Trolls

Em 03.11.2016   Arquivado em Filmes

Trolls, via Filmow

Trolls *****
Elenco: Anna Kendrick, Justin Timberlake, Christine Baranski, Christopher Mintz-Plasse, Gwen Stefani, James Corden, John Cleese, Kunal Nayyar, Ron Funches, Russell Brand, Zooey Deschanel
Direção: Mike Mitchell, Walt Dohrn
Gênero: Animação, Fantasia
Duração: 93 min
Ano: 2016
Classificação: Livre
Sinopse: “Nova animação da Dreamworks levará as telas os famosos bonecos Trolls, conhecidos por aqui como os Duendes da Sorte.” (fonte – sinopse e pôster)

Comentários: Durante os anos 90 todo mundo tinha um amigo que tinha um “Duende da Sorte”, que eram bonequinhos amarronzados peladinhos com os cabelos pra cima super macios de cores vibrantes, isso quando a própria pessoa não era esse amigo em questão. Eu achava aquilo MUITO FEIO e mesmo assim ficava doida pra ter um rosa, era uma febre que eu não entendo muito bem, mas estamos falando de uma década que tinha vários desses ícones inexplicáveis. Eis que a Dreamworks resolveu resgatar isso usando sua clássica fórmula mágica de “animação para criança com trilha sonora para adulto” e, pronto, daí nasceu Trolls, o filme mais fofo e colorido do ano!

A história começa no trollsístio, que é o dia do ano onde os Bergens se unem para poder comer trolls: a única coisa que pode fazê-los feliz, já que são seres que não conhecem esse sentimento muito bem e só sabem se lamentar e reclamar da vida. A festa, porém, não é concretizada quando eles dão de cara com a árvore onde acontece a “colheita” completamente vazia após a fuga das pequenas criaturas, liderados pelo seu rei. E foi assim que eles puderam voltar a viver a vida da forma como mais gostam, cantando, dançando e se abraçando o tempo todo, rodeados de alegria e positividade. O tempo passa e a “alma” da aldeia é a princesa Poppy, que está promovendo uma festa para comemorar duas décadas de liberdade, até que o barulho atrai a atenção de da antiga chef de cozinha dos bergens, que acaba raptando os amigos da princesa para levar de volta ao seu povo, então ela tem que ir atrás deles para salvá-los com a ajuda MUITO relutante de Tronco, o único troll mal humorado e “cinza” vivendo naquela comunidade feita de animação e cores!

O filme passa VÁRIAS mensagens bacanas ao longo da sua duração, tanto de forma óbvia sobre gentileza, acreditar em si mesmo e ver o lado bom das coisas, quanto indiretamente quando se trata de fidelidade, preservação e senti até aquela “pontinha” de defesa ao meio ambiente e consumo desenfreado, que são pautas incríveis de já ir inserindo na vida das crianças. O visual também é lindíssimo, tudo fofinho que dá muita vontade de apertar, parece feito de pelúcia, isso sem contar as fumaças de glitter jorrando pra lá e pra cá o tempo todo. O ponto alto, porém, é a trilha sonora MARAVILHOSA, e se tratando de um musical não poderia ser diferente… Temos Simon & Garfunkel, Lionel Richie, Cindy Lauper, Ariana Grande e o single “Can’t Stop the Feeling!” nas vozes de Justin Timberlake (que foi o produtor musical), Anna Kendrick, Zooey Deschanel e um BAITA elenco na versão legendada. Para quem for assistir dublado, que é como a maioria das salas está exibindo, já fica o aviso: a maioria das músicas também foi traduzida para o português porque fazem parte do enredo, confesso que fiquei curiosa para assitir com áudio original depois pra ver como ficou porque deve ser lindo, tem VÁRIAS que eu gosto muito.

A MELHOR CENA DE TODAS é bem no clímax, aquele momentinho em que todo mundo acha que perdeu, e eles cantam “True Color” lindamente, os “reloginhos de abraço” deles começam a brilhar e é mágico demais ver como tudo “acontece” a partir daí. Fora a música é uma delícia por natureza e combina muito com a história e os personagens, chorei o tempo todo, muito emocionante! “Trolls” vale a pena independente da idade, já tô apostando que vai levar indicação ao Oscar pelo menos de melhor canção e longa de animação porque merece! E pra quem sair do cinema encantado (quero uma Poppy, gente, ela é linda!), rola de se “trollificar” no site oficial, olha a “Trolluly” que fofura que ficou:

trollifyyourself

Trailer:

Os Oito Odiados

Em 23.08.2016   Arquivado em Filmes

Os Oito Odiados, via Filmow

Os Oito Odiados (The Hateful Eight) *****
Elenco: Bruce Dern, Demián Bichir, Jennifer Jason Leigh, Kurt Russell, Michael Madsen, Samuel L. Jackson, Tim Roth, Walton Goggins, Arnar Valur Halldórsson, Belinda Owino, Channing Tatum, Craig Stark, Dana Gourrier, Gene Jones, James Parks, Keith Jefferson, Lee Horsley, Quentin Tarantino, Zoë Bell
Direção: Quentin Tarantino
Gênero: Ação, Faroeste, Drama
Duração: 167 min
Ano: 2015
Classificação: 18 anos
Sinopse: “Durante uma nevasca, o carrasco John Ruth (Kurt Russell) está transportando uma prisioneira, a famosa Daisy Domergue (Jennifer Jason Leigh), que ele espera trocar por grande quantia de dinheiro. No caminho, os viajantes aceitam transportar o caçador de recompensas Marquis Warren (Samuel L. Jackson), que está de olho em outro tesouro, e o xerife Chris Mannix (Walton Goggins), prestes a ser empossado em sua cidade. Como as condições climáticas pioram, eles buscam abrigo no Armazém da Minnie, onde quatro outros desconhecidos estão abrigados. Aos poucos, os oito viajantes no local começam a descobrir os segredos sangrentos uns dos outros, levando a um inevitável confronto entre eles.” (fonte – sinopse e pôster)

Comentários: A primeira coisa que SEMPRE precisamos dizer nesse caso é que não tem como você ir assistir a um filme do Tarantino sem saber que se trata de um filme do Tarantino. Alguns podem até achar que isso os torna ruins, mas a verdade é o contrário: acho que assim fica mais fácil perceber a genialidade e a crítica por trás dessa carga de imoralidade, violência e do famoso politicamente incorreto. E se “Cães de Aluguel” é considerado um ótimo filme de estreia por já dar exemplos de todas as “Tarantinices”, cada uma no seu momento, “Os Oito Odiados” poderia ter sido deixado por último porque é uma EXPLOSÃO de todas elas, de forma que até quem já tá acostumado com o cara conseguiu se surpreender. Lembro que quando o compositor da trilha sonora Ennio Morricone, que inclusive ganhou o Oscar por ela (e foi LINDO, chorei horrores), disse que se se chocou com a violência do filme eu achei estranho porque isso não é segredo nenhum, mas fui entender o motivo agora porque eu sou meio fresca e houve um momento em que tive que dar uma pausa para não vomitar…

A história é dividida em capítulos, quase todos em ordem cronológica (o que já é uma surpresa), e gira em torno de oito personagens que, por causa de uma nevasca, acabam presos em um conhecido armazém da região, o que não poderia ser mais inoportuno pois é um grupo formado de caçadores de recompensas, criminosos e até membros ativos da Guerra Civil americana. Todos eles desconfiam uns dos outros, todos eles guardam segredos sangrentos, todos carregam armas de fogo e todos pretendem sair dali vivos e cumprir quaisquer que sejam seus objetivos nessa viagem. E é aí que tá a sacada do negócio: um filme de mais de duas horas e meia, que se passa praticamente inteiro em um cenário só, onde fica concentrado um grupo de atores MUITO BONS, a maioria já “de casa” nas obras do Taranta, com destaque pra “musa inspiradora” dele que é o Samuel L. Jackson, uma trilha sonora fantástica e, à medida que os minutos vão passando, cada vez mais fumacinhas de sangue e corpos espalhados pelo chão. Os personagens são todos realmente odiosos, você não gosta de nenhum e nem deve gostar, chega num ponto que não dá pra mais saber quem vai sair dali vivo e começa a suspeita de que, no fim, não vai ser ninguém.

Os primeiros 90 minutos são relativamente lentos, mas apresentam as histórias dos personagens e trazem MUITA CRÍTICA à sociedade da época, principalmente se tratando do preconceito racial, mas também aborda assuntos como o significado de “justiça” e até onde a legítima defesa é realmente tão “legítima”. A partir daí ele muda bastante, é como se o diretor guardasse o “melhor” para o final: aparece um narrador que antes não existia, que mostra para o expectador o que precisa ser mostrado, algumas cenas têm destaque forçado através de uma câmera lenta daquelas bem mal feitas, a coisa fica indigesta pra valer. É um filme classe “B”, como todos os outros, mas o objetivo é esse mesmo, tudo que está ali era pra ser daquela maneira e feito de um jeito que só uma pessoa consegue fazer. Sou suspeita, sou fã e admito, mas quando termina não tem como não ficar bizarramente encantado com o que você acabou de ver. Entre os sete filmes dele que já assisti (falta só “À Prova de Morte” agora), “Os Oito Odiados” ficou no meu ranking pessoal em 5º lugar e eu só não veria de novo sozinha por causa das cenas muito asquerosas que temos nos capítulos 4 e 6 com as quais acho que nunca vou me acostumar, mas se conseguir ignorá-las toparia numa boa acompanhar algum amigo afim de passar pela experiência. E agora que faltam só 2 pro cara “aposentar”, já que ele disse que vai parar no 10º, fico imaginando o que está por vir porque na categoria “estilo pessoal” esse tá difícil de ser superado!

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BEDA2016

Caça-Fantasmas

Em 02.08.2016   Arquivado em Filmes

Caça-Fantasmas, via Filmow

Caça-Fantasmas (Ghostbusters) *****
Elenco: Melissa McCarthy, Kristen Wiig, Kate McKinnon, Leslie Jones, Chris Hemsworth, Neil Casey, Charles Dance, Michael Kenneth Williams, Bill Murray, Dan Aykroyd, Ernie Hudson, Annie Potts, Cecily Strong, Ed Begley, Karan Soni, Matt Walsh, Ozzy Osbourne, Shawn Contois, Sigourney Weaver, Steve Bannos, Toby Huss, Zach Woods Tour Guide
Direção: Paul Feig
Gênero: Ação, Comédia, Ficção Científica
Duração: 116 min
Ano: 2016
Sinopse: “Atualmente uma respeitada professora da Universidade de Columbia, Erin Gilbert escreveu anos atrás um livro sobre a existência de fantasmas em parceria com a colega Abby Yates. A obra, que nunca foi levada a sério, é descoberta por seus pares acadêmicos e Erin perde o emprego. Quando Patty Tolan, funcionária do metrô de Nova York, presencia estranhos eventos no subterrâneo, Erin, Abby e Jillian Holtzmann se unem e partem para a ação pela salvação da cidade e do mundo.” (fonte – sinopse e pôster)

Comentários: Antes de começar entrar no filme em si eu preciso falar um pouquinho de “Os Caça-Fantasmas”, o original: não, eu NUNCA assisti. Soltei essa informação na internet inclusive e o que mais tive foi gente falando que é uma “falha” minha, etc e etc, mas a verdade é essa. Até tenho vontade de ver um dia porque gosto desse tipo de coisa, mas também não me faz falta nenhuma, então vamos prosseguir com a vida assim mesmo, sem problemas e tudo mais. Sendo assim é ÓBVIO que não poderei dar uma opinião comparativa, mas posso dizer que se aqueles caras tinham 10% do carisma dessas meninas o sucesso tá explicado, porque elas foram absolutamente MARAVILHOSAS! Desde que foi anunciado eu tava doida pra assistir e, oh, não me decepcionei!

Erin Gilbert acaba de conseguir ser professora da cadeira que tanto desejava na Universidade, até que descobre que sua ex colega Abby Yates publicou um estudo das duas sobre a existência de fantasmas, que anos antes foi motivo de chacota por elas não terem conseguido provar nada. Ela decide ir então atrás da antiga parceira para reverter isso, com medo que prejudique sua carreira, e descobre que ela continua seus estudos ao lado da engenheira Jillian. Ao mesmo tempo começam a acontecer VÁRIAS coisas estranhas pela cidade afora, inclusive no metrô onde Patty Tolan trabalha, e pequenas (e péssimas) reviravoltas na vida dessas quatro mulheres fazem com que elas acabem se unindo para descobrir o que tem causado tudo isso e, enfim, provar que fantasmas existem e podem causar muitos problemas para os cidadãos de Nova York.

O filme já começa acertando DEMAIS com a escolha das atrizes que interpretaram os personagens principais: são quatro meninas tão maravilhosas que ainda não consegui decidir minha favorita, e olha que eu babo muito o ovo da Melissa McCarthy, hein! Cada uma tem seu modo de ser maluca, sabe, é bem aquele tipo de gente vida real que parece normal à primeira vista, mas quando você vai conhecendo percebe que a loucura particular é a melhor parte da sua personalidade, só que levemente mais escrachado pra causar mais risadas. A única coisa que achei meio “mais ou menos” foi o vilão, que é bem bostinha sem força nenhuma, mas acho que esse era o objetivo mesmo, e como eu sou sempre fã do lado do bem e detesto a supervalorização do mal simplesmente adorei! Fora isso a história foi super legal e bem trabalhada, mas sem ser difícil de entender (eu sofro desse mal às vezes), a gente ri o tempo todo e, claro, rolaram homenagens LINDAS ao filme original, com a presença de referências claras, dos fantasmas antigos e de parte do elenco que apareceu bem “picadinho” sem forçar a barra e arrancava um “Aaaaawn” de alegria em que quem tava assistindo. É o tipo de “nova versão” ideal, que respeita o passado e abraça o futuro, mal posso esperar pela parte 2!

Vi muita gente (na verdade: muito homem) reclamando do Kevin, secretário gostosão porém idiota delas interpretado pelo maravilhoso do Chris Hemsworth, mas essas pessoas não conseguem perceber a genialidade da crítica que temos aí causada por anos e anos de garotas burras que só serviam para sensualizar que temos na história das comédias, o objetivo não era seguir o esteriótipo e sim esfregá-lo na cara das pessoas e mostrar o quanto aquilo é incômodo para quem não consegue se ver representado ali. E vemos claramente a necessidade disso quando voltamos pra época em que o filme foi anunciado e depois quando saíram os trailers, onde uma chuva de comentários negativos do tipo “não sou preconceituoso, mas…” mostraram o quanto o público “geek” é machista e misógino, incapaz de aceitar mulheres protagonizando suas histórias, além de ser também racista, né… É só ver o que Leslie Jones teve que suportar no Twitter nos últimos dias, sendo atacada e chamada de “macaca”, para perceber que NÃO é frescura, NÃO é vitimismo. Muito pelo contrário: é pra abrir os olhos pra isso e parar de aceitar discurso de ódio como piada já!

Trailer:

BEDA2016

5 lições para aprender com meu filme favorito

Em 23.06.2016   Arquivado em Disney, Escrevendo

Essa semana O Corcunda de Notre Dame da Disney completou 20 anos desde o seu lançamento nos Estados Unidos, a mesma idade do protagonista da história, Quasímodo. Meu pai me deu o VHS do filme no ano seguinte de presente de aniversário porque na época eu estava começando a gostar de brincar no computador e ele achou um “combo” que vinha junto com um CD com cinco joguinhos sendo vendido perto do trabalho, não estava nem interessado na história e nem nada, então ninguém jamais ia imaginar que assim que eu assistisse aqueles 90 minutos até o final pela primeira vez me APAIXONARIA completamente, que foi o que aconteceu. Até o fim de 1997 eu assisti aquela fita praticamente todos os dias, desde então ele é oficialmente meu filme favorito e acho que sempre vai ser, não consigo me imaginar encontrando algo para “substituir”. Sendo assim é ÓBVIO que eu comemorei muito essa data especial revendo o longa pela milésima vez, postando pedacinhos no SnapChat e tudo mais e, depois que acabou, refletindo quantas coisas maravilhosas aprendi com ele. Decidi então continuar as celebrações e contar para vocês as 5 coisas mais importantes que podemos aprender com ele, dentre tantas outras, na minha humildade opinião de fã apaixonada…

01) Comportamento de massa muitas vezes traz péssimos resultados

Quasímodo é nomeado o “Rei dos Tolos” por ser “o rosto mais feio de Paris”, certo? Certo! O título pode parecer meio ofensivo, mas ele está feliz por (finalmente) estar convivendo com pessoas e estão todos o tratando com carinho, mandando flores e gritando seu nome com alegria, o coitadinho até chora emocionado ao ver tanta animação. E é aí que um BABACA no meio da multidão resolve ser ofensivo e joga um tomate na cara dele. O babaca número 2 então acompanha essa atitude, aí vem o número 3 e de repente os “súditos fiéis” do novo rei estão TODOS lá, o agredindo em público física e moralmente, uma violência abusiva que só acaba quando a cigana Esmeralda resolve intervir em tamanha atrocidade porque não aguentava mais presenciar aquilo. Essa pessoa, meus amigos, sejam SEMPRE essa pessoa, não o babaca número 4, 5 ou mil!

O Corcunda de Notre Dame

02) Não devemos culpabilizar a vítima

Pois bem, aí temos a cena deplorável acima e todos nós concordamos que Quasímodo foi uma vítima do ódio e do preconceito (e se você não concorda, por favor, retire-se desse ambiente de amor). Ok, ele então entra na Catedral de Notre Dame humilhadíssimo e fica lá curtindo a maior bad de todos os tempos quando escuta a voz da Esmeralda cantando lá em baixo maravilhosa como sempre. A moça é linda e gentil, ele resolve dar uma espiada porque tá todo apaixonadinho e acaba derrubando algumas velas em meio a sua distração. As pessoas se assustam, vêem que é ele e ao invés de dar seu apoio, pedir desculpas ou qualquer outra coisa boa para a sociedade fazem o que? XINGAM O RAPAZ POR NÃO ESTAR NA SUA TORRE E O ACUSAM DE TER CAUSADO TUMULTO NA RUA! E dentro da igreja, onde supostamente aprendem que se deve sempre “amor ao próximo como a ti mesmo”… Pois é, a mania de culpar a vítima não é uma exclusividade do século XXI, tá aí desde sempre.

03) Muitos assediadores estão por aí disfarçados de “cidadãos de bem”

E então temos o vilão da história, Claude Frollo. Eu não vou nem levar em consideração o fato de que no livro do Victor Hugo ele é um padre para não entrar em questões mais profundas (mesmo porque aquele lá rende uns cinco mil posts desse, eita história triste, socorro, esse filme já é de chorar mas não chega nem aos pés do original), vamos chamá-lo apenas de “Juiz Eclesiástico”. Enfim, lá está ele, um homem que deveria ser um símbolo de justiça divina, mas que todos sabemos que é um tremendo de safado mal acabado que não tem um pingo de empatia e bondade em seu ser. E além de maltratar o Quasímodo, perseguir os pobres e tudo quanto é crueldade que se pode imaginar o cara fica OBCECADO pela Esmeralda. Ela, uma mulher que entende das coisas da vida, não quer ficar com ele de jeito nenhum, e o que homens obcecados fazem com mulheres que não querem ficar com eles de jeito nenhum? EXATAMENTE, queima a cidade inteira atrás dela, agride qualquer um que tenta se colocar entre os dois, tenta matar o único subordinado que vai contra essa loucura toda, prende a coitada e manda ela escolher entre ele e a morte. Eu sei que tô dando spoiler, mas fala sério: acho que já dá pra imaginar qual dos dois ela escolhe, e temos que concordar que morrer não é lá uma coisa legal também! E pensar que muitas vezes essas são as únicas escolhas que mulheres que sofrem agressão têm e ninguém se dispõe a ajudar…

O Corcunda de Notre Dame

04) Você aguenta superar os altos e baixos da vida

Eu quero que vocês parem tudo o que estão fazendo e prestem atenção bem direitinho na citação que vou mostrar agora que, por sinal, é minha favorita! Ela acontece no momento que antecede o clímax do filme e é praticamente a causa dele… Quasímodo está lá, preso e acabado e sem forças e desiludido enquanto as gárgulas querem que ele se mecha para salvar seus amigos. É quando ele, muito derrotado, diz que não vai dar e pede para que o deixem quieto, e aí recebe a seguinte patada, digo, resposta:

Hugo: “Tá bem, Quasi, pode ficar quieto.”
Victor: “Afinal, somos feitos de pedra…”
Laverna: “… Achamos que você talvez fosse feito de coisa mais forte!”

Vocês percebem a genialidade da coisa toda? O herói é um ser humano de coração enorme que finalmente viu uma possibilidade de felicidade na sua vida ao lado de pessoas que gostam dele, mas teve isso arrancado por um tremendo filho-da-mãe que se dizia seu amigo, então resolveu chutar o balde e se deixar acabar, mesmo sabendo que aquelas pessoas dependem de sua ajuda. E aí três criaturas quase imaginárias (pra gente, né, porque em filme da Disney pode tudo) mostram que ser de carne e osso nos torna MUITO mais resistentes do que esculturas que são meramente decorativas porque nós podemos SEMPRE transformar as coisas. Não importa as pancadas que a vida dá nas nossas costas, devagarzinho podemos encontrar força para levantar e superar, seja por nós mesmos ou em nome de quem mais precisa.

05) NUNCA julgue alguém pela aparência (ou pelas escolhas pessoais)!

“Responda ao enigma assim que puder ao soar de Notre Dame: quem é o monstro e o homem quem é?”

Essa para mim é uma das frases mais INCRÍVEIS da Disney! Eu nem preciso explicar, preciso? Frollo passa vinte anos falando “Vão tratá-lo como um monstro!” para dissuadir Quasímodo a descer da catedral, mas na verdade o monstro era ele mesmo, que destruiu a vida daquele jovem, que é maravilhoso independente da aparência física e vida sofrida! Sério, se esse pequeno trechinho de música ainda não te convenceu a assistir ao filme eu tô oficialmente CONVIDANDO pra vir ver comigo aqui em casa, prometo que faço uma pipoca, compro uma Coca Cola e a gente curte essa obra de arte juntos para eu chorar no final, mais uma vez!

O Corcunda de Notre Dame

As imagens desse post foram tiradas daqui, daqui e daqui, respectivamente!

Capitão América: Guerra Civil

Em 09.05.2016   Arquivado em Filmes

Capitão América: Guerra Civil, via Filmow

Capitão América: Guerra Civil (Captain America: Civil War) *****
Elenco: Chris Evans, Robert Downey Jr., Sebastian Stan, Scarlett Johansson, Anthony Mackie, Elizabeth Olsen, Jeremy Renner, Paul Rudd, Chadwick Boseman, Don Cheadle Lieutenant, Tom Holland, Paul Bettany, Daniel Brühl, Emily VanCamp, Martin Freeman, Frank Grillo, William Hurt, John Kani, John Slattery, Hope Davis, Marisa Tomei, Michael Anthony Rogers, Stan Lee
Direção: Anthony Russo, Joe Russo
Gênero: Ação, Aventura
Duração: 147 min
Ano: 2016
Sinopse: “Quando o governo cria um órgão para supervisionar os Vingadores, o super time de heróis se divide em dois. Um liderado por Steve Rogers e seu desejo em manter os Vingadores livres para defender a humanidade sem interferência do governo, e o outro que segue a surpreendente decisão de Tony Stark em apoiar o governo na fiscalização de seus atos.” (fonte – sinopse e pôster)

Comentários: É absolutamente impossível para mim não vir aqui e comentar esse que está sendo considerado o “melhor filme de super heróis de todos os tempos”. Não sei dizer se concordo ou discordo dessa afirmação porque acho que não dá pra definir esse tipo de coisa, mas realmente ele é MARAVILHOSO! Tenho gostado muito do trabalho que tem sido feito com os heróis da Marvel como um todo, como os filmes têm uma interação ótima entre si em que é possível entender tudo mesmo sem ter assistido todos, mas que você vai percebendo que ficam cada vez melhores à medida que você adiciona informações nesse “currículo”. Guerra Civil atingiu o ponto máximo nesse sentido: referências bem colocadas, lutas na hora certa, ideologias expostas claramente, tudo com o humor e o drama certos nas horas certas, simplesmente amei! O principal para mim, porém, foi a reflexão que ele foi me causando enquanto eu assistia e que consegui desenvolver melhor assim que acabou, que foi o que me levou a escrever esse post mesmo já tendo lido outros (vários) nos últimos dias.

A questão é a seguinte: eu não gosto de ter sentimentos extremos em relação a nada! Tenho minhas opiniões, crenças e lutas, mas sempre estou aberta a ouvir o outro lado da história quando ele vem com bons argumentos. Desde o início eu “assumi” meu posicionamento “#TeamCap” porque sabia que minhas ideias batiam muito mais com as do personagem à medida que ia recebendo mais informações sobre a história do que com as do Homem de Ferro, que já é um herói com o qual não simpatizo tanto. E foi aí que o enredo foi se desenvolvendo e eu consegui ver acertos e falhas em absolutamente TODOS eles, tanto os que lideravam quando os que seguiam. Isso, pra mim, foi incrível! Tive meus momentos de indignação, claro, mas na maioria das vezes eu conseguia aceitar e entender exatamente os motivos que levaram cada acontecimento, e foi o que eu mais gostei de tudo. Não é uma questão de ficar “em cima do muro”, mas saber que existe bem e mal em todo mundo, a gente só precisa descobrir isso com cuidado e ver qual dos dois prevalece. Quando é o bem vale a pena pelo menos ouvir o ponto de vista dessa pessoa. Quando é o mal, como é o caso do vilão do filme… Bom aí “não dá pra te defender”, né! Claro que no fim das contas tendo uma visão ampla da coisa eu ainda apoio “mais” o Capitão América, mas também não consigo que seja um apoio total, tanto que acho que se eu estivesse vivendo a situação não ficaria no time dele (eu sei, chocante).

Sendo assim pensei muito sobre o assunto e entre todos os personagens ali minhas atitudes seriam mais ou menos as da Viúva Negra, que eu adoro desde sempre e tenho gostado cada vez mais: ela faz o que acha ser o melhor para todos, independente de times ou preferências pessoais. Um que me surpreendeu muito foi o Pantera Negra: passei o filme todo com ANTIPATIA dele (apesar daquele uniforme irado), e no final fiquei positivamente surpresa como o quão maravilhoso ele é, merece demais um filme solo. E o meu favorito, é claro e óbvio e evidente, foi o Homem Aranha, Tom Holland ARRASOU, simplesmente! Eu confesso que tava achando repetitivo e desnecessário isso de fazer MAIS filmes dele em tão pouco tempo, mesmo sendo um dos meus heróis favoritos, mas depois de vê-lo no papel tô só esperando a data do filme sair pra gritar “ME CHAMA QUE EU VÔ”! E, por favor, quando chegar a hora que as legendas continuem tão maravilhosas quando a dessa estava, sério, era um show à parte ver os nossos trocadilhos substituindo os deles!

Trailer:

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