Corgi: Top Dog

Em 09.09.2019   Arquivado em Filmes

Corgi: Top Dog (The Queen’s Corgi )*****
Corgi: Top Dog Elenco: Jack Whitehall, Bridget Maasland, Iain McKee, Matt Lucas, Julie Walters, Colin McFarlane, Debra Stephenson, Jon Culshaw, Kulvinder, Nina Wadia, Ray Winstone, Sarah Hadland, Sheridan Smith, Tom Courtenay
Direção: Ben Stassen
Gênero: Animação, Aventura
Duração: 92 min
Ano: 2019
Classificação: 10 anos
Sinopse: “A Rainha Elizabeth é apaixonada por cães da raça Corgi e, dentre os que vivem no Palácio, Rex (João Guilherme) é o seu queridinho. Acostumado com as mordomias da realeza, tudo muda quando ele cai na armadilha de um outro cachorro que quer tomar o seu lugar. Preso no canil da cidade, ele agora vai precisar de toda a ajuda que conseguir para voltar ao Palácio e retomar seu lugar como o favorito da Rainha.” Fonte: Filmow.

Comentários: Numa mistura de ficção com a representação de elementos reais, chegou essa semana nos cinemas brasileiros uma animação belga distribuída aqui pela Imagem Filmes. Corgi: Top Dog conta a história de Rex, o favorito entre os vários cães dessa raça que pertencem à Rainha Elizabeth II. Após ser dado de presente a ela ainda filhote pelo seu marido, o Duque de Edimburgo, ele rapidamente assume o posto de “top dog”, sendo uma celebridade em todo o Reino Unido – com direito até a uma extensa linha de merchandising com seu rosto. Essa vida dos sonhos de qualquer cachorro acaba sendo prejudicada quando, em uma visita do presidente dos Estados Unidos, ele acaba não se comportando como um cão real. Sua dona então o repreende e, influenciado por alguém que pretende usurpar seu lugar, Rex acaba fugindo, sendo tido como morto e levado para um canil onde vários animais esperam pela sorte de ser adotado por uma família algum dia.

A história do filme é bastante clichê, daquelas que já foram contadas várias vezes em mídias voltadas para o público familiar: superação de problemas, reconhecimento raso de privilégios, luta pelo amor verdadeiro, entre outros, mas uma vez que está inserida num grupo de personagens original, o ambiente se torna mais interessante. Aos que não são tão ligados à realeza britânica é apresentada a afeição da Rainha Elizabeth à raça corgi e ao fato de que ela mantém, desde sua coroação realizada mais de 60 anos atrás, uma pequena matilha deles como parte da “família real”, cães que vivem de maneira extremamente luxuosa como é de esperar. As pessoas reais são mostradas com fácil identificação e trazem piadas de duplo sentido para entreter adultos – principalmente ao satirizar Trump de maneira genial -, quebrando os momentos de tédio que podem surgir ao consumir algo claramente voltado para o público infantil.

Corgi: Top Dog

Corgi: Top Dog | Imagem via YouTube

No que diz respeito ao entretenimento das crianças, o núcleo animal é fofinho e divertido, com traços da animação bem feitos e tudo muito colorido. É legal ver esse tipo de obra vinda de um estúdio mais independente, e não dos gigantes que praticamente dominam a indústria, apesar da diferença da qualidade ser gritante é através daí que vão surgindo os avanços, mesmo. Ao migrar do cenário do palácio para um canil, fica a mensagem subliminar de que existem vários animais abandonados também à procura de um lar, provando que amor e carinho vão além da raça, já que é ali que Rex encontra os reais companheiros que vão ajudá-lo a superar os problemas propostos na trama. Senti falta de enfatizar um pouco as características de cada raça mostrada, mas talvez esse seja um aspecto positivo para quebrar essa necessidade que temos em julgar os animais pelo físico, e não pela amizade que estão dispostos a dar.

Apesar de Rex ser um protagonista legal, carismático e levemente arrogante em alguns momentos, a dublagem brasileira dele ficou HORROROSA! Mais uma vez a escalação de um famoso sem formação e prática como dublador estragou completamente a experiência, porque destoa muito das outras personagens que são muito superiores nesse atributo. Foi, de fato, a escolha de João Guilherme no papel que fez a visibilidade do trailer aumentar bastante nas redes sociais, antecipando o lançamento do longa no Brasil, mas no quesito qualidade… Sinceramente, uma perda muito grande pro expectador. Lendo algumas opiniões por aí vi que a versão original também pecou bastante nesse aspecto, então fizemos jus ao negativo impossível de ser relevado.

Trailer:

Mamma Mia! Lá Vamos Nós de Novo

Em 09.08.2018   Arquivado em Filmes, Música

Mamma Mia! Lá Vamos Nós de Novo Mamma Mia! Lá Vamos Nós De Novo (Mamma Mia! Here We Go Again) *****
Elenco: Amanda Seyfried, Christine Baranski, Julie Walters, Colin Firth, Pierce Brosnan, Stellan Skarsgård, Lily James, Meryl Streep, Dominic Cooper, Jessica Keenan Wynn, Alexa Davies, Cher, Andy Garcia, Benny Andersson, Björn Ulvaeus, Hugh Skinner, Jeremy Irvine, Josh Dylan
Direção: Ol Parker
Gênero: Musical
Duração: 113 min
Ano: 2018
Classificação: 12 anos
Sinopse: “Ao descobrir que está grávida, Sophie busca inspiração para a maternidade lembrando do passado da mãe. Nos anos 70, a jovem Donna viveu muitas aventuras com seu grupo musical Donna & The Dynamo, em parceria com suas amigas Tanya e Rosie. Porém, mais do que isso, Donna se apaixonou e viveu relacionamentos intensos com três homens diferentes: Harry, Sam e Bill.” Fonte: Filmow (sinopse e pôster).

Comentários: Cinco anos após os acontecimentos de Mamma Mia!, quando conheceu seus três possíveis pais, Sophie está pronta para reinaugurar o Hotel Bella Donna junto com a ajuda de um deles, e também padrasto, o arquiteto Sam. A festa de inauguração conta com a presença das grandes amigas de sua mãe, Tanya e Rosie, mas também com a ausência dos outros pais e de Sky, seu namorado/marido, que está nos Estados Unidos aprofundando conhecimentos em hotelaria. Em meio à nostalgia que a falta de Donna traz a todos no momento em que seu grande sonho é enfim realizado, uma tempestade parece ameaçar essa tão esperada festa. Enquanto isso, de volta à década de 70, a jovem Donna acaba de se formar e resolve desbravar as maravilhas do mundo na mesma ilha grega onde a filha ainda vive, ao lado desses caras que mudaram sua vida completamente…

Uma década se passou desde o primeiro filme, lançado em 2008, e ele permanece sendo um dos meus queridinhos cada vez com mais força. Quando fiz um post emocionadíssima após voltar do cinema tudo o que me importava era o fato de que tudo ali girava em torno do ABBA, a banda da minha adolescência e, até hoje, uma das favoritas. Mas depois fui percebendo quantas mensagens maravilhosas ele traz. A Donna de Meryl Streep é uma mulher fortíssima que construiu sua vida sozinha e ajudou Sophie a ser alguém tão incrível quanto ela. Em momento algum ela é julgada, mesmo pela filha, por não saber quem é o pai da garota, que também toma as rédeas de sua vida independente das expectativas das outras pessoas. Ainda assim elas mostram uma ligação fortíssima, principalmente na cena linda em que cantam “Sleeping Throug My Fingers”, e esse elo é o grande “protagonista” da continuação, que é igual e diferente de seu antecessor ao mesmo tempo…

Mamma Mia! Lá Vamos Nós de Novo

Imagem via Adoro Cinema

Como semelhança principal, é claro, temos o fato de que é mais um musical somente com músicas do ABBA, que aparecem de diversas formas ao longo da trama. Sim, existem os momentos em que eles “cantam e dançam ao invés de conversar”, mas não é só isso, afinal a música é importantíssima na vida das personagens! Em algumas cenas elas realmente são parte do enredo, principalmente nas cenas da jovem Donna que vive o auge da sua carreira ao lado das Dynamos. Vi uma crítica rodando a internet reclamando que não há o encaixe real da história com as letras, mas a verdade é que TEM SIM! O tempo todo, tanto nos “dias atuais” quanto nos flashbacks, onde ela é interpretada pela “Cinderela” Lily James. As roupas escolhidas para cada um respeitam o estilo pessoal, mas também o momento vivido, já que décadas se passam ali. O grande destaque nesse quesito é a jardineira característica da protagonista e, claro, os look discoteca onde as meninas usam plataformas e MUITO brilho de forma verossímil, sem parecer fantasia. Os looks de época dos três rapazes ficaram extremamente realistas se comparados à caricatura proposital que vimos antes, adorei o Harry de “metaleiro suave” já tendo que manter o ar sério, mas ainda assim com sua aura headbanger.

Mas nem só de música vive uma história… E quando o assunto é enredo, também foi um acerto. O diretor disse que queria “uma versão de O Poderoso Chefão 2 para Mamma Mia!”, e como isso nos trouxe não só uma comédia gostosa, daquelas que você ri sem receio, mas também um filme EXTREMAMENTE sensível. O final, através dos números “I’ve Been Waiting For You” (minha cena favorita!) e “My Love, My Life” (esse segundo contando com a participação especial de Meryl Streep) é uma avalanche de emoções no espectador e as “manteigas derretidas” de plantão, como eu, podem esperar muitas lágrimas nesses momentos, porque são realmente impactantes. É como se o primeiro filme quisesse que a gente visse as consequências de Donna na vida da filha, e o segundo complementasse com as de Sophie na vida da mãe, mesmo que num primeiro momento a gente ache que vai ser o contrário.

Mamma Mia! Lá Vamos Nós de Novo

Imagem via Adoro Cinema

O foco, claro, mudou, mas alguns pontos leves na história também estão diferentes do anterior, ou mesmo foram ocultados. Enquanto antes dava a entender que as meninas não sabiam da possibilidade de Sophie não ser filha de Sam, nesse elas sabem que os outros dois existem e ainda presenciam os flertes entre Donna e Bill. Ele também não mostra o reencontro dela com Harry, que vai da França até a Grécia atrás da menina porque ficou apaixonado de cara. As duas coisas, porém, não atrapalham em nada nem causam incômodo algum, são só adaptações para tornar a dinâmica interessante. Sem contar que quem não viu o primeiro pode ver o segundo tranquilamente, só vai demorar um pouco pra saber “quem é quem”, mas no final tudo dá certo!

E por último, mas não menos importante… PRECISAMOS FALAR SOBRE A PRESENÇA DE CHER! A diva suprema aparece como a mãe já mencionada, mas nunca presente, de Donna e, ah… Nem precisa falar, né? Quando ela abriu a boca para cantar “Fernando” eu JURO que o braço até arrepiou! A mulher é um esplendor musical, parece até de mentira. Uma escolha certeira que combinou demais com o clima, cenário, figurino, tudo. Aliás, que elenco, não é mesmo? Tanto o “original” quanto o novo, atuações excelentes e vozes diferentes que se misturam lindamente. E, claro, com a participação de Björn e Benny como um professor e um pianista, além de produtores, pra que o ABBA marcasse presença física, além da influência. FILMÂO, quero ver de novo!

Trailer:

Mentes Sombrias: 16 de agosto nos cinemas!

Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2

Em 27.07.2011   Arquivado em Filmes, Harry Potter

Chega de adiar o inadiável… Vou finalmente escrever sobre o filme do ano, da década, e escrever MUITO!! Tentarei não colocar cena por cena, juro!!

Harry Potter and the Deathly Hallows - Part 2 Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2 (Harry Potter and the Deathly Hallows – Part 2) *****
Elenco: Daniel Radcliffe, Rupert Grint, Emma Watson, Ralph Fiennes, Adrian Rawlins, Alan Rickman, Bonnie Wright, Chris Rankin, Ciarán Hinds, Clémence Poésy, Dave Legeno, David Bradley, David Thewlis, Devon Murray, Domhnall Gleeson, Emma Thompson, Evanna Lynch, Gary Oldman, Geraldine Somerville, Guy (I) Henry, Helen McCrory, Helena Bonham Carter, James Phelps, Jason Isaacs, Jessie Cave, Jim Broadbent, John Hurt, Johnpaul Castrianni, Josh Herdman, Julie Walters, Katie Leung, Kelly Macdonald, Louis Cordice, Maggie Smith, Mark Williams, Matthew Lewis, Michael Gambon, Natalia Tena, Nick Moran, Oliver Phelps, Robbie Coltrane, Rod Hunt, Scarlett Byrne, Suzanne Toase, Tom Felton, Warwick Davis
Direção: David Yates
Gênero: Aventura, Fantasia
Duração: 120 minutos
Ano: 2011
Sinopse: “Na segunda parte do final épico da série, a batalha entre o bem e o mal no mundo da magia se torna uma guerra entre centenas de bruxos. Os riscos nunca estiveram tão altos e nenhum lugar é seguro o suficiente. Assim, Harry Potter precisa se apresentar para fazer o seu último sacrifício, enquanto o confronto final com Lorde Voldemort se aproxima. Tudo acaba aqui.” (fonte)
Comentários: Como não dar 5 estrelas?? Porque no aspecto cinematográfico é perfeito: os atores são ótimos (até Daniel e Emma estão trabalhando direitinho, finalmente, desde a Parte 1), o sotaque é lindo, os efeitos impecáveis, os cenários bem feitos e a trilha sonora de encher os olhos. Mas não podemos esquecer que é uma adaptação, e cuja “matriz” tem fã muito fiéis e exigentes, mas eles conseguiram satisfazer esses fãs. Na verdade não por sua fidelidade, porque as cenas foram praticamente todas modificadas (e nem foi por falta de tempo e recurso, foi “aleatório” mesmo), mas ainda assim tem TUDO o que tem no livro. David Yates, obrigada, você compensou todos os seus erros do passado aí, nesse grande final que dirigiu.
Apesar de que, assim, ele realmente não sabe “capturar” o Voldemort e transformou o vilão numa atração comediante do filme. É hilário, claro, pra quebrar o clima tenso e triste daquelas duas horas, mas, né… Voldemort não deveria abraçar o Draco e nem dar uma risadinha tipo “êhehe” – que já ganhou Remix e virou bordão. Mas mostra o quão “doidão” ele tava pela falta das almas, a gente perdoa.
E ouvir o “êhehe” denovo sempre vale a pena!!
As cenas antes de Hogwarts ficaram ótimas, o Chalé das Conchas é lindinho e Helena Bonham Carter como Hermione merece o Oscar. O cofre fcou exatamente como eu sempre imaginei e depois, quando o Voldemort mata todo mundo foi uma cena SINISTRA, super sanguinária e tensa, coisa de doido!!
Senti falta de mostrar o Percy voltando (eu gosto do Percy, gente), pra mostrar que ele merece ser perdoado… Mas o Percy tava lá!! Gostei bastante da briga do Harry com o Snape e ele fugindo (e eu e mais meio dúzia de gatos pingado gritando “COVARDE” no cinema). Gostei da Luna, sempre a Luna, incrível em todos os momentos em que aparece, mas mais incrível ainda chamando atenção do Harry. Não gostei do romance sub-entendido entre Neville e Luna (não faz sentido, não existe no livro e ambos são muito bem casados, obrigada!!). Gostei da citação do Lupin querido. Gostei muuuuito da fuga dos Malfoy. Gostei do Harry explicando pros amigos o motivo pelo qual a varinha só obedecia a ele. Gostei do beijo inexistente do Harry e da Gina, já que no filme não mostra os pensamentos dele, a Gina precisa mostrar pros fãs que é muito mais do que a atuação feia da Bonnie. Gostei da cena da Floresta, o único momento na vida do Harry em que ele pode conversar com os pais dele. Gostei da morte da Nagini – muito – apesar de parecer que baixou uma alma no Neville e fez ele querer mata-la, porque não mostra o Harry pedindo isso pra ele. Gostei das 3 mortes de “vilões” mais importantes – Nagini, Bellatrix e Voldermot – porque eles simplesmente viraram purpurina pó e nunca mais vamos ter que olhar pra cara daqueles cretinos.
Melhores Cenas: A melhor cena do filme foi para mim a minha cena favorita na série. O beijo de Rony e Hermione não é no meio da confusão, não teve amor aos elfos envolvido e não tem Harry “atrapalhando”, como é originalmente. Mas ficou lindo!! Na Câmara Secreta (e eu sempre digo que acho que realmente rolou algo ali na história), depois de um susto sem tamanho, altamente PERFEITO. Não foi mais um daqueles beijinhos toscos como os que Harry deu em cada uma de suas cenas românticas. Não mesmo. Esse aí era especial, era intenso, era apaixonado e, usando as palavras de Emma Watson, era o momento para expressar “eu te amo, você é o amor da minha vida”. Nas duas vezes que assisti ao filme com o Potter Club e pude apaludir e gritar foi NESSA cena que exagerei, que fiquei rouca, que minhas mãos doeram e que eu não consegui parar de rir. Pude falar quantos “oooowns” eu quis, e também nas outras cenas incríveis dos dois juntos. Ele grita pro Goyle que ela é namorada dele, eles se isolam juntos quando o irmão dele morre, eles se abraçam MUITO quando acham que Nagini ia devora-los, eles mostram pro Harry que estão juntos de mãos dadas e no final cada um deles tem uma aliança dourada na mão esquerda. Rony e Hermione formam o casal mais incrível da ficção, simples assim!!
Agora vamos esquecer Rony e Hermione e dar destaque à nossa querida Minerva McGonagall que foi a atração do filme. Todas as falas, expressões e momentos dela merecem ser assistidos com amor, merecem aplausos, merecem entrar pra história, merecem PRÊMIOS de verdade. Ela lutando contra o Snape foi de arrepiar os cabelos e “eu sempre quis usar esse feitiço” foi a melhor fala do filme. Entre todas as outras.
E a cena que eu nunca vou me cansar mesmo se assistir todos os dias vai ser Molly matando Bellatrix. Primeiro porque eu amo todos os Wealsey e a Molly em especial, ela é toda maravilhosa. Segundo porque a Bellatrix é uma vagabunda cretina, nunca vai existir personagem da ficção que eu odeio mais do que ela (e se você gosta do Neville sabe muito bem o motivo). Ver ela explodindo me faz feliz hoje e sempre.
Piores Cenas: “Pior” pode ter vários sentidos, e eu vou falar de cada um deles. A pior cena de assistir foi a morte do Fred (é a que mais me faz chorar) porque ver a família inteira chorando é pesado e logo em seguida mostra os corpos do Lupin (tchutchuco) e da Tonks, e é MUITO PESADA a cena. Sem contar que pouco antes a Lilá morre, sendo que no livro está especificado “o corpo ainda vivo de Lilá Brown”. A menina é um pé no estômago, mas não a ponto de matarem a coitada.
A cena mais tosca foi Harry e Voldemort pulando do penhasco, pelamor de Deus, o filme tava indo muito bem até esse momento. Foi desnecessário, esquisito e não gostei. Mas depois que eles “pousaram” e começou a correria pra pegar as varinhas compensou, muito foda!!
E as cenas mais decepcionantes foram, para mim, as lembranças do Snape. Eu não são fãzona dele e detesto o casal Lílian/Snape, mas falaram que iam ser cenas incrivelmente tocantes e não foram. Não mostrou o motivo pelo qual ele se arrependeu, que foi o fato de ELE ter contato da profecia, a maquiagem que colocaram no Alan Rickman pra ficar jovem fez ele parecer o Michael Jackson em sua pior fase e o final da sequência foi horrível, ele abraçando a Lily morta com uma expressão de choro falsa que eu não acreditei que era o melhor ator do filme fazendo. Trash. É uma pena, porque a morte dele foi absurda de linda, a expressão no rosto dele é algo que nunca vi alguém fazendo tão bem feito!!
Senti falta da história do Dumbledore, queria ouvi-la PELO MENOS pelo ponto de vista do Aberforth, gosto dele e só assim as pessoas veriam o quanto ele é incrível. Sem contar que eu tenho CERTEZA que foi o Dumbledore que matou a Ariana, e quem assiste os filmes nunca vai poder suspeitar disso. E não faltava tempo porque o filme foi curtíssimo!!
“19 Anos Depois”: Impossível não dedicar um pedacinho à frase que me encheu os olhos de lágrimas na 1ª vez que vi e depois, quando vi denovo, foi ali que comecei a soluçar loucamente (a 2ª vez é sempre pior…). Chorei MUITO, gente, de tremer, saí do cinema sem conseguir ver para onde tava andando e nunca recebi tanto abraços de consolo ao mesmo tempo.
A cena ficou ótima. Explorou pouco o papel do Tiago (eu gosto muuuito mais dele do que o Alvo e seu nome horroroso) e a menina que faz a Rosa não parece ter 11 anos, mas o resto ficou tão perfeito… Eu não tava gostado deles de maquiagem nas fotos e vídeos que vi, mas parece que depois, quando regravaram, ficou BEM MELHOR, super bem feito. O Daniel ficou a CARA do pai dele, o Rupert a imagem perfeita do que imaginei um Rony-pai e a Emma tava LINDA DEMAIS. Não vejo a hora das cenas deletadas chegarem aqui em dvd para ver se não vemos Victorie e Teddy “in love” =D
Maaaaaas mesmo sendo uma cena perfeita, não é só por isso que temos que falar sobre ela em especial. Ela significa outra coisa, significa muito mais… Significa o fim, mais uma vez. Vimos ali o Expresso de Hogwarts partindo levando não só os filhos de Harry, Rony e Hermione, mas também 10 anos de emoção e dedicação. Não sei mais quantas vezes vou assistir esse filme ao longo da minha vida, mesmo porque acho que não será um número “contável”, mas tenho certeza que vou chorar muito em cada uma delas, triste e emotiva por não ter mais filmes da série pra curtir, e feliz e emocionada porque “tudo estava bem”.

Gnomeu e Julieta

Em 09.03.2011   Arquivado em Filmes

Gnomeo & Juliet

Gnomeu e Julieta (Gnomeo & Juliet) *****
Elenco (vozes): James McAvoy, Emily Blunt, Ashley Jensen, Michael Caine, Matt Lucas, Jim Cummings, Maggie Smith, Jason Statham, Ozzy Osbourne, Stephen Merchant, Patrick Stewart, Julie Walters, Hulk Hogan, Kelly Asbury, Richard Wilson, Dolly Parton, Julia Braams, James Daniel Wilson, Tim Bentinck, Julio Bonet, Neil McCaul, Maurissa Horwitz
Direção: Kelly Asbury
Gênero: Animação
Duração: 84min
Ano: 2011
Sinopse: “Gnomeu (James McAvoy) e Julieta (Emily Blunt) são anões de jardim cujas famílias são vizinhas e rivais. Um dia eles se apaixonam, para desgosto dos familiares. Para ficarem juntos, eles precisarão enfrentar diversos obstáculos.”

Comentários: Quando fiquei sabendo pela Lili que tava pra lançar um filme cuja trilha sonora era feita basicamente de músicas do Elton John e mais, que era uma versão fofinha de Romeu e Julieta, eu surtei. Comecei a procurar sobre o filme e vi que sairia em cartaz na sexta feira, dia 4. E aí no sábado nós já estávamos já dentro do cinema assistindo. E valeu a pena porque é lindíssimo, super recomendo! Foi meio triste porque só tinha dublado e eu queria ouvir a voz de Maggie Smith, Ozzy Osbourne e Julie Walters, e era 3D, que além de eu não gostar muito e ser caro, foi absolutamente desnecessário nesse filme, não teve nada de especial. Mas agora parece que tudo tem que ser em 3D, vai entender o motivo, então…

Achei fofíssimo! Adaptou a história de Romeu e Julieta de forma super criativa, os adultos se divertiam até mais que as crianças. Sem contar as músicas do Elton John são perfeitas em suas versões originais e nas novas para o filme, como “Crocodile Rock” junto com a Nelly Furtado, ficou bem gostosa e a gente ficou dançando e aplaudindo junto comum cara que tava na cadeira de trás do cinema.

Melhores Cenas: Eu ameeeeeei a Ama da Julieta, que no filme se chama Nanette e é uma sapa. Muito engraçadinha! A cena de “Your Song”, em que ela se apaixona de vez pelo Páris e vê ele como se fosse o Elton John foi minha favorita, porque ficou igualzinho, com óculos rosão e os dentinhos da frente saparados. Amor puro!
Gostei do final também, afinal é um filme infantil, e ver os dois gnominhos fofos “morrendo” no final seria MUITO triste. O próprio Gnomeu, que bateu um papo com a lápide do Shakespeare antes, disse que a versão deles é bem melhor!

Trailer:

Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1

Em 21.11.2010   Arquivado em Filmes, Harry Potter

Eu estou TENTANDO não ser muito crítica. Juro que estou. Tentando olhar pelo lado bom, sempre, e tô conseguindo porque ontem esse filme me fez chorar tanto… Mas TANTO!! E aí na hora que eu tava descendo as escadas do cinema eu pensei “só falta a parte 2 e acabou”, e aí eu chorei mais!! Se você não assistiu ainda, cuidado, isso aqui é spoiler puro!!

rdm_pt01 Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1 (Harry Potter and the Deathly Hallows: Part I) *****
Elenco: Daniel Radcliffe, Rupert Grint, Emma Watson, Helena Bonham Carter, Ralph Fiennes, Michael Gambon, Alan Rickman, Tom Felton, Rhys Ifans, Bill Nighy, Bonnie Wright, Clémence Poésy, Jason Isaacs, John Hurt, Miranda Richardson, Jamie Campbell, Robbie Coltrane, David Thewlis, Brendan Gleeson, Evanna Lynch, Helen McCrory, Timothy Spall, Rade Serbedzija, Julie Walters, Toby Jones (voz), Imelda Staunton, Fiona Shaw, Domhnall Gleeson, Dave Legeno, Natalia Tena, James Phelps, Oliver Phelps, Richard Griffiths, George Harris, Matthew Lewis, Simon McBurney (voz), Sophie Thompson, Mark Williams, Harry Melling, Michelle Fairley, Frances de la Tour, Andy Linden, Kate Fleetwood, Arben Bajraktaraj, Matyelok Gibbs, David Ryall, Carolyn Pickles, Hazel Douglas, Steffan Rhodri
Direção: David Yates
Gênero: Aventura
Duração: 146min
Ano: 2010
Sinopse: “O poder de Voldemort está aumentando cada dia mais. Ele agora tem o controle sobre o Ministério da Magia e de Hogwarts. Harry, Rony e Hermione decidem terminar o trabalho de Dumbledore e encontrar o resto das Horcruxes para derrotar o Lorde das Trevas. Mas a esperança continua pouca para eles, então tudo o que eles fazem tem que sair como planejado.”
Comentários: O filme perdeu meia estrela por causa das cenas que faltaram, algumas que achei importante, mas as vezes acho que tô sendo rígida demais, porque na verdade foi milimetricamente bem feito!! Os erros são como adaptação, mas como filme por si só é perfeito. Eu não achei um erro nos efeitos especiais desse filme, e acho que posso assistir muitas vezes que não verei denovo. MUITO investimento. Digo o mesmo para os atores, Daniel Radcliffe e Emma Watson se esforçaram pra não forçar a barra, como geralmente fazem, e fechar com chave de ouro.
Eu chorei muito quando o símbolo da Warner apareceu e aí mostraram a Hermione “sumindo” da vida dos pais dela (cenas MUITO tocante). E depois não tem mais como parar de chorar porque é um atrás do outro… Edwiges (LINDO terem colocado ela entrando na frente dele, porque no livro é o que ela estava tentando fazer mas não podia), Olho-Tonto e, por fim, Dobby!! E no Dobby ainda teve ele falando todo um texto, ai, acho que foi a cena mais triste da saga inteira.
No geral eu GOSTEI. Mesmo. E mesmo que a Parte 2 não possa se dar ao luxo de cortar as coisas assim (e tem que compensar os da Parte 1), eu espero que eles mantenham o nível. Gostei muito mais do que achei que gostaria. Li que iam colocar o pai da Luna como um mal-caráter, que ia ter romancinho entre Hary e Hermione e tudo mais, mas não teve nada disso. O último focou no sentimentalismo e humorzinho, e esse tinha sentimentos, humor, aventura, romance, tudo de uma vez. Igual ao livro.
Só queria que o casamento fosse maior. Quando acabou fiquei triste…
Melhores momentos: O MELHOR momento do filme foi “O Conto dos Três Irmãos”. Muito bom mesmo!! Eu nunca ia esperar que fosse retratado daquela maneira, e conseguiram cortar as partes da história de maneira que contasse tudo, tudo, muito fiel, realmente foi uma cena que tive vontade de aplaudir no final, não queria que acabasse, dá um curta-metragem aquilo!!
E lógico, porque eu sou eu… As cenas Rony e Hermione que eu fazia um “oown” involuntário e até levei um chingo de uma mulher da fileira da frente (MUITO sem coração, diga-se de passagem), depois disso parei pra poder fazer de propósito em alguma outra cena (ô maturidade…), mas o filme foi ficando tão tenso que esqueci!! Quando ele limpou o canto da boca dela na cafeteria, muito lindo, né gente. Aliás, eu adoro o Rony, ele dá a graça na história, não existe Harry Potter sem ele.
Cenas cortadas: Algumas cenas precisam ser cortadas, infelizmente, porque não têm sentido (como o Duda falando pro Harry, Hermione contando que roubou os livros e etc), mesmo porque eles foram espalhando algumas dessas informações ao longo da história, mas outras eu achei que TINHAM que ter. As que mais me chatearam foi o Lupin não ter aparecido no Largo Grimmauld, a “lembrança” do dia da morte dos Potter e o Rabicho se matando. Foram 3 cenas que senti MUITA falta. Senti falta também da história do Monstro completa, apesar de que entendo, poxa, dividiram o livro em 2 filmes e mesmo assim tava tudo muito corrido. E a carta da Lílian, que não era tãããããão importante assim, mas era uma cena muito tocante.
Aliás, falando em carta da Lílian, gostei de o Rony ter encontrado o R.A.B., fez ele parecer menos idiota, porque é assim que os filmes retratam ele, tadinho, e ele não é assim. E senti falta da fala linda dele… “Tudo vela no amor e na guerra…..” etc, etc, queria que tivesse.
O que eu gostei de terem cortando foi o Harry lendo a história do Dumbledore, porque é o maior defeito que vejo no livro: a quantidade de vezes que essa história aparece, fica muito cansativo. Eles vão ter mais duas chances de contar essa história por dois pontos de vista, já tá de bom tamanho, né??
Cenas que não existiriam: Quero começar pela cena em que o Harry dança com a Hermione… No especial da Warner o Daniel Radcliffe disse que era um “momento de romance” entre os dois, e todos os críticos afirmaram o mesmo, mas eu GRAÇAS A DEUS na verdade achei fofa e totalmente amigável, não vi nada de romântico naquilo. Achei até bonita, sério, Harry animando a Hermione como amigo dela, que é o que ele é. Minha raiva por terem colocado essa cena sumiu.
A que achei pior: os dementadores sendo BARRADOS PELA PORTA DO ELEVADOR!! Meeeeeu Deus, quando vão aprender que dementadores não são seres humanos e que CUTUCAR (Ordem da Fênix) ou FECHAR A PORTA na cara deles não adianta?? Pelo menos teve o patrono logo em seguida pra limpar a gafe!!
Depois… O beijo de Harry e Gina!! Gina aparece com as costas de fora e ele demora UM SÉCULOS pra fechar aquilo, hahaha… Foi linda, realmente o aniversário dele era desnecessário (o importante era o testamento, e isso teve) e foi bom pra mostrar o sentimento dos dois, já que no filme de “Enigma do Príncipe” minimizaram tudo num semi-beijo. E aí aparece o Jorge com a escova de dentes na orelha… Hilário!!
E…. *momento sentimento* O pomo voando e Harry apanhando. “Tiago Potter” feelings. Lindo demais!!

– É meio difícil para mim falar de tudo. Ainda mais tendo assistido só uma vez (por enquanto) e a tão pouco tempo ( por enquanto), e principalmente pelo fato de ser Harry Potter. Cheguei ao Pátio Savassi ontem às 14h pra seção de 21:30!!. Mas acho que o pincipal tá aí. Agora a gente tem que esperar a Parte 2 contando os dias, e preparando o coração, porque quando aquele epílogo acabar… Aiai, meu Deus, como eu vou chorar!!

+ trailer do filme
+ Relíquias da Morte – o livro (1)
+ Relíquias da Morte – o livro (2)

Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 1 Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 1
Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 1 Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 1

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