Depois de meses de espera, literalmente, nessa quarta feira finalmente tivemos Ringo Starr & his All Starr Band aqui no Chevrolet Hall e foi INCRÍVEL!!

Em julho anunciaram que o show aconteceria em diversas cidades do Brasil e quando vimos Belo Horizonte na lista eu, Dani e Pati surtamos. Fui lá, comprei nossas entradas (depois de uma louca busca de soluções para conseguir que a Pati me mandasse a versão escaneada da carteirinha de estudante dela) e desde então elas estavam guardadinhas na minha “caixinha de tesouros” esperando o dia 16 de novembro. Demorou, parecia que não ia chegar nunca e quando a gente menos esperava, chegou!!

A Pati chegou lá bem cedo, beeeem mais cedo que eu e a Dani (que tava na aula, por isso nossa demora), por volta das 16h, e já tinha um povo na fila. Nós chegamos às 18h, faltando uma hora pro portão abrir – na teoria. E o mais lindo é que o Ringo em si chegou pouco antes d’a gente, e como a Pati tava pertinho da garagem viu ele dentro do carro e ele deu tchauzinho e fez o “v”zinho da paz dele, hihi. Ficamos na fila, fizemos amizades, esperas, eram quase 19h30 quando mandaram a gente entrar. Aí nós três fomos indo grudadinhas uma na outra, já que eu era maior (ir)responsável pelas duas… Nos chamaram pra fila de mulheres, entramos rapidinho e de repente estávamos nós três de mãos dadas correndo loucamente em direção à (pequena) aglomeração que já tava se formando. E aí enquanto a gente comia, Twittava, tirava umas fotos pré-show e ia conhecendo o pessoal, vinha sempre um querendo passar na frente, a gente deixava alguns, ia remanejando e quando vimos já tínhamos andado um metro na diagonal ficando cada vez mais na frente e mais ao centro!! Sério, foi muito mais perto que imaginei que ficaria.

O show tava marcado pra 21h e a pontualidade britânica praticamente não falha: 5 minutos de atraso até a All Starr Band entrar anunciando o Ringo!! Aaaah, aí a gente gritou MUITO!!
Ele abriu com “It Don’t Come Easy” e “Honey Don’t”, cantava, dançava e tocava bateria, coisa liiiinda!! E nisso eu e as meninas pulando muito junto com o povo, uma olhando pra cara da outra sem acreditar que era real e eu tentando tirar fotos sem tirar os olhos do palco.
(Ao contrário de um IMBECIL que tava do nosso lado e resolveu filmar o show e assistiu tudo pela janelinha da câmera… Pagar absurdo pra ter um YouTube com som ao vivo é muita idiotisse, né minha gente??)

Aí ele foi chamando a banda… Os primeiros foram Rick Derringer foooofo demais e Edgar Winter que é MUITO FODA!! A gente tava se sentindo num festival de rock dos anos 70, gente, o jeito dele de falar, de agir, de tudo, cada hora tocando um instrumento sem deixar a música falhar, sem comparação. Ele chegava na beiradinha do palco e ficava muito perto, era inacreditável, mesmo.

Aí veio Wally Palmar pra cantar também e desejar “bouha noitin Belou Rorizonti” e quando Ringo voltou pra cantar “I Wanna Be Your Man” eu PULEI, GRITEI, SURTEI tanto, tava um calor insuportável e eu quase não tinha comido nada… Eu simplesmente senti que ia cair dura ali, gente, sério!! Sentei no chão, tava muito menos quente, por incrível que pareça… E aí veio uma deselegante que tava atrás de mim que ao invés de perguntar se eu tava bem já veio falando “ah, se tá passando mal vai embora!!” (e não era pro bem, porque ela realmente ficou o resto do show tentando “atropelar” a gente e ir pra frente). Eu esperei melhorar um pouco, levantei a tempo de ver Gary Wright cantar “Dream Weaver” e sentei denovo. E nessa hora eu juro que decidi que se não passasse realmente iria pra fora, porque eu não tava conseguindo ficar mais lá. E nisso as meninas me abanando com uns papéis que recebemos na porta, um rapaz SUPER bonzinho que tinha dado espaço pra Pati ficar ligeiramente mais à frente tava lá todo preocupado, até que GRAÇAS A DEUS lembrei que a ela tinha chocolate na bolsa, pedi pra um e na hora que comi só senti o sangue voltando todinho pro meu rosto, sério, NUNCA MAIS vou a show nenhum sem levar um chocolatinho, fez milagre!! Consegui pegar o finalzinho da apresentação do Richard Page.

Aí a Pati trocou de lugar comigo porque onde ela ficou era menos insuportavelmente quente e eu melhorei de vez a tempo do Ringo voltar pra cantar “The Other Side of Liverpool” antes de falar que a próxima música só não era conhecida pra quem tava no show errado. E todo mundo já sabia antes mesmo de ele cantar o primeiro verso que era “Yellow Submarine”, e foi a primeira vez no show que eu chorei, porque sabia que aquilo era o mais perto que eu tava na vida de saber o que era ver os Beatles ao vivo, era maravilhoso o palco todo amarelo só trocando pra representar “skies of blue” e “sea of green”. Ai, gente… Sem palavras.

Aí o show seguia… Edgar Winter nos fez arrepiar tocando “Frankenstein”, foi o solo de baterias mais incrível que já vi na vida – e nesse o Ringo nem tava participando –, sério, dava vontade mesmo de filmar, era de arrepiar, eu abstraí meus cuidados auto-medicados e até bati a cabeça um pouquinho. Quando Wally Palmar cantou “What I Like About You” NÃO TINHA COMO NÃO PULAR, e Ringo voltou denovo pra cantar a música que ele fez na época que ele participava “de uma banda aí”, hehe, e foi lindo porque ele tocou “Boys” (e acho que cantou outras nessa hora, acho que “Back Off Boogaloo”, mas não lembro a ordem perfeita). Gary Wright cantou um cadinho pra gente, Rick Derringer também, Richard Page também (e ele é LINDO, gente, sem noção). E a gente ia sentindo chegar ao fim e era triste.

O Ringo assumiu de vez no fim… Veio com “Photograph” que eu choreeei, “Act Naturally” e quando ele começou “With A Little Help From My Friends” a gente sabia que aquilo já era o “bis” mesmo sem o intervalinho, choraaamos e gritamos e terminou com “Give Peace A Chance”!! E depois que a banda agradeceu e saiu do palco a gente berrava muito e eu virei pra trás e de repente estávamos nós três abraçadas chorando… A gente não queria sair dali, ficamos ainda até o palco ficar apagado, sabíamos que eles não iam voltar, a Pati tinha que ir porque meia noite já era o ônibus pra ela voltar pra Timóteo (o show durou praticamente duas horas, acabou faltando cinco minutos pras 23h, por aí)… Mas a gente não queria mesmo porque, né?? MARAVILHOSO!! Os caras que compõe a banda são incrível, vieram de bandas incríveis e, azar,podem falar o que for: O RINGO É INCRÍVEL!! Super alegre no palco, nem o disco de uma menina bater na cabeça dele quando ela mandou pro palco abateu aquele homem, era 1/4 da MAIOR BANDA DE TODOS OS TEMPOS ali cantando e tocando pr’a gente, valeu muito a pena, principalmente ao lado das duas que são irmã-amiga e amiga-irmã.

Bipolaridade total, feliz em ter ido e triste por já ter acabado!! Quem quiser ver algumas das fotos que tirei (além dessas do post) tem lá no Flickr.

– Ehr, bandas e artistas, porque algum desses têm carreira “solo” =D Nesse vídeo eu me SUPEREI, ficou com mais de meia hora, eu entrei em pânico pensando em como reduzi-lo pela metade, mas quando fui olhar descobri que o YouTube agora deixa eu carregar vídeos com mais de 15 minutos, então aí está, se alguém conseguir me ouvir falando por mais de 20 minutos:
Eu percebi que 2 meses mal saindo de casa me fez precisar de um solzinho mais que nunca…
Comentários:
– Eu nããããããão troquei de câmera, continua sendo a Kodak Easyshare de sempre, simples e básica. Mas dessa vez gravei de dia e com o computador desligado, o que melhor e imagem e o som, respectivamente!! E eu tava sem maquiagem também (yey!), mas sem chapinha não dá, vocês nunca vão me ver gravando sem chapinha.
– O post sobre “Across The Universe” vai saiiir, gente!! Não sei quando, mas sai. Mas é que eu realmente quero que fique bom, então preciso pesquisar mais um pouco.
– Ignorem a carinha ouvindo Dancing Queen, eu não sabia como agir nesses segundos que a música durou e fiquei calada.
– Os posts da tag “Listening To” dessas bandas citadas que já escrevi foram Elton John, ABBA, Scorpions, Nazareth. Quando eu escrever mais vou editando aqui!!
– Ah, na hora que citei “Helloween” e pareceu que eu esqueci o que ia falar é porque esqueci mesmo!! Só queria citar que minha música favorita deles é “If I Could Fly” (que é a música favorita da Kimberly, hihi). E esse caso do Janick Gers, guitarrista do Iron Maiden, é verdade mesmo, gente. É a pessoa mais famosa que já vi de perto, a 3 metros de distância dando sopa no Minas Shopping, aiai…
Por fim… A nail arte de oncinha eu aprendi a fazer aqui e adaptei com as cores que tenho em casa (ficou assim), e citei a Lud no finzinho porque ela passoooou em medicina e tá indo pro Rio estudar. Uma felicidade sem tamanho que vai deixar uma saudade maior ainda.

Na tag “Listening To” posto sobre bandas/artistas que gosto, mas isso não significa que vocês não possam dar sugestões!! Escolhe uma dessas daqui e pode ser que ela apareça no próximo mês!!
Um milagre eu postar nessa Tag, tinha esse e mais uns 4 Drafts aqui. Agora vou colocar em dia.
E mais milagre ainda é a banda da vez não vir do Reino Unido!! Porque os Scorpions surgiram em 1965 na ALEMANHA!! Inicialmente formada pelos irmãos Michael Schenker e Rudolf Schenker (ambos na guitarra) e seus amigos Klaus Meine (vocal), Lothar Heimberg (baixo) e Wolfgang Dziony (bateria), porém a formação “final” iniciada em 2004 contava apenas com Meine e Rudolf Schenker do quinteto original, tendo também Matthias Jabs (guitarra), Pawel Maciwoda (baixo) e James Kottak (bateria).
– Na verdade Rudolf e Klaus já estavam “sozinhos” desde a década de 70 quando a banda começou a atingir algum sucesso, mas não desistiram do projeto e continuaram levando adiante e conseguiram muito sucesso na década de 80, participando de festivais e lançando vários albúns. No início dos anos 90 sofreram uma pequena queda quando precisaram reestruturar a banda mas isso não os afetou: em 2000 o álbum “Moment of Glory” teve muita aceitação e músicas favosíssimas como “I’m Still Loving You”, e em 2001 eles fizeram o show “Acoustica” em Lisboa, e eu imagino que esse seja o show mais lindo e conhecido deles.
Em 2010 foi anunciado o fim da banda com o álbum “Sting in the Tail” e shows pelo mundo afora, inclusive vários no Brasil (e tinha BH!!), mas acho que acabaram não acontecendo, ou pelo menos não aqui. Mesmo assim, eles dizem que pretendem rodar o mundo ainda um pouquinho, então a esperança é a última que morre.
Eu conheço Scorpions desde sempre, assim como todas (!!) as bandas que gosto, porque meus pais – nesse caso meu pai principalmente – é que gostavam dessas bandas e passaram o gosto pra mim. Mas foi ouvir mesmo por volta de 2005 e tinham 2 músicas deles que eu realmente gostava: “I’m Still Loving You” e “Dust In The Wind”. Inclusive fiquei muito chateada por não ir no show de 2008 (e compartilhei isso aqui). Mas ano passado eu comecei a pesquisar mais sobre a banda e suas músicas e acabei conhecendo (e re-conhecendo) várias outras e agora sei que se eles vierem em BH mais um vez vou fazer o possível e o impossível para ir porque eles estão entre minhas 10 bandas favoritas com certeza.

Segredos e Lendas do Rock
Autor: Sérgio Pereira Couto
Gênero: Literatura Nacional/Biografia
Ano: 2008
Número de páginas: 160p.
Editora: Universo dos Livros
Sinopse: “Boatos e rumores sempre foram um atrativo para que as pessoas se interessem pelas celebridades. O mundo do rock, entretanto, possui histórias que vão além desse simples interesse e se misturam com a vida real de tal maneira que formam verdadeiros segredos e lendas que tanto fascinam os fãs. Neste livro, o autor seleciona e fornece detalhes a respeito de diversos fatos envolvendo os astros do rock, o que fará com que o leitor se divirta e solte a imaginação com tantas histórias envolvendo seus maiores ídolos.”
Comentários: A nova bibliografia para minha querida Tag Listening To!! Robert Johnson, The Beatles, Jim Morrison, Pink Floyd, Led Zeppelin, Elvis Presley, Rolling Stones, Nirvana e tantos outros… Essas verdadeiras FERAS do rock tiveram vidas cheias de momentos conturbados que geraram lendas, e muitas delas são realmente confundidas com a realidade. Esse livro trás não só esses mitos, mas também uma biografia do artista e da banda, suas origens, influências e maiores sucessos. E o legal não é só saber mais sobre suas bandas favoritas, mas também conhecer outras que estão relacionadas, sempre com indicações de músicas específicas. Eu mesma passei a ouvir Nirvana pra valer depois de ler!! Vale a pena pra quem gosta de música, pra quem gosta do rock e suas “ramificações”, e também pra quem tem vontade de gostar!! Virou quase um guia de consulta rápida de bandas pra mim, espero que ele lance o “Segredos e Lendas do Rock 2″ mesmo!!
Pessoal, não deixem de participar da Promoção 1 iPad ou 100 Livros!! Tá acabando o prazo!!

Na tag “Listening To” posto sobre bandas/artistas que gosto, mas isso não significa que vocês não possam dar sugestões!! Escolhe uma dessas daqui e pode ser que ela apareça no próximo mês!!
Grande Reino Unido!! Quando eu começo a gostar de um artista/banda e vou pesquisar sobre o mesmo já nem me surpreendo mais quando vejo de onde eles vieram, eu nasci no país errado MESMO.
Nazareth é uma banda escocesa de hard rock e heavy metal formada no final da década de 1960 e tinha como formação original Dan McCafferty (vocal), Manny Charlton (guitarra), Pete Agnew (baixo) e Darrell Sweet (bateria). Na verdade a banda já existia antes, mas o nome “Nazareth” só foi adotado em 1968, quando Charlton se uniu a eles. A partir daí pararam de fazer covers, passaram a compor suas próprias canções e de mudaram para Londres, onde lançaram o primeiro álbum em 1971. Depois do segundo álbum o som foi ficando mais pesado e em 1973 Roger Glover foi escolhido como produtor do 3º álbum, fazendo com que a banda estourasse de vez, atingindo seu grande auge. Os anos 70 foram o ponto alto da história no Nazareth, que passou por um período difícil na década seguinte. Em 1990, Manny Charlton saiu da banda, e todos pensaram que seria o fim, mas foi aí eles passaram a se recuperar. Mesmo sofrendo vários problemas ao longo dos anos, várias mudanças em sua formação, até hoje têm grande influência quando se trata de rock, e atualmente ainda contam com vocal e baixo do quarteto original. Seu último álbum lançado foi em 2008, “The Newz”, quando a banda completou 40 anos.
Cada post sobre música que escrevo eu destaco o fato de que tenho a sorte de ter pais com exelente gosto musical, e mais, pais que me passaram isso. Nazareth é mais uma dessas bandas que escuto desde sempre. Mas ao contrário das outras, que logo que comecei a gostar de música (por volta de 2004) eu adoro, eu só passei a ouvi-los recentemente, no fim do ano passado. E, sinceramente, acho que se todo mundo nesse mundo ouvisse algumas músicas deles o heavy metal seria um estilo musical menos “odiado”, porque pelo menos de UMA vai agradar, é humanamente impossível não gostar de nenhuma música deles, juro que é!!
Mas é humanamente possível gostar de todas, vide eu mesma.
