Exposição “ComCiência”, da Patricia Piccinini

Em 04.01.2017   Arquivado em Artes Visuais

“Antes tarde do que nunca” define o tema desse post, já que as obras do ComCiência, da Patricia Piccinini, estão no CCBB BH há quase três meses e eu só fui vê-las agora, na última semana. Mas o importante é ir e impossível deixar passar porque é, até hoje, a exposição mais vista da história do museu e recebeu mais de um milhão de visitantes em sua passagem por outras cidades do país.

Para trazer a questão das mutações genéticas para o território da arte, a artista australiana Patricia Piccinini se utiliza do realismo como linguagem, apresentando ao espectador um universo de criaturas desconhecidas, porém palpáveis e surpreendentemente afetuosas. ComCiência, um neologismo que carrega sentido duplo, conectando consciente e ciência, propõe ao público um percurso narrativo entre esculturas, desenhos, fotografias e vídeos. (fonte)

Depois de um medo gigantesco do assunto quando era criança, eu cresci sempre procurando lidar com qualquer tipo de mutação genética ou característica peculiar de forma mais natural possível, principalmente porque meu filme e meu livro favoritos tratam sobre o assunto, então quando vi as primeiras imagens das obras, principalmente as esculturas que são as grandes estrelas da “festa”, fiquei absolutamente encantada. A ideia da artista é que o expectador passe da repulsa ao fascínio, mas pra mim esse processo não aconteceu, foi um impacto positivo de cara, mas eu não imaginava é que ao vivo a coisa ia ser ainda mais forte porque, sério, elas são absolutamente LINDAS! As figuras humanas são extremamente convincentes, o que torna a admiração ainda maior, e mesmo que pareça que a gente está diante de uma pessoa de verdade elas têm o lado esquisito que causa incômodo: pelos demais, pequenos traços de animais, órgãos deformados, a presença das criaturas que muitos enxergam como monstros, mas na verdade passam um ar super simpático pra quem observa. As pessoas que interagem com elas, é claro, são sempre crianças (de All Starzinhos!), já que eles estão mais abertos ao incomum que os adultos, e a ideia daquela “amizade” que surge no momento congelado pela artista me deu vontade de ver um filme com a história deles sendo contada.

Existem outras “categorias” de obras, além dessa das crianças e seus amigos incomuns, que retratam sempre a humanização de seres supostamente não animados, como plantas e até mesmo meios de transporte. Meu lado restauradora ficou enlouquecido imaginando como deve ser interessante montar a exposição no ambiente disponível e depois embalar para o transporte, porque deve ser uma quantidade de detalhes ainda maior do que a gente observa como visitante… Claro que é impossível amar tudo porque é um conjunto enorme e extremamente variado, que conta com esculturas, quadros, sons, vídeos e até jogos de luz, mas é legal ver também o que te causa mais estranhamento e o que depois de ver tantas vezes acaba ficando até comum, que não é muito diferente da “vida real”, se parar pra pensar!

ComCiencia, Patricia Piccinini
“O Observador”

ComCiencia, Patricia Piccinini
“Grande Mãe” (percebam a melancolia absurda desse olhar)

ComCiencia, Patricia Piccinini
“O Golpe”

ComCiencia, Patricia Piccinini
“O Tão Esperado”

ComCiencia, Patricia Piccinini
“A Confortadora”

ComCiencia, Patricia Piccinini
“O Substituto” – fofíssimo de frente, super incômodo pelas costas

ComCiencia, Patricia Piccinini
“Indiviso”

ComCiencia, Patricia Piccinini
“O Visitante”

ComCiencia, Patricia Piccinini
“De Bruços” – o que mais gostei de TODOS!

ComCiencia, Patricia Piccinini
“Cycle Pups”

ComCiencia, Patricia Piccinini
“Os Amantes” – foi uma das favoritas, também!

ComCiencia, Patricia Piccinini
“Arcádia”

ComCiencia, Patricia Piccinini

ComCiencia, Patricia Piccinini

ComCiência, de Patricia Piccinini. De 12/10 a 09/01 no Centro Cultural Banco do Brasil Belo Horizonte.
Praça da Liberdade, 450, Funcionários. Contato: http://culturabancodobrasil.com.br/ | (31) 3431-9400 | ccbbbh@bb.com.br | Funcionamento de quarta a segunda das 9h às 21 horas. Entrada Franca.

Minhas fotos ficaram muito ruins, então a Lili me deixou usar as delas aqui no post, apenas quatro dessas quatorze foram tiradas por mim. Obrigada, Lili! Além disso não consegui achar o nome de todas as obras, então se alguém souber o da última que falta e puder me avisar agradeço imensamente.

Versão em Lego de Capas de Álbuns dos Beatles

Em 10.08.2011   Arquivado em Artes Visuais, Música

Eu AMAVA Lego quando era criança, deixava até uma caixa na casa da vovó pra poder brincar todos os dias que quisesse mesmo, estando em casa ou não, ia pra casa da Patiquinha e o Rodrigo, irmão dela, tinha MUUUITO, nossa, a gente construía coisas do arco da velha. Eu ainda tenho um que era meu favorito, de parque de diversões, e a um tempão atrás fiz com ele uma casinha e ela está praticamente montada guardada lá na casa da mamãe me esperando buscar.
Então quando junta Lego com qualquer coisa que eu AMO dá nisso: empolgação sem tamanho. Aí eu achei no Whiplash capas de álbuns dos Beatles em versão Lego e tive que vir aqui mostrar meus favoritos!!

Abbey Road

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Revolver (tem até o nome do album adaptado!!)

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A Hard Days Night

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With The Beatles

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E tem várias capas lindas de outras bandas lindas. Fique abismada com o capricho pra The Division Bell (Pink Floyd) e a do Nevermind (Nirvana) ficou basurdamente perfeita!!

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Se você digitar “Lego” no WeHeartIt aparecem coisas muito legais, inclusive várias capas de álbuns assim. Pena que é difícil achar a origem =( Eu tenho uma montagem com a capa de Abbey Road LINDA aqui e meu medo de jogar na internet é justamente nunca saberem que fui eu que fiz, coloquei os créditos pequenininho de lado mas dá pra cortar, e marca d’água grandona ia estragar o trabalho todo…

Eu achei isso aqui, aqui e aqui, os três no mesmo site!!

Momento Inhotim!!

Em 28.09.2010   Arquivado em Artes Visuais

– Porque já virou tradição eu ir ao Inhotim nas primaveras, já que fui com a turma da faculdade em 2008 e com o Gugui em 2009. Esse ano foi domingo, ante-ontem, com Lili, Drizinha e Daninha, e pretendo voltar lá ainda nesses próximos 2 meses porque abriu muuuita coisa nova que não deu tempo de a gente ver.

Inhotim

– Eu na verdade já estou virando meio que Guia em Inhotim. Do Gugui eu já fui uma gui boa, mas agora fui ótima, porque já tracei meio que um perfil de visita que tivesse as obras mais importantes e aí deu pra leva-las nessas obras mesmo com as três reclamando que estavam andando demais (só a Lili já foi lá antes, e quando foi alugou o carrinho). Foi muito bom, deu inclusive para conhecer muitas das novas obras e umas que TODAS as vezes que eu ia lá estava viajando e é tipo… Incrível. Pena que nessas a gente não pode tirar foto jamais mesmo.

Hélio Oiticica @ Inhotim Hélio Oiticica @ Inhotim
Hélio Oiticica

Jarbas Lopes @ Inhotim Jarbas Lopes @ Inhotim
Fuscas do Jarbas Lopes (que estavam na galeria Praça, dessa vez)

Adriana Varejão @ Inhotim Lézart @ Inhotim
Adriana Varejão (a foto mais linda que tirei no ano) e Lézart

Folly @ Inhotim Folly @ Inhotim
Folly – Valeska Soares (chegando e de longe)

Folly @ Inhotim Folly @ Inhotim
Nós 4 refletidas nos espelhos de Folly – Valeska Soares… Muitas fotos dessa obra porque foi o meu trabalho de fim de semestre ano passado!!

Galeria Praça @ Inhotim Dominiqui Gonzalez-Foerster @ Inhotim
Galeria Praça e Dominiqui Gonzalez-Foerster

@centoeoito @ Inhotim Inhotim
Nós 4 ainda em Folly (hihi) e eu e Lili descansando (minhas pernas precisam de SOL, gente!!)

– Falando sobre as novas obras… Tinham várias obras que estavam no lugar de outras em algumas galerias, o que em alguns pontos foi legal e em outros nem tanto. Não tivemos tempo de ir nas galerias novas, então pode ser que tenham só mudado de lugar, porque a única galeria nova que visitamos tinha uma obra antiga, e é dessa galeria que vou falar: COSMOCOCA!! Logo na entrada eles te dão uma sacolinha pra guardar o sapato (ao contrário da outra obra em que tem que tirar o sapato – que é a que falei que sempre viaja, “Desvio para o Vermelho”, que é linda, mas no final você vira numa parede e se sente num filme de terror). Aí dá de cara com uma estrutura de pedra que mais parece um labirinto com 5 salas ALTAMENTE interativas!! Assim, muito mesmo!! Uma, como eu disse, já existia, que é com redes e rock rolando solto. A outra é MUITO SEM GRAÇA, uma piscina que parece que você pode colocar os pés ou sei lá. E aí a gente descobre as 3 salas mais legais do mundo. A 3ª é cheia de balões e a gente brinca com eles, o chão é em ondas e tem todo um clima vintage. Numa outra é bem escuro, com músicas diversas e colchões azuis, onde você deita e fica lixando as unhas com as lixas que tem lá. E, enfim, a mais legal de todas… O chão é de ESPUMA e tem formas geométricas em espuma, e você fica lá brincando e afundando. Nós tentamos tirar umas fotos, mas escuro e falta de flash não combinam (e mesmo o monitor num tando lá eu não liguei o flash, porque NÃO PODE tirar foto dentro das obras, gente!!).

Cosmococa @ Inhotim Cosmococa @ Inhotim
Esse borrões humanos somos nós, morrendo de rir e brincando que nem criança!!

– Só que foi nessa última sala que falei que aconteceu uma coisa meio sinistra. Lá é muito abafado e o cheiro não é agradável porque mesmo essas obras sendo novas (elas abriram quinta feira) as crianças se divertem muito ali e, bem, a gente não sabe o que elas fazem… Né…
E aí juntou isso tudo com o fato de que nós pulamos sem parar e não tínhamos “almoçado-lanche” ainda e eu comecei a passar muito mal… Acho que o cheiro foi o principal… E pra sair é um terror, porque você vai afundando na espuma e na hora da saída sempre cai, aí a Lili caiu e eu caí junto e foi todo um efeito dominó… Demorei muito pra conseguir levantar e saí correndo da galeria, achei que ia passar mal de verdade. Mas depois ficou tudo bem. Mas fica a dica: diversão com moderação, crianças, nada de ficar pulando demais e depois não dar conta de levantar…

– Essas e outras fotos estão no Flickr, só clicar na foto aqui mesmo que ela abre e dá pra ver melhor. E para saber mais sobre o Inhotim é só entrar no site http://inhotim.org.br/, vale muito a pena.

Dalton Ghetti: Esculturas na Ponta do Lápis

Em 13.09.2010   Arquivado em Artes Visuais

– Eu recebo, de vez em quando, alguns e-mail com sugestões de posts, todos eles começam a ser criados, mas geralmente os rascunhos vão ficando velhos e perde o sentido… Mas o que eu mais gosto é quando chega pra mim algum e-mail que eu “transformo” em post por conta própria, e esse é difinitivamente o mais legal de todos até hoje. Muito obrigada por ter me enviado, Vi!!
– O artista Dalton Ghetti é brasileiro, tem 45 anos, mora em Connecticut e é carpinteiro. E utilizando 3 ferramentas extremamente SIMPLES (lâmina de barbear, agulhas de costura e faca), se recusando a utilizar lupa, ela cria as esculturas mais incríveis que eu já vi, utilizando ponta de lápis!! Se você não consegue imaginar o tamanho da genialidade, olha isso:

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– E o mais legal é que ele não VENDE as esculturas, geralmente dá de presente!! Assim: presentão!! As vezes ele leva um tempão pra terminar uma obra e seu projeto atual é criar cerca de 3 mil obras, uma para cada pessoa que morreu no ataque de 11 de setembro. Segundo ele pode levar 10 anos para terminar. E as esculturas que quebram ele guarda formando uma “coleção cemitério”.
Mas, sei lá, acho que até as quebradas devem ter um valor muito alto. Se você digitar “Dalton Ghetti” no Google Imagens vai surtar.

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– Meu pai tem aqui em cada uma esculturinha feita na ooooutra ponta do lápis, na madeira mesmo. Quando eu vi achei fantástica, mas depois dessa acho que pouca coisa vai me impressionar pra valer assim.

Kseniya Simonova

Em 21.02.2010   Arquivado em Artes Visuais

– Kseniya Simonova é uma artista performática ucraniana que tem, atualmente, 24/25 anos. Ela trabalha com Animação na Areia e seu trabalho ficou conhecido mundialmente após ela ter vencido o Ukraine’s Got Talent (versão ucraniana do Britain’s Got Talent), ficando em primeiro lugar em 2009. A Animação na Areia consiste em formar diversas cenas usando as mãos num espaço coberto de areia, geralmente iluminado por baixo. As cenas representadas retratam uma sequencia, uma história ou um tema específico.

– A atividade performática de Simonova que fez com que ela ganhasse a quantia que representa cerca de R$200.000,00 retratou seu país durante a Segunda Guerra Mundial. A facilidade e habilidade que ela tem para fazer os desenhos é incrível. As formas mais grossas são feitas “retirando” a areia e nos detalhes, pelo contrário, ela é adicionada, com uma precisão incrível!!
Segue em baixo o vídeo de sua apresentação, que já recebeu mais de 12 MILHÕES de visualizações no YouTube:

+ Kseniya Simonova, pela Wikipedia
+ Animação com areia – Kseniya Simonova

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