Os Oito Odiados

Em 23.08.2016   Arquivado em Filmes

Os Oito Odiados, via Filmow

Os Oito Odiados (The Hateful Eight) *****
Elenco: Bruce Dern, Demián Bichir, Jennifer Jason Leigh, Kurt Russell, Michael Madsen, Samuel L. Jackson, Tim Roth, Walton Goggins, Arnar Valur Halldórsson, Belinda Owino, Channing Tatum, Craig Stark, Dana Gourrier, Gene Jones, James Parks, Keith Jefferson, Lee Horsley, Quentin Tarantino, Zoë Bell
Direção: Quentin Tarantino
Gênero: Ação, Faroeste, Drama
Duração: 167 min
Ano: 2015
Classificação: 18 anos
Sinopse: “Durante uma nevasca, o carrasco John Ruth (Kurt Russell) está transportando uma prisioneira, a famosa Daisy Domergue (Jennifer Jason Leigh), que ele espera trocar por grande quantia de dinheiro. No caminho, os viajantes aceitam transportar o caçador de recompensas Marquis Warren (Samuel L. Jackson), que está de olho em outro tesouro, e o xerife Chris Mannix (Walton Goggins), prestes a ser empossado em sua cidade. Como as condições climáticas pioram, eles buscam abrigo no Armazém da Minnie, onde quatro outros desconhecidos estão abrigados. Aos poucos, os oito viajantes no local começam a descobrir os segredos sangrentos uns dos outros, levando a um inevitável confronto entre eles.” (fonte – sinopse e pôster)

Comentários: A primeira coisa que SEMPRE precisamos dizer nesse caso é que não tem como você ir assistir a um filme do Tarantino sem saber que se trata de um filme do Tarantino. Alguns podem até achar que isso os torna ruins, mas a verdade é o contrário: acho que assim fica mais fácil perceber a genialidade e a crítica por trás dessa carga de imoralidade, violência e do famoso politicamente incorreto. E se “Cães de Aluguel” é considerado um ótimo filme de estreia por já dar exemplos de todas as “Tarantinices”, cada uma no seu momento, “Os Oito Odiados” poderia ter sido deixado por último porque é uma EXPLOSÃO de todas elas, de forma que até quem já tá acostumado com o cara conseguiu se surpreender. Lembro que quando o compositor da trilha sonora Ennio Morricone, que inclusive ganhou o Oscar por ela (e foi LINDO, chorei horrores), disse que se se chocou com a violência do filme eu achei estranho porque isso não é segredo nenhum, mas fui entender o motivo agora porque eu sou meio fresca e houve um momento em que tive que dar uma pausa para não vomitar…

A história é dividida em capítulos, quase todos em ordem cronológica (o que já é uma surpresa), e gira em torno de oito personagens que, por causa de uma nevasca, acabam presos em um conhecido armazém da região, o que não poderia ser mais inoportuno pois é um grupo formado de caçadores de recompensas, criminosos e até membros ativos da Guerra Civil americana. Todos eles desconfiam uns dos outros, todos eles guardam segredos sangrentos, todos carregam armas de fogo e todos pretendem sair dali vivos e cumprir quaisquer que sejam seus objetivos nessa viagem. E é aí que tá a sacada do negócio: um filme de mais de duas horas e meia, que se passa praticamente inteiro em um cenário só, onde fica concentrado um grupo de atores MUITO BONS, a maioria já “de casa” nas obras do Taranta, com destaque pra “musa inspiradora” dele que é o Samuel L. Jackson, uma trilha sonora fantástica e, à medida que os minutos vão passando, cada vez mais fumacinhas de sangue e corpos espalhados pelo chão. Os personagens são todos realmente odiosos, você não gosta de nenhum e nem deve gostar, chega num ponto que não dá pra mais saber quem vai sair dali vivo e começa a suspeita de que, no fim, não vai ser ninguém.

Os primeiros 90 minutos são relativamente lentos, mas apresentam as histórias dos personagens e trazem MUITA CRÍTICA à sociedade da época, principalmente se tratando do preconceito racial, mas também aborda assuntos como o significado de “justiça” e até onde a legítima defesa é realmente tão “legítima”. A partir daí ele muda bastante, é como se o diretor guardasse o “melhor” para o final: aparece um narrador que antes não existia, que mostra para o expectador o que precisa ser mostrado, algumas cenas têm destaque forçado através de uma câmera lenta daquelas bem mal feitas, a coisa fica indigesta pra valer. É um filme classe “B”, como todos os outros, mas o objetivo é esse mesmo, tudo que está ali era pra ser daquela maneira e feito de um jeito que só uma pessoa consegue fazer. Sou suspeita, sou fã e admito, mas quando termina não tem como não ficar bizarramente encantado com o que você acabou de ver. Entre os sete filmes dele que já assisti (falta só “À Prova de Morte” agora), “Os Oito Odiados” ficou no meu ranking pessoal em 5º lugar e eu só não veria de novo sozinha por causa das cenas muito asquerosas que temos nos capítulos 4 e 6 com as quais acho que nunca vou me acostumar, mas se conseguir ignorá-las toparia numa boa acompanhar algum amigo afim de passar pela experiência. E agora que faltam só 2 pro cara “aposentar”, já que ele disse que vai parar no 10º, fico imaginando o que está por vir porque na categoria “estilo pessoal” esse tá difícil de ser superado!

Trailer:

BEDA2016

Star Wars – A Ameaça Fantasma 3D

Em 10.02.2012   Arquivado em Filmes

Eu nunca comentei realmente sobre Star Wars aqui no blog. Eu SEMPRE conheci a história e seus elementos principais, mas só fui assistir aos filmes ano passado e desde então sou fãzona. Agora com o lançamento dos filmes em 3D vou poder dar minha opinião não só sobre essa nova versão, mas também sobre o enredo de cada um deles em si!!

Star Wars - A Ameaça Fantasma Star Wars: Espisódio I – A Ameaça Fantasma (Star Wars – The Phantom Menace) *****
Elenco: Ewan McGregor, Ian McDiarmid, Liam Neeson, Jake Lloyd, Natalie Portman, Ray Park, Samuel L. Jackson, Frank Oz (Voz), Kenny Baker, Andrew Secombe, Peter Serafinowicz (Voz), Anthony Daniels, Lewis Macleod, Keira Knightley, Ahmed Best (Voz)
Direção: George Lucas
Gênero: Ficção Científica
Duração: 131min
Ano: 1999/2011
Sinopse: “Quando a maquiavélica Federação Comercial planeja invadir o pacífico planeta Naboo, o guerreiro Jedi Qui-Gon Jinn (Liam Neeson) e seu aprendiz Obi-Wan Kenobi (Ewan McGregor) embarcam em uma aventura para tentar salvar o planeta. Viajam com eles a jovem Rainha Amidala (Natalie Portman), que é visada pela Federação pois querem forçá-la a assinar um tratado que é para eles muito importante. Eles têm de viajar para os distantes planetas Tatooine e Coruscant em uma desesperada tentativa de salvar o mundo de Darth Sidious (Ian McDiarmid), o demoníaco líder da Federação que sempre surge em imagens tridimensionais (a ameaça fantasma). Durante a viagem Qui-Gon Jinn conhece um garoto de nove anos que deseja treiná-lo para ser tornar um Jedi, pois o menino tem todas as qualidades para isto. Mas o tempo revelará que nem sempre as coisas são o que aparentam.” (fonte)
Comentários: Ah, gente, que cara é essa?? Só porque o filme é o pior dos seis?? Mas é legal, vai!! Legal porque pra quem só viu os filmes começando da antiga triologia significa saber, FINALMENTE, “what the hell is a Jedi”. Porque a gente escuta na trilogia original falando de Jedi isso, Jedi aquilo, mas nunca vê Jedi em ação, não conhece os costumes deles. E é isso que eu gosto na nova trilogia, principalmente essa relação Padawan-Mestre que eu acho o máximo. E isso é colocado de forma liinda nessa filme na relação do Qui-Gon com meu personagem favorito da série, Obi-Wan. Ver Obi-Wan ali ainda de trancinhas, tendo que baixar a cabeça pra alguém como o Qui-Gon (que eu acho, de longe, o personagem mais imbecil da série), precisando de um impulso pra poder fazer as coisas e assumindo uma responsabilidade por fidelidade é lindo. E ponto final.
O problema do filme é que ele gasta muito tempo com pouca coisa. A Corrida de Pod, por exemplo, é legal, os sons são incríveis, muito importante, tá. Mas PÔ, reduz isso mais – porque era pra cena ser mais longa ainda!! Acaba uma rodada e ainda tem outra rodada e depois mais OUTRA rodada. Que saco, George Lucas!!
Uma coisa que acho bem legal, por sua vez, é apresentação dos personagens aos poucos. Eles mostram o personagem e aí de repente soltam o nome dele, e eu imagino quando o filme saiu no cinema originalmente e o pessoal ouviu “Obi-Wan”, “Anakin”, “Mestre Yoda”, “C-3PO” e “R2-D2″ a primeira vez, deve ter sido uma gritaria atrás da outra.
Sobre o 3D, num tem muito o que dizer, uma vez que um filme que não é em 3D não pode ter realmente muito efeito legal. É a mesma coisa, nada pulando da tela ou algo assim. Só profundidade. E profundidadezinha.
Ah, o Yoda foi modificado, como já era de se esperar, para personagem de CG. Mas num gostei não. Gosto dele nos episódios II e III, mas esse ficou com a cara esquisita, acho que eu até prefiro ele versão “muppet”… Não sei exatamente o que me incomodou, preciso ver denovo pra descobrir.
Melhores Cenas: “Anakin Skywalker, meet Obi-Wan Kenobi.” Lágrimas. Isso é lindo. Sem mais.
Mas como isso não é uma cena, é só uma frase, heheh… Vamos partir pras BATALHAS!! Porque o final tem aquele 4 em 1 que eu adoro. Você vê de um lado Anakin, aí muda pra Rainha Amidala e aí Jar Jar… E você acha tudo muito legal até aparecer uma luta de Sabre de Luz ali na sua frente. Amo. Super coreografada, super bem feita… Quando tá Darth Maul versus Qui-Gon eu fico torcendo pro lado Negro (justo eu, a pessoa mais “Lado Luminoso” que conheço), e aí quando Obi-Wan assume mudo de lado, claro, ele faz movimentos fantásticos pra combater duas lãminas com uma só, até arrepio.
Trailer: