Wishlist 3×3: Tatuagens!

Em 27.05.2018   Arquivado em Cotidiano

Quando alguém te falar que é só fazer a primeira tatuagem que você vai ficar viciado, querendo “riscar” o corpo inteiro, acredite! Até ano passado eu tinha três ideias que queria fazer, mas depois que comecei a lista foi só crescendo, crescendo e agora está aqui, em forma de Wishlist! Mas se parar pra pensar é um investimento que super vale a pena, pois vai durar LITERALMENTE sua vida inteira. Sendo assim cá estou, cheia de ideias que não vejo a hora de enviar pra Larissa, minha tatuadora, pra juntar tornarmos tudo isso realidade.

Leia também: Minhas primeiras tatuagens, o relato de quando fiz um elefante no pulso em homenagem ao meu livro e a última frase de “Harry Potter” na costela!

As imagens que selecionei não são exatamente um “spoiler”, já que têm estilos diferentes do meu e a maioria localizada em partes do corpo que não batem com o que quero… Foi só pra ilustrar mesmo! Não gosto muito dessa vibe de “copiar” o desenho, e também perde um pouco a graça já sair entregando de mão beijada, né, cá entre nós…

Wishlist 3x3: Tatuagens!

01) Pomba com margarida no bico (foto via TattoosKid): Essa tatuagem tem muito significado e é, dessa lista, a que mais quero fazer. É também a maior entre as que pretendo ter, por enquanto, e talvez a única levemente colorida. É uma pomba no lado esquerdo das costas, o símbolo de Afrodite, deusa grega do amor e da beleza. No bico ela vai estar carregando uma margarida, minha flor favorita, em referência à minha querida vovó Daisy. É, pois é, podem aguardar um texto mega emotivo postado por aqui quando ela sair do projeto e vier pra pele. E espero que não demore, porque é a próxima!

02) Caranguejo (foto por Mac Fineline Tattoo): Eu sou do signo de câncer e uma canceriana quase estereotipada: chorona, dramática, romântica, meio caseira e apegadíssima. Só não sou rancorosa, mas mesmo perdoando minha memória é boa demais pra me deixar esquecer das coisas… Então nada mais justo que um caranguejo bem fofinho aqui nesse corpinho. Eu queria fazê-lo ao lado do peito esquerdo, bem escondidinho, mas o local exato meeesmo a gente meio que decide na hora, sei lá!

03) Gatinha preta (foto via Pierce Me Up): Ok, ok, não é uma gatinha preta qualquer. A ideia é tatuar a Arwen, minha gatinha! Porque ela é a coisinha mais importante da minha vida, né? Achei várias sombras de gatinhos legais, mas nenhum deles é ela, ainda que seja tudo muito parecido… Ainda não decidi como vou fazer, mas queria muito que o “biquinho” fosse bem fiel, porque acho essa junção de boca e focinho a parte mais linda da minha filha felina!

04) GRL PWR (foto por Camila Biasi): Que na verdade é a mesma da anterior, vindo abaixo da gatinha. Aqui na lista tá separado só porque eu precisava preencher os nove itens. Quanto a ela não tem muito segredo, só as letras em uma fonte com serifa não muito certinha, eu adoro um pouco de imperfeição.

05) “Hello, hello!” (foto por philhoyt): Meu “bordão” do canal já virou uma frase de efeito entre vários amigos e conhecidos! A galera não diz “Oi, Luly” ou “Bom dia, Luly” e sim “Hello, hello, Luly!”, então é porque é relevante! E eu tirei ele de duas músicas que amo, uma do Elton John e outra dos Beatles, então seria um momentinho musical eternizado por aqui. Pode ser que faça nas costas, do lado direito bem perto do ombro, pra ser simpática até com quem está atrás, hihihihi.

06) Caneta pena (foto via Style & Design): Essa pena viria junto com o “Hello hello”, meio que “escrevendo”, mas não estava me agradando então desisti… Porque a outra é digital, sabe, e essa manual. Eu AMO canetas tinteiro, até contei aqui a história de como ganhei a minha, mas esteticamente elas são muito “duras” pra tatuar. Então substituí por uma pena, que é leve, dá pra adicionar movimento e transmite a mesma ideia do escrever, que é a coisa que eu mais gosto de fazer.

07) Coraçãozinho (foto via Pairodice tattoos): Bem pequenininho, no ombro, ou mais perto da clavícula… Sei lá! Só sei que quero, pela primeira vez sem tanto significado, mas num importa, é bonitinho e tal.

08) Coração de flores (foto por Sey8n): Eu contei no meu relato sobre as duas tatuagens que já fiz, essa foi a primeira que quis na vida: um desenho que tinha na folha de tattoos que veio num caderno, só porque eu amava o coração de estrelas que minha prima-modelo-de-vida tinha. Ia até fazer abaixo da cintura, que nem ela. Logicamente fui desistindo com o tempo, era feia demais, mas agora mais adultinha eu penso em retomar isso, de forma bonita e bem planejada. Talvez até com margaridas! Pra celebrar a pessoa que eu fui, sabe? Só não faria no mesmo lugar de antes porque gosto muito da minha cintura e não quero “mexer” por ali. Sei que parece que não faz sentido, mas é que tatuar locais do corpo que me incomodam tem me feito passar a gostar deles, então vamos continuar nessa vibe, quanto mais auto estima melhor!

09) Um laço? Talvez… Não sei! (foto via Muito Chique): Porque eu só tenho 8 desejadas no momento e não queria deixar o último quadradinho vazio, oras! Acho que seria legal ter um lacinho em algum lugar, quem sabe cor-de-rosa, só porque eu gosto de laços e rosa mesmo. Ou uma boquinha de batom vermelho? Nhé, essa ideia não gosto tanto… Veremos!

Psiu! Prestenção!

As fotos usadas nesse mosaico foram tiradas de vários sites diferentes em maio de 2018 e todos eles foram sinalizados ao longo do texto. Se você é o autor de qualquer uma e não gostaria de vê-la aqui, por favor, me avise para que eu possa trocar! Tentei ao máximo encontrar a fonte original de cada uma, mas infelizmente em alguns casos não deu…

Minhas primeiras tatuagens!

Em 18.01.2018   Arquivado em Cotidiano, Vídeos

Mesmo tendo sido, durante boa parte de sua duração, um ano relativamente ruim pra mim, 2017 fechou com chave de ouro… No dia 30 de dezembro, bem ali aos 40 minutos do segundo tempo, eu e minha irmã fizemos nossas primeiras tatuagens! Bem, na verdade, verdade mesmo era pra eu ter dito “primeira”, no singular, mas a história acabou sendo um pouquinho diferente do planejado. porém estou me precipitando… Quero começar isso do início!

Minhas Primeiras Tatuagens

Nossas “filhas”: a coruja no alto da coluna da Daninha, meu elefante no pulso e “All Was Well” na costela!

Psiu! Prestenção! Todo o conteúdo desse post está em forma de “fala” no vídeo que está incorporado ao final dele. Sendo assim se você prefere ler, foca aqui no textão, porque ficou bem comprido, mas se está mais na vibe de ouvir é só apertar o play! Dá no mesmo! E se gosta de vídeos, vlogs e conteúdos assim no geral não se esqueça de se inscrever no meu canal do YouTube, tá tendo novidades duas vezes por semana!

Eu SEMPRE fui uma pessoa que gostou de tatuagens! Acho que não tinha nem dez anos de idade ainda quando minha prima Livinha chegou na casa da vovó com um coração feito de estrelas tatuado na parte de trás da cintura. Eu fiquei APAIXONADA! Ao mesmo tempo que me chocou em saber que era pra sempre – diferente das tattoos de chiclete do Digimon que eu vivia fazendo – aquilo me encantou completamente. Anos mais tarde, quando entrei no primeiro ano do ensino médio, eu ganhei um caderno da Capricho de capa jeans pelo qual era apaixonada (tanto que foi o que me inspirou a, agora depois de adulta, vender meus próprios cadernos no Expresso Rosa). E adivinha o que vinha nele, antes mesmo da primeira página? Uma folha de tatuagens temporárias! Entre elas um coração cuja linha era formada de flores, e não estrelinhas… E eu guardei ele com muito carinho porque decidi que, assim que pudesse, essa seria minha tatuagem!

A verdade é que aquilo não passava de “fogo no rabo”, sabe? Uma pessoa que sempre foi inspiração pra mim tinha uma que eu achava linda, então era natural que quisesse fazer igual sem copiar. Além disso lá em casa não rolava problemas com isso: minha mãe já tinha uma e meu pai às vezes planejava também. NUNCA foi tabu! Só minha irmã era aversa à ideia, mas criança é criança, nem tem como ligar muito pra isso. Mas não existia sentimento real entre aquele coração e eu… Apesar de que hoje, tendo essa história se tornado simbólica, acho que eu faria sim algo parecido em homenagem à adolescente que fui…

Em 2007, aos 17 anos, eu li “Harry Potter e as Relíquias da Morte” assim que foi lançado em inglês. Quando terminei fiquei com aquela última frase do último livro na cabeça, “All Was Well”: Tudo estava bem! Uma frase positiva, representativa, cheia de emoção! Era oficial, aquela SIM seria minha primeira tatuagem! Primeiro quis fazer na cintura, onde seria a outra, depois no pulso… Por fim decidi que a tatuaria na costela, ignorando todo mundo que dizia que eu jamais aguentaria essa dor de cara. Essa decisão me acompanhou por anos, só não fiz porque faltava a coragem de gastar a grana com isso (é, eu sou meio pão dura)… Até que, recentemente, eu comecei a repensá-la.

Eu não queria mais uma tatuagem “de Harry Potter” porque estava – e ainda estou – cansada! Não da história em si, por ela sempre vou ter muito carinho, mas bem cansada do fato de que as pessoas só pensam nisso quando pensam em mim, sabe? Como se o mais importante fosse uma única coisa que gosto, e não todas as outras que sou! Cansada das decepções que estou tendo com o “mundo mágico”, chateada que terei que boicotar algo que amo tanto por causa de princípios que não consigo mais ignorar. Estou até um pouco cansada também da ficção de forma geral, porque a vida real nos traz tantos problemas, reflexões e lutas diárias que acabo priorizando ela, é inevitável. E ao mesmo tempo já existiam outras imagens que queria tatuar: uma pomba nas costas, um GRL PWR na canela, outras coisinhas que me representam bem e… Um elefante no pulso!

Minhas Primeiras Tatuagens

Eu sou LOUCA por elefantes! Eles são sensíveis, dramáticos, empáticos, sociáveis e têm boa memória – me identifico muito com tudo isso! Além do mais é uma sociedade matriarcal, ou seja: na manada a alfa é fêmea! Impossível não admirar, né? Sem contar o tamanho! Por causa disso esses animais são muito relevantes no primeiro livro que escrevi (e sigo tentando publicar): Wish You Were Here! Tem um ilustrado na capa e duas cenas MUITO importantes no enredo acontecem na presença deles. Eu queria que a história da minha querida Marie ficasse gravada pra sempre no pulso que a escreveu, do lado esquerdo, o pulso do coração!

Quando comecei a pesquisar imagens de pombas, mostrei várias corujas pra Daninha, até que ela foi de “Sou contra” a “Quero muito!” quando viu uma representando o dracma de Atena. No fim do ano decidiu de vez que faria, juntou o dinheiro e veio me avisar: se eu estava esperando um surto de coragem, era aquele! E aí falei pra ela orçar junto meu elefantinho. A primeira moça com a qual conversou foi um pouco grossa, então pedi no meu Facebook indicação de tatuadoras e recebi várias! Eu queria uma mulher porque sou ansiosa, tinha medo de ter uma crise em pleno estúdio, então melhor um profissional do gênero com o qual me sinto mais confortável. Além disso nós precisamos valorizar o trabalho feminino, ainda mais em áreas onde existe tanto preconceito quanto essa.

Foi a Pati, nossa melhor amiga, que nos indicou a Larissa “Louise Tattoo”. Me apaixonei pelo traço, orcei via Whatsapp e ela foi atenciosa, gentil e tinha um preço legal. Fomos! Chegando lá ela me mostrou o desenho do elefante, MUITO MAIS BONITO que o que mandei pra ela só pra explicar o que queria. Pegou a agulha, botou no pulso e a surpresa: não passava de uma cosquinha! Sério, não senti dor nenhuma! E aí conversa vai, conversa vem, fui contando as outras que queria fazer e mencionei aquela “de HP”. Ela disse que se fizesse essa no dia, como o material era o mesmo, saía baratinha. Me mostrou uma lista de fontes e escolhi de cara segunda. Olhei outras dez páginas e continuava preferindo aquela. Era um sinal, né? Levantei a blusa, deitei na maca e foi!

Minhas Primeiras Tatuagens

A dor foi bem menor do que pensei. Como é uma região que a gente precisa prender a respiração enquanto é gravada, ainda mais num traço tão fino, o foco era esse e não a agulha. Só um momento no penúltimo “l” que não deu pra segurar, soltei um gemidinho e a Larissa teve que concertar a voltinha por causa disso, já que fiz ela errar. Mas no geral nada do terror que tinham feito pra mim. Não sei se é porque ela fica escondidinha, pra mostrar só quando e pra quem eu quero, ou se é porque foi inesperada, fiquei MUITO encantada pelo segunda também. E nessa altura tinha motivos pessoaias para querê-la, além do original…

Fiquei MUITO doente ano passado e emagreci um bocado. Por causa da ansiedade eu não conseguia comer e, sinceramente, acho que chegou num princípio de anorexia. Teve uma noite que quase desmaiei na cozinha, só tinha feito uma pequena refeição o dia todo, e um dia quando percebi que minhas costelas estavam aparecendo sem precisar fazer muito esforço e desatei a chorar. Foi aí que passei a detestar essa e várias partes do meu corpo onde haviam outros ossos proeminentes, como pulso e clavícula. Mas depois dessa tatuagem passei a AMAR o local onde ela está! Não tô nem aí pra isso mais – usei um Blur do Photoshop na hora de publicar nessas fotos e tudo bem. Além disso essa é a uma frase que sempre repito em momentos de crise. Já consegui superar várias delas apenas dizendo pra mim mesma que está e vai ficar tudo bem, quando os surtos são baseados no presente e futuro. Também já repeti que TUDO ESTAVA BEM quando foram relativos ao passado.

Não foi só pelo Harry, apesar de que um pouquinho, sim. Foi e continua sendo por mim! Meu muito obrigada à Larissa que, de cara, se tornou “minha tatuadora”. Mal posso esperar pra $$poder$$ fazer as outras, bem… CINCO que ainda quero!