To The Bone: O Mínimo Para Viver

Em 02.08.2017   Arquivado em Filmes

O Mínimo Para Viver

O Mínimo Para Viver (To The Bone) *****
Elenco: Lily Collins, Keanu Reeves, Liana Liberato, Alex Sharp, Kathryn Prescott, Ciara Bravo, Hana Hayes, Joanna Sanchez, Michael B. Silver, Rebekah Kennedy, Yindra Zayas.
Direção: Marti Noxon
Gênero: Drama
Duração: 107 min
Ano: 2017
Classificação: Livre
Sinopse: “Uma jovem (Lily Collins) está lidando com um problema que afeta muitos jovens no mundo: a anorexia. Sem perspectivas de se livrar da doença e ter uma vida feliz e saudável, a moça passa os dias sem esperança. Porém, quando ela encontra um médico (Keanu Reeves) não convencional que a desafia a enfrentar sua condição e abraçar a vida, tudo pode mudar.” Fonte: Filmow (sinopse e pôster).

Comentários: Antes mesmo de ter sido lançado na Netflix mês passado, “O Mínimo Para Viver” (em inglês “To The Bone”) já estava dando o que falar. O longa protagonizado por Lily Collins trata da tão falada, e ainda assim mal discutida, questão dos distúrbios alimentares através de Ellen, uma garota de 20 anos que sofre de anorexia nervosa. Após várias tentativas de tratamento impostas pela sua tumultuada família, todas frustradas, sua madrasta consegue para ela uma vaga na disputadíssima clínica do dr. Beckham, interpretado por Keanu Reeves, que tem um método muito “diferente” de tratar os pacientes, sem apelar para remédios ou medidas drásticas.

Digo “tão falada, e ainda assim mal discutida” porque é um assunto MUITO abordado na mídia e na arte, mas sempre com um foco meio errôneo. Novelas como “Malhação” sempre trazem personagens com anorexia e bulimia, e a história é quase a mesma todas as vezes: uma menina sem qualquer problema aparente, porém vulnerável aos padrões de beleza, é incentivada à prática e fica doente, mas raramente sente as consequências reais disso. Elas têm familiares e amigos que sabem exatamente como lidar, sofrem alguns desmaios que solucionam todos os seus problemas e continuam visualmente lindas, saudáveis e magras “na medida certa”. Não existem outros problemas naquela garota para serem tratados antes, durante ou depois do que rola. Mas na vida real não é bem assim.

Na vida real existe uma ramificação enorme de sequelas que viver com uma doença assim pode trazer, e é o que é abordado. A própria Ellen se corrói de remorso com o que a mistura da anorexia e arte desencadeou em sua vida e na dos outros, e ainda assim não consegue se livrar dela. Vemos vagamente que os outros pacientes da clínica também sofrem com isso, mas não é algo tão aprofundado. Se parar pra pensar isso condiz com a realidade, mesmo que a gente compartilhe das dores e problemas de alguém raramente saberemos ao fundo as causa e consequências disso. A escolha dos atores foi muito sábia nesse aspecto, assim como as tomadas feitas pela câmera… Os ossos deles aparecendo sob a pele é amargo de se ver, traz desconforto e fica quase difícil entender como alguém pode chegar a esse ponto, e aí você lembra que que não é realmente compreensível, o que torna a luta ainda mais árdua.

Dois pontos, porém, foram extremamente fracos pra mim. Primeiro um breve romance que é enfiado na história, sem pé nem cabeça, que não faz sentido, não tem base para se firmar e não dá força a nenhum aspecto da narrativa. O impacto final que isso tem poderia ser o mesmo sem esse tipo de envolvimento e seria ainda mais bacana porque teria alguma lógica, já que a amizade convence e o casinho não. E o segundo é o final. O clímax do filme é maravilhoso com uma cena SUPER forte e emotiva envolvendo a mãe da personagem, e aí o que vem logo em seguida não combina muito bem com toda a realidade que estava sendo passada até segundos antes. Os últimos minutos se arrastaram e quebraram completamente um ritmo que eu estava gostando MUITO, até que acabou e fiquei olhando pra tela um pouco decepciona. Uma pena.

O Mínimo Para Viver Foto do Las Vegas Review-Journal

E agora um desabafo, porque acima de tudo seria impossível falar sobre esse filme sem isso. A maneira como me senti se sobressaiu a tudo, incluindo roteiro, atuações maravilhosas e fotografia belíssima. “O Mínimo Para Viver” enfiou o dedo numa ferida que eu sequer sabia que tinha, tão profundamente que chegou lá no osso, como o título sugere. Porque mesmo com mais de uma incidência com o passar dos anos eu continuava fingindo que nunca tinha tido um transtorno alimentar de verdade, mas a verdade é que tive, várias vezes.

Sendo uma pessoa que sofre de Transtorno de Ansiedade estou sempre suscetível a épocas de crises, muitas vezes causadas por “besteiras” que as ligações falhas do meu cérebro tornam algo grandioso. E um sintoma que NUNCA DEIXA DE APARECER é a falta de apetite. Já cheguei a emagrecer 5kg em duas semanas e esse ano a coisa chegou no seu ponto extremo em que havia dias onde eu fazia apenas duas refeições minúsculas, praticamente só pra fingir pras pessoas que estava normal. Um belo dia me olhei no espelho e vi que conseguia ver as costelas sem precisar forçar, algo que não acontecia nem quando eu era uma adolescente magrela. Minhas calças estão todas caindo e escolher o que vestir me leva ao profundo desespero, já que me sinto sempre horrorosa não cabendo em nada.

“Mas Luly, você não gosta de estar assim! Você nem se acha bonita estando tão magra! Não é a mesma coisa, né?” Não, não é a mesma coisa, mas não deve ser ignorado ainda assim. Durante todos os minutos de duração da história eu tentava me comparar visualmente com a Ellen com medo de estar iguala. É óbvio que a coisa fica ainda mais triste quando é imposta por uma sociedade que se preocupa mais com a magreza do que com a saúde, mas um distúrbio por compulsão ou isenção não deixa de ser um problema. Inclusive já falei sobre como me sinto em relação a isso largamente num vídeo que foi ao ar no meu canal do YouTube há pouco tempo…

Tem também o número absurdo que pessoas que já me disse ao longo da vida o quanto eu e a Lily somos parecidas fisicamente. Não sei se é realmente tão igual, mas entendo a comparação e fico feliz porque acho ela LINDA, e deixou tudo ainda pior! Só o que conseguia pensar era “Será que estou ficando assim? Será que já estou? Se ela ficou destruída dessa forma estando tão magra, vou ficar também? E se chegar nesse ponto?”… Ao mesmo tempo que não sei como mudar minha realidade… Desesperador.

O Mínimo Para Viver Foto do Las Vegas Review-Journal

Enfim… Em resumo, “O Mínimo Para Viver” não é um filme sobre superação, romantização ou finais felizes. É para incomodar e mostrar “na prática” que a doença pode chegar níveis extremos, acarretar outros problemas ainda maiores, se tornar mais importante que seus valores próprios. É pra te jogar na cara que vem pra matar! É pra exemplificar que afeta quem se acha gordo demais, magro demais, feio demais, infeliz demais, muito demais em algo que a pessoa pode nem ser e o pior: a torna alguém ruim ou feio mesmo se for!

Trailer:

The Get Down

Em 25.04.2017   Arquivado em Séries e Desenhos

The Get Down

Sempre que sai uma nova série na Netflix é a mesma coisa: em TODAS as redes sociais aparecem umas trocentas pessoas assistindo ao mesmo tempo nos primeiros dias, só se fala disso, surgem as páginas “Série X da Depressão” e “Personagem Y Irônico” e, claro, são tantas imagens de tantos trechos jogadas na nossa frente que quem demora alguns dias pra ver já sabe exatamente tudo o que vai acontecer. Não foi assim, porém, justo com a MELHOR de todas as que já acompanhei por lá e lançou ano passado: The Get Down! Quando vi o anúncio achei os cartazes bonitos e adicionei na minha lista, mas estava esperando algum amigo comentar o que achou até que… NADA ACONTECEU! Fui ficando muito curiosa, começou a aparecer muita propaganda no SnapChat, então decidi eu mesma ir descobrir qual é a dela. O resultado, como acho que já deu pra perceber, foi amor do início ao fim!

Criada por Baz Luhrmann, de “Moulin Rouge” e “O Grande Gatsby”, a série é um drama musical passado na década de 70 no sul do Bronx, distrito da cidade de Nova York onde nasceu o movimento hip hop, que é justamente a temática retratada. Nela Ezekiel “Zeke”, também conhecido como “Books”, é um adolescente com alma de poeta cujo caminho cruza o do traficante Shaolin Fantastic, que tenta sobreviver em meio à violência que é o mundo das drogas e, ao mesmo tempo, seguir sua jornada como DJ numa época em que o disco predomina as boates da cidade. O talento dos dois, então, se une na forma do Get Down, e junto com os amigos do garoto (entre eles o grafiteiro Dizzee que é interpretado por Jaden Smith!) eles formam um grupo que vem para peitar os donos do bairro mostrando o valor de uma arte com a qual eles não estão e nem querem estar acostumados. Ao mesmo tempo Mylene Cruz, amor da vida de Zeke, tenta se desvencilhar das garras de seu pai pastor opressor e do romance que quer viver com o rapaz para conquistar seu sonho de ser uma estrela da Disco Music e deixar o Bronx, ainda que tenha sido criada para usar sua voz apenas para fins religiosos. Para isso ela ai contar com a ajuda de seus amigas (e backing vocals) e de seu tio, um político local que faz de tudo para ver a região crescer da forma que merece. À medida que esses jovens lutam por sua ascensão social e cultural, vão criando aliados e inimigos, já que isso significaria liberdade para uns e o fim da “soberania” de outros.

A história é contada por Zeke já nos anos 90, que começa cada episódio dando um resumo do que passou (e do que está por vir) através de um rap, e por mais que soe como um “spoiler” de que vai dar tudo certo a verdade é que não passa nem perto disso. Entre cenas reais e fictícias, primeira parte teve 6 episódios lançados na plataforma dia 12 de agosto, cada um com aproximadamente uma hora e meia de duração, e a segunda veio agora, dia 7 de abril, com 5 episódios de menos de uma hora cada. Em todos eles nós vemos a predominância absoluta de atores negros e latinos, que condiz com a população sulista do Bronx à época, e uma SÉRIE de assuntos mais pesados sendo abordados como pano de fundo de um romance… Drogas, intolerância religiosa, arte de rua, briga de gangues, a descoberta da sexualidade, tramas política e, claro, a busca de igualdade por parte uma população naturalmente marginalizada são a base de The Get Down, assim como foi no surgimento do hip hop e ainda é, hoje, na vida de tantos jovens que vão se enxergar nos personagens, independente de estarem ligados à música ou não. Você vai se apaixonar por alguns, odiar outros e nunca passar neutro por qualquer um deles, já cada todos têm seu próprio drama ou causam isso na vida de alguém. Além do mais é muito gostoso “descobrir” o surgimento de um movimento que abrange tantas formas de arte e que poucos consideram pesquisar sobre justamente por sua origem e por sair da zona de conforto, abrir o pensamento em relação como é a vida de pessoas completamente diferentes da gente e tudo mais… Dá muita vontade de pesquisar sobre o que rolou de verdade enquanto canta mentalmente “Shaolin’s the DJ that we call conductor, ’cause Shaolin Fantastic’s a bad motherf–“, porque no final de ambos os clímax você vai sair com a música grudada na cabeça com certeza, e isso é ótimo!

The Get Down
“The Get Down” via Variety

Infelizmente a “Parte 2” foi mesmo o fechamento, mas deixou tantas coisas boas e ruins no ar nas cenas finais que eu tô de coração partido até agora só de saber que acabou. Não sei se foi planejado assim ou se eles fariam mais episódios se tivesse feito mais sucesso, mas eu particularmente queria era mais, tô doida pra tirar um fim de semana inteiro a toa pra rever porque ela merece!

She’s Beautiful When She’s Angry

Em 27.12.2016   Arquivado em Feminismo, Filmes

She's Beautiful When She's Angry, via Filmow

She’s Beautiful When She’s Angry *****
Direção: Mary Dore
Gênero: Documentário
Duração: 92 min
Ano: 2014
Classificação: 14 anos
Sinopse: “Conta a história das mulheres que criaram o movimento feminista nos anos 1960, fazendo uma revolução em todos os âmbitos sociais.” (fonte – sinopse e pôster)

Comentários: A primeira vez que ouvi falar sobre o movimento feminista onde o assunto realmente me chamou atenção foi através da minha mãe enquanto a gente assistia “The Wonders” pela milésima vez. Eu tinha uns 16 anos e falei que achava feio as dançarinas com os mamilos “marcando” na roupa, ela veio e me explicou o contexto, que houve a queima em massa de sutiãs em busca de direitos iguais, e apesar de continuar achando não achando bonito a presença daquelas meninas ali mudou de sentido na minha cabeça COMPLETAMENTE e eu passei a adorar a dancinha delas. Mas a história estava só começando… Sete ou oito anos precisaram se passar para eu começar a realmente entender do que aquilo tudo se tratava e o principal: perceber e admitir que eu fazia parte. Foi devagar, primeiro uns compartilhamentos no Facebook, depois uns posts por lá e por aqui, a perda total do medo de usar as palavras que marcam o movimento e, claro, a necessidade de ler e assistir mais sobre o assunto. E é aí que entra “She’s Beautiful When She’s Angry”, que está disponível na Netflix e conta um pouquinho sobre como a coisa se intensificou nos Estados Unidos justamente no período do qual minha mãe tinha me contado um pouquinho.

Sabe quando você tá lendo alguma postagem sobre feminismo e SEMPRE tem aquele(s) comentário(s) que diz(em) “Antes eu até entendo, as mulheres queriam seus direitos, mas as feminazis hoje em dia só querem privilégios e aparecer”? Pois é, as pessoas já diziam isso na época. Sabe quando as próprias mulheres reproduzem o machismo dizendo que se sentem bem com o que já têm e não entendem por que as outras querem mais? Sim, desde então muitas já davam esse tipo de entrevista. Sabe quando algum jornalista é MUITO babaca e fala merda na televisão pra todo mundo ver e ainda assim mantém seu emprego, não importa o quão misógino ele foi? Bom, nem preciso dizer que isso também sempre esteve presente, né! Esse documentários é FUNDAMENTAL pra entender do que se trata e ver que não importa o quanto as coisas melhorem pra gente, ainda temos um longo caminho pela frente até atingir a equidade de gêneros. É um mix de sentimentos, ao mesmo tempo que você quer gritar um “MUITO OBRIGADA” para cada uma delas pela vida melhor que temos hoje, é triste ver que muita coisa não mudou e ainda vai demorar pra mudar, e é por isso que a gente não deve NUNCA se calar diante do machismo nosso de cada dia!

Nele nós vemos relatos vindo direto das ativistas da época que ressaltam as dificuldades, prazeres, conquistas e até mesmo erros de cada etapa e organização que ia surgindo, a necessidade inacabável da representatividade e lugar de fala, chegando a causar até “brigas pelo protagonismo”: elas foram caladas por tanto tempo que não conseguiam ser ouvidas quando falavam em tom de voz normal ou mesmo gritando, e aí era preciso BERRAR, caminhar, reunir, queimar… O que eu mais gostei nele, porém, foi que alguns relatos me deram mais oportunidade de sair da minha “zona de conforto” feminista classe-média-branca-cis-hétero-com-curso-superior e ver que ali já começavam a nascer também algumas “diretrizes” que até hoje não têm muito espaço, como o feminismo negro e lésbico… Sempre que leio algum texto sobre esses assuntos tem alguém que está do “lado privilegiado” comentando que se sentiu ofendida, e confesso que já me senti muito também, mas é só abrir um pouquinho a mente que a gente vê que esse “ofensa” é a mesma que muitos homens sentem quando vêem que nós mulheres queremos ser tratadas como pessoas que somos, e não como seres inferiores, então é sempre bom entender que cada um tem lado oprimido, mas também seu lado “opressor” e ajudar a dar a voz pra quem tem mais “sacos de batata de opressão” nas costas poder colocar esse peso pra fora…

Eles têm também um site super legal que conta com informações sobre a tragetória de cada uma das entrevistadas, o trabalho da diretora, fontes de informação, uma lojinha virtual, links das redes sociais e, claro, divulgação de onde o filme pode ser assistido, acessem lá para poder se maravilhar com ele tanto quanto eu: shesbeautifulwhenshesangry.com!

Trailer:

Stranger Things

Em 25.07.2016   Arquivado em Séries e Desenhos

Stranger Things

No fim de semana passado a internet EXPLODIU com o lançamento da nova série da Netflix, Stranger Things, que aconteceu dia 15. Eu nunca vi coisa igual na minha vida, de repente todas as minhas timelines de todas as redes sociais estavam tomadas pelas fotos de cinco crianças que eu nunca tinha visto na vida, luzinhas de natal que piscavam formando palavras e uma Winona Ryder ao telefone com cara de desespero, então comecei a ficar muito curiosa com o que tinha causado esse alvoroço todo. E aí à medida que foram surgindo posts e pude ver do que se tratava minha curiosidade cresceu cada vez mais e não resisti, tive que ver também (tudo em um dia, diga-se de passagem).

A série se passa numa cidade no interior de Indiana, na década de 80, e começa quando Will Byers, após sair do costumeiro jogo de RPG com seus melhores amigos Mike, Dustin e Lucas, desaparece misteriosamente, deixando a mãe (interpretada pela Winona) e o irmão em completo desespero. Como a cidade é pequena no início ninguém leva isso muito a sério, acham que ele simplesmente fugiu de casa, mas uma série de acontecimentos bizarros começa a mudar essa ideia na cabeça do chefe de polícia, que está responsável pelo caso, e ele vê que tem muito mais “caroço nesse angu”, envolvendo inclusive experiências secretas conduzidas pelo governo. Enquanto isso os amigos de Will resolvem agir por si só, mas ao invés de achá-lo eles acabam encontrando a Onze/Eleven, uma menininha MUITO sinistra que, ao longo do tempo, mostra que sua “esquisitice” é justamente o que eles precisam pra resolver esse mistério todo.

Quando eu comecei a pesquisar pensei que não ia assistir de jeito nenhum porque sou MUITO medrosa com histórias de suspense, mas uma semana vivendo com a empolgação alheia foi o suficiente para mudar minha cabeça completamente, não deu pra segurar. E vou falar na pele de uma pessoa que fica sem dormir com as coisas mais bobas do universo: a série realmente NÃO dá medo! Tem umas cenas bem nojentas e tudo mais, mas eu desviava o olhar e comecei a assistir durante o dia, fiquei mega de boa! A atmosfera de ficção científica dos anos 80 é MUITO MARAVILHOSA, faz muito jus aos programas desse gênero da época, só que qualidade ainda melhor quando se diz respeito a efeitos e até mesmo filmagem. Fora isso o elenco também é incrível, ao invés de pegar um bando de ator bonitinho eles escolheram uma galera meio “vida real” que combina mesmo com as personagens, as crianças são um show à parte, todos mega carismáticos num nível que você não escolhe o favorito porque não dá, hahahaha! Além disso a temporada é bem rapidinha, apenas 8 episódios que duram cerca de 50 minutos, mas é tão viciante que você termina em um dia e nem percebe que o tempo passou no meio de sustinhos, risadas, lágrimas e plus: uma trilha sonora maravilhosa!

Stranger Things
“Stranger Things” via Adoro Cinema

A segunda temporada já foi confirmada pela Netflix e eu (e todo mundo do planeta) num tô ME SEGURANDO de ansiedade já porque o último episódio deixou várias brechas bacanas, acho que tem muito potencial pra ser tão incrível quanto a primeira. Eles ainda não têm previsão pra esse lançamento, mas assim que tiverem devem liberar porque tem uma legião de fãs aguardando, o amor pela série começou a apenas alguns dias, mas é tão boa que parece que já são anos!