Top 5: Filmes pro Halloween se você tem medo de terror!

Em 13.10.2017   Arquivado em Filmes

Sexta feira 13 no ar, outubro que passa voando, Halloween chegando e são datas perfeitas para sentar com pipoca no colo e os filmes de terror mais assustadores de todos os tempos na telinha, certo? ERRADO! Bom, pode ser “Certo” se você gostar, né, mas eu morro – de – medo – de – filme – de – terror! Na verdade rola o medinho, mas nem é só isso… Raramente temo assuntos “extraordinários” assim. O que rola uma junção disso com nojo das cenas sangrentas/asquerosas, mesmo as mais leves, e muita ansiedade, então no fim das contas eu não gosto do gênero, foi mals, prefiro nem tentar.

Pensando nisso, na vontade de não deixar a data passar em branco e em você, amiga medrosinha que se desviou dos convites de amigos para ver “Annabelle” e “It” de todo jeito esse ano, vamos fazer a listinha mais covardona do momento. Com vocês meu Top 5 Filmes de Halloween pra quem MORRE de medo de filmes de terror, como eu! Afinal, pra que passar o dia levando susto se você pode dar umas boas risadas, não é mesmo?

Filmes de Halloween pra quem tem medo de terror

O Estranho Mundo de Jack

Vou falar verdade, não vou mentir: eu tenho uma certa antipatia do Tim Burton. Melhor nem citar os motivos porque senão seria um post à parte, mas o que importa é que se eu gosto de algum filme dele é porque acho bom MESMO, já que uma parte significativa pra mim é bem meia boca. E “O Estranho Mundo de Jack” tá nessa lista do amor! Nessa animação de fantasia sombria, Jack Skellington já cansou da mesmice que é preparar o Halloween todos os anos, mesmo que seja a grande atração da cidade que promove a data. Após dar uma espiada na “Cidade do Natal” ele fica absolutamente apaixonado pelo clima e resolve que seria o responsável pelo Natal daquele ano… Mesmo que não entenda NADA do assunto! O filme foi distribuído pela Disney, então podem esperar uma trilha sonora muito gostosa e mais: é feito em stop motion! Sim, cada quadro dele foi produzido individualmente, o que dá um trabalho gigantesco, então a gente tem que aplaudir te pé o resultado lindo…

Já viu “O Estranho Mundo de Jack”? Então pode partir pro “irmão” dele “A Noiva Cadáver”, do mesmo diretor e na mesma categoria, mas dessa vez contando com parte do elenco “clássico” dele na dublagem original.

A Família Addams

Cartoon, série de TV, desenho animado e… Longa metragem! Um clássico do humor negro americano, os Addams dispensam apresentações, né? Nessa história, Gomez Addams está há anos procurando por seu irmão, o “tio” Fester, que faz com que seu advogado trame contra ele com ajuda da agiota pra quem deve dinheiro, colocando o filho da mulher no lugar de Fester para botar as mãos na fortuna da família. E que família! Mórtícia, sua esposa, é uma monumental dama de preto, seus filhos Wednesday e Pugsley adoram decepar bonecos e fazem apresentações sangrentas na escola, a vovó Esmeralda é uma bruxa (literalmente!)… E ainda temos a presença de “Coisa”, a mão ambulante que passeia pra lá e pra cá na mansão mal assombrada e bem humorada. Se você ainda não conhece os Addams pare tudo e vá fazer isso agora mesmo, é importante até pra formar caráter, gente!

Curtiu “A Família Addams”? Não tem como não gostar, né? Então hora de ver a continuação, “A Família Addams 2”, onde Mortícia e Gomez celebram a chegada de seu terceiro filho e, cá entre nós, é ainda mais delicioso que o primeiro!

Abracadabra

Vamos para mais um live action! Lançado em 1993, nele conhecemos as três bruxas da cidade de Salém, Winnie, Mary e Sarah Sanderson, que pretendem se manter belas a qualquer custo através da magia. Para isso, elas pretendem sugar a juventude de uma garotinha local chamada Emily, fazendo com que os aldeões as sentenciem à morte. Trezentos anos depois a chegada da família dos irmãos Max e Dani faz com que as irmãs Sanderson retornem à vida na noite do Halloween, com o objetivo de prosseguir com seu plano há muito impedido… Assisti “Abracadabra” quando criança e acho que até hoje devo ter medinho de algumas das cenas deles, foi o único filme Disney que fez isso comigo até hoje!

Kubo e as Cordas Mágicas

Eu já fiz uma resenha de “Kubo e as Cordas Mágicas” quando o assisti no início do ano onde vocês podem ler tudo sobre ele mas o resumo é que quando terminou eu estava 01) aos prantos e 02) encantada! Ele também é uma animação e também em stop motion, mas dessa vez produzido pelos Estúdios Laika. O filme conta a história de Kubo, um garoto que consegue dar vida a origamis ao tocar seu shamisen, contando para os moradores de sua vila histórias que ouviu de sua mãe. Quando bebê seu avô, o Rei da Lua, assassinou seu pai para roubar os olhos do menino, que chegou à pré-adolescência com apenas um deles graças a esse ataque. A missão de Saritu, sua mãe, é mantê-lo seguro para que ele não perca o outro, estando disposta até a sacrificar a própria vida para isso, o que dá início à jornada do recém órfão… A história aborda magia de forma natural, tem cenas de leve suspense super emotivas e é visualmente MARAVILHOSO! Em uma das cenas o menino constrói um navio a partir de folhas de árvore enquanto toca, e foi uma das cenas de animação mais bonitas que já vi em toda a minha vida!

Se você gostou da história de “Kubo” já deve conhecer os outros filmes feitos pela Laika, né? Eles conseguem ter um clima mais na vibe de Halloween ainda! Principalmente os queridinhos “Coraline” e “ParaNormam”.

Cisne Negro

Diferente dos outros filmes da lista, que são divertidos mesmo com uma pegada levemente sombria, “Cisne Negro” é pra quem quer atrás de respiração ofegante nessa data. Esse drama psicológico deu o Oscar de Melhor Atriz a Natalie Portman quando ela interpretou Nina, que acaba de ser nomeada bailaria principal da companhia onde dança como protagonista de “O Lago dos Cisnes”. A garota, porém, enfrenta vários problemas mentais intensificados pelo abuso constante da mãe. Ele é daqueles que quanto mais você assiste, mais detalhes bizarros consegue captar. Minha percepção dos problemas da Nina foram de uma simples insegurança até chegar em transtornos de ansiedade e abuso sexual. É pesado, mas também maravilhoso, ASSISTAM!

Filmes para Halloween: Cisne Negro

Agora vamos continuar esse post aí nos comentários: me indiquem filmes pra eu ver no dia 31 que não me impeçam de dormir à noite! Lembrando que “terror leve” não vale, hein? Ainda é terror e vou ter medo de qualquer jeito…

As imagens do mosaico desse post foram retiradas de diversos sites em 29 de setembro de 2017, listados a seguir: Rock n’ Tech, Vogue, Chá de Prosa, YouTube e Chic. O gif encontrei na mesma data no Giphy.

Kubo e as Cordas Mágicas

Em 24.02.2017   Arquivado em Filmes

Kubo, via Filmow

Kubo e as Cordas Mágicas (Kubo and the Two Strings) *****
Elenco: Art Parkinson, Charlize Theron, Matthew McConaughey, Ralph Fiennes, Rooney Mara, Alpha Takahashi, Brenda Vaccaro, Cary-Hiroyuki Tagawa, George Takei
Direção: Travis Knight
Gênero: Animação, Aventura
Duração: 101 min
Ano: 2016
Classificação: Livre
Sinopse: “Kubo vive uma normal e tranquila vida em uma pequena vila no Japão com sua mãe. Até que um espírito vingativo do passado muda completamente sua vida, ao fazer com que todos os tipos de deuses e monstros o persigam. Agora, para sobreviver, Kubo terá de encontrar uma armadura mágica que foi usada pelo seu falecido pai, um lendário guerreiro samurai.” (fonte – sinopse e pôster)

Comentários: Quem assistiu outros filmes produzidos pelos estúdios Laika já está acostumado com o estilo: animações 3D em stop-motion imersas em um mundo de fantasia com um toque meio sombrio. Kubo e as Cordas Mágicas, indicado ao Oscar desse ano nas categorias Melhor Animação e Melhores Efetios Visuais, não poderia ter sido diferente: foi o quarto longa metragem deles e segue essa linha de misturar (bem) humor e aventura dentro de um ambiente soturno imerso lindamente na cultura japonesa.

Ainda quando bebê Kubo tem um de seus olhos arrancados pelo avô, o Rei da Lua, numa batalha onde seu pai, o guerreiro Hanzo, acaba falecendo. Sua mãe, Sariatu, para impedir que o filho perca o segundo olho, passa a morar com ele em uma caverna, onde vive oscilando entre a lucidez e o transe psicológico. O garoto, por sua vez, frequenta a vila que fica ali perto e conta histórias de forma mágica: ao tocar seu shamisen, um instrumento japonês de três cordas, os papéis que leva em sua bolsa vão formando origamis vivos que retratam as batalhas vividas por Hanzo. Durante um festival local onde os moradores se comunicam com o entes perdidos, porém, ele se atrasa ao tentar conversar com o pai, não volta ao pôr do sol como recomendado, e quase é capturado por suas duas tias do mal que querem cegá-lo de vez. Sua mãe então sacrifica sua última magia para que ele possa seguir numa busca da armadura, elmo e espada do pai para, assim, se proteger do avô. Nessa jornada ele conta com a ajuda da Macaca, um talismã que ganha vida durante o sacrifício de Sariatu, do Besouro, um guerreiro que eles encontram acidentalmente e que é um humanoide meio inseto, e do origami animado de Hanzo que o filho usa em suas apresentações.

A animação é visualmente maravilhosa, não tem outra palavra para definir! Existe uma cena durante a jornada do trio em que o garoto cria com sua música um barco usando folhas de árvores e é de tirar o fôlego, eu particularmente não consigo imagina COMO alguém conseguiu produzir algo grandioso assim em stop-motion, sério. O cenário, personagens e efeitos são todos muito bonitos, é engraçado porque não ouvi falar tanto sobre esse filme, mesmo se tratando da obra de um estúdio que tem feitos muito aplaudidos, como é o caso de Coraline. A busca de Kubo pelos artefatos do pai contando com o que foi deixado pela mãe é super tocante, um drama familiar carregado de descobertas e auto conhecimento, e a tensão é sempre quebrada na hora certa com uma dose de humor trazido geralmente pelos seus companheiros de viagem, que são geniais! A Macaca é, de longe, a figura mais forte, carismática e bem trabalhada do filme, foi minha personagem favorita. A presença da cultura japonesa é outro forte, conseguiram fazer um tributo sem precisar forçar a barra ou soar ofensivo. Já o ponto fraco para mim foi o clímax, apesar de gostar bastante do conflito final e de como ele tem seu ápice, achei que algumas coisas ficaram meio “soltas”, não sei se fui eu que não consegui captar e não prejudica em nada realmente, mas senti que não ficou tão claro quem era REALMENTE aquele vilão tão falado desde o início, as tias macabras cobertas por máscaras davam muito mais medo quado apareciam… Por outro lado adorei como a magia é mostarda de forma natural, não precisa de uma introdução ou explicação de como aquela família tem os poderes que tem, eles simplesmente estão ali para ser usados e bem aceitos por todos, é diferente do que estou acostumada a ver, geralmente os heróis precisam esconder esse tipo de coisa ou lutar para que os outros aceitem, mas nesse caso são outros aspectos muito maiores que são trabalhados sem precisar “perder tempo” com isso. E, desculpem falar mas também não tem como evitar, que LIÇÃO é o final, viu… Que lição!!!

A trilha sonora também é super gostosa, toda instrumental nesse clima nipônico do shamisen, e pra fechar com chave de ouro os créditos finais ainda contam com uma versão LINDA de “While My Guitar Gently Weeps” (do George Harrison), que eu particularmente já adoro, cantada pela Regina Spektor. Vale a pena procurar porque é daquelas que dá vontade de ouvir e ouvir várias vezes sem parar, ficou absolutamente perfeito! Dá pra conferir um pouquinho (e mais informações no geral) no site oficial do filme.

Trailer: