Turma da Mônica: Laços

Em 16.07.2019   Arquivado em Filmes

Turma da Mônica: Laços *****
Turma da Mônica Elenco: Giulia Barreto, Kevin Vechiatto, Laura Rauseo, Gabriel Moreira, Rodrigo Santoro, Fafá Rennó, Paulo Vilhena, Ravel Cabral, Monica Iozzi, Adriano Bolshi, Cauã Martins, Leandro Ramos, Sidney Gusman, Maurício de Sousa
Direção: Daniel Rezende
Gênero: Aventura
Duração: 97 min
Ano: 2019
Classificação: Livre
Sinopse: “Floquinho, o cachorro do Cebolinha, desapareceu. Ele desenvolve um plano infalível para resgatar o cãozinho, mas para isso vai precisar da ajuda de seus fieis amigos: Mônica, Magali e Cascão. Juntos, eles irão enfrentar desafios e viver grandes aventuras para levar Floquinho de volta para casa.” Fonte: Filmow.

Comentários: O Bairro do Limoeiro poderia ser uma vizinhança pacata para se viver, se não fossem seus próprios moradores. Cebolinha tem mais um plano infalível pra roubar o coelhinho de Mônica e se tornar o dono da “lua”, digo, rua, acompanhado do sempre contrariado e descrente no assunto Cascão. Já ela conta com sua melhor amiga, Magali, pra manter seu temperamento forte sob controle enquanto as duas passeiam de barraquinha em barraquinha pra pedir um novo lanche… A rotina da Turma da Mônica é a mesma há muito tempo, mas dessa vez algo deu errado e Floquinho, cachorro de Cebolinha, sumiu misteriosamente. Os quatro precisam, então, deixar as desavenças e medos de lado e tentar recuperá-lo das mãos de um homens que parece ter feito aquilo antes, com outros cãezinhos do bairro… O que eles aprendem nesse caminho só mesmo a força da história Laços, adaptada da graphic novel de mesmo nome de Vitor e Lu Cafaggi, pode ensinar pra você também.

Acho que é quase unanime na vida de brasileiros de TODAS as gerações que os quadrinhos dessa turminha criada por Maurício de Sousa fizeram parte não só da nossa infância, mas também depois disso. Com um numero super diversos de personagens de todos os tipos e tendo sempre o time renovado pra se tornar cada vez mais inclusivo, ele transformou pessoas da sua vida em verdadeiros patrimônios da cultura desse país. E depois de vários curtas e longas de animação chega pela primeira vez nos cinemas um live action de Mônica e seus amigos… É até difícil explicar pra quem tá de fora a importância disso, né? Mas a gente… Ah, a gente sabe! Com presenças óbvias e MUITAS referências a outras ao longo do roteiro, o filme é um prato cheio de identificação, independente do seu favorito: desde Titi e Cranicola explícitos a Papa Capim e Tina em detalhes sutis.

Turma da Mônica: Laços

Turma da Mônica: Laços | Imagem via Veja

O ponto alto da trama é, sem dúvidas, a sensibilidade simples, mas muito bem trabalhada, do roteiro. “Laços” não é só sobre fitas vermelhas amarradas em árvores, mas principalmente sobre o que nos une além do físico. Entre risadas por “erres” trocados por “eles” e coros de “baixinha dentuça”, todos com potencial para machucar, existe a conexão, união, confiança, esperança. O universo lúdico de crianças retratado com sabedoria de adultos é um prato cheio nos quadrinhos, tem tudo para criar um filme perfeito, mas isso não acontece justamente dessa adaptação, que é seu ponto baixo. É um enredo belíssimo, porém não tem conteúdo suficiente para um longa metragem, o que resultou em algumas cenas um tanto quanto lentas, com pausas desnecessariamente demoradas e poucos momentos de ação. Por mais que combine com o teor da história isso atrapalhou, sim, no seu ritmo, mas não no conjunto final como um todo.

O elenco é outro prato cheio, com rostos conhecidos no núcleo adulto e promissores no infantil, que logicamente tem muito o que aprender, ainda. Eu tendo a ser menos crítica com a atuação de crianças, uma vez que elas estão num processo de aprendizagem e profissionalismo bem diferente que merece seu respeitado. O quarteto principal tem muito carisma, ainda que pouca habilidade, e o melhor entre eles é, de longe, o Cascão de Gabriel Moreira, que deu um show! Com certeza tem futuro. Para os mais afetivos vale mencionar uma aparição bem fofa do próprio Maurício, levando adiante a tradição de incluir interação do criador com suas “criaturas” em adaptações do tipo. Por fim, o GRANDE destaque é a participação de Rodrigo Santoro como Louco. Sua presença é rápida e parece “sem pé nem cabeça”, como as iniciais que formam o nome da personagem sugerem, mas na verdade dá sentido a tudo! Perfeito, tanto na caracterização quanto execução, por si só já vale a pena independente da beleza de todo o resto de Turma da Mônica: Laços que, sim, é lindo! Agora é segurar as expectativas para sua continuação, “Lições”, que já está confirmada para 2021.

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Trailer:

Cinderela Pop – O Filme

Em 24.02.2019   Arquivado em Filmes

Cinderela Pop *****
Cinderela Pop Elenco: Maísa Silva, Filipe Bragança, Fernanda Paes Leme, Barbara Maia, Giovanna Grigio, Elisa Pinheiro, Isabel Fillardis, Letícia Pedro, Kiria Malheiros, Marcelo Valle, Miriam Freeland, Sergio Malheiros
Gênero: Comédia, Romance
Duração: 95 min
Ano: 2019
Classificação: Livre
Sinopse: “Cintia Dorella (Maisa Silva) é uma adolescente que descobre uma traição no casamento dos pais. Descrente no amor, ela vai morar na casa da tia e passa a trabalhar como DJ, se tornando a Cinderela Pop. Mas ela não esperava que um príncipe encantado pudesse fazê-la se apaixonar.” Fonte: Filmow (sinopse e pôster).

Comentários: Originalmente um dos contos de fada recriados para “O Livro das Princesas”, “Princesa Pop” se tornou “Cinderela Pop”, o primeiro de uma série de romances em que Paula Pimenta, um dos maiores nomes da literatura juvenil nacional, conta sua própria versão contemporânea das nossas tão queridas princesas. Hoje a coleção conta também com “Princesa Adormecida” e “Princesa das Águas” (que também vão virar filmes!), mas é o primogênito deles que voltou a ficar em alta sendo o primeiro livro dela a ser adaptado para os cinemas. Nele, Maísa Silva é Cintia Dorella, a DJ Cinderela! Após ver seu “castelo” desmoronar graças a uma traição de seu pai e o pedido de divórcio, ela passa a rejeitar completamente o amor, focando 100% nos estudos, no sonho de estudar produção musical e no começo da sua carreira de DJ, sendo ajudada pelo namorado da sua tia, com quem mora após sua mãe retomar seu trabalho como arqueóloga.

Paralelo a isso, Freddy Prince, um cantor adolescente que tocou na festa onde o caso de Cézar Dorella com sua assessora Patrícia foi revelado, consegue alcançar o estrelato gradualmente após postar suas músicas na internet. Sempre acompanhado de sua amiga Belinha, uma YouTuber que vê o canal crescer junto com a carreira do amigo, ele começa a fazer shows e apresentações, tocando músicas de sua autoria. E é na festa de 15 anos das filhas de Patrícia, a madrasta de Cintia, que ele acaba se encantado pela DJ misteriosa que transforma seu som lento e romântico numa batida dançante enquanto espera pelo momento de ser a atração da noite. Ela não pode ser descoberta pelo pai, que é contra a filha trabalhar, e na correria a única dica que o rapaz tem de quem é a garota é um “sapatinho de cristal”, porém nada convencional, esquecido por ela enquanto troca de identidade.

Cinderela Pop

Cinderela Pop: imagem via Séries em Cena

“Cinderela Pop” como filme lembra bastante o clássico adolescente dos anos 2000 “A Nova Cinderela”, que tem Hilary Duff como protagonista, no que diz respeito ao ritmo da história tanto como romance quanto como comédia. É leve, bem pra família mesmo, com uma mistura bem interessante de artistas veteranos e novatos. Nem todas as atuações são boas de verdade, principalmente na ala adolescente, que é o foco da história, mas as outras valem a pena pra fazer o equilíbrio. Maísa Silva está LINDA em seu papel de DJ Cinderela, mas principalmente mostra o exato tipo de força que precisamos ver em papéis que irão influenciar essa geração de jovens mulheres que está pro vir. Ela é dedicada, foca na carreira mesmo quando abre espaço pro amor, se esforça ao máximo para não ser pisada e, apesar de odiar com todas as forças sua madrasta (que é a vilã clássica do conto de fadas), não isenta o pai da culpa de ter acabado com sua família. Ela torce pelas pessoas ao seu redor, sempre pensando em si mesma mas sem o egoísmo de não permitir quem gosta de voar. Sendo bem sincera, gostei mais da imagem dela, e de todas as personagens de uma modo geral, na adaptação do que no livro, que li logo na época que foi lançado.

Levar histórias do papel para o cinema nem sempre é uma tarefa fácil, pede cortes e ajustes, mas o desse foram bastante positivos, mostrando outros lados do enredo (que originalmente é narrado em primeira pessoa pela Cintia), e dando mais detalhes da “vida real” pra todos os envolvidos, uma vez que certas coisas são mais fáceis de ser mostradas do que descritas. Pra quem já gosta da história, acho difícil ter decepções! O grande destaque do longa é, logicamente, Fernanda Paes Leme. Patrícia é uma mulher nojenta, péssima como pessoa, mãe e madrasta, mas sua atuação faz toda diferença pro espectador amar odiá-la. Ela tem bordões que são usados sem forçar a barra, muito pertinentemente, e nos traz as principais risadas sem precisar escrachar nada. Os tios de Cintia também são bastante carismáticos, essenciais pra que adultos também consigam se identificar ao assistir. Claro, é preciso ter em mente que se trata de um filme teen, daqueles que serão exibidos à tarde da tv aberta, mas isso não significa que adultos não possam se divertir com ele. Ele cumpre completamente seu propósito, que é ser um passatempo leve despretensioso, permitido pra todas as idades e que não faz pensar muito, mas faz sorrir pelo humor e pelo amor.

Cinderela Pop

E como não dava pra deixar esse momento tão marcante pros fãs, que sempre quiseram ver os livros da Paula nas telonas, a Galera Record lançou uma versão com a capa do pôster oficial. Achei que o título assim, em letreiro, combinou bem mais com o estilo da Cintia, que é descolada e antenada, mas a anterior é liiinda demais, com essa ilustração super bonita e meio aquarelada da personagem! Acho legal porque assim, independente da capa escolhida, cada uma tem sua vantagem pra embelezar a estante. E fica o aviso, se você gosta de romances adolescentes, princesas em versões contemporâneas e do universo cor-de-rosa da Paula Pimenta (que faz duas aparições rápidas nele, como não podia ser diferente), já anota aí: Cinderela Pop estreia em todo o Brasil dia 28 de fevereiro, essa quinta feira!

Leia também: “Cinderela”, resenha sobre a belíssima versão live action da história da mais famosa e icônica das princesas Disney!

Trailer:

De Pernas Pro Ar

Em 14.01.2011   Arquivado em Filmes

Acho que nunca assisti tantos filmes seguidos na minha vida, como dá pra perceber com a quantidade de posts sobre o assunto. Eu achei que ia acabar logo essa overdose e que ia ter tempo pra ler, mas não acaba. Então, como ainda tenho quase 2 meses de férias, vamos aproveitar!!

De Pernas Pro Ar De Pernas Pro Ar *****
Elenco: Ingrid Guimarães, Flávia Alessandra, Maria Paula, Bruno Garcia, Denise Weinberg, Marcos Pasquim, Antonio Pedro, Cristina Pereira
Direção: Roberto Santucci
Gênero: Comédia
Duração: 107min
Ano: 2010
Sinopse: “Alice (Ingrid Guimarães) é uma mulher de 30 e poucos anos, casada com João (Bruno Garcia), mãe de um filho e muito bem-sucedida profissionalmente. Alice é uma típica workaholic, que tem no trabalho o seu maior e único prazer. Por outro lado, sua vida pessoal não existe: afetividade zero, libido zero, vida pessoal zero. E se faltam afetividade e sexo na vida de Alice, sobra no apartamento de sua vizinha, a estonteante Marcela (Maria Paula). Uma verdadeira expert no assunto, Marcela é dona de uma sex shop e sabe tudo quando o tema é a busca do prazer. Como nas típicas comédias de erros, a vida de Alice e de Marcela vão se cruzar e ambas sofrerão grandes transformações a partir desse encontro.”
Comentários: Eu cofesso que fiquei um pouco decepcionada com esse filme, porque eu vi o trailer a MESES e tava doida pra ver, inclusive assisti Muita Calma Nessa Hora achando que era ele, então fui ao cinema toda alegre e saltitante, deliz da vida e………… Não era tudo aquilo!!
Lógico, é MUITO engraçado. Não é filme de criança também, porque é um humor adulto, mas dá pra rir muito!! Muito mesmo. Mas não é só porque o filme é uma comédia que ele não precisa ser levado de maneira legal, e alguns momentos eu achei meio repetitivo. Por exemplo, quando ela volta pro marido eu achei que então era o momento “felizes para sempre” do filme, e aí veio mais problema, mais coisas, e briga denovo pelo mesmo motivo. Porém é um roteiro original, não típico besteirol brasileiro. Acho que coloquei espectativa demais no filme, imaginei meio diferente, não sei.
Melhores Cenas: Em uma comédia as partes mais engraçadas são sempre as melhores e nesse caso não poderia ser diferente. A cena da loja da Marcela, quando ela entra ali e até o momento em que se apaixona pelo coelho é absolutamente hilária (ainda mais pelas fanáticas por Harry Potter que lembram do “a varinha escolhe o bruxo”). É hilária, e só não é melhor que a do jogo de futebol do filho dela. Nessa eu encolhia o corpo de tanto rir, de verdade!!

Muita Calma Nessa Hora

Em 14.11.2010   Arquivado em Filmes

mtacalmaneshora Muita Calma Nessa Hora *****
Elenco: Gianne Albertoni, Fernanda Souza, Andreia Horta, Débora Lamm, Dudu Azevedo, Nelson Freitas, Maria Clara Gueiros, Luis Miranda, Lúcio Mauro, Bruno Mazzeo, Ellen Rocche, Marcelo Tas, Louise Cardoso, Lúcio Mauro Filho, Marcelo Adnet, Marcos Mion, Laura Cardoso, André Mattos, Sérgio Mallandro, Leandro Hassum, Heloísa Périssé, Thelmo Fernandes, Créo Kellab
Direção: Felipe Joffily
Gênero: Comédia
Duração: 90 min
Ano: 2010
Sinopse: “As amigas Mari, Tita e Aninha, encontram-se, separadamente, envolvidas em recentes acontecimentos tragicômicos. Nesse turbilhão de emoções, decidem juntas que é hora de mudar e partem em uma viagem para Búzios. Na estrada, conhecem Estrella, uma hippie, que lhes pede carona para tentar achar, no balneário fluminense, o pai desconhecido. Num cenário de praias paradisíacas, situações hilárias, noitadas quentes e gente bonita, o rumo da vida dessas quatro moças muda a cada minuto, fazendo com que encontrem mais do que buscam – elas encontram a si próprias.”
Comentários: A história do motivo pelo qual fomos assistir a esse filme é engraçada… Primeiro porque eu tava desesperada pra ir ao cinema na ilusão de que ainda conseguiria assistir ao trailer de Relíquias da Morte, e segundo porque nós olhamos meio por alto, vimos que tinha uma seção dali a 20 minutos e compramos achando que se tratava de outro filme nacional que se chama “De Pernas Pro Ar” (e que também quero ver)… Mas no final não assistimos nem a esse trailer e nem a esse filme, assistimos “Muita Calma Nessa Hora”.
– É engraçado. Muito. E começa parecendo que vai ser mais um filme de humor-besteirol meio na vibe de Zorra Total e tudo mais, mas na verdade é inteligente!! Não a HISTÓRIA em si, mas a maneira como o filme é conduzido e como ele te leva a rir!! Eu gosto de filmes que mostram coisas da vida real de forma exagerada, porque sempre rola uma identificação aqui e ali.
É engraçado ver a Fernanda Souza atuando como adulta, falando palavrões, participando de “pegações” num luau e tudo mais (por mais que ela seja a mais “inocente” do quarteto protagonista) porque a grande maioria conheceu ela como a “Mili das Chiquititas”, e ela trabalhou muito bem, assim como todos (to-dos) ou outros atores, que é uma mistura danada, tem sempre uma cara conhecida que aparece e que não tinha nada a ver com as outras caras do filme.
Melhores Cenas: A cena do paulista (e seus equipamentos), na 2ª vez que esquecem da Aninha e ela chinga e no “Dá pra ir até ao Piauí, é só ter disposição”. Eu ri TANTO, mas tanto que as meninas começaram a querer tampar minha boca e falaram que eu “tava morrendo”. Muito boas MESMO!! Quem passar no cinema antes do dia 19 (hehe) e quiser dar umas boas risadas, eu recomendo.
Trailer: Que tem 2 dessas cenas… E lembrando que é censura 14 anos e que no Canal Oficinal do YouTube tem outros vídeos ótimos!!