Cada macaco no seu galho

Em 18.10.2016   Arquivado em Moda, Vídeos

Toda transição, por melhor ou mais comum que seja, deixa marcas na nossa vida, e o período escolar não poderia ser diferente. Na Educação Infantil entramos praticamente bebês para iniciar o processo de socialização, passamos para o Ensino Fundamental onde somos crianças que aprendem coisas diferentes todos os dias, aí vem o Ensino Médio cheio de seus adolescentes que aprofundam ao máximo o que foi dado antes até, enfim, ir para faculdade mergulhar de vez na vida adulta. Eu senti MUITO essas transformações, lembro direitinho de cada uma delas, de como eu só tinha dois cadernos no terceiro período (e de tarefa e o de atividade) e na primeira série passei a ter um para cada matéria, de como deixei de ser uma simples estudante e virei vestibulando ao terminar a 8ª e ir para o primeiro ano… Lembro TANTO de como foi difícil ter entrado na faculdade tão novinha e descobrir sozinha que meus trabalhos deveriam ter cabeçalho e ser digitados, que não tinha mais uniforme e eu teria que escolher o que vestir de manhã… Mas ainda assim o mais marcante de abrupto de todos foi um “meio do caminho”, da 4ª para a 5ª série, porque aquilo definiu de vez que eu não era mais criança, era uma pré-adolescente mesmo não querendo entrar nessa fase nova e continuar amando minhas Barbies ao invés de decidir quem era o cara mais bonito do colégio.

É impressionante como adolescer é um verbo que vem cheio de regras, né? Mesmo se eu passasse o fim de semana inteiro brincando com a minha irmã ou até com as amigas, não poderia deixar ninguém saber de uma “infantilidade” daquelas (e vejam só, eu “brincando” de boneca até hoje!). No natal ganhei um fichário de um personagem que não gostava tanto, mas usei mesmo assim porque ninguém usava caderno mais. E a mochila de rodinhas então? Em menos de uma semana eu puxei pra fora as alças dela e passei a usá-la nas costas porque era coisa de criança! E ainda assim ela continuava não sendo o ideal porque, ah, o real símbolo de maturidade naquela escola era ter uma mochila da Kipling! As meninas mais legais tinham não só isso, mas também estojo e bolsa para sair, e SEMPRE que alguém ganhava uma rolava alvoroço, era algo que não deixavam passar. Não podemos esquecer do também o lado “do contra”, uma das minhas amigas até tinha uma, mas deixava em casa para viajar e coisas do tipo, só para não aderir à “moda”. Eu confesso que não dava muita bola pra isso até completar 12 anos quando ganhei não só uma, mas DUAS delas.

Antes do dia certo minha mãe veio me contar da primeira que meu padrinho e “padrinha” (que é como chamo a minha tia esposa dele) me dariam uma, na época eu morava em Timóteo e assim que viemos passar uns dias em Belo Horizonte e recebi aquela beleza alaranjadinha fiquei tão feliz que até queria que as férias acabassem logo pra poder usar, mas isso nunca aconteceu porque logo em seguida minha madrinha me deu uma também de aniversário (essa de surpresa), que foi a que virou minha escudeira inseparável. Aquela transversal vermelhona suportou não só livros e cadernos, mas mudança de cidade, excursões, noites passadas na casa de amigas. Hoje eu ainda tenho ambas, tão usadas que nem se lavar mil vezes dá pra achar a cor original, mas ainda em PERFEITO estado prontas pra todas as ocasiões! Elas seguem pelo Fundamental, Médio, UFMG e vida afora, ganhando cada mais mais companheiras da marca, parecendo galhos coloridos onde meus macaquinhos vão se pendurando por aí. E dando uma olhada no Lookbook descobri que eu realmente sou apaixonada pelas danadas das bolsas, porque elas são SEMPRE lá! Dá uma olhada só nisso:

Selecao Kipling

Selecao Kipling

Selecao Kipling

E isso é só uma seleção entre outros que aparecem aqui e ali enquanto vamos descendo a página, o melhor é que foi tudo se adaptando às minhas necessidades, o que antes era material de estudo hoje é de dia a dia, as bolsas da categoria Everyday se encaixam em todos esses momentos, é só procurar a sua na loja virtual! Já se passaram 14 anos desde que Blake, meu primeiro macaco, chegou e tá todo mundo aqui firme e forte formando uma família, é o tipo de coisa que se compra (ou dá de presente!) pra durar a vida toda!

E que venham muitas outras!

Vídeo-Tag: Tempos de Escola

Em 12.10.2016   Arquivado em Memes e Tags, Vídeos

Fui indicada pela Lívia, do BeLivs, a responder à tag Tempos de Escola (post dela aqui!) e acho que se eu fosse fazer isso num post escrito ficaria realmente MUITO longo porque falar sobre esse assunto é sempre muito complicado pra mim, então gravei um vídeo. Eu fiquei 14 anos na escola, dos 2 aos 17 (faço aniversário depois do meio do ano), e na maior parte do tempo foi tudo MUITO bom. Fiz a pré-escola em um lugar, depois a primeira fase do ensino fundamental (na época de primeira a quarta série) em outro e a 5ª e 6ª num terceiro. Foi aí que mudei para Belo Horizonte e aqui vim fazer a 7ª e 8ª onde meu tio estudou, mas por causa de vários problemas saí no meio do ano para um dos melhores colégios católicos da cidade na época, e aí que foi infernal. Fiquei lá três anos, mais da metade da 8ª série e os dois primeiros anos do Ensino Médio, mas isso foi o suficiente para me marcar de forma TÃO negativa que quando penso em escola, só penso nisso. Por fim, no terceiro ano, mudei novamente e a vida voltou a ser maravilhosa pois fui para um lugar maravilhoso onde o ensino era mais fraco, mas as pessoas incrivelmente melhores. No fim aquele ano de vestibular acabou entrando pra história como um dos melhores que já vivi e fizeram com que eu me transformasse de uma menina tímida que quase não falava com ninguém nessa pessoa completamente tagarela que vocês vêem aqui hoje.

Então pras pessoas que insistem que “hoje em dia tudo é bullying” e “na nossa época não tinha nada disso”, fica aqui meu aviso pessoal de que NÃO É FRESCURA NEM MIMIMI! Eu consigo quase ignorar 11 anos de alegria, boas notas e experiências divertidas graças a isso! Por muito tempo evitei usar essa palavra, achava que era um exagero da minha parte, mas foi só colocar essa história pra fora e ver as pessoas se indignando com ela ao longo dos tempos que percebi que eu tinha que parar de fingir que tava tudo bem, porque não tava. E, sinceramente? Lá no fundo eu acho que nunca vai estar, teve hora que eu tive que parar a gravação pra secar umas lagriminhas…

Perguntas:
01. Quem era você na escola, como você era? E como era sua escola?
02. Qual era a sua tribo?
03. No recreio, onde era mais fácil te encontrar?
04. Já namorou ou ficou com alguém da escola? Foi dentro ou fora da escola?
05. Já fez alguma coisa escondida ou contra as regras? Já cabulou aula?
06. Se lembra de alguma modinha que você seguiu?
07. Qual foi o melhor e o pior dia?
08. Se envolveu em algum tipo de briga ou movimento/protesto?
09. Sua escola tinha alguma lenda, tipo loira do banheiro? Você tinha algum medo na escola?
10. Sofreu ou causou bullying em alguém?
11. Como era a sua performance em apresentações da escola? Curtia?
12. Do que você mais lembra desse tempo? Quais as coisas que mais te trazem lembranças?
13. Teve algum professor(a) ou funcionário que te marcou?
14. Se você pudesse voltar no tempo, o que diria pra você mesma naquela época?

Mudando Valores

Em 27.09.2016   Arquivado em Vídeos

Outro dia caiu de paraquedas na minha timeline do Facebook a foto de uma propaganda do colégio onde estudei por três anos e a chamada era “O mundo muda. Nossos valores, não”. Abaixo vinha o texto de um rapaz concordando completamente com essa afirmação e mais: mostrando o quanto isso é ruim. Enquanto eu lia sobre os horrores que ele passou lá dentro foi surgindo na minha cabeça os momentos que eu mesma tinha vivido em outra época e em outra unidade, muito mais leves mas ainda assim tão dolorosos de se lembrar quanto. Decidi então compartilhar aquilo e ao mesmo tempo que algumas pessoas concordaram comigo e contaram suas próprias histórias em locais diferentes, outras vieram discordar e ficaram ofendidas em ver o local onde viveram anos escolares tão felizes sendo difamados assim. E eu entendo um pouco o lado delas, mas ao mesmo tempo me fez pensar que não importa o quão maravilhoso tenha sido para uns, não podemos NUNCA deixar de levar em consideração o quão ruim foi para outros.

Valores e opiniões todos nós temos. Alguns são fortes, praticamente a essência do que somos, outros apenas pequenas características que complementam nosso ser. Cabe a cada um de nós saber expressá-los da melhor forma possível e PRINCIPALMENTE abrir cada vez mais nossa mente para que valores melhores venham e nos tornem melhores também. As pessoas podem ser incríveis, mas ninguém é tão incrível que não possa ser aprimorado cada vez mais, esse tipo de mudança é constante e sem limites!

Bonecando: Minha “familinha” Groove!

Em 12.09.2016   Arquivado em Dolls, Vídeos

Dois anos atrás a Marcelle, que acompanha o canal no YouTube, me pediu pra gravar um vídeo mostrando minhas Pullips e outras bonecas da “família” Groove, ou seja, minhas fashion dolls. Eu não gosto muito de chamar de “coleção” porque não trato elas muito assim, mas no fundo acho que é isso que elas são, então podem usar o termo que quiser. Essa história começou em 2009 quando eu comprei a Kimberly, que já vinha desejando a um tempo e seria a única, mas uma coisa foi levando à outra, o amor foi aumentando… Hoje eu tenho três Pullips, um Isul, cinco Byuls e três Little Byuls, além de uma dDung fake que considero como uma delas mesmo não tendo nada a ver (isso sem contar 2 na wish list). Bem, é só apertar o play e ver o resultado desses últimos 7 anos em movimento e cores!

Algumas delas têm posts aqui no blog, outras não, e eu não tenho foto de família atualizada desde que a Esmeralda chegou, então achei melhor deixar aí em baixo essas individuais com os links dos álbuns de cada no Flickr, porque lá vocês encontram fotos de antes, de agora e informações sobre as customizações que cada uma passou, inclusive os modelos específicos de peruca, olhos e corpos, quando for o caso. E eu digo “elas” na maioria das vezes mesmo tendo o Reginald no meio porque as meninas são a maioria, então acho mais justo! Ah, e a Kim é cibernética, então sigam ela no Facebook, Twitter e Instagram!

Familia Groove
Kimberly (Pullip Chill), Mimia (Pullip Veritas), Lilica (dDung Fake), Elle (Pullip My Melody)

Familia Groove
Joanne (Byul Eris), Demi (Byul Dumbo), Benny & Kenny (docolla Byuls Creamy Mami e Oompa Loompa), Penny Lane (Byul Hermine)

Familia Groove
Silena (Byul Pinoko), Reginald (Isul Light), Agnes (Little Byul My Melody), Esmeralda (Byul Tiger Lily)

Quando eu me descobri feminista…

Em 29.08.2016   Arquivado em Feminismo, Vídeos

“Feminismo” é uma palavra que sempre foi e se torna cada vez mais temida pelas pessoas. A mera presença da mesma num texto, vídeo, página ou perfil de um blog (oi!) já causam verdadeira aversão naqueles que não entendem o que ela significa, que não sabem que uma mulher ser feminista não quer dizer que ela vai matar homens, sacrificar crianças, transar com todos os seres humanos que ver pela frente ou mesmo queimar aparelhos depilatórios: significa que ela tem o direito de escolher quem é e o que faz, que é ela IGUAL aos homens, e não superior ou mesmo inferior, que é como a nossa sociedade ainda nos enxerga, sim. Eu mesma não sabia muito bem o que essas palavras representavam e, apesar de não ter tido um pensamento tão radical assim, imaginava que o feminismo seguia a mesma linha do machismo, só que ao contrário, até que vivi dois momentos muito reveladores na minha vida que me mostraram que eu estava errada. A partir daí eu fui de “desinformada” a “ativista” em pouquíssimo tempo e decidi que era hora a de contar essa história, mesmo que alguns se recusem a ouvir pela mera presença de um termo no título do vídeo. Inclusive pensei bem e vi que o fato de as pessoas acharem que estou errada por querer igualdade de gênero, por querer que todas as mulheres sejam livres daquilo que ainda as prendem nos padrões da sociedade, mostram que PRECISAMOS continuar falando sobre isso, que PRECISO relatar quando eu me descobri feminista.

O vídeo que citei, “We should all be feminists”, é um prato cheio para quem está querendo começar a refletir sobre o assunto ou mesmo quem já abraça a causa e quer ouvir mais sobre ela direto das palavras de uma mulher (muito) inteligente que veio de um país ainda mais machista que o nosso. Ele está disponível aqui: https://www.youtube.com/watch?v=hg3umXU_qWc e vale MUITO a pena, sempre que assisto eu aplaudo e choro com as palavras da Chimamanda.

BEDA2016

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