Me olho, me vejo: Dia Mundial de Combate ao Bullying

Em 20.10.2018   Arquivado em Escrevendo, Vídeos

Vinte de outubro é o Dia Mundial do Combate ao Bullying e sempre que essa palavra é mencionada alguém fala “Mas na minha época NÃO TINHA bullying!”. Será mesmo? Será que em meio a tantas zoações e apelidos entre amigos não teve aquela pessoa, provavelmente meio de fora, que sofreu algo mais forte, um trauma de verdade? Ah, teve sim, te garanto que teve!

Em 2005 eu criei a Campanha Anti-Bullying do Expresso Rosa, um selinho no meu então template shop (e hoje loja virtual) para começar a divulgar o significado dessa palavra que já estava se popularizando nas terras tupiniquins. Fiz isso porque o ano anterior tinha sido INFERNAL no colégio. Usando um apelido que eu pedi repetidas vezes para não ser usado, eles conseguiram me afetar de tantas formas que ali surgiram as primeiras crises de ansiedade fortes das várias que tive ao longo da minha vida. Mas sabe… Não é esse aspecto do bullying que viemos trabalhar aqui hoje. A Lenscope me convidou para falar dele sob o aspecto da SUPERAÇÃO, sobre aquilo que nos torna fortes!

Dia Mundial de Combate ao Bullying

Quando você para diante de um espelho, quem te olha de volta? A pessoa que você é ou quem as outras pessoas querem que você acredite ser? Citando Elton John e Fall Out Boy: “Você é o que você ama, não quem ama você” e eu completo: acima de tudo você não é quem NÃO TE AMA! É muito importante estar aberto aos pensamentos alheios sobre todas as coisa, até mesmo sobre sua pessoa, mas ninguém lá fora mora aí dentro, na sua cabeça… No fim, cabe a nós descobrir e conhecer a nós mesmos…

… E TODOS TEMOS DIREITO AO AMOR PRÓPRIO, acima de todos os amores! Quando adolescente eu acreditei ser burra, porque me fizeram acreditar nisso uma quantidade absurda vezes. Acreditei que quem estava ao meu redor jamais gostaria de mim com facilidade, que seria preciso um esforço muito grande da minha parte (e da delas) pra isso. Mas descobri que não é verdade! Que ser inteligente varia de cada um, e minha inteligência é tão boa quanto a de quem não conseguia enxergá-la. Descobri que o gostar da gente pode ou não acontecer, mas as vezes em que acontece importam MUITO MAIS! Agradar a todos? Nunca vai acontecer! Agradar a quem importa e a nós mesmos? Não é fácil, mas com certeza é engrandecedor! Por isso quando me olho, eu me vejo como a Luly que fui, sou, serei. Nunca mais quero me ver como quem me fez mal me viu um dia – não é fácil, mas perfeitamente possível!

O símbolo da campanha deles é um lacinho azul e branco, e não é à toa! Azul é a cor que normalmente já é associada ao bullying, e também do combate à depressão, uma das consequências comuns da prática. O branco, porém, vem por cima, pra mostrar que sua paz de espírito é ainda mais importante que qualquer outra coisa! A culpa de sofrer abuso, não importa de onde ele venha, não é da vítima: o culpado é SEMPRE e APENAS do agressor. Mas o que fazemos com o que sofremos, ah, aí reside toda a diferença! Procurando ajuda, indo um passinho de cada vez, a gente consegue… “Let it go”!

Se você conhece alguém que sofre qualquer tipo de intimidação, estenda a mão! Se conhece o intimidador, não seja isento nesse tipo de situação: denuncie, converse, aconselhe, ajude! A única maneira de uma prática nociva acabar, é ensinando aqueles que praticam a melhorar.

Visite o site da campanha https://lenscope.com.br/bullying para conhecer outras histórias de superação de bullying e poste a sua também, na #MeOlhoMeVejo!