Solteiramente

Em 02.08.2020   Arquivado em Filmes

Solteiramente (Seriously Single) *****
Solteiramente Elenco: Fulu Mugovhani, Tumi Morake, Bohang Moeko, Tiffany Barbuzano, Yonda Thomas
Direção: Katleho Ramaphakela, Rethabile Ramaphakela
Gênero: Comédia
Duração: 106 min
Ano: 2020
Classificação: Livre
Sinopse: “Dineo é a definição de monogamista serial. Ela namora para se apaixonar; ela se apaixona para se casar. Mas ela nunca se casa. Ela sempre acaba sendo descartada. Quando conhece Lunga Sibiya, ele parece ser o homem pelo qual ela esperou a vida inteira, um homem que compartilha seus valores quando se trata de amor e relacionamentos. Ou ao menos ela acha – até que descobre acidentalmente que o homem com quem ela estava ocupada planejando-a para sempre, planejara o para sempre dele com outra pessoa. Depois de um rompimento bagunçado com Lunga, sua melhor amiga Noni, com fobia de compromissos, ajuda Dineo a enfrentar o que mais teme: a vida como uma mulher solteira.” Fonte: Filmow.

Comentários: A social media Dineo emenda uma relacionamento no outro desde a adolescência, acreditando que cada um desses namorados é o “escolhido” com quem vai se casar e passar toda a vida… Porém faz isso de forma nada saudável! Ela se muda para a casa deles sem aviso prévio, deixa que os problemas a dois interfiram no trabalho e quando, enfim, a relação termina lida da pior maneira possível: procurando desesperadamente pela sua próxima alma gêmea. As atitudes têm total desaprovação de Noni, sua melhor amiga com quem divide apartamento nos intervalos de namoro e, ao contrário dela, uma solteirona convicta que foge de relacionamentos amorosos. Após mais um final trágico e cansada de ver a amiga sofrer, Noni decide que vai ajuda-la a mudar de vida para aprender a viver… Solteiramente!

Lançado na última sexta feira, dia 31, pela Netflix, o filme é uma comédia sul-africana, e o país de origem já traz características culturais interessante, especialmente pra quem está mais acostumado a assistir produções norte americanas ou, no máximo, britânicas. O sotaque no inglês dos atores torna a versão de áudio original incomum e alguns aspectos do cotidiano deles podem ser, para nós, um pouco diferentes. Em dado momento Noni se choca com o fato de que Dineo nunca fez um safári sozinha e eu por um segundo pensei “Como assim, safári mesmo?” até lembrar que, para elas, é provavelmente um entretenimento mais acessível. Além disso temos o fato de que todas as personagens femininas usam perucas no seu dia a dia, aparecendo com os cabelos naturais apenas em momentos da intimidade, quase sempre coberto, pequenas coisas que surpreendem num primeiro momento, por não fazer parte da realidade do nosso país, mas para eles é bastante banal.

Solteiramentte

Solteiramente: Imagem via Zkhiphani

Saindo desse contexto de se passar em um “país diferente”, o plot do filme em si é bastante clichê no que diz respeito ao gênero: uma moça desesperada por casamento, com uma melhor amiga que age de forma contrário em relação ao assunto, segue vivendo romances que não a satisfazem e precisa perceber por si mesma a ser feliz sozinha (ou não). Essa premissa não muito original, somada ao fato de que o ritmo muitas vezes cai em um vai-e-vem não muito legal, pode deixar a história lenta e pouco envolvente para algumas pessoas. Em uma cena específica achei que estava no final e, por julgar aquele um péssimo modo de terminar a história, fui olhar se estava acabando mesmo, descobrindo então que ainda tinha 40 minutos pela frente. Apesar de divertido, não é um passatempo desses que faz o tempo voar sem a gente perceber.

Apesar desses problemas, ele é sim um entretenimento legal para quem está atrás de algo leve e sem grandes expectativas para assistir! As personagens principais, formadas por dois casais, por assim dizer, são bem trabalhadas, principalmente a dupla de amigas, que à medida que vamos conhecendo nos mostram que muitas vezes nossas neuras e loucuras do cotidiano têm razões muito mais profundas do que aparentam… As atitudes malucas de Dineo começam a fazer cada vez mais sentido quando breves vislumbres do ambiente familiar dela são apresentados e fica aquela torcidinha interna para vê-la bem, seja lá o que isso significa. Achei o desfecho da história belíssimo e valeu a pena, sim, dar uma chance, ainda que despretensiosa, a Solteiramente!

Trailer:

Um Amor, Mil Casamentos

Em 26.04.2020   Arquivado em Filmes

Um Amor, Mil Casamentos (Love, Wedding, Repeat) *****
Um Amor, Mil Casamentos Elenco: Sam Claflin, Olivia Munn,, Eleanor Tomlinson, Freida Pinto, Joel Fry, Aisling Bea, Allan Mustafa, Jack Farthing, Tim Key
Direção: Dean Craig
Gênero: Comédia, Romance
Duração: 100 min
Ano: 2020
Classificação: 16 anos
Sinopse: “Jack, um homem que ajuda sua irmã no casamento dos sonhos. Ao mesmo tempo, ele inesperadamente se reúne com Dina (Olivia Munn), a mulher por quem se apaixonou e perdeu há dois anos atrás, iniciando uma série de eventos desastrosos e hilários.” Fonte: Filmow.

Jack conheceu Dina por intermédio de sua irmã, com quem fez faculdade. Depois de dias muito agradáveis juntos em Roma, perto da hora de se despedir, ele é interrompido no momento em que pretende se declarar para a moça, jornalista de guerra prestes a embarcar para um trabalho. Dois anos se passam e eles se reencontram na Itália para o casamento da mesma irmã/amiga que os apresentou, o que parece ser a oportunidade perfeita para compensar esse tempo perdido e, enfim, tentar engatar um romance que nunca teve a oportunidade de começar. Porém, a presença de um penetra que pretende estragar a cerimônia e as atitudes travessas de crianças que brincam de trocar os lugares nas mesas podem levar tudo a perder…

Um remake do francês “Plan de Table”, de 2012, Um Amor, Mil Casamentos é uma produção Netflix lançada na Sexta Feira da Paixão como promessa de entretenimento para o feriado de Páscoa. Apostando em um dos queridinhos do momento no gênero, Sam Claflin (eternizado como o Finnick da série Jogos Vorazes), o filme é um longa metragem divididos em dois atos, ambos em torno dos mesmos eventos: o desejo dele em conquistar Dina e o plano do casal de irmãos de dopar um ex colega da noiva que pretende arruinar seu grande dia por estar apaixonado por ela. E é lógico, como mostrado no próprio trailer, que essa ideia dá errado, ocasionando nas confusões que prometem causar risadas e emoção em quem assiste, como uma boa comédia romântica deve fazer.

Um Amor, Mil Casamentos

Um Amor, Mil Casamentos: Imagem via Cinema Blend.

Ironicamente o filme não cumpre nenhum desses requisitos. Como comédia é extremamente fraco, com piadas sem graça, acontecimentos previsíveis e atuações bastante forçadas. A quebra dos atos corta completamente o clímax quando ele finalmente promete se desenrolar, e a chegada da segunda metade da história é ainda mais massante e decepcionante que a primeira. Pessoalmente eu confesso que só terminei de assisti-lo porque REALMENTE estava precisando de uma pauta para o blog e foi uma grande decepção, uma vez que divulgação da Netflix foi fortíssima a ponto de eu adicionar à Minha Lista antes mesmo do lançamento.

A emoção, normalmente vinculada à parte romântica do gênero, também não acontece. A trama tem vários casais, alguns que já estão juntos, outros que já estiveram e, claro, os que pretendem ser formados. NENHUM DELES, em nenhum momento, cativa o expectador. Não fica aquela tensão no ar, onde a gente espera pelos eventos torcendo por eles, nem mesmo os noivos ou os protagonistas da história causam isso. A verdade é que as personagens são mal apresentadas e ainda mais mal desenvolvidas, não permitindo a afeição por elas individualmente, quiçá em conjunto. Sendo bem sincera estou até surpresa em saber que sua duração é de pouco mais de uma hora e meia porque, pra mim, pareciam várias horas. A parte positiva da minha avaliação foi por causa do elenco bacana, cenário LINDÍSSIMO e os cinco minutos finais que, ainda que clichê, conseguiram ser bonitinhos. Fora isso, uma perda de tempo…

Trailer:

Yesterday

Em 22.09.2019   Arquivado em Filmes

Yesterday *****
Yesterday Elenco: Himesh Patel, Lily James, Alexander, Ana de Armas, Ed Sheeran, Joel Fry, Robert Carlyle, Harry Michell, Kate McKinnon, Meera Syal, Sophia Di Martino, Vincent Franklin
Direção: Danny Boyle
Gênero: Comédia
Duração: 116 min
Ano: 2019
Classificação: 12 anos
Sinopse: “E se você fosse a única pessoa que se lembra dos Beatles? Em ‘Yesterday’, o músico Jack (Himesh Patel) percebe que existe um estranhamento por partes de seus colegas de faculdade quando ele menciona nomes como Paul McCartney ou John Lennon. Além disso, uma simples procura na internet por ‘Beatles’ sem o resultado esperado também o impressiona.” Fonte: Filmow.

Comentários: Já imaginou acordar num mundo onde os Beatles não existiram? Onde ninguém conhece suas músicas, seus nomes ou referências? É o que acontece com Jack Malik, um músico frustrado prestes a desistir de sua carreira por não conseguir mais carregar decepções, após se recuperar de um acidente de bicicleta, o único veículo que sabe conduzir. Seus amigos, para animá-lo em relação aos machucados – e perda de dois dentes frontais – o presenteiam com um violão incrível, e para estreá-lo ele decide tocar uma composição igualmente incrível: Yesterday. Nesse momento, ao ver todos impressionados pela sua nova obra, ele descobre que, nesse novo e estranho mundo, seus ídolos simplesmente sumiram da mente de tudo e de todos! É a oportunidade que Jack sequer sabia que esperava para atingir o estrelato através de canções que sequer são dele…

Por mais que o plot do filme de um modo geral seja interessante, ele vai muito além dessa possibilidade de manter Paul, John, George e Ringo no anonimato e levanta duas discussões quase opostas e igualmente relevantes: a importância da banda não só na música, mas também em toda a cultura popular ocidental, e como – apesar disso – não temos espaço ou necessidade de “novos Beatles” na contemporaneidade. Nesse universo não são apenas eles que somem, mas Oasis, por exemplo, outra queridinha do protagonista, também nunca existiu, assim como Coca-Cola não é um refrigerante muito servido, “Strawberry Fields” não passa de um antigo orfanato demolido e a série Harry Potter jamais foi publicada… Porque, por mais que a gente não perceba, todos eles estão ligados direta ou indiretamente com o quarteto de Liverpool, que sequer é uma cidade referência para o cenário do rock.

Yesterday

Yesterday | Imagem via O Globo

É claro e óbvio que esses então “meninos” foram importantes, né? Qualquer banda poderia ter feito o que eles fizeram? Sim. Mas ELES o fizeram e precisam de mérito por isso! Mas isso não significa que são os únicos a ter trabalhos espetaculares ou que tudo precisa ser sobre eles. A presença de Ed Sheeram como “descobridor” de Jack, que o ajuda a alcançar grande estrelato e permanece orientando até o final, é a prova disso. Ed também é relevante, e quem vier depois dele idem. Não maior ou menor: idem. Ao sugerir a mudança da letra de “Hey Jude” para “Hey, Dude”, simultâneo ao fato de que nenhum nome de álbum antigo parece agradar a gravadora, o longa nos prova que tempos mudam e cenários artísticos também. Sempre teremos espaço para enaltecer o “Fab 4”, mas não precisamos deles para prosseguir. A prova disso é a participação especial INCRÍVEL de Robert Carlyle antecedendo o clímax da história, que faz o coração de qualquer fã balançar (mesmo os que não idolatram tanto assim aquela imagem, como eu), quando percebemos que isso é válido até mesmo para os envolvidos…

As versões da música são bem gostosas, reflexões e referências idem, porém o enredo peca bastante em alguns pontos que deviam ser cruciais para a história. O humor das personagens secundárias, que têm como missão carregar esse aspecto da trama, é forçado e sem muito carisma, e o mesmo é válido para o romance, que tinha tudo para fazer a plateia torcer e vibrar, mas deixa uma sensação de “tanto faz”, você acaba não se importando muito com um de seus aspectos chave. O final, porém, me deixou surpresa, não muito revolucionário e, ainda assim, inesperado por fugir um pouco do que estamos acostumados em tramas focadas nesse tipo de “possibilidade paralela”. Valeu a pena ter assistido, mas é o tipo de filme que não pretendo rever, algo que costumo fazer com frequência com os que possuem essa exata temática, principalmente se tratando de uma banda que está entre minhas grandes favoritas…

Leia também: Paul McCartney: One On One Tour em Belo Horizonte, muito mais que um show, um espetáculo sem definição!

Trailer:

Do Jeito Que Elas Querem

Em 20.06.2018   Arquivado em Filmes

Do Jeito Que Elas Querem

Do Jeito Que Elas Querem (Book Club) *****
Elenco: Candice Bergen, Diane Keaton, Jane Fonda, Mary Steenburgen, Richard Dreyfuss, Don Johnson, Craig T. Nelson, Andy Garcia, Alicia Silverstone
Direção: Bill Holderman
Gênero: Comédia
Duração: 104 min
Ano: 2018
Classificação: 12 anos
Sinopse: “Diane ficou viúva após 40 anos de casamento. Vivian gosta de seus relacionamentos sem compromisso. Sharon ainda está trabalhando em um divórcio de décadas e o casamento de Carol está em baixa após 35 anos. No clube de leitura, o novo livro estimula romances e reavive velhas chamas. Juntas, as amigas incentivam uma a outra, para tornar o próximo capítulo de suas vidas o melhor de todos. E a mensagem é clara: ‘Nunca é tarde para apimentar a vida amorosa!’.” Fonte: Filmow (sinopse e pôster).

Comentários: Solteira, casada, viúva e divorciada: essas quatro amigas, no auge dos seus 60 anos, mantém ao longo de décadas um clube do livro. Nada de muito diferente do que estamos acostumados: todo mês uma escolhe o que deve ser lido e as outras aceitam, para que na próxima reunião elas mantenham essa tradição de se reunir, beber um vinhozinho e discutir o que cada uma tirou daquilo. E é no meio desse esquema que Vivian, uma solteinora convicta cansada de ver as amigas com a vida sexual tão mais “sem graça” que a dela, distribui exemplares de “Cinquenta Tons de Cinza” como sua escolha da vez. A princípio as outras são contra, claro, mas acabam tendo que ceder e permitem que Christian Grey… “Penetre” em suas vida a mensagem de que nunca é tarde para apimentar as coisas.

Acho que o mais importante desse filme é o fato de que ele trata da sexualidade de mulheres de meia idade. A maioria esmagadora de comédias românticas que são lançadas mostra mulheres, mesmo que em diferentes fases da juventude, descobrindo aquele grande amor ou mesmo explorando o próprio corpo pela primeira vez. Aqui não é isso que acontece. Mesmo que suas vidas sexuais sejam tão diferentes, ainda assim são mulheres velhas que se relacionam com homens velhos, mas isso não significa que sejam frígidas ou mesmo que sabem tudo. Sua busca é por aquilo que as personagens novas também buscam: amor, carinho ou só sexo mesmo, por que não?

A escolha de todo o elenco é maravilhosa, mas as atrizes principais são realmente um grupo “all-stars” muito poderoso. Quatro grandes nomes de Hollywood, todas com Oscars nas estantes, estrelando uma… COMÉDIA! Porque afinal de contas o que há de errado em uma comédia? Por que não apreciar uma comédia? Ela pode ter seu valor tanto quanto qualquer filme cult, cada um na sua função. E Do Jeito Que Elas Querem cumpre bem a função: é engraçado, descontraído, faz suas piadas bobas sobre sexo porque fazemos o mesmo, todos nós. É claro que ele tem lá seus clichês, como a juíza durona que nunca se relacionou de novo após um divórcio e a senhora solteira plastificada, mas isso não atrapalhou em nada no andamento da história. Deixa até mais divertido!

Do Jeito Que Elas Querem

Diane, Sharon, Vivian e Carol. Imagem via Vox

Outra vantagem maravilhosa é que em momento NENHUM elas romantizam Christian Grey! Ele é citado várias vezes, claro, e usado como um incentivo para que elas mudem o aspecto afetivo nas suas vidas, mas não buscam por ele nos homens com os quais vão se relacionar (sejam eles o marido de anos ou alguém que conheceram agora). Inclusive uma das conclusões nas quais chegam é justamente se ATÉ ELE, como todos os seus problemas como pessoa, achou alguém que mudou sua vida, então por que elas não poderiam? Esse era um medo que eu tinha antes de entrar no cinema, o acho uma personagem muito problemática que acabou sendo sinônimo de “homão da porra” na época que estourou. Que bom que nem todo mundo pensa assim.

Mais um aspecto que foi leve, mas que me agradou, é a “garota jovem que namora um homem velho”, presente no plot de Sharon. É uma menina realmente muito nova, que poderia ser filha de seu ex marido, loira, alegre, cor-de-rosa e gostosona, mas que não rivaliza com ela ou é mostrada como a mocinha burra. Ela só está vivendo sua vida, apaixonada por um cara muito mais velho que, por mais que tente parecer mais jovem, não age também como um completo babaca. Gosto disso pessoalmente pois ainda tenho, confesso, uma certa dificuldade em lidar com diferenças de idade muito grandes em relacionamento, e nesse caso não me incomodou.

Como parte “negativa” pode ser citado o fato de que NINGUÉM tenta resolver seus problemas da forma mais simples de todas que existe de fazer isso: conversando. Diane perdeu o marido há um ano e lida com filhas super protetoras que insistem em tratá-la como se estivesse à beira da morte. Ao invés de dar um “chega pra lá” nelas, dizer que quer explorar novos aspectos de sua vida, o que ela faz? Inventa histórias que, quando descobertas, só pioram essa opinião. Carol é outra que, ao invés de tentar conversar com o marido para que eles retomem à vida sexual que tinham, resolve forçá-lo a isso lhe dando Viagra sem que ele saiba… Já imaginam o resultado disso, né?

Mas a verdade é: não somos realmente assim na vida real? Muitas vezes sentar e resolver não nos parece muito mais trabalhoso do que ter que criar métodos de contornar as dificuldades, ou mesmo lidar com elas? Se parar pra pensar essa parte “irritante” é mais um das vantagens que Do Jeito Que Elas Querem tem, retratando pessoas normais como realmente são, de forma divertida, é claro. A ideia de que “nunca é tarde para apimentar sua relação” é deixada de lado quando você percebe que, na verdade, nunca é tarde para melhorar uma relação, seja ela com quem for (incluindo consigo mesma)!

Trailer:

De Pernas Pro Ar

Em 14.01.2011   Arquivado em Filmes

Acho que nunca assisti tantos filmes seguidos na minha vida, como dá pra perceber com a quantidade de posts sobre o assunto. Eu achei que ia acabar logo essa overdose e que ia ter tempo pra ler, mas não acaba. Então, como ainda tenho quase 2 meses de férias, vamos aproveitar!!

De Pernas Pro Ar De Pernas Pro Ar *****
Elenco: Ingrid Guimarães, Flávia Alessandra, Maria Paula, Bruno Garcia, Denise Weinberg, Marcos Pasquim, Antonio Pedro, Cristina Pereira
Direção: Roberto Santucci
Gênero: Comédia
Duração: 107min
Ano: 2010
Sinopse: “Alice (Ingrid Guimarães) é uma mulher de 30 e poucos anos, casada com João (Bruno Garcia), mãe de um filho e muito bem-sucedida profissionalmente. Alice é uma típica workaholic, que tem no trabalho o seu maior e único prazer. Por outro lado, sua vida pessoal não existe: afetividade zero, libido zero, vida pessoal zero. E se faltam afetividade e sexo na vida de Alice, sobra no apartamento de sua vizinha, a estonteante Marcela (Maria Paula). Uma verdadeira expert no assunto, Marcela é dona de uma sex shop e sabe tudo quando o tema é a busca do prazer. Como nas típicas comédias de erros, a vida de Alice e de Marcela vão se cruzar e ambas sofrerão grandes transformações a partir desse encontro.”
Comentários: Eu cofesso que fiquei um pouco decepcionada com esse filme, porque eu vi o trailer a MESES e tava doida pra ver, inclusive assisti Muita Calma Nessa Hora achando que era ele, então fui ao cinema toda alegre e saltitante, deliz da vida e………… Não era tudo aquilo!!
Lógico, é MUITO engraçado. Não é filme de criança também, porque é um humor adulto, mas dá pra rir muito!! Muito mesmo. Mas não é só porque o filme é uma comédia que ele não precisa ser levado de maneira legal, e alguns momentos eu achei meio repetitivo. Por exemplo, quando ela volta pro marido eu achei que então era o momento “felizes para sempre” do filme, e aí veio mais problema, mais coisas, e briga denovo pelo mesmo motivo. Porém é um roteiro original, não típico besteirol brasileiro. Acho que coloquei espectativa demais no filme, imaginei meio diferente, não sei.
Melhores Cenas: Em uma comédia as partes mais engraçadas são sempre as melhores e nesse caso não poderia ser diferente. A cena da loja da Marcela, quando ela entra ali e até o momento em que se apaixona pelo coelho é absolutamente hilária (ainda mais pelas fanáticas por Harry Potter que lembram do “a varinha escolhe o bruxo”). É hilária, e só não é melhor que a do jogo de futebol do filho dela. Nessa eu encolhia o corpo de tanto rir, de verdade!!

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