Mamma Mia! Lá Vamos Nós de Novo

Em 09.08.2018   Arquivado em Filmes, Música

Mamma Mia! Lá Vamos Nós de Novo Mamma Mia! Lá Vamos Nós De Novo (Mamma Mia! Here We Go Again) *****
Elenco: Amanda Seyfried, Christine Baranski, Julie Walters, Colin Firth, Pierce Brosnan, Stellan Skarsgård, Lily James, Meryl Streep, Dominic Cooper, Jessica Keenan Wynn, Alexa Davies, Cher, Andy Garcia, Benny Andersson, Björn Ulvaeus, Hugh Skinner, Jeremy Irvine, Josh Dylan
Direção: Ol Parker
Gênero: Musical
Duração: 113 min
Ano: 2018
Classificação: 12 anos
Sinopse: “Ao descobrir que está grávida, Sophie busca inspiração para a maternidade lembrando do passado da mãe. Nos anos 70, a jovem Donna viveu muitas aventuras com seu grupo musical Donna & The Dynamo, em parceria com suas amigas Tanya e Rosie. Porém, mais do que isso, Donna se apaixonou e viveu relacionamentos intensos com três homens diferentes: Harry, Sam e Bill.” Fonte: Filmow (sinopse e pôster).

Comentários: Cinco anos após os acontecimentos de Mamma Mia!, quando conheceu seus três possíveis pais, Sophie está pronta para reinaugurar o Hotel Bella Donna junto com a ajuda de um deles, e também padrasto, o arquiteto Sam. A festa de inauguração conta com a presença das grandes amigas de sua mãe, Tanya e Rosie, mas também com a ausência dos outros pais e de Sky, seu namorado/marido, que está nos Estados Unidos aprofundando conhecimentos em hotelaria. Em meio à nostalgia que a falta de Donna traz a todos no momento em que seu grande sonho é enfim realizado, uma tempestade parece ameaçar essa tão esperada festa. Enquanto isso, de volta à década de 70, a jovem Donna acaba de se formar e resolve desbravar as maravilhas do mundo na mesma ilha grega onde a filha ainda vive, ao lado desses caras que mudaram sua vida completamente…

Uma década se passou desde o primeiro filme, lançado em 2008, e ele permanece sendo um dos meus queridinhos cada vez com mais força. Quando fiz um post emocionadíssima após voltar do cinema tudo o que me importava era o fato de que tudo ali girava em torno do ABBA, a banda da minha adolescência e, até hoje, uma das favoritas. Mas depois fui percebendo quantas mensagens maravilhosas ele traz. A Donna de Meryl Streep é uma mulher fortíssima que construiu sua vida sozinha e ajudou Sophie a ser alguém tão incrível quanto ela. Em momento algum ela é julgada, mesmo pela filha, por não saber quem é o pai da garota, que também toma as rédeas de sua vida independente das expectativas das outras pessoas. Ainda assim elas mostram uma ligação fortíssima, principalmente na cena linda em que cantam “Sleeping Throug My Fingers”, e esse elo é o grande “protagonista” da continuação, que é igual e diferente de seu antecessor ao mesmo tempo…

Mamma Mia! Lá Vamos Nós de Novo

Imagem via Adoro Cinema

Como semelhança principal, é claro, temos o fato de que é mais um musical somente com músicas do ABBA, que aparecem de diversas formas ao longo da trama. Sim, existem os momentos em que eles “cantam e dançam ao invés de conversar”, mas não é só isso, afinal a música é importantíssima na vida das personagens! Em algumas cenas elas realmente são parte do enredo, principalmente nas cenas da jovem Donna que vive o auge da sua carreira ao lado das Dynamos. Vi uma crítica rodando a internet reclamando que não há o encaixe real da história com as letras, mas a verdade é que TEM SIM! O tempo todo, tanto nos “dias atuais” quanto nos flashbacks, onde ela é interpretada pela “Cinderela” Lily James. As roupas escolhidas para cada um respeitam o estilo pessoal, mas também o momento vivido, já que décadas se passam ali. O grande destaque nesse quesito é a jardineira característica da protagonista e, claro, os look discoteca onde as meninas usam plataformas e MUITO brilho de forma verossímil, sem parecer fantasia. Os looks de época dos três rapazes ficaram extremamente realistas se comparados à caricatura proposital que vimos antes, adorei o Harry de “metaleiro suave” já tendo que manter o ar sério, mas ainda assim com sua aura headbanger.

Mas nem só de música vive uma história… E quando o assunto é enredo, também foi um acerto. O diretor disse que queria “uma versão de O Poderoso Chefão 2 para Mamma Mia!”, e como isso nos trouxe não só uma comédia gostosa, daquelas que você ri sem receio, mas também um filme EXTREMAMENTE sensível. O final, através dos números “I’ve Been Waiting For You” (minha cena favorita!) e “My Love, My Life” (esse segundo contando com a participação especial de Meryl Streep) é uma avalanche de emoções no espectador e as “manteigas derretidas” de plantão, como eu, podem esperar muitas lágrimas nesses momentos, porque são realmente impactantes. É como se o primeiro filme quisesse que a gente visse as consequências de Donna na vida da filha, e o segundo complementasse com as de Sophie na vida da mãe, mesmo que num primeiro momento a gente ache que vai ser o contrário.

Mamma Mia! Lá Vamos Nós de Novo

Imagem via Adoro Cinema

O foco, claro, mudou, mas alguns pontos leves na história também estão diferentes do anterior, ou mesmo foram ocultados. Enquanto antes dava a entender que as meninas não sabiam da possibilidade de Sophie não ser filha de Sam, nesse elas sabem que os outros dois existem e ainda presenciam os flertes entre Donna e Bill. Ele também não mostra o reencontro dela com Harry, que vai da França até a Grécia atrás da menina porque ficou apaixonado de cara. As duas coisas, porém, não atrapalham em nada nem causam incômodo algum, são só adaptações para tornar a dinâmica interessante. Sem contar que quem não viu o primeiro pode ver o segundo tranquilamente, só vai demorar um pouco pra saber “quem é quem”, mas no final tudo dá certo!

E por último, mas não menos importante… PRECISAMOS FALAR SOBRE A PRESENÇA DE CHER! A diva suprema aparece como a mãe já mencionada, mas nunca presente, de Donna e, ah… Nem precisa falar, né? Quando ela abriu a boca para cantar “Fernando” eu JURO que o braço até arrepiou! A mulher é um esplendor musical, parece até de mentira. Uma escolha certeira que combinou demais com o clima, cenário, figurino, tudo. Aliás, que elenco, não é mesmo? Tanto o “original” quanto o novo, atuações excelentes e vozes diferentes que se misturam lindamente. E, claro, com a participação de Björn e Benny como um professor e um pianista, além de produtores, pra que o ABBA marcasse presença física, além da influência. FILMÂO, quero ver de novo!

Trailer:

Mentes Sombrias: 16 de agosto nos cinemas!

Cinderela

Em 14.04.2015   Arquivado em Disney, Filmes

Cinderella

Cinderela (Cinderella) *****
Elenco: Lily James, Richard Madden, Cate Blanchett, Helena Bonham Carter, Holliday Grainger, Sophie McShera, Alex Macqueen, Barrie Martin, Ben Chaplin, Derek Jacobi, Eloise Webb, Hayley Atwell, Leila Wong, Nonso Anozie, Bob Brydon, Stellan Skarsgård.
Direção: Kenneth Branagh
Gênero: Fantasia, Romance
Duração: 113 min
Ano: 2015
Sinopse: “A história segue a vida da jovem Ella (Lily James), cujo pai comerciante casa novamente depois que fica viúvo de sua mãe. Ansiosa para apoiar o adorado pai, Ella recebe bem a madrasta (Cate Blanchett) e suas filhas, Anastasia (Holliday Grainger) e Drisella (Sophie McShera), na casa da família. Mas quando o pai de Ella falece inesperadamente, ela se vê à mercê de uma nova família cruel e invejosa. Relegada à posição de empregada da família, a jovem sempre coberta de cinzas, que passou a ser chamada de Cinderela, bem que poderia ter começado a perder a esperança. Mas, apesar da crueldade a que fora submetida, Ella está determinada a honrar as palavras de sua falecida mãe: tenha coragem e seja gentil.” (fonte)

Comentários: Alô você aí que é doido por contos de fadas, pelo “felizes para sempre”, pelas lindas e inocentes princesas que estão em busca de um príncipe encantado e por pura magia Disney: esse filme é pra você assim como foi pra mim, viu, porque eita COISA LINDA! Nossa, gente, saí do cinema completamente encantada, foi maravilhoso do começo ao fim.

É engraçado porque quando eu vi o trailer só coloquei defeito: que o vestido tava muito escuro, que a atriz não tinha cara de Cinderela, que Helena Bonham Carter estava ali em mais um papel interpretando ela mesma, etc, mas eu estava errada e admito: o vestido é maravilhoso, Lily James NASCEU para ser uma princesa e até a Helena me surpreendeu, ficou ótima de Fada Madrinha (eu até acho ela boa, gente, mas ainda assim todo filme que vejo com ela é a mesma coisa, foi mal). E além disso muito mais, né, porque escolheram um príncipe liiindo e maravilhoso, tem a presença até mesmo de personagens animais do clássico Disney como Lúcifer e os ratinhos, as irmãs dela são nojentas mesmo que bonitas pra quebrar a ideia de que são más por serem feias e, claro, a cereja do bolo que fez toda diferença e valeu o filme todo: Cate Blanchett! Meu Deus, como é incrível, a gente tem PRAZER em torcer contra a madrasta que ela interpreta, é aquela que amamos odiar.

A Ella/Cinderela é encantadora num nível que as pessoas no geral chegam a ter antipatia por tamanha bondade e fofura, mas eu adoro! É legal porque ela é super boazinha, faz as coisas sempre sem querer nada em troca e ainda assim não é submissa, quando ela curva a cabeça para alguém é porque acredita ser melhor e tem um momento em que a madrasta começa com chantagens e ela se recusa a aceitar mesmo que isso vá prejudicá-la, simplesmente porque é o CERTO. Me deu raiva que a garota atrás de mim no cinema falou “que menina idiota” porque acho isso uma total inversão de valores: a maldade vem da pessoa esperta, mas a bondade vem da imbecil? Discordo totalmente, não só na ficção como na vida real! Obrigada, Kenneth Branagh, por essa obra de arte!

A única coisa que eu senti falta, de verdade, foram as músicas da animação. Rola até uma menção delas em alguns momentos e a Fada Madrinha chega a usar o “Bibbidi Bobbidi Boo”, mas faltou mesmo, principalmente a valsa que ela dança com o príncipe, a cena foi linda e teria ficado mais ainda se contasse com a música certa. Achei que a alteração das personalidades do rei e o Gran Duke iam me incomodar, mas no final eu já tinha me conformado e até gostado disso pro conjunto total da obra porque favoreceu o romance da história para não passar aquela imagem de “nem te conheço e já te amo”, sabe, foi bem mais desenvolvido do que isso.

Melhores momentos: Se me perguntassem meu momento favorito da animação eu responderia COM CERTEZA que é quando a Fada Madrinha cria o vestido da Cinderela nela, então nem preciso dizer que mesmo sendo cenas tão diferentes dessa vez foi igual, né? Lindo demais. E para quem gosta das músicas da Disney (e vai sentir falta delas como eu), vai meu aviso: fiquem até o final dos créditos finais porque tem a versão da Lily James cantando “A Dream Is A Wish Your Heart Makes” que teria me feito chorar se eu já não estivesse chorando!

Curta: E é LÓGICO que eu não ia terminar esse post sem falar de Frozen Fever, né? Foi lindo, gente! Elsa e Anna se amando, o Olaf ganhando baby-brothers de neve, Kristoff declarando seu amor, Sven sendo o melhor alívio cômico ever… Ao contrário do filme mesmo o curta é super alegre, mas ainda assim mantiveram a personalidade e principalmente o peso da relação dos personagens, amor puro e Disneyco! E com participação especial de Príncipe Hans e tudo mais!

Trailer: Agora depois de ver o filme vejo os trailers com outros olhos, vontade de ir ao cinema assistir de novo!