Exposição “Arquitetura da Paisagem”, no Fórum Lafayette

Em 19.07.2018   Arquivado em Artes Visuais

Sendo de origem (provavelmente) chinesa e já presente na história da arte desde o século VI, a xilogravura é uma técnica de gravação em madeira, entalhando o desenho desejado pelo artista para, depois, ser impresso sobre o papel – ou qualquer suporte adequado para tal. O resultado dessa impressão, a xilografia, é uma versão espelhada do que foi gravado, dando ao artista ainda mais trabalho, graças às necessidade de projetá-lo dessa forma. E é utilizando desse processo, lado a lado das propriedades orgânicas da própria matriz, que a artista e professora da Escola de Belas Artes da UFMG, Eliana Ambrósio, construiu as obras da exposição “Arquitetura da Paisagem”, aberta à visitação no Espaço Cultural Fórum Lafayette.

Exposição Arquitetura da Paisagem

A abertura aconteceu na noite do dia 26 de junho (no aniversário de 14 anos do blog!) e eu precisei ir prestigiá-la pois a Eliana foi, além de primeira professora universitária, minha orientadora no TCC, onde restaurei a reimpressão de uma das primeiras gravuras em metal produzidas no Brasil. Desde então ela vem se aprofundando cada vez mais na área, se tornando agora professora do curso de Artes Visuais da EBA.

“Arquitetura da Paisagem” é um conjunto de obras cujo nome é autoexplicativo: ela utiliza das formas e força da própria natureza para construir exemplos da interferência humana no ambiente, sem necessariamente se deixar limitar pelas bordas do desenho. São 22 obras com referências ao movimento art nouveau (sobre o qual ela mesma me ensinou!) e cheias de formas e movimentos que carregam uma elegância enorme no modo de entralhar.

Exposição Arquitetura da Paisagem

Exposição Arquitetura da Paisagem

Além dela, há também no saguão do Fórum, 4º andar e na unidade Raja Gabaglia uma Mostra Paralela com mais de 50 trabalhos de seus alunos da UFMG. Esse conjunto, que não se limita a estilos ou temáticas, apresenta a xilogravura de forma diversificada, com variação de suporte, cor e técnicas complementares. Elas contém cores, degradês, referências das mais variadas, cada uma seguindo o traço de seu autor e passando o que ele quis retratar. Minha favorita, de autoria da Lucianita Moraes, representa um elefante num contraste de cores complementares lindíssimo – e ainda pude conversar com ela na hora, compartilhando minha paixão por esse animais. Vale a pena estender a visita a elas também!

Exposição Arquitetura da Paisagem

Exposição Arquitetura da Paisagem

A visita às mostras é gratuita, das 8 às 18h, no TJMG (Av. Augusto de Lima, 1.549, Barro Preto), entre 26 de junho e 26 de julho de 2018. As datas e horários também são válidas para a outra unidade (Av. Raja Gabáglia, 1753, Luxemburgo). Para saber mais, assista à entrevista feita pela TV UFMG em https://ufmg.br/comunicacao/noticias/professora-e-alunos-da-ufmg-expoem-xilogravuras-no-forum-lafayette

Rapidinhas de Outubro

Em 03.11.2017   Arquivado em Cotidiano

Outubro acabou e, surpreendentemente, estou achando que foi um legal mês pra mim. Por que a surpresa? Veja bem, é que 2017 tem sido um ano “borrão” onde a ansiedade não permite que eu sequer aproveite os dias positivos, então quando consigo essa proeza mesmo com ela ali do lado é quase um choque. Claro que teve seu lado ruim, tudo na vida tem, mas teve o bom também e é isso que importa aqui e agora! Sendo assim vamos fazer um resuminho desses momentos de alegria, torcendo pra que novembro traga mais sorrisos…

Rapidinhas de Outubro

Acho que começar as rapidinhas com Praça da Liberdade vai virar tradição, hein? Mas é que, gente, meu lugar favorito nesse planeta, cês sabem, impossível evitar. Enfim, o Memorial Minas Gerais Vale, que faz parte do Circuito Cultural Praça da Liberdade, “espalhou” por lá essas esculturas de animais feitas de brinquedos infláveis, de autoria dos artistas Felipe Barbosa e Rosana Ricalde. São muito divertidas! Tem alguns mais imponentes, incluindo um dinossauro GIGANTESCO que é o destaque entre eles, mas eu foquei no elefante porque gosto mais, né? Fofinho demais! A exposição se chama “Jardins Móveis” e vai ficar lá até dia 12 de novembro, tem mais informações no site do museu!

Rapidinhas de Outubro

Ainda passeando pela cidade afora, no dia do show do Paul McCartney (já já relembro isso!) fui almoçar na UFMG antes de ir pra fila e aproveitei pra matar saudades do meu campus amado. E eis que quando vou encher minha garrafinha de água na Faculdade de Veterinária encontro esse cartaz! Aaaah, eu tive que registrar isso, é basicamente meu lema de vida! Não só “politicamente”, já que é usado como um combate ao relacionamento abusivo (graças a Jout Jout) mas também literalmente, sou adepta e não tiro de jeito nenhum!

Rapidinhas de Outubro

E já que citamos Paul por que não falar mais um pouquinho de Paul? A apresentação dele pela turnê One on One em Belo Horizonte foi dia 17 e foi além dos níveis normais de qualidade que um show pode apresentar, sem brincadeira. SENSACIONAL seria pouco pra definir, eita velho que sabe fazer a coisa direito. Teve um post lindo contando tim-tim por tim-tim dessa noite maravilhosa que terminou resumida em uma frase: “Valeu, sô!”

Rapidinhas de Outubro

Eu já ia falar de novo dos Burn Books que tô vendendo no Expresso Rosa, mas já fiz isso no post passado então vamos focar na linha de Harry Potter que vou lançando devagarzinho, a “Biblioteca Mágica”! Eu já tinha feito esse caderno simulando a capa da versão dos filmes de “Os Contos de Beedle, o bardo” por encomenda uma vez, mas gostava tanto que resolvi que ia abastecer o estoque dele nessa leva. Decidi então que o bonito merecia umas fotos legais e fiz essa sessão meio que simulando Hermione em Relíquias da Morte, que é quando ela ganha o livro. Mesmo sem cenário e na base do improviso gostei muito do resultado! Pra quem quiser conhecer a loja o link é expressorosa.iluria.com!

Rapidinhas de Outubro

E Dorothy, gente… Dorothy foi, provavelmente, a maior surpresa do mês. Ela chegou aqui para uma visita, para que eu pudesse brincar num concurso fotográfico e no dia 31, Dia das Bruxas, se tornou oficialmente minha primeira Blythe! Ainda quero contar essa história direito, mas foi um presente incrível, tô apaixonada com o mais novo membro da minha família-coleção de bonecas!

Rapidinhas de Outubro

Agora nosso “momento Arwen” porque Rapidinhas sem essa gatinha não tem graça mais! No final de outubro ela finalmente foi castrada! Desde que completou 6 meses, em setembro, cada dia que chegava meu medo de o primeiro cio acontecer aumentava 100 vezes, então foi um alívio enorme levá-la para cirurgia e outro maior ainda quando fui buscar e me falaram que deu tudo certo. Infelizmente não consegui fazer pela prefeitura, não tinha como esperar reabrir vagas, mas ainda assim foi MUITO em conta. Se você aí é de Belo Horizonte e região e precisa castrar seu bichinho procure a ONG Bichos Gerais, que faz isso de forma muito profissional e barata, eles te dão até a opção de comprar um saquinho com a quantidade exata de remédio para não ter que gastar desnecessariamente na farmácia! Enfim, ela ainda está se recuperando, mais manhosa e dramática doq ue nunca, mas logo poderemos tirar os pontos para eu atingir a paz de espírito plena em relação à saúde da minha filha, que emoção!

Outras coisas legais de Outubro

Bem no inicinho do mês eu fui assistir mãe! no cinema e gente… QUE IMPACTO FOI AQUELE? Sério, o filme mais intenso que já vi na vida! Pensei em fazer um post sobre ele, mas não é o tipo de coisa sobre a qual a gente fala e sim sobre a qual se discute, eu não ia conseguir sem já entregar de cara tudo o que entendi! Vocês também viram? Também acharam forte e maravilhoso? Se não, vejam agora (ou vejam de novo)!

Vídeo-Tag: Minha Faculdade – Conservação e Restauração

Em 01.08.2016   Arquivado em Conservação-Restauração, Vídeos

Sempre, sempre, SEMPRE que o fato de que sou formada em Conservação e Restauração de Bens Culturais Móveis surge por aqui em algum post alguém comenta sobre isso, muitas vezes pedindo para eu falar mais sobre o assunto, por mais que eu já tenha falado várias vezes. Eu não só gosto como também entendo perfeitamente essa demanda, já que é um curso… “Incomum”! Até pouco tempo sequer existia como graduação, minha turma foi a primeira do país, antes só tinha pós ou técnico. Aliás se parar pra pensar muita gente nem raciocina que a profissão conservador-restaurador existe, inconscientemente a gente assume que esse trabalho é feito por artistas, arquitetos, museólogos ou o que mais for, e muitas vezes é mesmo (mas isso é assunto pra outro momento). Sendo assim cá estou para responder à tag Minha Faculdade e mostrar um pouquinho dessa delícia que foram os cinco anos que passei na UFMG.

Perguntas:
01. Qual seu curso de graduação?
02. Quantos períodos ele tem? E em qual você esta?
03. Porque você escolheu esse curso?
04. Antes de escolher esse curso você pesquisou sobre o mercado de trabalho e o piso salarial?
05. Como foi seu primeiro dia de aula? Tem dicas para os calouros?
06. Sobre seu TCC, já começou a fazer? Qual tema pretende abordar?
07. Você se considera uma boa aluna(o)?
08. Você esta 100% satisfeita com o curso que escolheu?
09. O seu curso tem algum material especifico que não tem em outros cursos? (ex: estetoscópio e calculadora cientifica.)
10. Na sua faculdade teve trote? Se sim como foi?
11. Seu curso tem muita matemática?
12. Geralmente nas faculdades existem o “ciclo natural de desistência” a turma começa com 70 alunos e permanecem só 20. Isso aconteceu na sua faculdade?
13. Quais dicas você daria para quem esta querendo começar a fazer o mesmo curso que você?
14. Já ficou em DP? Possui algum método diferente de estudo?
15. Faça um resumo básico do seu curso pra quem estiver interesse em fazê-lo.

Para quem quiser ler mais sobre o curso, seja em posts específicos sobre o assunto ou narrando alguma(s) das experiências que vivi nele, aqui no blog eu tenho a categoria Conservação e Restauração, você acham MUITA coisa nela!

BEDA2016

Remember Universitário: Orgulho e Preconceito

Em 29.08.2012   Arquivado em Conservação-Restauração

E onde nós paramos mesmo? Ah, sim. No momento da minha vida em que descobri que a vontade de ser designer tinha ficado na adolescência e que eu me tornaria adulta como Conservadora-Restauradora. Ao longo do tempo eu me acostumei com a vida acadêmica e fui me esforçando para melhorar em tudo. Vocês imaginam o que é ser completamente desastrada, não saber nem como cortar algo usando uma régua e estilete direito?? Pois então: era eu. Mas eu cortei uma, duas, mil… E consegui.
Fazer MINI PONTINHOS para reintegrar uma imagem que perdeu parte da policromia?? Jesus Cristinho, eu achei que aquilo nunca ia acontecer comigo. Acabou que aprendi que gostava de fazer tracejado, meu pontilhismo ainda não é bom, mas num é que foi melhorando??
Quando comecei a restaurar papel então é que foi uma loucura. Meus primeiros reparos com papel japonês e suas carcelas monstruosas. Mas até que não demorou muito até reparar que elas foram ficando fininhas, quase invisíveis depois da cola secar. Mais uma vez eu consegui.

Eu fui vendo o que gosto mais, o que gosto menos. Não consegui tudo, mas isso é questão de tempo. E não fui só eu não. Tantos colegas meus que nem lembravam o que era química direito estavam lá, sabendo tudo. E quem achava que tinha “duas mãos esquerdas” hoje tá lá, fazendo trabalhos lindinhos e cada vez querendo melhorar mais. Porém no meio desse caminho teve o momento em que eu pensei em desistir. E por incrível que pareça eu continuei tendo apoio dos meus pais tanto quanto tive para começar o curso. A questão é que nesse apoio inicial eles foram uns dos únicos. E entre todos os motivos que tive para continuar o principal foi uma dupla de palavras lindamente escolhidas por Jane Austen que não poderiam ter relação maior um com a outra: Orgulho e Preconceito.

Acho que, no fundo, o orgulho não existiria sem o preconceito. E eu descobri isso por mim mesma. Quanto mais esse sentimento HORROROSO crescia nas pessoas em relação a mim, mais orgulhosa eu ficava da formação que em breve eu teria. Não é que eu já não gostasse: eu sempre gostei. Com o tempo passei até a amar. Mas sabe aquele sorriso iluminado que você dá quando alguém vem falar bem de algo que você gosta? Quanto mais críticas eu recebia de algumas pessoas, maior esse sorriso ficava quando outras se interessavam pelo assunto. E eu acho que o orgulho pessoal cativou as pessoas e elas passaram a se orgulhar também. Quando falei que ia ficar um ano a mais na faculdade meu pai achou foi ótimo e já me “confortou” algumas vezes sobre o medo tremendo que tô da vida pós-formatura que terei em breve. Minha mãe, ah, minha mãe. Antes ela falava que eu fazia “Belas Artes” só pra não ter que explicar o nome do curso, o que fazia o curso, que existia o curso. Agora ela dá meu histórico completo de estágios pra quem quiser ouvir. Meu tio-avô que guardou um jornal com reportagem pra mim, um tio por parte de pai que me contou váááááárias vezes do dia em que ele viu uma MOP num reportagem na TV. Minha irmã esse ano saiu falando pros colegas dela pra “votarem” no meu curso na Mostra de Profissões que tem no colégio dela, pra todo mundo saber que ele existe. A vovó é a mais linda. Já me deu documento dela pra restaurar e no nosso jantar de natal ano passado minha aparição no Globo Universidade foi o assunto favorito.
Azar o de vocês, seus parentes de mente fechada cheios desse preconceito asqueroso. Eu não vejo a hora dessa greve das Universidades Federais acabarem para poder me formar com orgulho, e ver orgulho nos olhos de quem realmente importa!

Orgulho e Preconceito

Esse post é o terceiro de uma série de posts nostálgicos sobre meus 5 anos como universitária. Esses 5 anos acabam no início de 2013 e só Deus sabe o que vai acontecer depois. Então vale a pena lembrar, porque é com o fim se aproximando que a gente lembra como era bom o início, como foi bom o trajeto!!
Todos os posts aqui.

Remember Universitário: Incipit Vita Nova

Em 04.04.2012   Arquivado em Conservação-Restauração

As férias eram compridas, não posso negar. Mas houve tanta coisa no processo que voou. As provas de 2ª etapa terminaram na primeira dezena de janeiro e dia 25 o resultado já tinha saído. Logo em seguida foi a matrícula e QUE CONFUSÃO!! Quase perdi o dia, tive que pular a faixa de isolamento porque tava faltando um xerox – mas eu tinha senha, eu podia – o desespero pela identidade (não) perdida e quando ouviu-se o “ufa” porque deu tudo certo eu e Daninha ainda tivemos que esperar uma hora sozinhas na beirada da mata da Federal. Uma aventura atrás da outra.
Um mês tinha se passado desde que o resultado saiu e eu me vi pegando o ônibus intitulado “UFMG” pela primeira vez na vida. Dia 25 de fevereiro eu e sabe-se Deus mais quantos mil calouros – literalmente – estávamos marchando lentamente em direção à Reitoria para conhecer os novos colegas e assistir palestras. Ou não. Eu só assisti palestras. Uma parte. Meu desânimo era EVIDENTE – mas quando cheguei em casa tentei sorrir, só sorrir!
O segundo dia: mais palestra. Quando chegou o terceiro, adivinha? Mas dessa vez era diferente, porque era palestra da EBA e eu conheci meus primeiros colegas de sala. E levei trote. E ganhei Coca Cola dos veteranos bonzinhos que não podiam me dar bebida, primeiro porque eu não bebo, mas principalmente porque eu tinha 17 anos e…

“VOCÊ TEM 17 ANOS????????”

É. Eu passei o primeiro semestre inteiro ouvindo isso. Eu era oficialmente a caçula da turma, a única que terminou o 1º semetre como menor de idade! Não que não tivessem pessoas da minha idade, mas a carinha de inocente e adolescente era evidente mais em mim do que em qualquer outro. Enquanto isso um estava na 2ª graduação, outro na terceira. Um tinha filha da minha idade e o outro, – há – , a filha estava prestes a se casar! E ao mesmo tempo que eu ia conhecendo os colegas as aulas iam chegando. Trabalho a mão só com seu nome em cima? Menina, em faculdade é formal, tem cabeçalho e é preferencialmente digitado. Procurar da Wikipedia?? PODE ESQUECER: aquilo não é fonte confiável para algo acadêmico. Pequena Luly, acorde: é hora de “Incipit Vita Nova”!!

“Incipit vita nuova: ‘Infunde vida nova’ (Divisa da Universidade Federal de Minas Gerais)” – fonte (adivinha??): Wikipedia

Eu comecei a chamar aquele momento da minha vida de “hell life”. Meus amigos do colégio vivendo momentos completamente alheios ao que eu estava vivendo. Já os familiares, ah, faça-me o favor, seus preconceituosinhos! Ninguém acreditava nuuunca no que minha vida tinha se transformado. Porque quem ia imaginar que o primeiro semestre de Conservação e Restauração de Bens Culturais Móveis era daquele jeito? Ah, Luciana, você acha MESMO que esse curso é puxado assim? Chega de drama, você nem quer fazer esse curso…
Pois se é “vita nova” que seja de verdade. Demorou, mas eu aprendi a fazer uma bibliografia bem feita. Demorou, mas eu comecei a deixar a timidez e lado e passar a conversar com as pessoas. Demorou, mas eu aprendi a distinguir o que era certo e errado consultar. Demorou muito pouco, mas meus colegas aprenderam a me ajudar e eu aprendi a ser ajudada. Demorou MUITO, mas consegui aprender a não deixar as coisas pra última hora. E demorou… Mas as pessoas que “sobraram” daqueles 30 selecionados perceberam que uma hora eu ia deixar de ter 17 aninhos e que ia crescer, que ia virar adulta e que eles acompanhariam aquilo de perto, mais perto talvez do que qualquer um.
Eu ainda não sabia o que ia ser da minha vida. Nunca ia imaginar que 4 anos depois estaria aqui escrevendo isso. Do papai e da mamãe eu nunca pude reclamar: eles me apoiaram até quando pensei em desistir. Mas isso não aconteceu. Toda aquela pressão, os olhares tortos, a reprovação de quem SUPOSTAMENTE deveria me apoiar não conseguiu ser mais importante do que aquela coisa maravilhosa que estava acontecendo: eu estava me APAIXONANDO por aquela profissão que, sabe-se Deus como, tinha surgido na minha vida. Eu estava me apaixonando por limpar dinossauros com swab. Eu estava me apaixonando por fazer visitas técnicas em tudo quanto é museu de Belo Horizonte. Eu estava me apaixonando – e hoje sou completamente apaixonada – por algo que nunca pensei que chegaria a gostar, que era a restauração de papel. E eu estava me apaixonando pela resposta que tinha surgido na minha minha vida quando pensava naquela velha frase infantil “o que você vai ser quando crescer?”:

“Eu vou ser restauradora.”

Incipit Vita Nova

Esse post é o segundo de uma série de posts nostálgicos sobre meus 5 anos como universitária. Esses 5 anos acabam no fim de 2012 e só Deus sabe o que vai acontecer depois. Então vale a pena lembrar, porque é com o fim se aproximando que a gente lembra como era bom o início, como foi bom o trajeto!!
Todos os posts aqui.

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