#TBTCultural: Narrativas Femininas – Sou aquilo que não foi ainda

Em 16.07.2020   Arquivado em Artes Visuais

Hora de dar um “Hello, hello, pessoal” para mais um #TBTCultural, dessa vez MUITO especial! Durante quatro meses, e com fechamento no último Dia Internacional da Mulher, a Fundação Clóvis Salgado, carinhosamente conhecida como “Palácio das Artes”, exibiu nas suas galerias de entrada franca a mostra Narrativas Femininas – Sou aquilo que não foi ainda, a 5ª Edição do Programa ARTEMINAS, que tem como objetivo apresentar artistas de Minas Gerais com o divulgando seus trabalhos para o grande público, buscando representatividade ao fazê-lo. Nessa exposição os focos foram artistas mulheres de diversos tipos, quatro grupos divididos em cinco galerias, cada uma focando num modo de produzir.

Visitei a exposição na última semana que ficou em cartaz como parte do curso livre oferecido pelo Centro de Formação Artística e Tecnológica – CEFART, que funciona dentro do Palácio, chamado Conceitos e Materialidades: Narrativas Femininas. Nele visitamos e debatemos sobre o que as artistas ofereceram, sobre como o ser feminino foi apresentado de modo diferente por cada uma delas no primeiro dia, e produzindo nossa própria narrativa no segundo (no meu caso, uma colagem). E, claro, foi mais um caso em que registrei algumas coisas pensando em produzir conteúdo e acabei negligenciando, mas tudo bem porque isso tem sido incrível para matar as saudades de museus na quarentena através dessas retrospectivas.

EFÊMERA:

No pátio externo do Palácio, sem necessidade de entrar nas salas fechadas, está a Galeria Aberta Amilcar de Castro, onde são expostos grafites que, ao fim da exposição, são cobertos para que os próximos entrem no lugar. A arte urbana é Efêmera, e não podiam ter escolhido nome mais adequado para essa parte da mostra que esse. Ao invés de pensar com pena por saber que as obras “deixarão de existir” em breve o objetivo é aproveita-as ao máximo, apreciando como elas se compõe ao cenário local ao redor de portas, canos e lixeiras, por exemplo. Para alguns passa até batido, como se nem fosse parte de algo do tipo, mais são. Uma lição sobre reparar mais ao nosso redor e saber deixar ir, quando chegar a hora.

Narrativas Femininas

Narrativas Femininas

Narrativas Femininas

Artistas participantes: Artêmis Garrido, Isabel Saraiva, Maria Clara Cheib e Mona (Amanda Vilaça).

Psiu! Pres’tenção! Por estar participando de um curso durante minha vista, estava mais focada nas discussões que estavam acontecendo do que no que produziria com ela depois. Por isso, e já me desculpo, não anotei nome de nenhum obra e nem autoria, então passo aqui uma lista completa das artistas de cada categoria para você vocês possam conhecer todas!

HÍBRIDA:

Materiais, formatos e discursos diferentes passam uma mesma mensagem com sua mesma bagagem. Híbrida, exposta nas Galerias Genesco Murta e Alinda Corrêa Lima, é arte contemporânea, sim, com todo embasamento teórico erudita presente por trás. Elas mostram ali o feminino físico, seja por esteriótipos de gênero, todos bem trabalhos e pertinentes, ou mesmo pelo fator biológico, explorando largamente a vulva e outras parte do aparelho reprodutor de uma fêmea humana. É um misto do trabalhado com o simples, do visual arcaico com o cristalino. Talvez o momento onde o fato da produção ser feminina está mais explícito pelo seu apelo físico e escancarado do corpo da mulher.

ATENÇÃO! ATENÇÃO! As obras a seguir podem apresentar conteúdo sexual!

Narrativas Femininas

Narrativas Femininas

Narrativas Femininas

Narrativas Femininas

Narrativas Femininas

Artistas participantes: Carolina Botura, Giulia Puntel e Julia Panadés.

Assim, Como Acontece:

Por fim, do outro lado do pátio, que dá vista para o Parque Municipal, na Galeria Mari’Stella Tristão, o artesanato tomava conta das Narrativas Femininas em Assim, Como Acontece. Nessa parte grupos de bordadeiras e outras artistas trazem o aspecto cultural, nos mais diversos papéis que esperam de nós socialmente no local de onde cada uma delas vêm. É interessante pensar que, talvez, não seja tão óbvio que algumas daquelas obras são feitas por mulheres como na anterior, mas provavelmente para quem vive o mesmo contexto é, sim. E será que para essas pessoas, que têm um fazer artístico tão diferente e pessoal, as outras visões não deixam de ser óbvias também? Será que ser mulher não é diferente em todos os lugares, apesar de igualmente uma luta constante, como diz o poema de Teresinha Soares que dá o subtítulo “Sou aquilo que não foi ainda”?

Narrativas Femininas

Narrativas Femininas

Narrativas Femininas

Narrativas Femininas

Artistas participantes: As Bordadeiras do Curtume, Coletivo de Bordadeiras e Vila Mariquinhas, Ana do Baú, Cássia Macieira, Dida, Enedina Gonçalves, Eva, Geralda Batista dos Santos, (Dona) Irene Gomes da Silva, Ivanete, (Dona) Izabel Mendes da Cunha, Maria de Lourdes, Maria Lira, Noemia Batista dos Santos, Rosana Pereira, Vicentina Julião, Zefa e Zezinha

Com curadoria de Uiara Azevedo e Marci Silva, a exposição estava presente também na Galeria Pedro Moraleida com o Acervo FCS: Mulheres, obras de grandes nomes femininos da arte mineira que que já pertencem à fundação, mas não cheguei a visita-la para mostrar o que havia por lá. De qualquer forma fica aqui e sempre o questionamento de o que é a arte feminina? Seria ela diferente da masculina, ou desvalorizada graças ao sexismo, somente? E, talvez por essa desvalorização, artistas mulheres, e pertencentes a outras minorias políticas, sintam tanta necessidade de mostrar através disso sua identidade, para que enfim seja valorizada e apreciada com equidade!

Veja também em vídeo:

Esse post faz parte também do projeto Vênus em Arte, um canal no Youtube que traz visibilidade feminina na história da arte! Sempre que pertinente, e fora do contexto de isolamento social, eu falo sobre as mulheres de exposições que frequento por lá, além dos vídeos apresentando movimentos artísticos e quem eram as artistas que faziam parte deles.

Disney Live em Belo Horizonte

Em 20.09.2013   Arquivado em Disney

De agosto a outubro está rodando por todo o país o Disney Live! Festival Musical do Mickey e esse fim de semana o show chegou a Belo Horizonte para quatro apresentações ao público, do dia 19 ao dia 22. Ontem foi a estreia e eu fui com Daninha e Lili.
Nós compramos os ingressos no início de agosto e já estava praticamente lotado para a estréia, conseguimos os últimos três lugares juntos da categoria da frente, porque queríamos sentar bem pertinho. Como consequência disso o lugar era bom, logo na segunda fileira, mas não ideal: foram as três cadeiras lááááá do canto. No final das contas faltou muita gente (o show não tolerava atrasos), então conseguimos pular um lugarzinho de uma pessoa que faltou. Isso não atrapalhou em NADA visualmente, só nas fotos, então não vou conseguir mostrar exatamente o efeito do palco. Ainda assim posso DESCREVER e, gente, é LINDO!!

Disney Live

O show tem duração de uma hora e meia contando com o intervalo e é um musical apresentado pelos personagens clássicos da Disney (Mickey, Minnie, Donald e Pateta) com enredo adaptado em três filmes: Aladdin, A Pequena Sereia e Toy Story. Acho que é um musical mais para quem conhece os filmes originais, porque não conta a história propriamente dita, e sim vai encaixando as músicas num resumão que nem sempre é fiel ao filme. Além dos artistas, as luzes e de algumas peças que compõe o cenário, como escadas e outros elementos, o palco é formado, principalmente por um MEGA TELÃO EM HD que fica atrás e é onde toda a história se forma. É isso que, infelizmente, minhas fotos não vão retratar. O show não funciona sem o telão, ele é 50% da apresentação e é o que te leva de Agrabah pro fundo do mar, do Velho Oeste ao Espeça Sideral.
Enfim, começa com a apresentação feita por Mickey, Minnie, Pateta e Donald. Ao longo dos diálogos apareciam as músicas que eram as músicas que já conhecemos desde sempre com algum ritmo diferente: rock, rap, pop e por aí vai. Muito legal!

Disney Live

A primeira história que eles contam na noite é Aladdin. É lindo pela fidelidade de algumas características do filme e também pela adição de outras gracinhas próprias do show, como o Gênio dizendo que vai chamar a Jasmine e o Aladdin de “Jasmaddin” – vou mega aderir a isso. E foi nesse momento que a gente viu como o cenário funcionava mesmo. Quando o Aladdin cantava e corria por Agrabah ele, na verdade, estava correndo parado no mesmo lugar enquanto o cenário ia andando. O efeito daquilo era incrível, gente, muito real! Mas essa estava longe de ser a melhor parte.
Aliás, a melhor parte de todo o espetáculo foi logo em seguido quando chegou uma música sem igual: “Um Mundo Ideal”. Eu lembro que essa foi a parte mais linda de todas de quando fui ao Disney On Ice, e nessa também não foi muito diferente: de repente os dois estavam voando em cima do palco!! Sim, o tapete voava. E qualquer um que disser o contrário vai estar mentindo. Chorei de soluçar com essa música.

Disney Live

Depois de Aladdin (não queria que acabasse!!!) era a vez de “A Pequena Sereia”. Essa parte foi divida em duas, porque no meio dela era o intervalo que dividia o primeiro e o segundo atos do show. Na primeira parte o “protagonista” era o Sebastião: ele comandou uma apresentação das filhas de Tritão dançando “All The Single Ladies” que foi HILÁRIA e depois cantou “Aqui no Mar”. Nesse momento é que houve a única aparição do Linguado no show e ele foi O MAIS APLAUDIDO DA NOITE! Sério. Todas as pessoas ali presentes gritaram e aplaudiram quando Linguadinho apareceu dançando no meio da escuridão. Infelizmente as fotos desse momento estavam escuras e não vai dar pra eu mostrar, mas tinha também um joguinho de luzes que eu não entendo bem como funcionava, mas deixou um efeito lindo.
Aí veio a intervalo e, em seguida, a parte da Ariel. Ela começa sereiazinha querendo o Príncipe Eric, Úrsula transforma ela em humana e aí vem mais uma rodada de lágrimas com “Beije a Moça” que, além de lindo, teve um final ligeiramente diferente do filme. Só amor pra definir.

Disney Live

Foi quando começou a parte de “Toy Story”, que foi a menos emocionante, mas a mais divertida e interativa. Os soldadinhos fizeram um pequeno show (com os pés soltos) e depois Woody, Jessie e Bala do Alvo fizeram a apresentação deles. Bala no Alvo foi o astro da noite pulando corda, mas em questão de fantasia o Woody e a Jessie eram os melhores… Sério, parece que eles estavam usando uma “meia-máscara” ou algo assim, mas que deixava o rosto deles parecendo de brinquedo e, ainda assim, com as expressões faciais de gente. Nota 10, viu. Nessa hora teve uma música que a criançada adorou, de bater palmas, bater os pés e gritar “Iiii-há” junto com eles. A única parte ruim foram que eles levantaram e depois ninguém quis sentar mais, hahahaha.
Aí começou uma chuva de meteoros, tanto no palco quanto na plateia (em que o Woody chegou pertinho d’a gente no palco e eu quis abraça-lo) e quem veio para salvar o dia?? Buzz Lightyear!!! A aparição do Buzz não teve muita música nem nada, foi só pra constar mesmo, porque ele não podia faltar, né?

Disney Live

Por fim todos os personagens das histórias voltaram ao palco: Gênio, Aladdin, Jasmine (cadê o Abu?), Sebastião, Ariel, Eric, Buzz, Woody e Jessie. Eles chamaram os outros personagens enquanto faziam apresentação com algumas músicas, como “Girls Just Wanna Have Fun” e “Who Let The Dogs Out” e, pra fechar, o Mickey apareceu para finalizar o show. Tudo lindo, tudo impecável, tudo com muito amor puro, tudo cheio de magia Disney daquela maneira que só a Disney sabe fazer. A criançada saiu satisfeita e os adultos simplesmente encantados!

Disney Live

Para maiores informações sobre o Disney Live acessem o site oficial. Quem quiser ver mais fotos eu postei as melhores no Flickr, estão nesse álbum aqui!

Savassi Festival: Jazz & Lounge

Em 27.07.2010   Arquivado em Música

savassifestival2010

– Entre os dias 28/07 e 01/08 vai acontecer o Savassi Festival: Jazz e Lounge 2010, um festival anual de jazz e música instrumental aberto ao público. É o maior festival de jazz a céu aberto de Minas Gerais e para 2010 estão programados 51 shows. A abertura será no Palácio das Artes no dia 28 e depois haverão atrações em 11 locais diferentes da cidade durante três dias e, para finalizar, um grande festival de rua no domingo. Haverão também workshops, um concurso de fotografia e o mais legal: recolhimento de alimentos não-perecíveis no dia do evento principal. A programação completa se encontra no http://savassifestival.com.br, que tem todos os detalhes de horário e local, informações sobre as bandas, que irão tocar, links de patrocinadores e uma página sobre Belo Horizonte.

Coleção Brasiliana Itaú no Palácio das Artes

Em 08.07.2010   Arquivado em Artes Visuais

– Está aberta a visitação no Palácio das Artes a exposição da Exposição Brasiliana Itaú com pinturas, aquarelas, desenhos, gravuras, mapas e livros que mostram e de certa forma contam a história do Brasil. São obras de grande valor que podem inclusive ser fotografadas pelos visitantes. Eu ainda não fui, então não sei exatamente muita coisa sobre como está a exposição, mas vou deixar os comentários desse post fechados para que eu possa fazer um post INCRÍVEL cheio de informações quando for, esse aqui é só uma chamada INTIMANDO todos a ir porque todo mundo que foi amou e disse que dá pra ficar horas lá, e é só até dia primeiro!!

Data: 11 de junho a primeiro de agosto
Local: Galeria Alberto da Veiga Guignard
Horário: terça a sábado: 09h30 às 21h; domingos: 16h às 21h
Valor: Entrada franca
Informações: (31) 3236-7400 ou http://fcs.mg.gov.br/agenda/1654,colecao-brasiliana-itau.aspx