Top 5: Professores favoritos do cinema!

Em 15.10.2019   Arquivado em Filmes

Hoje é 15 de Outubro, dia de quem ensina, da profissão mais desvalorizada desse país – principalmente no atual cenário -, das pessoas que devemos enaltecer DEMAIS porque haja fôlego pra lutar pela educação… Hoje é Dia dos Professores e eu, como pós graduanda em Ensino de Artes que sempre sonhou com esse caminho, enfim o trilhando, não poderia de forma alguma deixar de fazer um Top 5, transformando esse momento de muita reflexão em um pouquinho de diversão, porque é sempre bom também…

Top 5: Professores favoritos do cinema!

Sr. Browne, de Extraordinário

OK, eu sei que devia ter começado da minha maior inspiração, mas ele merece encabeçar o Top 5 porque desde que li Extraordinário, meu livro favorito, o sr. Browne se tornou uma das minhas personagens masculinas favoritas. Como não se apaixonar por um homem que inicia o ano letivo ensinando seus alunos sobre nada mais, nada menos, do que GENTILEZA? Depois, quando o filme saiu, esse carinho aumentou ainda mais porque ele ficou absolutamente perfeito. Merece ser o número 1 nessa e em qualquer outra lista de educadores da ficção que a gente for fazer!

Quer ler mais sobre Extraordinário? Aqui no blog tem um post sobre minha relação com o livro e uma resenha do filme, logo que ele saiu, uma das minhas melhores publicadas até hoje!

Katherine Watson, de O Sorriso de Mona Lisa

Minha MUSA INSPIRADORA! Sabe aquela velha e boa pergunta “O que você quer ser quando crescer?”, que a gente escuta muito quando criança? Pois é, já tem algum tempo que a resposta que tenho é Katherine Watson! Uma mulher que, na década de 50, foi ensinar História da Arte em uma das universidades para moças mais conservadoras dos EUA mesmo sendo à frente do seu tempo, irreverente… O resultado? Mentes sendo abertas e momentos de sororidade entre jovens mulheres tão impactantes que nem encontro palavras pra descrever. Sempre que me sinto mal e incapaz assisto ao filme mais uma vez, para lembrar desse meu objetivo de mudar o cenário do Ensino de Artes ao meu modo também, ainda que um pouquinho, fortalecendo meninas no meio do caminho. É ambicioso, eu sei, mas nunca fui tão firme e feliz numa ambição!

“O Sorriso de Mona Lisa”, que conta com Julia Roberts nesse papel principal, é um filme de 2003 que está disponível para ser assistido na Netflix. Apesar de lançado há 16 anos, às vezes tenho vontade de escrever sobre essa relação tão forte que tenho com ele… O que vocês acham?

Remo Lupin, de Harry Potter

Por um minutos pensei em colocar aqui a professora Minerva, que também é uma personagem grandiosa da saga, só para ter mais mulheres do que homens na lista. Confesso! Só que se fizesse isso, esse post seria uma mentira. Quando se trata de mestre em Hogwarts, Lupin sempre foi e sempre será meu favorito porque ele é, pra mim, tudo o que alguém que ensina devia ser: justo, gentil, competente, inteligente, empático, imperfeito como qualquer ser humano, mas extremamente ciente dessa imperfeição. Uma perda enorme pra escola causada pelo ódio, a opressão e o preconceito, mas ei(!), a vida não é mesmo assim? É sim! A verdade é essa, e pode ser mudada se lembrarmos que seguindo o exemplo de Remo Lupin só temos a ganhar.

Você aí, gosta de Harry Potter? Pois aqui no blog tem uma categoria inteirinha só da série! São posts com lançamentos, resenhas, relatos de eventos, até looks do dia e muito mais! Vale a pena dar uma olhadinha…

Lucy Whitmore, de Como Se Fosse a Primeira Vez

Sim, mais uma educadora de artes mulher… Já entenderam meus motivos, né? Sou suspeita, e ainda assim faz sentido. A história de Lucy (quase) todo mundo que gosta de comédias românticas sabe: ela sofreu um acidente grave e desenvolveu uma síndrome rara onde não consegue mais guardar memórias recentes… Sendo assim à noite, quando vai dormir, seu cérebro apaga tudo o que viveu naquele dia, fazendo com que repita a data do acidente da maneira como planejou originalmente todos os dias até conhecer Henry, que se apaixona por ela e resolve mudar esse cenário.

Só que aaaantes desse fatídico momento que desestabilizou sua trajetória, Lucy era professora de artes que ensinava crianças em uma escola local, o que é lindíssimo! Mais lindo ainda é quando, mais pro final do filme – e se você ainda não viu, pula pro próximo da lista que aí vem spoiler – ela volta a lecionar a matéria para outros pacientes do centro onde faz tratamento, todos com problemas de memória similares ou ainda piores que o dela. Ela pode ser “Lucy Esquecida”, mas permanece maravilhosa.

Sr. Anderson, de As Vantagens de Ser Invisível

É, eu sei, está explícita minha tendência pras artes, letras e humanas aqui nesse post, né? Tanto que temos mais um professor de inglês em colégio americano nela, tal qual o Browne… Sr. Anderson nos presenteia com a frase “Nós aceitamos o amor que achamos merecer”, que vem partindo ou abrindo corações todos os dias desde que foram proferidas pela primeira vez… Fora isso tem um faro INCRÍVEL para saber qual aluno mais precisa de ser apoio dentro de uma sala de aula cheia de adolescentes, e se tem algo mais grandioso do que isso, desconheço. Confesso que não li o livro, mas o filme me tocou profundamente com seus temas pesados expressos de forma tão bela, e sei que não fui a única. Se você ainda não viu, não perde tempo, veja!

Ele me lembra MUITO uma professora de química que tive entre a 8ª série (atual 9º ano) e o 2º ano do Ensino Médio… Ela entendeu perfeitamente os motivos da solidão que vivi em parte desse tempo e, depois, meu apego às pessoas que me tiraram dessa solidão, além de ter me apoiado em sua matéria como nenhuma outra fez antes ou depois na vida. Nilmara, se um dia ler isso, fica aqui meu muito obrigada! Espero retribuir seu carinho o passando adiante, quando tiver meus alunos também…

E você, quais professores do cinema, ou da cultura popular de um modo geral, mais te marcaram? E qual da VIDA REAL teve mais impacto? Me conta aí nos comentários! Enquanto isso, de minha parte, desejo um feliz 15 de outubro a todos os mestres, com carinho!

Psiu! Prest’enção! Essa lista tem como objetivo expressar única e exclusivamente minha opinião pessoal, não se baseando em nenhum outro tipo de critério como popularidade de personagem ou mesmo bilheteria da obra em questão.

Tina: Respeito | Graphic MSP 24

Em 09.10.2019   Arquivado em Leitura

Tina: Respeito (Graphic MSP #24) *****
Tina: Respeito Autora/Ilustradora: Fefê Torquato
Gênero: História em Quadrinhos, Jovem Adulto
Ano: 2019
Número de páginas: 98p.
Editora: Panini
ISBN: 978.854.262.326-0
Sinopse: Jornalista recém-formada, Tina finalmente realiza o sonho de trabalhar em uma redação. Ela só não esperava que seu maior desafio fosse ser pessoal, e não profissional. Em ‘Respeito’, Fefê Torquato usa a clássica personagem de Mauricio de Sousa para expor um problema que mulheres enfrentam dia a dia, e precisa acabar: o assédio.” (fonte – capa e sinopse)

“Mas meu sonho sempre foi trabalhar no centro nervoso da informação, numa redação de verdade, não no meu sofá usando pijama…”

Comentários: A 24ª graphic novel lançada pelo selo Grapich MSP da Maurício de Sousa Produções, que faz releituras autorais sempre muito sensíveis das mais diversas personagens da Turma da Mônica, foi lançada oficialmente na última Bienal do Livro do Rio de Janeiro, entre o fim de agosto e início de setembro desse ano, e já gerou burburinhos desde início por causa da sua temática principal: assédio no trabalho! Enquanto parte das pessoas considera esse tipo de problema “mimimi” ou acha que falar disso é prova de que “o mundo tá chato”, muito vêem a importância absurda de um assunto desses sendo retratado em uma mídia de visibilidade tão grande como essa, já que as história da Maurício de Sousa fazem parte da cultura brasileira há muitas décadas. Eu, logicamente, faço parte do segundo grupo e fiquei muito feliz em ver minha personagem favorita desse universo encarregada dessa missão.

Autora de uma newsletter com quase 100 mil assinantes e recém formada em Jornalismo, “Cristina Lima e Sousa”, mais conhecida como Tina, está começando seu primeiro emprego de verdade em uma redação no Jornal Mundo Hoje como repórter. Aos 22 anos, ela enfrenta os desafios de ser uma jovem adulta tendo que se manter sozinha após sair da casa dos pais, seja pra pagar as contas em dia ou superar os medos diários com os quais convivemos ao ser mulher. Ela tenta de todo modo se sair bem nessa nova oportunidade de trabalho e se enturmar com os colegas, tudo parece estar indo bem até que uma reunião privada a leva direto para as estatísticas de mulheres que sofrem assédio em ambiente de trabalho…

A leveza ímpar da aquarela contrastou brusca e lindamente com todos os temas pesados abordados nessa história roteirizada e ilustrada por Fefê Torquato. Assédio é só a base de uma pirâmide de tristes realidades onde a vida imita diariamente essa arte: machismo, racismo, homofobia, gordofobia, todos apresentados de forma tão natural quanto, infelizmente, acontecem na real. Como uma pessoa que cresceu lendo as revistinhas que originaram esse livro é bom demais ver esse mundo lidando com questões importantes, se atualizando de verdade, mesmo que lentamente, pro mundo contemporâneo. O famoso “tapa de luva de pelica” nos que dizem que tradições não podem ser mudadas, que algo é velho demais para se modernizar… Taí a prova de que sempre dá pra melhorar!

Detalhes: Páginas 24 e 25

“Cara, medo cê não perde nunca, só se acostuma com ele, fazer o quê? Ser mulher é querer estudar, trabalhar, pô, viver a vida! É ser obrigada a encarar esse medo.”

Tina como personagem está mais forte do que nunca, e ainda assim não destoa da boa e velha menina da nossa infância. Afinal ela SEMPRE foi uma garota de atitude, né? Se vestia da maneira que gostava, saía com os caras que a atraíam, mantinha uma amizade com nenhum interesse a mais com Rolo, que nessa apareceu já como professor, dando aulas para adolescentes e fazendo “bicos” de fotografia. Além dele temos a melhor amiga e “fiel escudeira” Pipa, agora dona de sua própria loja virtual de moda plus size! Sabe aquele fan service BEM FEITO, adequado, condizente, apaixonante? “Respeito” ganha nota máxima nisso também!

Leia Também: Turma da Mônica: Laços, resenha do live action adaptado na 2ª e mais famosa edição do selo Graphic MSP, de mesmo título.

Tina: Respeito

Detalhes: Processo de produção

Além da história, o livro conta também com detalhes do processo de produção, desde uma planta do apartamento da protagonista até fotos da mesa de trabalho da autora, além de uma descrição de como foi todo esse trajeto. Depois, a sessão “A Tina de Maurício de Sousa” mostra como a personagem nasceu na década de 70 e mudou bruscamente de lá pra cá, sempre mantendo uma essência aqui e outra ali. Existe, inclusive, uma homenagem à sua primeira versão hippie em um dos quadrinhos, em que ela aparece como um retrato de sua mãe quando jovem. Essas informações são tão ricas e gostosas de ler quanto a história em si, principalmente se você já é fã da personagem como eu.

Um jeito lindo de falar de algo tão feio, discussões sobre o fato de que a culpa nunca é da vítima, exemplo de posicionamento e uma dica na folha de guarda traseira que nos faz ter esperança de uma continuação (eu quero!!!) tornam essa uma obra completa, belíssima no visual e extremamente pertinente no conteúdo. Tina: Respeito está disponível na versão brochura pros que precisam economizar e também em capa dura para quem não se importa em (ou pode) gastar um pouco mais e ter uma edição ainda mais bonita na estante. Seja qual a opção escolhida, não importa, vale a pena ter esse trabalho sobre e feito por mulheres incríveis, como muitas que temos por aí.

Tina: Respeito

Achei a Lulynha, minha Barbie “mini me”, a cara dessa publicação, então ficou de “participação especial” nas fotos!

Conheça mais da Fefê Torquato, que tem 35 anos e mora em Curitiba, no Instagram, Twitter e Youtube. Ela também é autora do quadrinho Gata Garota, publicado pela Editora Nemo, parte do Grupo Editorial Autêntica.

Lookbook: Wish You Were Here…

Em 06.10.2019   Arquivado em Moda

Sempre acho que vou conseguir falar sobre o acontecimento primeiro e fazer post de Lookbook depois, mas aí chega e vejo que preciso de alguns dias pra processar as coisas na minha mente, então inverto a ordem… Sim, é esse mais um caso, e QUE CASO, minha gente! Ontem foi o evento de lançamento do meu livro, Wish You Were Here: Um Romance Musical, e em ocasiões especiais assim a gente faz o que? Isso mesmo, veste algo especial à altura! E esse foi mesmo, mais do que o planejado.

Em julho, no meu aniversário, eu ganhei um macaquinho lindo, floral em tons bonitos de marrom, justo quando estava começando a planejar essa publicação. Guardei, então, para que fosse o “look de lançamento”, mas a grande questão de nascer no auge inverno é que os presentes condizem com a época, né? Normalmente ganho coisas não tão usáveis em qualquer outro mês do ano, e esse até é, com pernas de fora, mas a manga 3/4 me fez ver que eu ia ASSAR se usasse assim, bem no horário do almoço, ainda mais calorenta como sou. Comecei a pesquisar outros macaquinhos na internet e fui compartilhando alguns com Dani e Pati (minhas irmã-amiga e amiga-irmã!) no nosso grupos de Whatsapp, inclusive ESSE que estava no site da C&A – mais uma vez, a loja onde encontro tudo o que queria e não sabia – justamente nas cores da capa. Era perfeito.

Leia também: Minha terceira tatuagem, o trevo de amigas-irmãs que nós três fizemos juntas!

Lamentamos juntas que eu não tava $podendo$ comprar, os dias passaram, a aceitação de não tê-lo já tinha batido (e o desespero de ter algo legal pra vestir idem) quando um entregador tocou meu interfone afirmando ter uma entrega pra mim. Já tinha chegado tudo o que faltava, fiquei aqui toda encafifada e quando fui buscar era uma sacolinha de lá com uma certa “Patrícia” constando como nome da nota fiscal. E aí eu desatei a chorar!

Lookbook: Wish You Were Here

Óculos: Ray-ban | Colar: C&A | Macaquinho: C&A | Sapatos: Beira Rio


Passar tantos anos sonhando com essa publicação fez com que ela se tornasse o sonho de muita gente, sabe? Tava todo mundo bem disposto a ver a coisa acontecendo de maneira ideal, por mim e por eles! Por esse motivo, e com a Dani atrás intermediando links, a Pati fez a compra e ficou lá, torcendo pra chegar a tempo, como presente comemorativo do dia. E, né, o que em algumas ocasiões é “só uma roupa”, um conjunto de tecido lindamente organizado, nessa foi um ato de amor que se transformou em auto estima, porque quando me olhei no espelho antes de sair de casa, super nervosa cheia de expectativa misturada com medo de dar tudo errado, eu me senti incrivelmente linda!

Os sapatos são os mesmo que comprei ano passado pro Baile de Inverno do Potter Club BH, onde usei a versão azul do vestido da Hermione… Já é da cor certa, um saltinho meeega confortável ao mesmo tempo que passa essa imagem de “arrumadinha”, o tipo de calçado ideal. Usei também um colarzinho antiiigo de cadeado e chave que eu adoro e essa pulseira que ganhei logo que o ebook saiu, semanas atrás… É dessas que a gente vai colocando pingentes, e Carol que é uma mega querida me deu já com uma bolinha vermelha (a gente se conhecer no fã clube e ela sabe que sou Grifinória!), um “L” e o mais importante: um elefante, que além de ser um animal que amo é um dos grandes ícones da história! Até ganhei um enorme e cor-de-rosa da Lili de presente lá, que ficou do meu ladinho enquanto autografava! Um conjunto final cheio de seus pequenos significados prévios.

Leia também: Wish You Were Here: Um Romance Musical, tudo sobre meu primeiro livro!

A maquiagem acordei cedinho pra fazer e queria ter registrado bem porque ficou LINDA, mas as fotos nunca fazem jus ao real, nem deu vontade de compartilhar… A pele tava bonita graças a uma base que AMO, a Hello Happy da Benefit, rolou delineado azulão surpreendentemente bem feito, meus cílios postiços favoritos e, claro, a “marca registrada” que é o batom vermelho… Estou usando demais o Bruna, da Bruna Tavares, cor maravilhosa, textura confortável e duração de tirar o chapéu, difícil é fazer sair da boca! Ai, gente, sinceramente? Tá aqui um post em que mostro pra vocês algo que, pra mim, teve zero defeitos!

Creatable World: as bonecas de gênero neutro da Mattel

Em 28.09.2019   Arquivado em Dolls

A Mattel tem investido bastante na inclusão dos seus brinquedos nos últimos anos. Desde que o projeto “A Boneca Evolui” trouxe novos corpos, tons de pele/olhos, modelagem de rosto e textura de cabelos para sua linha Barbie Fashionistas (eu tenho até uma mini-Luly de corpinho Petite!) essa tentativa permanece em alta. Ao longo do tempo expandiram para maior diversidade também nos Kens até chegar na “turma” de 2019 com deficientes físicas que vêm em cadeiras de rodas ou com perna metálica, todas muitos legais. Essa semana, porém, foram além disso e anunciaram as bonecas Creatable World, o kit de gênero neutro com mais variedade para crianças se identificarem ao brincar!

“O Creatable World ™ oferece às crianças uma tela em branco para criar seus próprios personagens. Troque cabelos compridos por cabelos curtos – adicione uma saia, calça ou ambos. Você decide! Misture e combine, troque ou compartilhe.” (traduzido livremente do site da Mattel)

Creatable World: as bonecas de gênero neutro da Mattel

Imagem via Forbes

Em uma caixa de acessórios recomendada para idades 6+, crianças e colecionadores terão acesso a uma boneca de aproximadamente 30cm (11 inches) com corpinho articulado, feição completamente neutra, cabelos bem curtinhos e uma opção de peruca na mesma textura e cor para torná-los longos. As bonecas vestem conjunto de camiseta e shorts básicos e vêm com uma quantidade incrível de acessórios, TODOS sem gênero, para criar combinações e looks diferentes, entre opções de camisetas, calças, saias, sapatos, bolsa, chapéu e até óculos. Eles prometem mais de 100 looks com apenas um set, e combinando com outras as possibilidades são ainda maiores.

Inicialmente foram lançados 6 tipos de conjuntos diferentes, três com pele clara e outros três com pele escura. O mais legal deles o negro mais escuro com cabelos de tranças, ficaram LINDOS demais! As perucas compridas não ficam 100% naturais na cabeça, é possível ver claramente a marca do plástico da divisória, mas se você “fingir” que se trata de uma tiara de cabelo fica ainda mais estiloso. Se eu fosse escolher um deles para mim com certeza seria o de pele branca e cabelos pretos lisinhos, tem até a franja igual à minha, gente, e os óculos são de grau! Muito perfeitos, com roupa bem bacanas, inclusive já quero pra turbinar a coleção, principalmente porque são todas articuladas, com detalhes simples mas bem feitos e bonitos.

Creatable World: as bonecas de gênero neutro da Mattel

Kit com cabelos pretos e lisos

A linha Creatable World veio ao conhecimento do público oficialmente através do canal My Froggy Stuff, que tem como temática lançamentos de brinquedos, bonecas e DIY quase diários para elas. No vídeo a Froggy mostrou que recebeu todas as opções e testou variações possíveis não só com uma caixa, mas também entre elas. É muito legal pensar que meninas e meninos não precisam mais ter corpo de formato específico, tom de pele padrão ou cabelos loiros para se ver nos seus brinquedos, né? Aos poucos, e na medida “permitida” pelas mais diversas limitações do capitalismo, essas pessoas estão sendo representadas até quando não enquadram em algum gênero definido, ou mesmo fluindo por mais de um!

Leia também: Todos, Nenhum: Simplesmente Humano, um livro que trata sobre adolescentes de gênero fluido através da identificação da personagem principal com essa realidade.

As bonecas já estão sendo vendidas por U$29,99 na Amazon, Wallmart e Target. Fiz uma simulação no primeiro site para saber quanto ficaria importar direto com eles e, somando frete, cotação do dólar e todos os impostos cobrados, deu quase 400 reais… Meio salgado, né? O jeito é esperar chegar no Brasil, o que provavelmente vai acontecer ainda que demore um pouco, pra ver virão com um valor mais acessível. Até lá podemos admirá-las não só o site da empresa como também no Instagram oficial da linha, @creatableworld, que já conta com quase 7mil seguidores!

Yesterday

Em 22.09.2019   Arquivado em Filmes

Yesterday *****
Yesterday Elenco: Himesh Patel, Lily James, Alexander, Ana de Armas, Ed Sheeran, Joel Fry, Robert Carlyle, Harry Michell, Kate McKinnon, Meera Syal, Sophia Di Martino, Vincent Franklin
Direção: Danny Boyle
Gênero: Comédia
Duração: 116 min
Ano: 2019
Classificação: 12 anos
Sinopse: “E se você fosse a única pessoa que se lembra dos Beatles? Em ‘Yesterday’, o músico Jack (Himesh Patel) percebe que existe um estranhamento por partes de seus colegas de faculdade quando ele menciona nomes como Paul McCartney ou John Lennon. Além disso, uma simples procura na internet por ‘Beatles’ sem o resultado esperado também o impressiona.” Fonte: Filmow.

Comentários: Já imaginou acordar num mundo onde os Beatles não existiram? Onde ninguém conhece suas músicas, seus nomes ou referências? É o que acontece com Jack Malik, um músico frustrado prestes a desistir de sua carreira por não conseguir mais carregar decepções, após se recuperar de um acidente de bicicleta, o único veículo que sabe conduzir. Seus amigos, para animá-lo em relação aos machucados – e perda de dois dentes frontais – o presenteiam com um violão incrível, e para estreá-lo ele decide tocar uma composição igualmente incrível: Yesterday. Nesse momento, ao ver todos impressionados pela sua nova obra, ele descobre que, nesse novo e estranho mundo, seus ídolos simplesmente sumiram da mente de tudo e de todos! É a oportunidade que Jack sequer sabia que esperava para atingir o estrelato através de canções que sequer são dele…

Por mais que o plot do filme de um modo geral seja interessante, ele vai muito além dessa possibilidade de manter Paul, John, George e Ringo no anonimato e levanta duas discussões quase opostas e igualmente relevantes: a importância da banda não só na música, mas também em toda a cultura popular ocidental, e como – apesar disso – não temos espaço ou necessidade de “novos Beatles” na contemporaneidade. Nesse universo não são apenas eles que somem, mas Oasis, por exemplo, outra queridinha do protagonista, também nunca existiu, assim como Coca-Cola não é um refrigerante muito servido, “Strawberry Fields” não passa de um antigo orfanato demolido e a série Harry Potter jamais foi publicada… Porque, por mais que a gente não perceba, todos eles estão ligados direta ou indiretamente com o quarteto de Liverpool, que sequer é uma cidade referência para o cenário do rock.

Yesterday

Yesterday | Imagem via O Globo

É claro e óbvio que esses então “meninos” foram importantes, né? Qualquer banda poderia ter feito o que eles fizeram? Sim. Mas ELES o fizeram e precisam de mérito por isso! Mas isso não significa que são os únicos a ter trabalhos espetaculares ou que tudo precisa ser sobre eles. A presença de Ed Sheeram como “descobridor” de Jack, que o ajuda a alcançar grande estrelato e permanece orientando até o final, é a prova disso. Ed também é relevante, e quem vier depois dele idem. Não maior ou menor: idem. Ao sugerir a mudança da letra de “Hey Jude” para “Hey, Dude”, simultâneo ao fato de que nenhum nome de álbum antigo parece agradar a gravadora, o longa nos prova que tempos mudam e cenários artísticos também. Sempre teremos espaço para enaltecer o “Fab 4”, mas não precisamos deles para prosseguir. A prova disso é a participação especial INCRÍVEL de Robert Carlyle antecedendo o clímax da história, que faz o coração de qualquer fã balançar (mesmo os que não idolatram tanto assim aquela imagem, como eu), quando percebemos que isso é válido até mesmo para os envolvidos…

As versões da música são bem gostosas, reflexões e referências idem, porém o enredo peca bastante em alguns pontos que deviam ser cruciais para a história. O humor das personagens secundárias, que têm como missão carregar esse aspecto da trama, é forçado e sem muito carisma, e o mesmo é válido para o romance, que tinha tudo para fazer a plateia torcer e vibrar, mas deixa uma sensação de “tanto faz”, você acaba não se importando muito com um de seus aspectos chave. O final, porém, me deixou surpresa, não muito revolucionário e, ainda assim, inesperado por fugir um pouco do que estamos acostumados em tramas focadas nesse tipo de “possibilidade paralela”. Valeu a pena ter assistido, mas é o tipo de filme que não pretendo rever, algo que costumo fazer com frequência com os que possuem essa exata temática, principalmente se tratando de uma banda que está entre minhas grandes favoritas…

Leia também: Paul McCartney: One On One Tour em Belo Horizonte, muito mais que um show, um espetáculo sem definição!

Trailer:

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