Mais pequenos prazeres da vida

Em 17.12.2017   Arquivado em Escrevendo

Foi uma “luta” pra mim descobrir como seguir a minha própria playlist de 100 músicas mais ouvidas no Spotify em 2017. Mas tentei, tentei e finalmente consegui. Encontrei ali vários prazeres musicais concentrados num lugar só e a certeza de que muitas dessas também serão as mais ouvidas de 2018. Principalmente porque acho que por aqui só vai tocar isso durante vários e vários dias…

Se vou postar algo no meu perfil do Lookbook, gosto que seja um trio de fotos em posições diferentes. É sempre muito difícil, no final da sessão, encontrar essas três fotos perfeitas que mostrem a roupa, eu esteja bonita e bem focada. Quando isso acontece é uma alegria sem tamanho! E se são mais de três e dá pra ficar na dúvida então? Nossa, nas raras vezes que aconteceu algo assim pareceu até que os humilhados foram finalmente exaltados, de tão bom!

Outro dia lançou a adaptação do meu livro favorito nos cinemas, “Extraordinário”. Eu fui conferir isso logo na estreia porque a espera tinha sido longa, não podia perder mais tempo! Foi maravilhoso, eu mal podia esperar pra assistir de novo, então ganhei ingressos de presente pra repetir a dose e fui, com amigos ainda que na primeira vez. A quantidade de lágrimas foi a mesma, tanto no meu rosto quanto no de todos eles… O encanto ao sair da sala escura, por sua vez, conseguiu ser ainda maior! Tem “figurinha repetida” que, ao contrário do que dizem por aí, ajuda sim a completar o álbum, né?

Sabe o que mais causa esse calorzinho no coração? Dar a faxina geral na caixa de areia da Arwen. Ela é limpa diariamente, mas a cada duas semanas eu jogo TODA a areia que sobrou fora e esfrego tudo pra valer, com escova e sabão. Ela não gosta muito, não, prefere que tenha algumas sujeirinhas, diferente de todo e qualquer gato que já conheci na vida. Mas eu amo! Me sinto uma super mamãe dando um ambiente limpinho pra minha filha e saber que não tem resto de nada escondido ali é bem bom. Não faz tanta diferença no cheiro, já que a areia que ela usa é BEM boa e nunca deixa realmente fedendo, mas trás um alívio imenso pra alma… Ou pelo menos nos primeiros minutos, até ela perceber que já terminei e ir lá “marcar o território” mais uma vez…

Estrear uma *brusinha* nova, principalmente quando fui eu mesma que comprei… Esse é o maior dos prazeres meio fúteis que existem no mundo, pra mim!

Quando se trata de entretenimento, uma das notícias mais bem vindas é saber que uma série querida acaba de ganhar novos episódios, ou mesmo uma temporada inteira, na Netflix. Nossa, melhor do que isso só mesmo ter um tempo livre pra curtir essas horas de maratona! E assistir assim, de forma legal, sem precisar ficar baixando, com opções dubladas e legendadas pra atender qualquer gosto e poder, de hora em hora, “riscar” mais um na listinha.

Uma alegria que adquiri mês passado foi aprender a colar cílios postiços! Nas outras vezes eles sempre descolavam um pedacinho antes da hora, mas agora não, volto do rolê com tudo tão pregadinho que dá até dó tirar. Sempre fica um pouquinho de cola aparecendo, ou um dos lados sai meio tortinho… Mas o importante é que gruda!

Mais prazeres recentes: fazer uma venda na lojinha do Expresso Rosa! As notificações chegam no e-mail e, mesmo sabendo que não tem nada, às vezes entro no painel de controle só pra garantir, sabe, se num tem nada que passou batido. Ter novos clientes cadastrados também é bom, porque significa que a pessoa tem a intenção de comprar, mas quando é real oficial fica ainda melhor!

Mais pequenos prazeres da vida
“Prazerzinho” 10/31: A adaptação do livro favorito

Esse post foi inspirado na proposta #95 do Creative Writing Prompts, que oferece mais de trezentas ideias legais para desenvolver sua escrita criativa. É o 18º entre os 25 que me propus a escrever até outubro de 2018. Essa proposta específica será dividia em quatro partes, sendo essa a segunda delas.

Blogmas 2017

Os pequenos prazeres da vida

Em 10.12.2017   Arquivado em Escrevendo

Eu gosto de ouvir as primeiras gotas de chuva caindo do céu, quando o vento até canta indo de um lado pro outro. Logo ali eu sei que, seja por horas ou só minutos, meu nariz vai funcionar maravilhosamente por causa da umidade. Ah, o cheirinho que fica no ar nesse antes, no durante e ainda depois… Se estou em casa, meio sem nada pra fazer (ou até com coisa pra fazer, mas que não são urgentes), vou correndo pra janela assistir esse momento acontecer. Aliás, mesmo quando eu trabalhava fora, era só ter uns segundos de intervalo que ia lá, olhar o pinga-pinga de alegria. Esse é um dos meus pequenos prazeres da vida.

Adoro quando compro alguma coisa pela internet e o rastreamento dos Correios chega no meu e-mail. O objeto acabou de ser postado, nada aconteceu, mas eu já dou uma olhadinha no site pra ver funcionando. E quando são vários então? É um ritual acompanhar um por um, acho esse momento da espera ainda mais gostoso do que a entrega.

Quando termino um caderno que estou fazendo chega a hora de colar o adesivo do Expresso Rosa na terceira capa. É a última etapa da produção, ou pelo menos da minha produção. É também a minha favorita, porque vem essa coisa de “dever cumprido”, tenho que resistir ao impulso de gravar isso pra jogar na internet toda vez.

Em 90% do tempo que escuto meu iPod, ele fica na opção “Shuffle”. Às vezes fico pulando várias de uma vez até ficar satisfeita, mas deixo no aleatório mesmo assim. E pra arrancar um sorriso certeiro, seja no ônibus lotado ou subindo uma ladeira cansada, é só tocar a “música do momento” no meio dessas que, mesmo fazendo parte de uma seleção de favoritas, não estavam agradando por algum motivo.

Praticamente sinto que venci na vida quando acordo no meio da noite, ou mesmo de manhã, e descubro a Arwen dormindo no meio das minhas pernas. Ter que ficar parada na mesma posição desconfortável por quanto tempo for preciso se tornou o maior de todos os prazeres!

Sabe o que mais me deixa animada pra valer? Ter uma ideia brilhante de algo pra executar no meu “Destrua Este Diário”. Que nem no dia que eu pensei que podia formar a palavra “ABBA” naquela página de criar imagens fechando o livro e “espelhando” uma na outra. Fiquei tão empolgada que peguei minha tinta dourada caríssima na mesma hora, sem me importar de gastá-la “a toa”. E acabou que ficou legal pra caramba, valeu a pena…

Eu simplesmente amo quando um post no blog está perfeitamente formatado, revisado, com a imagem já postada. Quando o SEO está “verdinho”, indicando que deixei tudo bom o suficiente. E aí posso agendá-lo, pro dia e horário que planejei, e já riscar como “feito” na agenda onde anoto essas coisas. Faço até minha dancinha de da alegria, rindo bem boba por minutos, sem parar!

Os pequenos prazeres da vida
“Prazerzinho” 03/31: O adesivo!

Esse post foi inspirado na proposta #95 do Creative Writing Prompts, que oferece mais de trezentas ideias legais para desenvolver sua escrita criativa. É o 17º entre os 25 que me propus a escrever até outubro de 2018. Essa proposta específica será dividia em quatro partes, sendo essa a primeira delas.

Blogmas 2017

Escrevendo aqui, pela milésima vez

Em 05.12.2017   Arquivado em Escrevendo

De acordo com o painel de controle, e esse danado não falha, esse é milésimo post que estou escrevendo no Sweet Luly. De cara a gente se surpreende e acha muito, mas por outro lado, cá entre nós… Em treze anos (e meio) eu poderia ter feito melhor, né? Isso dá o que, menos de sete por mês? Não vou nem fazer as contas exatas, que é pra não me decepcionar comigo mesma… O que tenho feito muito ultimamente, sem motivo nenhum.

Porque se parar pra pesar o jogo todo dá pra ver que, no fim das contas, mil publicações é mesmo sair ganhando. Quando isso aqui começou eu tinha internet discada em casa, bastava o plano de minutos do mês estourar e nosso telefone desligava, me impedindo de blogar o tanto que queria. Depois teve a pausa do vestibular e as várias da faculdades, principalmente quando o final do semestre começava a apertar. E TCC então? Gosto nem de lembrar! Mas aí passou, e depois que passou ainda assim não deu pra manter o ritmo que o planejamento da agenda previa. Se a crise de ansiedade bate, a página em branco se torna um tormento mesmo que as ideias estejam fervendo aqui dentro. TUDO é feito de altos e baixos, e a “arte” de escrever obedece essa regra também.

Diante desse momento “comemorativo”, outro dia eu estava dando uma revisada e formatando as postagens do início, nos anos de 2004 e 2005. Elas eram cheias de “plakinhas” e gifs que, enquanto eu tentava resgatar (alguns até consegui), me fizeram descobrir que a coisa que a Luly adolescente mais amava NA VIDA eram blogs. Minha maior diversão se resumia em “trabalhar” no Expresso Rosa, que hoje é loja de cadernos mas na época era template shop. Eu levava aquilo MUITO a sério, mesmo que praticamente ninguém usasse o que eu fazia. Me esforçava ainda que não tivesse nada vindo em troca. E fico pensando em algumas coisas que ainda faço por amar, e têm esse mesmo objetivo de ser apenas um prazerzinho… Só que lá era PRAZERZÃO, e desde que fiz essa pequena volta no tempo deu uma vontade danada de resgatar a vontade em crescer mesmo que seja só por mim mesma.

Em algum momento irei revisar a partir de 2006 também. Vou ver esse hobby perder força à medida que a faculdade for se aproximando. Vou ver os textos “querido diário” se transformando em artigos. Vou me ver ficando loira e depois morena de novo, querendo ser patricinha e depois metida a rockeira. Vou ler sobre amores que não existem mais, amizades que vieram e se foram, trocas de armação de óculos que amei comprar e mais ainda me livrar delas. Vou formar no colégio e depois na faculdade, contar histórias que acho que conheço mas que com esse novo velho ponto de vista vou conhecer ainda mais. Fico sempre falando a quatro ventos que tenho uma ótima memória, e vai ser um tapa na cara descobrir que na verdade não lembro de um monte de coisas e aí, consequentemente, passarei a lembrar.

Acho de verdade que vou entrar tão a fundo nessa cabecinha que vai parecer uma longa sessão no sofá da minha psicóloga. Tenho certeza que vou me estranhar e reconhecer tantas vezes que vai parecer uma gangorra mental. Às vezes por cima, outras por baixo e em mais algumas parada no meio termo, sem saber pra que lado a coisa vai tender. Vou revisitar mil Lulys diferentes, literalmente, que evoluíram e regrediram ao mesmo tempo enquanto iam escrevendo palavras que nem com muita paciência teria como contar!

Vou sentir saudades de cada uma delas e de seu blog querido, torcendo para que novas Lulys um dia sintam saudades de mim também.

É que por mais que eu seja a mesma e esse endereço seja o mesmo, nada em nenhum de nós dois é imutável. Aliás, muito pelo contrário! O objetivo é esse mesmo, evoluir, expandir, se adequar. “Prefiro ser essa metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo.”¹, sabe? Uma pessoa que há alguns anos atrás dizia detestar política e agora vai pra rua gritar e pras páginas que acha confiável se informar. Um mulher que antes julgava as outras e agora quer ao máximo apoiá-las. E ao mesmo tempo mantendo coisinhas como a cor e o filme favoritos desde de 1990 e poucos. Imagina só, ter boa parte das grandes diferenças e pequenas semelhanças registradas num mesmo endereço pra poder embarcar nelas sempre que quiser? Fico feliz em saber que pra mim isso é possível.

Eu tenho vários lugares favoritos. Lugares físicos, mesmo. Se você perguntar o número um entre todos eles direi a Praça da Liberdade, aqui em Belo Horizonte, sem precisar pensar ou hesitar por um segundo. Depois posso listar mais um monte, desde o prédio da faculdade onde estudei até algo bem mais longe, onde rolou alguma viagem inesquecível. Vou falar de espaços abertos, cheios de desconhecidos cujas vozes compunham a “trilha sonora” local, ou de um móvel específico dentro de um quarto fechado, onde uma pessoa só era presença suficiente e respirações ofegantes o som ambiente ideal. Mas se tiver que refletir sobre um “refúgio”, sobre pra onde vou correr quando precisar me escancarar e esconder, não vai ser possível marcar essa localização no Google Maps. Esse “lugar” vai ser o www (ponto) Sweet Luly (ponto) Expresso Rosa (ponto) com.

Escrevendo aqui, pela milésima vez
Luly 2004: um dia após meu aniversário de 14 anos, escrevendo pra contar como tinha sido a festinha, e alguns elementos que marcaram esses 13 anos e mil posts em volta “dela”!

Esse post foi inspirado na proposta #16 do Creative Writing Prompts, que oferece mais de trezentas ideias legais para desenvolver sua escrita criativa. É o 16º entre os 25 que me propus a escrever até outubro de 2018.

¹ Raul Seixas. Metamorfose Ambulante. Krig-ha, Bandolo!, Brasil: Philips Records, 1973. Lado A, Faixa 3.

Blogmas 2017

Garota do laço cor-de-rosa

Em 03.12.2017   Arquivado em Escrevendo

Garota do laço cor-de-rosa

Ela chegava e tudo nela era cor-de-rosa. A lancheira em suas mãos, as meias cheia de corações, as bochechas eufóricas e o laço enorme que prendia seus cabelos. O sorriso tímido respondia o “Bom dia!” dado pela diretora na porta da escola, e logo em seguida ia em direção ao corredor arco-íris que levava direto pro bê-a-bá. Chegando na sala as novidades se colocavam em dia. “Você respondeu a 3? Eu não sabia o que colocar…”

Era perceptível o carinho com a caixinha em forma de maçã onde seus clipes de papel coloridos ficavam guardados com jeitinho. Aos olhos dos outros seus movimentos soavam lentos, quase irritantes, mas no fundo era só um cuidado, mesmo. Pegava o estojo, abria, tirava um lápis, fechava e guardava de novo, diversas vezes. Por aí vai. Quase não dava tempo de brincar de balanço no recreio, porque sempre tinha alguma coisa na qual ela se atrasava na hora de copiar do quadro negro. Engraçado, agora isso vira risada ao lembrar.

Hoje quase dá pra esquecer quem ela foi, onde esteve, é muita evolução com a qual temos que lidar. Mochilas de bichinhos se tornando bolsas pesadas de um material sintético qualquer. O telefonema pra vovó que agora não pode mais ser feito, partindo em mil pedaços seu coração. A prática de pegar uma flor caída na calçada e colocar nos cabelos deixa de ser divertida e passa a ser mal vista. Tá tudo bem, é o ciclo da vida, e também é normal que alguma essência fique lá. Na professora da escolinha que te adiciona no Facebook, ou num jeito de falar que cisma em não “amadurecer”. No caderno ainda cor-de-rosa ou num adereço de cabelo quase infantil e completamente nostálgico.

Garota do laço cor-de-rosa, que gostoso é ainda te ver em mim!

Esse post foi inspirado na proposta #11 do Creative Writing Prompts, que oferece mais de trezentas ideias legais para desenvolver sua escrita criativa. É o 15º entre os 25 que me propus a escrever até outubro de 2018.

Blogmas 2017

A Ansiedade Queima

Em 10.06.2017   Arquivado em Escrevendo

A Ansiedade Queima

Desde muito pequena meu maior medo de todos é o fogo, e o fato de ser ansiosa tornou minha relação com ele difícil pra valer. Teve uma vez que minha tia tava queimando não-sei-o-que na entrada da casa da minha avó e eu dei meia volta para sair pela outra porta que ninguém usava, só pra não passar por ali. Antes disso rolou também uma reunião num Centro Espírita que fui com minha mãe e o moço que “liderava” esse grupo (não entendo tanto desse assunto para saber nomes, me desculpem) disse que a gente ia liberar ali nossos maiores medos… Eu nem sabia direito o que estava acontecendo, nem prestei atenção, mas comecei a reclamar que tinha alguma coisa queimando quase instantaneamente, mesmo que não tivesse.

Rolou também uma vez que fui acender o pisca-pisca da árvore de natal da minha casa, ele explodiu na minha mão e fiquei sem ter coragem de ligar tomadas por anos. Demora em adquirir habilidade para acender isqueiros e fósforos, pavor da hora do “parabéns pra você”, por aí vai… São várias histórias envolvendo essa mesma coisa, então quando falam sobre relacionar sensações com cheiros, eu relaciono a ansiedade com cheiro de queimado. Ela também é um medo constante que enfrento nessa vida, tão forte quanto assistir qualquer coisa em combustão, porque a ansiedade queima.

É meio louco que algo que faz parte de mim e não posso controlar seja associado ao “aroma” que mais me causa temor, mas é verdade.

A sensação que tenho quando a coisa “ataca” é que nem a de uma chama mesmo, mas não a chama confortável que fica nas lareiras e fogueiras que usamos pra nos manter aquecidos no frio, ou a que fica protegida pelas grades do fogão e logo vai trazer algo com pra comer. Não, não se parece nada com isso! É como se você entrasse direto num incêndio sem perceber, sem que alguém tenha te alertado do que tinha ali e, de repente, não conseguisse sair. Sua pele e/ou entranhas gritam com a ardência que você não pode combater, falta ar para conseguir proferir gritos de socorro pedindo ajuda, vai te consumindo até que você vire um mero montinho de cinzas que qualquer ventinho pode desmembrar e levar pra longe. Dói. Incomoda. Flameja. Às vezes destrói.

A sorte é que, vez ou outra, aparecem “pessoas porta fogo” com o extintor certo que a gente precisa pra colocar em ordem esse abrasamento descontrolado!

Esse post foi inspirado nas propostas #9 e #33 do Creative Writing Prompts, que oferece mais de trezentas ideias legais para desenvolver sua escrita criativa. É o 14º entre os 25 que me propus a escrever até outubro de 2018.

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