LISTENING TO: Pink Floyd

Em 20.06.2017   Arquivado em Música

Eu adoro imaginar é como era a Inglaterra nas décadas de 60 e 70: VÁRIAS bandas incríveis nascendo a todo o momento, o país era provavelmente constituído somente de música, devia ser quase ilegal não gostar do assunto. Digo isso porque estou prestes a falar de uma das melhores de todos os tempos, mesmos aqueles que não gostam de rock já ouviram falar e conhecem alguma música. Uma banda da qual sempre gostei. Minha irmã, aos com 3 anos, ficava do lado do meu pai pra ouvir. Pink Floyd.

Listening to: Pink Floyd
Foto do BBC Music

A história é bem longa e difícil de contar (ainda mais pra uma leiga como eu), mas vou tentar dar uma ideia geral do que aconteceu. Em 1964 havia uma banda que teve vários nomes, e quando essa banda se separou naquele ano os integrantes Rado Klose (guitarra), Roger Waters (guitarra), Nick Mason (bateria) e Rick Wright (sopro) resolveram montar uma nova aproveitando um dos antigos nomes: “Tea Set”. Junto com eles estava o vocalista Chris Dennis, e logo depois o guitarrista e vocalista Syd Barrett, fazendo Waters assumir o baixo. Foi aí que surgiu o nome que hoje conhecemos, em homenagem ao músicos de blues Pink Anderson e Floyd Council.

No início eles faziam pequenas apresentações em pequenos lugares e até foram convidados para produzir músicas para um documentário, que sequer apareceram na versão final do filme. O primeiro álbum oficial saiu em 1967 e foi super bem aceito, até hoje é considerado o melhor primeiro álbum por alguns especialistas. A banda foi fazendo sucesso, mas as drogas tornaram a participação de Barrett inviável e os outros membros foram atrás de novos rumos sem ele. Foi aí que David Gilmour entrou para substituí-lo não só dentro do Pink Floyd, mas na história do Rock Progressivo. Na década de 70 atingiram um grande estouro e tiveram vários hits, seus álbuns de maior sucesso saíram nessa época: “Wish You Were Here” e “Dark Side of The Moon”, que é considerado o ápice deles.

Rolaram muitos trabalhos bons na década de 80 com Roger Waters assumindo o papel de “membro principal” da banda, como The Wall, que acabou ganhando um filme de mesmo nome. Naquela mesma década, porém, Water acabou saindo, deixando Gilmour no “controle”. Sua “era” só acabou com o fim da banda, em 1995/1996, quando foi indicada para o Rock and Roll Hall of Fame americano, com breve retorno em 2014 que resultou no álbum “The Endless River”. Em 2015 eles anunciaram o fim definitivo, mas continuam sendo uma referência em rock psicodélico e progressivo com suas letras carregadas de questões políticas, insanidade e críticas sociais.

Música Favorita

Não consigo sequer COGITAR falar de outra que não “Wish You Were Here”. Título do álbum lançado em 1975, e foi um grande tributo a Syd Barrett, que havia entrada em colapso mental, então são letras pesadas e muito, muito tristes, principalmente “Shine On You Crazy Diamond”, que é dividida em duas partes.

A verdade é que, apesar de ouvir vez ou outra, que eu sequer ligava tanto pro Pink Floyd até o final de 2009, quando ESSA música entrou na minha cabeça para nunca mais sair. Fiquei completamente viciada nela até que, enfim, se tornou uma das mais importantes da minha vida quando usei ela para ser título do meu primeiro livro. O meu “Wish You Were Here” ainda não foi publicado, apesar de já ter fanpage no Facebook, e tá rolando um evento criado pelos meus amigos pra ver se a gente acha uma editora que faça isso, já que infelizmente sozinha eu não po$$o. Mas enfim, acho que deu pra entender o tamanho do amor, né? Gosto forte mesmo!

Quer saber mais sobre o Pink Floyd?

Conheça a banda através do seu website oficial (em inglês) e das redes sociais: Facebook, YouTube, Twitter e Instagram! Tem também um artigo bem completinho com a história deles detalhada lá na Wikipedia, que eu usei pra confirmar algumas datas e fatos desse post.

LISTENING TO: Laura d’Ávila

Em 24.03.2017   Arquivado em Música

Ela nasceu em Barcelona, mas aos 6 meses de vida veio para o Brasil se juntar ao resto da família como nossa (então) caçulinha. Dois anos depois, no natal, já estava com um microfone na mão se “apresentando” como atração da noite! Foi com essa idade também que Laura d’Ávila, hoje com 14, começou o ballet, e o amor pela dança a acompanha até hoje: já foi protagonista em “O Mágico de Oz” na escola onde dançava, passou três vezes pela prova da Royal Academy of Dance e faz dança folclórica desde os seis anos no grupo Sarandeiros! E como se não bastasse tudo isso essa pequena dançarina também canta (e encanta).

Laura d'Ávila

“Cantar pra mim é uma dança da voz, você mexe o corpo, você tenta passar tudo o que você tá sentindo!” (fonte)

A influência veio da mãe, que já cantou profissionalmente, e foi a grande inspiração para ela. No início era só uma diversão, até que por volta de um ano e meio atrás começaram as aulas de canto, e foi quando a coisa começou a ficar séria, virou paixão e ela viu que podia levar isso pra vida! Depois de gravar alguns vídeos e se apresentar em recitais do colégio, ela teve a chance de estar nos palcos da segunda temporada do “The Voice Kids”, programa que é hoje uma das maiores audiências do país, e entrou no time dos também mineiros Victor e Leo no último dia de audições com a música “Erva Venenosa” da Rita Lee, uma das suas favoritas!

Laura d'Ávila

Suas maiores ídolas são Ivete Sangalo, Maria Gadú, Beyoncé e Ariana Grande, ela até cantou “One More Time” na fase das batalhas do programa. A Laura é super eclética, escuta de tudo, mas sua paixão mesmo é pop rock, o que dá pra ver claramente nos covers que ela já fez e estão pela internet afora. Agora que saiu do TVK ela começou também a fazer aula de teatro, então pelo visto o céu vai ser o limite pros dotes artísticos da garota! De vez em quando ela dá uma palinha soltando a voz em lives do Instagram e até participou do último “Encanta Kids” em BH, mas a ideia mesmo é começar um canal do YouTube, que vai sair em breve…

Laura d'Ávila

Música Favorita:

Tem outras músicas que eu adoro ouvir a “versão” da Laura, principalmente “The Climb” da Miley Cyrus, mas nunca nenhuma grudou tanto na minha cabeça quanto “Erva Venenosa”! Ficou uma delícia a maneira como ela foi “conversando” com a letra, aí abaixo tem uma prévia e dá pra ver a apresentação completa aqui!

Mais Informações:

Quer mais Laura d’Ávila? Vocês podem acompanhar a trajetória dela no programa através do perfil de Artista no Gshow e ir além dela nas redes sociais como fanpage no Facebook, YouTube, Instagram e Twitter. As fotos usadas nesse post foram tiradas pelo Lucas Furtado Guedes.

LISTENING TO: The Beatles

Em 18.10.2013   Arquivado em Música

Na tag “Listening To” posto sobre bandas/artistas que gosto, mas isso não significa que vocês não possam dar sugestões!! Escolhe uma dessas daqui e pode ser que ela apareça da próxima vez!!

* Mais um dos “Greatest Moments” da “Greatest Tag” aqui do blog, porque vou falar da banda que mais gosto nessa minha vida. E olha que eu gosto de muuuita coisa, musicalmente falando.
Os Beatles eram compostos, basicamente, de quatro nomes que até hoje ecoam no mundo da música como os integrantes da maior banda de todos os tempos:: John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr. Ou quem sabe Paul McCartney-George Harrison, Ringo Starr e John Lennon, na minha ordem de preferência. Tanto faz. O que importa é que esses foram os 10 anos mais gratificantes da história da música MUNDIAL. E é por isso que eu gosto tanto de escrever sobre esse assunto por aqui: porque sempre tem muito mais o que falar, mas que fica guardado pra mim em forma de sentimento. Eu posso dizer para todos que não sei como isso começou, acho que já nasceu comigo, mas a verdade é que eu amo esses “meninos”. MESMO.
Mas chega de manifestação de afeto e vamos pra história propriamente dita, e vou tentar fazer um resumão bem geralzão se não ficaremos aqui até amanhã.
– A história da banda é bem comprida, mas simplificando tudo podemos dizer que começou com uma banda anterior, “The Quarrymen”, que evoluiu para essa que todos nós conhecemos ainda hoje aos poucos. Os Beatles mesmo começaram a usar esse nome em 1960 e é a partir daí que se leva em consideração a história deles em atividade. Além de Lennon, McCartney (que, até então, tocava basicamente guitarra na banda) e Harrison eles contavam com um baixista, Stuart Sutcliffe, que ficou um ano só e foi “substituído” pelo Paul na função; e um baterista, Pete Best, que os abandonou em 1962 e foi substituído por Ringo Starr sob diversos protestos dos fãs. E foi assim que se formou o nosso tão querido “Fab Four” que arrastou multidões por todo o mundo. A “Beatlemania”, como é conhecia, varreu o mundo e eles conquistavam fãs tão histéricas que era impossível ouvir a banda durante os shows de tão altos que eram os gritos. Acho que nunca existiu nada igual na história da música ou de qualquer tipo de arte, o amor das fãs era tanto que John Lennon tinha que esconder sua primeira esposa do público para que as garotas não soubessem que ele era casado.

* De 1960 a 1970 os meninos se tornaram adultos, se casaram, tiveram filhos e continuaram tocando. A chegada dos Beatles nos Estados Unidos em 1964 é citada com um grande acontecimento do século XX e isso só serviu pra aumentar a popularidade da banda. Nesse mesmo ano saiu o primeiro filme deles, “A Hard Day’s Night” (que no Brasil tem o nome horroroso de “Os Reis do Iê-iê-iê”) e passaram a fazer shows em outros países da Europa, América do Norte e Oceania. Acho que foi provavelmente o auge da banda, porque nos dois anos seguintes tiveram seus baixos: a declaração de John Lennon de que eram mais populares que Jesus Cristo, por exemplo, causou uma grande revolta. Mas nada marcou tanto a nova fase “madura” da banda do que a decisão de não fazer mais shows, já que eles saíam dos mesmos frustrados por não conseguir sequer ouvir o que estavam tocando, fazendo com que a partir de 66 eles apenas lançavam novos álbuns e singles.
Ninguém sabe exatamente o motivo “real” do fim da banda, mas na minha opinião foi o conjunto das coisas. A presença da Yoko que realmente incomodava todos os integrantes (segundo George Martin ela não se separava do John nem quando ele estava no estúdio ou mesmo no banheiro masculino), a vontade do George de ter mais destaque como compositor, a situação empresarial da banda, o início da carreira solo de cada um deles… O que se sabe é que em 1969 eles fizeram sua última apresentação no telhado da Apple Corps e no ano foi apresentado o documento para a dissolução da banda.

* Dizem que eles ainda não se bicam (ou pelo menos os que estão vivos, que são Paul e Ringo), que John Lennon fez músicas pra atacar o Paul depois. Outros dizem que, como o tempo, a banda até voltaria a tocar junta se John Lennon não tivesse sido assassinado, e alguns deles chegaram a ser encontrar novamente em estúdios e nos palcos depois disso. Quem está certo e quem está errado não importa nessa história. O que importam são os cinco filmes, 13 álbuns em estúdios, inúmeras músicas e a GIGANTESCA influência popular nos Beatles nos sáculos XX e XXI. Você pode não ser fã da banda, mas com certeza gosta de alguma música deles nem que seja em cover. E quem nunca salvou no computador uma imagem de seus personagens favoritos “fantasiados” de Beatles, como Os Simpsons atravessando a Abbey Road. E por fim, mas não menos importante: sempre tem alguma música dos Beatles em algum musical famoso que usam canções de artistas variados, né? Eles até já ganharam um musical só com músicas deles, o “Across The Universe”, que é um dos filmes mais lindos que já vi na vida…

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LISTENING TO: Scorpions

Em 19.02.2011   Arquivado em Música

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* Um milagre eu postar nessa Tag, tinha esse e mais uns 4 Drafts aqui. Agora vou colocar em dia.
E mais milagre ainda é a banda da vez não vir do Reino Unido!! Porque os Scorpions surgiram em 1965 na ALEMANHA!! Inicialmente formada pelos irmãos Michael Schenker e Rudolf Schenker (ambos na guitarra) e seus amigos Klaus Meine (vocal), Lothar Heimberg (baixo) e Wolfgang Dziony (bateria), porém a formação “final” iniciada em 2004 contava apenas com Meine e Rudolf Schenker do quinteto original, tendo também Matthias Jabs (guitarra), Pawel Maciwoda (baixo) e James Kottak (bateria).

– Na verdade Rudolf e Klaus já estavam “sozinhos” desde a década de 70 quando a banda começou a atingir algum sucesso, mas não desistiram do projeto e continuaram levando adiante e conseguiram muito sucesso na década de 80, participando de festivais e lançando vários albúns. No início dos anos 90 sofreram uma pequena queda quando precisaram reestruturar a banda mas isso não os afetou: em 2000 o álbum “Moment of Glory” teve muita aceitação e músicas favosíssimas como “I’m Still Loving You”, e em 2001 eles fizeram o show “Acoustica” em Lisboa, e eu imagino que esse seja o show mais lindo e conhecido deles.
Em 2010 foi anunciado o fim da banda com o álbum “Sting in the Tail” e shows pelo mundo afora, inclusive vários no Brasil (e tinha BH!!), mas acho que acabaram não acontecendo, ou pelo menos não aqui. Mesmo assim, eles dizem que pretendem rodar o mundo ainda um pouquinho, então a esperança é a última que morre.

* Eu conheço Scorpions desde sempre, assim como todas (!!) as bandas que gosto, porque meus pais – nesse caso meu pai principalmente – é que gostavam dessas bandas e passaram o gosto pra mim. Mas foi ouvir mesmo por volta de 2005 e tinham 2 músicas deles que eu realmente gostava: “I’m Still Loving You” e “Dust In The Wind”. Inclusive fiquei muito chateada por não ir no show de 2008 (e compartilhei isso aqui). Mas ano passado eu comecei a pesquisar mais sobre a banda e suas músicas e acabei conhecendo (e re-conhecendo) várias outras e agora sei que se eles vierem em BH mais um vez vou fazer o possível e o impossível para ir porque eles estão entre minhas 10 bandas favoritas com certeza.

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LISTENING TO: Nazareth

Em 16.06.2010   Arquivado em Música

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* Grande Reino Unido!! Quando eu começo a gostar de um artista/banda e vou pesquisar sobre o mesmo já nem me surpreendo mais quando vejo de onde eles vieram, eu nasci no país errado MESMO.
Nazareth é uma banda escocesa de hard rock e heavy metal formada no final da década de 1960 e tinha como formação original Dan McCafferty (vocal), Manny Charlton (guitarra), Pete Agnew (baixo) e Darrell Sweet (bateria). Na verdade a banda já existia antes, mas o nome “Nazareth” só foi adotado em 1968, quando Charlton se uniu a eles. A partir daí pararam de fazer covers, passaram a compor suas próprias canções e de mudaram para Londres, onde lançaram o primeiro álbum em 1971. Depois do segundo álbum o som foi ficando mais pesado e em 1973 Roger Glover foi escolhido como produtor do 3º álbum, fazendo com que a banda estourasse de vez, atingindo seu grande auge. Os anos 70 foram o ponto alto da história no Nazareth, que passou por um período difícil na década seguinte. Em 1990, Manny Charlton saiu da banda, e todos pensaram que seria o fim, mas foi aí eles passaram a se recuperar. Mesmo sofrendo vários problemas ao longo dos anos, várias mudanças em sua formação, até hoje têm grande influência quando se trata de rock, e atualmente ainda contam com vocal e baixo do quarteto original. Seu último álbum lançado foi em 2008, “The Newz”, quando a banda completou 40 anos.

* Cada post sobre música que escrevo eu destaco o fato de que tenho a sorte de ter pais com exelente gosto musical, e mais, pais que me passaram isso. Nazareth é mais uma dessas bandas que escuto desde sempre. Mas ao contrário das outras, que logo que comecei a gostar de música (por volta de 2004) eu adoro, eu só passei a ouvi-los recentemente, no fim do ano passado. E, sinceramente, acho que se todo mundo nesse mundo ouvisse algumas músicas deles o heavy metal seria um estilo musical menos “odiado”, porque pelo menos de UMA vai agradar, é humanamente impossível não gostar de nenhuma música deles, juro que é!!
Mas é humanamente possível gostar de todas, vide eu mesma.

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