Pakita & Eu

Em 30.09.2016   Arquivado em Escrevendo

Pakita & Eu

É estranho ter tanta coisa pra falar e ainda assim um aperto na garganta sufocar tudo isso de forma que o cérebro começa a impedir que as palavras sejam redigidas. Eu poderia apelar para o meme e dizer que das 10 maiores raivas que passei na vida, sete ela que causou, e nas outras três ficou do meu lado para que eu me acalmasse. Eu poderia aproveitar o título inspirado em “Marley & Eu” e jogar citações do livro que sei que conseguem expressar melhor o que sinto do que eu mesma jamais vou conseguir. Eu poderia tentar ser poética, algo que nunca fui, ou mesmo bancar a engraçadinha, que é como eu me viro quando tenho que encarar situações assim. Eu poderia ignorar e sequer publicar essas palavras, mas isso seria injusto demais. Seria injusto não dedicar alguns minutos à Pakita justo no dia em que fazem dois meses em que ela não está mais aqui, então é isso que vou fazer.

Ela chegou uma bolinha de pelos marrom, completamente muda e desorientada, sem saber o que estava fazendo ali. Podia entrar na lista de “piores cachorrinhos do mundo” pelo número de gritos que ouvia graças à confusão enorme que causava, completamente desproporcional ao seu tamanhozinho tão pequeno que fazia com que a gente pisasse nela várias e várias vezes ao dia. A primeira coisa que nós fizemos juntas foi (re) assistir a um filme do Harry Potter e ela viveu isso tantas vezes ao nosso lado nos últimos 12 anos que acho que nunca vamos saber realmente quantas. Ela também gostava de E.R. e sempre era possível ouvir aquele latido tão raro quando seus médicos favoritos apreciam na tela. A Pankeka era sua grande ídola, já velhinha tentando ter paciência com o bebê que tinha chegado, e ela a seguia desesperada por todos os lados imitando o modo dela se deitar. E no dia que a Pankeka morreu foi ela que veio até mim quando cheguei da escola, desesperada, para dar a notícia da forma silenciosa que ela usava para se comunicar, e mesmo anos depois se nós chamássemos por aquele nome ela corria pela casa procurando, ainda na esperança de achar a amiga perdida.

Ela nunca aprendeu o que era certo ou errado, ou até aprendeu sim, mas preferia ignorar isso e fazer o que viesse na cabeça na hora que viesse. Ela sabia que não devia deitar em cima do meu travesseiro, mas fazia isso assim que eu saía de manhã, não importa o quão suja estivesse. Ela sabia que tinha o lugar para fazer as coisas, delimitado com um jornal, mas se não queria sair do nosso lado fazia ali onde estava mesmo. Ela sabia qual comida era dela e qual não era, mas isso não a impediu de, sabe-se lá como, puxar um ovo de páscoa do alto de um criado e comê-lo INTEIRO, e sem nem passar mal depois. Ela sabia que derrubar o lixo no chão e espalhar pela casa inteira ia deixar todo mundo bravo, sem falar com ela direito, mas era só sentir saudades que fazia isso pra chamar um pouco de atenção. “Quem sabe assim eles não me deixam mais sozinha…”, acho que era isso que passava na cabeça dela. Ela sabia que a gente não ia aguentar viver sem ela, mas isso não foi suficiente para impedir que optássemos por isso quando chegou a hora. Pro bem dela, como tudo o que nós fizemos desde que ela entrou na nossa vida pra nunca mais sair. Saber que ela não estava bem era ainda pior do que a gente não estar bem por causa dela.

“Kita”, “Kiki”, “cãozinho”, o que ninguém sabia era o quanto a vida de cada um de nós girava em torno dela, e só fomos descobrir quando ela parou de estar aqui. Sessenta dias se passaram e às vezes eu levanto correndo quando percebo que a porta do quarto está fechada, achando que ela pode estar precisando entrar, ainda que a gente nunca fechasse a porta antes por causa dela. Quando não tem ninguém em casa eu ainda me preocupo em chegar a tempo de dar comida pra ela, e aí de repente lembro que não precisa mais disso. Ela não está mais do outro lado da porta esperando a gente entrar, não vai vir correndo pedir carinho quando o som da nossa voz ecoar pela casa. Quando eu entro na cozinha tomando cuidado onde piso é por mero costume, porque não tem nada para pisar ali. A casa está muito mais limpa, as responsabilidades diminuíram muito, mas o coração ficou completamente vazio. Não tem mais ninguém para lamber meu nariz quando eu falar “Fofenha!” na nossa brincadeira particular. Não tem mais chorinho carregando a uvinha de plástico pedindo pra brincar, aquela que ela amava tanto que foi enterrada ao seu lado. Não tem mais “fioti di lião” ou colo desesperado quando soltam fogos de artifício. Não tem mais Pakita, nunca mais, e não tem nem como ela consolar o choro de saudades porque dessa vez ele vem quando a gente menos espera justamente por causa dela, da falta que ela faz e nunca vai deixar de fazer.

5 fatos sobre a Pakita!

Em 29.02.2016   Arquivado em Escrevendo

O dia 29 de fevereiro acontece apenas de quatro em quatro anos, o que pra gente não é lá grande coisa, mas na vida de um cachorrinho significa vivê-lo poucas vezes. E se esse for o ANIVERSÁRIO do cachorro em questão então temos que comemorá-lo com mais entusiasmo ainda!

pakita

Essa é a Pakita, que nasceu dia 29 de fevereiro de 2004 e logo percebemos que ser “diferentona” é parte da personalidade dela, Sempre esperamos por esse dia com mais empolgação e QUASE que não chegou dessa vez. No final do ano passado todos nós achamos que a Pakita ia morrer: ela parou de comer, o veterinário disse que era terminal e não tinha jeito, a coisa ficou tão feia que ela começou a ter mini ataques direto. E foi num dia em que eles não paravam de acontecer que levamos ela em outra clínica, por indicação de uma colega da minha irmã (que estuda veterinária) e essa nova médica disse que não era TÃO grave assim. Cirurgia, remédios, muita angústia e cinco dias de internação até que tivemos nossa Pakitinha de volta. Nem preciso dizer então a alegria que é estar comemorando o 12º aniversário dela no dia certo, né? Sendo assim eu não podia deixar passar em branco e resolvi contar 5 fatos sobre a Pakita!

01) “Poodle” só na certidão de nascimento: Sabe a cirurgia que ela teve que fazer, como contei acima? Pois bem, foi para retirar um bolo de cabelo e pedaços de sacolas plásticas que ela tinha no estômago! Alguém, em algum momento, chamou a Pakita de “Vira Lata” e ela acreditou… Destrói lixo, pisa no jornal (sujo), invade o banheiro quando estamos tomando banho, termina de comer e usa de “guardanapo” o primeiro pedaço de pano que vê pela frente – ultimamente o favorito dela tem sido MINHA CAMA, para meu horror. Ela faz coisas tão nojentas que algumas eu acho melhor nem contar porque esse é um blog fino e elegante, vocês não merecem. Nós fomos meio que enganadas quando ela veio pra casa, a moça disse que era marrom, mas com o tempo foi ficando branca com apenas ALGUNS PONTOS marrons no corpo, como o rosto e as patas, o que faz com que pareça que ela está suja mesmo quando acabou de sair do banho!

02) Fofenha: Isso é uma brincadeira entre nós duas, ela geralmente não aceita fazer com outra pessoa (nem minha irmã, que é a “mestre número um”). Na edição 70 da revistinha Turma da Mônica Jovem, a Mônica e o Do Contra adotam um bichinho chamado Fofenho e, em uma cena super lindinha, ele lambe no nariz dela. Eu ensinei a Pakita a fazer o mesmo sempre que falo “Fofenha!”, mesmo quando ela não tá pertinho fica doida pra conseguir chegar no meu nariz logo e se eu tô fora de alcance fica lambendo o ar pra compensar, hahahaha! A Pakita não late e normalmente não morde, mas lambe MUITO. Sei que muita gente tem nojo, mas a gente nunca teve.

03) Feito cão e rato: Além de mudinha e porquinha ela também é uma covardona, não pode ver formiga pela frente que já tem medo. O mesmo vale para roedores: uma vez entrou um casal de ratos na nossa casa e enquanto tentávamos pegá-los ela já estava do outro lado tremendo. Ainda assim o sonho da Pakita é ter um roedor de estimação! Quando a porquinha da Índia da ex namorada do meu pai morou com a gente por um tempo ela ficava ENLOUQUECIDA querendo brincar e até chorava, tadinha, enquanto a porquinha se escondia fugindo dela. Hoje minha irmã tem um Esquilo da Mongólia e quando compramos a gaiola, nossa, só faltou ABRAÇAR, ficava arrastando pela casa numa alegria sem tamanho. Aí ele chegou para habitar a gaiola em questão e quando fomos apresentá-los foi difícil saber qual dos dois correu mais rápido de pavor!

04) Momento humilhação: Isso não é bem um fato, mas uma história engraçada que rolou a um tempo atrás. Eu e minha irmã dividimos uma bicama por um tempo até ano passado, então como era baixinha ela subia pra dormir com a gente (em camas normais ela não sobe nem desce porque MORRE DE MEDO DE ALTURA). Houve uma época, quando ela tava começando a ficar doente, em que ela soltava vários puns bem fedorentinhos, e foi numa noite em que estávamos conversando antes de dormir e ela já estava capotada entre nós duas que nós ouvimos (e sentimos) um especialmente ruim. Começamos a rir e nossa risada acordou ela, que sentiu o cheiro, olhou pra gente muito brava e saiu do quarto, como se nós duas tivéssemos feito aquilo, indignadíssima!

05) Saudades, Pankeka! Momento emotivo… Quando a Pakita chegou nós já tínhamos a Pankeka, que estava muito doente com câncer e já velhinha. No início ela ficou com ciúmes, mas logo adotou a Pakita como aprendiz: deixava ela subir nas costas dela mesmo tendo problema de coluna, ensinava ela a maneira apropriada de deitar para aproveitar o calor do Sol, se não estivesse muito cansada elas até brincavam juntas. No dia que a Pankeka morreu eu cheguei da escola e encontrei a Pakita desesperada, não acalmou até que a gente fosse lá fora vê-la, já embrulhadinha pela minha mãe, antes de meu pai leva-la embora para enterrar. Até hoje, uma década depois, se nós chamarmos a Pankeka ela procura pela casa. E nem precisa ser só chamar não: se mencionar panqueca, a comida mesmo, num contexto que a palavra se destaca e ela “entende” acontece também, dá muita dó!

Feliz aniversário, Pakita!

Pessoal de Belo Horizonte que procura uma bom hospital veterinário recomendo MUITO o Life, onde a Pakita ficou internada. Todos os médicos foram ótimos com ela, pudemos visitá-la todos os dias, a estrutura é maravilhosa… Sério, aquelas pessoas salvaram a vida da nossa pestinha!

Pré-estréia de “Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2”

Em 19.07.2011   Arquivado em Harry Potter

Eu já queria sair escrevendo o post completo com tudooooooo sobre o filme, mas achei melhor começar assim, pela pré-estréia que foi um verdadeiro evento, e aí quando mais pessoas já tiverem visto (e eu visto denovo e denovo) eu escrevo!!
Mesmo porque ainda não tenho forças para isso.

– Quinta feira foi O DIA!! Cheguei ao Pátio às 14:30 – que foi o mais cedo que pude – e já tinham várias pessoas queridas lá na fila, sentadinhas, me esperando. Vesti a camisa que mandamos fazer, coloquei o cachecol da Lili, preparei minha câmara pra registrar tudo e entrevistar todos. A vibe era bem essa mesmo, pegar alguém da fila e levar pra algum lugar e fazer perguntas, ficar seguindo Gil pra cima e pra baixo, as vezes ir pra fila ficar com as meninas. Mas LÓGICO que ia dar problema alguma hora, porque até gente marcando 103 lugares na fila rolou. Aí confusão na Cinemark (deja vu?), gritaria, tentativas de organização, tentativas de desorganização e antes da tarde chegar ao fim já estávamos amontoados em lugares bem mais distantes do original e naquela de “ninguém entra, ninguém sai” da fila. Mas isso não desanimou ninguém. Nós continuamos rindo, comendo, dando entrevistas, tirando fotos, gravando vídeos, batendo papo, sentando e levantando a medida que os pés e as pernas doíam (chegou um ponto, mais à noite, que eu abusei do colo do Gugui e simplesmente DEITEI, porque nem sentar tava adiantando). A medida que a meia noite se aproximava a gente ficava com as mãos até suando. Recebemos jornal do Potterish, que foi o momento em que ouvi o primeiro “não chora não, Luly” da noite quando li “Hermione Weasley”. Vimos a fila da seção especial de 21:30 sendo formada, surtamos com o Mini Harryzinho que tava nela, pensamos em como eles eram sortudos e continuamos observando cada um deles entrar. O pessoal do Cosplay ia pro fundo e depois voltava pra onde a gente tava pra tirar foto, e depois ia e depois volatava e eu tive que gritar pra conseguir sentar, hehe. É sempre muito divertido estar com Potter Club, qualquer acontecimento vira “o acontecimento”.
(falando em PotterClub postei lá com todas as matérias e vídeo onde aparecemos – tá aqui!!)
Quando faltava uma hora e meia pra tão esperada meia noite, aconteceu. “Gente, levanta, A GENTE VAI ENTRAR!!” Aaaah, aí deu pra surtar!!

Pré-estréia "Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2"
Pré-estréia "Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2"Pré-estréia "Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2"Pré-estréia "Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2"Pré-estréia "Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2"Pré-estréia "Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2"

– E aí foi mais algum tempo de espera – SENTADOS CONFORTAVELMENTE NA CADEIRA -, umas trolladas do moço, um grito de guerra pr’O Tempo e começou. Pernas tremendo. Estômago revirando. E que coisa maravilhosa é estar lá com eles, poder gritar, aplaudir, surtar (Camara Secreta, aaaah), rir, fazer piada e chorar, chorar, chorar!! Na saída era difícil ver algum rosto sem lágrimas, era bonito ver e receber algum daqueles abraços sabendo que cada um ali estava feliz em ter participado daquilo, triste em ser a última vez e com muito orgulho de estar com Harry até o fim. Mais uma vez.

– E nosso vídeo pertence a esse blog também, então aí está!! Cada momento da noite antes do filme e as entrevistas – e até a entrevistadora que vos escreve foi entrevistada!!

My dog watches E.R.

Em 11.10.2010   Arquivado em Vídeos

– A Pakita é MUITO engraçada. Ela não é branca nem marrom: é branca com partes marrons. Quanto mais limpa ela tá, mais escuro fica o pelo dela, o que deveria ser o contrário. Ela é poddle, mas não sabe disso, porque eu nunca vi um poodle tão vira-lata na minha vida, além de não ter o biotipo ideal de poodle. Além disso ela não late. Nunca. Nunca mesmo. Eu só vi a Pakita latindo em raríssimas ocasiões de medo e/ou susto (e SURTO). Ela anda mancando com uma das patas sem nunca ter machucado aquela pata. Ela abraça a perna d’a gente quando chegamos em casa como se tivéssemos ficado 50 anos fora. Quando leva bronca, nossa, ela faz questão de fazer a coisa que mais me irrita: deita perto do meu travesseiro (eu sou muito chata com meu travesseiro, não gosto que ninguém nem encoste nele). Ela nunca ligou pra televisão. Pode passar qualquer coisa que ela não tá nem aí. Exceto, de acordo com uma descoberta que fizemos hoje, quando passa E.R.

– A Pakita AMA E.R. O médico favorito dela é o dr. Greene, mas ela não vai com a cara do Benton e nem do Ross, sempre late quando eles aparecem. Hahahaha!!

Pitstop!! 29.0; 5º aniversário da Pakita

Em 01.03.2009   Arquivado em Blog

* É, eu bem que avisei. Março chegou e novo layout por aqui!! Muito o que falar sobre ele.
Primeiro… Acho que cinza é definitivamente a cor que menos “cansa” pra layout e tudo mais, mas pesa, querendo o não. E meu layout, apesar de ter a Branca de Neve fofíssima como tema, tava assim: PESADO!! Além disso, meu tema no Plurk é igualzinho. Entre trocar lá e aqui, achei que o blog merecia um visual novo.
Peguei uma imagem da Penelope Charmosa que tava dando sopa no meu computador e sem aplicar efeito NENHUM sobre ela, coloquei num fundo rosinha. Ficou super enjoativo. Então misturei um tom salmão que roubei do blog da Angel com o rosa anterior, coloquei um pattern de fundo, uns brushezinhos e, NÃO ME PERGUNTEM O MOTIVO, o iPod Shuffle ao lado. Achei que ficou legal e mostrei pra minha irmã, que sugeriu que o iPod tivesse uma função legal, pra não ficar estranho. Fiz mapeamento na imagem, coloquei o “play” dele linkado para o meu Last.fm e nasceu a versão 29!! O mais difícil, na verdade, foi o escolher o ícone que funcionaria como “marcador” do post, já que a maçã não dá mais, vamos combinar. Gostei desse, se ficar muito tosco eu troco!!

* Além disso… Bom, ontem foi o 5º aniversário da Pakita, minha “bebê-peluda”, única poodle com alma de vira-lata já encontrada. Como sempre, rolou meio que uma comemoração. Levamos ela no petshop (pro horror da bichinha, tadinha, ela ODEIA banho, principalmente lá), fizemos um bolo que ela não comeu, compramos uma Coca-Cola que ela não tomou, cantamos parabéns, tiramos fotos, e etc!! Nem acredito que aquela bolinha de pelo marrom que chegou aqui no dia dos namorados de 2004 já tá completando meia década!! E agora duas fotos só pra complementar o post:

Pakita5anos

Ela (sendo totalmente “domada” pela Daninha) e o bolo | Nossa típica foto juntas de todos os anos, que ficou mais linda do que nunca!!


* No mais, só um única coisinha a dizer: viram que ENORME que tá a área dos posts?? Tô simplesmente amando ela assim!! Dá pra colocar as imagens com quase 500px de largura!! Ebaaaaa!!

Ouvindo: Morning Star – Angra

* Comentários!!

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