irmão, Eugene, com quem teve uma filha chamada Julie, amizade essa que resultou em troca de influências, sendo responsável por introduzi-lo no Impressionismo e ressentindo fortemente as críticas e falas sexistas do mesmo. No Salão de Paris de 1873, que teve grande representação do movimento, foi considerada a autora dos melhores trabalhos pelo Le Figaro. Sua família foi a principal temática retratada por ela nos quadros que pintou até morrer, aos 54 anos de pneumonia, enquanto cuidava de Julie que havia contraído essa doença.

Obras em destaque: A Irmã da Artista na Janela (1869), A Mãe e a Irmã da Artista (entre 1869 e 1870) e Milharal (cerca de 1975). Aprenda mais sobre a Berthe!

03) Marie Bracquemond:

10 Mulheres do Impressionismo: Marie Bracquemond

Nascida de um casamento arranjado, Marie Quivoron teve aulas de pintura com o pintor e restaurador Vassort e aos 16 anos já tinha um quadro exposto no Salão de Paris. Trabalhou com Jean Auguste Ingres mas, frustrada com a simplicidades dos trabalhos que ele lhe passava, resolveu trabalhar com encomendas e chegou a ser copista do Louvre. Lá conheceu não só o movimento impressionista, do qual era parte e forte defensora, como também Félix Bracquemond, com quem se casou e teve um filho no ano seguinte. Trabalhavam juntos no ateliê onde ele era diretor, mas Félix não gostava de seu estilo, não aceitava suas sugestões e escondia seus trabalhos, fazendo com que ela abandonasse as obras autorais e passasse a trabalhar pontualmente com encomendas. Morreu aos 75 anos, em Paris, mas sua produção artística não é tão vasta quanto essa idade permitiria graças à falta de incentivo doméstica.

Obras em destaque: Mulher com uma Sombrinha (1880), Sob a Lâmpada (1877) e A Irmã e o Filho da Artista no Jardim em Sevres (1890). Aprenda mais sobre a Marie!

04) Eva Gonzalès:

Mulheres do Impressionismo: Eva Gonzalès

Eva Gonzalès nasceu em Paris, França, filha de um escritor espanhol, o que permitiu que convivesse com artitas desde nova. Começou a pintar aos 16 anos enquanto aluna de Charles Chaplin e aos 19 já era pupila de Manet, sendo também uma das responsáveis por apresenta-lo ao movimento impressionista, e assim como o mestre não tinha muito o costume de expor suas obras. Casou-se aos 30 anos com o impressor Henri Guérard e 4 anos depois, ao dar a luz ao primeiro e único filho do casal, faleceu muito jovem, uma semana após seu mestre, o que não permitiu que tivesse muita notoriedade em sua época. Ainda assim produziu uma quantidade enorme de obras, entre pinturas e desenhos. Sua irmã, Jeanne Guérard-Gonzalès, também pintora impressionista (porém menos ativa no trabalho), se casou com Guérard após sua morte e os dois criaram, juntos, o filho do casal.

Obras em destaque: Retrato de Jeanne Gonzalès (antes de 1883), Despertar da Manhã (1876) e O Coque (entre 1865 e 1870). Aprenda mais sobre a Eva!

Você sabia? O impressionismo não pregava tantas regras em relação a materiais e temáticas, mas ainda assim a maioria dos pintores adeptos ao movimento costumavam pintar paisagens. As mulheres, por sua vez, nem sempre conseguiam seguir essa tendência por não ter acesso ao ar livre como eles tinham, por isso vemos ambientes domésticos e familiares como tema das obras da maioria delas: era um retrato da realidade em que estavam inseridas.

05) Louise Abbéma:

10 Mulheres do Impressionismo: Louise Abbéma

Louise Abbéma, uma francesa cuja família sempre conviveu com a comunidade artística local de sua cidade natal. Mudou-se para Paris ao começar a pintar aos 20 anos, onde teve aula com professores particulares. Retratava artistas da Comédie Française e foi retratista oficial da atriz Sarah Bernhardt, com quem manteve anos de relacionamento romântico e amizade, sendo sua principal modelo. Adepta ao ideal da “Nova Mulher” e do movimento feminista que crescia na Europa, renegava o papel tradicional da mulher na sociedade de sua época, se vestindo de forma andrógena e retratando assim as mulheres em seus quadros. Além de pintora era escritora, contribuiu com artigos para o Diário de Belas Artes. Morreu em 10 de julho de 1927, aos 73 anos em Paris, e pintou até o final de sua vida.

Obras em destaque: Jeanne Samary (1879), Manhã de Abril (1894) e Sarah Bernhardt (antes de 1927). Aprenda mais sobre a Louise!

06) Camille Claudel:

10 Mulheres do Impressionismo: Camille Claudel

Um das histórias mais tristes da arte moderna, Camille Claudel era uma escultora francesa, estudante da Academia Colarossi. Foi aluna e amante de Rodin, a quem sua história é fortemente atrelada pelo relacionamento conturbado, acusações de roubo de obra e sabotagem por parte dela e que teve seu fim após um aborto espontâneo. Considerada a “Berthe Morisot da escultura”, produzia obras em tamanhos gigantes e materiais pesados, sendo chamada de “gênio” pelo compositor Debussy, com quem namorou. Após a morte do pai, sua família cortou seu patrocínio e ela não conseguia outros por ser mulher, foi diagnosticada com esquizofrenia, destruindo suas próprias obras ocasionalmente até, enfim, ser mandada para o hospício. Ficou lá por 30 anos, quase sem receber visitas, mesmo que os médicos tenham dado alta e a imprensa acusasse seu irmão, o poeta Paul Claudel, de ocultar um gênio. Produziu mesmo internada e ali morreu, aos 78 anos.

Obras em destaque: Perseu e a Górgona (1905), Mulher Agachada (entre 1884 e 85) e A Valsa (1883). Aprenda mais sobre a Camille!

07) Anna Ancher:

10 Mulheres do Impressionismo: Anna Ancker

Parte de um grupo chamado “Pintores de Skagen” composto por escandinavos que se reuniam na pousada de seus pais para pintar, Anna Brøndum estudou arte em Copenhague antes de voltar para sua cidade natal e casar com o também artista Michael Ancker. Juntos os dois produziam e consumiam muita arte, de diversos tipos, mantendo viagens de campo e visita a exposições fora da Dinamarca mesmo depois do nascimento de sua única filha. Sua região era muito procurada por impressionistas por se tratar de belas paisagens naturais, tornando o local atrativo também para realistas e naturalistas, que produziam todos juntos. A pousada foi transformada em museu e assim ficou por 20 anos, entre 1908 e 28. Anna morreu aos 75 anos e Helga, sua filha, converteu a casa onde viviam no Museu Michael e Anna Ancker, que hoje é uma fundação de mesmo nome.

Obras em destaque: Retrato da Mãe da Artista (1913), Ceifeiros (1905) e Interior com a Filha da Pintora Helga Costurando (cerca de 1890). Aprenda mais sobre a Anna!

08) Nadežda Petrovic:

10 Mulheres do Impressionismo: Nadezda Petrovic

Heroína de guerra nascida na Sérvia, filha de professores e educada em uma escola só para mulheres, Nadežda Petrovic ganhou uma bolsa de estudos do Ministério da Educação sérvio para estudar arte em Munique. Retornou ao seu país em 1900 onde consumiu arte, estudou línguas e realizou sua primeira exposição solo, além de ajudar a organizar 1ª Exposição de Arte Iugoslava. Também deu aula em uma instituição de curso superior exclusivamente feminina. Nos anos seguintes fundou uma organização humanitária de mulheres para ajudar sérvios controlados pelo Império Otomano, perdeu ambos os pais, passou a produzir pinturas também com referências fauvistas e se tornou enfermeira nas Guerras dos Balcãs, onde recebeu medalha. Morreu de febre tifoide em Vajevo, aos 41 anos, e mais tarde seu rosto ilustrou a nota de 200 dinares sérvios.

Obras em destaque: Auto retrato de Nadežda Petrovic (1907), Hospital de Vajevo (1915) e Ksenija Atanasijevic (1912). Aprenda mais sobre a Nadežda!

09) Amy Katherine Browning:

10 Mulheres do Impressionismo: Amy Katherine Browning

A britânica Amy Katherine Browning (ou “Brownie”) entrou na Royal College of Arts aos 18 anos e, mesmo demorando um pouco para terminar o curso por problemas familiares, conseguiu destaque relativamente gratificante nesse período. Ao se formar conheceu Sylvia Pankhust, filha da grande líder do movimento sufragista feminista na Inglaterra. As duas então passaram a organizar exibições em prol da União Social e Política das Mulheres, movimento que lutava pelo voto feminino, enquanto ela ensinava artes ainda que continuasse produzindo (chegando a ganhar medalha de prata em um Salão de Paris) e ilustrava para o jornal de cunho feminista da amiga. Juntas criaram uma campanha para arrecadar dinheiro e conseguir emprego para mulheres vítimas da I Guerra Mundial. Após seu casamento com Thomas Dugdale e o fim da guerra voltou a produzir, retratando bastante as mulheres proletárias, além de paisagens e até mesmo nus femininos. Morreu aos 96 anos.

Obras em destaque: Na Janela, Trabalhadoras da Fábrica de Chapéu e Sombra da Limeira (1913) Aprenda mais sobre a Amy!

Leia também: As Sufragistas, resenha do filme baseado em fatos da luta pelo voto feminino na Inglaterra, de forma romantizada.

10) Georgina de Albuquerque:

Mulheres do Impressionismo: Georgina de Albuquerque

Georgina de Albuquerque, brasileira nascida em Taubaté, aos 19 anos foi para o Rio estudar na Escola Nacional de Belas Artes. Lá conheceu seu marido, Lucílio de Albuquerque, com quem passou 5 anos na França estudando arte na Escola Nacional Superior de Belas Artes. Ainda em solo francês foi apresentada ao movimento impressionista e teve seus dois filhos. De volta ao Brasil, foi pioneira em vários aspectos como artista mulher. Sua obra prima, Sessão do Conselho de Estado, foi a primeira pintura histórica feita por mulher no país, colocando a Imperatriz Leopoldina como figura principal de um quadro sobre a independência do Brasil, ensinou na ENBA e, mais tarde, foi a primeira diretora de lá. Também deu aula de desenho na UFDF e transformou sua casa no bairro Laranjeiras no Museu Lucílio de Albuquerque. Muitas de suas obras estão expostas no Rio, principalmente no Museu Nacional de Belas Artes.

Obras em destaque: Roceiras (1930 – Museu Nacional de Belas Artes/RJ), Sessão do Conselho de Estado (1922 Museu Histórico Nacional/RJ) e No Cafezal (1926 – Pinacoteca/SP) Aprenda mais sobre a Georgina!

Quer conhecer mais sobre as mulheres do impressionismo?

Esse post faz parte do projeto Vênus em Arte, um canal no Youtube que visa a visibilidade feminina na história da arte! A série sobre as mulheres do Impressionismo foi a primeira e mais importante do canal, tendo “terminado” em maio mas também sem fim, já que continuará sendo alimentada sempre que possível. Para conhecer mais sobre o movimento e várias outras artistas que fizeram parte dele, inclusive de outros países e continentes, vocês podem acessar a playlist sobre o assunto por lá!

#TBTCultural: Dreamworks Animation – Uma Jornada do Esboço à Tela

Em 11.06.2020   Arquivado em Artes Visuais

Já pensou em poder visitar os bastidores da produção de filmes de uma das maiores empresas de cinema de animação do mundo? No Centro Cultural Banco do Brasil BH isso foi possível através da Dreamworks Animation – Uma Jornada do Esboço à Tela, mostra espetacular que ficou em cartaz entre maio e julho de 2019 e que estou finalmente trazendo pra vocês em mais um #TBTCultural do Sweet Luly. Eu aposto que, se você gosta desse gênero, tem um queridinho entre eles (me conta nos comentários qual)! Até abril de 2020 foram 38 longas lançados no cinema e 1 exclusivo para vídeo, além de outros 9 em desenvolvimento, 11 especiais para TV, 34 séries e 22 curta metragens, premiados com 3 Oscars e 1 Globo de Ouro na categoria Melhor Filme de Animação.

O conjunto de obras e informações era muito variado e riquíssimo, mas não registrei tanto quanto podia porque fui focada em descobrir as mulheres que o compunham para produzir um vídeo pro Vênus em Arte, meu canal sobre (in)visibilidade feminina na história da arte. Dessa forma pequei um pouco em captar tipos diferentes de mídias representando todas as franquias, mas até que o montante final do material deu para passar a mensagem direitinho… Por isso resolvi fazer esse post de forma um pouco diferente do que estou acostumada, separando em tópicos que passam (e ilustram) a maior parte possível da magia que era estar ali.

A entrada:

A divulgação da mostra destacou bastante as estátuas de gesso, algumas em “tamanho natural”, das personagens, principalmente de Madagascar, e eram elas que estavam bem ali, na primeira sala. A montagem desse ambiente era incrível, com as caixas de transporte dos animais endereçadas a Belo Horizonte, uma delas até com código de barra, e o girafa Melman com a cabeça para fora, pronto para te recepcionar. No chão pegadas de pinguins te guiam ao ambiente seguinte, cheio de vídeos de processo de produção de desenho, e à próxima, onde as obras enfim começam.

Esse início é cheio de maquetes de personagens, pequenas esculturas sem acabamento em pintura da anatomia deles, em vários filmes. É MUITO legal ver mas dificílimo de fotografar, então ficarei devendo… A iluminação das salas era bem leve, para não danificar os objetos expostos, e essas mini esculturas especificamente não têm muito contraste em imagem, o que dificulta ainda mais. Uma coisa lindíssima que aparece logo de cara, por outro lado, são máscaras das personagens de Madagascar, um dos grandes destaques da mostra ao lado de Como Treinar Seu Dragão, Kung Fu Panda e, em menor escala, Shrek, feitas pela artista Shannon Jeffries, penduradas bem no alto de uma parede. Fiquei apaixonada por elas.

Dreamworks Animation - Uma Jornada do Esboço à Tela

Melman GIGANTE, de Madagascar, na entrada da exposição.

Dreamworks Animation - Uma Jornada do Esboço à Tela

Pinguins de Madagascar.

Dreamworks Animation - Uma Jornada do Esboço à Tela

Máscara da Glória, de Madagascar.

Artes conceituais enquadradas:

Além de telas com vídeos de animadores, diretores e outros profissionais envolvidos nas produções, as paredes eram tomadas por quadros de artes conceituais dos filmes. Algumas lisas, dando maior destaque para as obras, outras estampadas de forma a compor um visual temático, mas agradando fãs não só dos mais populares, mas também de menor destaque como O Caminho para El Dorado e A História de Uma Abelha. Nessa categoria senti muita falta de uma quantidade maior de arte de Formiguinhaz, “filho” primogênito da empresa que deu o pontapé para toda a tecnologia usada por eles desde a década de 90 até hoje… Mas acho que sou saudosista, mesmo!

Mais uma vez Madagascar DOMINOU a cena, com uma parede linda cheia de pôsteres de circo com os animais protagonistas, mas tinha, sim, pintura e desenho para fãs de TODAS as obras. Minha favoritas estavam em um mostruário diagonal, quase deitado, onde trabalhos da Priscilla Wong de Trolls estavam agrupados… Eles têm várias camadas, dando sensação de “filme 3D”, compostos de diversos materiais como algodão, pedrinhas e outros tipos de textura que combinam perfeitamente com a vibe do filme. Se você ainda não assistiu vale muito a pena, vi no cinema e fiz uma resenha dele aqui no blog, é maravilhoso e me espantei por ter pouquíssimo destaque, já que suas cores vibrantes e estreia recente têm potencial pra render mais conteúdo, além da trilha sonora impecável que é um dos pontos fortes da Dreamworks.

Dreamworks Animation - Uma Jornada do Esboço à Tela

Artes de Wallace & Gromit: A Batalha dos Vegetais.

Dreamworks Animation - Uma Jornada do Esboço à Tela

Artes de Fuga das Galinhas.

Dreamworks Animation - Uma Jornada do Esboço à Tela

Arte com textura de Trolls.

Dreamworks Animation - Uma Jornada do Esboço à Tela

Artes de Bee Movie – A História de uma Abelha.

Dreamworks Animation - Uma Jornada do Esboço à Tela

Parede de posteres do circo, de Madagascar (foi onde tirei minha foto de look da exposição!)

Maquetes:

Voltando às maquetes, não só as personagens estavam presentes com sua “mini versões”, mas também cenários, ambientes e até mesmo cenas do filme, foi minha parte favorita pois eram MARAVILHOSOS! A franquia que mais gosto da produtora é Shrek, acompanho desde o primeiro, então ver a Casa do Pântano, Castelo e Vila de Tão, Tão Distante em milhões de detalhes bem na minha frente me deu vontade de poder trazer pra casa (a louca das miniaturas chegou). O nível de perfeição também envolve texturas e materiais diferentes, além de pintura primorosa, fiel de verdade ao que se vê na tela. Obras de arte em todos os sentidos da expressão!

Dreamworks Animation - Uma Jornada do Esboço à Tela

Maquete de Wallace & Gromit: A Batalha dos Vegetais.

Dreamworks Animation - Uma Jornada do Esboço à Tela

Maquete da Casa no Pântano de Shrek.

Leia também: Shrek: Para Sempre, resenha (bem pobrinha e meia boca) do filme.

Animação:

Um dos objetivos de “Uma Jornada do Esboço à Tela” era a imersão de quem visitava aos bastidores do cinema de animação, o que inclui transformar todo mundo em “projetos” de animadores, também. Através de computadores espalhados pelas salas as pessoas podiam testar efeitos de água, expressões faciais em personagens e até decidir os tons e quantidade de alguns elementos em cenas selecionadas. No hall do CCBB, bem na primeira sala à esquerda, o “mergulho” era ainda maior com telas em branco para criar a sua desenhando e animando de verdade, usando recursos básicos. Os educadores ao redor auxiliavam quem tivesse dificuldade e controlavam o tempo de cada grupo, para não acumular gente na porta nos dias de maior público. Confesso que não entendi muito bem como funcionava, mas brinquei mesmo assim porque não ia deixar passar, né?

Dreamworks Animation - Uma Jornada do Esboço à Tela

Brincando de animadora: Daninha se divertindo com Soluço, de Como Treinar Seu Dragão.

Dreamworks Animation - Uma Jornada do Esboço à Tela

Brincando de animadora: cena dos fogos de artifício de Os Croods.

Ambiente:

Paredes em cores vibrantes ou tomadas por estampas e artes, fones de ouvido com trilhas sonoras tocando, citações acompanhadas de informação em diversos tipos de impressão e até mesmo a projeção de uma grande mesa de trabalho da criação de storyboards quando você menos espera… Essa não era uma exposição “tradicional”, onde se vê apenas obra rotulada, e sim um presente para quem gosta de animação e até mesmo quer trabalhar na área! O local ficou lindíssimo e conseguiu dar a um prédio histórico visual contemporâneo desse tipo de arte ultra tecnológica.

Dreamworks Animation - Uma Jornada do Esboço à Tela

Citação de Shrek (1) impressa na parede.

Dreamworks Animation - Uma Jornada do Esboço à Tela

Simulação de mesa de trabalho dos animadores.

Dreamworks Animation - Uma Jornada do Esboço à Tela

Diferença da quantidade de Storyboards de um filme pro outro, da esquerda pra direita: As Aventuras de Peabody & Sherman (2014), Os Sem-Floresta (2006), Como Treinar Seu Dragão (2010), Kung Fu Panda (2008) e Shrek (2001).

Dreamworks Animation - Uma Jornada do Esboço à Tela

Uma restauradora/educadora de artes exibindo orgulhosamente mais um guia de exposição pra sua coleção em frente a uma parede bonita com iluminação BEM duvidosa (inclusive joguei vários desses guias fora porque não dava, era muita porcaria acumulada).

Pátio do museu:

Por fim, pra quem ia ao Pátio do CCBB – e quem tá acostumado a frequentá-lo SEMPRE vai, porque as exposições continuam ali -, tinha mais lindezas esperando. Sobrevoando o ambiente estava o próprio Banguela, que era possível ser visto de dois ângulos: de frente/cima logo na entrada lateral, onde eram retirados os ingressos (gratuitos) e por baixo, sobre as cabeças de quem visitava. Se isso não fosse suficiente era possível também ficar EM CIMA DELE num simulador 180° de como é o vôo nas costas do Fúria da Noite, raça de dragão da qual esse queridinho faz parte. Essa atração era muito maravilhosa porque o vôo começava numa página em branco e ia evoluindo, desde os rascunhos até chegar no resultado final da animação. Difícil até saber pra que lado olhar.

Dreamworks Animation - Uma Jornada do Esboço à Tela

Banguela sobrevoando o pátio: vista de cima

Dreamworks Animation - Uma Jornada do Esboço à Tela

Banguela sobrevoando o pátio: vista de baixo

Dreamworks Animation - Uma Jornada do Esboço à Tela

Alguns personagens de Madasgacar e Shrek, em qualidade bem inferior, recebendo a clientela na porta de um dos cafés do museu.

Dreamworks Animation - Uma Jornada do Esboço à Tela

Mais pinguins de Madagascar, dessa vez na entrada principal do CCBB BH

As mulheres da Dreamworks:

Como já dito, meu registro dessa exposição foi focado principalmente nas artistas mulheres que a compõe, inclusive com uma quantidade de vídeos gravados por lá bem significativa. Esse material virou conteúdo para o Vênus em Arte enquanto a mostra ainda estava em cartaz, não só falando um pouco da trajetória de cada artista e as relacionando com as obras que vi, mas também chamando as pessoas para visita-la. Se você ficou com mais vontade ainda de curtir isso tudo (e ainda não cansou do meu blá-blá-blá), o vídeo está aí em baixo, onde é possível ter uma breve visão do simulador de voo, já que fotos não eram suficiente para explica-lo:

DreamWorks Animation – Uma Jornada do Esboço à Tela foi recorde de público do Centro Cultural Banco do Brasil em Belo Horizonte: meio milhão de visitas em dois meses de duração! Nos primeiros fins de semana a fila para retirar ingresso dava volta no quarteirão onde o prédio se encontra, parte do Circuito Cultural Praça da Liberdade, e recebia tanto grupos com crianças quanto apenas adultos apaixonados pelos filmes (oi!). A curadoria foi feita pelo Australian Centre for the Moving Image em colaboração com a própria empresa, e já passou também pelos CCBBs de outras capitais brasileiras. Uma daquelas mostras que você se orgulha muito de ter ido porque foi, de fato, imperdível.

Mary Poppins – P. L. Travers (Edição Cosac Naify + Ronaldo Fraga)

Em 08.06.2020   Arquivado em Leitura

Mary Poppins (Edição Especial) *****
Mary Poppins Autora: P.L. Travers | Ilustrações: Ronaldo Fraga | Tradução: Joca Reiners Terron
Gênero: Fantasia
Ano: 1934
Número de páginas: 190p.
Editora: Cosac Naify
ISBN: 978.854.050.529-2
Sinopse: “Uma das histórias mais amadas por crianças e adultos do mundo todo, Mary Poppins ganha uma nova edição, com ilustrações do estilista Ronaldo Fraga, tradução do escritor Joca Reiners Terron e posfácio da professora de literatura inglesa da USP Sandra Vasconcelos. Depois de desenhadas por Fraga, como verdadeiros croquis de moda, os desenhos foram bordados à mão em tecido e fotografados em estúdio. O leitor vai, finalmente, descobrir a história de Mary Poppins, a babá mágica que chega inesperadamente para cuidar das crianças Banks e lhes abre os olhos para os mistérios e as maravilhas que nos cercam, todos os dias.” (fonte)

Comentários: Mais uma babá abandonou a casa da família Banks, deixando as outras empregadas da casa e a mãe das crianças desesperadas sem saber quem cuidaria de Jane, Michael e dos gêmeos, John e Bárbara. O sr. Banks, como de costume, deixou a cargo da esposa resolver isso e rumou em direção ao banco onde trabalha. Foi nesse contexto que o Vento Leste – literalmente – carregou Mary Poppins, uma babá nada convencional (e pra lá de encantada) para a porta do Número Dezessete da rua Cherry Tree Lane. Os dias seguintes dessa família foram, então, marcados pela presença da jovem, com sua personalidade forte e métodos fabulosos de resolver as coisas, deixando as crianças sem entender como tudo seria possível ser real.

Mary Poppins

A australiana P. L. Travers, autora dos seis livros da série Mary Poppins, dizia que não escrevia para crianças (1), mas essas obras que giram em torno de sua personagem mais famosa ficou marcada como um dos clássicos da literatura infantil a ponto de ser transformada em filme musical dos Estúdios Disney em 1964, tendo Julie Andrews no papel da protagonista e Emily Blunt na sequência de 2018. Muitos conhecem a história por causa dessa primeira adaptação, inclusive, e apesar de suas diversas diferenças o primeiro livro tem semelhanças pontuais, sendo também capaz de encantar pessoas de todas as idades.

Muitos podem julgar Mary Poppins pela sua grosseria, afinal na época da publicação era essencial que uma babá fosse dócil e submissa, e ela não é nada disso. Com respostas diretas, habilidades extraordinárias e conclusão para todas as questões, ela ensina sobre seu mundo não só a Jane e Michael, mas também a quem lê o livro. A escrita se refere ao início do século do passado, mas é fácil de ser entendida e flui MUITO BEM, com frases impactantes em diversos pontos. Demorei anos para enfim me render a ela porque tinha medo de quebrar todo o carinho que tenho em relação ao filme, mas a experiência foi tão maravilhosa que minha vontade mesmo é continuar lendo os outros volumes para conhecer mais aventuras mirabolantes assim. [SPOILER] Ver o Vento Oeste levá-la embora foi lindamente melancólico, mesmo já sabendo que isso aconteceria. [/SPOILER]

Mary Poppins

“(…) pode ser que comer e ser comido seja a mesma coisa, afinal. Minha sabedoria me diz que é muito provável que sim. Somos todos feitos da mesma matéria, lembre-se, nós da Selva, vocês da Cidade. A mesma substância nos compõe, a árvore logo acima, a pedra debaixo de nós, a feiura, a beleza. Somos um só, todos rumando para o mesmo final. Lembre-se disso, mesmo quando você não se lembrar mais de mim, minha criança.” (página 152)

Mary Poppins

É impossível ler Mary Poppins na edição especial da extinta Cosac Naify, que encerrou suas atividades em 2015, e focar só na história ao falar dela porque, sinceramente, é uma obra de arte à parte. Eles lançaram duas versões: uma com a capa rosa com pequenas ilustrações de barco de papel, nuvens e estrelas, e outra ainda mais rara conde a estampa rosa estava em uma luva em formato da maleta da Mary e, por dentro, uma capa exclusiva marrom, simulando a roupa dela. A lombada tem costura aparente, também visível por dentro, com o título do livro impresso direto nas páginas entre as linhas. Ele mede aproximadamente 28 x 18cm, tem 190 páginas e mesmo elas são em papel especial, com gramatura 100g/m². Hoje em dia é quase impossível achar exemplares à venda e, quando acha, o preço é exorbitante, mas vale MUITO o que custa, de verdade.

O mais lindo dessa edição, porém, são as ilustrações pelo estilista mineiro multipremiado Ronaldo Fraga. Após fazer as ilustrações, que conseguem ser lúdicas ainda que monocromáticas, elas foram bordadas pela (também) mineira Stella Guimarães e sua equipe, deixando propositalmente fios soltos que compõe o visual das cenas, dando ideia de movimento. Por fim, esses bordados foram digitalizados e adicionados à publicação. O resultado é MUITO único e especial, torna a leitura ainda mais prazerosa em ver a combinação de um cenário britânico com artes brasileiras. O livro conta também com tradução de Joca Reiners Terron e posfácio incrível de Sandra Guardini T. Vasconcelos, que sugere algumas leituras para conhecer mais a fundo sobre P. L. Travers. Im-pe-cá-vel!

Mary Poppins

Leia também: Walt nos Bastidores de Mary Poppins, resenha do filme com Emma Tompson e Tom Hanks baseado na época em que Walt Disney comprou os direitos para produzir o filme de Mary Poppins.

Esse livro foi a minha escolha para o mês de Maio no Desafio Leia Mulheres 2020, onde a proposta é ler uma ficção científica ou fantasia. Leia também a resenha do título de Abril (autora independente), Os Textos Que Desisti de Enviar!

Por Que Amamos Ler? – Brian Bristol

Em 05.06.2020   Arquivado em Leitura

Por que amamos Ler? Grandes escritores tentam explicar nosso fascínio pela leitura (Why We Read?) *****
Por Que Amamos Ler? Autoria: Brian Bristol | Tradução: Thereza Christina Rocque da Motta
Gênero: Coletânea
Ano: 2008
Número de páginas: 104p.
Editora: Novo Conceito
ISBN: 978.859.956.056-3
Sinopse: “Após herdar de sua avó inúmeras caixas com cadernos de anotações, coleção de frases, cópias de poemas e recortes que tinham vital importância para ela, o autor, ainda na infância, teve despertado o prazer pela leitura. E começou a colecionar citações específicas sobre livros por volta dos 16 anos, inspirado na famosa frase de Cícero ‘um quarto sem livros é como um corpo sem alma’.
O resultado dessa paixão pessoal é o livro Por que amamos ler?, que inclui textos escritos pelos maiores pensadores de todos os tempos. É simplesmente um compêndio de comentários sobre livros feitos por quem é ou foi um apaixonados pela leitura. Serve para nos lembrar do modo com que os livros nos humanizam, nos aproximam, faz aflorar o que temos de melhor; faz nos lembrar que livros causam impacto e que a leitura é importante.”
(fonte)

Comentários: Um presente que ganhei há alguns anos, comecei a ler e, com a correria que tomou conta da minha vida logo em seguida, nunca terminei (apesar de estar marcado como “Já Li” no Skoob)… Mas que casou perfeitamente com o agora quando, ao propor um desafio literário junto com uma amiga para “desencalhar” leituras que já temos em casa, precisei de um livro curto, como ele é. Por que Amamos Ler? é uma coletânea de citações sobre leitura por Brian Bristol, que conheceu o conceito ao herdar da avó sua coleção de recortes sobre Geraldine Ferrar, cantora de ópera. Algum tempo depois, aos 16 anos, aderiu ao conceito tendo a temática desse livro como foco, já que sua vida era completamente tomada pela leitura. A seleção vai desde publicações originais em pergaminhos até e-books Kindle, trazendo muita identificação ou não a quem consome.

Por que amamos ler?

“Alguns livros devem ser experimentados, outros, engolidos, e alguns mastigados e digeridos.” – Sir Francis Bacon (1561-1626)
Por que amamos ler?

Páginas 28 e 29

“Um grande livro livro nos lega inúmeras experiências e nos deixa totalmente exaustos no final. Viemos muitas vidas enquanto o lemos” – William Styron (1925-2006)

E essa é a graça de ler um livro assim: achar exatamente onde você se identifica e de quem discorda completamente. Não importa o quanto gostamos de ler, é impossível amar qualquer leitura, assim como é impossível se identificar com todos os leitores que existem, ainda que alguns deles sejam grandes pensadores. É o tipo de livro legal de ter em casa e deixar cheio de post its nas suas breves (pouco mais de) 100 páginas, pra sempre voltar às citações favoritas e que quer incorporar pra vida. Elas estão divididas em treze assuntos, ou “capítulos” para quem preferir chamar assim: Uso, Mau Uso, Clássicos, Leal Oposição, Ironia, Herança, Os Grandes, Amigos, Lúdico, Didático, Bibliotecas, Leitores e Escritores. Todas são creditadas, incluindo com ano de nascimento e morte da pessoa que a escreveu, e ao final existe um apêndice que explica, em ordem alfabética, quem era a pessoa em questão. De políticos norte americanos como Abraham Lincoln a romancistas brasileiras como Clarice Lispector.

Por que amamos ler?

Página 90

“Os livros são os portadores da civilização. Sem os livros, a história se cala, a literatura emburrece, o pensamento e a pesquisa se interrompem. Eles são as máquinas da mudança, as janelas do mundo, os faróis em meio ao mar do tempo. ” – Barbara Tuchman (1912-1989)

Por que amamos ler?

“O prazer da leitura dobra quando se vive com alguém que compartilha os mesmos livros.” – Katherine Mansfield (1888-1980)

Além de ser essa fonte gigante de boas citações, o livro é também visualmente ABSOLUTAMENTE LINDO! A capa é legal, mas nem um pouco digna da beleza que a gente encontra lá dentro… Todas as páginas são amareladas, com fundo imitando pergaminho e páginas antigas, com as bordas decoradas com arabescos e na maioria esmagadora delas existe a reprodução de grandes obras de arte que complementam visualmente os textos, é uma combinação perfeita estética e historicamente, provando como essas duas coisas caminham juntas. Bem no início, entre o Sumário e a Introdução, existe o crédito delas, pra quem quiser buscar mais a fundo e, apesar de serem de movimentos artísticos e terem temáticas diferentes, elas têm como ponto em comum a referência à leitura, nos mais variados lugares e apresentada das mais diversas formas… Bem como é a vida de quem lê, mesmo, no fim das contas.

Leia também: Nunca precisei de artista, uma reflexão sobre a importância de todas as artes na nossa vida.

Esse livro foi a minha escolha para o mês de Junho no Desafio Zera Estante, onde a proposta da vez é ler um livro curto. Participe do desafio também com livros que você tem em casa e estão “agarrados”, esperando para ser lidos, a duração desse ano é de junho a dezembro!

5 aplicativos pra quem adora História da Arte

Em 02.06.2020   Arquivado em Artes Visuais

Desde que comecei minha pós em Ensino de Artes venho refletido muito sobre como ser uma educadora da história da arte e produtora de conteúdo para internet precisam, para mim, caminhar juntos, atuando em sala de aula ou não. É um desperdício não aproveitar minha voz para unir as duas coisas, seja num canal sobre mulheres artistas, o Vênus em Arte, nas redes sociais ou principalmente aqui, nesse blog, que quero que tenha isso como tema há muitos anos e, até pouco tempo, não consegui realmente colocar em prática. Antes tarde do que nunca, né? E como a vida é deveras corrida, nem todo mundo tem tempo realmente pra se dedicar ao assunto – apesar de MUITA gente querer de verdade – vamos começar de maneira fácil e acessível na telinha do celular? Fiquem aí com a indicação de 5 aplicativos para baixar se você adora História da Arte ou, quem sabe, tem vontade de adorar e não teve a chance até hoje, com funções variadas para cada um curtir do seu jeito!

Google Arts & Culture

5 aplicativos pra quem adora História da Arte

O maior aplicativo relativo ao assunto bombou alguns anos atrás com a “art selfie”, onde te mostrava com que obra você se parece a partir de uma foto tirada na hora, mas na verdade ele é muito, muito mais que isso. O Google Arts & Culture contém informações sobre artistas e obras, todos bem completos, versão virtual de museus do mundo todo, fotos das obras em alta qualidade e artigos em constante atualização. Eu uso muito para minha pesquisa inicial das artistas sobre as quais falo no Vênus em Arte, antes da pesquisa aprofundada, e pra escolher algumas das obras delas que irei usar para ilustrar os vídeos. O acesso é pela Conta Google, que todo mundo tem (né?), então todos dados ficarão ali, salvos, pra voltar a acessar sempre que quiser. Se é um leigo querendo começar a aprofundar no assunto ou profissional já atuante, não importa, uma opção indispensável!

Baixe agora: Google Play | App Store

Daily Art

5 aplicativos pra quem adora História da Arte

Se você quer incorporar arte no seu dia a dia o Daily Art é uma excelente opção! Todos os dias, num horário definido por você, ele envia uma notificação com uma obra de arte aleatória sobre um artistas variados. Do clássico ao contemporâneo, te manda a imagem, autoria e até mesmo informações sobre a mesma. É possível também favoritar as que mais gostar, marcar como “Não visto” para olhar com mais calma depois e até compartilhar com os amigos. Ele é gratuito, mas possui também a versão paga que dá acesso ao acervo completo.

Baixe agora: Google Play | App Store

Smartify

5 aplicativos pra quem adora História da Arte

Conhecido como o “Shazam das artes visuais”, o smARTfy faz com obras o mesmo que esse similar faz com músicas: detecta seu título e autoria quando posicionadas em frente à câmera. Tá andando por aí, viu uma pintura X que adora e deu branco pra saber de quem se trata? É só abrir o app e escanear que te responde! Ele tem um banco de dados bem completo de grandes nomes e é possível também ver o acervo de cada artista, além das informações mais relevantes sobre eles. Você também pode conectar sua conta e ir favoritando os que mais gostar, pra ficar de fácil acesso sempre que precisar!

Baixe agora: Google Play | App Store

Arte Quiz

5 aplicativos pra quem adora História da Arte

Hora de testar todos os conhecimentos que você adquiriu até agora, aprender com os possíveis erros que serão cometidos e, de quebra, se divertir no processo! O Arte Quiz em Português é exatamente o que o nome diz: um joguinho de perguntas e respostas, alguns múltipla escolha e outros de “forme a palavra”, sobre a história da arte de um modo geral. São questões sobre as obras, artistas e movimentos mais conhecidos do mundo onde seu objetivo é conseguir 150 pontos para “graduar-se” nele. O legal é que após responder cada uma, seja sua resposta a certa ou não, eles te dão uma curiosidade sobre o que foi visto, pra transmitir um conhecimento básico, mesmo, em meio ao desafio.

Baixe agora: Google Play | App Store

ArtistA

5 aplicativos pra quem adora História da Arte

De todos os apps citados esse é o único que não ensina nada realmente, é meramente para entretenimento. O ArtistA é um editor basicão de fotos que aplica sobre elas efeitos que remetem a algumas técnicas de materiais específicos e períodos da história da arte. Infelizmente ele segue a linha do Instagram de dar nomes de cidades para os efeitos, ao invés de realmente apostar nos movimentos aos quais cada um se refere, mas dependendo da foto é possível conseguir resultados BEM bacanas para deixar suas publicações diferentes aqui e ali, de vez em quando.

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Ei! Você reparou que alguns prints dos apps desse post são referentes à artistas Laura Knight e Mary Cassatt? Elas são duas das mulheres impressionistas que aderiram a esse movimentos artístico mesmo ele sendo tão dominado por homens na viradas dos séculos XIX e XX! O impressionismo é meu movimento favorito e, por isso, a série de vídeos mais importante do Vênus em Arte até hoje. Quer aprender mais sobre suas características e algumas das várias mulheres que fizeram parte? É só acessar a playlist referente a ele no canal e se maravilhar com tantas histórias incríveis!

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