A não dita tradição

Em 15.02.2016   Arquivado em Escrevendo

Era pra ter vídeo hoje, mas nessa vida nem tudo o que a gente planeja acontece, então ficaremos apenas com palavras por enquanto, que são mais do que o suficiente.

Meu pai tinha uma caneta tinteiro. Meu avô e bisavô também tinham antes dele, todas eram Parker e ficavam na gaveta do armário da minha casa. Eu amava aquelas canetas. Não sabia se podia, mas sempre que achava uma delas (provavelmente a do meu pai, que é mais nova) usava até acabar a tinta. Ele sabia disso. Se a caneta não estava onde deveria já sabia que estava comigo. Uma vez ele teve que sair pra comprar tinta e me levou junto, porque sabia que eu ia gostar. Inclusive fui eu quem indicou uma loja onde ele provavelmente acharia essa tinta, e foi onde achou mesmo.

No natal de 2007 eu tinha acabado de passar no meu primeiro vestibular, ainda estava prestando outros, e era o primeiro desde que ele já não morava mais com a gente. Ele foi a uma loja comprar nossos presentes, pensando em dar algo realmente significativo que simbolizasse que sua filha de 17 anos estava dando o primeiro passo para virar adulta, e então resolveu seguir essa não dita tradição de família. Entrou na mesma super papelaria onde um dia eu havia indicado que ele encontraria tinta para escolher MINHA Parker, mas enquanto a moça o atendia ele viu uma linha de outra marca, Sheaffer, que estava no balcão. Apontou para uma delas, “É aquela ali que ela vai querer”.

Eu abri o pacote sem nem imaginar o que era, mas entendi no momento que abri a caixa dourada: minha primeira caneta tinteiro. E mesmo se não tivesse sido entregue a mim diretamente eu sabia que era minha. A estrutura de metal era simples, com os detalhes prateados, o nome da marca gravado na alça da tampa. E ela era cor de rosa. Nem muito claro, nem muito escuro: era rosa e ponto! “Tive que comprar essa, é a primeira caneta tinteiro ‘patty’ do mundo!”, foram as exatas palavras que ouvi dele quando peguei nela pela primeira vez. Abri e a pena também era prateada, limpinha, esperando ansiosamente para ser usada pela primeira vez.

Ela estava comigo quando assinei minha primeira lista de chamada dois meses depois. E meu primeiro cheque, o verso do meu primeiro cartão de banco, incontáveis anotações em sala de aula nos cinco anos que passei na UFMG. Eu era a garotinha que andava com um potinho de tinta azul na mochila, tendo que parar de escrever no meio da aula para reabastecer e chamando atenção do colega mais próximo. “Que elegante essa menina!” E quando as aulas práticas começaram e eu tinha que usar jaleco lá estava ela no meu bolso, em todos os momentos. Podia ser que nem fosse necessária, mas estava ali, e ainda está, seja no porta canetas em cima da estante ou dentro de qualquer bolsa ou mochila que eu esteja usando, meu eterno material favorito na hora de escrever, mais querida até que o teclado que é o que eu uso, hoje, para transformar qualquer ideia que tenho em palavras…

Creative Writing Prompts 01

Esse post foi inspirado na ideia #01 proposta pelo Creative Writing Prompts, que oferece mais de trezentas ideias legais para desenvolver sua escrita criativa. É o entre os 25 que me propus a escrever até outubro de 2018!

Feliz natal, pessoal!!

Em 26.12.2007   Arquivado em Cotidiano

*

* E eu vou fingir que não fiquei chateada de não ter postado ontem que vocês fingem que não tô desejando isso um dia depois da data!! Mas, tudo bem…
Como foi o natal de vocês?? Feliz e feroz (nessa vida)?? Aqui foi tudo certinho, na casa da vovó com primos e tios e vovó e vovô e sistah e mamãe e… éééééé!!! Muitos presentes, papá mais gostoso do mundo (jura que teve peru?? Eu tava com medo de sair bacalhoada), Tv com Shrek, telefone com Guguiiinho lindo!! Ontem fomos lá pra casa da tia Débora depois de almoçar com o daddy e aquele povo me ma-ta de rir, OMG!!
* Ganhei coisa felizes e minha Wish List de 2007 foi a mais riscada de toda a história do blog…
Foram dvds, roupas, agendas, espelhinho (da SISTAH), caneta “de designer”, creme pra pele, bolsa… uma caneta-tinteiro!! Ebaa!!
– Bom, daddy disse que chegou no Papel Picado querendo comprar uma Parker pra mim (se foi pra universidade tem que ganhar presente de adulto), mas na hora que ele viu tinha uma Sheaffer ROSA!! Segundo o própio, é a primeira caneta-tinteiro-patty que existe (que sina, até meu própio pai me chamando de patricinha). Ele tiiinha que me daaar. Ela é linda, tem até uma “capinha”, eu só num acertei ainda o lado pra escrever que a tinta pega melhor, mas isso é com o tempo…
– Além dela, o que merece destaque são os dvds… Meu amigo oculto (que eu ainda nãããão descobri quem é, mas acho que deve ter sido Bebeti OU Bibiti) me deu o “Elton John – The Greatest Hits One Night Only” lindooo³³³!! Elton Rules total!! Mamãe deu “Harry Potter e a Ordem da Fênix” com caderno e chaveiro e, por causa dos estudos, não assisti ainda. Já o Renato (que é namorado da minha mamãe, pra quem num sabe) me deu “O CORCUNDA DE NOTRE DAME”!! Caramba, meu maior sonho no mundo “dvd-rístico”. Tenho uma paixão inesplicável por ele desde que, no meu aniversário de 7 anos, meus pais me deram a fita de vídeo com o joguinho de computador (que eu até hoje não instalei nesse aqui, menina enrolada ¬¬). Fui dormir tardão ontem assistindo, sempre me emociono… Risadas, chorinhos, adoro!!
Logicamente, aí vai uma super-foto:

MY GIFTS

* Eu sei que podia escrever mais, falar de coisas felizes e instrutivas, patatí-patatá, mas esses dias eu tô naquela de “estude até morrer, sua vestibulanTa”, porque a 2ª Etapa da UFMG tááá chegando, né. Bom, não sei se volto esse ano (tomara). Qualquer coisa eu edito, amores!! =D Beijão, gente!! Luv Ya, bye! =*

I’m Still Standing – Elton John *-*

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