A Bela e a Fera

Em 18.03.2017   Arquivado em Disney, Filmes

A Bela e a Fera, via Filmow

A Bela e a Fera (Beauty and the Beast) *****
Elenco: Emma Watson, Dan Stevens, Ewan McGregor, Ian McKellen, Emma Thompson, Luke Evans, Josh Gad, Gugu Mbatha-Raw, Kevin Kline, Nathan Mack, Audra McDonald, Hattie Morahan, Gerard Horan
Direção: Bill Condon
Gênero: Fantasia
Duração: 129 min
Ano: 2017
Classificação: Livre
Sinopse: “Moradora de uma pequena aldeia francesa, Bela (Emma Watson) tem o pai capturado pela Fera (Dan Stevens) e decide entregar sua vida ao estranho ser em troca da liberdade dele. No castelo, ela conhece objetos mágicos e descobre que a Fera é, na verdade, um príncipe que precisa de amor para voltar à forma humana.” (fonte – sinopse e pôster)

Comentários: A história todo mundo conhece, né? Bela é uma menina à frente do seu tempo, sonhadora, que gosta de ler e deseja o tempo todo poder se aventurar além das fronteiras da pequena vila onde vive com seu pai, que assim como ela é um cara diferente, um inventor inovador. Ela vive se esquivando das investidas de Gaston, o machão bonitão da região, que quer se casar com ela apenas por ser a garota mais bonita do lugar e se “fazer de difícil”, mas no fundo os dois não têm nada em comum… Um dia, indo à feira de inventores, o pai da garota dá de cara com um castelo encantado e, ao tentar pegar uma rosa que prometeu levar a ela quando voltasse, acaba sendo aprisionada pelo dono do lugar, uma fera grotesca que um dia já foi um príncipe MUITO desagradável e que sofreu essa transformação justamente por causa disso. Junto com ele moram ali os antigos funcionários do local transformados em objetos animados, e a única maneira que reverter esse feitiço é que a improvável situação onde o príncipe se apaixona e é correspondido de verdade se torne realidade. Bela, para salvar o pai, troca de lugar com ele e passa a ser não só prisioneira do local como a grande esperança de todos, já que o tempo que teriam para quebrar essa maldição está se esgotando…

Aos fãs fervorosos da animação da Disney de 1991, fica aqui o meu recado: vocês não têm NADA do que reclamar! A versão live action que saiu essa semana é uma homenagem perfeita e impecável a ele, usando até mesmo as mesmas falas do original e, claro, as mesmas músicas com as mesmas “coreografias”, porém com elementos mais realistas e algumas coisinhas a mais que vêm para complementar e até mesmo explicar certos pontos que deixavam todo mundo procurando soluções nessas últimas duas décadas como, por exemplo, por que os moradores da aldeia sequer sabiam que o príncipe existia, o que aconteceu com a feiticeira do início da história, etc… Uma coisa positiva sobre a Bela é que ela, ao contrário das outras princesas até então, não é a donzela que espera pacientemente ser salva, seja pelo príncipe ou por seus amigos: se dispõe a ficar no lugar do pai, peita a fera, foge, se recusa a abaixar a cabeça e antes mesmo de ser presa já fazia o mesmo com as pessoas que tanto falam mal dela no vilarejo e com Gaston. E aí eu sempre corro o risco de ser apedrejada ao dizer isso, mas acho a Emma Watson uma atriz beeeem mais ou menos, até fui de coração aberto para me impressionar com essa performance diante dos milhares de elogios que vi, mas não aconteceu… Nada de especial, só não foi frustrante porque tô acostumada a não gostar da atuação dela, mas para ser justa tem também o fato de que a personagem não foi tão trabalhada, é exatamente a mesma da década de 90, sem nenhuma adição legal de personalidade. Não sou de desvalorizar um filme comparando ao outro, mas é quase impossível não fazer depois depois de ter me maravilhado com Cinderela, onde eles não só trouxeram uma força INCRÍVEL pra protagonista (sem deixar de lado a meiguice) como para o relacionamento dela, o que também não rolou nesse caso, o romance se desenvolve daquele jeito de sempre, em uma semana eles vão do ódio ao amor e é isso aí, já estamos acostumados. A verdade é que para mim essa fidelidade exagerada à animação atrapalhou um pouco o andamento, até a metade achei que ficou completamente sem ritmo, felizmente melhorou depois, senão seria uma decepção enorme… Por outro lado fico me perguntando se alterações nesse sentido acabariam causando incômodo e é bem provável que sim, a verdade é que ele cumpre seu papel, então mesmo que tenha achado meio arrastado não vejo como um problema (mesmo porque tinha um grupão assistindo comigo e mais ninguém sentiu isso).

A escolha do resto do elenco foi absolutamente espetacular. “Moulin Rouge” é meu filme não-animação favorito e ainda assim eu acho o Ewan McGregor cantando nele péssimo, mas prometo nunca mais reclamar disso porque ele está BRILHANDO como Lumiére, se destacou entre os demais, e isso não é pouca coisa quando se tem Emma Tompson sendo maravilhosa e Ian McKellen idem ao lado, né? Dá vontade de ter todos eles como utensílios aqui de casa! Mas o principal mesmo, o que ganhou o filme, foi o Gaston de Luke Evans que está SEN-SA-CI-O-NAL, assim dividindo sílabas para dar intensidade real à coisa! Ele simplesmente rouba a cena, pegou um vilão meia boca e transformou numa crítica severa ao machismo que representa e, quando você para e analisa a história, é o real problema ali… Não só na imagem do brutamontes que usa seu status de macho alfa para conseguir o que quer, mas até mesmo para justificar por que a Bela se sente tão deslocada em uma cena maravilhosa onde ela é repreendida por ensinar uma garotinha a ler e vê uma de suas invenções sendo rebaixada, como também para explicar por que o príncipe/fera é a pessoa horrível que se tornou com o tempo, sendo privado de sentimentalismo por ser julgado “coisa de menina”. Eu sempre sou do “lado do bem”, mas não posso deixar de ressaltar a intensidade que o cara malvado teve e como isso é positivo para essa nova era da Disney que mostra para as garotas que elas podem ter tanto força quanto os garotos, e que continue assim! Outro personagem que foi extremamente bem trabalhado foi o LeFou, que deixou de ser o mero admirador babaca que quer ser (e ter?) seu amigo fortão para ir se desenvolvendo gradualmente, a libertação dele torna a apologia de seu nome ao termo “fool” quase desnecessária. E que bacana poder ver uma empresa que teve uma de suas atrizes de apenas 5 anos de idade passando pelo horror de ser ameaçada de morte nas redes sociais pela simples menção de personagens homossexuais em sua série colocar um gay no seu novo sucesso de bilheterias, né? Vi muitas reclamações sobre essa visão estereotipada e cômica que ele trás, mas discordo totalmente, acho que foi quem mais cresceu tanto sozinho nessa nova versão quanto se comparado ao “original”!

No mais, lágrimas e suspiros não faltaram! O visual é lindo demais, tem toda a sua magia mas também dá pra “acreditar” naquilo que você está vendo, rolou representatividade sem tirar a fidelidade… As versão das músicas ficaram ótimas, tanto nas novas vozes, que foram quase todas ótimas, como na aparência, a cena de “Be Our Guest” é INCRÍVEL e de “Beauty and the Beat” idem, claro, já que é o ponto alto do enredo. Chorei do início ao fim não só pela nostalgia, mas também pelos novos elementos que foram adicionados, como músicas da versão da Broadway e pequenos personagens que tornaram tudo ainda mais interessante. Tenho lá minhas críticas, sim, mas é o que eu disse, o objetivo do longa foi cumprido, então corram pro cinema porque tá maravilhoso!

Trailer:

Walt nos Bastidores de Mary Poppins

Em 21.03.2014   Arquivado em Disney, Filmes

Walt nos Bastidores de Mary Poppins Walt nos Bastidores de Mary Poppins (Saving Mr. Banks) *****
Elenco: Emma Thompson, Tom Hanks, Colin Farrell, Paul Giamatti, Jason Schwartzman, B.J. Novak, Michelle Arthur, Bradley Whitford, Kathy Baker, Melanie Deanne Moore, Ruth Wilson, Ronan Vibert, Rachel Griffiths, Andy McPhee
Direção: John Lee Hancock
Gênero: Biografia
Duração: 125 min
Ano: 2013
Sinopse: “Walt nos Bastidores de Mary Poppins (Saving Mr. Banks) é um filme baseado em fatos reais, que mostra como foi a produção do clássico Mary Poppins (1964). A trama acompanha como foi a batalha entre Walt Disney (Tom Hanks) e a escritora australiana Pamela Lyndon Travers (Emma Thompson), que durou 14 anos, onde Walt tentou de todas as maneiras persuadir a famosa escritora a vender os direitos da adaptação para os cinemas de Mary Poppins, que teve oito livros publicados. Depois de muito tentar, Walt conseguiu os direitos para a adaptação, mas Travers odiou o resultado final do filme e proibiu Walt a fazer qualquer tipo de sequências.” (fonte)
Comentários: Meu Deus do céu que filme LIN-DO! Lindo, lindo, lindo, chorei durante todas as duas horas de duração dele! No dia em que vi que esse filme estava sendo produzido comecei a esperar ansiosamente pelo lançamento dele e fui logo na estreia porque eu tinha que ver se corresponderia a todas as minhas expectativas e foi maravilhoso sair de lá sem um pingo de decepção, é muito bonito mesmo!
O filme conta a história da produção do filme “Mary Poppins”, da Disney, a partir do momento em que a autora P. L. Travers sai da Inglaterra para ir para os EUA decidir de vez se daria ou não à Walt Disney Productions os direitos para que o filme fosse feito. Em paralelo vai mostrando a infância da autora em uns flashbacks bem bonitos e tristes que aos poucos explicam bastante alguns aspectos da história. E aí enquanto Walt Disney e seus funcionários tentam de tudo quanto é jeito agradar a autora pra conseguir os direitos sem tirar do filme a “magia Disney” ela vai se mostrando uma moça durona, mas com sentimentos e traumas como qualquer outro ser humano.
É legal ver esse filme porque mostra bastante as coisas pelo ponto de vista da “Pam” Travers (se ela me visse escrevendo isso viria aqui pessoalmente me estrangular) que não quer que sua obra seja retratada de forma diferente do que é, e Emma Thompson consegue passar isso lindamente como tudo o que faz. Sério, o mundo do cinema seria um local mais maravilhoso ainda se tivéssemos mais Emmas Thompsons nesse planeta, a mulher é perfeita numa escala superior. Mas aí vem a questão do “outro lado da moeda”, do lado de quem está fazendo o filme e, nem preciso dizer, mesmo com o foco da história sobre nela e a atriz maravilhosa com sotaque e tudo era pra esse outro lado que eu “torcia” porque Walt Disney é Walt Disney e fim de papo!
Tom Hanks tá memorável no papel do Walt. Eu sorri em todas as cenas em que ele aparecia e a cada implicância dela com os planejamentos do filme pensava “Larga de ser chata e deixa o homem fazer o serviço dele!”, não tinha como eu ter raiva daquela pessoa. Por mais que eu tente ver o lado da autora vendo sua obra sendo transformada naquela coisa Disneyca toda de músicas, animais que dançam e “Supercalifragilisticexpialidocious” era impossível esquecer que é essa a visão de mundo que gosto, não a de mundo real, acho o filme incrível e se a Disney quisesse fazer isso com qualquer livro que posso ou não vir a lançar nessa minha vida eu deixaria porque sou tiete com força e não disfarço.
A cena que mais gostei foi a em que os dois vão à Disneyland juntos. Imagina ir naquele lugar com aquele homem? Tá na categoria “sonhos que nunca vão se realizar”. Chorei porque tocou “A Dream Is a Wish Your Heart Makes” toda linda no carrossel… Gostei muito também quando ela FINALMENTE APROVA UMA DROGA DE UMA MÚSICA que eles escrevem e, claro, o final do filme que é lindo. Inclusive o título em português não faz sentido nenhum, mas em inglês consegue resumir toda a história e aquele momento em especial. Mas nada me emocionou mais do que quando Disney fala “That mouse, he’s family.“, ao comparar a importância do Mickey pra ela com a da Mary pra ela. Arrepiei até o último filme de cabelo.

Pra quem já assistiu “Mary Poppins” e gosta do filme vale muito a pena. Pra quem não assistiu vale também, mas assiste antes porque senão não vai fazer tanto sentido. E pra quem não gosta não deixo recado nenhum porque não gostar daquele filme não entra na minha cabeça!

Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2

Em 27.07.2011   Arquivado em Filmes, Harry Potter

Chega de adiar o inadiável… Vou finalmente escrever sobre o filme do ano, da década, e escrever MUITO!! Tentarei não colocar cena por cena, juro!!

Harry Potter and the Deathly Hallows - Part 2 Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2 (Harry Potter and the Deathly Hallows – Part 2) *****
Elenco: Daniel Radcliffe, Rupert Grint, Emma Watson, Ralph Fiennes, Adrian Rawlins, Alan Rickman, Bonnie Wright, Chris Rankin, Ciarán Hinds, Clémence Poésy, Dave Legeno, David Bradley, David Thewlis, Devon Murray, Domhnall Gleeson, Emma Thompson, Evanna Lynch, Gary Oldman, Geraldine Somerville, Guy (I) Henry, Helen McCrory, Helena Bonham Carter, James Phelps, Jason Isaacs, Jessie Cave, Jim Broadbent, John Hurt, Johnpaul Castrianni, Josh Herdman, Julie Walters, Katie Leung, Kelly Macdonald, Louis Cordice, Maggie Smith, Mark Williams, Matthew Lewis, Michael Gambon, Natalia Tena, Nick Moran, Oliver Phelps, Robbie Coltrane, Rod Hunt, Scarlett Byrne, Suzanne Toase, Tom Felton, Warwick Davis
Direção: David Yates
Gênero: Aventura, Fantasia
Duração: 120 minutos
Ano: 2011
Sinopse: “Na segunda parte do final épico da série, a batalha entre o bem e o mal no mundo da magia se torna uma guerra entre centenas de bruxos. Os riscos nunca estiveram tão altos e nenhum lugar é seguro o suficiente. Assim, Harry Potter precisa se apresentar para fazer o seu último sacrifício, enquanto o confronto final com Lorde Voldemort se aproxima. Tudo acaba aqui.” (fonte)
Comentários: Como não dar 5 estrelas?? Porque no aspecto cinematográfico é perfeito: os atores são ótimos (até Daniel e Emma estão trabalhando direitinho, finalmente, desde a Parte 1), o sotaque é lindo, os efeitos impecáveis, os cenários bem feitos e a trilha sonora de encher os olhos. Mas não podemos esquecer que é uma adaptação, e cuja “matriz” tem fã muito fiéis e exigentes, mas eles conseguiram satisfazer esses fãs. Na verdade não por sua fidelidade, porque as cenas foram praticamente todas modificadas (e nem foi por falta de tempo e recurso, foi “aleatório” mesmo), mas ainda assim tem TUDO o que tem no livro. David Yates, obrigada, você compensou todos os seus erros do passado aí, nesse grande final que dirigiu.
Apesar de que, assim, ele realmente não sabe “capturar” o Voldemort e transformou o vilão numa atração comediante do filme. É hilário, claro, pra quebrar o clima tenso e triste daquelas duas horas, mas, né… Voldemort não deveria abraçar o Draco e nem dar uma risadinha tipo “êhehe” – que já ganhou Remix e virou bordão. Mas mostra o quão “doidão” ele tava pela falta das almas, a gente perdoa.
E ouvir o “êhehe” denovo sempre vale a pena!!
As cenas antes de Hogwarts ficaram ótimas, o Chalé das Conchas é lindinho e Helena Bonham Carter como Hermione merece o Oscar. O cofre fcou exatamente como eu sempre imaginei e depois, quando o Voldemort mata todo mundo foi uma cena SINISTRA, super sanguinária e tensa, coisa de doido!!
Senti falta de mostrar o Percy voltando (eu gosto do Percy, gente), pra mostrar que ele merece ser perdoado… Mas o Percy tava lá!! Gostei bastante da briga do Harry com o Snape e ele fugindo (e eu e mais meio dúzia de gatos pingado gritando “COVARDE” no cinema). Gostei da Luna, sempre a Luna, incrível em todos os momentos em que aparece, mas mais incrível ainda chamando atenção do Harry. Não gostei do romance sub-entendido entre Neville e Luna (não faz sentido, não existe no livro e ambos são muito bem casados, obrigada!!). Gostei da citação do Lupin querido. Gostei muuuuito da fuga dos Malfoy. Gostei do Harry explicando pros amigos o motivo pelo qual a varinha só obedecia a ele. Gostei do beijo inexistente do Harry e da Gina, já que no filme não mostra os pensamentos dele, a Gina precisa mostrar pros fãs que é muito mais do que a atuação feia da Bonnie. Gostei da cena da Floresta, o único momento na vida do Harry em que ele pode conversar com os pais dele. Gostei da morte da Nagini – muito – apesar de parecer que baixou uma alma no Neville e fez ele querer mata-la, porque não mostra o Harry pedindo isso pra ele. Gostei das 3 mortes de “vilões” mais importantes – Nagini, Bellatrix e Voldermot – porque eles simplesmente viraram purpurina pó e nunca mais vamos ter que olhar pra cara daqueles cretinos.
Melhores Cenas: A melhor cena do filme foi para mim a minha cena favorita na série. O beijo de Rony e Hermione não é no meio da confusão, não teve amor aos elfos envolvido e não tem Harry “atrapalhando”, como é originalmente. Mas ficou lindo!! Na Câmara Secreta (e eu sempre digo que acho que realmente rolou algo ali na história), depois de um susto sem tamanho, altamente PERFEITO. Não foi mais um daqueles beijinhos toscos como os que Harry deu em cada uma de suas cenas românticas. Não mesmo. Esse aí era especial, era intenso, era apaixonado e, usando as palavras de Emma Watson, era o momento para expressar “eu te amo, você é o amor da minha vida”. Nas duas vezes que assisti ao filme com o Potter Club e pude apaludir e gritar foi NESSA cena que exagerei, que fiquei rouca, que minhas mãos doeram e que eu não consegui parar de rir. Pude falar quantos “oooowns” eu quis, e também nas outras cenas incríveis dos dois juntos. Ele grita pro Goyle que ela é namorada dele, eles se isolam juntos quando o irmão dele morre, eles se abraçam MUITO quando acham que Nagini ia devora-los, eles mostram pro Harry que estão juntos de mãos dadas e no final cada um deles tem uma aliança dourada na mão esquerda. Rony e Hermione formam o casal mais incrível da ficção, simples assim!!
Agora vamos esquecer Rony e Hermione e dar destaque à nossa querida Minerva McGonagall que foi a atração do filme. Todas as falas, expressões e momentos dela merecem ser assistidos com amor, merecem aplausos, merecem entrar pra história, merecem PRÊMIOS de verdade. Ela lutando contra o Snape foi de arrepiar os cabelos e “eu sempre quis usar esse feitiço” foi a melhor fala do filme. Entre todas as outras.
E a cena que eu nunca vou me cansar mesmo se assistir todos os dias vai ser Molly matando Bellatrix. Primeiro porque eu amo todos os Wealsey e a Molly em especial, ela é toda maravilhosa. Segundo porque a Bellatrix é uma vagabunda cretina, nunca vai existir personagem da ficção que eu odeio mais do que ela (e se você gosta do Neville sabe muito bem o motivo). Ver ela explodindo me faz feliz hoje e sempre.
Piores Cenas: “Pior” pode ter vários sentidos, e eu vou falar de cada um deles. A pior cena de assistir foi a morte do Fred (é a que mais me faz chorar) porque ver a família inteira chorando é pesado e logo em seguida mostra os corpos do Lupin (tchutchuco) e da Tonks, e é MUITO PESADA a cena. Sem contar que pouco antes a Lilá morre, sendo que no livro está especificado “o corpo ainda vivo de Lilá Brown”. A menina é um pé no estômago, mas não a ponto de matarem a coitada.
A cena mais tosca foi Harry e Voldemort pulando do penhasco, pelamor de Deus, o filme tava indo muito bem até esse momento. Foi desnecessário, esquisito e não gostei. Mas depois que eles “pousaram” e começou a correria pra pegar as varinhas compensou, muito foda!!
E as cenas mais decepcionantes foram, para mim, as lembranças do Snape. Eu não são fãzona dele e detesto o casal Lílian/Snape, mas falaram que iam ser cenas incrivelmente tocantes e não foram. Não mostrou o motivo pelo qual ele se arrependeu, que foi o fato de ELE ter contato da profecia, a maquiagem que colocaram no Alan Rickman pra ficar jovem fez ele parecer o Michael Jackson em sua pior fase e o final da sequência foi horrível, ele abraçando a Lily morta com uma expressão de choro falsa que eu não acreditei que era o melhor ator do filme fazendo. Trash. É uma pena, porque a morte dele foi absurda de linda, a expressão no rosto dele é algo que nunca vi alguém fazendo tão bem feito!!
Senti falta da história do Dumbledore, queria ouvi-la PELO MENOS pelo ponto de vista do Aberforth, gosto dele e só assim as pessoas veriam o quanto ele é incrível. Sem contar que eu tenho CERTEZA que foi o Dumbledore que matou a Ariana, e quem assiste os filmes nunca vai poder suspeitar disso. E não faltava tempo porque o filme foi curtíssimo!!
“19 Anos Depois”: Impossível não dedicar um pedacinho à frase que me encheu os olhos de lágrimas na 1ª vez que vi e depois, quando vi denovo, foi ali que comecei a soluçar loucamente (a 2ª vez é sempre pior…). Chorei MUITO, gente, de tremer, saí do cinema sem conseguir ver para onde tava andando e nunca recebi tanto abraços de consolo ao mesmo tempo.
A cena ficou ótima. Explorou pouco o papel do Tiago (eu gosto muuuito mais dele do que o Alvo e seu nome horroroso) e a menina que faz a Rosa não parece ter 11 anos, mas o resto ficou tão perfeito… Eu não tava gostado deles de maquiagem nas fotos e vídeos que vi, mas parece que depois, quando regravaram, ficou BEM MELHOR, super bem feito. O Daniel ficou a CARA do pai dele, o Rupert a imagem perfeita do que imaginei um Rony-pai e a Emma tava LINDA DEMAIS. Não vejo a hora das cenas deletadas chegarem aqui em dvd para ver se não vemos Victorie e Teddy “in love” =D
Maaaaaas mesmo sendo uma cena perfeita, não é só por isso que temos que falar sobre ela em especial. Ela significa outra coisa, significa muito mais… Significa o fim, mais uma vez. Vimos ali o Expresso de Hogwarts partindo levando não só os filhos de Harry, Rony e Hermione, mas também 10 anos de emoção e dedicação. Não sei mais quantas vezes vou assistir esse filme ao longo da minha vida, mesmo porque acho que não será um número “contável”, mas tenho certeza que vou chorar muito em cada uma delas, triste e emotiva por não ter mais filmes da série pra curtir, e feliz e emocionada porque “tudo estava bem”.