Rocketman: um deleite em formato musical!

Em 06.06.2019   Arquivado em Filmes, Música

Rocketman *****
Rocketman Elenco: Taron Egerton, Richard Madden, Jamie Bell, Bryce Dallas Howard, Charlie Rowe, Gemma Jones, Jason Pennycooke, Jimmy Vee, Kamil Lemieszewski, Kit Connor, Rachel Muldoon, Stephen Graham, Steven Mackintosh
Direção: Dexter Fletcher
Gênero: Romance, Drama
Duração: 121 min
Ano: 2019
Classificação: 16 anos
Sinopse: “A história de ascensão do cantor Elton John, de um aluno prodígio da Academia Royal de Música até uma lenda do rock nos anos 70.” Fonte (sinopse e poster: Filmow.

Comentários: Antes de começar esse post eu preciso fazer o alerta a você, leitor, que (ainda) não sabe: eu sou muito fã do Elton John. Assim… MUITO mesmo, há muitos anos, mais de décadas. E aí que saber disso pode te causar duas reações distintas… A primeira é não confiar em uma só palavra do que eu disse, afinal, sou suspeita, não posso opinar. Nesse caso, sugiro a todos que busquem pela reação da crítica, profissional ou não, que está tão positivamente arrebatadora quanto a minha. A segunda é confiar plenamente no que digo, uma vez que fã é fã, não existe ninguém mais apropriado para criticar, e se agradou a quem ama, vai agradar a todos. E aí só incentivo que continue lendo as palavras abaixo… Porque, sim, Rocketman é uma incrível obra de arte em forma de filme musical.

O filme começa quando Elton John, já após 20 anos de carreira muito bem sucedida, abandona uma apresentação para iniciar seu processo de reabilitação em diversos vícios: álcool, drogas, compras, sexo e bulimia. Ao contar sua história para o grupo de apoio, ele inicia uma jornada de volta ao passado, quando ainda era (des)conhecido como Reginald Dwight, estudando piano de forma quase auto didata e buscando meios de estabelecer sua carreira musical. Ao assumir a nova identidade, inspirado pelo colegas da banda Bluesology, Elton Dean e Long John Baldry (que no filme não aparece, justificando o sobrenome escolhido pelo fato de ser fã de John Lennon, como uma homenagem à amizade dos dois que não teve tempo de ser citada), ele conhece o letrista Bernie Taupin e, juntos, começam a compor as músicas que até hoje, 50 anos depois, são grandes sucessos. À medida que a fama aumenta, porém, ele sofre também suas más consequências, perdendo as rédeas da própria saúde no meio do caminho.

Rocketman

Imagem via Page Six

Das breves reclamações que cheguei a ler sobre ele, duas se destacam: o fato de seu um musical “clássico”, com coreografias ensaiadas e cenas fantasiosas, e os momentos de sexo, pegação e interação gay presentes no longa – que, confesso, foram bem MENOS explícitos do que pensei que seriam. Quem reclama disso, porém, escolheu o filme errado para assistir, sinceramente. Seria desleal retratar de forma diferente uma vida de extravagâncias nesses e em todos os aspectos. Esse é Elton John, e leva-lo para as telas é uma missão a ser seguida à sua maneira, pedaço por pedaço. De uma ilustração de foguete na parede do quarto de seu eu criança à reprodução exata de um dos seus clipes, Rocketman reflete a alma do artista em cada detalhe minucioso. Bom, ele foi um dos produtores, não é mesmo? É inegável que a personagem reflete realmente o que foi sentido pessoalmente…

E que reflexo! Taron Egerton está brilhante nos trejeitos, aparência, atuação e, claro, no vocal, tendo regravado TODOS os números musicais com sua própria voz, sem dublagens de terceiros. Se ele faz um tributo encantador aprovado pelo próprio homenageado, quem somos nós para ir contra? Nem precisa, está impecável! Outra personagem interessante de ser analisada é John Reid e a diferença gritante com a qual foi apresentado em Bohemian Radpsody… Ali o temos na visão do Queen, o homem que os ajudou a alcançar o estrelato, mas aos olhos de Elton é um “vilão” que o seduziu e maltratou, com a aparência do próprio Príncipe Encantado saído direto do live action de Cinderela (literalmente). Na verdade, por serem dois filmes que tratam de contextos parecidos lançados com poucos meses de diferença, é quase impossível não compara-los, mas acho isso desnecessário, uma vez que os objetivos são bem diferentes e as reproduções, consequentemente, também.

Rocketman

Imagem via NME

Pra mim, pessoalmente, o filme tem apenas um defeito: a atenção praticamente nula que dá aos membros da banda dele. Eles estão juntos desde o começo e seguem suas turnês até hoje, mas não têm seus nomes sequer citados em momento nenhum das duas horas de duração. Isso contradiz com a atitude do próprio Elton, que faz questão de apresentá-los um por um nos shows, sempre, dividindo seus holofotes com quem está ao seu lado. Senti falta, mas talvez essa falta seja influenciada pelo fato de que, como fã, tenho muito carinho por cada um, também. Por outro lado o grande foco da história, o que guia o roteiro, é a relação dele com Bernie Taupin. E também pudera, né? A maior parceria entre compositor e letrista da história da música, juntos profissionalmente e quase como irmãos há meio século! Se Bernie passava despercebido na vida de alguém que gosta dessa discografia, não passa mais, felizmente. Uma das melhores cenas é quando eles compõe “Your Song”, até hoje seu maior sucesso, e essa percepção intimista me fez ver a letra com outros olhos… Parecia impossível que eu a amasse mais do que antes, mas pelo visto foi o que aconteceu, momento absolutamente emocionante e maravilhoso.

Outro grande destaque musical a ser enaltecido, claro, é ela que dá título à história! “Rocket Man” aparece em forma de clímax, de intensidade, de angústia, quase de exposição de alma. Mais uma vez um resignificado para entender melhor aquele que a compõe e, pensando adiante, a relação desses homens que permite que um escreva com perfeição sobre os sentimentos do outro. De rir, de chorar, de AMAR! A trajetória de um dos maiores nomes da música interpretada até a virada da década de 90, e há um resumo lindo do que veio depois até chegar agora, quando ele está vivendo sua última turnê antes da aposentadoria formal que todos achávamos que jamais chegaria, mas que chegou por uma boa razão. Rocketman é indispensável se você gosta dele ou mesmo se não conhece, porque na verdade é indispensável pra qualquer um, simples assim! E eu, aqui na minha posição de apaixonada, só tenho a agradecer pela experiência que sempre quis viver, mas sequer sabia disso…

Trailer:

Psiu! Quer saber mais sobre Elton John? Aqui no Sweet Luly tem uma tag dedicada a ele com vários posts legais! Já falei sobre vida, obra, coleção e relatei momentos incríveis nesses anos que sou fã, como os shows que fui e quando recebi um livro autografado do próprio… Vale a pena ler!

O Sol Também é Uma Estrela - 16 de maio nos cinemas

Cinderela

Em 14.04.2015   Arquivado em Disney, Filmes

Cinderella

Cinderela (Cinderella) *****
Elenco: Lily James, Richard Madden, Cate Blanchett, Helena Bonham Carter, Holliday Grainger, Sophie McShera, Alex Macqueen, Barrie Martin, Ben Chaplin, Derek Jacobi, Eloise Webb, Hayley Atwell, Leila Wong, Nonso Anozie, Bob Brydon, Stellan Skarsgård.
Direção: Kenneth Branagh
Gênero: Fantasia, Romance
Duração: 113 min
Ano: 2015
Sinopse: “A história segue a vida da jovem Ella (Lily James), cujo pai comerciante casa novamente depois que fica viúvo de sua mãe. Ansiosa para apoiar o adorado pai, Ella recebe bem a madrasta (Cate Blanchett) e suas filhas, Anastasia (Holliday Grainger) e Drisella (Sophie McShera), na casa da família. Mas quando o pai de Ella falece inesperadamente, ela se vê à mercê de uma nova família cruel e invejosa. Relegada à posição de empregada da família, a jovem sempre coberta de cinzas, que passou a ser chamada de Cinderela, bem que poderia ter começado a perder a esperança. Mas, apesar da crueldade a que fora submetida, Ella está determinada a honrar as palavras de sua falecida mãe: tenha coragem e seja gentil.” (fonte)

Comentários: Alô você aí que é doido por contos de fadas, pelo “felizes para sempre”, pelas lindas e inocentes princesas que estão em busca de um príncipe encantado e por pura magia Disney: esse filme é pra você assim como foi pra mim, viu, porque eita COISA LINDA! Nossa, gente, saí do cinema completamente encantada, foi maravilhoso do começo ao fim.

É engraçado porque quando eu vi o trailer só coloquei defeito: que o vestido tava muito escuro, que a atriz não tinha cara de Cinderela, que Helena Bonham Carter estava ali em mais um papel interpretando ela mesma, etc, mas eu estava errada e admito: o vestido é maravilhoso, Lily James NASCEU para ser uma princesa e até a Helena me surpreendeu, ficou ótima de Fada Madrinha (eu até acho ela boa, gente, mas ainda assim todo filme que vejo com ela é a mesma coisa, foi mal). E além disso muito mais, né, porque escolheram um príncipe liiindo e maravilhoso, tem a presença até mesmo de personagens animais do clássico Disney como Lúcifer e os ratinhos, as irmãs dela são nojentas mesmo que bonitas pra quebrar a ideia de que são más por serem feias e, claro, a cereja do bolo que fez toda diferença e valeu o filme todo: Cate Blanchett! Meu Deus, como é incrível, a gente tem PRAZER em torcer contra a madrasta que ela interpreta, é aquela que amamos odiar.

A Ella/Cinderela é encantadora num nível que as pessoas no geral chegam a ter antipatia por tamanha bondade e fofura, mas eu adoro! É legal porque ela é super boazinha, faz as coisas sempre sem querer nada em troca e ainda assim não é submissa, quando ela curva a cabeça para alguém é porque acredita ser melhor e tem um momento em que a madrasta começa com chantagens e ela se recusa a aceitar mesmo que isso vá prejudicá-la, simplesmente porque é o CERTO. Me deu raiva que a garota atrás de mim no cinema falou “que menina idiota” porque acho isso uma total inversão de valores: a maldade vem da pessoa esperta, mas a bondade vem da imbecil? Discordo totalmente, não só na ficção como na vida real! Obrigada, Kenneth Branagh, por essa obra de arte!

A única coisa que eu senti falta, de verdade, foram as músicas da animação. Rola até uma menção delas em alguns momentos e a Fada Madrinha chega a usar o “Bibbidi Bobbidi Boo”, mas faltou mesmo, principalmente a valsa que ela dança com o príncipe, a cena foi linda e teria ficado mais ainda se contasse com a música certa. Achei que a alteração das personalidades do rei e o Gran Duke iam me incomodar, mas no final eu já tinha me conformado e até gostado disso pro conjunto total da obra porque favoreceu o romance da história para não passar aquela imagem de “nem te conheço e já te amo”, sabe, foi bem mais desenvolvido do que isso.

Melhores momentos: Se me perguntassem meu momento favorito da animação eu responderia COM CERTEZA que é quando a Fada Madrinha cria o vestido da Cinderela nela, então nem preciso dizer que mesmo sendo cenas tão diferentes dessa vez foi igual, né? Lindo demais. E para quem gosta das músicas da Disney (e vai sentir falta delas como eu), vai meu aviso: fiquem até o final dos créditos finais porque tem a versão da Lily James cantando “A Dream Is A Wish Your Heart Makes” que teria me feito chorar se eu já não estivesse chorando!

Curta: E é LÓGICO que eu não ia terminar esse post sem falar de Frozen Fever, né? Foi lindo, gente! Elsa e Anna se amando, o Olaf ganhando baby-brothers de neve, Kristoff declarando seu amor, Sven sendo o melhor alívio cômico ever… Ao contrário do filme mesmo o curta é super alegre, mas ainda assim mantiveram a personalidade e principalmente o peso da relação dos personagens, amor puro e Disneyco! E com participação especial de Príncipe Hans e tudo mais!

Trailer: Agora depois de ver o filme vejo os trailers com outros olhos, vontade de ir ao cinema assistir de novo!