Vídeo-Tag: Minha Faculdade – Conservação e Restauração

Em 01.08.2016   Arquivado em Conservação-Restauração, Vídeos

Sempre, sempre, SEMPRE que o fato de que sou formada em Conservação e Restauração de Bens Culturais Móveis surge por aqui em algum post alguém comenta sobre isso, muitas vezes pedindo para eu falar mais sobre o assunto, por mais que eu já tenha falado várias vezes. Eu não só gosto como também entendo perfeitamente essa demanda, já que é um curso… “Incomum”! Até pouco tempo sequer existia como graduação, minha turma foi a primeira do país, antes só tinha pós ou técnico. Aliás se parar pra pensar muita gente nem raciocina que a profissão conservador-restaurador existe, inconscientemente a gente assume que esse trabalho é feito por artistas, arquitetos, museólogos ou o que mais for, e muitas vezes é mesmo (mas isso é assunto pra outro momento). Sendo assim cá estou para responder à tag Minha Faculdade e mostrar um pouquinho dessa delícia que foram os cinco anos que passei na UFMG.

Perguntas:
01. Qual seu curso de graduação?
02. Quantos períodos ele tem? E em qual você esta?
03. Porque você escolheu esse curso?
04. Antes de escolher esse curso você pesquisou sobre o mercado de trabalho e o piso salarial?
05. Como foi seu primeiro dia de aula? Tem dicas para os calouros?
06. Sobre seu TCC, já começou a fazer? Qual tema pretende abordar?
07. Você se considera uma boa aluna(o)?
08. Você esta 100% satisfeita com o curso que escolheu?
09. O seu curso tem algum material especifico que não tem em outros cursos? (ex: estetoscópio e calculadora cientifica.)
10. Na sua faculdade teve trote? Se sim como foi?
11. Seu curso tem muita matemática?
12. Geralmente nas faculdades existem o “ciclo natural de desistência” a turma começa com 70 alunos e permanecem só 20. Isso aconteceu na sua faculdade?
13. Quais dicas você daria para quem esta querendo começar a fazer o mesmo curso que você?
14. Já ficou em DP? Possui algum método diferente de estudo?
15. Faça um resumo básico do seu curso pra quem estiver interesse em fazê-lo.

Para quem quiser ler mais sobre o curso, seja em posts específicos sobre o assunto ou narrando alguma(s) das experiências que vivi nele, aqui no blog eu tenho a categoria Conservação e Restauração, você acham MUITA coisa nela!

BEDA2016

Remember Universitário: Orgulho e Preconceito

Em 29.08.2012   Arquivado em Conservação-Restauração

E onde nós paramos mesmo? Ah, sim. No momento da minha vida em que descobri que a vontade de ser designer tinha ficado na adolescência e que eu me tornaria adulta como Conservadora-Restauradora. Ao longo do tempo eu me acostumei com a vida acadêmica e fui me esforçando para melhorar em tudo. Vocês imaginam o que é ser completamente desastrada, não saber nem como cortar algo usando uma régua e estilete direito?? Pois então: era eu. Mas eu cortei uma, duas, mil… E consegui.
Fazer MINI PONTINHOS para reintegrar uma imagem que perdeu parte da policromia?? Jesus Cristinho, eu achei que aquilo nunca ia acontecer comigo. Acabou que aprendi que gostava de fazer tracejado, meu pontilhismo ainda não é bom, mas num é que foi melhorando??
Quando comecei a restaurar papel então é que foi uma loucura. Meus primeiros reparos com papel japonês e suas carcelas monstruosas. Mas até que não demorou muito até reparar que elas foram ficando fininhas, quase invisíveis depois da cola secar. Mais uma vez eu consegui.

Eu fui vendo o que gosto mais, o que gosto menos. Não consegui tudo, mas isso é questão de tempo. E não fui só eu não. Tantos colegas meus que nem lembravam o que era química direito estavam lá, sabendo tudo. E quem achava que tinha “duas mãos esquerdas” hoje tá lá, fazendo trabalhos lindinhos e cada vez querendo melhorar mais. Porém no meio desse caminho teve o momento em que eu pensei em desistir. E por incrível que pareça eu continuei tendo apoio dos meus pais tanto quanto tive para começar o curso. A questão é que nesse apoio inicial eles foram uns dos únicos. E entre todos os motivos que tive para continuar o principal foi uma dupla de palavras lindamente escolhidas por Jane Austen que não poderiam ter relação maior um com a outra: Orgulho e Preconceito.

Acho que, no fundo, o orgulho não existiria sem o preconceito. E eu descobri isso por mim mesma. Quanto mais esse sentimento HORROROSO crescia nas pessoas em relação a mim, mais orgulhosa eu ficava da formação que em breve eu teria. Não é que eu já não gostasse: eu sempre gostei. Com o tempo passei até a amar. Mas sabe aquele sorriso iluminado que você dá quando alguém vem falar bem de algo que você gosta? Quanto mais críticas eu recebia de algumas pessoas, maior esse sorriso ficava quando outras se interessavam pelo assunto. E eu acho que o orgulho pessoal cativou as pessoas e elas passaram a se orgulhar também. Quando falei que ia ficar um ano a mais na faculdade meu pai achou foi ótimo e já me “confortou” algumas vezes sobre o medo tremendo que tô da vida pós-formatura que terei em breve. Minha mãe, ah, minha mãe. Antes ela falava que eu fazia “Belas Artes” só pra não ter que explicar o nome do curso, o que fazia o curso, que existia o curso. Agora ela dá meu histórico completo de estágios pra quem quiser ouvir. Meu tio-avô que guardou um jornal com reportagem pra mim, um tio por parte de pai que me contou váááááárias vezes do dia em que ele viu uma MOP num reportagem na TV. Minha irmã esse ano saiu falando pros colegas dela pra “votarem” no meu curso na Mostra de Profissões que tem no colégio dela, pra todo mundo saber que ele existe. A vovó é a mais linda. Já me deu documento dela pra restaurar e no nosso jantar de natal ano passado minha aparição no Globo Universidade foi o assunto favorito.
Azar o de vocês, seus parentes de mente fechada cheios desse preconceito asqueroso. Eu não vejo a hora dessa greve das Universidades Federais acabarem para poder me formar com orgulho, e ver orgulho nos olhos de quem realmente importa!

Orgulho e Preconceito

Esse post é o terceiro de uma série de posts nostálgicos sobre meus 5 anos como universitária. Esses 5 anos acabam no início de 2013 e só Deus sabe o que vai acontecer depois. Então vale a pena lembrar, porque é com o fim se aproximando que a gente lembra como era bom o início, como foi bom o trajeto!!
Todos os posts aqui.

Remember Universitário: Incipit Vita Nova

Em 04.04.2012   Arquivado em Conservação-Restauração

As férias eram compridas, não posso negar. Mas houve tanta coisa no processo que voou. As provas de 2ª etapa terminaram na primeira dezena de janeiro e dia 25 o resultado já tinha saído. Logo em seguida foi a matrícula e QUE CONFUSÃO!! Quase perdi o dia, tive que pular a faixa de isolamento porque tava faltando um xerox – mas eu tinha senha, eu podia – o desespero pela identidade (não) perdida e quando ouviu-se o “ufa” porque deu tudo certo eu e Daninha ainda tivemos que esperar uma hora sozinhas na beirada da mata da Federal. Uma aventura atrás da outra.
Um mês tinha se passado desde que o resultado saiu e eu me vi pegando o ônibus intitulado “UFMG” pela primeira vez na vida. Dia 25 de fevereiro eu e sabe-se Deus mais quantos mil calouros – literalmente – estávamos marchando lentamente em direção à Reitoria para conhecer os novos colegas e assistir palestras. Ou não. Eu só assisti palestras. Uma parte. Meu desânimo era EVIDENTE – mas quando cheguei em casa tentei sorrir, só sorrir!
O segundo dia: mais palestra. Quando chegou o terceiro, adivinha? Mas dessa vez era diferente, porque era palestra da EBA e eu conheci meus primeiros colegas de sala. E levei trote. E ganhei Coca Cola dos veteranos bonzinhos que não podiam me dar bebida, primeiro porque eu não bebo, mas principalmente porque eu tinha 17 anos e…

“VOCÊ TEM 17 ANOS????????”

É. Eu passei o primeiro semestre inteiro ouvindo isso. Eu era oficialmente a caçula da turma, a única que terminou o 1º semetre como menor de idade! Não que não tivessem pessoas da minha idade, mas a carinha de inocente e adolescente era evidente mais em mim do que em qualquer outro. Enquanto isso um estava na 2ª graduação, outro na terceira. Um tinha filha da minha idade e o outro, – há – , a filha estava prestes a se casar! E ao mesmo tempo que eu ia conhecendo os colegas as aulas iam chegando. Trabalho a mão só com seu nome em cima? Menina, em faculdade é formal, tem cabeçalho e é preferencialmente digitado. Procurar da Wikipedia?? PODE ESQUECER: aquilo não é fonte confiável para algo acadêmico. Pequena Luly, acorde: é hora de “Incipit Vita Nova”!!

“Incipit vita nuova: ‘Infunde vida nova’ (Divisa da Universidade Federal de Minas Gerais)” – fonte (adivinha??): Wikipedia

Eu comecei a chamar aquele momento da minha vida de “hell life”. Meus amigos do colégio vivendo momentos completamente alheios ao que eu estava vivendo. Já os familiares, ah, faça-me o favor, seus preconceituosinhos! Ninguém acreditava nuuunca no que minha vida tinha se transformado. Porque quem ia imaginar que o primeiro semestre de Conservação e Restauração de Bens Culturais Móveis era daquele jeito? Ah, Luciana, você acha MESMO que esse curso é puxado assim? Chega de drama, você nem quer fazer esse curso…
Pois se é “vita nova” que seja de verdade. Demorou, mas eu aprendi a fazer uma bibliografia bem feita. Demorou, mas eu comecei a deixar a timidez e lado e passar a conversar com as pessoas. Demorou, mas eu aprendi a distinguir o que era certo e errado consultar. Demorou muito pouco, mas meus colegas aprenderam a me ajudar e eu aprendi a ser ajudada. Demorou MUITO, mas consegui aprender a não deixar as coisas pra última hora. E demorou… Mas as pessoas que “sobraram” daqueles 30 selecionados perceberam que uma hora eu ia deixar de ter 17 aninhos e que ia crescer, que ia virar adulta e que eles acompanhariam aquilo de perto, mais perto talvez do que qualquer um.
Eu ainda não sabia o que ia ser da minha vida. Nunca ia imaginar que 4 anos depois estaria aqui escrevendo isso. Do papai e da mamãe eu nunca pude reclamar: eles me apoiaram até quando pensei em desistir. Mas isso não aconteceu. Toda aquela pressão, os olhares tortos, a reprovação de quem SUPOSTAMENTE deveria me apoiar não conseguiu ser mais importante do que aquela coisa maravilhosa que estava acontecendo: eu estava me APAIXONANDO por aquela profissão que, sabe-se Deus como, tinha surgido na minha vida. Eu estava me apaixonando por limpar dinossauros com swab. Eu estava me apaixonando por fazer visitas técnicas em tudo quanto é museu de Belo Horizonte. Eu estava me apaixonando – e hoje sou completamente apaixonada – por algo que nunca pensei que chegaria a gostar, que era a restauração de papel. E eu estava me apaixonando pela resposta que tinha surgido na minha minha vida quando pensava naquela velha frase infantil “o que você vai ser quando crescer?”:

“Eu vou ser restauradora.”

Incipit Vita Nova

Esse post é o segundo de uma série de posts nostálgicos sobre meus 5 anos como universitária. Esses 5 anos acabam no fim de 2012 e só Deus sabe o que vai acontecer depois. Então vale a pena lembrar, porque é com o fim se aproximando que a gente lembra como era bom o início, como foi bom o trajeto!!
Todos os posts aqui.

Remember Universitário: Passei no vestibular, sou a Rainha do Pomar

Em 24.03.2012   Arquivado em Conservação-Restauração

Acho que sou a ÚNICA pessoa que lembra dessa propaganda da Laranja Santal da Parmalat em que eles diziam que virar o suco deles, para a laranja, era passar no vestibular e aí vinha essa música: “Passei no vestibular, sou a rainha do pomar (…) Bom é ser Laranja Santal-tal-tal!!”. Eu NUNCA ESQUECI ISSO! Ficou na minha cabeça até que entre o fim de 2007 e o início de 2008 eu tinha virado uma “humana Santal”: PASSEI NO VESTIBULAR! Aêêêê \o/
Passei em Design Gráfico! Passei na Fumec em 20º e na Uni em 2º no vestibular de vagas “sobrando”. Ganhei minha Lamy da minha madrinha (e da Livinha), tava toda alegre me sentindo futura-designer. Mas não passei na UEMG, que era meu sonho dourado de consumo. Fiquei abalada, olhando meu comprovante de matrícula da Fumec com peso no coração (e no bolso do papai). Eu tava feliz, ia estudar o que eu queria, mas teria que fazer meus pais, que desembolsaram uma pequena fortuna para me dar um Ensino Médio em escolas particulares – ainda que com bolsa -, pagassem pela minha educação de novo.

Aí veio o resultado da 1ª etapa da UFMG. O tal curso era Conservação e Restauração de Bens Culturais Móveis. Peraí, como é que é? Restauração de Móveis e Imóveis? NÃO! Calma, gente, vou falar de novo… Presta atenção: é Conservação e Restauração de Bens Culturais Móveis.
Aaaaaaaaaaaaaaaah… Mas de onde essa menina tirou isso mesmo?
Ah, sim. Do jornal que avisava que dois anos depois ela poderia mudar de curso e fazer o design que ela queria. Sim, POR ISSO. Não que o jornal tivesse isso escrito, mas saber que em 2010 a UFMG abriria uma turma de Design me fez querer entrar lá. E como uma luva me cai a inscrição num curso bem bacana que tinha aberto o edital depois dos outros. Era o plano ideal.
As provas de 2ª Etapa foram uma tortura. Saber que eu não precisava estar lá se tivesse passado na UEMG fazia com que eu me sentisse muito derrotada. Eu observava aquelas pessoas sentindo que estava roubando a vaga de uma delas. Eu escrevia o que sabia que era certo, porque sou arrogante o suficiente pra não falhar de propósito, mas no fundo eu sabia que queria que aquilo não fosse o suficiente pra encantar os avaliadores.
Mas foi. Eu nunca vou esquecer. Era 25 de janeiro de 2008. Dia do resultado. Aconteceu de manhã cedo e foi exatamente assim:

Mamãe, usando meu computador: “Luly, você ficou em 2º da Uni, agora temos que ver se vão chamar.”
Luly: *meio dormindo* “Tá…”
Mamãe: “Luly, qual o site do vestibular da UFMG?”
Luly: “co-pe-ve-ponto-U-F-M…”
Mamãe: “Entrou!!

Luly…
SAIU O RESULTADO!!”
*clique aqui para ver os aprovados blá-blá-blá*
*carregando* *falha* *F5* *carregando* *falha* *F5* *carregando* *falha* *F5*…
CARREGOU!!
Mamãe: “Luly…”
Luly, já de pé e olhando pra tela: =O

Meu nome estava lá. Em 15º lugar. A mamãe pegou o telefone e ligou pro papai, pra vovó, pras minhas tias, pros meus tios, pros amigos. Me mandou ligar pras minhas amigas que tinham passado. Pras outras amigas. Pro Gugui que deu um BERRO de alegria no telefone. E eu só pensei uma coisa: “QUE DROGA!!!”.
A Amiguinha foi lá em casa, rolou trote com batom LINDO, a gente riu até e depois saímos pra tomar sorvete. Meus primos tiveram a honra do trote também, com canetinha e tudo mais. Papai disse que me daria um presente. Mamãe me prometeu a Princesa Luciana. Todo mundo morrendo de alegria, querendo até fazer festa e churrasco. E eu só conseguia pensar: “QUE DROGA!!!”.

Não que eles não me deram a escolha. Eu pude escolher. Eles sentaram comigo e me garantiram que fariam de tudo que pudessem para que eu me formasse na Fumec, se quisesse. Mas eu via naqueles olharem o orgulhinho de ver a filha estudando na Federal, na Federal onde eles tinham estudado. Eu via o sonho de me ver lá que eles tinham desde que eu nasci se tornando realidade. Eu vi o sacrifício absurdo que eles não podiam fazer em nome daquela mensalidade que me daria o diploma, até então, “dos sonhos”. Eu vi a imagem de cada um dos meus professores e colegas do colégio me reencontrando em breve e me dando um “parabéns” alegre. Eu vi que aquilo que eu não queria, nunca quis, poderia ser bom pra mim. E aí eu fui pra UFMG. Eu escolhi estudar a tal Conservação e Restauração de Bens Culturais Móveis. Escolhi entrar pra o curso que eu gostava, mas não queria. Escolhi mudar pra design dois anos depois – ó, ilusão. Escolhi dar essa alegria pro papai e pra mamãe que tinham vivido 17 anos pra ME dar alegrias.
Aí eu esbocei um sorriso, entrei no MSN e escrevi na Mensagem Pessoal:
“Passei no vestibular, sou a rainha do pomar”.

Remember Universitário

Esse post é o primeiro de uma série de posts nostálgicos sobre meus 5 anos como universitária. Esses 5 anos acabam no fim de 2012 e só Deus sabe o que vai acontecer depois. Então vale a pena lembrar, porque é com o fim se aproximando que a gente lembra como era bom o início, como foi bom o trajeto!!
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Primavera no Museu 2011

Em 02.10.2011   Arquivado em Artes Visuais

E ontem começou a edição desse ano da Primavera no Museu no Museu de História Natural e Jardim Botânico da UFMG!!

primaveramuseu_2011.jpg

– E foi uma pena que eu só vi hoje, porque tiveram coisas INCRÍVEIS nesses dois primeiros dias, incluindo uma OFICINA DE ENCADERNAÇÃO!! O site do museu em si tá com o banner do evento do inverno ainda, mas eu consegui achar a programação completa pra trazer pra cá. O legal é que em outubro é mês das crianças, então eles vão fazer uma semana especial dedicada a brincadeiras para os pequenos, além dos Wokshops tradicionais de cada estação. Além disso tem todo o espaço do museu que VALE MUITO A PENA visitar, eu tô morrendo de saudades de lá…
– O MHNJB está localizado na Rua Gustavo da Silveira, 1035, Santa Inês (Belo Horizonte/MG), aberto de terça a sexta-feira, das 9h às 12h e das 13h às 16h; sábado e domingo, das 10h às 17h. A entrada custa R$4,00 para pessoas de 6 a 59 anos e grupos individuais de até 9 pessoas não precisam agendar a visita.

+ mhnjb.ufmg.br/
+ twitter.com/mhnjb_ufmg

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