5 lições para aprender com meu filme favorito

Em 23.06.2016   Arquivado em Disney, Escrevendo

Essa semana O Corcunda de Notre Dame da Disney completou 20 anos desde o seu lançamento nos Estados Unidos, a mesma idade do protagonista da história, Quasímodo. Meu pai me deu o VHS do filme no ano seguinte de presente de aniversário porque na época eu estava começando a gostar de brincar no computador e ele achou um “combo” que vinha junto com um CD com cinco joguinhos sendo vendido perto do trabalho, não estava nem interessado na história e nem nada, então ninguém jamais ia imaginar que assim que eu assistisse aqueles 90 minutos até o final pela primeira vez me APAIXONARIA completamente, que foi o que aconteceu. Até o fim de 1997 eu assisti aquela fita praticamente todos os dias, desde então ele é oficialmente meu filme favorito e acho que sempre vai ser, não consigo me imaginar encontrando algo para “substituir”. Sendo assim é ÓBVIO que eu comemorei muito essa data especial revendo o longa pela milésima vez, postando pedacinhos no SnapChat e tudo mais e, depois que acabou, refletindo quantas coisas maravilhosas aprendi com ele. Decidi então continuar as celebrações e contar para vocês as 5 coisas mais importantes que podemos aprender com ele, dentre tantas outras, na minha humildade opinião de fã apaixonada…

01) Comportamento de massa muitas vezes traz péssimos resultados

Quasímodo é nomeado o “Rei dos Tolos” por ser “o rosto mais feio de Paris”, certo? Certo! O título pode parecer meio ofensivo, mas ele está feliz por (finalmente) estar convivendo com pessoas e estão todos o tratando com carinho, mandando flores e gritando seu nome com alegria, o coitadinho até chora emocionado ao ver tanta animação. E é aí que um BABACA no meio da multidão resolve ser ofensivo e joga um tomate na cara dele. O babaca número 2 então acompanha essa atitude, aí vem o número 3 e de repente os “súditos fiéis” do novo rei estão TODOS lá, o agredindo em público física e moralmente, uma violência abusiva que só acaba quando a cigana Esmeralda resolve intervir em tamanha atrocidade porque não aguentava mais presenciar aquilo. Essa pessoa, meus amigos, sejam SEMPRE essa pessoa, não o babaca número 4, 5 ou mil!

O Corcunda de Notre Dame

02) Não devemos culpabilizar a vítima

Pois bem, aí temos a cena deplorável acima e todos nós concordamos que Quasímodo foi uma vítima do ódio e do preconceito (e se você não concorda, por favor, retire-se desse ambiente de amor). Ok, ele então entra na Catedral de Notre Dame humilhadíssimo e fica lá curtindo a maior bad de todos os tempos quando escuta a voz da Esmeralda cantando lá em baixo maravilhosa como sempre. A moça é linda e gentil, ele resolve dar uma espiada porque tá todo apaixonadinho e acaba derrubando algumas velas em meio a sua distração. As pessoas se assustam, vêem que é ele e ao invés de dar seu apoio, pedir desculpas ou qualquer outra coisa boa para a sociedade fazem o que? XINGAM O RAPAZ POR NÃO ESTAR NA SUA TORRE E O ACUSAM DE TER CAUSADO TUMULTO NA RUA! E dentro da igreja, onde supostamente aprendem que se deve sempre “amor ao próximo como a ti mesmo”… Pois é, a mania de culpar a vítima não é uma exclusividade do século XXI, tá aí desde sempre.

03) Muitos assediadores estão por aí disfarçados de “cidadãos de bem”

E então temos o vilão da história, Claude Frollo. Eu não vou nem levar em consideração o fato de que no livro do Victor Hugo ele é um padre para não entrar em questões mais profundas (mesmo porque aquele lá rende uns cinco mil posts desse, eita história triste, socorro, esse filme já é de chorar mas não chega nem aos pés do original), vamos chamá-lo apenas de “Juiz Eclesiástico”. Enfim, lá está ele, um homem que deveria ser um símbolo de justiça divina, mas que todos sabemos que é um tremendo de safado mal acabado que não tem um pingo de empatia e bondade em seu ser. E além de maltratar o Quasímodo, perseguir os pobres e tudo quanto é crueldade que se pode imaginar o cara fica OBCECADO pela Esmeralda. Ela, uma mulher que entende das coisas da vida, não quer ficar com ele de jeito nenhum, e o que homens obcecados fazem com mulheres que não querem ficar com eles de jeito nenhum? EXATAMENTE, queima a cidade inteira atrás dela, agride qualquer um que tenta se colocar entre os dois, tenta matar o único subordinado que vai contra essa loucura toda, prende a coitada e manda ela escolher entre ele e a morte. Eu sei que tô dando spoiler, mas fala sério: acho que já dá pra imaginar qual dos dois ela escolhe, e temos que concordar que morrer não é lá uma coisa legal também! E pensar que muitas vezes essas são as únicas escolhas que mulheres que sofrem agressão têm e ninguém se dispõe a ajudar…

O Corcunda de Notre Dame

04) Você aguenta superar os altos e baixos da vida

Eu quero que vocês parem tudo o que estão fazendo e prestem atenção bem direitinho na citação que vou mostrar agora que, por sinal, é minha favorita! Ela acontece no momento que antecede o clímax do filme e é praticamente a causa dele… Quasímodo está lá, preso e acabado e sem forças e desiludido enquanto as gárgulas querem que ele se mecha para salvar seus amigos. É quando ele, muito derrotado, diz que não vai dar e pede para que o deixem quieto, e aí recebe a seguinte patada, digo, resposta:

Hugo: “Tá bem, Quasi, pode ficar quieto.”
Victor: “Afinal, somos feitos de pedra…”
Laverna: “… Achamos que você talvez fosse feito de coisa mais forte!”

Vocês percebem a genialidade da coisa toda? O herói é um ser humano de coração enorme que finalmente viu uma possibilidade de felicidade na sua vida ao lado de pessoas que gostam dele, mas teve isso arrancado por um tremendo filho-da-mãe que se dizia seu amigo, então resolveu chutar o balde e se deixar acabar, mesmo sabendo que aquelas pessoas dependem de sua ajuda. E aí três criaturas quase imaginárias (pra gente, né, porque em filme da Disney pode tudo) mostram que ser de carne e osso nos torna MUITO mais resistentes do que esculturas que são meramente decorativas porque nós podemos SEMPRE transformar as coisas. Não importa as pancadas que a vida dá nas nossas costas, devagarzinho podemos encontrar força para levantar e superar, seja por nós mesmos ou em nome de quem mais precisa.

05) NUNCA julgue alguém pela aparência (ou pelas escolhas pessoais)!

“Responda ao enigma assim que puder ao soar de Notre Dame: quem é o monstro e o homem quem é?”

Essa para mim é uma das frases mais INCRÍVEIS da Disney! Eu nem preciso explicar, preciso? Frollo passa vinte anos falando “Vão tratá-lo como um monstro!” para dissuadir Quasímodo a descer da catedral, mas na verdade o monstro era ele mesmo, que destruiu a vida daquele jovem, que é maravilhoso independente da aparência física e vida sofrida! Sério, se esse pequeno trechinho de música ainda não te convenceu a assistir ao filme eu tô oficialmente CONVIDANDO pra vir ver comigo aqui em casa, prometo que faço uma pipoca, compro uma Coca Cola e a gente curte essa obra de arte juntos para eu chorar no final, mais uma vez!

O Corcunda de Notre Dame

As imagens desse post foram tiradas daqui, daqui e daqui, respectivamente!

O “Dia do Amor” – pra quem mesmo?

Em 12.06.2016   Arquivado em Escrevendo

Longe de mim criticar uma data comemorativa tão linda quanto o “Dia dos Namorados”. Não, eu não sou contra esse dia. Sei que é puramente comercial, sei que foi criado para as pessoas terem (mais um) presente pra comprar, sei que quem tá solteiro muitas vezes detesta ter que lidar com os corações pendurados na parede quando sai pra qualquer lugar pra tomar um drink. Sei disso tudo, sei de muito mais e ainda assim acho legal que exista uma data especial para celebrar em voz alta com alguém que se ama de verdade, um “Dia do Amor”. Mas ainda assim não dá pra não pensar: amor pra quem? Amor AONDE? Quanta gente, que namora ou não, pode dizer, pros outros ou pra si mesmo, que não teve um FELIZ dia dos namorados?

Quantas pessoas têm sua foto de casal postada na página do Facebook do companheiro com uma legenda que indica respeito, carinho e admiração, mas sofre em todos os outros 364 dias do ano tendo que viver nesse relacionamento que lá no fundo é abusivo? Por trás daquele sorriso, do buquê de flores e do “Te amo” que nos faz curtir a foto com os olhos brilhando muitas vezes tem agressões (não só físicas, gente, agressão pode ser verbal também!), alfinetadas, descaso e desgaste. As pessoas que praticam esse tipo de coisa nunca vêm com uma placa na testa indicando suas ações e as que sofrem muito menos, na maioria das vezes é justamente aquele casal que você menos imagina que tem esse tipo de problema. E nem vem dizer que só passa por isso quem quer, hein! A gente nunca sabe o que leva o outro a continuar ali, não dá pra julgar…

E quantos outros sequer podem expressar seu amor, mesmo aquele saudável, por causa do preconceito, da intolerância. A cada ano uma nova empresa lança sua propaganda cheia de representatividade e casais homossexuais, e pra cada uma delas uma legião de ódio que vai contra uma coisa tão linda e tão simples que é gostar de alguém. Que mundo é esse onde estar de mãos dadas e beijos apaixonados podem terminar em violência, em dor, em lágrimas que passam longe de ser de alegria? Como pode ao mesmo tempo que uns são aplaudidos por tornar seu sentimento público, outros tantos são recriminados por isso? Cinquenta jovens em uma boate numa noite, outros milhares todos os dias, atos hediondos que conseguem ficar ainda pior (sim, é possível) ao receber o APOIO de quem não tem um pingo de empatia e bondade no coração.

Gente que seca, gente que despreza, gente que ofende, gente que odeia. Odeia o que não é igual a ele, odeia o que sua mente limitada não é capaz de aceitar, odeia sem saber o motivo real por trás desse ódio que não faz sentido nenhum. É essa gente que, no fundo, não pode ter um feliz dia dos namorados ou mesmo um feliz dia qualquer… Só não percebeu ainda. A você que não pode celebrar o amor hoje: eu sinto muito, mas não desanima, não! Estamos aqui de braços estendidos e coração aberto para tentar tornar esse mundo cada vez melhor pra todos nós. E a você que felizmente pode: transmita essa alegria também tendo compaixão, tendo amor não só a quem te ama de volta, mas também ao próximo! É mais fácil do que você imagina, juro juradinho, e faz um bem que não tem como descrever o tamanho!

diadosnamorados Foto: Sciene For All

Esse desabafo não estava planejado e sequer ficou da maneira que eu desejava, mas foi impossível não ter que tirar pra fora a tristeza profunda que estou sentindo ao ler as notícias hoje, um dia que deveria ser tão bonito mas que amanheceu sangrento, como o mundo vem sendo não só nos últimos tempos, mas desde sempre.

Problematizando minha problematização (ou não!)

Em 19.05.2016   Arquivado em Escrevendo

Já faz algum tempo que eu me tornei um ser problematizador. É só entrar em qualquer uma das minhas redes sociais “grandes” que dá pra ver, tô sempre compartilhando postagens de páginas de desconstrução de preconceitos e empoderamento de “minorias” e passo uma pequena parte do tempo escrevendo sobre isso também. A maioria desses textos não sai do rascunho: eu digito tudo, confiro direitinho e aí, por fim, apago. Alguns que gosto mais, por sua vez, acabam sendo publicados e é sempre uma alegria ver a reação das pessoas próximas a mim quando isso acontece, dá vontade de abraçar todo mundo. E agora a coisa se intensificou ainda mais porque já faz mais de um mês que minha cabeça começou a fazer isso em tempo integral, quando eu menos espero tô tão imersa nos meus próprio pensamentos que tenho que dar uma parada pra voltar à órbita!

Problematizando minha problematização

A questão é que, ao contrário do que o título desse post pode sugerir para alguns, eu não vejo isso de forma alguma como algo negativo, MUITO pelo contrário, tem horas que fico até orgulhosa do meu senso crítico e tudo mais. Até vejo umas pessoas meio de saco cheio ao meu redor, mas a prática me faz tão bem que aprendi a não ligar a mínima pra isso. Acho que quando alguém de cabeça na luta e no ativismo pelo que acredita passa por vários estágios. O primeiro dele é o pior porque acabamos nos tornando uma versão extremo aposta daquilo que acreditamos, agindo exatamente igual a quem tá do “lado inimigo”. Mas assim que acaba essa fase (pela qual eu acho que nunca passei) é maravilhoso ver o quanto uma mente aberta pode ajudar não só quem está precisando MUITO disso no momento, mas também a abrir um cadinho as que insistem terminantemente a permanecer fechadas. Claro que num dá pra ir quebrando todos os tabus de uma vez e loucamente, mas indo devagarinho os resultados podem ser tão maravilhosos que vale a pena ter (muita) paciência pra isso.

A única coisa que eu comecei a ver acontecer como reflexo dessa fase “extrema” – no sentido de “força”, não de “extremismo” – e que me incomodou um pouquinho é que o que está “fora” da vida real começou a perder um pouco interesse pra mim. Era pra hoje eu estar mostrando pra vocês um belo post cheio de choros e fotos contando como foi o Disney On Ice, mas não consegui (apesar de ter sido LINDO, daqui a uns dias sai). Tô com a leitura de três livros parada porque mesmo quando a história me agrada eu ando preferindo ler textão no Facebook alheio. Filmes eu até consigo porque é tudo muito rapidinho, mas termino pensando em tantas questões sobre a história que acabo extrapolando o sentido das coisas. E a parte ruim é: não tô tendo nem TEMPO de usar isso positivamente e aplicar criando conteúdo, já que poder sentar na frente do computador e escrever virou uma dádiva meio rara nessa vida de correria. Algumas vezes (tipo agora) até sai. Em outras fico devendo…

E aí vocês me perguntam: qual é a conclusão que tiramos disso tudo? Pois é, acho que nenhuma! Esse é mais um daqueles textos sem sentido que a gente faz quando precisa colocar o que tá sentindo e vivendo pra fora. Sei que esse momento de fata de interação com a ficção e a imaginação é meramente temporário e loguinho acaba, mas acho que o bichinho da problematização me picou permanentemente, então mesmo quando eu tiver em equilíbrio vou continuar fazendo isso de todas as formas que puder. O resultado atualmente é que que vocês tão lendo cada vez mais coisinhas na categoria “Escrevendo” que tenho aqui para arquivar o que não tinha onde ser arquivado, e pelo visto vai continuar sendo assim. Eu acho é muito bom. Espero que todo mundo ache também!

Uma cintura que mostrou várias coisas…

Em 12.05.2016   Arquivado em Escrevendo, Feminismo

Se a algumas semanas atrás eu tivesse dito para mim mesma que estaria escrevendo esse post, sério, eu JAMAIS acreditaria. E acho que isso é o mais maravilhoso dessa história toda: o fato de que algo muito forte negativamente na minha vida se transformou rapidinho numa coisa irrelevante e, logo em seguida, em algo ainda mais forte positivamente. Eu até pensei que não deveria escrever sobre isso porque “já passou” ou “já rendeu demais”, mas percebi que nada disso importa e com uma forcinha vindo de um lugar inesperado, pronto, cá estou eu me surpreendendo mais uma vez com a mesma coisa mesmo depois de quase um mês.

O início da história é: já tem algum tempo desde que eu pensava em tirar fotos minhas “seminua”. A palavra é bem forte pra esse caso porque as costas são algo que “todo mundo tem”. Mas nós sabemos que no corpo feminino qualquer sinal mínimo de nudez choca muito mais, ao mesmo tempo que rola fetiche ao redor disso existe também um baita tabu, então era certo que eu jamais faria tal coisa. Até que um belo dia eu fui lá e fiz. Não precisei que ninguém fizesse por mim, eu mesma peguei minha câmera, coloquei no timer e “posei” na frente dela. Assim que vi o resultado achei tudo muito ridículo e jurei que ninguém JAMAIS veria aquelas fotos. Duas horas depois, porém, uma delas estava linda e sépia no meu Instagram. No dia seguinte, por causa da história do “Bela, recatada e do lar”, pronto, foram mais duas que mandei enviar até pro Facebook (que vocês vão ver aí em baixo). Então refleti sobre como, quem sabe, algum dia alguma garota iria ver aquelas fotos e decidir fazer o mesmo. Quem sabe poderia incentivar alguém a se ver de outra forma. Pensei que se o mundo soubesse que eu tenho sardas altamente ODIADAS nas minhas costas e tava mostrando pra quem quisesse olhar, bem, algumas pessoas não precisariam mais esconder alguma coisa nelas mesmas.

Só que a repercussão foi maior do que imaginei. A foto, mesmo fechada para amigos, começou a receber “Curti” e “Amei” durante aquele dia inteiro. Recebi comentários chamando de “Diva” e rolou até um “Uau” muito bem vindo naquele momento. A cada nova notificação eu olhava mais e mais pra elas e o que eu esperava logo antes aconteceu. E sabem o melhor? Aconteceu COMIGO. Olhei tanto que comecei a focar num ponto muito específico de mim mesma: a cintura. E, de repente, eu me vi pensando “Sério mesmo que essa aí sou eu? Sério que essa cintura é minha? Se ela é assim porque diabos eu fico escondendo?”, o que de cara foi uma descoberta meio boba, mas depois virou algo GIGANTE dentro da minha cabeça. Eu percebi que poderiam existir várias outras coisas sobre mim, físicas ou não, que poderiam ser boas e eu nem sabia. Descobri que isso poderia existir nas outras pessoas também, mas que eu ainda não tive a oportunidade de encontrar nelas. E então eu passei a amar minhas fotos loucamente: usei em capa de um vídeo, postei outra no Facebook para discutir parte desse mesmo assunto que estou discutindo aqui agora, cheguei a jogar uma sem efeito nenhum no Twitter pra apoiar a hashtag #MeSintoLindaComoSou, até como perfil do Whatsapp as danadas estão… Inclusive aceitei uma sugestão que recebi e vou IMPRIMIR três delas fazer quadros aqui pro meu quarto. E aí que eu caí em mim e vi que não eram só as fotos (ou minha cintura) que eu estava amando naquele momento. Era eu mesma. E isso foi incrível.

O que começou em mim não parou mais, foi um assunto que eu achei que sequer existiria, mas até hoje surgem pessoas inesperadas vindo falar comigo sobre. Teve gente vindo me chamar pra confessar que também morre de vontade de fazer isso, mas não tem a coragem que eu tenho, e é nesse momento que essas pessoas descobrem que eu sequer tinha essa coragem, ela teve que ir sendo construída sem que eu notasse. Agora acho que tô “encerrando” um ciclo chegando no ponto máximo que achei que não chegaria, que é isso vir parar aqui no blog. Quem ainda não viu pode ter duas reações agora que vai ver: se decepcionar completamente no estilo “todo esse alvoroço só pra isso?” OU entender o que essas costinhas aí representam, que ao meu ver significa ter absorvido realmente todo o resto que foi dito. E aí minha finalização é: fique atento às dicas que a vida te dá que te mostram a pessoa maravilhosa que você é. Elas podem aparecer a qualquer momento, de milhares de maneiras diferentes. Não é algo permanente, em certos momentos fica difícil acreditar nessa “maravilhosidade” toda, mas nos faz cair na real que valemos vale a pena em tantos níveis que a gente mesmo nem imagina…

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Esse post foi inspirado na proposta #08 do Creative Writing Prompts, que oferece mais de trezentas ideias legais para desenvolver sua escrita criativa. É o entre os 25 que me propus a escrever até outubro de 2018! A outra foto publicada, que é minha favorita, pode ser vista aqui.

Deu branco!

Em 21.03.2016   Arquivado em Escrevendo

Sabe aquele dia em que você não consegue produzir absolutamente nada e que, geralmente, é justo um dia em que você tinha várias coisas pra produzir? Pois bem, hoje é um desses dias! Eu PRECISO revisar uns textos MEGA importantes que já deviam ter sido revisados, mas as palavras não faziam sentido nenhum e progredi 0%. Era pra eu escrever algo pro novo projeto da BlytheCon, mas mesmo depois de ler 10 poemas e músicas sobre o assunto não saiu nada. Fui responder os comentários dos posts anteriores, que é algo que eu amo fazer, e não absorvi uma palavra de nada do que estava lendo, impossível formular qualquer opinião sobre qualquer um deles. Nem mesmo nos meus planejamentos semanais eu consegui mexer.

Era também dia de postar aqui no blog, mas semana passada eu não consegui agendar os posts, então tinha que finalizar o que estava planejado para ir ao ar. Abri, olhei, não deu. Então fui pulando pros meus outros rascunhos, um por um, e cada um deles foi fechado sem ABSOLUTAMENTE NENHUMA ALTERAÇÃO. Nem mesmo o Creative Writing Prompts conseguiu me inspirar hoje. Então eu pensei em fazer um textão sobre isso na página do blog para justificar minha ausência e, adivinha? Neca!

Foi quando eu decidi então que a minha falta de post deveria virar um post e vim contar pra vocês que hoje DEU BRANCO! Passei o dia inteiro me dedicando a escrever textos que não foram escritos pelo simples fato de que não deu, não rolou, não foi. Nada do que faço normalmente para mudar isso funcionou, bloqueio criativo total. E aí isso foi gerando uma angústia, um desespero… Um mega desconforto! Não tô sabendo lidar com isso e espero que depois de uma noite de sono a situação volte ao normal, porque nem mesmo esse breve desabafo está saindo do jeito que eu queria. Mas vejam que coisa bonita que é essa vida em que até mesmo a falta de inspiração nos inspira!

deubranco

Me diga: o que você faz nessas situações: Deixa passar, come um biscoitinho, pula corda ou o que? Me conta, por obséquio, para que eu possa colocar em prática da próxima vez.

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