15 anos de Sweet Luly + Sorteio

Em 26.06.2019   Arquivado em Blog, Vídeos

Hoje passei o dia todo lembrando do meu aniversário de 15 anos. De como fizemos uma festinha no prédio do meu tio, da minha avó saindo lá de Timóteo só pra comemorar comigo, da toalha bordada que ela fez pra me dar na data. Lembrei das flores cor-de-rosa em cima da mesa, do tio Márcio me dando o domínio do meu site de presente pra me apoiar tão incrivelmente como ainda apoia hoje, da vela comemorativa que soprei após os Parabéns e, chegando em casa, guardei. Guardei por muito e muito tempo até que ano passado a encontrei quebrada no fundo do guarda roupas. Normalmente isso não me afetaria tanto assim, afinal é só uma vela, mas o contexto da coisa me deixou bem triste… Afinal hoje o Sweet Luly, meu blog tão amado, está completando 15 anos no ar, criado antes mesmo da festa supracitada, e eu já tinha decidido há um tempo usar minha própria vela antiga pra celebrar o aniversário dele também. Bom, infelizmente não deu, mas a data permanece extremamente comemorativa ainda assim!

15 anos de Sweet Luly!

Quando eu cheguei na blogosfera (ainda usamos essa expressão?) “isso aqui era tudo mato”. A gente tava começando a “capinar” essa metrópole gigantesca que ela se tornou hoje. E, oh, eu capinei DEMAIS! Entre a criação do meu primeiro até esse, gente, foram muitos cliques em “Criar novo blog” feitos por mim… Eu amava blogs tão profundamente que ter percebido isso lendo meus posts antigos me fez amar ainda mais hoje. As coisas mudaram, os tempos também, eles foram de casebres a verdadeiros arranha céus da internet. E aí que eu sei que um monte de gente sente saudades do que era antes, acha que a coisa se perdeu e que não é mais tão legal, mas cês sabem, eu discordo muito disso. Tempos mudam e os modos de produzir as coisas também. E ainda bem! A evolução é sempre bem vinda, o que não dá pra gente regredir, né? Sei lá, o “regredir” tenho visto tanto, no mundo todo e em diversos aspectos, que cada vez mais só consigo celebrar o “seguir em frente”.

Em 15 anos eu virei uma pessoa completamente diferente e o Sweet Luly um blog completamente diferente, ainda com nossas essências gostosas intrínsecas que não precisam nunca mudar, mas sempre nos modificando aqui e ali. E por mais que não consiga ler futuros ou nada do tipo hoje eu acredito, MESMO, que isso aqui vai ser algo pra sempre meu. Que virão mais 15 anos, renovando e envelhecendo, mas fazendo do meu jeito e acima de tudo fazendo bem. Quero continuar escrevendo nesse lugar favorito no mundo na alegria e na tristeza, na riqueza e na pobreza, na saúde e na doença, no cinza e no rosa… Ao infinito e além!

15 anos de Sweet Luly!

E agora… Sim, é hora do nosso sorteio de aniversário!

Que como sempre tem Harry Potter no meio, já que hoje é aniversário TAMBÉM da primeira publicação de “A Pedra Filosofal”, em 1997, e que grande parte do público do blog e meus amigos gostam… Pra esse ano separei itens bem fofinhos, sem muitos clichês visuais, e com um toque de rosa em quase tudo porque é nossa cor. O caderno escolhido foi com a temática Sapo de Chocolate e as coisas em volta são uma mistura disso com outros itens que ganhei das queridas da HomeMade e do meu amado Potter Club BH, do qual sou vice presidente. Assim como ano passado o sorteios tá rolando numa foto que nem essa aí em cima no Instagram do Expresso Rosa, meu site/loja.

Sorteio de 15 anos do Sweet Luly:
– 1 caderno tamanho A6 “Sapos de Chocolate”;
– 1 copo “Expresso Patronum do Potter Club BH;
– 1 colar “Amortentia” da HomeMade;
– 1 chinelo “Sapos de Chocolate” do tamanho escolhido por quem ganhar – a confeccionar;
– Figurinhas de Sapos de Chocolate PERSONALIZADAS com suas fotos;
– Kit de marcadores de Harry Potter.

O chinelo não está na foto pelo motivo – óbvio – de que não está pronto, né gente! Criei uma estampa que combina com a do caderno e vou mandar fazer do tamanho certinho da pessoa que ganhar, ou seja lá qual for o tamanho que ela desejar! Os marcadores ficaram de fora também, primeiro por motivos estéticos e segundo porque são os de sempre, quase todos os anos… Ainda assim dá pra ver tudo isso lá nos Stories em destaque do Expresso Rosa. Os comentários são válidos de hoje até 17 de julho, que é quando o ER completa seus 15 aninhos também. Dá muito tempo pra participar e pra chamar o pessoal, né? Já as regras estão todas especificadinhas no post da foto, é só busca-la e seguir direitinho!

Feliz aniversário, bloguinho! Parabéns pro meu Sweet Luly – e, consequentemente, pra mim também, né!

Psiu! Prest’enção! Além desse sorteio lindão também temos um cupom de desconto pra ficar ativo nesse período lá na loja Expresso Rosa. Digitando SWEET15 você ganha 15% off no valor do produto, pra se jogar nos caderninhos – e ajudar uma blogueira desempregada!

Bonecando: Barbie Fashionistas Nice in Nautical

Em 21.06.2019   Arquivado em Dolls

No início de 2016 a Mattel anunciou a maior mudança de todos os tempos na sua linha Barbie Fashionistas, com o título “a boneca evolui”: a partir dali elas viriam em 4 corpos diferentes, além de expandir cores de pele, cabelos e olhos para poder trazer mais representatividade às crianças que com elas brincam. Além do Original agora essas bonecas têm as opções Curvy, que é menos magra com coxas grossas e barriguinha, Petite, mais baixinha e Tall, mais alta. Na época eu fiquei MALUCA porque amo bonecas na escala 1/6 de um modo geral e a Barbie em especial é um ícone na minha vida… Durante toda minha infância e pré-adolescência brincar com ela era minha atividade favorita e até hoje, né, de modo diferente, como colecionadora. Embora o corpo Curvy tenha me atraído mais o que eu queria MESMO era uma Petite, pois sempre fui a menorzinha da turma quando mais nova e até hoje, também, em alguns lugares com meus 1,56 de altura. Tanto que, quando criança, a Barbie que chamava de “Lulu” (todas elas tinham nomes!) era uma bailarina que minha vovó Daisy me deu,por causa do mecanismo especial que a fazia menor que as outras. Sempre foi minha favorita por isso e a guardo até hoje…

Ainda assim o corpo me incomodava em fotos porque eu o achava MUITO magro, como o Original sempre foi. Até que recentemente transformei o antigo Instagram da Kim, minha Pullip Chill e doll favorita, em um perfil pra postar fotos de bonecas de um modo geral (segue lá: @lullipdolls!)pra reacender o hobby, voltei a pesquisar loucamente sobre o assunto e descobri que, apesar de magra, a Petite tem características físicas que tornam isso menos incômodo pra mim, como coxa um pouco mais grossa e peitos bem pequenos… Características essas que eu também tenho! Pronto, decidi que queria uma pequena dessas pra chamar de minha! Pesquisei um pouco e achei a Fashionista 61, da linha lançada em 2017, Nice In Nautical, relativamente barata à venda na internet… Meu aniversário tá chegando, queria me dar um presente e, assim, apresento a vocês: Luly, a Barbie!

Barbie Fashionistas Nice in Nautical

Lulynha da cintura pra cima

A princípio a ideia era que fosse minimamente parecida, mesmo, com pelo menos tom de pele e cabelos semelhantes, só pra me identificar e sem nem precisar TER a boneca. A Nice in Nautical foi além, e por isso veio pra cá, ela é PERFEITA! Apesar de ser uma das dolls com traços asiáticos da linha, que eu não tenho nem um pouquinho, e do rosto oval (sendo o meu beeem redondo), é super parecida! O cabelo é liso, mas não “escorrido”, tem um certo volume, que é como eu gosto de ficar quando faço escova, e castanho beeeeeem escuro, quase preto mesmo, com uma franja partida de lado. Ela tem também sobrancelhas grossas, olhos castanhos que puxam pro âmbar – se eu passo muito tempo no Sol os meus ficam amarelões(!) – e gente… O BATOM VERMELHO! Fala sério, né? Se não fomos feitas um pra outra eu não sei quem foi, hahahaha!

Barbie Fashionistas Nice in Nautical

Lulynha soltando aquele “Hello, hello!”

A roupa dela também é bem bacana, um macacão simulando blusa e shorts e, como nome sugere, temática náutica nos detalhes, tudo vermelho, azul e branco, que é uma combinação que amo loucamente. A blusa é listrada de azul e branca, os shorts azul marinho com estampa de barcos, cinto em forma de corda vermelho e sapatilhas do mesmo tom. Tudo muito bonitinho mesmo, super usável na vida real. Porém tem o ponto negativo das Fashionistas, que acho um ABSURDO uma vez que elas não são baratas, a falta de articulações. Ela tem os cinco pontos básicos no pescoço, ombros e pernas, SÓ! Nem dobrar de leve os joelhos, como algumas Barbies antigas faziam, elas dobram. Um dos braços já vem até em movimento, pra mão ficar na cintura na hora da pose, mas ainda assim é ofensivo um corpo tão vagabundo desse. Pra mim vai ser bem desafiador tirar fotos delas, principalmente porque visualmente eu gostei das características dele e não queria trocar por outro mais articulado… Vai perder a graça justamente no mais legal dela, sabe? Enfim, veremos como vai ser me acostumar com isso…

Barbie Fashionistas Nice in Nautical

Detalhes: cinto e shorts

Esse fator das fotos é importante pra mim porque essa chegada me deixou MUITO animada com minhas bonecas, mais do que antes, e com a “Lulynha” principalmente. Tô num processo de deixá-la ainda mais parecida, selecionando roupas que eu usaria, ganhei um par de óculos (presente da querida amiga Malú, que tem uma coleção INCRÍVEL de Fashionistas) e tô procurando miniatura de gatinho preto pra ser a mini Arwen… Tô VICIADA em assistir vídeos de DIY relacionados a casa de bonecas, lofts e afins, assisti todos do canal My Froggy Stuff (meu favorito nesse nicho) porque em breve uma caixa velha que já tenho vai se tornar o apezinho dela, tipo cenário fixo mesmo, sabe? Porque hobby é pra isso mesmo, né gente, ocupar nossa cabeça com algo que amamos naqueles dias em que ela tá cheia demais do que nos faz mal… Tirar fotos delas faz exatamente isso comigo, além de ser ótimo para ilustrar posts aqui no blog.

E a turma Barbie Fashionistas não para de crescer! As etnias vão aumentando, os Kens entraram na parada com três tipos de corpos diferentes, estilos estão ficando mais alternativos e agora tem até uma cadeirante e uma garota com prótese na perna no meio! É muito legal porque são bonecas bem diversas, tem albina e sardenta, negra black power e a velha loira tradicional, pra que cada vez mais o padrão de beleza entregue às crianças que vão brincar (e adultas que vão colecionar, cof cof) seja ELAS MESMAS! Ficou com vontade de achar a sua também? Tem todas na loja oficial da Mattel, é só procurar, se identificar e, depois, correr atrás delas aqui no Brasil, com preços tão variados que até assusta. A “Lulynha” achei e comprei por R$60, mas em outro site chegou a 170, socorro!

Aladdin

Em 12.06.2019   Arquivado em Disney, Filmes

Aladdin *****
Aladdin Elenco: Will Smith, Mena Massoud, Naomi Scott, Marwan Kenzari, Navid Negahban, Nasim Pedrad, Billy Magnussen, Amer Chadha-Patel, Amir Boutrous, Bern Collaco, Joey Ansah, Numan Acar
Direção: Guy Ritchie
Gênero: Fantasia, Musical, Romance, Comédia
Duração: 128 min
Ano: 2019
Classificação: Livre
Sinopse: “Um jovem humilde descobre uma lâmpada mágica, com um gênio que pode lhe conceder desejos. Agora o rapaz quer conquistar a moça por quem se apaixonou, mas o que ele não sabe é que a jovem é uma princesa que está prestes a se noivar. Agora, com a ajuda do Gênio (Will Smith), ele tenta se passar por um príncipe e para conquistar o amor da moça e a confiança de seu pai.” Fonte: Filmow.

Comentários: E temos mais um clássico entrando pra lista de adaptações em live action da Disney e, olha, se é pra falar de remake falaremos MESMO de Aladdin porque está absolutamente impecável! Quem ficou com pé atrás por causa dos trailers vai se surpreender com o visual colorido, vibrante e riquíssimo em detalhes que o longa apresenta. E se A Bela e a Fera pecou pela fidelidade ao original, sem conseguir adaptar bem o roteiro e tornando o enredo arrastado, esse acertou em cheio nesse ponto! É extremamente parecido com a animação, mesmas cenas, falas e tramas, mas com adicionais bem distribuídos e pertinentes, mantendo o ritmo e principalmente o clima da cultura árabe em ambiente fantástico.

O elenco protagonista foi, também, um grande acerto por parte da Disney. Mena Massoud e Naomi Scott estão lindos nos papéis de Aladdin e Jasmine, funcionando não só individualmente, mas também como casal. Ele tem essa cara de garoto sofrido, porém gentil, o “diamante bruto” requisitado pela Caverna dos Tesouros. Já ela é LINDA e forte, de todas as princesas até agora reencenadas a mais carismática, sem dúvidas! Eles deram a ela um pouco mais de poder que na outra versão, como forma de empodera-la sem tirar o foco do enredo. Por outro lado o grande defeito dele é JUSTAMENTE o antagonista, Jafar. Um dos maiores vilões do estúdio, com imagem e imponência de dar medo, caracterizado como um galã de voz fraca e presença fraquíssima em tela. É até difícil comprar a ideia de que aquele é o grande gênio do mal, você nem teme que ele possa vencer no final. Inicialmente pensei que poderia ser problema da dublagem, mas revendo os trailers vi que não, é assim com áudio original também.

Aladdin

Aladdin: imagem via SpicyPulp

E já que falamos de dublagem, bom, essa é digna de um tópico especial porque é perfeita, sem outra palavra pra descrever. Com exceção do Jafar, todos têm vozes que parecem a da animação e ainda assim combinam com os atores. Mas o Gênio… Ah, o esse merece ser enaltecido individualmente. Will Smith não só está maravilhoso na pele desse icônico “compassa” como também deu à versão brasileira um toque ainda mais especial. Em 1992 ele ficou marcado por gerações na voz de Robin Williams, enquanto em terras tupiniquins foi dublado na época por Márcio Simões, que por um acaso é justamente o principal dublador do próprio Will Smith! Sendo assim, aqui no Brasil ele tem exatamente a mesma voz da animação, o que deixou tudo ainda mais gostoso de se ouvir (e querer cantar junto, claro)!

Por fim, o ponto alto de qualquer clássico Disney, temos as músicas da trilha sonora original que arrancam lágrimas de emoção em qualquer fã chorão. “Noites da Arábia” abre o filme e, pra mim, foi de forma um pouco inesperada, então senti todo o impacto de surpresa, causando brilho no olhar instantâneo. O número principal, “Um Mundo Ideal”, também é maravilhoso, digno da magnitude que devia ter. E pras fãs da princesa, uma ótima surpresa: ela ganhou sua própria canção no maior estilo “girl power” para finalmente ter uma voz mais ativa na própria história. De toda essa geração de live actions que estamos vivendo, Aladdin é, provavelmente, o melhor deles do quesito fidelidade, adequação e fotografia até agora (apesar de meu favorito continuar sendo Christopher Robin). Agora é contar os dias para “O Rei Leão” que sai em julho, e eu como grande fã dele, sendo o primeiro filme que assisti no cinema na vida, estou animadíssima – e adorando o fato de que voltei a estudar e tenho uma carteira de estudante agora, pra tornar essas experiências mais baratas e fáceis de serem vividas!

Trailer:

O Sol Também é Uma Estrela - 16 de maio nos cinemas

Rocketman: um deleite em formato musical!

Em 06.06.2019   Arquivado em Filmes, Música

Rocketman *****
Rocketman Elenco: Taron Egerton, Richard Madden, Jamie Bell, Bryce Dallas Howard, Charlie Rowe, Gemma Jones, Jason Pennycooke, Jimmy Vee, Kamil Lemieszewski, Kit Connor, Rachel Muldoon, Stephen Graham, Steven Mackintosh
Direção: Dexter Fletcher
Gênero: Romance, Drama
Duração: 121 min
Ano: 2019
Classificação: 16 anos
Sinopse: “A história de ascensão do cantor Elton John, de um aluno prodígio da Academia Royal de Música até uma lenda do rock nos anos 70.” Fonte (sinopse e poster: Filmow.

Comentários: Antes de começar esse post eu preciso fazer o alerta a você, leitor, que (ainda) não sabe: eu sou muito fã do Elton John. Assim… MUITO mesmo, há muitos anos, mais de décadas. E aí que saber disso pode te causar duas reações distintas… A primeira é não confiar em uma só palavra do que eu disse, afinal, sou suspeita, não posso opinar. Nesse caso, sugiro a todos que busquem pela reação da crítica, profissional ou não, que está tão positivamente arrebatadora quanto a minha. A segunda é confiar plenamente no que digo, uma vez que fã é fã, não existe ninguém mais apropriado para criticar, e se agradou a quem ama, vai agradar a todos. E aí só incentivo que continue lendo as palavras abaixo… Porque, sim, Rocketman é uma incrível obra de arte em forma de filme musical.

O filme começa quando Elton John, já após 20 anos de carreira muito bem sucedida, abandona uma apresentação para iniciar seu processo de reabilitação em diversos vícios: álcool, drogas, compras, sexo e bulimia. Ao contar sua história para o grupo de apoio, ele inicia uma jornada de volta ao passado, quando ainda era (des)conhecido como Reginald Dwight, estudando piano de forma quase auto didata e buscando meios de estabelecer sua carreira musical. Ao assumir a nova identidade, inspirado pelo colegas da banda Bluesology, Elton Dean e Long John Baldry (que no filme não aparece, justificando o sobrenome escolhido pelo fato de ser fã de John Lennon, como uma homenagem à amizade dos dois que não teve tempo de ser citada), ele conhece o letrista Bernie Taupin e, juntos, começam a compor as músicas que até hoje, 50 anos depois, são grandes sucessos. À medida que a fama aumenta, porém, ele sofre também suas más consequências, perdendo as rédeas da própria saúde no meio do caminho.

Rocketman

Imagem via Page Six

Das breves reclamações que cheguei a ler sobre ele, duas se destacam: o fato de seu um musical “clássico”, com coreografias ensaiadas e cenas fantasiosas, e os momentos de sexo, pegação e interação gay presentes no longa – que, confesso, foram bem MENOS explícitos do que pensei que seriam. Quem reclama disso, porém, escolheu o filme errado para assistir, sinceramente. Seria desleal retratar de forma diferente uma vida de extravagâncias nesses e em todos os aspectos. Esse é Elton John, e leva-lo para as telas é uma missão a ser seguida à sua maneira, pedaço por pedaço. De uma ilustração de foguete na parede do quarto de seu eu criança à reprodução exata de um dos seus clipes, Rocketman reflete a alma do artista em cada detalhe minucioso. Bom, ele foi um dos produtores, não é mesmo? É inegável que a personagem reflete realmente o que foi sentido pessoalmente…

E que reflexo! Taron Egerton está brilhante nos trejeitos, aparência, atuação e, claro, no vocal, tendo regravado TODOS os números musicais com sua própria voz, sem dublagens de terceiros. Se ele faz um tributo encantador aprovado pelo próprio homenageado, quem somos nós para ir contra? Nem precisa, está impecável! Outra personagem interessante de ser analisada é John Reid e a diferença gritante com a qual foi apresentado em Bohemian Radpsody… Ali o temos na visão do Queen, o homem que os ajudou a alcançar o estrelato, mas aos olhos de Elton é um “vilão” que o seduziu e maltratou, com a aparência do próprio Príncipe Encantado saído direto do live action de Cinderela (literalmente). Na verdade, por serem dois filmes que tratam de contextos parecidos lançados com poucos meses de diferença, é quase impossível não compara-los, mas acho isso desnecessário, uma vez que os objetivos são bem diferentes e as reproduções, consequentemente, também.

Rocketman

Imagem via NME

Pra mim, pessoalmente, o filme tem apenas um defeito: a atenção praticamente nula que dá aos membros da banda dele. Eles estão juntos desde o começo e seguem suas turnês até hoje, mas não têm seus nomes sequer citados em momento nenhum das duas horas de duração. Isso contradiz com a atitude do próprio Elton, que faz questão de apresentá-los um por um nos shows, sempre, dividindo seus holofotes com quem está ao seu lado. Senti falta, mas talvez essa falta seja influenciada pelo fato de que, como fã, tenho muito carinho por cada um, também. Por outro lado o grande foco da história, o que guia o roteiro, é a relação dele com Bernie Taupin. E também pudera, né? A maior parceria entre compositor e letrista da história da música, juntos profissionalmente e quase como irmãos há meio século! Se Bernie passava despercebido na vida de alguém que gosta dessa discografia, não passa mais, felizmente. Uma das melhores cenas é quando eles compõe “Your Song”, até hoje seu maior sucesso, e essa percepção intimista me fez ver a letra com outros olhos… Parecia impossível que eu a amasse mais do que antes, mas pelo visto foi o que aconteceu, momento absolutamente emocionante e maravilhoso.

Outro grande destaque musical a ser enaltecido, claro, é ela que dá título à história! “Rocket Man” aparece em forma de clímax, de intensidade, de angústia, quase de exposição de alma. Mais uma vez um resignificado para entender melhor aquele que a compõe e, pensando adiante, a relação desses homens que permite que um escreva com perfeição sobre os sentimentos do outro. De rir, de chorar, de AMAR! A trajetória de um dos maiores nomes da música interpretada até a virada da década de 90, e há um resumo lindo do que veio depois até chegar agora, quando ele está vivendo sua última turnê antes da aposentadoria formal que todos achávamos que jamais chegaria, mas que chegou por uma boa razão. Rocketman é indispensável se você gosta dele ou mesmo se não conhece, porque na verdade é indispensável pra qualquer um, simples assim! E eu, aqui na minha posição de apaixonada, só tenho a agradecer pela experiência que sempre quis viver, mas sequer sabia disso…

Trailer:

Psiu! Quer saber mais sobre Elton John? Aqui no Sweet Luly tem uma tag dedicada a ele com vários posts legais! Já falei sobre vida, obra, coleção e relatei momentos incríveis nesses anos que sou fã, como os shows que fui e quando recebi um livro autografado do próprio… Vale a pena ler!

O Sol Também é Uma Estrela - 16 de maio nos cinemas

Lookbook: Move it, move it!

Em 22.05.2019   Arquivado em Moda

Eu pretendia falar sobre a mostra LINDA da Dreamworks Animation que tá no CCBB BH e só depois mostrar a roupitcha do dia no lookbook, mas infelizmente não consegui terminar de editar o vídeo que gravei por lá a tempo, então farei na ordem “tradicional” que sempre fazemos por aqui, mesmo. E aí, como na última vez em que fui à exposição do Ai WeiWei, a luz não é lá grandes coisas, o rosto fica cheio de sombra e nem dá pra ver a estampa das roupas direito, porém é um “cenário” lindíssimo que eu me recuso a deixar de aproveitar, então vamos lá!

(Porém dessa vez, ao contrário da última, eu DE FATO farei um post falando sobre a mostra, com fatos e fotos bem lindos e detalhados, aquela promessa não foi cumprida mas essa será, aguardem…)

O fundo escolhido foi esse com vários posteres de circo do filme Madagascar, que é um dos com maior número de obras expostas e, na minha opinião, destaque da exposição. A escolha, porém, não foi por causa do filme em si, uma vez que tem vários outros do estúdio que gosto mais, mas por causa da 01) iluminação, que era “menos pior” pra esse tipo de coisa e 02) os cartazes de elefante assim, bem à altura para aparecer perto de mim. Eu AMO elefantes, muito! Achei apropriado – e o tom de cinza da parede também era lindão.

Lookbook: Moveit, move it!

Blusa: Riachuelo | Calça: n/s | Coturnos: n/s | Bolsa: Kipling | Óculos: Ray-ban | Colar: C&A | Fotos: Daninha, aka minha irmã!

Sobre o look em si eu não tô nem sabendo direito o que dizer porque é um estilo tão recorrente por aqui que se alguém me visse na rua de longe saberia que era eu sem precisar olhar o rosto! Camiseta preta estampada (essa diz “I don’t know where I’m going”, mais pertinente impossível) + disco pants + coturno + bolsa lateral + colarzinho. Aquela combinação que se eu fosse famosa já teria sido popularizada como “estilo Luly” em 2017/2018, hahahaha. Fazer o que, né, é confortável e bonito. E por algum motivo eu ADORO usar essa blusa com coque, acho que combina super, gente, então ela muitas vezes é a escolhida quando vou sair e os cabelos tão meio estranhos, porque aí é só prender desse jeito que já sei que deu certo…

Lookbook: Moveit, move it!

Pra galera de BH, já fica a dica e visitem DreamWorks Animation: Uma Jornada do Esboço à Tela, vai ficar um tempão por aqui, até 29 de julho! Eu com certeza vou voltar pra rever, porque vale a pena… E aguardem que esse fim de semana mesmo, sem falta, conto sobre ela com todo meu amor – e um conteúdo especial do Vênus em Arte, meu canal sobre mulheres artistas!

Página 1 de 22412345... 224Próximo