Extraordinário, o filme

Em 07.12.2017   Arquivado em Filmes

Extraordinário

Extraordinário (Wonder) *****
Elenco: Jacob Tremblay, Julia Roberts, Mandy Patinkin, Owen Wilson, Izabela Vidovic, Sônia Braga, Daveed Diggs,
Ali Liebert, Millie Davis, Noah Jupe
Direção: Stephen Chbosky
Gênero: Drama
Duração: 113 min
Ano: 2017
Classificação: 10 anos
Sinopse: “August Pullman é um garotinho que nasceu com uma desordem craniofacial congênita. Pela primeira vez, ele irá frequentar uma escola regular, como qualquer outra criança. No quinto ano, ele irá precisar se esforçar para conseguir se encaixar em sua nova realidade.” Fonte: Filmow (sinopse e pôster).

Comentários: Antes de mais nada, seria desleal da minha parte começar a falar sobre o filme sem citar a importância que a história de Auggie já tem na minha vida. “Extraordinário”, de R.J. Palacio, é meu livro favorito! É IMPOSSÍVEL que eu seja imparcial assistindo a adaptação dele para o cinema. Não dá pra não levar em conta o peso que acho que ele tem socialmente, inclusive. Tendo isso dito, vamos lá: Auggie Pullman aos 10 anos já passou por dezenas de cirurgias ao longo da sua vida, mas nunca foi para a escola, tudo isso graças à deformação craniofacial com a qual nasceu. Sua mãe, Isabel, o ensina em casa, mas acha que suas “habilidades” não são mais suficiente agora que o filho está grandinho. Sendo assim ele é matriculado no primeiro ano do Ensino Fundamental II (ou seja: sexto ano aqui do Brasil) e tem que lidar com a reação que seu rosto tão incomum causa nas pessoas…

Levar qualquer livro para o cinema é uma tarefa difícil. A gente sabe que existe a possibilidade de nossa cena favorita ser cortada, o personagem do coração ser completamente diferente do que a imaginação mostrava, etc. Ao mesmo tempo mais importante que essas coisas é a mensagem que o filme precisa passar, e no caso de Extraordinário isso é CRUCIAL. Ele vem sendo usado nos EUA como material de combate ao bullying, através da sua mensagem de escolher a gentileza acima de tudo e enxergar além da aparência. Nesse aspecto, não tem como, merece 5 estrelas com certeza! Eles criaram um ambiente super lúdico para que o expectador “entre” na cabeça do Auggie o tempo todo, materializando a imaginação dele em algumas cenas, dando um toque divertido e inocente à temática super pesada que estava sendo retratada.

A gente não pode ignorar que, mesmo sendo merecidamente aclamado por adultos, se trata de um filme infantil. Os protagonistas são crianças porque é pra elas que a autora tentou passar sua mensagem. Ler sobre uma cena violenta de bulliyng pode ser difícil, mas o impacto visual é sempre MUITO MAIOR! Por isso vários aspectos foram suavizados, sem ser excluídos completamente da história. Vi muitas reclamações sobre a aparência do protagonista, que no livro ele é “mais feio”, mas achei bem fiel se comparado a crianças que possuem a mesma doença. Além disso o ator precisava de liberdade para se expressar e fazer o trabalho, e mais maquiagem podia atrapalhar nisso… Felizmente não foi o que aconteceu, porque Jacob Tremblay foi INCRÍVEL! Cada lágrima dele na tela resultava em várias e várias saindo dos olhos da plateia. Na verdade o elenco inteiro foi muito bem escolhido, com destaque para Julia Roberts que está maravilhosa no papel de mãe.

Extraordinário Foto do Amsterdam News

Uma “mudança” que achei muito positiva foi a adição de alguns aspectos da vida dos Pullman que não está no livro, mas que era necessária no filme. Eles deram para Isabel uma breve história profissional antes de ter que se dedicar integralmente ao filho e uma possibilidade de futuro diante do fato que agora não precisa mais ficar com ele 24 horas por dia. Nate, o pai, também foi muito bem trabalhado, sempre divertido soltando piadas simples e inteligentes como é sempre dito que ele faz. E por último, mas não menos importante, temos o último membro da família que foi minha única decepção… Olívia, a irmã do Auggie, é minha personagem favorita e eu sempre tive muito medo que ela fosse retratada de forma egoísta, o que senti que aconteceu em várias cenas. Não é o “egoísmo justificável arrependido” que vemos originalmente, ela realmente foi mal direcionada mesmo. Não acho que isso prejudica o andamento da história, mas Via é uma pessoinha muito incrível para ser impedida de mostrar isso a todo momento, então fiquei bem chateada.

Um outro aspecto que me incomodou no início, mas depois passou, foi como a Summer, melhor amiga do Auggie, foi levemente minimizada. Ela é uma criança fantástica, que estende a mão para ele desde o começo, mas que teve essa amizade jogada bem mais pra frente. Ainda assim, porém, conseguiram mostrar toda a gentileza que ela passa e sua importância em diversos momentos, então entendi o motivo dessa modificação. Também não gosto muito como a Miranda é vista sempre como “boazinha” porque tenho antipatia dela, mas no original já é assim, não foi realmente uma alteração, mais um ranço pessoal mesmo… E Justin, gente? O romance da Via ganhou uma visão muito bonitinha, tiraram as características ansiosas dele mas mantiveram a essência de artista apaixonado. Uma graça as cenas dos dois juntos! Daisy, a cachorrinha deles, era outra que fazia o coração inflar de amor. Teve sua representação apresentada de forma muito digna.

E agora… Um registro do momento maravilhoso em que eu conheci os Pullman pessoalmente não podia faltar, né? Faltou você, Via, ‘bora marcar uma sessão de “Dirty Dancing” aqui em casa pra botar o papo em dia! (Ou vocês acharam que eu ia ignorar um totem desse tamanho e deixar passar a oportunidade de tirar uma foto com ele?)

Extraordinário

Em resumo… É uma adaptação que passa a essência necessária para o expectador de forma sensível e muito respeitosa. Mesmo com essas acomodações que precisam ser feitas muita coisa ficou extremamente fiel e alguns diálogos são exatamente iguais, sem parecer forçado. Eu nunca cheguei a escrever uma resenha do livro, apenas um texto dedicado a ele, mas hoje estou fazendo essa do filme com meu coração cheio de carinho e o rosto ainda manchado por causa das lágrimas que não pararam de cair nem por um minuto. Usando a própria frase da divulgação oficial da Lionsgate só o que tenho a dizer pra fechar é: “Go see Wonder!”

Trailer:

Blogmas 2017

Marley & Eu

Em 07.02.2009   Arquivado em Filmes, Leitura

* Demorei mas chegueeeei!! Eu tava meio enrolada pra escrever nos últimos dias, mas vim com meu post “Livro & Filme” mais esperado de todos @__@ Mas aaaaantes, umas pequenas observações sobre o post passado, me inspirando em umas perguntas que vieram por comentários E ATÉ POR E-MAIL:
– A mousse pode ser feita em outros sabores tambéééééém!! Maracujá é o mais recomendável, apesar de eu preferir fazer de outro jeito, desse também dá, é só usar 500ml de suco concentrado no lugar dos pacotinhos de suco de limão, fica uma delícia!!
– Eu não sei cozinhar, mas tô me aprimorando na técnica de fazer doces, tenho várias receitas aqui e todas que eu fizer e der certo vou trazer pra vocês.
– Sim, eu conheço o Gugui a 6 anos ^^ Mas nós só estudamos juntos 1 ano e meio.
– E nós somos amigos, gente… Não estamos casados (ainda) não!! Kkkkkk

* Agora, vamos ao que interessa. Domingo passado eu fui com meus primos assistir “Marley & Eu”, lindo, lindo. Eu já tinha me apaixonado pelo livro no inicinho de janeiro e me arrependi de ter dado ele pra minha mãe, quis comprar na mão dela!! Agora posso finalmente fazer meu post.

Marley&EuLivro Marley e Eu – A Vida e o Amor ao Lado do Pior Cão do Mundo
– Autor: John Grogan
– Sinospe: “Quando John e Jenny se casaram, decidiram logo que queriam ter filhos, e para testar se seriam ou não bons pais, resolveram comprar um cachorro, este que foi batizado de Marley, em homenagem ao cantor de reggae Bob Marley. Com o tempo, o cão foi tornando-se um forte labrador com mais de quarenta quilos que, ao longo de seus treze anos de vida, colocou seus donos em situações embaraçosas e hilariantes, mas mostrou, ao mesmo tempo, o que realmente é importante na vida.”
– Comentários: AH, MEU DEUS DO CÉU!! Sabe quando você passa a vida inteira lendo vários livros, mas tendo sempre uma única série no posto de favorita?? Aí um belo dia você pega um livro comum pra ler e, uau, ele se torna o preferido da sua vida, assim, do nada!! Essa foi minha história de amor com Marley & Eu. Peguei pra ler dia 1º de janeiro, terminei no dia seguinte querendo mais, achando pouco!!
Passei as primeiras 200 páginas com muitaaa risada, chorei umas 2 vezes, e pensando na Pakita, minha poodle-metida-a-vira-lata, que é tão terrível quanto o Marley, mas cujas confusões são proporcionais ao seu tamanho, hehehe. Depois, nas 100 páginas seguintes eu comecei a alternar riso-e-choro e de repente eu SOLUÇAVA de tanto chorar, não consiguia parar de jeito nenhum… A velhice dele foi bem parecida com a da Pankeka, nossa basset-mais-linda-do-mundo que morreu em 2005 aos 11 aninhos. Eu não conseguia parar de pensar “isso realmente aconteceu, na vida do Grogan e na minha vida”, e aí chorava mais e mais!! Fiquei até 3 horas da manhã lendo, e chorei tanto, mas tanto, que superou o número de lágrimas na pior morte que teve em HP & as Relíquias da Morte. Pra mim foi o Fred, gente, eu simplesmente não consegui continuar lendo.

Marley&EuFilme Marley & Eu – filme
– Elenco: Owen Wilson, Jennifer Aniston, Alan Arkin, Eric Dane, Haley Bennett, Nathan Gamble, Clarke Peters, Sandy Martin, Haley Hudson, Marc Macaulay, Jennifer Wiene
– Duração: 118 minutos
– Sinopse: “O filme é baseado no best-seller homônimo escrito por John Grogan. Na história, John (Wilson) e Jenny (Aniston) haviam acabado de se casar. Eles eram jovens e apaixonados, vivendo em uma pequena e perfeita casa e nenhuma preocupação. Jenny queria testar seu talento materno antes de enveredar pelo caminho da gravidez. Ela temia não ter vindo com esse ?dom? no DNA, justamente porque matara uma planta por excesso de cuidado: afogando-a. Então, eles decidiram ter um mascote. Vão a uma fazenda, escolhem Marley, ao tomar contato com uma ninhada, porque também ficam encantados com a doçura da mãe, Lily; só depois tem uma rápida visão do pai, Sammy Boy, um cão rabugento, mal-encarado e bagunceiro. Rezam para que Marley tenha puxado á mãe, porém suas ?preces? não são atendidas. A vida daquela família nunca mais seria a mesma. Marley rapidamente cresceu e se tornou um gigantesco e atrapalhado labrador de 44kg, um cão como nenhum outro. Ele arrebentava portas por medo de trovões, rompia paredes de compensado, babava nas visitas, apanhava roupas de varais vizinhos, e comia praticamente tudo que via pela frente, incluindo tecidos de sofás e jóias. As escolas de adestramento não funcionaram – Marley foi expulso por ter ridicularizado a treinadora. Mas, acima de tudo, Marley tinha um coração puro e a sua lealdade era incondicional.”
– Comentários: Como eu já tinha lido o livro, fui preparada pras duas extremidades que incomodariam as pessoas: minha risada exagerada mais engraçada e estridente do mundo e o meu choro desesperado.
Achei o filme muuuito bom, com cortes prudentes e uma exelente seleção de cenas, principalmente na parte de comédia. Teve uma hora que eu e Daninha já começamos a rir antes, sabendo o que ia acontecer, que meu primo quase gritou pra gente parar!! O nível era gargalhada pra cima. Pelo menos até a metade…
Eu sou muito sensivelzinha, já comecei a chorar antes da hora, por saber o que tava por vir e porque já dava pra chorar mesmo. Mas quando vai chegando o fim mesmo a gente descobre que precisa ser MUITO insensível pra deixar aquilo passar despecebido. Eles colocaram cenas do tipo “o filho mais velho vendo fitas de vídeo antigas” e “Jenny relembrando quando Marley era neném e re-lendo os artigos sobre ele” e é GOLPE BAIXO!!
Quer um grau de “estrelas” pra ambos?? 5 em 5, pronto!!

* O que mais?? Tô querendo fazer um post sobre teatro, porque fui a uma peça ontem e pretendo ir em mais pelo menos uma… Mas pra fazer isso vou esperar a Campanha de Popularização acabar, porque aí venho dar uma opinião geral sobre tudo!!

Ouvindo: Cindy Lauper – True Color

– Comentários