As Sufragistas

Em 09.02.2016   Arquivado em Filmes

Suffragette

As Sufragistas (Suffragette) *****
Elenco: Carey Mulligan, Helena Bonham Carter, Meryl Streep, Brendan Gleeson, Anne-Marie Duff, Ben Whishaw, Romola Garai, Samuel West, Natalie Press, Geoff Bell, Adrian Schiller, Amanda Lawrence, Lisa Dillon, Clive Wood, Lee Nicholas Harris, Richard Banks
Direção: Sarah Gavron
Gênero: Drama, História
Duração: 106 min
Ano: 2015
Sinopse: “O início da luta do movimento feminista e os métodos incomuns de batalha. Mulheres que enfrentaram seus limites pela causa e desafiaram o Estado extremamente opressor. A história é baseada em fatos reais.” (fonte)

Comentários: Quando eu vi o primeiro trailer desse filme, meses atrás, fiquei alucinada, doida, maluca para assistir, minha ansiedade foi perigosamente nas alturas e mal podia esperar. A temática é uma que me atrai muito e o elenco idem, porque eu AMO a Meryl Streep (já sabia que veria pouco dela, como uma coadjuvante, mas ainda assim) e estava doida para ver Carey Mulligan como protagonista, uma vez que eu a conheço através de um papel bem menor em “Orgulho e Preconceito”. Só que aí o filme estreou e eu fui olhar nos cinemas afora e NÃO ESTAVA PASSANDO! Sério, a divulgação estava a mil, mas eram pouquíssimas salas em pouquíssimos lugares, li na internet e estava assim em todos os estados, reclamação geral. Felizmente, depois de quase desistir, consegui tirar um dia num momento ideal com um grupo de amigas que também estavam curiosas e fomos lá. Olha, tinha uma chance alta de decepção tamanha era a expectativa, mas felizmente não foi o que aconteceu.

Maud trabalha numa lavanderia desde nova, já possuindo um alto cargo para sua idade, e vive com o marido, que trabalha no mesmo local, e o filho pequeno. Ela não tinha interesse nenhum pela causa das Sufragistas, que manifestam em nome do seu direito ao voto, até ser inserida no meio por uma de suas colegas de trabalho. A partir daí ela tenta fugir, tenta desistir e tenta negar, mas acaba se tornando uma delas, sendo forçada a abrir mão de sua família, uma vez que ela se torna “uma vergonha” para o marido, de seu trabalho e até mesmo de seu “status” de cidadã de bem. Gostei muito de como a história se desenvolve junto com o interesse dela pelo que estava acontecendo: no início é lento, porque ela ainda está conhecendo, e de repente lá está ela completamente envolvida, fazendo denúncias e intervindo em absurdos, e é aí que o ritmo acelera e começa a tudo acontecer de uma vez.

O que vi de negativo foram alguns problemas técnicos, como a câmera ficar tremendo MUITO nas cenas de batalhas e tumulto, de forma que ficava até meio confuso de se entender, e a iluminação que é bem ruim nas cenas noturnas, mas desse segundo eu gostei porque dá aquela sensação de insegurança que a personagem são somente sente, mas também vive.
Ótima atuação de Carey Mulligan como protagonista e, pasmem, Helena Boham Carter também está incrível, fazia tempos eu não a via em um papel em que ela pôde ser a personagem em si ao invés de algum “mais do mesmo” meio louquinho que é o que ela faz. Aliás TODAS as atrizes que interpretam as manifestantes foram ótimas, você sente e chora por cada uma delas, como não podia ser diferente. Mesmo Meryl Streep como Emmeline Pankhurst, que aparece por três minutos, consegue trazer algumas das várias citações maravilhosas ao filme e mostrar a relevância de sua personagem na história, mas sem deixar de destacar cada uma daquelas que lutaram ao lado dela e que eram tão importante quanto.

“We don’t want to be lawbreakers, we want to be lawmakers.” – Emmeline Pankhurst

É impressionante em como a gente fica com o impacto do que está vendo, se orgulha do que mudou e, claro, sente o peso absurdo do que não mudou. Por um lado dá pra pensar “Meu Deus, essa situação absurda tem SÓ cem anos!” e por outro reflete “Uau, já fazem cem anos e quanta coisa continua igual…”. Nos créditos finais aparece uma lista de vários países com a data em que o voto foi liberado para mulheres e é chocante pensar que em alguns lugares isso ainda é discutido (ou nem ao menos cogitado).
“Apanha do marido, mas também, ela provoca”, “Controle sua mulher”, “Fica quietinha, assim, você sabe que eu gosto” são só algumas quase frases (porque não são exatamente essas) soltas do filme que passam quase sem que a gente perceba, mas que ainda existem mulheres que são obrigadas a ouvir nessas situações, mesmo após todos esses anos…

Trailer:

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Cinderela

Em 14.04.2015   Arquivado em Disney, Filmes

Cinderella

Cinderela (Cinderella) *****
Elenco: Lily James, Richard Madden, Cate Blanchett, Helena Bonham Carter, Holliday Grainger, Sophie McShera, Alex Macqueen, Barrie Martin, Ben Chaplin, Derek Jacobi, Eloise Webb, Hayley Atwell, Leila Wong, Nonso Anozie, Bob Brydon, Stellan Skarsgård.
Direção: Kenneth Branagh
Gênero: Fantasia, Romance
Duração: 113 min
Ano: 2015
Sinopse: “A história segue a vida da jovem Ella (Lily James), cujo pai comerciante casa novamente depois que fica viúvo de sua mãe. Ansiosa para apoiar o adorado pai, Ella recebe bem a madrasta (Cate Blanchett) e suas filhas, Anastasia (Holliday Grainger) e Drisella (Sophie McShera), na casa da família. Mas quando o pai de Ella falece inesperadamente, ela se vê à mercê de uma nova família cruel e invejosa. Relegada à posição de empregada da família, a jovem sempre coberta de cinzas, que passou a ser chamada de Cinderela, bem que poderia ter começado a perder a esperança. Mas, apesar da crueldade a que fora submetida, Ella está determinada a honrar as palavras de sua falecida mãe: tenha coragem e seja gentil.” (fonte)

Comentários: Alô você aí que é doido por contos de fadas, pelo “felizes para sempre”, pelas lindas e inocentes princesas que estão em busca de um príncipe encantado e por pura magia Disney: esse filme é pra você assim como foi pra mim, viu, porque eita COISA LINDA! Nossa, gente, saí do cinema completamente encantada, foi maravilhoso do começo ao fim.

É engraçado porque quando eu vi o trailer só coloquei defeito: que o vestido tava muito escuro, que a atriz não tinha cara de Cinderela, que Helena Bonham Carter estava ali em mais um papel interpretando ela mesma, etc, mas eu estava errada e admito: o vestido é maravilhoso, Lily James NASCEU para ser uma princesa e até a Helena me surpreendeu, ficou ótima de Fada Madrinha (eu até acho ela boa, gente, mas ainda assim todo filme que vejo com ela é a mesma coisa, foi mal). E além disso muito mais, né, porque escolheram um príncipe liiindo e maravilhoso, tem a presença até mesmo de personagens animais do clássico Disney como Lúcifer e os ratinhos, as irmãs dela são nojentas mesmo que bonitas pra quebrar a ideia de que são más por serem feias e, claro, a cereja do bolo que fez toda diferença e valeu o filme todo: Cate Blanchett! Meu Deus, como é incrível, a gente tem PRAZER em torcer contra a madrasta que ela interpreta, é aquela que amamos odiar.

A Ella/Cinderela é encantadora num nível que as pessoas no geral chegam a ter antipatia por tamanha bondade e fofura, mas eu adoro! É legal porque ela é super boazinha, faz as coisas sempre sem querer nada em troca e ainda assim não é submissa, quando ela curva a cabeça para alguém é porque acredita ser melhor e tem um momento em que a madrasta começa com chantagens e ela se recusa a aceitar mesmo que isso vá prejudicá-la, simplesmente porque é o CERTO. Me deu raiva que a garota atrás de mim no cinema falou “que menina idiota” porque acho isso uma total inversão de valores: a maldade vem da pessoa esperta, mas a bondade vem da imbecil? Discordo totalmente, não só na ficção como na vida real! Obrigada, Kenneth Branagh, por essa obra de arte!

A única coisa que eu senti falta, de verdade, foram as músicas da animação. Rola até uma menção delas em alguns momentos e a Fada Madrinha chega a usar o “Bibbidi Bobbidi Boo”, mas faltou mesmo, principalmente a valsa que ela dança com o príncipe, a cena foi linda e teria ficado mais ainda se contasse com a música certa. Achei que a alteração das personalidades do rei e o Gran Duke iam me incomodar, mas no final eu já tinha me conformado e até gostado disso pro conjunto total da obra porque favoreceu o romance da história para não passar aquela imagem de “nem te conheço e já te amo”, sabe, foi bem mais desenvolvido do que isso.

Melhores momentos: Se me perguntassem meu momento favorito da animação eu responderia COM CERTEZA que é quando a Fada Madrinha cria o vestido da Cinderela nela, então nem preciso dizer que mesmo sendo cenas tão diferentes dessa vez foi igual, né? Lindo demais. E para quem gosta das músicas da Disney (e vai sentir falta delas como eu), vai meu aviso: fiquem até o final dos créditos finais porque tem a versão da Lily James cantando “A Dream Is A Wish Your Heart Makes” que teria me feito chorar se eu já não estivesse chorando!

Curta: E é LÓGICO que eu não ia terminar esse post sem falar de Frozen Fever, né? Foi lindo, gente! Elsa e Anna se amando, o Olaf ganhando baby-brothers de neve, Kristoff declarando seu amor, Sven sendo o melhor alívio cômico ever… Ao contrário do filme mesmo o curta é super alegre, mas ainda assim mantiveram a personalidade e principalmente o peso da relação dos personagens, amor puro e Disneyco! E com participação especial de Príncipe Hans e tudo mais!

Trailer: Agora depois de ver o filme vejo os trailers com outros olhos, vontade de ir ao cinema assistir de novo!

Sombras da Noite

Em 03.07.2012   Arquivado em Filmes

Sombras da Noite Sombras da Noite (Dark Shadows) *****
Elenco: Johnny Depp, Michelle Pfeiffer, Bella Heathcote, Chloe Moretz, Gulliver McGrath, Ivan Kaye, Jonny Lee Miller, Michael Sheen, Susanna Cappellaro, Helena Bonham Carter, Eva Green, Christopher Lee, Jackie Earle Haley, Alice Cooper, Thomas McDonell
Direção: Tim Burton
Gênero: Comédia/Drama
Duração: 113min
Ano: 2012
Sinopse: “No ano de 1752, Joshua, Naomi Collins e seu filho Barnabas, foram embora de Liverpool, Inglaterra, para começar uma nova vida na América. Mas mesmo um oceano não foi suficiente para escapar da misteriosa maldição que atormenta sua família. Duas décadas se passaram e Barnabas (Johnny Depp) tem o mundo aos seus pés, ou pelo menos a cidade de Collinsport, Maine. Capitão do Collinwood Manor, Barnabas é rico, poderoso e um playboy inveterado … até que ele comete o erro grave de quebrar o coração de Angelique (Eva Green), uma bruxa, em todos os sentidos da palavra, Angelique condena-o a um destino pior que a morte, transformando-o em um vampiro e enterrando-o vivo. Dois séculos mais tarde, Barnabas é libertado de seu túmulo, e surge nos dias modernos.” (fonte)
Comentários: Antes de começar quero dizer que tenho um problema com Tim Burton. Não vou dizer que já vi todos os filmes dele, mas dentre os que vi o mais normal foi o 1º Batman e, cá entre nós, de NORMAL aquele filme não tem nada. O último que eu vi, porém, foi “Alice no País das Maravilhas” que no dia achei lindo e foi só o tempo passar pra eu tomar mais e mais antipatia do negócio. Não acho que o trabalho dele seja ruim (eu gosto de vários), mas ele tenta fazer uma coisa psicodélica disfarçadinha de cult – ou quem sabe o contrário – que não cola em mim.
Foi assim, com essa opinião na cabeça, que eu estava quando “Sombras da Noite” surgiu em minha vida. E aí eu assisti ao filme e vi que Tim Burton finalmente conseguiu fazer algo que é DELE, inteiramente dele, porque foi quando ele admitiu que não é psicodélico, não é cult. Ele é SEM NOÇÃO MESMO. O filme é absurdamente sem noção. E é sem noção de incrível também!!
Não sei mais o que eu posso falar sobre. Só o fato de um ótimo diretor ter finalmente encontrado o que dá mais certo na vida dele já vale a pena ser assistido. Sem contar que tem vampiros, tem muitas músicas boas (Elton Jooohn, toca Elton Joooooohn!!!!) e tem Christopher Lee aos 90 anos de idade parecendo ter muuuito menos que isso mesmo. Não sei como ele consegue.
Melhores Cenas: Já que estamos falando de música, ehr. A melhor sequencia do filme pode ser resumida em duas palavras: Alice Cooper. E só assistindo pra entender como ele acaba se tornando a “mulher mais feia que eu já vi”. Alice Cooper com maquiagem pra parecer novo e corpo ainda de velho. Cantando. Não acreditei quando vi o nome desse cidadão nos créditos iniciais e aí uma pequena pesquisa no Filmow nos indicou seu personagem: “Himself”. Gente, bom demais!!
Trailer:

Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2

Em 27.07.2011   Arquivado em Filmes, Harry Potter

Chega de adiar o inadiável… Vou finalmente escrever sobre o filme do ano, da década, e escrever MUITO!! Tentarei não colocar cena por cena, juro!!

Harry Potter and the Deathly Hallows - Part 2 Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2 (Harry Potter and the Deathly Hallows – Part 2) *****
Elenco: Daniel Radcliffe, Rupert Grint, Emma Watson, Ralph Fiennes, Adrian Rawlins, Alan Rickman, Bonnie Wright, Chris Rankin, Ciarán Hinds, Clémence Poésy, Dave Legeno, David Bradley, David Thewlis, Devon Murray, Domhnall Gleeson, Emma Thompson, Evanna Lynch, Gary Oldman, Geraldine Somerville, Guy (I) Henry, Helen McCrory, Helena Bonham Carter, James Phelps, Jason Isaacs, Jessie Cave, Jim Broadbent, John Hurt, Johnpaul Castrianni, Josh Herdman, Julie Walters, Katie Leung, Kelly Macdonald, Louis Cordice, Maggie Smith, Mark Williams, Matthew Lewis, Michael Gambon, Natalia Tena, Nick Moran, Oliver Phelps, Robbie Coltrane, Rod Hunt, Scarlett Byrne, Suzanne Toase, Tom Felton, Warwick Davis
Direção: David Yates
Gênero: Aventura, Fantasia
Duração: 120 minutos
Ano: 2011
Sinopse: “Na segunda parte do final épico da série, a batalha entre o bem e o mal no mundo da magia se torna uma guerra entre centenas de bruxos. Os riscos nunca estiveram tão altos e nenhum lugar é seguro o suficiente. Assim, Harry Potter precisa se apresentar para fazer o seu último sacrifício, enquanto o confronto final com Lorde Voldemort se aproxima. Tudo acaba aqui.” (fonte)
Comentários: Como não dar 5 estrelas?? Porque no aspecto cinematográfico é perfeito: os atores são ótimos (até Daniel e Emma estão trabalhando direitinho, finalmente, desde a Parte 1), o sotaque é lindo, os efeitos impecáveis, os cenários bem feitos e a trilha sonora de encher os olhos. Mas não podemos esquecer que é uma adaptação, e cuja “matriz” tem fã muito fiéis e exigentes, mas eles conseguiram satisfazer esses fãs. Na verdade não por sua fidelidade, porque as cenas foram praticamente todas modificadas (e nem foi por falta de tempo e recurso, foi “aleatório” mesmo), mas ainda assim tem TUDO o que tem no livro. David Yates, obrigada, você compensou todos os seus erros do passado aí, nesse grande final que dirigiu.
Apesar de que, assim, ele realmente não sabe “capturar” o Voldemort e transformou o vilão numa atração comediante do filme. É hilário, claro, pra quebrar o clima tenso e triste daquelas duas horas, mas, né… Voldemort não deveria abraçar o Draco e nem dar uma risadinha tipo “êhehe” – que já ganhou Remix e virou bordão. Mas mostra o quão “doidão” ele tava pela falta das almas, a gente perdoa.
E ouvir o “êhehe” denovo sempre vale a pena!!
As cenas antes de Hogwarts ficaram ótimas, o Chalé das Conchas é lindinho e Helena Bonham Carter como Hermione merece o Oscar. O cofre fcou exatamente como eu sempre imaginei e depois, quando o Voldemort mata todo mundo foi uma cena SINISTRA, super sanguinária e tensa, coisa de doido!!
Senti falta de mostrar o Percy voltando (eu gosto do Percy, gente), pra mostrar que ele merece ser perdoado… Mas o Percy tava lá!! Gostei bastante da briga do Harry com o Snape e ele fugindo (e eu e mais meio dúzia de gatos pingado gritando “COVARDE” no cinema). Gostei da Luna, sempre a Luna, incrível em todos os momentos em que aparece, mas mais incrível ainda chamando atenção do Harry. Não gostei do romance sub-entendido entre Neville e Luna (não faz sentido, não existe no livro e ambos são muito bem casados, obrigada!!). Gostei da citação do Lupin querido. Gostei muuuuito da fuga dos Malfoy. Gostei do Harry explicando pros amigos o motivo pelo qual a varinha só obedecia a ele. Gostei do beijo inexistente do Harry e da Gina, já que no filme não mostra os pensamentos dele, a Gina precisa mostrar pros fãs que é muito mais do que a atuação feia da Bonnie. Gostei da cena da Floresta, o único momento na vida do Harry em que ele pode conversar com os pais dele. Gostei da morte da Nagini – muito – apesar de parecer que baixou uma alma no Neville e fez ele querer mata-la, porque não mostra o Harry pedindo isso pra ele. Gostei das 3 mortes de “vilões” mais importantes – Nagini, Bellatrix e Voldermot – porque eles simplesmente viraram purpurina pó e nunca mais vamos ter que olhar pra cara daqueles cretinos.
Melhores Cenas: A melhor cena do filme foi para mim a minha cena favorita na série. O beijo de Rony e Hermione não é no meio da confusão, não teve amor aos elfos envolvido e não tem Harry “atrapalhando”, como é originalmente. Mas ficou lindo!! Na Câmara Secreta (e eu sempre digo que acho que realmente rolou algo ali na história), depois de um susto sem tamanho, altamente PERFEITO. Não foi mais um daqueles beijinhos toscos como os que Harry deu em cada uma de suas cenas românticas. Não mesmo. Esse aí era especial, era intenso, era apaixonado e, usando as palavras de Emma Watson, era o momento para expressar “eu te amo, você é o amor da minha vida”. Nas duas vezes que assisti ao filme com o Potter Club e pude apaludir e gritar foi NESSA cena que exagerei, que fiquei rouca, que minhas mãos doeram e que eu não consegui parar de rir. Pude falar quantos “oooowns” eu quis, e também nas outras cenas incríveis dos dois juntos. Ele grita pro Goyle que ela é namorada dele, eles se isolam juntos quando o irmão dele morre, eles se abraçam MUITO quando acham que Nagini ia devora-los, eles mostram pro Harry que estão juntos de mãos dadas e no final cada um deles tem uma aliança dourada na mão esquerda. Rony e Hermione formam o casal mais incrível da ficção, simples assim!!
Agora vamos esquecer Rony e Hermione e dar destaque à nossa querida Minerva McGonagall que foi a atração do filme. Todas as falas, expressões e momentos dela merecem ser assistidos com amor, merecem aplausos, merecem entrar pra história, merecem PRÊMIOS de verdade. Ela lutando contra o Snape foi de arrepiar os cabelos e “eu sempre quis usar esse feitiço” foi a melhor fala do filme. Entre todas as outras.
E a cena que eu nunca vou me cansar mesmo se assistir todos os dias vai ser Molly matando Bellatrix. Primeiro porque eu amo todos os Wealsey e a Molly em especial, ela é toda maravilhosa. Segundo porque a Bellatrix é uma vagabunda cretina, nunca vai existir personagem da ficção que eu odeio mais do que ela (e se você gosta do Neville sabe muito bem o motivo). Ver ela explodindo me faz feliz hoje e sempre.
Piores Cenas: “Pior” pode ter vários sentidos, e eu vou falar de cada um deles. A pior cena de assistir foi a morte do Fred (é a que mais me faz chorar) porque ver a família inteira chorando é pesado e logo em seguida mostra os corpos do Lupin (tchutchuco) e da Tonks, e é MUITO PESADA a cena. Sem contar que pouco antes a Lilá morre, sendo que no livro está especificado “o corpo ainda vivo de Lilá Brown”. A menina é um pé no estômago, mas não a ponto de matarem a coitada.
A cena mais tosca foi Harry e Voldemort pulando do penhasco, pelamor de Deus, o filme tava indo muito bem até esse momento. Foi desnecessário, esquisito e não gostei. Mas depois que eles “pousaram” e começou a correria pra pegar as varinhas compensou, muito foda!!
E as cenas mais decepcionantes foram, para mim, as lembranças do Snape. Eu não são fãzona dele e detesto o casal Lílian/Snape, mas falaram que iam ser cenas incrivelmente tocantes e não foram. Não mostrou o motivo pelo qual ele se arrependeu, que foi o fato de ELE ter contato da profecia, a maquiagem que colocaram no Alan Rickman pra ficar jovem fez ele parecer o Michael Jackson em sua pior fase e o final da sequência foi horrível, ele abraçando a Lily morta com uma expressão de choro falsa que eu não acreditei que era o melhor ator do filme fazendo. Trash. É uma pena, porque a morte dele foi absurda de linda, a expressão no rosto dele é algo que nunca vi alguém fazendo tão bem feito!!
Senti falta da história do Dumbledore, queria ouvi-la PELO MENOS pelo ponto de vista do Aberforth, gosto dele e só assim as pessoas veriam o quanto ele é incrível. Sem contar que eu tenho CERTEZA que foi o Dumbledore que matou a Ariana, e quem assiste os filmes nunca vai poder suspeitar disso. E não faltava tempo porque o filme foi curtíssimo!!
“19 Anos Depois”: Impossível não dedicar um pedacinho à frase que me encheu os olhos de lágrimas na 1ª vez que vi e depois, quando vi denovo, foi ali que comecei a soluçar loucamente (a 2ª vez é sempre pior…). Chorei MUITO, gente, de tremer, saí do cinema sem conseguir ver para onde tava andando e nunca recebi tanto abraços de consolo ao mesmo tempo.
A cena ficou ótima. Explorou pouco o papel do Tiago (eu gosto muuuito mais dele do que o Alvo e seu nome horroroso) e a menina que faz a Rosa não parece ter 11 anos, mas o resto ficou tão perfeito… Eu não tava gostado deles de maquiagem nas fotos e vídeos que vi, mas parece que depois, quando regravaram, ficou BEM MELHOR, super bem feito. O Daniel ficou a CARA do pai dele, o Rupert a imagem perfeita do que imaginei um Rony-pai e a Emma tava LINDA DEMAIS. Não vejo a hora das cenas deletadas chegarem aqui em dvd para ver se não vemos Victorie e Teddy “in love” =D
Maaaaaas mesmo sendo uma cena perfeita, não é só por isso que temos que falar sobre ela em especial. Ela significa outra coisa, significa muito mais… Significa o fim, mais uma vez. Vimos ali o Expresso de Hogwarts partindo levando não só os filhos de Harry, Rony e Hermione, mas também 10 anos de emoção e dedicação. Não sei mais quantas vezes vou assistir esse filme ao longo da minha vida, mesmo porque acho que não será um número “contável”, mas tenho certeza que vou chorar muito em cada uma delas, triste e emotiva por não ter mais filmes da série pra curtir, e feliz e emocionada porque “tudo estava bem”.

Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1

Em 21.11.2010   Arquivado em Filmes, Harry Potter

Eu estou TENTANDO não ser muito crítica. Juro que estou. Tentando olhar pelo lado bom, sempre, e tô conseguindo porque ontem esse filme me fez chorar tanto… Mas TANTO!! E aí na hora que eu tava descendo as escadas do cinema eu pensei “só falta a parte 2 e acabou”, e aí eu chorei mais!! Se você não assistiu ainda, cuidado, isso aqui é spoiler puro!!

rdm_pt01 Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1 (Harry Potter and the Deathly Hallows: Part I) *****
Elenco: Daniel Radcliffe, Rupert Grint, Emma Watson, Helena Bonham Carter, Ralph Fiennes, Michael Gambon, Alan Rickman, Tom Felton, Rhys Ifans, Bill Nighy, Bonnie Wright, Clémence Poésy, Jason Isaacs, John Hurt, Miranda Richardson, Jamie Campbell, Robbie Coltrane, David Thewlis, Brendan Gleeson, Evanna Lynch, Helen McCrory, Timothy Spall, Rade Serbedzija, Julie Walters, Toby Jones (voz), Imelda Staunton, Fiona Shaw, Domhnall Gleeson, Dave Legeno, Natalia Tena, James Phelps, Oliver Phelps, Richard Griffiths, George Harris, Matthew Lewis, Simon McBurney (voz), Sophie Thompson, Mark Williams, Harry Melling, Michelle Fairley, Frances de la Tour, Andy Linden, Kate Fleetwood, Arben Bajraktaraj, Matyelok Gibbs, David Ryall, Carolyn Pickles, Hazel Douglas, Steffan Rhodri
Direção: David Yates
Gênero: Aventura
Duração: 146min
Ano: 2010
Sinopse: “O poder de Voldemort está aumentando cada dia mais. Ele agora tem o controle sobre o Ministério da Magia e de Hogwarts. Harry, Rony e Hermione decidem terminar o trabalho de Dumbledore e encontrar o resto das Horcruxes para derrotar o Lorde das Trevas. Mas a esperança continua pouca para eles, então tudo o que eles fazem tem que sair como planejado.”
Comentários: O filme perdeu meia estrela por causa das cenas que faltaram, algumas que achei importante, mas as vezes acho que tô sendo rígida demais, porque na verdade foi milimetricamente bem feito!! Os erros são como adaptação, mas como filme por si só é perfeito. Eu não achei um erro nos efeitos especiais desse filme, e acho que posso assistir muitas vezes que não verei denovo. MUITO investimento. Digo o mesmo para os atores, Daniel Radcliffe e Emma Watson se esforçaram pra não forçar a barra, como geralmente fazem, e fechar com chave de ouro.
Eu chorei muito quando o símbolo da Warner apareceu e aí mostraram a Hermione “sumindo” da vida dos pais dela (cenas MUITO tocante). E depois não tem mais como parar de chorar porque é um atrás do outro… Edwiges (LINDO terem colocado ela entrando na frente dele, porque no livro é o que ela estava tentando fazer mas não podia), Olho-Tonto e, por fim, Dobby!! E no Dobby ainda teve ele falando todo um texto, ai, acho que foi a cena mais triste da saga inteira.
No geral eu GOSTEI. Mesmo. E mesmo que a Parte 2 não possa se dar ao luxo de cortar as coisas assim (e tem que compensar os da Parte 1), eu espero que eles mantenham o nível. Gostei muito mais do que achei que gostaria. Li que iam colocar o pai da Luna como um mal-caráter, que ia ter romancinho entre Hary e Hermione e tudo mais, mas não teve nada disso. O último focou no sentimentalismo e humorzinho, e esse tinha sentimentos, humor, aventura, romance, tudo de uma vez. Igual ao livro.
Só queria que o casamento fosse maior. Quando acabou fiquei triste…
Melhores momentos: O MELHOR momento do filme foi “O Conto dos Três Irmãos”. Muito bom mesmo!! Eu nunca ia esperar que fosse retratado daquela maneira, e conseguiram cortar as partes da história de maneira que contasse tudo, tudo, muito fiel, realmente foi uma cena que tive vontade de aplaudir no final, não queria que acabasse, dá um curta-metragem aquilo!!
E lógico, porque eu sou eu… As cenas Rony e Hermione que eu fazia um “oown” involuntário e até levei um chingo de uma mulher da fileira da frente (MUITO sem coração, diga-se de passagem), depois disso parei pra poder fazer de propósito em alguma outra cena (ô maturidade…), mas o filme foi ficando tão tenso que esqueci!! Quando ele limpou o canto da boca dela na cafeteria, muito lindo, né gente. Aliás, eu adoro o Rony, ele dá a graça na história, não existe Harry Potter sem ele.
Cenas cortadas: Algumas cenas precisam ser cortadas, infelizmente, porque não têm sentido (como o Duda falando pro Harry, Hermione contando que roubou os livros e etc), mesmo porque eles foram espalhando algumas dessas informações ao longo da história, mas outras eu achei que TINHAM que ter. As que mais me chatearam foi o Lupin não ter aparecido no Largo Grimmauld, a “lembrança” do dia da morte dos Potter e o Rabicho se matando. Foram 3 cenas que senti MUITA falta. Senti falta também da história do Monstro completa, apesar de que entendo, poxa, dividiram o livro em 2 filmes e mesmo assim tava tudo muito corrido. E a carta da Lílian, que não era tãããããão importante assim, mas era uma cena muito tocante.
Aliás, falando em carta da Lílian, gostei de o Rony ter encontrado o R.A.B., fez ele parecer menos idiota, porque é assim que os filmes retratam ele, tadinho, e ele não é assim. E senti falta da fala linda dele… “Tudo vela no amor e na guerra…..” etc, etc, queria que tivesse.
O que eu gostei de terem cortando foi o Harry lendo a história do Dumbledore, porque é o maior defeito que vejo no livro: a quantidade de vezes que essa história aparece, fica muito cansativo. Eles vão ter mais duas chances de contar essa história por dois pontos de vista, já tá de bom tamanho, né??
Cenas que não existiriam: Quero começar pela cena em que o Harry dança com a Hermione… No especial da Warner o Daniel Radcliffe disse que era um “momento de romance” entre os dois, e todos os críticos afirmaram o mesmo, mas eu GRAÇAS A DEUS na verdade achei fofa e totalmente amigável, não vi nada de romântico naquilo. Achei até bonita, sério, Harry animando a Hermione como amigo dela, que é o que ele é. Minha raiva por terem colocado essa cena sumiu.
A que achei pior: os dementadores sendo BARRADOS PELA PORTA DO ELEVADOR!! Meeeeeu Deus, quando vão aprender que dementadores não são seres humanos e que CUTUCAR (Ordem da Fênix) ou FECHAR A PORTA na cara deles não adianta?? Pelo menos teve o patrono logo em seguida pra limpar a gafe!!
Depois… O beijo de Harry e Gina!! Gina aparece com as costas de fora e ele demora UM SÉCULOS pra fechar aquilo, hahaha… Foi linda, realmente o aniversário dele era desnecessário (o importante era o testamento, e isso teve) e foi bom pra mostrar o sentimento dos dois, já que no filme de “Enigma do Príncipe” minimizaram tudo num semi-beijo. E aí aparece o Jorge com a escova de dentes na orelha… Hilário!!
E…. *momento sentimento* O pomo voando e Harry apanhando. “Tiago Potter” feelings. Lindo demais!!

– É meio difícil para mim falar de tudo. Ainda mais tendo assistido só uma vez (por enquanto) e a tão pouco tempo ( por enquanto), e principalmente pelo fato de ser Harry Potter. Cheguei ao Pátio Savassi ontem às 14h pra seção de 21:30!!. Mas acho que o pincipal tá aí. Agora a gente tem que esperar a Parte 2 contando os dias, e preparando o coração, porque quando aquele epílogo acabar… Aiai, meu Deus, como eu vou chorar!!

+ trailer do filme
+ Relíquias da Morte – o livro (1)
+ Relíquias da Morte – o livro (2)

Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 1 Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 1
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