A Princesa salva a si mesma neste livro

Em 18.03.2020   Arquivado em Leitura

A Princesa salva a si mesma neste livro As mulheres têm uma espécie de magia # 1 (The Princess saves herself in this one) *****
A Princesa salva a si mesma neste livro Autora: Amanda Lovelace
Gênero: Poesia
Ano: 2017
Número de páginas: 208p.
Editora: LeYa Brasil
ISBN: 978.854.410.659-4
Sinopse: Amor e empoderamento em versos que levam os contos de fada à realidade feminina do século XXI ‘A princesa salva a si mesma neste livro’, de Amanda Lovelace, é comparado ao fenômeno editorial ‘Outros jeitos de usar a boca’, de Rupi Kaur, com o qual compartilha a linguagem direta, em forma de poesia, e a temática contemporânea. É um livro sobre resiliência e, sobretudo, sobre a possibilidade de escrevermos nossos próprios finais felizes. Não à toa ‘A princesa salva a si mesma neste livro’ ganhou o prêmio Goodreads Choice Award, de melhor leitura do ano, escolha do público. Esta é uma obra sobre amor, perda, sofrimento, redenção, empoderamento e inspiração. Dividido em quatro partes (“A princesa”, “A donzela”, “A rainha” e “Você”), o livro combina o imaginário dos contos de fada à realidade feminina do século XXI com delicadeza, emoção e contundência. Amanda, aclamada como uma das principais vozes de sua geração, constrói uma narrativa poética de tons íntimos e cotidianos que acolhe o leitor a cada verso, tornando-o cúmplice e participante do que está sendo dito.” (fonte)

Comentários: Eu não sou a maior fã do mundo de poesias, confesso. Tenho meus sonetos favoritos, todos muito antigos, mas de um modo geral é um estilo que não amo ler, e escrever menos ainda, sou péssima nele! Ainda assim o título de A Princesa salva a si mesma neste livro sempre me deixou tão curiosa que resolvi que ele merecia uma chance. Na verdade, e no fundo, todo mundo merece, não é mesmo? Parecia o tipo de coisa pela qual eu morro de amores com sua proposta de falar sobre ser mulher, sobre empoderar-se, sobre uma princesa contemporânea que é sua própria heroína. Pois bem, li, terminei e ainda não sei muito bem como avalia-lo. Acho que a grande questão de coletâneas é que elas nunca são uma coisa só, né? Então dá pra adorar algumas coisas e até odiar outras. Não cheguei nesse ponto extremo negativo, felizmente, mas em alguns momentos senti que estava só olhando para um monte de palavras jogadas de linha em linha, sabe? Em outros, porém, o impacto veio, menina, bem do jeito que tinha que vir!

A Princesa salva a si mesma neste livro

O livro é dividido em quatro partes que, ao seu modo, narram a vida da autora desde criança até a vida adulta e contemporânea. O início, “A Princesa” foi, pra mim, o mais sofrido de todos, por sentir uma coletividade imensa nas situações tristes que ela relatava. Ali estava sua infância e pré-adolescência, a primeira menstruação que ela não queria ver chegar, relatos de uma vida ao lado da irmã mais velha querida e da mãe, não tão querida assim. Fala de bullying, gordofobia e relacionamento abusivo não-romântico, que pode acontecer (e acontece todos os dias) dentro de casa, de quem você devia te fazer sentir mais segura. Algumas coisas já vivi, outras felizmente não, mas é o resultado das incertezas da imaturidade e de como nelas as coisa têm um peso muito maior.

Logo em seguida começa “A Donzela”, trecho mais pesado com a adolescência e início da vida adulta marcados por romances falhos (os “dragões”) e perdas familiares, uma vez que Amanda a irmã e mãe morrendo em sequência. Foi quando vi um número maior de falas simples, típicas do que vemos em Tumblrs da vida, organizadas de uma forma que soem como versos. Uma coisa MUITO bacana da escrita dela é que o título vem ao final dos textos, não no início, então sua interpretação não é muito direcionada: primeiro vem a leitura, depois o real significado dela. Nem todas as poesias têm isso, mas a maioria sim e é um fator estilístico diferente, bastante positivo.

A Princesa salva a si mesma neste livro

O momento de alento do livro fica na terceira parte, “A Rainha”. Aqui ela enfim parece se aceitar, ver o lado positivo em si mesma e na vida, principalmente no que diz respeito ao amor. Os textos românticos me causaram muita identificação, aquela sensação de “finalmente ela é feliz”, sabe? Foi onde tudo ficou mais poético, também, e talvez menos clichê porque o amor é sempre clichê, então tá permitido. Minha parte favorita, sem sombra de dúvidas, que deixou até um desejo de “quero mais” no ar quando acabou.

“(…)
preciso dos seus
momentos tarde da noite
confortavelmente calmos

preciso
de tudo
isso

– você é um poema de verdade, querido

A Princesa salva a si mesma neste livro

Por fim “Você” não se refere a uma pessoa específica, mas sim à leitora do livro. Ela retoma todas as temáticas anteriores e perdas, danos, dragões e neuras e joga junto com questões sociais, como a cultura do estupro e LGBTQfobia. Deixa de ser princesa indefesa, donzela em sofrimento e até mesmo rainha dona de si, que era seu papel nos outros momentos: sua metamorfose é tal que vira SEREIA ao falar de si mesma. É um momento que mistura auto-ajuda tanto para quem consome quanto para quem produz. Talvez seja exatamente o que alguém precisa ler, talvez seja o que esse alguém já leu mil vezes por aí…

A série “As mulheres têm uma espécie de magia”, da mesma autora, tem outros dois livros de poesia publicados no Brasil pela LeYa: “A Bruxa não vai para a fogueira neste livro” e “A voz da sereia volta neste livro”, disponível como ebook e também livro físico. Para acompanhar mais trabalhos de Amanda Lovelace é só segui-la pelo @ladybookmad no Twitter, Instagram e Tumblr. Esse livro foi a minha escolha para o mês de Março no Desafio Leia Mulheres 2020, onde a proposta é poesia. Leia também a resenha do título de Fevereiro (não-ficção), Memórias da Princesa: Os Diários de Carrie Fisher!

O Diário da Princesa – uma saga, por Meg Cabot

Em 21.02.2010   Arquivado em Leitura

– No início do ano passado eu li o livro “O Diário da Princesa”, e na época achei que não ia fazer muita questão da saga inteira. Eu já tinha visto os dois filmes adaptados pela Disney e achei ideais (apesar de torcer pro Andrew no segundo, hehe), então pensei que se depois, com o tempo, minha irmã ganhasse os livros seguintes, eu leria. Ela ganhou o sétimo, mas eu queria ler na ordem!! Isso veio martelando na minha cabeça e foi assim que, no final de janeiro, descobri a magia dos eBooks e durante fevereiro essa foi minha vida:

DiáriodaPrincesa
Peguei do primeiro e terminei toda a série @__@

“The Princess Diaries (PT/BR: O Diário da Princesa), escrito por Meg Cabot, é uma série de romances publicados a partir de 2000, nos Estados Unidos, logo tendo edições em trinta e oito idiomas ao redor do mundo.
The Princess Diary foi adaptado para o cinema, em 2001, contando já com uma seqüência. A personagem principal da história, Mia Thermopolis, é interpretada pela atriz Anne Hathaway.” – retirado da Wikipedia, acesso em 21/02/2010, às 01:23h

– Segui a ordem direitinho, fui lendo e me apaixonando!! Nunca pensei que ia gostar tanto do trabalho da Meg Cabot!! A Mia vai amadurecendo de uma maneira tão natural com o passar dos anos, acho que só não li mais rápido porque quando voltei a trabalhar eu passava dias lendo direto, mas outros sem querer fazer nada!! Eu tinha que fazer um post recomendando a todo mundo!!
Dá vontade de comprar um cadernão bonito e ir fazendo que nem ela… Não escrever na cara das pessoas, mas tentar passar de verdade todos os momentos importantes da vida. Eu tive diários, mas nunca como ela, é cativante!! Dei 4,5 estrelas pra série no geral, porque como são 10 livros “principais” e 5 extras é impossível dar “total” para todos…
Agora quando penso nos filmes, perde a graça. Lars é tão melhor de Joe, ter várias amigas é tão melhor que só a Lily (Tina é AMOR!!)… São histórias praticamente diferentes, e eu gosto bem mais dessa que acompanhei nos últimos dias.
Isso sem contar que desde o primeiro Mia e Michael se tornaram meu 2º casal fictício favorito!! Ele é assim, o “cara ideal”!! Com todos seus defeitos e qualidades!!
Bom, meu objetivo era falar de cada livro da série e de cada personagem individualmente mas… Não sei, sabe… Eu acho melhor deixar aqui a dica de leitura e deixar que as pessoas tenham sua própria opinião. É uma história de 4 anos, e 4 anos de mudanças: simplesmente não dá pra detalhar!!

– Pra mim foram duas experiências ótimas. A primeira, voltar a ler com frequencia, coisas diferentes e que me façam bem. E a segunda foi tentar me adaptar aos eBooks… Nada melhor do que um livro “de verdade”, eu sei mas… Na falta do dinheiro pra isso, por que não?? Estão me acostumando tanto que agora já comecei a ler os livros que queria de uma outra autora que também conheço por filmes e estou encanta!! Lestat, meu amor, aqui vou eu ficar ao seu lado horas e horas!!

Falando em ler, tem widget agora no perfil com o livro que estou lendo no momento!! Essa é uma das várias funções do Skoob. Mas disso eu pretendo falar depois. Quem já conhece, eis o meu perfil!!

+ Site Oficial (em inglês)
+ Meg Cabot, pela Wikipedia