MinKa Camisetas Feministas

Em 06.11.2017   Arquivado em Feminismo, Moda

Já contei, num post desses meus de LookBook, que nos últimos meses eu tô atrás de camisetas com temática feminista que sejam legais, de qualidade e não custem uma fortuna. Na verdade sempre tento me vestir com as coisas que gosto “estampadas” em mim, grande parte do meu guarda roupa é “temático” dos meus personagens e assuntos favoritos, mas no caso do feminismo acho mais importante ainda. As pessoas de um modo geral, mesmo mulheres, têm um medo MUITO grande dessa palavra, como se fosse uma maldição, então é fundamental para mim usá-la ao máximo, pra mostrar mesmo que é um movimento positivo que devia ser geral. Sendo assim fiquei absolutamente APAIXONADA quando conheci a MinKa, uma marca que produz exclusivamente camisetas feministas!

MinKa Camisetas Feministas

Quem me “apresentou” a MinKa foi a Hanna, uma das modelos da Loja Virtual que é minha amiga de anos. Ela começou a postar as fotos do ensaio e desde que vi a primeira já mandei uma mensagem perguntando “De onde é essa lindeza?”, e foi só ela responder para que eu começasse a acompanhar as redes sociais, adicionar as blusas na minha Wish List e decidir que devia mostrar isso pro mundo! As idealizadoras são a Yasmin e a Karim, duas mineiras que, com o desejo de que as mulheres expressassem a força feminina através do vestir, começaram essa jornada ano passado aqui em Belo Horizonte. Mais um motivo pra eu amar demais, né?

MinKa Camisetas Feministas
Camiseta “100% Feminista

Eu entrei em contato pela fanpage do Facebook (elas têm Instagram também) e quem me atendeu foi a Yasmin, super rápida e atenciosa. Minha ideia era pedir permissão para “roubar” as fotos da loja, mas ela não só enviou todas as que pedi (e mais algumas) em alta qualidade, como se dispôs a responder qualquer dúvida que eu tivesse. Fofa demais! Papo vai, papo vem, ela deu um depoimento ainda mais legal do que eu já esperava:

“Acho importante lembrar que somos uma marca de camisetas feministas, mas antes somos uma MARCA FEMINISTA. Todas as pessoas envolvidas em todos os processos aqui na MinKa são mulheres. Acreditamos no empoderamento feminino de várias formas: através das camisetas, da sororidade, de mensagens de auto amor e do empoderamento financeiro de mulheres. As camisetas são produzidas em confecção própria com mão de obra humanizada, matéria prima 100% nacional, não utilizamos plástico em nossas embalagens, que inclusive são sustentáveis e reutilizáveis.”

MinKa Camisetas Feministas
Camiseta Grávidas “We Can Do It

No final da conversa, que já tinha superado todas as minhas expectativas, ela ainda se despediu com um “Vamos juntas!”… Dá vontade até de trabalhar num lugar assim, né? Fala sério! Sobre as blusas em si são muitas estampas bacanas, algumas só com frases e outras com ilustrações delicadíssimas. Elas são feitas em malha 100% poliéster nas cores branca e cinza, ambas em modelagem de camiseta tradicional e regata cavada, e numa variedade enorme de tamanhos: vai do PP (que eu acho que é o meu) ao XG! Arrasaram!

MinKa Camisetas Feministas
Camiseta “Mulher sem Temer

A vontade MESMO é ter todas elas, mas como estamos trabalhando com humildade (e desemprego) aqui resolvi fazer uma lista de desejos MinKa com meu Top 5 Favoritas, aquelas que guardei o link no fundo do coração para, assim que puder, comprar e me dar de presente. Com o tempo a gente extrapola e aumenta um cadinho, quem sabe. E vocês, de qual gostaram mais? Me conta e passa lá na loja virtual pra conhecer todas!

MinKa Camisetas Feministas

01) Viva La Frida; 02) Girls just wanna have fun(damental rights); 03) GRL PWR; 04) GRL PWR Branca de Neve; 05) The Present Is Female. Depois de muito pensar decidi que queria fazer uma menção honrosa porque a “Feminista Significado” é maravilhosa – e necessária!

MinKa Camisetas Feministas

Psiu! ‘Prestenção!

As imagens presentes nesse post foram enviadas pela MinKa Camisetas a meu pedido, assim como o depoimento da Yasmin, porém a ideia de escrever esse post foi minha e não houve qualquer remuneração ou benefício para que eu fizesse isso, ok? Não é publi!

LookBook: Grl Pwr

Em 07.08.2017   Arquivado em Moda

Então… Leeeeembra quando eu contei no post de Lookbook passado que não tinha resistido e trazido não só uma, como DUAS *brusinhas* de estampa feminista entre as várias que estavam sendo vendidas na C&A? Pois bem, hora de mostrar a outra! Essa foi na verdade a primeira delas que vi e já peguei o cabide sem nem pensar. De cara, claro, o tema, que era justamente o que eu estava procurando no dia, mas não foi só isso… Na verdade eu achei ela MUITO FOFA! Os símbolos bonitinhos e escritos pequenininhos formam uma padronagem muito delicada e nas cores que eu mais gosto na vida, que são rosa e preto!

(Na verdade, verdade mesmo num tem nada de rosa aí, né! Isso é bordô, mas é um bordô rosado, quase “rosa escuro”, é igualmente lindo e eu gosto, então me deixa!)

Como eu já disse, não sou muito chegada en roupa branca e evito ao máximo, mas há casos onde a exceção se torna necessária, não é mesmo? Esse definitivamente foi um deles. Sem contar que ela tem um tom que puxa mais pro bege bem clarinho, então tá tudo certo! Pra combinar as boas e velhas “disco pants” com a cor certinha pra ocasião, colarzão, uma camisa amarrada na cintura pro caso de sentir frio, sapatilhas confortáveis e, claro, uma necessidade absurda de sol! SOCORRO, QUE BRANQUELEZA NESSES PÉS! Dá até vergonha, mas rolou uma preguiça de fazer bronzeamento artificial via Photoshop e vamos ter que lidar com isso, vida que segue.

Descrição das peças no Lookbook!

E é isso, gente, não sei mais o que dizer! Finalizar post de look é sempre muito difícil… Gostaram? Num gostaram? Disfarcei bem as olheirinhas? Alguém mais viu essas blusas sendo vendidas e correram pra comprar? Preferem essa ou a outra? Conta aí nos comentários!

Lookbook: GRL PWR
Uma olhada mais de pertinho (e fora de foco) de como a padronagem dela é linda!

Lookbook: This is what a FEMINIST looks like

Em 04.08.2017   Arquivado em Moda

Vamos começar esse post com mais uma história de conquista pessoal boba que traz pequenas alegrias pro nosso dia-a-dia. Há alguns meses atrás vi no SnapChat uma amiga com uma roupa preta escrito “FEMINIST” em rosa e corri pra perguntar de onde era, fiquei apaixonada. Ela me disse que comprou numa loja de fast fashion (que não direi qual porque é “concorrência” da que citaremos aqui), então fui lá procurar e… Não tinha mais! Fiquei chateadinha, mas vida que segue, tem outras blusas, a gente supera. tá tudo ok. Eis que essa semana enquanto matava um tempo no shopping entre um compromisso e outro resolvi voltar lá pra ver se num dava sorte, não dei, fui em outra, não dei de novo, até que por fim fui rodar pela C&A… E mais uma vez foi lá que achei tudo o que estava procurando e ainda não sabia (e que merece vir pro Lookbook, né)!

Ano passado foi o maiô dos sonhos, nesse um moletinho praticamente feito pra mim… E agora eles estão com UM MONTE de blusas e roupas de frio com essa temática “Girl Power”, era até difícil escolher! Peguei um monte delas pra levar pro provador e jurei que ia ficar uma só porque as coisas estão $difíceis$… Mas não deu, gente, vieram duas! A segunda, mais fofinha, vou mostrar num próximo look, mas a primeira foi a favorita e já precisei vestir assim que possível porque sou dessas!

Descrição das peças no Lookbook!

Eu não sou muito de usar roupa branca, não gosto mesmo, mas a gente abre exceções em ocasiões especiais assim, né? E o preto junto é lindo, compensa tudo! Junto vemos uma calça bandagem porque as minhas jeans continuam não servindo direito (vou mandar apertar tudo!) e All Star porque senão ficava séria demais e gosto mais de ser casual, né? Tentei colocar um colarzinho, mas todos os legais tampavam a estampa e o objetivo aqui é esfregar essa palavra na cara das pessoas o máximo possível, justamente para que elas parem de ter tanto medo dela…

Lookbook: This is What a FEMINIST looks like
Uma Lulynha bem felizinha com sua aquisição – essa foi pro Instagram!

Lookbook: This is What a FEMINIST looks like
E outra Lulynha bem felizinha =D

Lookbook: This is What a FEMINIST looks like

A mulher do ônibus

Em 06.03.2017   Arquivado em Escrevendo

A mulher do ônibus

Começo de noite de domingo, cês já sabem como é, né(?): nem uma viva alma na rua, ônibus só de meia em meia hora, se isso, todo mundo “endomingado”. Graças ao aplicativo da Prefeitura eu sabia exatamente a hora que devia estar no ponto e consegui embarcar em direção ao meu breve compromisso bem a tempo e evitar um atraso monstro caso não conseguisse. “Pontualidade britânica”, é o que me diriam quando eu chegasse lá!

Ali no Centro da cidade muita gente entrou, inclusive essa moça. Primeiro um grupo de três caras, depois ela, eu reparei porque achei o cabelo lindo. Assim que passou da roleta ela ficou olhando para os lugares, procurando onde sentar, e isso não faltava (era DOMINGO, afinal de contas), até mesmo uma “dupla” de acentos completamente vazia, mas naquele momento parecia que ela não achava nenhum, até que me viu desacompanhada com os fones no ouvido, deu um sorrisinho e veio na minha direção. Dei lugar para que ela se sentasse no banco da janela – sempre fico no corredor – e fiquei me questionando por que motivo essa escolha demorou tanto tempo, já que eram várias opções. E foi então que eu percebi que, tirando nós duas, TODAS as outras pessoas ali dentro eram homens. Os idosos que estavam em seus lugares preferenciais na frente, o motorista em seu dia de dupla função, os passageiros que já estavam sentados e aqueles que ainda estavam subindo. Se ela não se sentasse ao meu lado, mesmo que fosse para onde poderia ficar inicialmente sozinha, em algum momento teria que dividir o espaço com algum deles, e provavelmente eu também, já que aquele ponto onde estávamos parados estava bem cheio, MESMO. E ali na minha ansiedade já pensando na reunião que eu teria em alguns momentos nem me toquei disso, mas ela sim, e foi correndo pro único canto onde se sentiria segura de ter uma viagem tranquila. Comigo. Com outra mulher. E nem foi preciso que isso fosse dito porque eu simplesmente sabia, tendo eu mesma já feito o mesmo mais de uma vez.

Nenhum daqueles homens tinha uma placa na testa dizendo que ia fazer mal a qualquer uma de nós, mas a mera possibilidade disso já era o suficiente. Levantei da cadeira e dei o sinal com um aperto no peito de deixá-la ali, o que depois se transformou em um medinho forte quando um dos grupos que estava lá atrás fez comentários sobre a minha bunda em alto e bom som pra todo mundo ouvir. Torci pra ela descer logo, pra alguma moça entrar no meu lugar, pra que nenhuma de nós precise passar por nada disso. Andei na rua quase correndo pra chegar onde devia logo, sem saber se queria ou não que aparecesse alguém com quem dividir aquela calçada quase deserta, fechando a cara pro rapaz que veio mexer comigo e só aumentou meus receios. Nada me aconteceu de mal e ainda assim eu só queria estar segura.

É isso que é ser mulher em qualquer momento do ano, então que tal no dia 8 de março deixar as flores de lado e passar a nos entregar o respeito que deveria ser nosso de direito, todos os dias? Só assim vamos parar de viver esse tipo de situação, que parece uma coisa boba mas é exaustiva de ser vivida todos os dias.

She’s Beautiful When She’s Angry

Em 27.12.2016   Arquivado em Feminismo, Filmes

She's Beautiful When She's Angry, via Filmow

She’s Beautiful When She’s Angry *****
Direção: Mary Dore
Gênero: Documentário
Duração: 92 min
Ano: 2014
Classificação: 14 anos
Sinopse: “Conta a história das mulheres que criaram o movimento feminista nos anos 1960, fazendo uma revolução em todos os âmbitos sociais.” (fonte – sinopse e pôster)

Comentários: A primeira vez que ouvi falar sobre o movimento feminista onde o assunto realmente me chamou atenção foi através da minha mãe enquanto a gente assistia “The Wonders” pela milésima vez. Eu tinha uns 16 anos e falei que achava feio as dançarinas com os mamilos “marcando” na roupa, ela veio e me explicou o contexto, que houve a queima em massa de sutiãs em busca de direitos iguais, e apesar de continuar achando não achando bonito a presença daquelas meninas ali mudou de sentido na minha cabeça COMPLETAMENTE e eu passei a adorar a dancinha delas. Mas a história estava só começando… Sete ou oito anos precisaram se passar para eu começar a realmente entender do que aquilo tudo se tratava e o principal: perceber e admitir que eu fazia parte. Foi devagar, primeiro uns compartilhamentos no Facebook, depois uns posts por lá e por aqui, a perda total do medo de usar as palavras que marcam o movimento e, claro, a necessidade de ler e assistir mais sobre o assunto. E é aí que entra “She’s Beautiful When She’s Angry”, que está disponível na Netflix e conta um pouquinho sobre como a coisa se intensificou nos Estados Unidos justamente no período do qual minha mãe tinha me contado um pouquinho.

Sabe quando você tá lendo alguma postagem sobre feminismo e SEMPRE tem aquele(s) comentário(s) que diz(em) “Antes eu até entendo, as mulheres queriam seus direitos, mas as feminazis hoje em dia só querem privilégios e aparecer”? Pois é, as pessoas já diziam isso na época. Sabe quando as próprias mulheres reproduzem o machismo dizendo que se sentem bem com o que já têm e não entendem por que as outras querem mais? Sim, desde então muitas já davam esse tipo de entrevista. Sabe quando algum jornalista é MUITO babaca e fala merda na televisão pra todo mundo ver e ainda assim mantém seu emprego, não importa o quão misógino ele foi? Bom, nem preciso dizer que isso também sempre esteve presente, né! Esse documentários é FUNDAMENTAL pra entender do que se trata e ver que não importa o quanto as coisas melhorem pra gente, ainda temos um longo caminho pela frente até atingir a equidade de gêneros. É um mix de sentimentos, ao mesmo tempo que você quer gritar um “MUITO OBRIGADA” para cada uma delas pela vida melhor que temos hoje, é triste ver que muita coisa não mudou e ainda vai demorar pra mudar, e é por isso que a gente não deve NUNCA se calar diante do machismo nosso de cada dia!

Nele nós vemos relatos vindo direto das ativistas da época que ressaltam as dificuldades, prazeres, conquistas e até mesmo erros de cada etapa e organização que ia surgindo, a necessidade inacabável da representatividade e lugar de fala, chegando a causar até “brigas pelo protagonismo”: elas foram caladas por tanto tempo que não conseguiam ser ouvidas quando falavam em tom de voz normal ou mesmo gritando, e aí era preciso BERRAR, caminhar, reunir, queimar… O que eu mais gostei nele, porém, foi que alguns relatos me deram mais oportunidade de sair da minha “zona de conforto” feminista classe-média-branca-cis-hétero-com-curso-superior e ver que ali já começavam a nascer também algumas “diretrizes” que até hoje não têm muito espaço, como o feminismo negro e lésbico… Sempre que leio algum texto sobre esses assuntos tem alguém que está do “lado privilegiado” comentando que se sentiu ofendida, e confesso que já me senti muito também, mas é só abrir um pouquinho a mente que a gente vê que esse “ofensa” é a mesma que muitos homens sentem quando vêem que nós mulheres queremos ser tratadas como pessoas que somos, e não como seres inferiores, então é sempre bom entender que cada um tem lado oprimido, mas também seu lado “opressor” e ajudar a dar a voz pra quem tem mais “sacos de batata de opressão” nas costas poder colocar esse peso pra fora…

Eles têm também um site super legal que conta com informações sobre a tragetória de cada uma das entrevistadas, o trabalho da diretora, fontes de informação, uma lojinha virtual, links das redes sociais e, claro, divulgação de onde o filme pode ser assistido, acessem lá para poder se maravilhar com ele tanto quanto eu: shesbeautifulwhenshesangry.com!

Trailer:

Página 1 de 3123