6 on 6 Fevereiro: Em Comum + Desafio Relâmpago

Em 28.02.2019   Arquivado em Fotos

Tá autorizado postar 6 on 6 no ÚLTIMO DIA DO MÊS? Aparentemente tá, porque antes tarde do que nunca, meninas, antes tarde do que nunca. O tema desse mês era “Em Comum”, e ficando livre escolher o que cada foto teria em comum com a outra… A inicial do objeto, a temática, a cor, por aí vai. E aí que estava eu aqui, sem saber o que retratar (perceptível), quando apareceu o Desafio Relâmpago do United Blogs pra me salvar!

EM QUE CONSISTE O DESAFIO? “Escolha 5 objetos que você tem aí na sua casa e que você ama/gosta bastante. Agora você precisa fotografar esses objetos e criar um post que envolva todos eles. USEM A CRIATIVIDADE! Você pode fotografar todos os objetos juntos ou tirar uma foto de cada. Pode fazer uma playlist com base nos objetos. Pode criar um texto. Fazer até receita de bolo, desde que os objetos estejam envolvidos.”

… sóóó que no meu caso são 6 objetos, pois aqui é 6 on 6! Aí a ideia era juntar o útil ao agradável, fazer umas fotos bonitinhas clicando cada objeto escolhido, mas não SÓ o objeto escolhido porque composição é tudo, né? O que essas fotos têm em comum é isso, retratar coisas daquelas que viriam logo depois da minha gata (e HD externo) em suposições de “Que itens você salvaria se sua casa pegasse fogo” e loucurinhas do gênero…

6 on 6 Fevereiro: Em Comum

1. Kimberly foi minha primeira Pullip, primeira Fashion Doll, primeira boneca de coleção. É a que, na época onde eu sempre tinha uma na mochila, estava o tempo todo comigo, pra cima e pra baixo. Kimberly é a Pullip cujo “aniversário” ainda comemoro, que pros eventos eu ainda levo, que brinco de me vestir igual e tirar foto “tal mãe, tal filha”. Kimberly tem até seu próprio Instagram! Ela é mais que um objeto e, ainda assim, meu objeto favorito. É ela que eu escolho pra fotografar quando vejo uma versão mini da minha flor favorita, porque é minha mini Luly, afinal. Mesmo que o hobby não seja mais tão ativo na minha vida como já foi um dia, inativo ele JAMAIS vai ser, porque ela (e suas “irmãs”, mas principalmente ela) é parte quase física de mim.

6 on 6 Fevereiro: Em Comum

2. Ela já ganhou até um post só dela aqui nesse blog – e, cá entre nós, um dos melhores e mais elogiados que já escrevi. Uma não dita tradição passada de vô pra pai, de pai pra filha, uma paixão meio doida, e ainda assim pertinente por canetas tinteiro. Afinal, como são lindas! Não lembro como começou, mas sei que desde muito nova eu interrompia minhas tarefas de escola pra procurar nas gavetas as canetas do papai, e usá-las nem que fossem um pouquinho, ali dentro de casa. Dele me chamando para ir junto comprar tinta, só porque sabia que eu gostava, mesmo. Do natal em que eu havia passado no vestibular e ele resolveu me dar um “presente de adulto”, a caneta tinteiro para chamar de minha, mas que não fazia ideia de que acharia uma cor-de-rosa, e que isso tornaria ela mais minha impossível. É que eu sempre gostei de escrever, está entre as coisas que mais gosto na vida, e mesmo que hoje em dia faça isso muito mais digitalmente do que à mão, não sei, sinto que se eu fosse algo inanimado, seria uma caneta dessas, seria especificamente a minha Sheaffer!

6 on 6 Fevereiro: Em Comum

3. Eis que alguns anos atrás, mais especificamente no fim de 2013, a Elton John AIDS Foundation lançou um desafio para divulgar sua mensagem de luta contra a AIDS: postando uma foto sua no Instagram, usando óculos extravagantes, e com #VisionToEndsAIDS na descrição, essa foto ia pra um aplicativo deles no Facebook ser votada entre o público no geral. As 10 mais votadas ganhariam o livro “Love Is The Cure” autografado pelo Elton John. Meus amigos fizeram então uma campanha compartilhando em seus perfis, pedindo votos pra minha, e foi tão bonito que deu certo e ganhei! A emoção de saber que alguém que admiro tocou num objeto que hoje está na minha casa, e que ele tocou especificamente para que aquele objeto se tornasse meu, sei lá, é difícil assimilar e, ao mesmo tempo, gostoso demais! Num dô, num vendo, num empresto!

6 on 6 Fevereiro: Em Comum

4. Já que entramos no assunto “livros”, nele ficaremos. Como vocês podem ver na foto eu tenho 4 edições de “A Pedra Filosofal” e todas foram presente: a ilustrada e a britânica da Grifinória do Gil, a de capa dura da Editora Rocco e, por fim, a PRIMEIRA EDIÇÃO PUBLICADA NO BRASIL! Minha madrinha me deu de natal, quando eu ainda tinha 10 anos antes mesmo dos filmes lançarem, e foi com esse livro aí que eu aprendi a gostar de ler. Ele, cuja fonte nem era a oficial ainda, que tá todo gasto, descascado, manchado e surrado, o que pra mim é ótimo, porque significa que foi lido e relido e amado! O Universo de Harry Potter me trouxe pessoas maravilhosas, experiências indescritíveis e sensações melhores impossíveis, então é um carinho especial ter comigo as páginas que o apresentaram a mim.

6 on 6 Fevereiro: Em Comum

5. E sabe quando você sente que faltam os ossos do ofício sendo representados? Eu tava sentindo isso aqui, e comecei a zapear pelos vários materiais e ferramentas que uso nas minhas várias pequenas profissões… Até que cheguei na guilhotina. Quando comecei a fazer cadernos era uma tortura descoroar as folhas, e por isso fiquei com ela, que era do meu vô, pra me ajudar nisso. Essa lâmina já cortou de tudo um pouco! Raios-x que ele tirava, documentos que iam pro lixo, qualquer papelzinho que precisasse ficar retinho. Agora ela é minha companheira que facilita muito a vida, e faz lembrar de seu Carlos a levando escada abaixo e escada acima cada vez que precisava usar.

6 on 6 Fevereiro: Em Comum

6. Pra fechar a “foto bônus”, que não faz parte do Top 5 mas faz do 6 on 6. E o que poderia ser melhor do que um lugar onde eu colocar APENAS coisas (e pessoas) que me fazem bem? Comprei essa grade de metal numa loja que vende manequins e outros artigos para exposição em lojas, já com o intuito de pendurar fotos e afins que causam sorrisos… Desde o primeiro dia parecia que não ia caber outros, e sempre cabe! Os espaços vazios vão diminuindo, mas o amor segue crescendo: momentos, ingressos, desenhos, bottons, adesivos, figurinhas, postais, recortes, tem de tudo e mais um pouco e se bobear eu dou um jeito de caber mais!

Agora não deixem de conhecer os outros participantes do 6 on 6: Igor, Lucas, Maíra e Renatinha!

Então é natal… E o que o blog fez?

Em 02.12.2018   Arquivado em Blog

Eis que mais uma vez começa John Lennon a perguntar “Então é Natal… E o que você fez?”¹ para todos os lados e, é, eu não sei muito bem se sei responder a essa pergunta esse ano. A primeira coisa que vem à cabeça, aquela automática que a Luly Negativa insiste em acreditar, é “Nada!”, mas FELIZMENTE a Luly Positiva vem logo desmentir isso. (Essa é a especialidade dela, são inimigas mortais.) Porque na minha vida “aqui fora” eu passei muito tempo sem progredir ou regredir, mas também sem parar um segundo! Digamos que foi uma dança do caranguejo, de um lado pro outro, onde muita coisa deu errado (e põe “muita” nisso), mas tantas outras deram certo… Decidi um novo rumo a ser tomado na minha vida, organizei o evento que era meu sonho (foi maravilhoso!), comecei aprender a ficar calada quando é melhor e a falar sem pudores quando necessário, e pretendo melhorar nisso.

Mas aqui no blog esse foi, definitivamente, o melhor de todos os anos!

Então é natal...

O Sweet Luly completou 14 anos no ar em junho, e fez jus ao fato de que esse é meu número favorito! Junto com minha lojinha, eu consegui fazer dele uma fonte de renda que não só se mantém no ar (que sempre foi meu objetivo), mas também começou a me trazer alguns bons lucros. Recebi coisas incríveis de marcas incríveis, conheci outros blogs e, consequentemente seus respectivos blogueiros, que entraram pra ficar na lista de queridinhos, finalmente coloquei meu Midia Kit no ar. No canal do Youtube só tive 4 meses de constância, mas minha edição melhorou muito e consegui não só definir novos rumos que quero dar pra ele em 2019, como também tive alguns que foram ao ar nesse tema e me encheram muito de orgulho. E, provavelmente minha parte favorita, através de ações de divulgação e pré estreia de filmes para as quais fui convidada (e outras idas ao cinema pagas com meus amados Dotz), escrevi posts sobre filme que chegaram no meu ideal de qualidade! Esse assunto se tornou muito frequente aqui e meus olhos se enchem de amor quando, nos comentários, aparece alguém dizendo que gostou, que tá excelente, que mal pode esperar pela próxima ou pelo minha opinião em outro filme específico. Isso fez com que eu me apaixonasse tanto por resenhar a sétima arte que pretendo aumentar ainda mais esse fluxo daqui pra frente.

Quem diria, a menina que uns anos atrás postava um único parágrafo sobre o filme que viu, tecendo apenas comentários vazios… Crescimento é tudo, né?

E já que na sétima tá indo tudo de vento em polpa, é hora de investir nas outras artes, não é mesmo? Minha meta de vida de estudar (e, se tudo der certo, ENSINAR) História da Arte fez reacender em mim o amor por arte plásticas que sempre tive, tanto que me fez ter essa área como a única na qual me vejo realmente trabalhando, seja restaurando ou o que mais vier. Eu quero, quero muito, produzir bons textos sobre arte pra cá, apresentando artistas, estilos, técnicas, exposições e tudo mais o que eu puder. Já comecei, beeem devagarzinho, a fazer isso nos Stories do meu Instagram, e receptividade foi enorme (yey!), então espero que aqui, no meu lugar favorito no mundo, seja assim também. Alguns outros, maiores, estou guardando pra transformar em publicações acadêmicas, mas nem só de textos sérios a gente vive, e na minha vida, confesso, quanto mais informal, mais “conversinha” for, melhor. Ah, como a Luly de 10 anos atrás ficaria orgulhosa se visse isso acontecer, porque já era uma vontade, só faltou a maturidade pra fazer acontecer. De certa forma, ainda bem!

(Mas fica só como meta pós-virada mesmo, depois do Natal, porque estamos em pleno BLOGMAS, pela segunda vez e como sempre atrasada, hahahaha!)

Esse texto é resultado do Desafio Surpresa United Blogs, onde formos perguntadas qual eram as três principais metas para o blog em 2019. Após responder, fomos desafiadas a fazer um post falando sobre uma ou mais delas, e minha terceira foi “Escrever posts bons sobre arte”!

¹ John Lennon & Yoko Ono. Happy Xmas (War Is Over). Nova York: Apple Records, 1971. Single.

Elefante Cor de Rosa

Em 27.04.2018   Arquivado em Escrevendo

Sabe aquele bichinho de pelúcia que muita gente tem desde pequenininho, que dorme juntinho sempre e leva pra onde for? Aquele que é quase uma marca registrada quando criança e, à medida que vai se tornando adulto a pessoa passa a ouvir o questionamento “Você ainda dorme com isso?”? Que os parentes até sabem o nome que lhe foi dado?

Pois é. Inicialmente eu não tive um desses. Ou então devo dizer que tinha muitos, o que no fim das contas é a mesma coisa de nem ter, de qualquer forma.

Rolaram VÁRIOS bichos de pelúcia favoritos pra isso, e até algumas bonecas, mas nenhum deles era “o escolhido”. Por muito tempo foi aleatório, o que tava agradando mais no momento, o que era mais acessível, sei lá. E isso continuou além da infância, entrou na adolescência e foi AÍ que a magia aconteceu. No meu aniversário de 16 anos eu fui presenteada pelo meu grupo de amigas do colégio com um cartão da Hello Kitty com “10 Coisas Que Amamos Em Você” e ela, minha nova e definitiva companheira… Cherry Pink, a elefante cor de rosa!

Também conhecida como “a elefofa mais fofofanta do mundo”!

Elefante Cor de Rosa

Foto: Luly 16 e a elefofa recém ganhada em 10 de julho de 2006!

Eu tinha decidido chamá-la de “Amora”, já que era assim que apelidava essas amigas, às vezes. Uma delas não gostou porque chamava a própria prima desse jeito, então não deu… A outra sugeriu “Cherie”, porque achava que eu combinava com a vibe francesa e tudo mais. Aí gostei mas mudei pra “Cherry”, porque cereja era uma das minhas frutas favoritas! Pronto, Cherry, que desde então divide comigo noites de sono e insônia que nem se eu quisesse conseguiria contar. Cherry, o início de um amor que não dá mais pra negar.

Leia também: Elephant Parade em Belo Horizonte

Porque a partir daí eu me tornei uma apaixonada por elefantes!

Foi uma paixão dessas que surge devagarzinho… Quando eu ia no zoológicoos fotografava cheia de afeto, passando mais tempo naquela grade do que em qualquer outra do local. Comecei uma coleção de Dumbos por aqui, alimentada por algumas amigas, depois que comprei uma das minhas Fashion Dolls numa edição vestida do personagem. Meses se passaram, anos também, escrevi histórias onde eu os coloquei… Primeiro como coadjuvantes, depois como capa! Aí chegamos naquele ponto onde o favoritismo foi gravado para sempre: minha primeira tatuagem foi, afinal, um elefante no pulso!

Já falei aqui mil vezes, mas não custa repetir: me identifico com eles! Eu, apesar de pequena – tão diferente desses gigantes – também sou dramática e muito sensível! Tento ao máximo ser empática e adoro viver… “Em manada”. Acho um MÁXIMO que sejam uma sociedade matriarcal e tento sempre admirar as fêmeas de um modo geral, tanto entre humanos quanto no reino animal. Meio que temos tudo a ver. E que bom que isso surgiu com ela, a pelúcia cor de rosa não tão brilhante quando antes, mas que recebeu milhares de lágrimas de tristeza e alegria enquanto abraçada, sorrisos e risadas enquanto estava ali do lado, mordidas e carinhos da sua “irmã” felina, Arwen. Já ganhei alguns outros da mesa cor, de pessoas igualmente queridas que sabem do meu amor, mas Cherry… Ela é primeira, eterna, ela é única!

Esse texto é resultado do Desafio Surpresa United Blogs, literalmente uma surpresa! Foi perguntado “Se você tivesse que criar um nome pro seu blog com base no objeto que está a sua direita neste momento, como seria?” e depois todo mundo descobriu que estava desafiado a escrever um post tendo como título o que havia respondido. E o meu foi “Elefante cor de rosa” porque, como sempre, o que estava mais perto à minha direta era a própria Cherry!