fica por aqui: Uma história de Vento Ventania

Em 12.09.2019   Arquivado em Leitura

fica por aqui: Uma história de Vento Ventania *****
fica por aqui: Uma história de Vento Ventania Autor: Augusto Alvarenga
Gênero: Drama, LGBT, Jovem Adulto
Ano: 2018
Número de páginas: 98p.
Editora: P.S.: Edições
ISBN: 978.658.077.703-7
Sinopse: “O fim do caminho às vezes é um recomeço. É assim que a vida surpreende Murilo. Prestes a abrir mão de si mesmo, ele se sente desamparado e lidando com problemas que parecem pesados demais para continuar carregando. No topo de uma ponte, ele está no ponto emocional mais baixo que poderia alcançar, quando a rotina de Leandro resolve desviar o rumo e colocar os dois no mesmo trilho. Percebendo a importância de ser presente, Leandro resolve mostrar caminhos alternativos para qualquer destino, tentando despertar em Murilo a esperança de dias melhores, possibilidades e a certeza de uma ajuda brilhante em qualquer céu nublado.” (fonte – capa e sinopse)

“Talvez eu me sinta quase sempre assim, cercado por coisas demais e sem conseguir chegar a um lugar onde eu me sinta bem.”

Comentários: Cinco anos atrás, na véspera do segunda turno das eleições presidenciais, Augusto Alvarenga lançou seu primeiro livro, “Um Amor, Um Café e Nova York”. Foi nesse dia que eu conquistei o coração da “mamãe Alvarenga” por ter chorado HORRORES da hora que vi a foto dele na orelha do livro até o abraço compartilhado após o autógrafo recebido (tem foto aqui!). No ano seguinte, lançamento da continuação, mais lágrimas. Mas, sabe, é difícil não chorar quando você tem o sonho de publicar um livro – agora enfim realizado – e vê um amigo com o mesmo sonho conseguindo isso, principalmente uma completa manteiga derretida como eu!

Um spin off do próximo lançamento do autor, previsto para o ano que vem, fica por aqui se passa na ilha fictícia de Vento Ventania, onde Murilo vive. Aluno da UFVV – Universidade Federal de Vento Ventania, o rapaz sofre de depressão há muitos anos e está prestes a desistir da própria vida quando Leandro, aluno de outro curso na mesma faculdade que sequer conhece, cruza seu caminho, o impedindo de fazer isso sem nem saber o quão certeiro foi o momento em que a vida os colocou no mesmo local, na mesma hora. Os dois iniciam então, meio sem perceber, uma breve jornada rumo ao entendimento da luta contra suicídio através da descoberta do Setembro Amarelo.

De acordo com o Guto, a ideia veio no final de agosto de 2018, quando uma notícia de suicídio ocorrido no Viaduto Santa Tereza, aqui em Belo Horizonte, parou a cidade, literalmente, uma vez que tanto o trânsito da região central quanto a linha de metrô foram comprometidos. Ele ficou pensando, então, sobre o assunto e, vendo o mês de prevenção contra a prática se aproximar, resolveu reescrever aquela história do seu jeito, com outras pessoas, mas dando a ela o final não trágico que merecia ter. O conto foi publicado como ebook na Amazon no mês seguinte, propositalmente, e agora ganhou sua versão física, levemente estendida, mais uma vez como parte desse alerta. O título não se refere apenas a Murilo, e sim a toda pessoa que, por causa de transtornos mentais, cogita ou já cogitou desistir.

Como alguém que o acompanha desde o começo, ou mesmo antes disso, é IMPOSSÍVEL deixar de destacar o quanto sua escrita amadureceu. É claro, meia década se passou desde o primeiro romance publicado, o amadurecimento é esperado, mas nesse caso foi positivamente gritante. A ´trama não é nada leve, mas flui de maneira gostosa, tem seus momentos que soam como poesia, mas sempre de fácil entendimento. É crível, pode estar acontecendo agora mesmo. Apesar da narrativa curta, em 90 páginas, as personagens têm personalidade e falam sobre seus gostos e costume casualmente, como em uma conversa qualquer que temos no nosso cotidiano, mesmo.

fica por aqui: Uma história de Vento Ventania

Como aspecto “negativo”, se podemos dizer assim, tem fato de que o enredo é tão rápido que a gente sente falta de um desfecho mais elaborado. Ele termina causando MUITA curiosidade no que aconteceu dali pra frente, mas isso na verdade não importa, porque a mensagem principal é passada: você não está sozinho, você pode conseguir apoio. Ele não romantiza hora nenhuma a depressão, mas aponta, através dessa dupla fictícia, onde é possível ao leitor ter ajuda contra esse e outros transtornos mentais na vida real, seja para si próprio ou para alguém próximo que precisa.

“Eu não sei quando começou. É muito difícil saber… Ela vem devagar. Ela vai te anulando aos poucos.”

Um aspecto maravilhoso e maior diferencial de todos os livros do autor é, definitivamente, a diagramação. O livro é todo lindo, desde a arte da capa até páginas de troca de mensagem, informações nas bordas e um detalhe pequeno, mas que deixa ainda mais tocante: a diferenciação das duas narrações através de ícones de nuvem, nublado para Murilo e com o Sol saindo para Leandro. Faz todo sentido dentro do contexto! Ele também tem uma playlist no Spotify fácil de achar, só buscar pelo título, com todas as músicas que fazer parte do percurso, direta ou indiretamente. Os detalhes são todos em preto e amarelo, pra destacar bem o fato de ser uma publicação focada numa campanha que tem essa última como cor característica, apenas com um roxo aqui e outro ali criando contraste lindo típico da união de tons complementares…

fica por aqui: Uma história de Vento Ventania

Conheça mais do Augusto no Instagram @instaguto, Twitter @tuiteguto e perfil de autor Skoob. Você pode adquirir o “fica por aqui” como eBook na Amazon Kindle e na versão física direto com o autor. Ele também já publicou, além da trilogia “Um Amor, Um Café e Nova York”, os romances “1 + 1: A Matemática do Amor” junto com Vinicius Grossos, “As Luzes Mais Brilhantes”, e participou de duas antologias com outros escritores. Que venha o próximo!

Eu Te Darei o Sol

Em 28.08.2019   Arquivado em Leitura

Eu Te Darei o Sol: O amor é apenas a metade da história (I’ll Give You the Sun) *****
Eu Te Darei o Sol Autor: Jandy Nelson
Gênero: Drama, LGBT, Jovem Adulto, Romance
Ano: 2015
Número de páginas: 384p.
Editora: Novo Conceito
ISBN: 978-858-16-3646-7
Sinopse: “Noah e Jude competem pela afeição dos pais, pela atenção do garoto que acabou de se mudar para o bairro e por uma vaga na melhor escola de arte da Califórnia. Mal-entendidos, ciúmes e uma perda trágica os separaram definitivamente. Trilhando caminhos distintos e vivendo no mesmo espaço, ambos lutam contra dilemas que não têm coragem de revelar a ninguém.
Contado em perspectivas e tempos diferentes, EU TE DAREI O SOL é o livro mais desconcertante de Jandy Nelson. As pessoas mais próximas de nós são as que mais têm o poder de nos machucar.”
(fonte – capa e sinopse)

“Lixo espacial. (…) O céu está sempre despencando. Sempre. Você vai ver. As pessoas não têm ideia.”

Comentários: Fazia muito tempo que eu não sentava e lia um livro de ficção novo, talvez o último tenha sido mais ou menos dois anos atrás. Mais tempo ainda tinha que lia um livro que me deixava completamente apaixonada. Sabe quando você não quer se desgrudar da história nos trechos de alegria, tem vontade de jogar tudo longe nos de raiva e sente um alívio GIGANTESCO quando aquele momento tão esperado enfim acontece, como se fosse com você? Sabe quando suas próprias lembranças são despertadas nos pontos mais cruciais da história? Foi isso que senti lendo Eu Te Darei o Sol. Um presente de aniversário que ganhei de uma amiga em 2017, mas que felizmente não li na época. Porque aquele foi o ano em que eu “morri”, simplesmente não vivi, e não conseguiria aproveitar a grandeza dele como aproveitei agora – nesse agora específico, então, mais que nunca!

Eu Te Darei o Sol

O livro trata do ponto de vista de um casal de irmãos gêmeos em momentos distintos da vida dos dois, antes e depois de uma tragédia que mudou tudo na vida deles. Noah é apresentado aos 13/14 anos, descobrindo sua sexualidade, explorando uma sonhada carreira de pintor que pode começar de vez na escola de artes onde tanto anseia estudar. Já Jude narra sua vida aos 16, quando ela e o irmão já não têm a conexão que tiveram durante toda sua vida após competir por uma vaga nessa mesma escola, onde ela pretende estudar escultura, e pela atenção das pessoas mais importantes de suas vidas: seus pais e alguns garotos deveras interessante. Mentiras, boicotes e muita dor passam a ser parte da vida deles, tornando a distância inevitável e a reaproximação um sonho quase distante…

“Encontrar sua alma gêmea é como entrar numa casa onde você já esteve – você vai reconhecer a mobília, os quadros na parede, os livros nas prateleiras, as coisas nas gavetas: você é capaz de se localizar no escuro, se precisar.”

O fato de a história tratar de dois artistas é uma peculiaridade a mais que deixa esse conjunto ainda mais interessante. Para quem entende de arte é maravilhoso pegar as referências e saber exatamente do que eles estão falando naquele momento, e quem não entende provavelmente vai correr pro Google e, enfim, entender. Um pinta, a outra esculpe, então é arte variada para se explorar e aprender. Tudo isso misturado com questões ainda mais profundas: homossexualidade, espiritualidade, traição, até mesmo hipocondria. O que mais gostei foi o modo como, ao se afastar, os dois protagonistas simplesmente trocam de personalidade, de modo que você vê um no outro tão claramente que isso só pode significar que estão compensando essa ausência. Por mais que seus estímulos venham do amor romântico, uma coisa é clara: o Sol que ilumina a história, que é dado e compartilhado, é o amor de irmãos!

Eu Te Darei o Sol

Jandy Nelson tem uma escrita de tirar o chapéu e se curvar em seguida. Ela cria uma extensa poesia de quase 400 páginas disfarçada de romance jovem adulto que, apesar de ser protagonizado por adolescentes, é tão denso que mexe com a cabeça de qualquer um. A princípio pensei que a narrativa de Jude ia atrapalhar a de Noah, por dar alguns “spoilers” do que aconteceu três ou dois anos depois do que ele está contando, mas isso não acontece. Os dois se complementam. Quando o capítulo de um acaba você lamenta, pensando que é impossível que o que vem a seguir desperte tanto sua curiosidade quanto, mas essa sensação vai se repetindo sucessivamente até o livro acabar. Senti tanto ÓDIO da Jude, de o sangue talhar, que achei que jamais poderia perdoá-la, não importa o que viesse a acontecer, para em seguida ter vontade de abraça-la e tirar todo o peso do mundo de suas costas. Noah me fez rir, recordar, chorar, sentir medo e alívio, cada hora uma coisa e tudo ao mesmo tempo. Duas personagens complexas, humanas, controversas, maravilhosas! Seus pares românticos também são incríveis e têm suas vidas cruzadas às deles de forma inacreditável e, ao mesmo tempo, crível, seja lá como isso é possível.

“Vamos lá, o que é ruim para o coração é bom para a arte. A horrível ironia da nossa vida como artistas.”

Foi muito gostoso para mim, como autora recém publicada, ser apresentada a essa escrita justamente nesse momento. Me inspirou a seguir em frente, a produzir mais, a ousar sem medo de me expor ao máximo, em colocar no papel o que na verdade é simples, mas parece rebuscado. Porque esse livro é assim. Eu Te Darei O Sol é uma obra que faço questão de emprestar a quem quiser ler, que agradeço por ter sido presenteado com, que encheu meu coração de esperança ao descobrir que tem uma chance de ser adaptado para filme pela Warner (fonte). Me fez cantar mentalmente ‘Dia Branco”, de Geraldo Azevedo, o tempo todo, quase como se fosse sua trilha sonora oficial. Me deixou morrendo de vontade de ler “O Céu Está Em Todo Lugar”, da mesma autora e também publicado no Brasil pela Novo Conceito com uma capa bem semelhante, o que faz deles quase um “time”.

Tag Literária: Deuses do Olimpo

Em 16.10.2017   Arquivado em Leitura, Memes e Tags

Aaaaah, que saudades de responder uma tag sobre livros por aqui! Esse ano estou lendo menos do que nunca, então está difícil falar do assunto, infelizmente. Mas hoje isso vai mudar: a Rubyane do Epílogo em Branco me indicou a tag literária Deuses do Olimpo há uns dias e foi gostosa de responder demais porque mitologia grega é um assunto que eu absolutamente AMO DE PAIXÃO! São 14 perguntas (meu numero favorito) criadas pelos blogueiros Davyd, do Encontro com Livros, e Magno do Diálogo Literário!

Regras:
01)Indicar no mínimo 5 blogs;
02) Dizer quem são os criadores da TAG.
03) Dizer quem te tagueou.

01. Zeus: Rei dos Deuses

Qual livro é o rei da sua estante? Essa pergunta pode ter muitos significados, né? Pode ser seu livro favorito, o mais caro, o que teve mais impacto na vida, etc… Eu resolvi falar do meu livro mais “imponente”, que é o “Devoção e Arte”, da Beatriz Coelho. Esse foi o primeiro livro que comprei quando entrei na faculdade e como minha turma era a primeira de graduação em Conservação e Restauração de Bens Culturais Móveis da UFMG tivemos uma sessão de autógrafos e lanchinho com a dona Beatriz na época que compramos. Foi MUITO incrível! Acho que ele é meu livro mais caro, e também é o mais bonito, com imagens em altíssima resolução de várias esculturas de igrejas barrocas mineiras. Pra quem é da área, vale a pena!

Tag Literária Deuses do Olimpo
Cantinho da estante com alguns livros de arte, entre eles “Devoção e Arte” (empoeiradíssimos!)

02. Hera: Deusa do casamento

Um casal que você shippa? Bom, eu sou a maior shipper de todos os tempos e tô sempre shippando tudo e todos, mas nesse caso resolvi falar dos dois personagens que eu MAIS shippo e há mais tempo. Meus queridinhos, meus seres favoritos na ficção, meu casal número 01: Rony e Hermione!

03. Poseidon: Rei dos Mares

Qual livro você jogaria no mar do esquecimento? Não, não falarei da Saga Crepúsculo, não se preocupem… Veja bem, eu obviamente não gostei da história porque já não era mais público alvo na época, além de ter críticas severas à influência que ela causa, mas pelo menos consegui TERMINAR os livros… E não foi assim com “O Segredo”, da Rhonda Byrne. Não sei se auto ajuda não é pra mim ou o que, mas abandonei sem dó. A ideia é muito bacana e tal, mas o livro inteiro poderia ter sido resumido no primeiro parágrafo: ela “conta” o segredo e depois fica mostrando como aplicar em todos os aspectos da sua vida. Isso significa que é só uma repetição sem fim do que já foi dito! Só sei que não cheguei no final, pode ser que esteja sendo injusta, mas é que não deu, MESMO!

04. Deméter: Deusa da Agricultura

Imaginando que sua bagagem literária é uma árvore, qual foi o livro semente? Obviamente “Harry Potter e a Pedra Filosofal”. Se pensar beeem antes, na época que aprendi a ler, eu poderia dizer “Flicts”, do Ziraldo, que foi meu favorito de infância, mas seria injusto. Foi J. K. Rowling quem me ensinou a gostar de ler, esse mérito é só dela!

Tag Literária Deuses do Olimpo
Hermione, Rony e minha breve coleção de edições de “A Pedra Filosofal”. Todos foram presentes: a 1ª edição brasileira da minha madrinha no natal de 2000, a ilustrada e a de 20 anos da Grifinória do Gil em dois aniversários seguidos e a nova de capa dura da Editora Rocco! Os Funkos também ganhei, dessa vez da Lili!

05. Hades: Deus dos Mortos

Um personagem que você mataria? Não faço a mínima ideia, acho que todos os personagens que eu queria ver morrendo ou que achei isso necessário realmente morreram. Deixem ideias aí nos comentários pra eu ver se concordo!

06. Héstia: Deusa virgem do lar

Qual personagem você levaria para casa? Bom, já que o assunto aqui são Deuses do Olimpo e Hades acabou de ser citado, vamos falar do mais lindo dos filhos dele: Nico di Angelo! Nico é minha personagem favorita das séries de mitologia greco-romana do Rick Riordan, seja Percy Jackson, Heróis do Olimpo ou mesmo essas “pontas” nas Provações de Apolo. Acho ele complexo e maravilhoso! Tanto que coloquei o nome dele no meu falecido cacto e em um dos protagonistas dos próximos livros que estou escrevendo (e, se tivesse um filho biológico um dia, cogitaria como possibilidade também).

07. Afrodite: Deusa do Amor e da Sensualidade

Um livro pelo qual você se apaixonou? Eu preciso caprichar BEM na resposta da pergunta referente à minha “mãe divina”, né? E vou, porque esse (junto com “O Prisioneiro de Azkaban”) é meu livro favorito: “Extraordinário”, da R. J. Palacio! Ah, como eu AMO Auggie, Via e todos seus amigos, não dá nem pra colocar em palavras. Eu já fiz um post dedicado a ele uma vez e tô contando os dias pra sair o filme, que estreia em novembro!

Tag Literária Deuses do Olimpo
A família do Auggie quase completa!

08. Apolo: Deus do Sol e da Arte

Um personagem artista? Serve um escritor? Porque escrever é arte! E nesse caso o personagem é o próprio autor do livro: John Grogan, de “Marley & Eu”, a história maravilhosa da “vida e o amor ao lado do pior cachorro do mundo” que arranca lágrimas de toda e qualquer pessoa com o mínimo de sensibilidade no coração, hahahaha!

09. Ártemis: Deusa virgem da caça

O livro que te levou a grandes aventuras? Bom, eu não queria falar de Harry Potter de novo pra não ficar repetitivo, mas não dá, né galera? Foi a série que me ensinou a ler por diversão, que me apresentou vários dos melhores amigos que tenho hoje, que por mais que eu tenha relaxado um pouco em alguns aspectos continua me emocionando muito. Eu sou vice presidente de um fã clube, caramba! Pensei em citar o “Destrua Esse Diário” que traz aventuras em outros aspectos, mas seria injusto, simples assim!

10. Ares: Deus da Guerra

Um livro ou personagem que te deixou com ódio? Falaremos de um personagem, então, melhor. Recentemente falei aqui no blog do “Todos, Nenhum: Simplesmente Humano”, que fala sobre fluidez de gênero. Senti profundo ódio de todos os personagens que praticavam bullying com Riley, mas principalmente o “líder” deles e sua atrocidade final.

11. Atena: Deusa Virgem da Sabedoria

Um personagem que te inspira? Estamos evitar HP demais, então vou esconder Hermione para citar meu personagem favorito de “O Senhor dos Anéis”: Aragorn! Eu já gostava dele nos filmes, mas meu coração ainda batia mais forte por Sam e Legolas, até que li os livros e Passolargo assumiu esse amor de vez! Tanto que eu dei para minha gata o nome da esposa dele, Arwen!

12. Dionísio: Deus do vinho e das festas

Qual foi a sua maior ressaca literária? Quando eu li de uma vez os três livros da série “Jogos Vorazes”… Aquilo ACABOU COMIGO! Fiquei horas pensando como seria ruim se o mundo funcionasse daquele jeito até enfim perceber que já funciona. Mas o lado bom é que hoje eu sei que se precisar ser Katniss pra não deixar algo parecido acontecer de vez, eu serei!

13. Hefesto: Deus do Ferro e do Fogo, Ferreiro dos Deuses

Um livro que tenha ferro ou fogo na capa? Eu tinha escolhido “O Hobbit”, do Tolkien, cheguei a tirar a foto pro post e tudo mais… Até que percebi que não é fogo que está ilustrado e sim ouro! Que lerdinha, né? Mas tudo bem, as moedas de metal representam o ferro e o dragão Smaug cospe fogo, então tá valendo!

Tag Literária Deuses do Olimpo
Um “Percy Jackson” porque essa tag pedia ao lado de “O Hobbit”!

14. Hermes: Deus do comércio, Mensageiro dos Deuses

Um livro que você não compraria ou se arrependeu de ter comprado? Bom, vamos respirar fundo antes de responder essa porque é uma resposta meio triste. Eu me arrependi muito de ter comprado “O Livro do Bem”, da Ariane Freitas e da Jéssica Grecco. É o livro interativo mais fofinho que já vi, as atividades são bem lindas e já fiz várias delas, mas acaba que quando você tem mais de um desses vai cansando, sabe? Na hora da compra uma empolgação danada, mas depois fica lá, ocupando espaço… Não quero morrer por causa dele, não, mas se pudesse voltar atrás teria deixado passar.

E agora seis lindezas para responder essa tag: Clay, do Sai da Minha Lente, Renatinha, do Clumsy Luv, Rê, do Retipatia, Poly do Poly Pop, Adriel do Não Me Venha Com Desculpas e Gil, do canal Menino Gil!

Todos, Nenhum: Simplesmente Humano

Em 03.10.2017   Arquivado em Leitura

Uma rápida olhada nas minhas leituras dos últimos dois anos deixa bem claro que eu tenho MUITO interesse em livros com personagens LGBT e com transtornos mentais. O primeiro porque eu PRECISO entender o que os outros passam para ter cada vez mais empatia por suas causas, ainda que de certa forma já tenha o bastante. O segundo, claro, para aceitar o que vivo dentro da minha cabeça mesmo. Quando a Lili me disse que estava terminando um livro sobre uma pessoa gênero fluído (que, por sinal, tem Transtorno de Ansiedade), então, de cara pedi emprestado para poder ler também. Principalmente porque a fluidez de gênero é algo sobre a qual nunca tinha pesquisado antes, que não vemos todos os dias. E foi assim que conheci o autor Jeff Garvin e seu “Todos, nenhum: simplesmente humano”.

Todos, nenhum: simplesmente humano

Todos, nenhum: simplesmente humano (Symptoms of Being Human) *****
Autor: Jeff Garvin
Gênero: Drama, LGBT
Ano: 2017
Número de páginas: 400p.
Editora: Plataforma21
ISBN: 978-859-27-8309-9
Sinopse: “Riley Cavanaugh é um ser humano com muitas características: perspicaz, valente, rebelde e… gênero fluido. Em alguns dias, se identifica mais como um menino, em outros, mais como uma menina. Em outros, ainda, como um pouco dos dois. Mas o fato é que quase ninguém sabe disso. Depois de sofrer bullying e viver experiências frustrantes em uma escola católica, Riley tem a oportunidade de recomeçar em um novo colégio. Assim, para evitar olhares curiosos na nova escola, Riley tenta se vestir da forma mais andrógina possível. Porém, logo de cara recebe o rótulo de aquilo. Quando está prestes a explodir de angústia, decide criar um blog. Dessa forma, Riley dá vazão a tudo que tem reprimido sob o pseudônimo Alix. Numa narrativa em que o isolamento é palpável a cada cena, Jeff Garvin traça um poderoso retrato da juventude contemporânea. Somos convidados a viver a trajetória de Riley e entender o quê, afinal, significa ser humano.” (fonte)

Todos, nenhum: simplesmente humano

Comentários: O livro conta a história de Riley Cavanaugh, que aos 16 anos ouve música em discos de vinil, só come comida vegana e acaba de sair do colégio católico onde estuda para tentar fugir do bullying em uma escola pública. Seu pai é deputado, o que torna a vida de sua família extremamente tumultuada e visada, principalmente durante uma fervorosa campanha de reeleição… Riley tenta lidar e esconder o fato de que é gênero fluido. Alguns dias a “bússola” acorda extremamente feminina a ponte de desejar usar um vestido bufante, em outros bem masculina e a vontade é andar pesado pelos corredores usando os jargões dos meninos. Para evitar esses extremos sua aparência é bastante “andrógena”, o que para os colegas chega a ser repulsivo… Entre salas de aula, humilhações constantes e os eventos do pai, sua saída é praticar os exercícios dados pela sua médica para controlar o Transtorno de Ansiedade que tudo isso causa… E contar com a ajuda de seus novos amigos: Solo, o gigantesco geek jogador de futebol, e Bec, uma garota bastante alternativa pela qual desenvolve uma paixonite instantânea…

No meio dessa tempestade, diante da proposta de aderir a alguma “causa”, Riley abre um blog anônimo para falar sobre fluidez de gênero sob o pseudônimo “Alix”. Suas expectativas são neutras, até que um pouquinho de visibilidade ao ter esse espaço virtual citado no site-referência do assunto, o “Aliança Queer”, torna sua conta no “Blogr” alvo de pedidos de ajuda e conselhos, além de (claro) muitas ofensas. Após o caso de uma de suas aconselhadas estourar na mídia o blog começa a fazer cada vez mais sucesso, aumentando seu orgulho e medo, já que um stalker que parece ser da sua escola o descobre, ameaçando seu segredo. Ao mesmo tempo Bec se transforma na ponte de ligação com um grupo de pessoas que também trabalha diariamente com a aceitação da própria identidade de gênero, o que faz com que o momento de revelar toda a verdade pareça estar cada vez mais perto…

“Todo mundo se sente perdido. Todo mundo está… à procura. À procura de um lugar para ficar. Alguém para estar do seu lado. (…) E, mesmo estando fora de tudo, talvez tenhamos sorte. Porque já temos isto.” – Riley

Todos, nenhum: simplesmente humano

A primeira pergunta que você faz ao começar a leitura, a questão mais inevitável de todas na nossa cabeça doutrinada é: biologicamente, Riley é menino ou menina? Você espera que o autor vá dar uma dica através da roupa que seus pais escolhem para usar em alguma festa, os comentários de colegas (seja maldoso ou não) e mesmo algum pronome que vai ter que ser usado. Mas não é. Não sei COMO Garvin conseguiu, mas NUNCA vemos o “ele” ou “ela” sendo usado nessa sua escrita. Acho que esse é o primeiro mérito do livro, porque pra mim está sendo extremamente difícil fazer isso aqui, nesse post, então imaginem em um romance de 400 páginas. E é maravilhoso porque com isso ele te ensina, aos poucos, que o gênero não importa. Riley é, literalmente, todos, nenhum: simplesmente HUMANO, como o título da versão brasileira brilhantemente sugere.

Eu não consigo achar críticas negativas para fazer à história. A pesquisa sobre o assunto está clara, minuciosa e natural, parece quase impossível que alguém não consiga aceitar a existência de gêneros não-binários nesse mundo… Porém o preconceito existe, muito! Esse é outro ponto maravilhoso… A LGBTfobia está presente de forma extremamente real. O garoto malvado da escola, que torna a vida de quem é tido como diferente um inferno, não é “gay enrustido”, não queria ser como eles… É um BABACA mesmo! O preconceito não é parte dolorosa da vida de quem o pratica, não é justificado, é mostrado como a atrocidade que realmente é. Inclusive eu não estava esperando o clímax tão impactante que a história teve, pra mim foi um choque e minha ansiedade foi nas alturas junto com a da personagem, pra depois se transformar em lágrimas constantes até a última página acabar.

“Minha mãe diz que chorar é só o jeito do corpo de expulsar coisas ruins. Tipo um espirro. Tipo um espirro da alma.” – Solo

Lágrimas não só pela ficção, mas também pela vida real. Lágrimas por saber que somos o país que mais mata travestis e transexuais no mundo. Por lembrar que bissexuais são invisibilizados mesmo dentro do movimento que deveria defendê-los. Pela realidade chocante de que, escondidos por aí, “estupros corretivos” são feitos para que uma garota deixe de ser lésbica ou uma trans “vire homem direito”. São lágrimas de tristeza e MUITA RAIVA de ouvir as pessoas maltratando e assassinando seres humanos por quem amam ou por quem são. E tudo isso em nome de alguém que nunca disse “Mata os viado!” e sim que devemos amar ao próximo como a nós mesmos… Então ao invés de “respeitar mesmo sem aceitar”, de dizer “nada contra, MAS…”, de pensar que eles estão “jogando isso na nossa cara” quando estão simplesmente vivendo, que tal abrir a mente por inteiro, tirar a viseira e praticar esse amor?

20 anos de Harry Potter: Edição Comemorativa Grifinória

Em 01.08.2017   Arquivado em Harry Potter, Leitura

No dia 26 de junho de 2017 o mundo inteiro, literalmente, tirou um tempinho para comemorar os 20 anos de “Harry Potter and The Philosopher’s Stone”, ou seja, do lançamento de “Harry Potter e a Pedra Filosofal”. A Bloomsbury Publishing, que publica os livros na Inglaterra, não podia ter ficado de fora dessa celebração, né? Afinal foram eles que apostaram no talento de J.K. Rowling mesmo depois de outras 12 editoras recusarem! E pra que a comemoração fosse completamente isenta de “segregação” eles fizeram 4 novas edições novas, cada uma delas na versão capa dura e brochura, especial das Casas de Hogwarts! E o mais legal é que elas são diferentes entre si, já que para cada Casa existem curiosidades relacionadas à mesma, conteúdos extras fornecidos pela própria J.K. O texto em si permanece, nada na história está diferente, mas ainda assim é uma experiência nova esperando de braços abertos os fãs ansiosos!

Edição Comemorativa de 20 anos de Harry Potter e a Pedra Filosofal

Esse post contém texto pra quem é de texto, foto pra quem é de foto e vídeo pra quem é de vídeo, escolhe aí sua mídia favorita e vamos lá!

Edição Comemorativa de 20 anos de Harry Potter e a Pedra Filosofal

Eu sempre quis as versões do livro em inglês britânico, mas nunca tive $coragem$ de comprar, então quando vi essa nova pensei que seria uma ótima oportunidade para começar a coleção… Ainda mais que rola todo um amor pela Grifinória que sempre foi e sempre será minha Casa do coração (e do Pottermore!). Mas por outro lado ficou o questionamento: será que vai ter a coleção? Ou será que vai ficar só nessa? Antes de decidir se valeria a pena ou não começar, ganhei ele de presente de aniversário do Gil e, gente… A brochura, com a capa vermelha bem mais simples, também é linda, mas a capa dura é maravilhosa!

Edição Comemorativa de 20 anos de Harry Potter e a Pedra Filosofal

O principal a ser ressaltado é como a edição é bonita! Ela é toda focada na Casa mesmo, com suas cores, brasão e lema. A capa dura é toda preta e “sem graça”, mas tem uma luva com o leão bem grandão e os escritos laminados. O destaque principal vai pra pintura presente na cabeça, que é toda vermelha, e da goteira, que é listrada como se fosse um cachecol que eles usam em Hogwarts. Eu, como restauradora de papel, sou MUITO louca com isso e morro de vontade de fazer nos meus cadernos, mas sei que dá trabalho e sempre desisto… Ter um de Harry Potter assim é de encher os olhos. Dentro também rola uma decoração “básica”, com margem pra área dos extras e estrelinhas decorando o título ono início de cada capítulo. O papel é que não tem lá muita qualidade, mas normalmente é assim nas versões no Reino Unido, o que provavelmente deixa o livro mais barato…

Edição Comemorativa de 20 anos de Harry Potter e a Pedra Filosofal

Agora no que se trata dos conteúdos extras a versão Grifinória é quase decepcionante. A ideia em si é muito legal, falando mais sobre o fundador, as características que ele admirava, o fantasma, alunos ilustres, Salão Comunal e diretor… Só que nesse caso são todas informações que a gente já sabe! Sabemos muito sobre Godric Gryffindor, Nick Quase Sem Cabeça, Dumbledore, Minerva e, claro, o trio! Na verdade quem leu os livros sabe muito mais do que contém ali. Eu ainda não tive acesso aos outros, mas imagino que sejam bem mais divertidos que esse. Nós conhecemos um pouco dos aspectos da Sonserina, é verdade, mas sobre Lufa-Lufa e Corvinal acaba sendo quase tudo novidade! Acho uma forma super válida de valorizar as duas, já que durante muito tempo foram meio “deixadas de lado” pelos fãs – e agora finalmente estão ganhando seu lugar ao Sol!

Edição Comemorativa de 20 anos de Harry Potter e a Pedra Filosofal

Em resumo: é incrível, mas não fique esperando curiosidades inéditas porque no da Grifinória realmente não tem. Ainda assim, vale a pena? Vale! Estou torcendo para que eles continuem lançando quando cada volume da série completar 2 décadas, porque ia ser lindo ter a coleção e seriam informações cada vez mais legais de conhecer! Imagina aproveitar a oportunidade de finalmente contar mais sobre os Marotos quando a vez de “Prisioneiro de Azkaban” (melhor de todos da série real oficial) chegar? E o que mais pode estar nos esperando daqui pra frente? Vamos sonhar e mandar vibrações positivas pro outro lado do Atlântico pra ver se vira realidade!

Quer mais sobre a comemoração dos 20 anos de Harry Potter? Eu fiz dois posts lindinhos com depoimentos e fotos de vários fãs sobre a importância da série em sua vida, inclusive eu mesma! Eles estavam dividos entre a Parte 01 e a Parte 02, só clicar pra ler! A caneca da Plataforma 9 3/4 é lá da lojinha do Menino Gil.

Página 1 de 1312345... 13Próximo