Categoria "Séries e Desenhos"

Sex Education: uma série necessária!

Em 06.02.2019   Arquivado em Séries e Desenhos

Sex Education *****
Sex Education Elenco: Asa Butterfield, Emma Mackey, Ncuti Gatwa, Gillian Anderson, Connor Swindells, Aimee Lou Wood, Patricia Allison, Kedar Williams-Stirling, Alistair Petrie, Chaneil Kular Anwar, Deobia Oparei, Hannah Waddingham, James Purefoy, Jim Howick, Sharon Duncan-Brewster, Simone Ashley, Tanya Reynolds, Toby Williams
Direção: Kate Herron, Ben Taylor
Gênero: Drama, Comédia
Duração: 398 min | 8 episódios
Ano: 2018
Classificação: 14 anos
Sinopse: “Otis Thompson é um virgem com ansiedade social que é filho de uma terapeuta sexual. Por ter crescido cercado por manuais, vídeos e conversas abertas sobre sexualidade, ele torna-se um expert no assunto – mesmo que contra sua vontade. Com a ajuda de Maeve, ele inicia uma clínica clandestina dentro da escola, ajudando os colegas com problemas sexuais em troca de dinheiro.” Fonte: Filmow (sinopse e pôster).

Em meio a tantas discussões sobre a presença ou não de aulas de educação sexual nas escolas, tantos casos de denúncias de abuso que essas aulas ajudaram a fazer acontecer e a volta do “boom” de infecções sexualmente transmissíveis ainda que supostamente a informação esteja disponível a todos, a Netflix nos apresenta uma série britânica que é exatamente o tipo de coisa que todos nós devemos assistir em algum momento da vida: Sex Education! Nela Otis, interpretado por Asa Butterfield, é um adolescente muito reprimido sexualmente, mesmo que sua mãe seja uma conhecida terapeuta sexual e seu melhor amigo, Eric, tente ao máximo ajudá-lo a superar isso. É quando Maeve, a “diferentona” do colégio, vê nesse parentesco do garoto um meio de ganhar uma muito bem vinda grana que vai ajudá-la a pagar suas contas e o convence a, juntos, abrir uma “clínica” de terapia sexual entre os colegas, que estão todos com hormônios à flor da pele…

Com diálogos inteligentes, personagens muito identificáveis e abordagens extremamente sensíveis, Sex Education faz rir de forma nada forçada nos momentos de humor e chorar com um aperto lá no fundo do coração nos momentos de drama. Ela tenta quebrar vários clichês e, ao mesmo tempo, não te faz pensar que esses clichês seriam um erro de qualquer forma. Otis é o “mocinho” virgem inexperiente, mas que não deixa as pessoas pisarem nele ou o tratarem mal por causa disso. Eric, seu “fiel escudeiro”, é gay e gosta de fazer maquiagens extravagantes e usar saltos altos de vez em quando. Maeve parece uma “bad girl” excluída, mas que mantém amizade com uma garota popular e às vezes cede aos próprios sentimentos. Até seu “peguete”, Jackson, foge ao padrão: o atleta super cobiçado é um rapaz negro, cuja família foge do convencional. Essas coisas, porém, não são faladas, simplesmente fazem parte da narrativa. Ela também trata corpo e nudez com MUITA naturalidade, como pele, mesmo, que é o que são. Inclusive as cenas mais explícitas foram gravadas com o apoio de uma “direção de intimidade”, para não rolar mais um dos tantos casos de assédio e abuso que vemos na história da TV e cinema. Muito legal, né?

Sex Education

Um ponto muito interessante da equipe técnica é que nela há a presença forte de mulheres em cargos importantes: criação, direção e, claro, roteiro! Isso é não só fora do padrão, uma vez que a indústria do entretenimento ainda é bastante sexista, como fez TODA diferença nos mais diversos momentos. Os melhores episódios, na minha opinião, são o 3º e o 5º (esse segundo com uma cena que não consegui ver, porque fui alertada do que acontecia, mas ainda assim maravilhoso) e neles é claro que se trata de uma abordagem feminina… São assuntos delicados e polêmicos, mas mostrados de forma belíssima, pertinente e emocionante. De causar alegria melancólica em quem já tem a mente aberta para eles e, quem sabe, ajudar a mudar a visão de quem ainda a mantém fechada. Por outro lado, o que considero o único ponto negativo, nossa principal garota da história, a própria Maeve, não foi o tipo de representação feminina mais legal de todas… Sim, ela é forte em vários aspectos, o que é ótimo, mas a maneira como ela trata as pessoas ao seu redor, PRINCIPALMENTE Otis e Jackson, me deixou bastante incomodada. Às vezes suas atitudes são carregadas de profundo descaso e crises de ego. Espero que ela melhore um pouco nisso, daqui pra frente! Principalmente porque a série dá a impressão de que os protagonistas serão um casal em algum momento, e do jeito que as coisas caminharam até agora isso não faz sentido algum.

No que se diz respeito à versão brasileira, que é um aspecto positivo de todas as séries originais Netflix que já assisti dubladas, essa não fica atrás. Seguindo a onda da equipe, tanto a tradução quanto a direção de dublagem, da Flávia Saddy, foram feitas por mulheres também, o que já é bem legal! As vozes são bastante condizentes com suas personalidades, das “gente como a gente” às mais caricatas. O Otis, obviamente grande destaque da série, foi dublado pelo João Cappelli, que conseguiu passar perfeitamente seu ar introspectivo sem cair no velho clichê do “bonzinho bobinho”. Já falei aqui antes que o João é uma das pessoas mais adoráveis que conheço, e isso refletiu perfeitamente na personagem, o encaixe é ideal. Além disso várias gírias e memes em alta estão presentes de forma pontual e, em um episódio onde um dos “pacientes” não consegue parar de perseguir uma colega, ele explica o assédio com a frase mais simples e perfeita que vemos nas ruas: “Não é não”. Coisas que parecem bobas, mas que têm o impacto perfeito que Sex Education veio acrescentar tanto em quem já sabe quanto em quem ainda precisa aprender!

Sex Education

A primeira temporada, com seus 8 episódios já disponíveis na plataforma desde 11 de janeiro, terminou bem, mas algumas tramas ainda ficaram em aberto, dando brecha para prosseguir com o sucesso. Depois que a criadora da série, Laurie Nunn, deixou bastante claro várias vezes que o assunto vinha sendo discutido, a Netfflix enfim confirmou a segunda temporada através de um vídeo sempre muito divertido, comentando alguns momentos da primeira, sem spoilers. Vamos torcer pra fazer jus ao que já tivemos até agora. Tenho até minhas esperanças de que, com o tempo, ela seja adotada como material didático para tirar, ou só reduzir, todo o tabu em volta de algo tão natural quando sexo…

Favoritos de 2018: Séries e Filmes

Em 18.12.2018   Arquivado em Filmes, Séries e Desenhos, Vídeos

E 2018 que passou voando, hein menina? Ao mesmo tempo parece que tudo o que aconteceu foi há muito tempo, uma loucura em forma de ano… Eu poderia começar a refletir o que foi ruim, todo o crescimento, etc, mas agora não é momento pra isso (na verdade esse momentinho meio que já rolou aqui, né!). Agora começa a minha temporada pessoal de Favoritos do Ano, yey! Tenho mais 2 vídeos (e, consequentemente, posts) nessa categoria sobre beleza pra soltar ainda, mas por enquanto falaremos sobre “audiovisual” que é a gente gosta, né? Então fiquem com os melhores séries e filmes, quatro de cada, por aqui nesses últimos 12 meses.

Melhores Séries

Favoritos de 2018: Séries e Filmes

Uma série que entrou pros “favoritos da vida” e que descobri esse ano foi Love, da Netflix. São 3 temporadas da história mais real que eu já vi na ficção! Os protagonistas são Mickey e Gus, um casal que se conhece da maneira que casais normais se conhecem, se relacionam daquele jeito mesmo que a gente se relaciona e não são nem perfeitos, nem disfuncionais… Apenas casal! Eu escrevi um post sobre ela na época que vi e resolvi recomeçar agora, pra rever “mais ou menos” enquanto faço meus cadernos, vale a pena. Outra que está na terceira temporada, mas não acabou ainda, é The Good Place, com episódios semanais e é HILÁRIA sem precisar ofender, o que é maravilhoso! Nela a Eleonor morre e vai para o “Bom Lugar”, onde sua vida póstuma é toda planejada pra ser como sempre sonhou… Mas na verdade ela foi confundida com outra Eleonor, porque é uma péssima pessoa e não merecia! Agora precisa decidir o que fazer com essa informação… Garanto risadas e bons plots a cada renovação sem forçar a barra.

Ainda na Netflix, duas “segundas temporadas” de séries que eu já amava fizeram jus à primeira, ambas da Marvel. Minha heroína favorita, Jessica Jones, conseguiu manter o ritmo mesmo sem seu “vilão principal”, o Homem Púrpura. Novos aspectos de sua vida foram explorados e deu pra criar sentimentos fortes – uns bons e outros nem tanto – por várias personagens! Ai, gente, a Jessica é incrível, teve até look com “brusinha” dela aqui semana passada porque sou fãzona! Já o criticadíssimo Punho de Ferro, que eu muito diferentona já amava, voltou e bem melhor! Sério, não me CONFORMO que ela foi cancelada depois de tudo que rolou, o final deixou brecha pra tanta coisa nova… Felizmente, ao que parece, ele e Luke Cage (também cancelado depois de uma 2ª temporada bacana) ainda voltam numa nova série… Veremos!

Melhores Filmes

Favoritos de 2018: Séries e Filmes

Agora vamos pros filmes, que por sinal foram o grande destaque do Sweet Luly em 2018! Fiz várias resenhas esse ano que, sem falsa modéstia, ficaram MUITO BOAS, oficialmente agora são meus posts favoritos de escrever! Por esse motivo vou só citar cada um deles, porque clicando nos nomes vocês abrem a crítica pra ler tim-tim por tim-tim o que achei, os defeitos e, principalmente, sentimentos que cada um me trouxe.

O número 1 foi, logicamente, Bohemian Rhapsody, que conta a história do Freddie Mercury na sua trajetória no Queen, do início da carreira até perto de sua morte por consequência da AIDS. Ele não é 100% fiel cronologicamente, mas não precisa ser pois não se trata de um documentário, né? O objetivo, de mostrar a influência ABSURDA da banda e do Freddie na cultura popular, foi cumprido maravilhosamente. Depois temos a quarta versão de Nasce Um Estrela, também conhecido como “o filme da Lady Gaga”, que faz a gente ARREPIAR cada vez que toca no microfone. Ao seu lado está Bradley Cooper, que não só atuou e cantou como também dirigiu o longa, tudo maravilhosamente. Uma história cheia de lágrimas e trilha sonora que vai te fazer querer ouvir over and over pra sentir tudo de novo!

Ainda na categoria “musicais”, porque é um dos meus gêneros favoritos, temos a continuação de um grande queridinho da minha vida: Mamma Mia! Lá Vamos Nós de Novo. A história se passa 5 anos após o primeiro e mostra como está a vida de Sophie e seus 3 pais “atualmente”, junto com flashbacks incríveis de como Donna engravidou dela na sua época de cantora! Muito Abba, muita alegria e, claro, emoção de sobra nessa delícia, fazendo jus total ao anterior. Pra fechar com chave de ouro e Disney, Ursinho Pooh e a turma do Bosque dos Cem Acres ganharam sua versão live action em Christopher Robin: Um Reencontro Inesquecível. Esse causou brilho no olhar e aplausos na sala de cinema, é lúdico, melancólico e absurdamente gostoso, que acerto!

E você, qual foi seu filme e sua série favoritos de 2018? Me indica aí nos comentários!

LOVE, a série mais real da Netflix!

Em 18.04.2018   Arquivado em Séries e Desenhos

Love

Ela me foi recomendada pela própria Netfix várias vezes. Aparecia no e-mail quando novos episódios saiam, em diversas listas de “afins” pela compatibilidade com outras coisas que eu já tinha visto. E ainda assim demorei um longo tempo para adicioná-la na minha lista, e mais ainda para apertar o play. Na minha cabeça seria um série clichê sobre o cara nerd bobão que se apaixonada pela menina desapegada drogadinha, mas foi só decidir finalmente assisti-la para descobrir que estava muito, muito enganada. Claro, o tema principal é o amor… O próprio título sugere isso! Mas se você está esperando um amor camoniano ideal, um Romeu + Julieta para sofrer até a morte ou mesmo a comédia exagerada do casal totalmente desajeitado… Não é aqui que vai encontrar. Porque LOVE é a série mais real que já assisti na vida, e é isso que a torna maravilhosa!

“LOVE” conta a história de Mickey e Gus, interpretados por Gillian Jacobs e Paul Rust, que por sua vez é um dos criadores da mesma. Ambos acabaram de terminar seus relacionamentos por causa do desgaste que muito comumente acaba com relacionamentos. Ambos não sabem direito como estão lidando com isso, que nem a gente nunca sabe como lida com essas coisas. E é num lugar comum, numa situação dessas que parecem impossíveis mas acontecem todos os dias… Eles se conhecem! Ele tá carente, acha a moça bonita, fica interessado. Ela tá perdida, não sabe o que quer da vida, mas acha que ele é um cara bacana. E aí um convite pra uma festa despretensioso, uma tentativa falha de juntar a pessoa com sua colega de quarto, a tensão sexual que não se explica mas está lá ainda assim… De repente, estão juntos!

Psiu! Prestenção! Se você gosta de ler, é só continuar aqui nesse texto lindinho e descobrir os motivos pelos quais precisa assistir. Ma-as se preferir ver e ouvir, postei também um vídeo sobre Love no meu canal, o conteúdo dos dois é muito parecido!

E aí está tudo resolvido, logo ali nos primeiros episódios? Claro que não! Porque não é assim que funciona de verdade, não é mesmo? Mickey trabalha numa rádio e tem todos os tipos de vício que se pode imaginar: álcool, drogas, cigarro, sexo. Ela precisa se livrar dos piores deles para poder ficar bem consigo mesma antes de conseguir ser feliz a dois. Gus por sua vez tem, por trás do ar de tutor de jovens atores, vários problemas para lidar com suas frustrações, falar a verdade e tomar boas decisões. Eles estão naquele momento em que você acaba de perceber que todas as suas certeza foram por água abaixo e não se sabe de mais nada, mas ao mesmo tempo tem que descobrir porque não tem como ficar a espera de um milagre mais, ou na verdade nunca teve.

No fim das contas, “LOVE” é sobre dois adultos que fazem várias merdas por causa do fato que estão extremamente fudidos da cabeça, e se parar pra pensar estamos todos nós na mesma situação, corrigindo merdas causadas por nossas cabeças fudidas.

Claro que, como todo programa de TV, ela tem lá seus defeitos. Pra mim a falta de representatividade é o principal: você não vê nenhuma figura LGBT influente e quase não tem negros também, apesar de a chefe do Gus dar conta desse aspecto, de certa forma. Por outro lado é legal porque ninguém tem aquela beleza ideal, sabe? São pessoas normais! A Mickey é linda, mas tem olheiras enormes e usa uma maquiagem “quase nada” não muito bem feita, já o Gus é quase uma caricatura! As pessoas têm dentes tortos, gordurinhas localizadas e coisas assim, e ao mesmo tempo NADA DISSO torna NENHUM DELES feio. Gente como a gente e pronto!

Pra compensar, feminismo é abordado o tempo todo! Uma das cenas que mais gostei foi um momento em ela solta do nada que queria uma coisa X na sua vida, bem clichê e supostamente nada empoderadora. Ele então pergunta se aquilo não seria um pouco “anti-feminista”, e ela já rebate com um “Sério que você vai me ensinar o que é feminismo?”, o que é absolutamente GENIAL porque, né… A gente vê isso todos os dias mesmo vindo de homens bacanas. E é com esses momentos de sinceridade e outros que nem tanto que eles constroem um relacionamento que, ao final do último episódio, me fez acreditar que em algum momento as coisas vão dar certo por aqui. Não necessariamente no aspecto romântico mas pelo menos ALGUM aspecto qualquer, pra variar…

LOVE

Foto do USA Today

Originalmente foram planejadas apenas duas temporadas, mas antes da segunda sair a série foi renovada e a terceira anunciada. Essa final foi lançada dia 9 de março pra fechar de forma linda um processo que foi lindo. E se você ainda não está convencida, aqui está minha tacada final: OS DOIS SÃO RATINHOS DISNEY! Michey Mouse, o camundongo mais famoso do mundo, e Gus-Gus de Cinderela são citados em um episódio pelo próprio Gus ressaltando a coincidência dos nomes… Dá pra ser mais bonitinho? Num dá, não!

Demolidor

Em 13.12.2017   Arquivado em Séries e Desenhos

Demolidor

Treze de dezembro é o “Dia do Cego”, e eu recebi um e-mail ontem com essa sugestão de pauta, só não sabia sobre o que falar. Minha ideia era fazer uma lista com filmes que abordam o assunto, mas infelizmente assisti poucos e não dava… Sendo assim resolvi comemorar que as gravações da terceira temporada de Demolidor (em inglês Daredevil), série original da Netflix em parceira com a Marvel, começaram por agora em Nova York para falar como foi a trajetória do Homem Sem Medo até agora por lá.

Primeiro dos quatro heróis de Os Defensores (que conta também com Jessica Jones, Luke Cage e o Punho de Ferro), o Demolidor é, durante o dia, Matt Murdock, um advogado cego e órfão. Ainda quando criança Matt sofreu um acidente onde conteúdo radioativo vindo de um caminhão comprometeu sua visão, sendo capaz de enxergar apenas vultos, mas tendo todos seus outros sentidos elevados a níveis muito além dos humanos. Após o assassinato de seu pai, que era pugilista, ele é treinado pelo sensei Stick, que lhe ensina não só a prática de artes marciais como também a controlar suas novas habilidades. A série começa quando ele, junto com seu grande amigo de faculdade “Foggy” Nelson, está abrindo o escritório de advocacia Nelson & Murdock. O caminho deles cruza o de Karen, mais tarde sua secretária, que descobre esquemas de corrupção em seu trabalho e conta com a ajuda da dupla em sua defesa. Diante das descobertas feitas nos dois lados da sua vida dupla Matt decide combater as ações mafiosas de Wilson Fisk, o “Rei do Crime”, e ao mesmo tempo manter sua identidade em segredo… Mesmo que sua presença venha passando cada vez menos despercebida e a mídia começar a divulgá-lo como o Demônio de Hell’s Kitchen, sem saber se veio para ajudar ou atrapalhar as ações falhas da polícia. Ela conta também, assim como todas as séries da Marvel produzidas pela Netflix, com a presença da enfermeira Claire temple, que engata um início de romance com o personagem título mas logo depois isso acaba (mas eu era a favor de continuar, foi mals).

A ideia original era lançar uma temporada para cada um dos Defensores antes da série onde os quatro se unem, que foi lançada em agosto desse ano, mas Demolidor furou a fila e ganhou uma segunda antes disso. Ela inclusive foi o gancho para começar a batalha em grupo com a presença de outra personagem dos quadrinhos e ex namorada de Matt, Elektra, também treinada por Stick. Apesar da primeira fluir de maneira INFINITAMENTE melhor, a segunda temporada também tem uma trama bem bacana, já com o “traje de herói” dele, que na outro é super improvisado, e focando na luta contra o Tentáculo, uma organização mafiosa oriental que é a “grande vilã” em Punho de Ferro e nos próprios Defensores. É nesse contexto também que aparece Frank Castle, que ganhou uma série spin off mês passado como “O Justiceiro”. É aquela mesma coisa de sempre, as histórias se unem o tempo todo e estão completamente interligadas, dando a impressão de que não tem como acabar. Pra quem é sensível fica o aviso: as cenas de luta são ótimas mas sempre violentas e muito sangrentas, bem menos suaves que o universo da empresa nos quadrinhos. O elenco é todo ótimo e para aqueles que preferem a versão “tupiniquim” das coisas pode ir fundo porque a dublagem é ÓTIMA!

Demolidor
“Demolidor” via Netflix

A terceira temporada foi confirmada para o segundo semestre de 2018, depois da 2ª de Jessica Jones, e os fãs apostam que será inspirada na história das HQs “A Queda de Murdock”, por causa da maneira como terminou o último episódio de “Os Defensores”. Já no que diz respeito à volta do grupo, ainda não há nada confirmado, mas eu queria muito vê-los juntos de novo porque amei a dinâmica que tiveram… Quem são os Vingadores na fila do pão comparados a esse timão, gente?

Blogmas 2017

The Get Down

Em 25.04.2017   Arquivado em Séries e Desenhos

The Get Down

Sempre que sai uma nova série na Netflix é a mesma coisa: em TODAS as redes sociais aparecem umas trocentas pessoas assistindo ao mesmo tempo nos primeiros dias, só se fala disso, surgem as páginas “Série X da Depressão” e “Personagem Y Irônico” e, claro, são tantas imagens de tantos trechos jogadas na nossa frente que quem demora alguns dias pra ver já sabe exatamente tudo o que vai acontecer. Não foi assim, porém, justo com a MELHOR de todas as que já acompanhei por lá e lançou ano passado: The Get Down! Quando vi o anúncio achei os cartazes bonitos e adicionei na minha lista, mas estava esperando algum amigo comentar o que achou até que… NADA ACONTECEU! Fui ficando muito curiosa, começou a aparecer muita propaganda no SnapChat, então decidi eu mesma ir descobrir qual é a dela. O resultado, como acho que já deu pra perceber, foi amor do início ao fim!

Criada por Baz Luhrmann, de “Moulin Rouge” e “O Grande Gatsby”, a série é um drama musical passado na década de 70 no sul do Bronx, distrito da cidade de Nova York onde nasceu o movimento hip hop, que é justamente a temática retratada. Nela Ezekiel “Zeke”, também conhecido como “Books”, é um adolescente com alma de poeta cujo caminho cruza o do traficante Shaolin Fantastic, que tenta sobreviver em meio à violência que é o mundo das drogas e, ao mesmo tempo, seguir sua jornada como DJ numa época em que o disco predomina as boates da cidade. O talento dos dois, então, se une na forma do Get Down, e junto com os amigos do garoto (entre eles o grafiteiro Dizzee que é interpretado por Jaden Smith!) eles formam um grupo que vem para peitar os donos do bairro mostrando o valor de uma arte com a qual eles não estão e nem querem estar acostumados. Ao mesmo tempo Mylene Cruz, amor da vida de Zeke, tenta se desvencilhar das garras de seu pai pastor opressor e do romance que quer viver com o rapaz para conquistar seu sonho de ser uma estrela da Disco Music e deixar o Bronx, ainda que tenha sido criada para usar sua voz apenas para fins religiosos. Para isso ela ai contar com a ajuda de seus amigas (e backing vocals) e de seu tio, um político local que faz de tudo para ver a região crescer da forma que merece. À medida que esses jovens lutam por sua ascensão social e cultural, vão criando aliados e inimigos, já que isso significaria liberdade para uns e o fim da “soberania” de outros.

A história é contada por Zeke já nos anos 90, que começa cada episódio dando um resumo do que passou (e do que está por vir) através de um rap, e por mais que soe como um “spoiler” de que vai dar tudo certo a verdade é que não passa nem perto disso. Entre cenas reais e fictícias, primeira parte teve 6 episódios lançados na plataforma dia 12 de agosto, cada um com aproximadamente uma hora e meia de duração, e a segunda veio agora, dia 7 de abril, com 5 episódios de menos de uma hora cada. Em todos eles nós vemos a predominância absoluta de atores negros e latinos, que condiz com a população sulista do Bronx à época, e uma SÉRIE de assuntos mais pesados sendo abordados como pano de fundo de um romance… Drogas, intolerância religiosa, arte de rua, briga de gangues, a descoberta da sexualidade, tramas política e, claro, a busca de igualdade por parte uma população naturalmente marginalizada são a base de The Get Down, assim como foi no surgimento do hip hop e ainda é, hoje, na vida de tantos jovens que vão se enxergar nos personagens, independente de estarem ligados à música ou não. Você vai se apaixonar por alguns, odiar outros e nunca passar neutro por qualquer um deles, já cada todos têm seu próprio drama ou causam isso na vida de alguém. Além do mais é muito gostoso “descobrir” o surgimento de um movimento que abrange tantas formas de arte e que poucos consideram pesquisar sobre justamente por sua origem e por sair da zona de conforto, abrir o pensamento em relação como é a vida de pessoas completamente diferentes da gente e tudo mais… Dá muita vontade de pesquisar sobre o que rolou de verdade enquanto canta mentalmente “Shaolin’s the DJ that we call conductor, ’cause Shaolin Fantastic’s a bad motherf–“, porque no final de ambos os clímax você vai sair com a música grudada na cabeça com certeza, e isso é ótimo!

The Get Down
“The Get Down” via Variety

Infelizmente a “Parte 2” foi mesmo o fechamento, mas deixou tantas coisas boas e ruins no ar nas cenas finais que eu tô de coração partido até agora só de saber que acabou. Não sei se foi planejado assim ou se eles fariam mais episódios se tivesse feito mais sucesso, mas eu particularmente queria era mais, tô doida pra tirar um fim de semana inteiro a toa pra rever porque ela merece!

Página 1 de 3123