Minha irmã(zinha)

Em 22.07.2013   Arquivado em Escrevendo

Demorou muito tempo para eu e minha irmã entendermos que, no fundo, uma era a melhor amiga da outra. Na verdade a vida inteira quando se falava em “melhor amiga” a gente não tinha dúvidas: a dela era a Pati e as minhas mudavam, mas eram beeem definidas! Ela tinha receio de me falar alguma coisa e eu reagir com minha superproteção de irmã mais velha, ao mesmo tempo que eu morria de medo de falar coisas pra ela que depois fossem parar nos ouvidos de outras pessoas por maldadezinha de irmã mais nova. Normal. Mas chegava um certo momento em que a gente não conseguia porque só UMA pessoa no mundo nos entende tão bem: uma à outra.

rimazinha

Eu sempre quis uma “rimãzinha”. Eu pedia por uma sempre que tinha oportunidade. Dormia de bumbum pra cima, rezava pro presépio, torrava a paciência do papai e da mamãe. Quano ela finalmente estava a caminho veio a dúvida: e se for menino, como essa garota vai reagir? Aí minha mãe fez uma verdadeira lavagem cerebral em mim e eu vi que um “rimãozinho” ia ser muito mais legal: eu não teria que dividir meu quarto, não teria que compartilhar minhas bonecas, eu ainda seria a menininha da casa. Foi depois do ultrasom que confirmou que era menina que tudo mudou e me fizeram ver que menino é chato, vai brigar com você e te chutar, realmente uma irmãzinha vai ser muito mais legal: ela ia brincar comigo, me fazer companhia, nós íamos dividir tudo e eu teria muito mais coisa se contasse com as dela.
Aí chegou 30 de abril de 1995 e foi uma bagunça. Não sei o que eles fizeram pra me distrair, só lembro de alguém vindo até mim no dia seguinte e me contando que estava na hora, eu ia conhecê-la. Fomos ao hospital, entramos no quarto e quando eu vi ela era um neném. Um neném muito pequenininho. MUITO. O que eu ia fazer com aquilo? Como ela ia brincar comigo daquele jeito? Eita decepção… Nem usar ela de boneca ia dar, porque eu mal podia tocar no neném de tão sensivelzinho que era.

Sorte que o tempo foi passando. Um ano depois eu já botava ela pra ser minha filha nas brincadeiras e me jogava pra dentro do cercadinho pr’a gente ficar juntas. Mais uns dois anos e ela já conseguia decidir junto comigo qual filme da Disney a gente iria assistir no dia. Passou mais um cadinho e nós estávamos brincando de Barbie juntas e por causa dela a brincadeira ficou ainda mais divertida: a Pati apareceu na nossa vida e se tornou a “irmã número 3”, e nós não nos separávamos e fazíamos tudo juntas, mesmo eu sendo 5 anos mais velha.
O problema é que esses 5 anos que não pareciam nada começaram a fazer uma certa diferença. Eu e minhas amigas começamos a querer ter nossos segredinhos que elas não podiam entender. Eu tive que começar a me vestir menos com vestidinhos acinturados e mais com saias jeans para não me acharem muito “criancinha”. Não que eu deixasse de fazer as coisas que antes nós fazíamos, mas eu queria dividir as tardes brincando de Barbie com o tal do ICQ e a internet. E minha primeira paixão séria de verdade? Ai que difícil era para minha irmã entender o motivo de eu ter que ficar horas no telefone e não poder dar atenção pra ela… Aí a Pati ia lá pra casa e eu brincava com elas até, mas era só uma amiga minha chegar que a gente ia pra qualquer outro cômodo pra fofocar. Ela começou a associar esses momentos de bipolaridade comportamental à nossa mudança para Belo Horizonte, mas na verdade era a tal da adolescência que, logicamente, veio antes pra mim do que pra ela.
Mas a dela veio também. E assim como a minha teve seus momentos de mudanças conturbadas, a separação dos nossos pais, os problemas com as amiguinhas que queriam crescer mais rápido e ela queria continuar sendo criança. E nessas horas quem era tão bobona quanto ela, por pura ironia, era a irmãzona mais velha, já beirando a entrar na faculdade, com quem ela podia assistir desenhos, falar de brincadeiras que só nós entendemos e ser tudo o que era queria. E é incrível saber que era com ela que eu era tudo que queria também.

Ser irmã mais velha acaba sendo uma certa responsabilidade em vários sentidos. Se meus pais tinham que trabalhar eu tinha que me virar para busca-la na escola, fazer almoço sem saber cozinhar, ver se ela tava fazendo os deveres de casa direitinho. Além disso tem aquilo de servir de referência, porque eu era a maior inspiração daquela garota. A prova disso que é hoje ela gosta é daquilo que eu gosto… Nós ouvimos as mesmas músicas, temos os mesmos hobbies, frequentamos os mesmo lugares e somos as duas da Grifinória! Nós somos tão parecidas que as pessoas têm certeza que somos gêmeas (e da idade dela, obrigada carinha de criança). Não adianta você gostar de mim se não gostar da minha “rimazinha”. Não adianta você querer fazer qualquer programa comigo (na maioria das vezes, né!) se ela não puder ir junto. Minha irmã é quem eu mais amo nesse mundo e eu sou quem ela mais ama também. Sempre foi, ainda é e sempre será assim. Se a gente briga por algum motivo bobinho logo uma vai pra cima da outra dando abraço querendo des-brigar. Se eu vejo ela chorando eu vou lá e faço isso deixar de acontecer porque ela só pode sorrir e pronto. E se você tentar ter uma conversa com nós duas ao mesmo tempo se prepara: nós não pronunciamos NENHUMA frase inteira porque uma vai, ocasionamente e sem perceber, terminar a fala da outra!
Obrigada existir, Daninha!!

Kim n' Wendy

Amor Puro!!

Em 23.08.2010   Arquivado em Escrevendo

– O assunto de hoje não é nada de interessante, nada educativo, nenhuma dica ou indicação. Hoje vim aqui pela simples vontade de escrever sobre algo que virou minha marca registrada entre as pessoas ao meu redor: a expressão “amor puro”. E aí de repente as pessoas que mais convivem comigo passaram a adotar a expressão e hoje, quando eu estava indo pra aula, me veio na cabeça a relfexão de como isso aconteceu.

– A expressão “amor puro” surgiu em uma conversa de telefone com o Gugui ano passado. Falando sobre colegas de trabalho de quem ele e eu mais gostávamos A gente tentava descrever essas pessoas queridas da melhor maneira possível e quando fui falar do meu querido ex-quase-chefe Bruno foi isso que saiu. Simplesmente “o Bruno é amor puro!!”. Gugui riu, eu ri e passamos a adotar o termo “amor puro e incondiconal” pra tudo que a gente gostava. E aí pegou!! Amor puro aqui, amor puro ali, eu falando e as pessoas ouvindo. No APM as pessoas que eram mais próximas sabiam que eu era a senhorita amor puro (e incondicional). e quando chegou janeiro, no nosso Amigo Oculto bonequeiro, eu não falava outra coisa. Tudo pra mim era amor demais. E não falo de “puro amor” não… São coisas diferentes. É AMOR PURO, pô.
Foi aí que surgiram as derivações.

Amor puro.
Amor puríssimo. (by Lili)
Amor puro e incondicional.
Amor puro destilado.
Amor puro destilado, concentrado a 100%.
Amor puro destilado, concentrado a 100% e RESTAURADO (by Gugui).

– Ninguém mais escapa. O tal do amor puro é tão amor e tão puro que pega mesmo!! Então, até a próxima, e muito amor puro pra vocês!!

coracao_amorpuro

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