Do outro lado de Liverpool

Em 21.09.2016   Arquivado em Escrevendo

Aí pedem pra falar sobre uma cidade que eu queria muito conhecer e a lista gigantesca começa a se formar na cabeça: Orlando da Disney, Londres da J.K., Paris de Notre Dame, Atenas da democracia, Ottawa da pós graduação que não rolou, um Brasil inteiro de amigos “virtuais” pra me receber e por aí vai… E no meio da indecisão saía do iPod o som daqueles quatro meninos que ganharam o mundo, que foram mania e fizeram do seu lar um dos berços do rock n’ roll, então só o que eu consegui pensar foi em falar sobre ela, sobre a Liverpool dos Beatles!

Esse é lado que mais conhecemos de Liverpool, a cidade natal de Paul, George, Ringo e John. Foi ali, no The Cavern Club, que o “The Quarrymen” começou a tocar na sua formação original antes do Ringo, antes até da junção de “beat” (batidas) e “beetle” (besouro) se tornar uma nova palavra de nível global. Não existe clube mais famoso no planeta, após sua demolição na década de 70 a comoção foi tanta que o lugar foi reconstruindo, tijolo-original por tijolo-original, exatamente como era antes, sendo o ponto final do famoso “Magical Mystery Tour”: um ônibus de turismo que te leva por todos os pontos principais que marcaram a história do Fab Four. Você passa pela casa onde cada um dos meninos cresceu, por “Strawberry Fields”, o orfanato que John costumada frequentar para ver as meninas que ali moravam e por Penny Lane, uma rua que teve que evitar placas com seu nome para que os fãs parassem de roubar e usar de souvenir. E, ei, quer se hospedar com estilo? Lá você encontra um hotel inteiro dedicado a eles! Que tal um programa cultural? Tem “The Beatles Story Museum” também. Isso sem contar as lojinhas temáticas, tantas que até quem nunca visitou consegue imaginar. Poderia ser uma cidade comum, e aquelas seriam uma igreja comum e escolas comuns, mas que fazem história nos corações dos fãs de seus antigos frequentadores ilustres. Um conjunto que causa choro e arrepio só de imaginar, que dirá pra quem vive ao vivo.

Liverpool

Mas um outro lado de Liverpool (“the other side, the other side…”) é o que ela sempre foi, o que sempre será e o que sempre seria, independente de quem vem dali, fundada no século XIII e uma das maiores da Inglaterra. Cidade portuária de onde o Titanic saiu para, infelizmente, nunca mais voltar. Cidade industrial se recuperando cada vez mais do declínio que sofreu com a Segunda Guerra Mundial. Cidade universitária com campi que existem desde mil oitocentos e tantos. Cidade esportiva que contém um dos clássicos mais clássicos da história do futebol. Lá o custo de vida é relativamente baixo e o sotaque forte, o clima temperado que quase derrete e quase congela, mas sem ser pra valer, e chove o dia inteiro. Pubs e parques, museus e galerias, docas e cruzeiros, catedrais e mais do que tudo a vida real… Por enquanto fico aqui no desejo, mas quem sabe a gente não transforma isso em realidade um dia. “In my life I love you more”, eles disseram, teria como a gente não amar também?

Fontes: (acesso entre os dias 17 e 20 de setembro de 2016)
Liverpool via Wikipedia;
Liverpool: a cidade dos Beatles via Guia Viajar;
Liverpool, a cidade dos Beatles, na Inglaterra/ via Vida Cigana;
Destino: Liverpool, Inglaterra. A cidade dos Beatles! via Blog da Cultura Ingles Ceará;
Liverpool além dos Beatles via Viagem Lado B;
Muito além dos Beatles: saiba o que Liverpool tem a oferecer a estudantes via Estudar Fora.

Desafio Surpresa United Girls

LookBook: Taking sad songs and making them beTTer

Em 15.08.2015   Arquivado em Moda

Na semana passada eu meio que me dei a “meta” de transformar os sábados do BEDA em dias de postar LookBook (tirando o primeiro, claro, que foi sobre o projeto) e, ó, hoje completei metade desse objetivo, uhul! Vamos ver se continuarei linda e obediente assim, né…
Como sempre o look é básico constituído simplesmente de camiseta de algo que gosto + calça (que milagrosamente dessa vez não é jeans, mas ainda assim) e sapatilha! Essa blusa minha estava estragadinha e eu fiquei um tempão sem usar, mas agora isso está resolvido, felizmente porque eu a amo! E como é dos Beatles coloquei a sapatilha da bandeira do Reino Unido junto pra combinar, que agora se tornou oficialmente meu par de sapatos favoritos porque na mudança doei meus Dorothy Shoes (triste, pessoal, muito triste)… A blusa de frio é basicona também e meio sem pensar, só porque os últimos dias foram menos quentes em Belo Horizonte, e ainda bem porque eu não suporto calor!!
O batom é o Vermeluz, da Quem Disse, Berenice?, ganhei de aniversário e tô amando!

Descrição das peças no Lookbook!

Não sei se é por causa das hashtags ou se por algum outro motivo qualquer, mas nos últimos tempos tem rolado uma interação de pessoas no meu LookBook que tenho achado legal, então comecei a ficar brincando de fuçar o pessoal também, quem tiver conta lá me passa o link pra eu seguir!

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Top 5: Os melhores riffs/solos de guitarra:

Em 13.07.2015   Arquivado em Memes e Tags, Música

If I could fly... [2/2]

Eu sou uma eterna apaixonada pelo som da percussão. Não sei se por influencias externas, se eu já seria assim de qualquer jeito ou se um pouco dos dois, mas simplesmente amo e é no que mais presto atenção numa música, até na Orquestra Filarmônica que fui ver outro dia era o que eu mais gostava, apesar de não ser o foco. Apesar disso eu sinto que se fosse tocar algum instrumento seria guitarra (vai entender) porque tenho muitos ídolos que o fazem e, sendo assim, quando o Rotaroots propôs essa Blogagem Coletiva em comemoração ao Dia Internacional do Rock eu decidi mudar um pouco e resolvi mostrar um Top 5 de músicas que não são nada sem o som da guitarra na minha humilde opinião, e não digo só nos solos mas também em toda sua duração!!
Então aumentem um pouco o volume da caixinha de som porque hoje DEFINITIVAMENTE é dia de rock, bebê!

01) Wish You Were Here – Pink Floyd


Praaaa vaaariaaaar, né? Como eu já disse aqui essa música é MUITO importante para mim, não só por ser boa, ótima e maravilhosa, mas também por motivos pessoais que (eu espero) vocês vão saber em breve.
Gente, fecha os olhos e foca nessa guitarra, do início ao fim. É FANTÁSTICA! Essa música não tem um defeito, é toda perfeita em todos os aspectos, mas sem a guitarra quase morre. Olha essa introdução, olha esse final, olha esse tudo. Definitivamente uma música sem a qual não quero viver sem!
Outra ótima do Pink Floyd: Comfortably Numb (que é de chorar rios).

02) Something – The Beatles


O que eu acho mais maravilhoso nas músicas de George Harrison é que quando você canta nunca é só a letra, o som da guitarra também precisa de dito em voz alta! E Something é a maior prova disso, tanto que quando os amigos dele vão tocar (alô, Paul McCartney!) sempre rola um “Tchuru-ruru-ruru”, é muito incrível. Sem contar que a música é linda e é a segunda mais regravada dos Beatles, só perde pra “Yesterday”!
Outra ótima do George Harrison nos Beatles: While My Guitar Gently Weeps.

03) Since I`ve Been Loving You – Led Zeppelin


Não podia faltar Led Zeppelin aqui por motivos de: Jimmy Page! E eu nem vou falar mais nada porque não precisa e porque não dá pra falar, só ouvindo pra sentir!
(Apesar de que a bateria dela também é muito boa, socorro…)
Outra ótima de Led Zeppelin: Stairway to Heaven.

04) Gimme! Gimme! Gimme! – Yngwie Malmsteen


Tá, tá, tá, a gente sabe que a música originalmente é do ABBA (que vocês sabem que eu amo), mas eu amo as versões metalzinhas das músicas deles (sobre as quais já falei também) e essa é minha favorita, acho, porque esse cara é foda. Me desculpem pela expressão, mas é. E acho que foi essa versão dessa música que me fez ter uma vontadezinha que ainda cultivo de tocar guitarra, viu!
Outro cover ótimo de Yngwie Malmsteen: Beat It, do Michael Jackson, que é outra de solo incrível!

05) Smooth – Santana


Uma coisa engraçada sobre essa música é que eu a conheci quando tava no início da pré-adolescência ouvindo um CD de Sandy & Júnior, dá pra acreditar? E foi quando me apaixonei completamente por ela e continuei apaixonada até crescer mais um pouquinho e ouvir a versão do Santana que me provou que ela podia ser melhor ainda do que eu achava. Amo!

Agora quero saber duas coisas: 01) Qual dessas músicas citadas colocariam na lista de vocês e 02) Qual eu não citei e seria a número 1 no Top 5 de vocês, dessas que a gente dedilha na barriga fingindo que tá tocando! E feliz dia do rock!!

O tema desse post foi o Especial proposto esse mês do Rotaroots. Para ficar por dentro dos temas é só entrar no Grupo do Facebook!

Minha Vida em 10 Músicas

Em 16.02.2015   Arquivado em Memes e Tags, Música

A Renatinha me indicou pra essa tag lindeza e tô achando delícia porque tem muito tempo que não falo de música aqui no blog… Bem, ela meio que dispensa explicações, então here we go:

01) Uma música que lembre um momento bom: O Meu Mundo Ficaria Completo (Com Você) – Nando Reis – Não só um momento bom, essa aí me lembra toda uma época boa! Foi difícil decidir o que colocar nessa primeira questão (foi a última que respondi), mas fechei os olhos e de repente essa resposta “pulou” da minha cabeça, me parece mais do que certo, então!

02) Uma música que defina sua vida: Tiny Dancer – Elton John – Eu acho essa música gracinha DEMAIS e gosto de pensar que ela define alguns aspectos da minha vida… Sei lá, me identifico, fazer o que? Além do mais é Elton John, e Elton John é vida!

03) Uma música que te faz dançar na balada: Dance, Little Lady, Dance! – Tina Charles – Eu sei que é uma música que nunca vai tocar em balada nenhuma (a não ser que eu crie a playlist), mas ela é ótima, super dançante, super delícia, queria dançar isso todo dia e para sempre!

04) Uma música que foi tema de um relacionamento: You Make Me Feel Brand New – Simply Red – Não que seja ‘o tema” propriamente dito, mas acho super válido usá-la, sempre!

05) Uma música que sempre te faz chorar: Rocket Man – Elton John – Eu já fui em dois shows do meu ídolo-mor e o primeiro, em 2009, foi da turnê “Rocket Man”, então meio que virou um lembrete eterno daquela que, até então, foi a melhor noite da minha vida – e só perdeu pro segundo show que fui em 2013 – então é lagriminha de emoção e saudades na certa, sempre! Vou usar esse vídeo do One Night Only porque é meu show favorito dele forever…

06) Uma música que seria toque do celular: Call me, Beep me (If You Wanna Reach Me) – Christy Carlson Romano – Sim, é a música de abertura da Kim Possible, meu desenho favorito ever. Mas não, eu não usaria a música toda de toque. Na verdade o que eu USO para toque de mensagens é o toque do Kimmunicator da Kim e ele toca várias vezes na música, então roubei e coloquei ela!

07) Uma música que você gostaria de tatuar: The End – The Beatles – Na verdade eu não tatuaria música nenhuma, acho, só existem duas tatuagens que faria e farei na vida e nenhuma delas se encaixa nessa categoria. Mas enfim, pensei aqui e se fosse tatuar alguma frase grande com certeza seria “And in the end the love you take is equal do the love you make.” (Não é atoa que tá escrito na lateral do meu Destrua Este Diário.)

08) Uma música que te deixa com vontade de ficar com alguém: My Love – Paul McCartney – Não sei o que vocês chamam de “ficar com alguém”, mas vou colocar como “estar com alguém”, ok? Ok!Então, sendo assim, fiquem com uma das músicas mais lindas do mundo *o*

09) Uma música que você está viciada agora: You’ll Be In My Heart – Phil Collins – Desde que ouvi ela no rádio no meio do ano passado meio que acidentalmente estou apaixonada! Ganhei Tarzan de natal da minha irmã, aí então que eu viciei mesmo, se toca no iPod eu preciso ouvir umas três vezes seguidas antes de passar adiante!

10) Uma música que faz as pessoas lembrarem de você: Dancing Queen – ABBA – Eu ia colocar essa na música que me faz dançar, mas acabei descendo aqui pro final porque é minha música FAVORITA e todas as pessoas que me conhecem mais ou menos bem sabem disso, então sempre lembram de mim. Eu tenho várias histórias bonitinhas com essa música, se for contar todas dá um post inteiro! Amo tanto que ela se encaixaria nos itens 1, 2, 3, 6 e 7 dessa tag também!

Não sei quantas pessoas tenho que indicar, mas quero que faça Lili, Poly, Beca e Thami! E algum de vocês, indicados ou não, já fez ou fizer me manda o link, hein!

LISTENING TO: The Beatles

Em 18.10.2013   Arquivado em Música

Na tag “Listening To” posto sobre bandas/artistas que gosto, mas isso não significa que vocês não possam dar sugestões!! Escolhe uma dessas daqui e pode ser que ela apareça da próxima vez!!

* Mais um dos “Greatest Moments” da “Greatest Tag” aqui do blog, porque vou falar da banda que mais gosto nessa minha vida. E olha que eu gosto de muuuita coisa, musicalmente falando.
Os Beatles eram compostos, basicamente, de quatro nomes que até hoje ecoam no mundo da música como os integrantes da maior banda de todos os tempos:: John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr. Ou quem sabe Paul McCartney-George Harrison, Ringo Starr e John Lennon, na minha ordem de preferência. Tanto faz. O que importa é que esses foram os 10 anos mais gratificantes da história da música MUNDIAL. E é por isso que eu gosto tanto de escrever sobre esse assunto por aqui: porque sempre tem muito mais o que falar, mas que fica guardado pra mim em forma de sentimento. Eu posso dizer para todos que não sei como isso começou, acho que já nasceu comigo, mas a verdade é que eu amo esses “meninos”. MESMO.
Mas chega de manifestação de afeto e vamos pra história propriamente dita, e vou tentar fazer um resumão bem geralzão se não ficaremos aqui até amanhã.
– A história da banda é bem comprida, mas simplificando tudo podemos dizer que começou com uma banda anterior, “The Quarrymen”, que evoluiu para essa que todos nós conhecemos ainda hoje aos poucos. Os Beatles mesmo começaram a usar esse nome em 1960 e é a partir daí que se leva em consideração a história deles em atividade. Além de Lennon, McCartney (que, até então, tocava basicamente guitarra na banda) e Harrison eles contavam com um baixista, Stuart Sutcliffe, que ficou um ano só e foi “substituído” pelo Paul na função; e um baterista, Pete Best, que os abandonou em 1962 e foi substituído por Ringo Starr sob diversos protestos dos fãs. E foi assim que se formou o nosso tão querido “Fab Four” que arrastou multidões por todo o mundo. A “Beatlemania”, como é conhecia, varreu o mundo e eles conquistavam fãs tão histéricas que era impossível ouvir a banda durante os shows de tão altos que eram os gritos. Acho que nunca existiu nada igual na história da música ou de qualquer tipo de arte, o amor das fãs era tanto que John Lennon tinha que esconder sua primeira esposa do público para que as garotas não soubessem que ele era casado.

* De 1960 a 1970 os meninos se tornaram adultos, se casaram, tiveram filhos e continuaram tocando. A chegada dos Beatles nos Estados Unidos em 1964 é citada com um grande acontecimento do século XX e isso só serviu pra aumentar a popularidade da banda. Nesse mesmo ano saiu o primeiro filme deles, “A Hard Day’s Night” (que no Brasil tem o nome horroroso de “Os Reis do Iê-iê-iê”) e passaram a fazer shows em outros países da Europa, América do Norte e Oceania. Acho que foi provavelmente o auge da banda, porque nos dois anos seguintes tiveram seus baixos: a declaração de John Lennon de que eram mais populares que Jesus Cristo, por exemplo, causou uma grande revolta. Mas nada marcou tanto a nova fase “madura” da banda do que a decisão de não fazer mais shows, já que eles saíam dos mesmos frustrados por não conseguir sequer ouvir o que estavam tocando, fazendo com que a partir de 66 eles apenas lançavam novos álbuns e singles.
Ninguém sabe exatamente o motivo “real” do fim da banda, mas na minha opinião foi o conjunto das coisas. A presença da Yoko que realmente incomodava todos os integrantes (segundo George Martin ela não se separava do John nem quando ele estava no estúdio ou mesmo no banheiro masculino), a vontade do George de ter mais destaque como compositor, a situação empresarial da banda, o início da carreira solo de cada um deles… O que se sabe é que em 1969 eles fizeram sua última apresentação no telhado da Apple Corps e no ano foi apresentado o documento para a dissolução da banda.

* Dizem que eles ainda não se bicam (ou pelo menos os que estão vivos, que são Paul e Ringo), que John Lennon fez músicas pra atacar o Paul depois. Outros dizem que, como o tempo, a banda até voltaria a tocar junta se John Lennon não tivesse sido assassinado, e alguns deles chegaram a ser encontrar novamente em estúdios e nos palcos depois disso. Quem está certo e quem está errado não importa nessa história. O que importam são os cinco filmes, 13 álbuns em estúdios, inúmeras músicas e a GIGANTESCA influência popular nos Beatles nos sáculos XX e XXI. Você pode não ser fã da banda, mas com certeza gosta de alguma música deles nem que seja em cover. E quem nunca salvou no computador uma imagem de seus personagens favoritos “fantasiados” de Beatles, como Os Simpsons atravessando a Abbey Road. E por fim, mas não menos importante: sempre tem alguma música dos Beatles em algum musical famoso que usam canções de artistas variados, né? Eles até já ganharam um musical só com músicas deles, o “Across The Universe”, que é um dos filmes mais lindos que já vi na vida…

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