Categoria "Música"

Top 5: Músicas chamadas “Wish You Were Here”

Em 24.07.2019   Arquivado em Música

Depois de dez anos desde que comecei a escrevê-lo meu primeiro livro, Wish You Were Here: Um Romance Musical, está sendo enfim publicado! Muita coisa já aconteceu, tentei isso de outras formas e, agora, decidi colocar fim nessa espera, fazendo essa publicação por conta própria (haja trabalho!) em dois momentos… Primeiramente um e-book que já está em pré-venda na Amazon por R$5,00 e será lançado oficialmente dia 31 de julho, daqui uma semana. Dá pra ler nos dispositivos Kindle e no app também, tanto pra celular quanto pro computador. Se você aí gosta de um bom romance YA com pitadas de drama (e trilhas sonoras maravilhosas) é só comprar o seu.

Em segundo lugar, mas igualmente importante, tá rolando um financiamento coletivo no Catarse para imprimir algumas cópias físicas. Já imaginou, gente? Eu vou poder tocar no meu próprio livro! A ideia não é imprimir um montão, não, e sim o pessoal comprar através desse site, me ajudando quando possível a juntar mais dinheiro pra pedir mais livros pra quem não conseguir comprar agora. É garantia que vou ter exemplares depois? Não! Mas tem a esperança ainda assim. Além disso tem algumas recompensas a mais se quiser e puder gastar uma graninha extra… O valor unitário é R$28,00, com opção já com frete embutido a 35 pro pessoal que não for de BH (nas outras recompensas, porém, o frete terá que ser pago à parte). A campanha fica no ar até dia 26 de agosto e quem quiser já pode garantir um, também!

Top 5: músicas intituladas Wish You Were Here

Ok, ok, agora jabás à parte, vamos ao que realmente interessa, né? Acho que já deu pra perceber pelo subtítulo, mas esse livro é todo pautado por uma trilha sonora composta só de músicas que eu AMO, sendo a principal delas uma das minhas 5 favoritas da vida: Wish You Were Here, do Pink Floyd! A playlist completa tá lá no Spotify, mas hoje vamos sair dela um pouco… Nessa última década, com esse título sendo tão importante pra mim, eu acabei “colecionando” outras canções de mesmo nome, várias, e hoje trago as 5 que considero melhores entre elas, pra todo mundo ouvir e amar muito também.

01) David Gilmour

Sim, David Gilmour, Pink Floyd, mesma coisa, né… Nesse caso é mesmo, só que a principal delas não podia faltar na lista, uai! Mas aí, pra não usar a versão original que já foi mencionada acima, escolhi uma do David em carreira solo num show que amo, já que ele é o autor dessa queridinha maravilhosa. Ela é música título de um álbum que foi todo dedicado ao Syd Barrett, um dos membros fundadores da banda que sofreu um colapso mental e precisou ser afastado das atividades… A história toda é bem triste e sabendo disso dá pra sentir como foi impactante pra eles ao ouvir todas elas. Ainda assim, convenhamos, é perfeita do início ao fim. (E, sim, eu sou team David, tanto que o protagonista do livro tem o nome dele.)

02) Avril Lavigne

Eu conheci essa música na época do lançamento no antigo blog da querida Paulo Buzzo e quando vi o título pensei “Uau, Avril cantando Pink Floyd!” de cara. Procurei, ouvi, percebi que me enganei e… Fiquei apaixonada! Definitivamente minha favorita dela, sem possibilidades de perder o posto. E o que mais gosto é que pode funcionar tanto como uma música romântica quanto pra outros tipos de relacionamento, sabe?

03) Bee Gees

É claro que esse três irmãos, reis das baladas românticas, têm uma na lista também, né? Vê se uma expressão icônica dessa ia deixar de constar no repertório deles? A letra é bem triste, como é de se esperar, mas a melodia é tão a cara do trio que quem gosta deles não pode deixar de ouvir. Infelizmente não tinha nenhum vídeo dela no canal oficial, então tive que pegar esse em um outro. Espero que não saia do ar.

04) Fleetwood Mac

Outra de ritmo leve, daquelas ideais pra dançar juntinho com o crush pra matar saudades. Acho que deve estar longe de ser um sucesso da banda, parece ser uma daquelas que a gente só conhece por acidente (é o meu caso), mas apesar de soar meio tristinha a letra é bem bonita e gostosa.

05) Florence + the Machine

E pra fechar, dei uma roubadinha… O nome dessa é, na verdade, “Wish That You Were Here”. Mas vocês vão me desculpar, é claro, por motivos de FLORENCE, né meninas! Ela faz parte da trilha sonora do filme “O Lar das Crianças Peculiares”, que não é lá a melhor adaptação de todos os tempos, mas merece seu lugarzinho ao Sol por essa pérola presente nos créditos finais. Olha a voz dessa mulher, gente, eu não sei lidar…

E aí, você já conhecia e/ou gosta de alguma delas? Qual sua favorita? Tem outra “Wish You Were Here” pra me indicar? Me conta aí nos comentários e se preparem porque esse é só o primeiro de uma série de posts que quero fazer pra celebrar o lançamento literário mais importante da minha vida… Até a data de hoje foi escolhida à dedo pois amanhã é 25 de julho, o Dia Nacional do Escritor, e é a primeira vez que posso, oficialmente, considerar meu dia também.

Barbie David Bowie

Em 13.07.2019   Arquivado em Dolls, Música

Hoje é Dia do Rock (bebê!), e nada melhor do que misturar esse assunto tão gostoso com OUTRO igualmente bom pra celebrar, né? Nessa quinta feira a Mattel anunciou a Barbie David Bowie, em homenagem aos 50 anos da música Space Oddity, composta e gravada pelo cantor, cujo lançamento oficial aconteceu em 11 de julho de 1969. E sendo Bowie um dos ícones mais camaleônicos da cultura popular, o que não faltam são inspirações para produzir essa boneca, né? O visual escolhido foi o do mais famoso de seus alter egos, Ziggy Stardust, com sua pegada glam rock intergalática: brilhante, colado e exótico.

Barbie David Bowie

E dessa vez, temos que dizer: capricharam MUITO na caracterização! A roupa cintilante em duas peças listrada de azul e vermelho, com detalhes salientes nas mangas e gola só não é mais característica do que as botas vibrantes de solado plataforma preto. Até a ambientação das fotos de divulgação ficou bacana, em fundo vermelho vivo e simulando as poses do cantor ao usar o mesmo traje. O cabelo é curto, bordô, jogado completamente pra trás até formar um mullet, e a maquiagem impecável que, pra mim, ficou o ponto alto da produção! Ela tem o círculo intergalático na testa, sombra em tons semelhantes à roupa e até mesmo marca de base/corretivo cobrindo a sobrancelha, de forma que fique quase imperceptível, mas você sabe que está ali… Maravilhosa!

Barbie David Bowie

Ziggy Stardust como personagem “nasceu” em 1972 e foi usado pelo artista até 1974. Foi com ele que lançou sucessos como a música que leva seu nome e “Starman”, sendo apenas um de vários dos alter egos do cantor, como Aladdin Sane, The Thin White Duke e Major Tom, entre outros. Nascido em janeiro de 1947, Bowie faleceu apenas 2 dias após seu aniversário de 69 anos em decorrência de um câncer no fígado. Antes disso nos deixou um legado que o torna um dos artistas mais influentes no século XX e, hoje, o 70º músico mais vendido do mundo.

Leia também: Maquiagens facinhas para o carnaval, que inclui um vídeo ensinando a fazer o icônico raio da capa do álbum Aladdin Sane.

Barbie David Bowie

De acordo com o anúncio feito no blog da empresa, ela vem até em uma caixa decorada com colagem de fotos do cantor. A Barbie David Bowie está anunciada na Loja Oficial com o valor de U$ 50,00, o que na conversão atual (13/07/19) sai por, mais ou menos, R$ 186,92. É claro que vindo para o Brasil, com as taxas de importação, a perspectiva é que fique bem mais cara… Porém a Mattel marcou o produto como boneca de colecionador, para adultos, e não brinquedo de criança, então é o valor esperado, ainda mais se tratando de um produto tão detalhado. Para fãs do cantor vale a pena pagar para ter esse tributo maravilhoso na estante!

Rocketman: um deleite em formato musical!

Em 06.06.2019   Arquivado em Filmes, Música

Rocketman *****
Rocketman Elenco: Taron Egerton, Richard Madden, Jamie Bell, Bryce Dallas Howard, Charlie Rowe, Gemma Jones, Jason Pennycooke, Jimmy Vee, Kamil Lemieszewski, Kit Connor, Rachel Muldoon, Stephen Graham, Steven Mackintosh
Direção: Dexter Fletcher
Gênero: Romance, Drama
Duração: 121 min
Ano: 2019
Classificação: 16 anos
Sinopse: “A história de ascensão do cantor Elton John, de um aluno prodígio da Academia Royal de Música até uma lenda do rock nos anos 70.” Fonte (sinopse e poster: Filmow.

Comentários: Antes de começar esse post eu preciso fazer o alerta a você, leitor, que (ainda) não sabe: eu sou muito fã do Elton John. Assim… MUITO mesmo, há muitos anos, mais de décadas. E aí que saber disso pode te causar duas reações distintas… A primeira é não confiar em uma só palavra do que eu disse, afinal, sou suspeita, não posso opinar. Nesse caso, sugiro a todos que busquem pela reação da crítica, profissional ou não, que está tão positivamente arrebatadora quanto a minha. A segunda é confiar plenamente no que digo, uma vez que fã é fã, não existe ninguém mais apropriado para criticar, e se agradou a quem ama, vai agradar a todos. E aí só incentivo que continue lendo as palavras abaixo… Porque, sim, Rocketman é uma incrível obra de arte em forma de filme musical.

O filme começa quando Elton John, já após 20 anos de carreira muito bem sucedida, abandona uma apresentação para iniciar seu processo de reabilitação em diversos vícios: álcool, drogas, compras, sexo e bulimia. Ao contar sua história para o grupo de apoio, ele inicia uma jornada de volta ao passado, quando ainda era (des)conhecido como Reginald Dwight, estudando piano de forma quase auto didata e buscando meios de estabelecer sua carreira musical. Ao assumir a nova identidade, inspirado pelo colegas da banda Bluesology, Elton Dean e Long John Baldry (que no filme não aparece, justificando o sobrenome escolhido pelo fato de ser fã de John Lennon, como uma homenagem à amizade dos dois que não teve tempo de ser citada), ele conhece o letrista Bernie Taupin e, juntos, começam a compor as músicas que até hoje, 50 anos depois, são grandes sucessos. À medida que a fama aumenta, porém, ele sofre também suas más consequências, perdendo as rédeas da própria saúde no meio do caminho.

Rocketman

Imagem via Page Six

Das breves reclamações que cheguei a ler sobre ele, duas se destacam: o fato de seu um musical “clássico”, com coreografias ensaiadas e cenas fantasiosas, e os momentos de sexo, pegação e interação gay presentes no longa – que, confesso, foram bem MENOS explícitos do que pensei que seriam. Quem reclama disso, porém, escolheu o filme errado para assistir, sinceramente. Seria desleal retratar de forma diferente uma vida de extravagâncias nesses e em todos os aspectos. Esse é Elton John, e leva-lo para as telas é uma missão a ser seguida à sua maneira, pedaço por pedaço. De uma ilustração de foguete na parede do quarto de seu eu criança à reprodução exata de um dos seus clipes, Rocketman reflete a alma do artista em cada detalhe minucioso. Bom, ele foi um dos produtores, não é mesmo? É inegável que a personagem reflete realmente o que foi sentido pessoalmente…

E que reflexo! Taron Egerton está brilhante nos trejeitos, aparência, atuação e, claro, no vocal, tendo regravado TODOS os números musicais com sua própria voz, sem dublagens de terceiros. Se ele faz um tributo encantador aprovado pelo próprio homenageado, quem somos nós para ir contra? Nem precisa, está impecável! Outra personagem interessante de ser analisada é John Reid e a diferença gritante com a qual foi apresentado em Bohemian Radpsody… Ali o temos na visão do Queen, o homem que os ajudou a alcançar o estrelato, mas aos olhos de Elton é um “vilão” que o seduziu e maltratou, com a aparência do próprio Príncipe Encantado saído direto do live action de Cinderela (literalmente). Na verdade, por serem dois filmes que tratam de contextos parecidos lançados com poucos meses de diferença, é quase impossível não compara-los, mas acho isso desnecessário, uma vez que os objetivos são bem diferentes e as reproduções, consequentemente, também.

Rocketman

Imagem via NME

Pra mim, pessoalmente, o filme tem apenas um defeito: a atenção praticamente nula que dá aos membros da banda dele. Eles estão juntos desde o começo e seguem suas turnês até hoje, mas não têm seus nomes sequer citados em momento nenhum das duas horas de duração. Isso contradiz com a atitude do próprio Elton, que faz questão de apresentá-los um por um nos shows, sempre, dividindo seus holofotes com quem está ao seu lado. Senti falta, mas talvez essa falta seja influenciada pelo fato de que, como fã, tenho muito carinho por cada um, também. Por outro lado o grande foco da história, o que guia o roteiro, é a relação dele com Bernie Taupin. E também pudera, né? A maior parceria entre compositor e letrista da história da música, juntos profissionalmente e quase como irmãos há meio século! Se Bernie passava despercebido na vida de alguém que gosta dessa discografia, não passa mais, felizmente. Uma das melhores cenas é quando eles compõe “Your Song”, até hoje seu maior sucesso, e essa percepção intimista me fez ver a letra com outros olhos… Parecia impossível que eu a amasse mais do que antes, mas pelo visto foi o que aconteceu, momento absolutamente emocionante e maravilhoso.

Outro grande destaque musical a ser enaltecido, claro, é ela que dá título à história! “Rocket Man” aparece em forma de clímax, de intensidade, de angústia, quase de exposição de alma. Mais uma vez um resignificado para entender melhor aquele que a compõe e, pensando adiante, a relação desses homens que permite que um escreva com perfeição sobre os sentimentos do outro. De rir, de chorar, de AMAR! A trajetória de um dos maiores nomes da música interpretada até a virada da década de 90, e há um resumo lindo do que veio depois até chegar agora, quando ele está vivendo sua última turnê antes da aposentadoria formal que todos achávamos que jamais chegaria, mas que chegou por uma boa razão. Rocketman é indispensável se você gosta dele ou mesmo se não conhece, porque na verdade é indispensável pra qualquer um, simples assim! E eu, aqui na minha posição de apaixonada, só tenho a agradecer pela experiência que sempre quis viver, mas sequer sabia disso…

Trailer:

Psiu! Quer saber mais sobre Elton John? Aqui no Sweet Luly tem uma tag dedicada a ele com vários posts legais! Já falei sobre vida, obra, coleção e relatei momentos incríveis nesses anos que sou fã, como os shows que fui e quando recebi um livro autografado do próprio… Vale a pena ler!

O Sol Também é Uma Estrela - 16 de maio nos cinemas

Elton John no comercial de natal da John Lewis

Em 19.11.2018   Arquivado em Música

Se você espera pelas propagandas de natal de qualquer outra empresa, é porque não conhece as da John Lewis & Partners. Essa loja de departamento britânica, fundada no século XIX, é famosa pelos seus e todos os anos o lançamento causa grande alvoroço, porque a espera é sempre muito grande e a satisfação garantida. E em 2018 eles resolveram ter como estrela principal do momento ninguém mais, ninguém menos, do que Elton John!

Sempre que é lançado algum anúncio grande sobre ele, recebo uma enxurrada de mensagens vindas de amigos e parentes porque sou MUITO fã do homem, mas nada se comparou a isso até hoje. Acho que o vídeo entrou numa corrente que foi enviada pra MUITA gente, porque na hora que acordei essa manhã tinham MUITAS mensagens iguais falando disso: de como a propaganda desse ano era lindo, mas sem citar a razão. Fiquei encucada com o motivo pelo qual tinha recebido tantos de uma vez, mas foi só dar o primeiro play que entendi tudo, perfeitamente. Não só tem a presença como é um comercial extremamente sensível e emocionante.

A mensagem de 2018 é sobre o poder de um presente, como ele pode ser muito mais que um item físico e influenciar completamente nossas vidas. Começando com o cantor e pianista hoje, sentado em seu piano na época do natal, tocando o maior de seus sucessos, Your Song. O vídeo faz então uma retrospectiva de algumas das incontáveis vezes que a música foi tocada por ele até chegar em sua gravação, em 1970… Logo em seguida vemos sua versão adolescente, animando uma festa em família para, enfim, fechar com lágrimas nos olhos dos expectadores de sua versão criança recebendo o mesmo piano, numa época onde não se via esse tipo de incentivo destinado aos garotos de sua idade. Uma maneira linda de contar uma história real, que começou justamente por causa de um “simples item material”

O timing da presença de Elton John não poderia ser mais oportuno, pois é um momento importante de sua carreira: no início desse ano foi anunciada sua última turnê mundial, ou seja, uma aposentadoria oficial no que diz respeito aos shows. Seu argumento para isso é que precisa aproveitar melhor sua família, principalmente os filhos Zachary (nascido no natal de 2010) e Elijah (2013), uma vez que ele já é uma pessoa idosa com duas crianças em casa para criar. Além disso um filme sobre sua carreira, “Rocket Man”, será lançado pela Paramount no primeiro semestre de 2019, com Taron Egerton no papel principal (cantando!). Nem preciso dizer que estou contando os dias pra esse lançamento, né?

E se parar pra pensar… Todos nós temos aquele presente que mudou algum aspecto da nossa essência, não é mesmo? Eu sempre conto a história de como ganhar “Harry Potter e a Pedra Filosofal” da minha madrinha, no natal de 2000, foi extremamente decepcionante, uma vez que eu não gostava de ler… Então, ao longo do ano seguinte, acabei me apaixonando pela história, me tornando não só uma grande de fã (com alguns momentos controversos, claro), mas também adquirindo gosto pela leitura, da qual não sou mais tão próxima mas que já foi meu principal hobby. Fora as incontáveis e incríveis pessoas que a série trouxe na minha vida nesses anos! Esse, entre VÁRIOS OUTROS, foi e é mais do que um objeto pra mim. E você? Qual presente de natal foi pra você o que o primeiro Harry Potter é pra mim e o primeiro piano de parede é para sir Elton John?

Elton John no comercial de natal da John Lewis

Imagem via Digital Spy

Psiu! Quer saber mais sobre o Elton John? Na tag dedicada a ele aqui no Sweet Luly tem vários posts legais sobre os shows que já fui, produtos que tenho, curiosidades, lançamentos e muito-muito mais. É só entrar e se perder na leitura!

Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindewald 15 de novembro, nos cinemas

Bohemian Rhapsody: tributo digno da realeza!

Em 03.11.2018   Arquivado em Filmes, Música

Bohemian Rhapsody *****
Bohemian Rhapsody Elenco: Rami Malek, Gwilyn Lee, Ben Hardy, Joseph Mazzello, Lucy Boynton, Tom Hollander, Allen Leech, Aaron McCusker, Aidan Gillen, Mike Myers
Direção: Bryan Singer
Gênero: Drama, Música
Duração: 134 min
Ano: 2018
Classificação: 14 anos
Sinopse: “Freddie Mercury e seus companheiros, Brian May, Roger Taylor e John Deacon mudam o mundo da música para sempre ao formar a banda Queen durante a década de 1970. Porém, quando o estilo de vida extravagante de Mercury começa a sair do controle, a banda tem que enfrentar o desafio de conciliar a fama e o sucesso com suas vidas pessoais cada vez mais complicadas.” Fonte: Filmow (sinopse e pôster).

Comentários: Poderiam ser “trovões e relâmpagos me assustando muito”, mas eram aplausos vindo de dentro e fora da tela do cinema. Bohemian Rhapsody, provavelmente o maior dos sucessos do Queen que fez a carreira da banda estourar mundialmente, foi o título escolhido para o filme que conta a trajetória de seu vocalista, Freddie Mercury, nos anos em que o quarteto tocou junto. E, se tratando de Freddie, estamos falando de uma grande lenda do rock! O ator escolhido para interpretá-lo, Rami Malek, teve em mãos duas possibilidades extremas em sua carreira, ficaria marcado para sempre como um sucesso estrondoso ou dolorida derrota… Felizmente, foi a primeira opção: não só a caracterização está perfeita (principalmente quando colocava os óculos de Sol), mas também os trejeitos, modo de falar e de se comportar. Com uma mixagem de som que misturou áudio originais, a voz do ator e do canadense Marc Martel, a transição do falado para o cantado está tão perfeita e convincente que é impossível não se arrepiar!

Os outros membros da banda também estão perfeitos, com destaque total para Brian May que ficou absolutamente IDÊNTICO, de forma positivamente assustadora. A história começa um pouco antes da formação do Queen, mostrando como as quatro se juntaram, apostaram em criações experimentais, ousaram , definiram seu estilo, até atingir o estrelato. Paralelo a isso, como Freddie foi de um garoto um pouco tímido a “rainha histérica”, com visual extravagante, estilo de vida cheio de excessos até, em fim, a descoberta da AIDS que desencadeou na broncopneumonia que o matou. O filme, porém, foca muito mais na música em si, deixando a vida de álcool, drogas e sexo em segundo plano e tornando a doença como “algo a mais” que, por mais que tenha abalado a todos, nos conseguiu destruir aquela imagem que sempre pareceu indestrutível.

Os números musicais são incríveis, principalmente a criação de “Bohemian Rhapsody”, as primeiras execuções de “We Will Rock You” e, CLARO, a lendária apresentação no Live Aid, que dura ousadíssimos 20 minutos e ainda assim te faz querer mais. Não sou muito fã de ver filmes em IMAX 3D porque não enxergo muito bem e me dá dor de cabeça, mas tive a oportunidade de assisti-lo na pré estreia que foi nessa sala, porém em 2D. Valeu MUITO a pena! Os momentos em que a câmera foca na plateia te fazem quase acreditar que você está ali! O uso de áudios originais traz toda a vibe que a presença do público tinha e as interpretações foram todas impecáveis, realmente reproduzindo os movimentos dos integrantes da banda, contando inclusive com a produção musical de Brian May e Roger Taylor. Nesse aspecto não tem como achar um defeito sequer, você ri e chora sem parar, cheio de brilho no olhar.

Bohemian Rhapsody

Bohemian Rhapsody: imagem via Metro

Se fosse pra citar um problema, por mais que não considere assim, a linha do tempo é completamente diferente de como foram as coisas na verdade. Mas trata-se de um filme biográfico, não um documentário, com intuito de celebrar uma vida, esse tipo de adaptação se faz necessária. Colocando o Rock In Rio muito cedo e Live Aid um pouco “tarde”, é possível sentir o impacto que o Queen tinha na plateia desde que nasceu até o “fim”. Tem outros pequenos deslizes, é claro, mas que estão ali justamente para levar a história ao cinema de modo mais atrativo possível. Algumas coisas foram bem dramatizadas também, como a breve carreira solo do Freddie, é claro, mas ainda assim é mensagem de que eles eram como uma família, sempre dando suporte um ao outro, foi mantida, o que é fundamental para o entendimento do Queen.

E por fim, outro ponto extremamente positivo, temos a visibilidade bi tomando conta das telonas! Não é estranho que um dos maiores ícones gays do mundo era, na verdade, bissexual? De Mary Austin, seu “Love of my life” e amiga a vida toda, mesmo após o fim do relacionamento dos dois (que o próprio Freddie definia como insubstituível) a Jim Hutton, que esteve ao seu lado até morrer, vemos o protagonista amando homens e mulheres com uma imprensa louca em cima disso, sempre tentando arrancar dali uma confissão sobre o assunto, em vão. Na época do lançamento dos trailers vi muita gente reclamando da presença de Mary neles, porque tornava tudo “muito heteronormativo”, mas a verdade é que ignorar a bissexualidade de um dos maiores nomes da música seria invisibilizar ainda mais essa parte já tão excluída do movimento LGBTQ+. E não foi o que aconteceu!

Entre tantos acertos você assiste a essas duas horas com a sensação de que está vendo muito mais, com tanta coisa acontecendo em tela, mas sem se cansar, pelo contrário! Definitivamente, um tributo digno dele que era, como o nome da banda e seu microfone simulando um cetro sugerem, a realeza do rock and roll. E, se você é fã como eu, fique na sala durante os créditos finais para não sentir falta de nada: uma das canções mais icônicas de todas, que marcou esse período final da vida do vocalista (ainda que não tenha sido escrita por ele), está ali, pra te fazer soltar as últimas lágrimas que ainda sobraram para chorar!

Leia também: Nasce Uma Estrela, resenha do musical estrelado por Lady Gaga e Bradley Cooper

Trailer:

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