O Quebra-Nozes e os Quatro Reinos

Em 22.11.2018   Arquivado em Filmes

O Quebra-Nozes e os Quatro Reinos (The Nutcracker and the Four Realms) *****
O Quebra-Nozes e os Quatro Reinos Elenco: Mackenzie Foy, Keira Knightley, Helen Mirren, Morgan Freeman, Matthew Macfadyen, Eugenio Derbez, Richard E. Grant, Jayden Fowora-Knight, Misty Copeland, Ellie Bamber, Miranda Hart, Nick Mohammed, Omid Djalili
Direção: Joe Johnston, Lasse Hallström
Gênero: Fantasia
Duração: 99 min
Ano: 2018
Classificação: Livre
Sinopse: “Clara (Mackenzie Foy), jovem esperta e independente, perde a única chave mágica capaz de abrir um presente de valor incalculável dado por seu padrinho (Morgan Freeman). Safa na solução de problemas, ela decide então iniciar uma jornada de resgate que a leva pelo Reino dos Doces, o Reino das Neves, o Reino das Flores e o sinistro Quarto Reino.” Fonte: Filmow (sinopse e pôster).

Comentários: Na véspera de natal, Clara, seu pai e irmãos vão celebrar a data pela primeira vez sem a mãe, recentemente falecida. Antes de se dirigir à tradicional comemoração de seu padrinho, os três jovens recebem presentes póstumos deixados por ela, causando grande frustração na garota, pois no seu caso é uma caixa que não consegue abrir. Já na festa, ao seguir o caminho indicado para onde se encontra outro presente, ela se vê num mundo completamente novo, onde encontra não só a chave perdida mas também o guardião quebra-nozes, que lhe apresenta quatro reinos em guerra há muitos anos: o Reino dos Doces, das Neves e das Flores são ameaçados pelo Quarto Reino e sua cruel governante, a Mãe Ginger.

Numa tentativa de agregar o tradicional Balé Quebra-Nozes à sua lista de adaptações em live action, a Disney trouxe um filme visualmente lindo, mas que passa muito longe de ganhar o título de destaque da temporada. Sendo colocado com mais de um mês de antecedência do natal (quando se passa a história), provavelmente para não ofuscar os brilho do Retorno de Mary Poppins que vem aí, ele de fato não tem toda a estrutura necessária para carregar o peso que é ser o lançamento de fim de ano da empresa… Por outro lado, não é de todo ruim e vale a pena ser visto como passatempo rápido, já que não chega a ter 2 horas de duração, e tem lá seus pontos positivos.

O Quebra-Nozes e os Quatro Reinos

O Quebra-Nozes e os Quatro Reinos: imagem via Variety

A trilha sonora de fundo composta por Tchaikovsky, cenas de balé pontuais belíssimas e reinvenção de personagens clássicos são responsáveis pela magia de ver uma história tão querida em novo ponto de vista. Clara permanece corajosa e curiosa, disposta a salvar um mundo do qual sequer sabe que faz parte. Ela está cercada de personalidades propositalmente forçadas, com destaque para a Fada Açucarada de Keira Knightley, que traz uma explosão de doce cor-de-rosa em meio a sua euforia que para nós, pessoas comuns, pode soar irritante, mas dentro de seu universo é plausível. Outra personagem forte e incrível é Mãe Ginger, interpretada por Misty Copeland, a misteriosa rainha-boneca do Quarto Reino (antigo Reino da Diversão), um contraste enorme com a “rival” visualmente, mas tem tanto carisma quanto. As três são o ponto alto do longa, deixando os outros personagens completamente ofuscados, incluindo Phillip, o próprio Quebra-Nozes! Apesar de Clara ser a protagonista, e disso todos sabemos, ele é o personagem título, e o por mais que tenha certa relevância no decorrer da história, não é suficiente para mostrar sua real importância.

O roteiro também podia ser envolvente, mas não consegue. O começo da história é lento e quase irritante, você demora bastante pra se afeiçoar às personagens. Depois, no clímax, a reviravolta impactante e seu desfecho são tão completamente previsíveis que perde toda a emoção da história. Não tem espaço para surpresa alguma, sua cabeça já adivinha o que vem pela frente muito antes de acontecer. Claro, tudo isso com fotografia, cenário, figurino, efeitos e ELENCO impecáveis, mas não o suficiente para compensar o enredo em si. É uma pena, muito alvoroço pra pouco resultado. Tem tudo para se tornar um daqueles “filmes médios de Sessão da Tarde”, pelo qual as pessoas sequer se esforçam pra lembrar de ligar a televisão, mas quando assistem dão umas risadas e comentam que “é bonitinho”. Provavelmente vai cair no esquecimento com o passar dos tempos, infelizmente, com um pouquinho mais de planejamento se tornaria sensacional…

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Trailer:

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