Frozen II

Em 21.12.2019   Arquivado em Disney, Filmes

Frozen II *****
Frozen II Elenco: Idina Menzel, Kristen Bell, Jonathan Groff, Josh Gad, Alfred Molina, Evan Rachel Wood, Jason Ritter, Martha Plimpton, Rachel Matthews, Santino Fontana, Sterling K. Brown
Direção: Chris Buck, Jennifer Lee
Gênero: Animação
Duração: 103 min
Ano: 2019
Classificação: Livre
Sinopse: Anna, Elsa, Kristoff e Olaf se aventuram nas profundezas da floresta para descobrir a verdade por trás de um antigo mistério do reino.” Fonte: Filmow.

Comentários: Depois do sucesso estrondoso de “Frozen: Uma Aventura Congelante”, lançado 6 anos atrás, a Disney resolveu apostar em uma continuação como seu destaque da virada de ano em 2019/2020. A história das irmãs órfãs Rainha Elsa e Princesa Anna de Arandelle, após enfim aprender a controlar os poderes de gelo da primogênita que quase colocaram tudo a perder quando foi coroada, continua, dessa vez numa jornada em busca da paz entre seu reino e o da floresta presente em seus arredores, dois povos antes tão amigos que se separaram após uma inexplicável batalha presenciada por seu falecido pai ainda quando adolescente. O que impulsiona essa viagem, ao lado dos inseparáveis companheiros Kristoff, Olaf e Sven, porém, é um chamado musical que apenas Elsa consegue escutar, provando a ela que existe mais por trás desse velho “conto de ninar” do que elas imaginam…

Apesar de AMAR o primeiro e ter um carinho muito grande por ele, preciso admitir que o sucesso não condiz com a qualidade em si. Frozen apresenta vários furos no roteiro e aparições desnecessárias, o que faz muito sentido uma vez que originalmente estava planejado para contar uma história bem diferente da que foi lançada. Ainda assim o carisma dessas irmãs que são o amor verdadeiro uma da outra e dos seus amigos, que funcionam como alívio cômico em diversos níveis diferentes, conquistou o mundo a ponto de conseguir duas continuações em curta metragem e agora, enfim, um longa. Esse, por sua vez, não só corrige os erros passados como também traz uma nova trama tão envolvente e deliciosa que passa de forma fluida e, quando pertinente, bastante divertida.

O aspecto principal do filme, a relação em constante reconstrução de Elsa e Anna, permanece sendo o ponto forte. As duas se unem em busca do seu passado, como forma de garantir o futuro, mas também abrem mão uma da outra quando necessário. Ambas mantém suas personalidades, mas claramente cresceram bastante desde que nos foram apresentadas e esse crescimento é ainda maior do início para o final dessa nova aventura. Eu adoro analisa-las de acordo com seus signos solares, uma vez que a Disney divulgou suas datas de nascimento como sendo nos solstícios de inverno e verão do hemisfério norte, respectivamente. Elsa é toda de capricórnio (faz aniversário hoje!) e Anna tão canceriana que parece até que os roteiristas levaram isso em consideração ao construí-las. São signos opostos complementares como as duas, cada uma é MUITO brilhante ao seu modo e especiais quando juntas, mais uma vez. Um foco belíssimo que, felizmente, permanece.

Frozen II

Elsa e Bruni em Frozen II | Imagem via Star Tribune

Um novo grupo de personagens coadjuvantes é apresentado com os moradora da floresta, nenhum deles se destaca mais que o “elenco” original, mas todos têm sua função na história, não tem nada “jogado” como foi o Duque de Weselton no primeiro, que não trouxe nenhum propósito além de risadinhas fracas. Somos apresentados também aos espíritos dos quatro elementos da natureza enquanto elas descobrem a possibilidade de um quinto espírito, e é nesse momento que Bruni, uma salamandra super fofinha que representa o fogo, capta os corações da platéia. A escolha da iconografia dos espíritos e da ação de cada um é super pertinente e, eu diria, foge um pouco do clichê que se forma na nossa mente quando pensamos no assunto. Escolha certeira e, claro, mil possibilidades para merchandising.

Gostei muito do desenvolvimento do Olaf nessa continuação porque, mesmo sendo um grande queridinho do público, era uma personagem com a qual eu não simpatizava muito, como alívio cômico o Sven me atraía mais. Dessa vez ele não só diverte como também levanta questões e curiosidades que, de fato, influenciam na trama, mas sem perder seu lado engraçadinho. Assisti à versão dublada e a voz do Fábio Porchat é o grande destaque nela, combina perfeitamente! Inclusive, se você gosta dele, não deixe de ficar até o final para uma cena pós créditos singela, mas que vale a espera. Os demais “secundários principais” permanecem com a mesma relevância de sempre, nem ganho, nem perda.

Por outro lado as músicas tema não têm a força da trilha sonora anterior! O hit “Into The Unknown” não chega nem perto do intenso “Let It Go” e mesmo que os números sejam sensíveis, com o visual super bonito, você não sai do cinema com nada “grudado” na cabeça. Talvez para os pais sejam uma vantagem, mas se tratando de um musical foi levemente decepcionante. Já no que diz respeito à versão brasileira, as dublagens são maravilhosas com a triste exceção da Elsa, que infelizmente não consegue ter a qualidade vocal e personalidade da Idina Menzel… Ainda assim vale a pena pelas demais personagens, com suas piadas pertinentes e algumas lágrimas de alegria pelo final digníssimo carregado de emoção. Eu simplesmente amei o desfecho e, agora que o assisti, não consigo pensar em nada melhor!

Leia também: Disney On Ice: Mundos Fantásticos

Trailer:

Disney On Ice – Mundos Fantásticos

Em 26.05.2016   Arquivado em Disney

Disney On ice - Mundos Fantásticos

Maio foi um mês de muita magia congelada rodopiante com as apresentações do Disney On Ice – Mundo Fantásticos em todo o pais. Aqui em Belo Horizonte o show veio por volta do meio do mês, eu e minha irmã ganhamos os ingressos para ir no último dia e foi absolutamente lindo! É impressionante como ver as mesmas histórias retratadas nos outros anos e continua fazendo a gente se emocionar, porque sempre rola aquela diferençazinha entre uma coreografia e outra, uma mudança de ritmo, um efeito que não existia antes e que deixa as pessoas de qualquer idade de queixo caído. Aliás, o que tenho sentido nesse tipo de show que a Disney faz é que cada vez mais eles tentam unir os clássicos às histórias modernas, deixando as crianças satisfeitas sem perder o apelo do “tradicional” para, assim, agradar a todo o público que atinge. E isso tudo sendo apresentado por seus personagens “símbolo”, que são a turma do Mickey e, claro, a Tinker Bell Sininho. Como eu gosto de absolutamente TUDO acho é ótimo!

Disney On ice - Mundos Fantásticos

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O primeiro ato continha basicamente o resumão de história de algumas das princesas: Jasmine, Branca de Neve, Bela, Rapunzel e Ariel. E quando digo “resumão” é bem “mão” meeesmo, porque é basicamente uma apresentação com as músicas principais que nem sempre conta a história real. No caso de Branca de Neve, Aladdin/Jasmine e A Pequena Sereia/Ariel foi isso aí, o final feliz vinha rapidão, os vilões nem sempre tinham tempo de ser apresentados e o objetivo era fazer a galera cantar um pouquinho pra já ser brindado com um beijo de amor verdadeiro logo em seguida. Já A Bela e a Fera e Enrolados nem isso, você só vê alguns dos personagens principais (no caso da Bela sequer teve a Fera) dançando, tudo bem “pra constar” mesmo, mas ainda assim MUITO bonito. Esse foi meu terceiro show de patinação da Disney e em nenhum dos outros dois eu vi movimentos tão ousados ou efeitos tão impressionantes: tinha brilho, fogo, explosão… Na segunda parte teve até fogo no chão mesmo, uma loucura. Em compensação eu senti MUITA falta do que considero o mais bonito de TUDO dos shows que é quando a Jasmine e o Aladdin voam no tapete mágico. Nesse eles cantam “Um Mundo Ideal” patinando o tempo todo e apesar de eu ter me emocionado bastante não posso negar que rolou uma decepção, era realmente um momento impressionante que não merecia ser excluído.

No segundo ato a mesma coisa: Tiana, Aurora e Cinderela têm a chance de mostrar um pouquinho de seus contos de fadas da mesma forma rapidinha das outras. Aliás ouso dizer que essas história foram MAIS RESUMIDAS AINDA porque foi depois delas que veio o destaque da tarde, quase o “Disney on Ice propriamente dito”. Era a hora de Frozen!

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É até estranho me ouvir falando isso porque fui criada com clássicos da Disney, mas foi isso que nos levou a ir à apresentação desse ano. Eu e a Daninha nos emocionamos MUITO com toda e qualquer história cuja temática principal é “amor entre irmãs”, e com Frozen não poderia ser diferente: a gente chora TODAS AS VEZES! Fomos ver no cinema juntas, depois até num teatro da história uma vez e quando vimos que teríamos Elsa e Anna dessa vez não dava pra evitar, nossa presença era quase obrigatória. E foi nesse momento “nosso” de mãozinhas dadas, cada uma cantando sua parte mais alto (porque eu sou a Elsa e ela é a Anna, gente, ÓBEVEO!), que TODO O MINEIRINHO explodiu junto com a gente. As crianças não se continham de alegria, os pais sabiam todas as letras, acho em nenhum outro dos que fui existiu um momento mais aplaudido e cantado junto do que “Let It Go” (que lá era “Livre Estou”, claro). Os efeitos de neve no gelo ficaram lindinhos demais, conseguiram colocar todos os elementos principais da história por lá e o melhor: tiraram aqueles trolls malditos que eu ODEIO e coloco a culpa de todas as merdas da história neles. Nossa, lindo, lindo, lindo, a menininha que tava do meu lado até cutucou a mãe dela perguntando se eu tava bem de tanta lágrima e soluço e sorriso e amor que rolou!

Disney On ice - Mundos Fantásticos

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E pra fechar tem o clássico “gran finale” em que todos os casais entram pra dançar juntos e nessa hora fiquei morrendo de medo de colocarem a Anna junto com o Kristoff e a coitada da Elsa ter que dançar com o Olaf, mas NÃO, a Disney sabe fazer seu trabalho direitinho e as duas ficaram juntinhas o tempo todo rodopiando e abraçando, lindeza demais! Ai, faltam até palavras, gente, eita universo maravilhoso que consegue fazer a gente ficar com os olhos brilhando mesmo com as histórias que já sabe de cor e, claro, esperando por mais um round de magia no ano que vem!