A história que nunca irei escrever

Em 15.10.2016   Arquivado em Escrevendo

A história que nunca irei escrever

Eu já escrevi um livro inteiro, pedaços de um segundo e sempre continuarei escrevendo outros. Não sei dizer quantos e sequer dizer se todos, porque o que não me faltam são ideias e histórias aqui dentro da cabeça (e do coração), histórias de rir e de chorar que poderiam estar acontecendo agora mesmo enquanto vivemos nossa vida real ou, quem sabe, realmente estão. Muitas vezes eu exponho as situações que já imaginei que poderiam acontecer comigo, em outras acabo retratando exatamente o contrário, dou pra personagens o destino que não queria pra mim de jeito nenhum. Escrever pode ser um reflexo das várias ideias que temos de como seriam momentos perfeitos, aqueles que acabamos até decepcionando quando não sai tudo exatamente como o “planejado”. Só que a vida é uma caixinha de surpresas e por mais que soe improvável às vezes o universo resolve ser maravilhoso e fazer a realidade ainda melhor que a ficção.

É quando nem no fundo da sua imaginação mais fértil você consegue visualizar uma ou outra possibilidade tão linda assim até que, do nada, ela acontece, e quando acontece a gente não pode deixar passar, não pode temer, tem que ir fundo e aproveitar esse momento, senão acaba sentindo o pior tipo de arrependimento que existe: o de não ter feito, de não saber como foi desejar ser um expectador da sua própria vida só para assistir o que está acontecendo ali, não importa se dura dias, meses, anos… Não sentir o clima intenso quase palpável que os momentos extraordinários da vida têm, ou como sua respiração muda e pode ser ouvida à medida que a coisa de aproxima, não sentir o cheiro característico que está no ar e que fica marcado de forma que dá pra lembrar mesmo de longe, mesmo muito tempo depois. Não viver o mix de sensações maluco que envolve ansiedade, alegria, nervosismo, realização, surpresa, às vezes até amor… Não poder olhar no fundo dos olhos e ver como eles se transformam quando acompanhados de um sorriso, ou mesmo não admirar aquela imensidão de pintinhas que se tornam, ali dentro do coração, uma das melhores visões do mundo.

Não receber carinhos inesperados que arrepiam a pele e a alma.

Você é a história que eu nunca vou precisar escrever, simplesmente porque pude vivê-la ao vivo e com todas as cores possíveis, a história que me fez lembrar que a vida pode ser tão maravilhosa quanto a pessoa que a protagonizou junto comigo. E mesmo que às vezes eu sinta um aperto no peito de saudades de cada um desses segundos que foram ainda melhores do que pensei, logo volto a sorrir por a gente ter compartilhado tudo isso: um “enredo” que não me faz querer voltar atrás, nem por um momento sequer, porque foi além do esperado, foi ideal!

O Segredo de Brokeback Mountain

Em 19.08.2015   Arquivado em Leitura

Brokeback Mountain O Segredo de Brokeback Mountain (Brokeback Mountain) *****
Autor: Annie Proulx
Gênero: Romance, Drama
Ano: 2007
Número de páginas: 72p.
Editora: Intrínseca
Sinopse: “Annie Proulx escreveu um dos contos mais originais e inteligentes da literatura contemporânea, e, para muitos leitores e críticos, O Segredo de Brokeback Mountain é sua obra-prima. Ennis del Mar e Jack Twist, dois peões de fazenda, se encontram num verão quando estão trabalhando como ovelheiro e coordenador num pasto acima da alameda. A princípio, dividindo uma barraca isolada, a atração é natural, inevitável, mas algo mais profundo os arrebata naquele verão. Ambos dão duro, se casam e têm filhos, porque é isso que os vaqueiros fazem. Mas, ao longo de muitos anos e de frequentes separações, essa relação se torna a coisa mais importante de suas vidas, e eles fazem tudo que podem para preservá-la. Numa linguagem deslumbrante que nos fica na cabeça, Proulx conta a difícil e perigosa relação entre dois vaqueiros, que sobrevive a tudo, menos à intolerância violenta do mundo. “ (fonte)
Comentários: Acho que todas as pessoas existentes no planeta já ouviram falar de “Brokeback Mountain” por causa do filme, que conta com Heath Ledger (brilhante, como sempre) no papel de Ennis e Jake Gyllenhaal no papel de Jack. Eu, porém, não sabia nada sobre ele quando comprei o livro na Bienal do Rio de Janeiro em 2011, mas era aquela parte do estande da Editora Intrínseca que tem livros por preços ABUSIVOS DE BARATOS e era legal, com capa dura e tudo mais por meros QUATRO REAIS, então trouxe pra casa e fiquei com ele guardado até que, logo depois, assisti ao filme e achei ma-ra-vi-lho-so, mas quando fui ler o conto ele já tinha se perdido na minha bagunça e fui adiando. Agora com a mudança achei o bendito no alto do guarda-roupas e decidi ver se era tão bom quanto o que eu tinha assistido.
Obviamente dei 5 estrelas, a história é maravilhosa. Infelizmente a tradução é bem mais ou menos, mas dá pra superar isso porque é super curtinho, com letras e espaçamento grande, é desses que dá pra ler todo de uma vez só. Apesar de que, tenho que confessar, acho que prefiro o filme porque mostra vários pontos de vista e situações que o livro não pode, já que ele gira em torno do ponto de vista do Ennis, mas mesmo as coisas que o personagem não sabe mas que o leitor precisa saber são citadas, então isso não atrapalha realmente.
Mas a história, de um modo geral, é a mesma. Ennis del Mar e Jack Twist são dois vaqueiros que são contratados para trabalhar juntos na montanha Brokeback e, antes que eles mesmos possam perceber o que está acontecendo, acabam se relacionando um com o outro nesse verão. A princípio o que eles têm parece ser meramente sexual, já que eles negam terminantemente a homossexualidade, mas é só eles se separarem pela primeira vez que percebem que alguma coisa a mais acabou batendo ali e que o nasceu entre eles foi um sentimento de verdade. O tempo passa, os dois se casam e quando finalmente se reencontram não conseguem segurar o que existe entre eles, passando a ter um caso na surdina, uma vez que seria impossível assumir isso para as pessoas na época em que a história se passa, entre as décadas de 1960 e 80.
Acho INCRÍVEL a gente ler um livro desses hoje em dia onde as pessoas acham que “não existe homofobia mais”, mas que é óbvio que existe e está aí para destruir com a vida de pessoas diariamente, em vários sentidos. O preconceito no livro está presente nos próprios personagens, que alegam “não sou bicha” como se estivessem falando da pior maldição do mundo, e naqueles que os cercam e são absolutamente incapazes de entender aquilo, fazendo com que o amor entre eles se torne impossível de ser realmente vivido até, enfim, separar os dois. Em diversos sentidos. Agora aqui estamos, 30 ou 50 anos depois, e pessoas ainda sofrem, apanham e morrem por causa disso, por causa da falta de empatia de alguns que simplesmente não consegue entender o que deveria ser a coisa mais fácil de se entender na vida: o amor. Existem incontáveis “Jacks e Ennis”, tanto homens quanto mulheres, que são privados se ser feliz por causa da cabecinha fechada de algumas pessoas. Me desculpem o termo, mas “modernidade” my ass!
Então, sei que perdi o fio da meada aqui nessa “resenha”, mas é que acho importante ressaltar esse aspecto. Se você aí ainda não consegue entender como pode existir o sentimento entre dois homens (ou duas mulheres) e que isso vem de dentro e não de fora (“Quem diria, não é mesmo, dois cowboys gays?”) recomendo muito que faça essa leitura super rapidinha com o coração e a mente abertos para tentar aceitar e respeitar. Porque difícil de aceitar mesmo é o fato de que tantas pessoas que eu gosto e muitas outras mais que nem conheço estão fadados a passar por um pouco (ou tudo) do que se passa nesse livro por causa de uma coisa tão bonita, como é o amor! Prometo que a simples visão de dois homens juntos não vai sacudir todas as suas células e te “transformar em um deles”, tá? Assim como o contrário não acontece…

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Top 5: Músicas românticas mais lindas de todos os tempos!!

Em 27.05.2011   Arquivado em Música

Nem preciso falar, porque é só ler o blog um pouquinho, mas música é pra mim muito mais que “simplesmente música”. Eu não toco nada, eu não canto, mas adoro estudar sobre música, sobre minhas bandas, sobre minhas músicas. Aí em “parceria” com a Daninha resolvi montar um Top 5 das músicas românticas mais lindas de todos os tempos. Parceria porque montamos a lista juntas, e por esse motivo não farei as menções honrosas nesse post: passamos a discordar logo a partir da 6ª, hahaha. Então separem os lencinhos e vamos lá!

5º LUGAR – You Make Me Feel Brand New – Simply Red


“God bless you, you make me feel brand new, for God blessed me with you”

Eu preciso dizer que sei que a maioria acha essa música brega até a morte, e preciso dizer também que SEI que ela não é do Simply Red. Mas mesmo assim ela é LINDA demais. E eu tenho toda uma história com ela, porque em 2004 tocava na novela “Celebridade” e foi a música-tema da minha vida no início do que, na época, parecia um romancinho adolescente… Eu não sabia o que ainda está por vir, hahaha!

4º LUGAR – Can’t Help Falling In Love (With You) – Elvis Presley


“Take my hand, take my whole life too, for I can’t help falling in love with you”

Elvis não é o “Rei do Rock” atoa, né minha gente… Eu me encantei por essa música pela 1ª vez quando assisti a um DVD do Andrea Bottelli na minha prova de Cor do 3º período da faculdade e quando cheguei em casa corri pra ouvi-la um bilhão de vezes. Todo mundo da sala riu porque chorei assistindo, mas é que é de chorar, não tem como. Escolhi esse vídeo pra representa-la, mesmo com a música cortada, porque o Elvis tá lindo demais nele, confesso!

3º LUGAR – Something – The Beatles


“Somewhere in her smile she knows that I don’t need no other lover…”

Minha favorito do caçulinha do “Fab Four”, tanto com os Beatles quanto em carreira solo. Tenho que dizer que se eu fosse a Pattie não trocaria ele nem por um milhão de Erics Claptons!! George era fofo e ela inspirou essa que é a segunda música mais regravada não só da banda, mas de todos os tempos (atrás apenas de Yesterday). Na verdade ela era danada, inspirou várias músicas lindas entre um marido e outro. Tá aí no clipe pra todo mundo, incrível de bonito, pra quem não conhece a Pattie ver o quanto ela era linda demais… E no “Across The Universe” essa cena tão linda que dá até angústia. Jude, te amo, fala com sotaque inglês no meu ouvido!

2º LUGAR – My Love – Paul McCartney


“It’s understood, it’s everywhere with my love and my love does it good”

E o primeiro que falar que sir James Paul McCartney não amava a Linda apanha. Olha isso, gente, presta atenção NISSO. Como assim, uma música pode ser assim?? É absolutamente perfeita. Vai tocar no dia do meu casamento, ainda não sei em que momento da cerimônia, mas vai. Quero “Chandler & Monica Feelings” meeeesmo, e amo assistir esse episódio de FRIENDS só pra chorar mais um pouquinho com a situação. Eu ia colocar o vídeo “original”, mas ele cantando em São Paulo foi o que me fez apaixonar pra sempre pela música quando vi na Globo (queria estar lá), e o pessoal gritando “Linda!! Linda!!” na platéia não tem preço.

1º LUGAR – Your Song – Elton John


“I hope you dont mind that I put down in words how wonderful life is while you’re in the world!!”

Não precisa muito, o Elton diz tudo: this is YOUR song. É minha, é sua, é nossa, é de todos. Difícil achar esse vídeo da vozinha dele de falsete antes da cirurgia, mas achei mesmo que em baixa qualidade! É a música mais linda de todos os tempos, foi escrita em 1970 e a mais de 40 anos faz sucesso no mundo todo inspirando qualquer romance possível. Antes de ser fãzona do Elton eu já era fãzona de “Moulin Rouge”, meu filme favorito, por causa dessa música e nem o Ewan McGregor com aquela voz dele consegue estragar. Elton e Bernie, queridos, obrigada por ela e todas as outras! Ter ouvido isso ao vivo, ainda mais sendo dedicada ao Obama, completou meu dia 19 de janeiro de 2009, e foi o momento mais emocionante da minha vida!

Gugui… Esse post é especial pra dizer que tô com saudades!! hihihi

A Princesa e o Plebeu

Em 16.12.2010   Arquivado em Filmes

Agora eu tô de féééééééééérias e posso ver filmes e ler livros até estourar!! haha

romanholiday A Princesa e o Plebeu (Roman Holiday) *****
Elenco: Gregory Peck, Audrey Hepburn, Eddie Albert, Hartley Power, Harcourt Williams, Margaret Rawlings, Tullio Carminati, Paolo Carlini, Claudio Ermelli, Paola Borboni, Alfredo Rizzo, Laura Solari, Gorella Gori
Direção: William Wyller
Gênero: Romance
Duração: 119min
Ano: 1953
Sinopse: “Cansada de sua vida como nobre, a Princesa Ann troca seus deveres reais por uma aventura em Roma. Lá, conhece o correspondente americano Joe Bradley que a acompanha em sua estada na cidade fingindo não reconhecê-la. Para Bradley, Ann é nada mais do que uma boa matéria. Mas ele não planejava se apaixonar por ela e viver o romance de sua vida.”
Comentários: Antes de qualquer coisa eu quero falar da magia de um filme em preto e branco. Quando você assiste um pela primeira vez sente um leve incômodo, mas acho que a magia de filmes antigos é tão grande que logo você se acostuma. A primeira vez que assisti um foi Sr & Sra. Smith (não o Jolie-Pitty, é bem melhor que ele!!) e se fosse colorido perderia 50% da graça!!
Então é isso. metade do glamour do filme é o fato de ser em preto e branco e a outra metade é por conta de Audrey Hepburn!! Já no seu 1º papel protagonista ela é linda, talentosa, engraçada, divertida, tem um sorriso encantador e é humanamente IMPOSSÍVEL não se encantar por esse mulher.
A história em si é ótima. Não é clichê nem mesmo já levando em conta os filmes até hoje, é envolvente e inteligente. Cada vez mais eu descubro que não foi só a música que foi perdendo a qualidade ao longo das décadas: os filmes também. A gente não vê mais atores e histórias como existiam antes, e quando vê tem que aplaudir de pé (como é o caso de Juno, na minha opinião). Fica a dica pra quem quiser fazer a “jornada cult” nas férias!!
Melhores Cenas: A jornada dos dois por Roma é composta das melhores cenas do filme. Principalmente antes de eles se apaixonarem e ele enganando ela pra conseguir a matéria. Hilário!!

Comer, Rezar, Amar

Em 06.10.2010   Arquivado em Filmes

comerrezaramar Comer, Rezar, Amar (Eat, Pray, Love)
Elenco: Julia Roberts, I. Gusti Ayu Puspawati, Hadi Subiyanto, Billy Crudup, Viola Davis, A. Jay Radcliff, Mike O’Malley, James Franco, Ryan O’Nan, Gita Reddy, Mary Testa, Welker White, Tuva Novotny, Luca Argentero, Silvano Rossi, Giuseppe Gandini, Elena Arvigo, Andrea Di Stefano, Lidia Biondi, Emma Brunetti, Chiara Brunetti, Richard Jenkins, Sophie Thompson, Rushita Singh, Ritvik Tyagi, Javier Bardem
Direção: Ryan Murphy
Gênero: Drama/Romance
Duração: 133 min
Ano: 2010
Sinopse: “Liz Gilbert (Julia Roberts) tinha tudo o que uma mulher moderna deve sonhar em ter – um marido, uma casa, uma carreira bem-sucedida – ainda sim, como muitas outras pessoas, ela está perdida, confusa e em busca do que ela realmente deseja na vida. Recentemente divorciada e num momento decisivo, Gilbert said a zona de conforto, arriscando tudo para mudar sua vida, embarcando em uma jornada ao redor do mundo que se transforma em uma busca por auto-conhecimento. Em suas viagens, ela descobre o verdadeiro prazer da gastronomia na Itália; o poder da oração na Índia, e, finalmente e inesperadamente, a paz interior e equilíbrio de um verdadeiro amor em Bali. Baseado no best-seller autobiográfico de Elizabeth Gilbert, Comer, Rezar, Amar prova que existe mais de uma maneira de levar a vida e de viajar pelo mundo.”
Comentários: Lembra que falei do filme ruim e engraçado?? Agora é hora de falar do que é muito bom e triste… Porque é!! Eu não li o livro ainda, mas agora sei que VOU ler, preciso, porque estou encantada… A Julia Roberts é linda e foi cercada de coisas lindas durante o filme inteiro. Descobri o quanto quero conhecer a Itália agora!!
Mas mesmo lindo e ótimo, é triste, ou eu achei, porque rolou uma leve identificação com a Liz e ela é uma pessoa triste em quase todo o filme. Existem momentos específicos em que é muito fácil chorar e outros (menos) em que você ri pra compensar, mas acho que “coloca o dedo na ferida” de uma forma que as risadas não conseguem abafar o quanto você chorou.
Ah, a trilha sonora é linda!! Os cenários também!! E o figurino. Só o português dos “brasileiros” que não ficou lá grandes coisas. E, que eu saiba, não é comum no Brasil os pais beijarem os filhos na boca pra sempre. Que eu saiba.
Enfim, corram pro cinema, eu vou correr porque quero ver denovo!!

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