Sherlock

Em 20.06.2016   Arquivado em Séries e Desenhos

Sherlock

Quando ouvi falar de Sherlock pela primeira vez achei a ideia super interessante, mas fiquei com vários pés atrás porque, apesar de não ter lido tudo, gosto muito da obra do Sir Arthur Conan Doyle e nunca consegui ficar nem um pouquinho satisfeita com as adaptações para cinema… Mas aí vários amigos indicaram, alguns que também são super fãs dos livros, então adicionei à minha lista da Netflix a uns meses esperando ter um tempinho pra ver. Foi quando no início do mês, num fim de semana prolongado de folga muito chuvoso, essa hora finalmente chegou e eu assisti TODOS OS EPISÓDIOS, uma temporada por dia, e consegui entender completamente o amor que as pessoas têm pelo seriado porque, gente, é simplesmente maravilhoso!

Para quem não conhece é uma série da BBC adaptada nos livros, mas que trás Sherlock Holmes e o dr. John Watson para a Londres do século XXI, ou seja, é como se o detetive mais famoso do mundo vivesse nos dias de hoje. Acho que daí veio meu medo porque a ideia é foda, mas o “vai dar merdômetro” apita alto em casos assim porque não tem como ser meio termo: ou sai muito bom, ou sai muito ruim. Nesse caso foi a primeira opção, é muito incrível como eles pegam os casos e personagens clássicos com os quais estamos acostumados e conseguem tornar contemporâneos sem forçar a barra, dando o jeito de jogar algumas características que não se encaixariam muito bem aqui ou ali pra galera ficar satisfeita com a fidelidade da história, mas também deixando o mais viável possível para não soar completamente fora da nossa realidade. E além disso conta com um elenco MARAVILHOSO, agora entendo perfeitamente a legião de fãs apaixonados do Benedict Cumberbatch, ele é muito incrível, e coincidentemente depois que vi a série acabei assistindo uns dois filmes com ele no elenco sem saber antes, só pra confirmar ainda mais minha admiração, ele faz um Sherlock perfeito, dá gosto de ver depois de outras tantas decepções que já tive antes… Além disso tem Martin Freeman como Watson, e fica até difícil decidir quem a gente gosta mais e quer apertar, né, ator ou personagem, eu amo! E por aí vai, vemos também Moriarty, Lestrade, Mycroft, Irene, a sra. Hudson, TODOS super bem trabalhados e interpretados, não consigo reclamar de nenhum deles.

Pra quem quiser começar agora vale a pena, tem TUDO na Netflix e não é muita coisa assim: são apenas três temporadas com três episódios de mais ou menos uma hora e meia cada, como se fossem nove pequenos filmes de longa metragem no total. Além disso foi produzido um episódio “extra” especial de natal agora na virada do ano, o “The Abominable Bride” que tem a mesma duração dos outros e foi meu favorito de todos, porque leva os personagens de volta ao século XIX com um caso sinistro e SUPER EMOCIONANTE que me fez chorar que nem uma louca com uma temática principal super em alta no momento e é importante pra mim, que é o empoderamento feminino, e que eu ACHO que vai ligar o que já passou até agora com o que está por vir, além de nos dar a chance de vê-los com o visual que vemos nos livros e ouvir a famosa frase “Elementar, meu caro Watson”, impossível não sorrir em momentos assim…

Sherlock
“The Abominable Bride” via Den of Geek

A quarta temporada já está confirmada pela BBC, também com três episódios, mas a estréia é só em 2017… Se eu que só fui ver tudo esse mês já tô achando longe e doida pra chegar, imagina pros fãs de longa data que acompanham desde sempre e têm que lidar com a espera a mais tempo…

O Hobbit: A Desolação de Smaug

Em 08.01.2014   Arquivado em Filmes

O Hobbit O Hobbit: A Desolação de Smaug (The Hobbit: The Desolation of Smaug) *****
Elenco: Martin Freeman, Ian McKellen, Richard Armitage, Benedict Cumberbatch, Orlando Bloom, Ken Stott, Aidan Turner, Dean O’Gorman, Adam Brown, James Nesbitt, Jed Brophy, John Bell, John Callen, Graham McTavish, Mark Hadlow, Stephen (I) Hunter, Peter Hambleton, William Kircher, Evangeline Lilly, Lee Pace, Luke Evans, Cate Blanchett, Sylvester McCoy
Direção: Peter Jackson
Gênero: Aventura, Fantasia
Duração: 161 min
Ano: 2013
Sinopse: “Tendo sobrevivido ao início de sua jornada inesperada, o grupo continua em direção ao Leste, encontrando no caminho o metamorfo Beorn e aranhas gigantes da traiçoeira Floresta das Trevas. Depois de escapar do cativeiro dos perigosos Elfos da Floresta, os anões viajam para Esgaroth, a Cidade do Lago, e finalmente chegam à Montanha Solitária, onde devem enfrentar o maior perigo de todos – uma criatura mais aterrorizante que qualquer outra; uma que testará não apenas o nível de coragem dos aventureiros, mas também os limites de sua amizade e a sabedoria da própria jornada – o dragão Smaug.” (fonte)
Comentários: Sim, eu estou DECEPCIONADA! Muito, diga-se de passagem… Quando eu assisti “Uma Jornada Inesperada”, que foi o primeiro filme, não postei aqui porque estava em plena época de TCC e não tinha muito tempo pro blog, mas lembro que saí do cinema encantada porque mesmo com 3 horas de duração, o que não é brinquedo não, foi bem fiel ao livro, as cenas baseadas nos apêndices se encaixavam bem, foi uma obra de arte! Aí logo que saiu o segundo mês passado já comecei a ouvir aqui e ali reclamações de quem gostava ou não do livro e vi que seria uma decepção. Ainda assim fui assistir com meus primos porque não podia deixar de ir lá e ver com meus próprios olhos o que Peter Jackson tinha aprontado pr’a gente. E ele aprontou foi FEIO dessa vez.
O filme não foi fiel ao livro e as partes de fora também não se encaixaram na história. “Mas, poxa Luly, pra transformar 300 páginas em 9 horas de filme precisa inventar, ué”. ENTÃO NÃO FAZ 9 HORAS DE FILME, CARAMBA! Pra que isso tudo? Pra colocar uma elfa sem carisma nenhum de casinho com um anão? Pra inserir coisas que teoricamente deveriam emocionar fãs de “O Senhor dos Anéis”, mas que pra mim foram só encheção de linguiça? Até a presença do Legolas, que é um dos meus personagens favoritos no universo do Tolkien, começou a me irritar em um certo ponto do filme. E o pior, pior, pior: eu saí do cinema sem deixar cair uma única lágrima. NADA MESMO. Gente, isso não é normal. Não chorei com a trilha sonora, com personagens, com a emoção de ver cenas que gosto no livro. Nada. Eu sei que soa bobo isso, mas não é normal eu não chorar, e a Desolação de Smaug conseguiu. Sei lá, eu acho as músicas a parte mais chata dos livros do Tolkien, mas preferia ver todo mundo cantando no lugar do que vi. Até o que eu já esperava, que era que fosse um filme sem começo nem fim (assim como é “As Duas Torres”) me deixou com raiva porque foi SEM FIM MESMO, na hora que acabou fiquei olhando pros créditos finais que iam aparecendo sem entender o que tava acontecendo, esperei até acabar tudo pra ver se não tinha mais nada, nenhum pós créditos, porque não conseguia aceitar que fosse só aquilo ali.
Ok, vocês querem pontos positivos? Vamos lá… Além dos efeitos que estavam (em sua maioria) ótimos, os atores que são muito bons e etc… Em questões cinematográficas gostei bastante do Smaug. Achei lindo o fogo saindo dele desde a garganta, gostei de como ele se movimentava, das aparições dele. Acho que, pra mim, foi o ponto alto do filme. Um dos únicos.
Queria terminar dizendo que não vejo a hora da parte final que sai em dezembro mas seria mentira, porque se continuar decaindo assim vai ser mais tempo perdido. Aliás, quem leu o livro pode, por favor, me dizer de onde Peter Jackson vai tirar mais três horas de história? Eu particularmente não consigo ver como isso pode dar certo. Espero que eu esteja completamente errada.