Han Solo: Uma História Star Wars

Em 04.06.2018   Arquivado em Disney, Filmes

Han Solo: Uma História Star Wars

Han Solo: Uma História Star Wars (Solo: A Star Wars Story) *****
Elenco: Alden Ehrenreich, Donald Glover, Emilia Clarke, Joonas Suotamo, Woody Harrelson, Phoebe Waller-Bridge, Thandie Newton, Anthony Daniels, Clint Howard, Jon Favreau, Jon Kasdan, Linda Hunt, Paul Bettany Dryden, Toby Hefferman, Warwick Davis
Direção: Ron Howard
Gênero: Ação, Ficção Científica
Duração: 135 min
Ano: 2018
Classificação: 12 anos
Sinopse: “As aventuras do emblemático mercenário Han Solo e seu fiel escudeiro Chewbacca antes dos eventos retratados em Star Wars: Uma Nova Esperança, inclusive encontrando com Lando Calrissian.” Fonte: Filmow (sinopse e pôster).

Comentários: Han é um jovem que, tendo ficado órfão muito novo, vive como contrabandista no conturbado planeta Corellia, de onde tenta desesperadamente fugir junto com a namorada, Qí’ra, para realizar o sonho de comprar uma nave e se tornar piloto. Após derrotarem a Lady Proxima, que comanda o crime local, eles conseguem fugir, mas acabam sendo separados, então ele se alista ao exército na esperança de conseguir pilotar naves por lá. Três ano se passam e seus objetivos permanecem: a carreira dos sonhos e voltar à terra natal, onde pretende resgatar a Qi’ra de vez.

Acho que nunca cheguei a falar sobre filmes de Star Wars aqui no blog, apenas fiz uma resenha fajuta quando o Episódio 1 ganhou sua versão 3D no cinema, apesar de já ter assistido várias vezes na época. Tudo isso porque, apesar de AMAR a história, eu tenho um problema com a maior parte da fanbase: acho o grupo de fãs mais chato que já existiu! Óbvio que não podemos generalizar, etc etc, mas estou falando do grosso, da maioria, que não só não consegue aceitar que novas pessoas passem a gostar, como também acham um problema qualquer mini alteração que façam na sua obra intocável.

Por que então, vocês me perguntam, falar justamente sobre esse que está sendo tão detestado? Oras, porque alguém precisa vir defender! Eu simplesmente adorei Han Solo! Achei muito gostoso poder ver a juventude de uma personagem tão icônico e, de quebra, sua história prévia com algumas outras. O filme se passa aproximadamente 10 anos antes dos acontecimentos de “Uma Nova Esperança” e é muito bacana ver como Solo já tinha a essência que tem na trilogia original, mas também muitas coisas diferentes… Afinal, né, estamos sempre em constante mudança, e até pessoas fictícias passam por mutações.

No quesito “fan service” achei um prato cheio. Vemos como Han e Chewie se tornaram amigos, temos referências em algumas falas (“I hate you!” “I know!”), curtimos a velha trilha sonora adaptada a esse novo momento. Pela primeira vez na história da “Galáxia Muito Distante” o assunto principal não é política, que é o grande foco de todas as outras aventuras. Esses personagens são o lado “abandonado” do Império, tendo que se aliar a ele e traí-lo a todo momento porque, afinal, o que importa ali não é quem está no poder e sim sua sobrevivência. Eles também não usam ou demonstram possuir a Força, as batalhas são todas usando “força bruta” e, claro, tiros e explosões. Há também a presença INCRÍVEL de Lando, que ficou extremamente fiel ao original, e sua Millenium Falcon que, como todos sabemos, é a nave e xodó do personagem título – sim, você vai descobrir como foi o “jogo justo” que fez com ela passasse de um para o outro!

Han Solo: Uma História Star Wars

Imagem via ABC News

Sobre novas personagens, minha favorita foi a L3-37, companheira de Lando, uma droid problematizadora e ativista que luta contra a subordinação das máquinas. Ela é absolutamente encantadora e foi IMPOSSÍVEL pra mim não me identificar – BB-8 acaba de ganhar uma concorrente na minha lista de queridinhos! Também conhecemos o casal de contrabandistas Beckett, que praticamente introduzem o rapaz nessa nova vida de forma profissional. É Thobias Beckett que, no final, dá a brecha para que ele se transforme no adulto interpretado por Harrison Ford. E, claro, não podemos deixar de falar de Emilia Clarke como Qi’ra, provavelmente a pessoa mais misteriosa entre todas as apresentdas. Algo me diz que veremos mais da “ex” de Han em filmes da série.

Digo isso porque Alden Ehrenreich, intérprete de Han Solo, já tem um contrato de três filmes com a Lucasfilm e, no final, temos brecha para ver mais histórias antigas sendo mostradas, como por exemplo no longa já confirmado de Boba Fett. Inclusive os dois personagens fazem parte do mesmo núcleo, sendo caçadores de recompensa trabalhando para o Jabba ao mesmo tempo… Não sei se realmente haverá uma trilogia de Solo, ou se esse contrato é pra outros spin-offs assim, mas espero que sejam tão divertidos quanto esse, que tem humor, aventura, emoção e muita referência, do jeito que a gente gosta!

E, por fim, o meu apelo pessoal à Disney: CADÊ KENOBI NESSA LISTA DE LANÇAMENTOS AÍ, MINHA GENTE? CÊS NUM ME DECEPCIONEM NÃO PORQUE EU JÁ TÔ AQUI SE SABRE AZUL NA MÃO AGUARDANDO POR ESSE SONHO TÃO FÁCIL DE SER REALIZADO, HEIN! AI AI AI!

Trailer:

A Dama de Ferro

Em 18.03.2012   Arquivado em Filmes

A Dama de Ferro A Dama de Ferro (The Iron Lady) *****
Elenco: Meryl Streep, Jim Broadbent, Olivia Colman, Alexandra Roach,, Harry Lloyd, Michael (I) Pennington, Iain Glen, Victoria Bewick, Emma Dewhurst, Michael Culkin, Amanda Root, Clifford Rose, Michael Cochrane, Jeremy Clyde, Michael Simkins, Nicholas Farrell, Phoebe Waller-Bridge, Alice da Cunha, Richard E. Grant, Anthony Head, Roger Allam, Hugh Ross, David Westhead, Susan Brown, Matthew Marsh, Pip Torrens, Angela Curran, Angus Wright, Julian Wadham, John Sessions
Direção: Phyllida Lloyd
Gênero: Biografia/Drama
Duração: 105min
Ano: 2011
Sinopse: “Cinebiografia de Margaret Thatcher, ex-Primeira Ministra britânica, que retrata desde a sua infância até o período mais impopular do seu governo, em 1982, quando ela tentava salvar sua carreira nos 17 dias que antecederam a Guerra das Malvinas.” (fonte)
Comentários: Que eu choro em 90% ou mais dos filmes que assisto não é novidade. No carnaval eu assisti “Sempre ao Seu Lado” e quando me olhei no espelho meus olhos tavam praticamente fechados de tão inchados. Existem filmes que choro sempre que assisto, filmes que choro MUITO e filmes em que só saem lágrimas. Choro porque me emociona, sendo uma emoção triste ou feliz. Porém acontece de vez em quando, muito raramente, de o filme me causar algo pessoal. Não sei de “machuca” mesmo, não sei como, mas naquele filme eu estou chorando porque me atingiu com força. A última vez que isso tinha acontecido foi na 2ª vez que assisti “Relíquias da Morte – Parte 2”, eu chorei durante, depois, eu soluçava. MESMO.
Mas aí eu vi “A Dama de Ferro” e o efeito foi mais ou menos o mesmo. Não chorei TANTO assim, mas foi um choro pessoal mesmo, eu chorava pelo filme, eu saí dali soluçando e depois do filme eu precisei evitar de sentar, porque sabia que se isso acontecesse ia acabar chorando denovo.
O filme é maravilhoso em todos os sentidos da palavra. É uma biografia maravilhosa, é um romance maravilhoso, um drama maravilhoso e principalmente: é um filme sobre POLÍTICA maravilhoso. Ao longo da duração eu fui vendo muita gente no cinema impaciente, o cara que tava na minha frente olhou as horas no celular várias vezes e eu entendo… Se você não tem interesse nenhum nesse gênero não vale a pena. E eu confesso que eu não gosto de ver filmes políticos brasileiros, americanos ou o que quer que seja… Mas quando se trata de um filme BRITÂNICO isso muda, porque todo mundo sabe o quando eu sou apaixonada pelo Reino Unido e sua história, seja ela qual for.
Foram dois Oscars merecidos. Meryl Streep inclusive merece o Oscar sempre, e mulher é fantástica-sacana em “Diabo Veste Prada”, muda pra fantástica-ABBA em “Mamma Mia!” e é também fantástica-Primeira Ministra nesse. E pra complementar veio a maquiagem, também vencedora que conseguiu torna-la IRRECONHECÍVEL. A gente só percebia que se tratava dele quando ela dava aquele sorrisinho lateral dela. Rejuveneceram e depois envelheceram a mulhar uns 20 anos durante a história, você acredita que ela tinha 40 e acredita que tinha 80. FÁCIL. Lógico que a interpretação ajuda. Mas a questão é que fazer maquiagem de monstro, de machucado, de qualque exagero é fácil de fazer bem feito perto de fazer a PELE de alguém. Eu estou absolutamente apaixonada pelo filme, apaixonada pela Margaret Thatcher e pela história dela, eu acho que deveria ter ido assistir antes. Nota 10 ou mais.
Melhores Cenas: Quando ela vence a Guerra das Malvinas, com toas aquelas bandeiras do Reino Unido ao redor dela (o quarto dos meus sonhos, ahaha) e depois de ter dado um tapa de luva de pelica nos EUA. Ela arrisca tudo, perde muito e ganha. Foi uma sequencia maravilhosa, cheia de cenas REAIS misturadas com as gravações – aliás, o filme todo. Ótima mesmo. Desde o ataque da Argentina até a vitória do Reino Unido.
Mas se tratando da parte do “romance”… Quando ela desiste de ver o Denis “indo embora” mesmo depois de ter visto que era melhor pra ela, meu Deus, toda vez que lembro dessa parte entendo o motivo de ter soluçado tanto. Sem contar que conseguiram duas combinações de atores bonitas pra formação do casal, tanto quando jovens como o casal “oficial”, já bem adultos e velhinhos (e eu adoro Jim Broadbent aka “professor Slugue”, que também é vencedor do Oscar, né…). E aí ela vai lavar as xícaras, ai, lindo!!
Trailer: