Bohemian Rhapsody: tributo digno da realeza!

Em 03.11.2018   Arquivado em Filmes, Música

Bohemian Rhapsody *****
Bohemian Rhapsody Elenco: Rami Malek, Gwilyn Lee, Ben Hardy, Joseph Mazzello, Lucy Boynton, Tom Hollander, Allen Leech, Aaron McCusker, Aidan Gillen, Mike Myers
Direção: Bryan Singer
Gênero: Drama, Música
Duração: 134 min
Ano: 2018
Classificação: 14 anos
Sinopse: “Freddie Mercury e seus companheiros, Brian May, Roger Taylor e John Deacon mudam o mundo da música para sempre ao formar a banda Queen durante a década de 1970. Porém, quando o estilo de vida extravagante de Mercury começa a sair do controle, a banda tem que enfrentar o desafio de conciliar a fama e o sucesso com suas vidas pessoais cada vez mais complicadas.” Fonte: Filmow (sinopse e pôster).

Comentários: Poderiam ser “trovões e relâmpagos me assustando muito”, mas eram aplausos vindo de dentro e fora da tela do cinema. Bohemian Rhapsody, provavelmente o maior dos sucessos do Queen que fez a carreira da banda estourar mundialmente, foi o título escolhido para o filme que conta a trajetória de seu vocalista, Freddie Mercury, nos anos em que o quarteto tocou junto. E, se tratando de Freddie, estamos falando de uma grande lenda do rock! O ator escolhido para interpretá-lo, Rami Malek, teve em mãos duas possibilidades extremas em sua carreira, ficaria marcado para sempre como um sucesso estrondoso ou dolorida derrota… Felizmente, foi a primeira opção: não só a caracterização está perfeita (principalmente quando colocava os óculos de Sol), mas também os trejeitos, modo de falar e de se comportar. Com uma mixagem de som que misturou áudio originais, a voz do ator e do canadense Marc Martel, a transição do falado para o cantado está tão perfeita e convincente que é impossível não se arrepiar!

Os outros membros da banda também estão perfeitos, com destaque total para Brian May que ficou absolutamente IDÊNTICO, de forma positivamente assustadora. A história começa um pouco antes da formação do Queen, mostrando como as quatro se juntaram, apostaram em criações experimentais, ousaram , definiram seu estilo, até atingir o estrelato. Paralelo a isso, como Freddie foi de um garoto um pouco tímido a “rainha histérica”, com visual extravagante, estilo de vida cheio de excessos até, em fim, a descoberta da AIDS que desencadeou na broncopneumonia que o matou. O filme, porém, foca muito mais na música em si, deixando a vida de álcool, drogas e sexo em segundo plano e tornando a doença como “algo a mais” que, por mais que tenha abalado a todos, nos conseguiu destruir aquela imagem que sempre pareceu indestrutível.

Os números musicais são incríveis, principalmente a criação de “Bohemian Rhapsody”, as primeiras execuções de “We Will Rock You” e, CLARO, a lendária apresentação no Live Aid, que dura ousadíssimos 20 minutos e ainda assim te faz querer mais. Não sou muito fã de ver filmes em IMAX 3D porque não enxergo muito bem e me dá dor de cabeça, mas tive a oportunidade de assisti-lo na pré estreia que foi nessa sala, porém em 2D. Valeu MUITO a pena! Os momentos em que a câmera foca na plateia te fazem quase acreditar que você está ali! O uso de áudios originais traz toda a vibe que a presença do público tinha e as interpretações foram todas impecáveis, realmente reproduzindo os movimentos dos integrantes da banda, contando inclusive com a produção musical de Brian May e Roger Taylor. Nesse aspecto não tem como achar um defeito sequer, você ri e chora sem parar, cheio de brilho no olhar.

Bohemian Rhapsody

Bohemian Rhapsody: imagem via Metro

Se fosse pra citar um problema, por mais que não considere assim, a linha do tempo é completamente diferente de como foram as coisas na verdade. Mas trata-se de um filme biográfico, não um documentário, com intuito de celebrar uma vida, esse tipo de adaptação se faz necessária. Colocando o Rock In Rio muito cedo e Live Aid um pouco “tarde”, é possível sentir o impacto que o Queen tinha na plateia desde que nasceu até o “fim”. Tem outros pequenos deslizes, é claro, mas que estão ali justamente para levar a história ao cinema de modo mais atrativo possível. Algumas coisas foram bem dramatizadas também, como a breve carreira solo do Freddie, é claro, mas ainda assim é mensagem de que eles eram como uma família, sempre dando suporte um ao outro, foi mantida, o que é fundamental para o entendimento do Queen.

E por fim, outro ponto extremamente positivo, temos a visibilidade bi tomando conta das telonas! Não é estranho que um dos maiores ícones gays do mundo era, na verdade, bissexual? De Mary Austin, seu “Love of my life” e amiga a vida toda, mesmo após o fim do relacionamento dos dois (que o próprio Freddie definia como insubstituível) a Jim Hutton, que esteve ao seu lado até morrer, vemos o protagonista amando homens e mulheres com uma imprensa louca em cima disso, sempre tentando arrancar dali uma confissão sobre o assunto, em vão. Na época do lançamento dos trailers vi muita gente reclamando da presença de Mary neles, porque tornava tudo “muito heteronormativo”, mas a verdade é que ignorar a bissexualidade de um dos maiores nomes da música seria invisibilizar ainda mais essa parte já tão excluída do movimento LGBTQ+. E não foi o que aconteceu!

Entre tantos acertos você assiste a essas duas horas com a sensação de que está vendo muito mais, com tanta coisa acontecendo em tela, mas sem se cansar, pelo contrário! Definitivamente, um tributo digno dele que era, como o nome da banda e seu microfone simulando um cetro sugerem, a realeza do rock and roll. E, se você é fã como eu, fique na sala durante os créditos finais para não sentir falta de nada: uma das canções mais icônicas de todas, que marcou esse período final da vida do vocalista (ainda que não tenha sido escrita por ele), está ali, pra te fazer soltar as últimas lágrimas que ainda sobraram para chorar!

Leia também: Nasce Uma Estrela, resenha do musical estrelado por Lady Gaga e Bradley Cooper

Trailer:

Bonecando: Funko Pop! Rocks Elton John 70’s

Em 24.07.2018   Arquivado em Dolls

Eu sei, eu sei, eu SEI que Funko Pop! não é considerado como boneca, logo não eu não devia me referir a eles como se fosse. Já sei! Mas de algum modo, se parar pra pensar… É sim um boneco, uai! Ah, vai, a gente dá o nome que a gente quiser pra nossas coleções, e me dei ao direito de vir mostrar um aqui nesse meu momento “Bonecando” porque é, afinal de contas, especial. No final do ano passado foram anunciadas três figuras do Elton John na linha Rocks, e ganhei de presente de aniversário o que mais queria entre eles: o “Patriota” com visual anos 70!

Funko Pop! Elton John 70's

Junto com a Kombi britânica e o álbum “Wonderful Crazy Night”, que também foram presentes!

O mais incrível desse Funko é que, apesar de retratar um traje real específico do Elton John, remete a vários outros parecidos, como uma grande homenagem ao estilo que adotava na época. Vermelho, azul e branco é uma combinação que ele usou MUITO no início de carreira, não só por causa da bandeira do Reino Unido mas também dos EUA, onde fez um número enorme de shows memoráveis da sua carreira. Essa específica é quase uma bandeira americana mesmo, com as listras e estrelas! É bem bonitinho porque ele tem as entradas no cabelo, que o cantor teve desde bem novo, sapato social de salto alto e, CLARO, óculos de Sol gigantes! Estão até discretos se comparados com o histórico espalhafatoso do Elton, mas a presença por si só já faz jus à imagem, o que não podia era faltar. Também adorei esse microfone na mão, estou deixando na estante com o corpo de lado e a cabeça virada, justamente pra parecer que está “cantando”.

Funko Pop! Elton John 70's

Eu adoro como a empresa tem se importado BEM MAIS com a qualidade dos bonecos mais recentes do que tinha no inicio. A primeira que tive foi a versão rainha do gelo da Elsa, de Frozen, comprada há uns 4 anos. A pintura dela é MUITO RUIM, com o loiro do cabelo manchando a testa toda, o azul da manga não preenche o formato certo perto da mão e o vestido não tem detalhe NENHUM, basicão mesmo. Esse é completamente diferente! As estrelinhas da roupa são bem definidas, os pelos no peito formando um “desenho” que dá pra entender do que se trata mesmo sendo só alguns “risquinhos”, a calça listrada sem uma cor entrar no lugar da outra. Até os botões são bem pintados, mesmo que super pequenininhos! Muito bacana ver essa melhoria, principalmente porque lá fora é baratinho, mas importando pro Brasil eles normalmente saem meio caros.

Funko Pop! Elton John 70's

Leia também: Vision To End AIDS, o relato de como foi ganhar um livro autografo da própria Elton John AIDS Foundation!

Além desse tem uma versão do mesmo, porém brilhante, que é limitada da Fye, e o de terno branco e chapéu representando a capa do álbum “Greatest Hits”, com músicas lançadas entre 1970 e 2002. Esse segundo, apesar de ser bem mais simples e, de certa forma, um pouco menos icônico para quem não é super fã, eu confesso que ainda fico querendo ter… A linha Rocks conta também com artistas como Kurt Colbain, Amy Winehouse, Michael Jackson, Elvis, membros do KISS, os Beatles em Yellow Submarine (além do próprio Submarino Amarelo!) e vários outros… Dá pra ver todos no site oficial da Funko!

Funko Pop! Elton John 70's

Ei! Quer saber mais sobre o Elton John? Na tag dedicada a ele aqui no Sweet Luly tem vários posts legais sobre lançamentos, curiosidades, seleção de música e como foram, tim-tim por tim-tim, os dois shows que pude ir! É só entrar e se jogar na leitura!

''Todo Dia'', 26 de julho nos cinemas!

Farewell Yellow Brick Road: A turnê de despedida de Elton John!

Em 24.01.2018   Arquivado em Música

Cinco décadas de carreira, mais de quarenta álbuns de estúdio, incontáveis shows ao redor do mundo, vencedor de cinco Grammys e um Oscar. Pianista, compositor, cantor, produtor, filantropo, famoso por duetos marcantes. Ativista na luta contra a AIDS e nas causas LGBT… Bom, se for citar tudo o que temos para dizer sobre Elton John precisaria de uma longa biografia, e não um post… Principalmente sendo uma grandessíssima fã dele há muitos e muitos anos, poderia ficar horas falando e repetindo a importância do homem não só no mundo da música, mas também pra mim. Mas essa semana só o que se comenta sobre ele é que acaba de ser anunciada a Farewell Yellow Brick Road, última turnê de shows de sua carreira!

Elton John: Farewell Yellow Brick Road Foto do Instagram Oficial do Elton John

Esse notícia está longe de representar sua aposentadoria formal. Em uma live que foi ao ar no Facebook essa tarde ele afirmou categoricamente que sua carreira não chegou ao fim! Ele e Bernie Taupin, com quem compõe há cinquenta anos (a maior parceria entre compositor e letrista da história), já têm dois álbuns de estúdio planejados e uma trilha sonora para filme. Seu novo livro está para ser publicado ano que vem. Apenas os shows irão deixar de fazer parte da sua vida, e em grande estilo! Nos próximos três anos acontecerão 300 apresentações em todos os cinco continentes, o que promete ser um escândalo porque o “Rocket Man” não é conhecido por sua discrição!

Leia também: Vision To End AIDS – sobre “O Amor é a Cura”, livro que conta a história da Elton John AIDS Foundation.

Se sua ideia é continuar em atividade por que então parar com as turnês? A resposta é simples e muito bonitinha: ele é um senhor de 70 anos de idade com dois filhos pequenos pra criar! Zachary e Elijah têm, respectivamente, 7 e 4 anos, então o objetivo é poder aproveitá-los ao máximo ao lado do marido, David Furnish, sem se preocupar quando vai subir no avião novamente. Seu trabalho na luta contra a AIDS também permanece, através da Elton John AIDS Foundation, que já arrecadou mais de 200 milhões de dólares para a causa e promove uma das festas pós-Oscar mais aguardadas de todos os anos, a Academy Award Party.

Como fã é impossível pra mim não estar emotiva com essa notícia. Imaginei que ficaria tristinha, mas o sentimento é mais uma alegria melancólica. É claro que farei o possível para estar em algum show dessa turnê, se não for em Belo Horizonte, que é provável que tenha, será no Rio que é pertinho… Inclusive foram as duas cidades onde já o assisti, em 2009 na Praça da Aponteose e 2013 no Mineirão. Dá aquele apertinho no coração saber que toda aquela emoção tem data limite pra acontecer e por uma última vez, mas ainda teremos muita música nova por vir e todas as antigas pra curtir. Além disso estamos falando de um homem idoso com duas crianças dentro de casa. Nada mais justo que eles possam curtir uns aos outros sem ter que ficar pulando de país em país, né?

Pra quem pretende ir em alguma dessas apresentações o negócio agora é ficar de olho no site oficial: já saíram datas até março de 2019, por enquanto todas no hemisfério norte! Ele garantiu na live que a América do Sul estará nas próximas levas, provavelmente em 2020 ou 2021. Até lá dá tempo de encher os cofrinhos, né? Tendo em vista os que já passaram e levando em consideração que esse “fecha com chave de ouro” a gente só pode esperar um espetáculo ainda maior do que já vimos ao longo dessa carreira cheia de altos e baixos. É certeza que sua caminhada final pela Estrada de Tijolos Amarelos será, no mínimo, extraordinária!

Ei! Quer saber mais sobre o Elton John? Na tag dedicada a ele aqui no Sweet Luly tem vários posts legais sobre lançamentos, curiosidades, seleção de música, tim-tim por tim-tim dos shows que pude ir e a narração do dia (incrível) em que ganhei um livro autografado por ele! É só entrar e se jogar na leitura!

Elton John na linha Funko Pop! Rocks

Em 18.11.2017   Arquivado em Dolls, Música

Depois de Metallica, Guns ‘n’ Roses, Amy Winehouse e VÁRIOS outros ícones, a terceira edição da linha Rocks de Funko Pop! finalmente resolveu me agraciar com o maior dos meus ídolos lançando os bonecos de vinil cabeçudos mais amados do mundo do Elton John! Aaaaaaah, já pode gritar agora ou deixo pra daqui a pouquinho?

Quem é “novo” aqui pros lados desse blog não sabe, mas basta umas poucas visitas pra descobrir o quanto sou ALUCINADA pelo Elton John. Não escuto tanto as músicas como antes, mas já fui em dois shows (um no Rio e outro em BH), ainda tenho váááárias no iPod e rola uma grande admiração não só como artista no geral, mas principalmente como pessoa. Ele é um destaque na luta contra o vírus HIV no mundo através da Elton John AIDS Foundation (da qual, por sinal, ganhei um livro autografado por ele uma vez), que ajuda a espalhar a ideia de que o amor e o fim do preconceito são a maior cura que existe pras infecções sexualmente transmissíveis. Além disso, é claro, é um grande ativista nas causas LGBTQ+, sendo ele mesmo gay assumido há décadas.

E como uma verdadeira colecionadora de coleções que sou não podia deixar de desejar esses toy arts, né? Além do livro autografado eu tenho vários itens legais como DVDs, vinil e por aí vai, agora um MINI ELTON JOHNZINHO? Ah não! Impossível resistir! Eles tentaram – e conseguiram muito bem – retratar os estilos ao longo de todas essas 5 décadas de carreira em dois bonecos. O primeiro, de terno branco e chapéu como no álbum “Greatest Hits” e o segundo bem icônico num traje vermelho, azul e branco da década de 70. Em ambos, é claro, vemos os óculos de sol que são marca registrada e não podiam faltar.

Funko Pop! Elton John Imagens retiradas do Funko.com

Além disso tem uma outra versão do visual anos 70 que será vendida exclusivamente nas lojas Fye em que a roupa e os óculos estão completamente purpurinados. Achei super divertido também, mas entre pagar mais caro nesse e ter um quase igual, a gente escolhe o mais baratinho, né? O set conta também com Jerry Garcia, muito bonitinho com os óculos e a guitarra, e três versões de Kurt Colbain: o regular e dois exclusivos, um para Fye o outro para Hot Topic. Dá pra conferir essa Wave 3 de rockeiros junta num post no site oficial da Funko, que conta também com uma loja virtual onde eles provavelmente serão vendidos. Aqui no Brasil temos que esperar chegar através do pessoal que importa, então deve demorar um pouquinho porque esse lançamento está previsto para janeiro de 2018. Bom que dá pra planejar umas economias até lá…

Paul McCartney – One On One Tour em Belo Horizonte

Em 24.10.2017   Arquivado em Música

Independente do seu gosto musical, uma coisa a gente não pode negar: os Beatles eram e continuam sendo o grupo musical mais bem sucedido da história da música popular. Cada um dos quatro tinha sua característica artística relevante, no meu ponto de vista a gente precisa destacar George e Ringo como excelentes no seu instrumento “principal” (guitarra e bateria, respectivamente) e John como excelente poeta. Mas como músico mesmo ninguém supera Paul McCartney! Hoje com 75 anos, ele ainda é um dos artistas mais influentes DO MUNDO, e sempre foi um sonho pra mim poder assisti-lo ao vivo, de preferência aqui em Belo Horizonte… E esse sonho foi realizado uma semana atrás, dia 17 de outubro no Mineirão, onde ele e sua banda se apresentaram como parte da “One On One Tour”.

Já tem meses que estamos esperando por esse momento: eu, Dani e Pati, minhas companheiras de sempre. A última vez que fomos a um show juntas foi em 2013, então tava mais do que na hora de matar essas saudades, né? Ainda mais em grande estilo assim, já que o Paul é o Beatle favorito das três. Nós assistimos Ringo Starr seis anos atrás e já foi mágico, dessa vez tinha tudo pra ser mais ainda. A Pati só poderia chegar à noite junto com o Ronaldo, amigo dela, mas eu e Dani fomos pra fila bem cedo para pegar um lugar legal. Quando entramos no Mineirão a Pista ainda estava bem vazia, então conseguimos ficar perto do isolamento da imprensa, onde não teria ninguém ao nosso lado pra nos tampar, e logo depois nosso querido amigo Ramon se juntou a nós. De trio passamos a ser um quinteto maravilhoso bem rapidinho!

Paul McCartney: One on One Tour em Belo Horizonte
Eu andando pela pista ainda praticamente vazia. Já teve post do look que usei no dia, pra quem quiser ver melhor!

O “grupo” todo se reuniu quando começou a escurecer, mas o show mesmo só começaria mais tarde. Conversamos, tiramos fotos, trememos de emoção antecipada. Faltando mais ou menos meia hora pra começar rola um DJ fazendo remixes e uma animação nos telões laterais do palco mostrando a trajetória do Paul, desde seu nascimento até os dias de hoje. É MUITO BONITINHA! A gente fica vendo aquelas fotos antiguinhas e tem algumas que já enche os olhos de lágrimas, principalmente as da época dos Beatles. O show estava marcado para 21h30, mas atrasou um pouquinho (pontualidade não tão britânica assim, hein Paul!). E assim que ele entrou no palco a galera já foi à loucura ao som de “A Hard Day’s Night”, cantando bastante e, no nosso caso, chorando também!

Paul McCartney: One on One Tour em Belo Horizonte
Nossa “thurminha”: Ramon, Ronaldo, eu, Pati e Dani bem amontoadinhos esperando começar!

Paul McCartney: One on One Tour em Belo Horizonte
“A Hard Day’s Night”

A sensação de ver um Beatle ao vivo é SURREAL. Eu já tinha sentido isso antes, mas nesse caso é ainda maior porque quando se trata do Paul tudo é elevado à milésima potência. Ele já está com a voz bem ruinzinha por causa da idade, claro, mas ainda assim não perde nenhuma nota ou tom, quase não para nem pra beber água! Isso sem contar a quantidade de instrumentos que toca, né? Só nessa apresentação foram uns cinco diferentes, tem vez que ele troca até dentro da mesma música. A banda também é excelente, o baterista teve vários closes no telão porque é absolutamente maravilhoso.

E esse ar impecável não está só nas músicas em si, já que não é só disso que uma apresentação desse porte é composta. O visual do palco, todo de LED, um degrau que se eleva para que ele fique no “topo do mundo”, escolha de animações e fotos e até um momento em “My Valentine” que os telões ficam em preto e branco para combinar com o clipe, é tudo minuciosamente pensado pra te encantar. No quesito “efeitos especiais” quem ganhou foi “Live And Let Die”, com fogos de todos os tipos na hora do refrão, é aquele tipo de coisa pelo qual a gente não espera e quando vê fica sem palavras pra expressar o que tá acontecendo.

Ele se esforça bastante para falar português e é engraçado porque sempre repete a mesma coisa duas vezes para ter certeza que a gente entendeu. Quando cita John Lennon é “Meu parceiro John… Parceiro John!” e por aí vai. Além da língua do país também tem o esforcinho pra usar alguma gíria local: aqui em BH era o agradecimento na sequência “Thank you! Obrigado! Valeu… Sô!”, a gente simplesmente PIRAVA e repetia pra ele. Rola muita gracinha também, mãos na cintura de “bravo” quando a plateia não para de gritar o nome sem deixar ele falar e uma reboladinha com direito a close no popô no telão. Ele parece muito ser uma mistura do “Tio do Pavê” com “vovô amigo”, fofo demais.

Paul McCartney: One on One Tour em Belo Horizonte
Não lembro que música era essa, mas é da época dos Beatles…

Paul McCartney: One on One Tour em Belo Horizonte
… essa também não lembro mas deve ser da era Wings!

Paul McCartney: One on One Tour em Belo Horizonte
“Being for the Benefit of Mr. Kite!”

Paul McCartney: One on One Tour em Belo Horizonte
“Band On The Run”

Eu tive vários “melhores momentos” em várias categorias. O fim de “Blackbird” quando várias pessoas (eu entre elas) gritaram “Fora Temer!” na platéia, “I Wanna Be Your Man” e o pedacinho de “Give Peace a Chance” que eu e as meninas já tínhamos ouvido no show do Ringo, ou seja, tivemos a oportunidade de ver metade dos Beatles cantando essas músicas, gente! Da fase “Wings” foi muito lindo ouvir “Maybe I’m Amazed”, acho que foi a hora que mais chorei! Ele também cantou a música mais antiga, quando os Beatles ainda eram The Quarrymen, “In Spite of All the Danger”, e a mais nova com Rihanna e Kanye West, “FourFiveSeconds”. Eu e Ramon fizemos um dueto inesperado em “You Won’t See Me” e me diverti até mesmo ouvindo “Being for the Benefit of Mr. Kite!” que até então era a música do Fav Four que eu mais odiava e até perdi essa antipatia toda… E “Let It Be” com as lanternas dos celulares todas acesas? Ele até agradeceu.

Mas NADA superou “Something”! Gente… O que foi aquilo? Acho que todas as outras versões dela vão perder a graça pra mim depois disso. Ele começa de boa, numa baladinha, e aí vem um solo de guitarra ABSURDO! A gente ficou com as mãos no peito sentindo o impacto sem conseguir nem cantar, de tão espetacular que foi. E aí no telão fotos deles juntos, desde umas bem novinhos até chegar na fase em que o George já estava com câncer, lindo e emocionante, musicalmente foi o ponto alto da noite. E no que se trata da “vibe da galera” a grande vencedora foi minha favorita: “Hey Jude”. Todo mundo com papéis pro alto escrito “Na Na Na Na”, dados pela Cielo na entrada, sem perder o ritmo… A emoção foi tanta que não consegui chorar, fiquei meio “agarrada”, acho que nunca vou sentir algo igual num show!

Depois ele e a banda se despedem e voltam para o bis carregando três bandeiras: a do Brasil, do Reino Unido e do Orgulho LGBT. Coisa mais linda da vida! O final também não deixa a desejar: tem o maior sucesso de todos dos Beatles, “Yesterday”, um mix da reprise de “Sgt. Peppers” e “Helter Skelter” onde todo mundo foi á loucura, “Birthday” em homenagem aos aniversariantes para fechar com o clássico “Golden Slumbers/Carry That Weight/The End”, que é provavelmente o jeito ideal de acabar com qualquer apresentação desse planeta. E então eles agradecem mais uma vez e tem uma explosão de fumaça e papeizinhos pra te deixar encantado do início ao fim, literalmente.

Paul McCartney: One on One Tour em Belo Horizonte

Paul McCartney: One on One Tour em Belo Horizonte
“Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”

E agora uma foto final com Dani e Pati porque sem elas eu não teria ido ao show! Quando começou a venda dos ingressos as duas compraram cada uma o seu e eu não tinha grana pra isso, então fiquei só ajudando e torcendo pra não sofrer muito quando o dia chegasse. Eis que, sem que eu sequer imaginasse, as duas se uniram para me dar isso de presente porque sem mim “não seria a mesma coisa”. Lindas demais! E a minha ainda é inteira, ou seja, custou o dobro! Meninas, vocês são incríveis, foi o melhor presente possível!

Paul McCartney: One on One Tour em Belo Horizonte

Em resumo, e parafraseando Ramon: precisamos arrumar um novo termo pra definir o que foi isso. Se for pra falar “show” tem que criar um meio de chamar todos os outros shows do planeta, porque o ESPETÁCULO que Paul McCartney dá aos seus fãs é de um nível que não existe igual. Não é a toa esses 60 anos de carreira, né gente? É claro que quando assisti Elton John no Mineirão teve um significado à parte pra mim, a emoção foi muito mais, mas no que se trata da qualidade esse está e sempre estará em primeiro lugar, em todos os aspectos. Só o que eu tenho a dizer é: Valeu, sô!

Eu cheguei a gravar algumas “cenas” para um vlog desse dia, mas infelizmente não foi o suficiente para o material ficar bacana, então não teremos vídeo dessa vez… E pra quem ficou curioso com essa setlist maravilhosa, que muda sutilmente de uma cidade pra outra, a de BH tá disponível no SetList.fm!

Página 1 de 1412345... 14Próximo