Tag Literária: Deuses do Olimpo

Em 16.10.2017   Arquivado em Leitura, Memes e Tags

Aaaaah, que saudades de responder uma tag sobre livros por aqui! Esse ano estou lendo menos do que nunca, então está difícil falar do assunto, infelizmente. Mas hoje isso vai mudar: a Rubyane do Epílogo em Branco me indicou a tag literária Deuses do Olimpo há uns dias e foi gostosa de responder demais porque mitologia grega é um assunto que eu absolutamente AMO DE PAIXÃO! São 14 perguntas (meu numero favorito) criadas pelos blogueiros Davyd, do Encontro com Livros, e Magno do Diálogo Literário!

Regras:
01)Indicar no mínimo 5 blogs;
02) Dizer quem são os criadores da TAG.
03) Dizer quem te tagueou.

01. Zeus: Rei dos Deuses

Qual livro é o rei da sua estante? Essa pergunta pode ter muitos significados, né? Pode ser seu livro favorito, o mais caro, o que teve mais impacto na vida, etc… Eu resolvi falar do meu livro mais “imponente”, que é o “Devoção e Arte”, da Beatriz Coelho. Esse foi o primeiro livro que comprei quando entrei na faculdade e como minha turma era a primeira de graduação em Conservação e Restauração de Bens Culturais Móveis da UFMG tivemos uma sessão de autógrafos e lanchinho com a dona Beatriz na época que compramos. Foi MUITO incrível! Acho que ele é meu livro mais caro, e também é o mais bonito, com imagens em altíssima resolução de várias esculturas de igrejas barrocas mineiras. Pra quem é da área, vale a pena!

Tag Literária Deuses do Olimpo
Cantinho da estante com alguns livros de arte, entre eles “Devoção e Arte” (empoeiradíssimos!)

02. Hera: Deusa do casamento

Um casal que você shippa? Bom, eu sou a maior shipper de todos os tempos e tô sempre shippando tudo e todos, mas nesse caso resolvi falar dos dois personagens que eu MAIS shippo e há mais tempo. Meus queridinhos, meus seres favoritos na ficção, meu casal número 01: Rony e Hermione!

03. Poseidon: Rei dos Mares

Qual livro você jogaria no mar do esquecimento? Não, não falarei da Saga Crepúsculo, não se preocupem… Veja bem, eu obviamente não gostei da história porque já não era mais público alvo na época, além de ter críticas severas à influência que ela causa, mas pelo menos consegui TERMINAR os livros… E não foi assim com “O Segredo”, da Rhonda Byrne. Não sei se auto ajuda não é pra mim ou o que, mas abandonei sem dó. A ideia é muito bacana e tal, mas o livro inteiro poderia ter sido resumido no primeiro parágrafo: ela “conta” o segredo e depois fica mostrando como aplicar em todos os aspectos da sua vida. Isso significa que é só uma repetição sem fim do que já foi dito! Só sei que não cheguei no final, pode ser que esteja sendo injusta, mas é que não deu, MESMO!

04. Deméter: Deusa da Agricultura

Imaginando que sua bagagem literária é uma árvore, qual foi o livro semente? Obviamente “Harry Potter e a Pedra Filosofal”. Se pensar beeem antes, na época que aprendi a ler, eu poderia dizer “Flicts”, do Ziraldo, que foi meu favorito de infância, mas seria injusto. Foi J. K. Rowling quem me ensinou a gostar de ler, esse mérito é só dela!

Tag Literária Deuses do Olimpo
Hermione, Rony e minha breve coleção de edições de “A Pedra Filosofal”. Todos foram presentes: a 1ª edição brasileira da minha madrinha no natal de 2000, a ilustrada e a de 20 anos da Grifinória do Gil em dois aniversários seguidos e a nova de capa dura da Editora Rocco! Os Funkos também ganhei, dessa vez da Lili!

05. Hades: Deus dos Mortos

Um personagem que você mataria? Não faço a mínima ideia, acho que todos os personagens que eu queria ver morrendo ou que achei isso necessário realmente morreram. Deixem ideias aí nos comentários pra eu ver se concordo!

06. Héstia: Deusa virgem do lar

Qual personagem você levaria para casa? Bom, já que o assunto aqui são Deuses do Olimpo e Hades acabou de ser citado, vamos falar do mais lindo dos filhos dele: Nico di Angelo! Nico é minha personagem favorita das séries de mitologia greco-romana do Rick Riordan, seja Percy Jackson, Heróis do Olimpo ou mesmo essas “pontas” nas Provações de Apolo. Acho ele complexo e maravilhoso! Tanto que coloquei o nome dele no meu falecido cacto e em um dos protagonistas dos próximos livros que estou escrevendo (e, se tivesse um filho biológico um dia, cogitaria como possibilidade também).

07. Afrodite: Deusa do Amor e da Sensualidade

Um livro pelo qual você se apaixonou? Eu preciso caprichar BEM na resposta da pergunta referente à minha “mãe divina”, né? E vou, porque esse (junto com “O Prisioneiro de Azkaban”) é meu livro favorito: “Extraordinário”, da R. J. Palacio! Ah, como eu AMO Auggie, Via e todos seus amigos, não dá nem pra colocar em palavras. Eu já fiz um post dedicado a ele uma vez e tô contando os dias pra sair o filme, que estreia em novembro!

Tag Literária Deuses do Olimpo
A família do Auggie quase completa!

08. Apolo: Deus do Sol e da Arte

Um personagem artista? Serve um escritor? Porque escrever é arte! E nesse caso o personagem é o próprio autor do livro: John Grogan, de “Marley & Eu”, a história maravilhosa da “vida e o amor ao lado do pior cachorro do mundo” que arranca lágrimas de toda e qualquer pessoa com o mínimo de sensibilidade no coração, hahahaha!

09. Ártemis: Deusa virgem da caça

O livro que te levou a grandes aventuras? Bom, eu não queria falar de Harry Potter de novo pra não ficar repetitivo, mas não dá, né galera? Foi a série que me ensinou a ler por diversão, que me apresentou vários dos melhores amigos que tenho hoje, que por mais que eu tenha relaxado um pouco em alguns aspectos continua me emocionando muito. Eu sou vice presidente de um fã clube, caramba! Pensei em citar o “Destrua Esse Diário” que traz aventuras em outros aspectos, mas seria injusto, simples assim!

10. Ares: Deus da Guerra

Um livro ou personagem que te deixou com ódio? Falaremos de um personagem, então, melhor. Recentemente falei aqui no blog do “Todos, Nenhum: Simplesmente Humano”, que fala sobre fluidez de gênero. Senti profundo ódio de todos os personagens que praticavam bullying com Riley, mas principalmente o “líder” deles e sua atrocidade final.

11. Atena: Deusa Virgem da Sabedoria

Um personagem que te inspira? Estamos evitar HP demais, então vou esconder Hermione para citar meu personagem favorito de “O Senhor dos Anéis”: Aragorn! Eu já gostava dele nos filmes, mas meu coração ainda batia mais forte por Sam e Legolas, até que li os livros e Passolargo assumiu esse amor de vez! Tanto que eu dei para minha gata o nome da esposa dele, Arwen!

12. Dionísio: Deus do vinho e das festas

Qual foi a sua maior ressaca literária? Quando eu li de uma vez os três livros da série “Jogos Vorazes”… Aquilo ACABOU COMIGO! Fiquei horas pensando como seria ruim se o mundo funcionasse daquele jeito até enfim perceber que já funciona. Mas o lado bom é que hoje eu sei que se precisar ser Katniss pra não deixar algo parecido acontecer de vez, eu serei!

13. Hefesto: Deus do Ferro e do Fogo, Ferreiro dos Deuses

Um livro que tenha ferro ou fogo na capa? Eu tinha escolhido “O Hobbit”, do Tolkien, cheguei a tirar a foto pro post e tudo mais… Até que percebi que não é fogo que está ilustrado e sim ouro! Que lerdinha, né? Mas tudo bem, as moedas de metal representam o ferro e o dragão Smaug cospe fogo, então tá valendo!

Tag Literária Deuses do Olimpo
Um “Percy Jackson” porque essa tag pedia ao lado de “O Hobbit”!

14. Hermes: Deus do comércio, Mensageiro dos Deuses

Um livro que você não compraria ou se arrependeu de ter comprado? Bom, vamos respirar fundo antes de responder essa porque é uma resposta meio triste. Eu me arrependi muito de ter comprado “O Livro do Bem”, da Ariane Freitas e da Jéssica Grecco. É o livro interativo mais fofinho que já vi, as atividades são bem lindas e já fiz várias delas, mas acaba que quando você tem mais de um desses vai cansando, sabe? Na hora da compra uma empolgação danada, mas depois fica lá, ocupando espaço… Não quero morrer por causa dele, não, mas se pudesse voltar atrás teria deixado passar.

E agora seis lindezas para responder essa tag: Clay, do Sai da Minha Lente, Renatinha, do Clumsy Luv, Rê, do Retipatia, Poly do Poly Pop, Adriel do Não Me Venha Com Desculpas e Gil, do canal Menino Gil!

Todos, Nenhum: Simplesmente Humano

Em 03.10.2017   Arquivado em Leitura

Uma rápida olhada nas minhas leituras dos últimos dois anos deixa bem claro que eu tenho MUITO interesse em livros com personagens LGBT e com transtornos mentais. O primeiro porque eu PRECISO entender o que os outros passam para ter cada vez mais empatia por suas causas, ainda que de certa forma já tenha o bastante. O segundo, claro, para aceitar o que vivo dentro da minha cabeça mesmo. Quando a Lili me disse que estava terminando um livro sobre uma pessoa gênero fluído (que, por sinal, tem Transtorno de Ansiedade), então, de cara pedi emprestado para poder ler também. Principalmente porque a fluidez de gênero é algo sobre a qual nunca tinha pesquisado antes, que não vemos todos os dias. E foi assim que conheci o autor Jeff Garvin e seu “Todos, nenhum: simplesmente humano”.

Todos, nenhum: simplesmente humano

Todos, nenhum: simplesmente humano (Symptoms of Being Human) *****
Autor: Jeff Garvin
Gênero: Drama, LGBT
Ano: 2017
Número de páginas: 400p.
Editora: Plataforma21
ISBN: 978-859-27-8309-9
Sinopse: “Riley Cavanaugh é um ser humano com muitas características: perspicaz, valente, rebelde e… gênero fluido. Em alguns dias, se identifica mais como um menino, em outros, mais como uma menina. Em outros, ainda, como um pouco dos dois. Mas o fato é que quase ninguém sabe disso. Depois de sofrer bullying e viver experiências frustrantes em uma escola católica, Riley tem a oportunidade de recomeçar em um novo colégio. Assim, para evitar olhares curiosos na nova escola, Riley tenta se vestir da forma mais andrógina possível. Porém, logo de cara recebe o rótulo de aquilo. Quando está prestes a explodir de angústia, decide criar um blog. Dessa forma, Riley dá vazão a tudo que tem reprimido sob o pseudônimo Alix. Numa narrativa em que o isolamento é palpável a cada cena, Jeff Garvin traça um poderoso retrato da juventude contemporânea. Somos convidados a viver a trajetória de Riley e entender o quê, afinal, significa ser humano.” (fonte)

Todos, nenhum: simplesmente humano

Comentários: O livro conta a história de Riley Cavanaugh, que aos 16 anos ouve música em discos de vinil, só come comida vegana e acaba de sair do colégio católico onde estuda para tentar fugir do bullying em uma escola pública. Seu pai é deputado, o que torna a vida de sua família extremamente tumultuada e visada, principalmente durante uma fervorosa campanha de reeleição… Riley tenta lidar e esconder o fato de que é gênero fluido. Alguns dias a “bússola” acorda extremamente feminina a ponte de desejar usar um vestido bufante, em outros bem masculina e a vontade é andar pesado pelos corredores usando os jargões dos meninos. Para evitar esses extremos sua aparência é bastante “andrógena”, o que para os colegas chega a ser repulsivo… Entre salas de aula, humilhações constantes e os eventos do pai, sua saída é praticar os exercícios dados pela sua médica para controlar o Transtorno de Ansiedade que tudo isso causa… E contar com a ajuda de seus novos amigos: Solo, o gigantesco geek jogador de futebol, e Bec, uma garota bastante alternativa pela qual desenvolve uma paixonite instantânea…

No meio dessa tempestade, diante da proposta de aderir a alguma “causa”, Riley abre um blog anônimo para falar sobre fluidez de gênero sob o pseudônimo “Alix”. Suas expectativas são neutras, até que um pouquinho de visibilidade ao ter esse espaço virtual citado no site-referência do assunto, o “Aliança Queer”, torna sua conta no “Blogr” alvo de pedidos de ajuda e conselhos, além de (claro) muitas ofensas. Após o caso de uma de suas aconselhadas estourar na mídia o blog começa a fazer cada vez mais sucesso, aumentando seu orgulho e medo, já que um stalker que parece ser da sua escola o descobre, ameaçando seu segredo. Ao mesmo tempo Bec se transforma na ponte de ligação com um grupo de pessoas que também trabalha diariamente com a aceitação da própria identidade de gênero, o que faz com que o momento de revelar toda a verdade pareça estar cada vez mais perto…

“Todo mundo se sente perdido. Todo mundo está… à procura. À procura de um lugar para ficar. Alguém para estar do seu lado. (…) E, mesmo estando fora de tudo, talvez tenhamos sorte. Porque já temos isto.” – Riley

Todos, nenhum: simplesmente humano

A primeira pergunta que você faz ao começar a leitura, a questão mais inevitável de todas na nossa cabeça doutrinada é: biologicamente, Riley é menino ou menina? Você espera que o autor vá dar uma dica através da roupa que seus pais escolhem para usar em alguma festa, os comentários de colegas (seja maldoso ou não) e mesmo algum pronome que vai ter que ser usado. Mas não é. Não sei COMO Garvin conseguiu, mas NUNCA vemos o “ele” ou “ela” sendo usado nessa sua escrita. Acho que esse é o primeiro mérito do livro, porque pra mim está sendo extremamente difícil fazer isso aqui, nesse post, então imaginem em um romance de 400 páginas. E é maravilhoso porque com isso ele te ensina, aos poucos, que o gênero não importa. Riley é, literalmente, todos, nenhum: simplesmente HUMANO, como o título da versão brasileira brilhantemente sugere.

Eu não consigo achar críticas negativas para fazer à história. A pesquisa sobre o assunto está clara, minuciosa e natural, parece quase impossível que alguém não consiga aceitar a existência de gêneros não-binários nesse mundo… Porém o preconceito existe, muito! Esse é outro ponto maravilhoso… A LGBTfobia está presente de forma extremamente real. O garoto malvado da escola, que torna a vida de quem é tido como diferente um inferno, não é “gay enrustido”, não queria ser como eles… É um BABACA mesmo! O preconceito não é parte dolorosa da vida de quem o pratica, não é justificado, é mostrado como a atrocidade que realmente é. Inclusive eu não estava esperando o clímax tão impactante que a história teve, pra mim foi um choque e minha ansiedade foi nas alturas junto com a da personagem, pra depois se transformar em lágrimas constantes até a última página acabar.

“Minha mãe diz que chorar é só o jeito do corpo de expulsar coisas ruins. Tipo um espirro. Tipo um espirro da alma.” – Solo

Lágrimas não só pela ficção, mas também pela vida real. Lágrimas por saber que somos o país que mais mata travestis e transexuais no mundo. Por lembrar que bissexuais são invisibilizados mesmo dentro do movimento que deveria defendê-los. Pela realidade chocante de que, escondidos por aí, “estupros corretivos” são feitos para que uma garota deixe de ser lésbica ou uma trans “vire homem direito”. São lágrimas de tristeza e MUITA RAIVA de ouvir as pessoas maltratando e assassinando seres humanos por quem amam ou por quem são. E tudo isso em nome de alguém que nunca disse “Mata os viado!” e sim que devemos amar ao próximo como a nós mesmos… Então ao invés de “respeitar mesmo sem aceitar”, de dizer “nada contra, MAS…”, de pensar que eles estão “jogando isso na nossa cara” quando estão simplesmente vivendo, que tal abrir a mente por inteiro, tirar a viseira e praticar esse amor?

20 anos de Harry Potter: Edição Comemorativa Grifinória

Em 01.08.2017   Arquivado em Harry Potter, Leitura

No dia 26 de junho de 2017 o mundo inteiro, literalmente, tirou um tempinho para comemorar os 20 anos de “Harry Potter and The Philosopher’s Stone”, ou seja, do lançamento de “Harry Potter e a Pedra Filosofal”. A Bloomsbury Publishing, que publica os livros na Inglaterra, não podia ter ficado de fora dessa celebração, né? Afinal foram eles que apostaram no talento de J.K. Rowling mesmo depois de outras 12 editoras recusarem! E pra que a comemoração fosse completamente isenta de “segregação” eles fizeram 4 novas edições novas, cada uma delas na versão capa dura e brochura, especial das Casas de Hogwarts! E o mais legal é que elas são diferentes entre si, já que para cada Casa existem curiosidades relacionadas à mesma, conteúdos extras fornecidos pela própria J.K. O texto em si permanece, nada na história está diferente, mas ainda assim é uma experiência nova esperando de braços abertos os fãs ansiosos!

Edição Comemorativa de 20 anos de Harry Potter e a Pedra Filosofal

Esse post contém texto pra quem é de texto, foto pra quem é de foto e vídeo pra quem é de vídeo, escolhe aí sua mídia favorita e vamos lá!

Edição Comemorativa de 20 anos de Harry Potter e a Pedra Filosofal

Eu sempre quis as versões do livro em inglês britânico, mas nunca tive $coragem$ de comprar, então quando vi essa nova pensei que seria uma ótima oportunidade para começar a coleção… Ainda mais que rola todo um amor pela Grifinória que sempre foi e sempre será minha Casa do coração (e do Pottermore!). Mas por outro lado ficou o questionamento: será que vai ter a coleção? Ou será que vai ficar só nessa? Antes de decidir se valeria a pena ou não começar, ganhei ele de presente de aniversário do Gil e, gente… A brochura, com a capa vermelha bem mais simples, também é linda, mas a capa dura é maravilhosa!

Edição Comemorativa de 20 anos de Harry Potter e a Pedra Filosofal

O principal a ser ressaltado é como a edição é bonita! Ela é toda focada na Casa mesmo, com suas cores, brasão e lema. A capa dura é toda preta e “sem graça”, mas tem uma luva com o leão bem grandão e os escritos laminados. O destaque principal vai pra pintura presente na cabeça, que é toda vermelha, e da goteira, que é listrada como se fosse um cachecol que eles usam em Hogwarts. Eu, como restauradora de papel, sou MUITO louca com isso e morro de vontade de fazer nos meus cadernos, mas sei que dá trabalho e sempre desisto… Ter um de Harry Potter assim é de encher os olhos. Dentro também rola uma decoração “básica”, com margem pra área dos extras e estrelinhas decorando o título ono início de cada capítulo. O papel é que não tem lá muita qualidade, mas normalmente é assim nas versões no Reino Unido, o que provavelmente deixa o livro mais barato…

Edição Comemorativa de 20 anos de Harry Potter e a Pedra Filosofal

Agora no que se trata dos conteúdos extras a versão Grifinória é quase decepcionante. A ideia em si é muito legal, falando mais sobre o fundador, as características que ele admirava, o fantasma, alunos ilustres, Salão Comunal e diretor… Só que nesse caso são todas informações que a gente já sabe! Sabemos muito sobre Godric Gryffindor, Nick Quase Sem Cabeça, Dumbledore, Minerva e, claro, o trio! Na verdade quem leu os livros sabe muito mais do que contém ali. Eu ainda não tive acesso aos outros, mas imagino que sejam bem mais divertidos que esse. Nós conhecemos um pouco dos aspectos da Sonserina, é verdade, mas sobre Lufa-Lufa e Corvinal acaba sendo quase tudo novidade! Acho uma forma super válida de valorizar as duas, já que durante muito tempo foram meio “deixadas de lado” pelos fãs – e agora finalmente estão ganhando seu lugar ao Sol!

Edição Comemorativa de 20 anos de Harry Potter e a Pedra Filosofal

Em resumo: é incrível, mas não fique esperando curiosidades inéditas porque no da Grifinória realmente não tem. Ainda assim, vale a pena? Vale! Estou torcendo para que eles continuem lançando quando cada volume da série completar 2 décadas, porque ia ser lindo ter a coleção e seriam informações cada vez mais legais de conhecer! Imagina aproveitar a oportunidade de finalmente contar mais sobre os Marotos quando a vez de “Prisioneiro de Azkaban” (melhor de todos da série real oficial) chegar? E o que mais pode estar nos esperando daqui pra frente? Vamos sonhar e mandar vibrações positivas pro outro lado do Atlântico pra ver se vira realidade!

Quer mais sobre a comemoração dos 20 anos de Harry Potter? Eu fiz dois posts lindinhos com depoimentos e fotos de vários fãs sobre a importância da série em sua vida, inclusive eu mesma! Eles estavam dividos entre a Parte 01 e a Parte 02, só clicar pra ler! A caneca da Plataforma 9 3/4 é lá da lojinha do Menino Gil.

Alice no País das Maravilhas

Em 16.06.2017   Arquivado em Leitura

Em um vídeo do meu VEDA de 2016 eu contei sobre os livros infantis que guardo “no coração”, aqueles que li depois de adulta e me apaixonei mesmo que estivesse fora da faixa etária proposta. Alice no País das Maravilhas, do britânico Lewis Carrol, é um deles. Quando criança eu tive um VHS de uma animação adaptada na história que era extremamente fiel ao original, então ler o livro foi MUITO nostálgico, impossível não amar! Sendo assim, quando surgiu a oportunidade de participar da “Corte Vermelha” do Memoralices, que completou 3 anos no ar no último dia 12, eu me vi na chance de falar um pouquinho sobre esse clássico tão amado por várias gerações…

Alice no País das Maravilhas

Alice no País das Maravilhas (Alice in Wonderland) *****
Autor: Lewis Carroll
Gênero: Infantil, Aventura, Fantasia
Ano: 1865
Número de páginas: 172p.
Editora: L&PM Pocket
ISBN: 978-972-25-2117-8
Sinopse: “Obra-prima criada pelo escritor inglês Lewis Carroll, no século XIX, Alice no País das Maravilhas imortalizou-se na literatura mundial como uma fábula capaz de encantar adultos e crianças. Uma ficção sem igual que se tornou sucesso há mais de cem anos e ainda hoje é um clássico obrigatório para leitores de todas as idades. O livro conta a história de uma menina curiosa que decide seguir um coelho branco, quando de repente cai em sua toca e é levada a um reino onírico, onde convive com criaturas estranhas e se envolve nas mais inusitadas aventuras. Neste universo inesperado, não há limites entre sonho e realidade.” (fonte)

Alice no País das Maravilhas

Comentários: A história (quase) todo mundo conhece. Alice é uma garota sonhadora que não aguenta mais ter que ouvir a leitura de sua irmã mais velha, feita a partir de um livro “sem figuras nem diálogos”. Entediada, ela acaba seguindo um Coelho Branco que passa correndo de olho no relógio, o que por si só já é peculiar, e cai na toca junto com ele, sendo levada para um “país” onde tudo é “Muito esquisitíssimo”, nas palavras da própria garota. Lá comer determinado lado de um cogumelo pode fazê-la diminuir ou crescer, ela participa de uma festa onde os lugares em que os convidados sentam são constantemente trocados, conversa com criatura antropomórficas e quase recebe uma sentença injusta num reino onde os guardas são cartas de baralho…

De forma geral é muito perceptível como Lewis Carroll usou um romance infantil nonsense para fazer críticas à sociedade de sua época. O Coelho Branco sempre correndo contra o relógio, a rigidez dos modos do Chapeleiro e da Lebre, ou mesmo a Rainha tirana e o Rei “submisso” de Copas, fazendo alusão à Rainha Vitória (uma grande fã da obra!) e o príncipe Albert, apesar do autor negar isso à época, é claro. Além disso a protagonista passa por várias reflexões ao longo da história, incentivada pelos seres que conhece – principalmente o gato de Cheshire – sobre a loucura, sua própria existência e mesmo a clássica pergunta “Por que o corvo se parece com a escrivaninha?”, que foi respondida numa das primeiras reedições mas continua sempre levantando novas hipóteses dos leitores. É pra criança se jogar nesse universo quase mágico e os adultos pararem pra analisar certos aspectos de sua vida, que continuam sendo “amarras” para algumas pessoas até hoje, séculos depois.

“Quando acordei hoje de manhã, eu sabia quem eu era, mas acho que já mudei muitas vezes desde então.” – Alice

Alice no País das Maravilhas

Alice e sua turma já são parte relecante da cultura popular, presentes em uma quantidades absurda de adaptações e referências! A mais famosa delas, é claro, é a animação da Disney de 1951, que contém um pouco também da continuação da obra, “Alice Através do Espelho”. Na última década tivemos as versões cinematográficas do Tim Burton, com seu elenco tradicional e visual meio psicodélico padrão, também distribuídas pelos estúdios Disney, e uma série spin-off de “Once Upon a Time”, a “Once Upon a Time in Wonderland”, que tem apenas uma temporada ruinzinha (mas que eu gosto). Eu mesma já coloquei um pouquinho, bem pouquinho mesmo, da história em um dos livros que estou escrevendo e pretendo publicar um dia, mas a gente conversa sobre isso depois.

Agora não deixem de passar lá no Memoralices para celebrar essa data e participar do sorteio especial de aniversário. Parabéns, Luana! Que venham muitos, muitos, muuuitos anos pela frente!

Aproveitando esse clima festivo pra lembrar que no próximo dia 26 o Sweet Luly completa 13 anos no ar, e é CLARO que vai ter sorteio comemorativo por aqui também! Fiquem de olho porque já tá chegando, ai que emoção…

7 livros para ler em 2017

Em 09.01.2017   Arquivado em Leitura, Vídeos

Tradicionalmente o vídeo que abre janeiro lá no meu canal do YouTube é um Top 5 de livros favoritos do ano que acabou de acabar, mas 2016 foi tão louco que eu sequer consegui ler o suficiente para produzir esse mini ranking pessoal, infelizmente… Sendo assim, pra não passar esse momento em branco e quase fazendo uma promessa de dias melhores, resolvi que pra compensar ia falar um pouquinho sobre 7 livros que quero ler em 2017! Na verdade os escolhidos são mais pra “fechar ciclos”: alguns que já comecei, outros que estão emprestados, séries que gosto e quero levar adiante e por aí vai. Por enquanto até organizei minha meta de leitura do Skoob para que ela finalmente ficasse realista constando só esses, agora vamos ver se ao longo dos próximos 12 meses eu consigo “dobrar a meta”, não é mesmo?

Livros que comecei em 2016: (e nunca terminei)
O Trono de Fogo – Rick Riordan (Editora Intrínseca)
A Espada do Verão – Rick Riordan (Editora Intrínseca)
Led Zeppelin: Quando os gigantes caminhavam sobre a Terra – Mick Wall (Larousse)

Livros nacionais:
Surpreendente! – Maurício Gomyde (Editora Intrínseca)
1+1: A matemática do amor – Augusto Alvarenga e Vinícius Grossos (Faro Editorial)

Continuações de séries favoritas:
O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei – J.R.R. Tolkien (Editora Martins Fontes)
Vocação Para o Mal – Robert Galbraith (Editora Rocco)

Pode ser animação típica de início de ano, mas desde que gravei o vídeo já terminei o “1 + 1” e voltei pro “Trono de Fogo”, focando em devolver os que estão emprestados, então pode ser que dessa vez dê certo, hein… Agora quero saber: o que vocês querem ler em 2017? E quais os favoritos de 2016 para me indicar, caso eu termine todos a tempo? Me contem, por favor!

7 livros para ler em 2017

Essa blusa da Grifinória é parte da Linha “Cursed Child” da Cia do Ponto e tem dela das quatro Casas, estão disponíveis em todos os tamanhos na loja vitual deles!

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