Minha terceira tatuagem: nosso trevo de amigas-irmãs!

Em 10.03.2019   Arquivado em Cotidiano, Vídeos

Pouco depois de completar um ano desde as minhas primeiras tatuagens, voltei lá na Roots Tattoo para fazer mais duas com a muito querida Larissa Louise, minha tatuadora que, nesses últimos meses, virou tatuadora de um monte de amigas e familiares, porque amo tanto o trabalho dela que indiquei pra todo mundo! E dessa vez, mais que nunca, eu não estava sozinha! Dani e Pati, minhas irmã-amiga e amiga-irmã, foram junto, cada uma fazendo mais de uma também, mas focadas na principal delas: nossa tatuagem em trio, um trevo de três corações! E aí que sobre a quarta eu vou deixar pra falar depois, porque essa aqui é especial demais e merecia um post só dela…

Psiu! Prestenção! Esse post tem texto pra quem gosta de ler e, lá em baixo, vídeo pra quem prefere assistir! De um modo geral os dois conteúdos são bem parecidos e, por mais que se complementem, não precisa necessariamente “consumir” os dois. Escolhe seu favorito e vamos lá!

Uns meses atrás, descendo minha timeline do Facebook, apareceu pra mim um post de uma das várias versões do LDRV perguntando se a galera faria tatuagem de nome de amigos e namorados, ou mesmo alguma “em grupo” assim. Eu então comentei que nome não faria jamais, de NINGUÉM, mas que morria de vontade de fazer um coraçãozinho com as duas, só que não sugeria porque achava que elas não iam aceitar. A Pati então viu meu comentário, respondeu que se tinha alguém com quem ela faria, era com a gente, então já jogamos a ideia no grupo de nós três do Whatsapp. A Dani, que é a mais “seletiva” das três pro assunto, disse que achava a ideia do coração meio vaga, mas que a gente podia trabalhar isso aí. Então fomos buscando coração, três corações e ELA mesma achou a inspiração que usamos: um trevo de três folhas, cujas folhas são três corações.

Minha terceira tatuagem: nosso trevo de amigas-irmãs!

Recém feitas, ainda no estúdio | Foto por: Larissa Louise

“Mas não faz mais sentido tatuar um trevo de QUATRO folhas, que é o que dá sorte?”

Bom, se for pelo desenho sim, a Pati até já tem um no pulso, diga-se de passagem. Mas nesse caso? Não. Porque só nossos três coraçõezinhos já bastam, a gente não precisou do quarto pra ter a sorte de ter uma à outra. Mandamos a referência pra Larissa, pedimos algumas alterações… A gente queria o coração mais definido, mudar COMPLETAMENTE o cabinho porque odiamos o original, enfim, usar aquele como INSPIRAÇÃO, e não como CÓPIA. Foi uma demora horrorosa pra conseguir conciliar todos os horários envolvidos (principalmente porque a Pati nem em BH mora), mas em 21 de janeiro estávamos lá, com blusas de cores “temáticas”, cada uma com a sua personagem de “Três Espiãs Demais” (sim, nós fizemos isso), muito empolgadas para o que estava por vir.

O lugar escolhido foi a parte de “dentro” do braço, perto da dobra do cotovelo. Eu e Dani imaginamos bem no centro, mas a Pati já teve que lidar com pais de alunos com preconceito contra tatuagem, então acabamos colocando de lado, pra ficar mais escondido. Nosso motivo era estético, o dela profissional, então tinha prioridade, né? E no final sabe que gostei mais! O trevo foi encaixado “tombadinho”, ficou super charmoso. Não sei como, mas ficaram todos na mesmíssima posição, coisa mais linda. Quando fomos gravar o Stories do “antes” e colocamos os braços juntinhos meu cancerianismo apitou e até chorei!

Minha terceira tatuagem: nosso trevo de amigas-irmãs!

Três Espiãs D- bem sorridentes logo após sair do estúdio!

“Mas vocês não têm medo de deixar de ser amigas e querer remover a tatuagem depois?”

Olha… Não. Nenhum.

Daninha e eu fomos criadas a vida INTEIRA pra sermos nossas melhores amigas, mesmo que quando crianças nossos 5 anos de diferença tivessem relevância em breves momentos. Até nas coisas que discordamos existe muito respeito, como devemos ter com qualquer pessoa na vida, e são pouquíssimas porque a gente é bem parecida em vários aspectos. Já quanto à Patiquinha, elas se conheceram na escolinha ainda no maternal e desde então já era a “terceira irmã” pra gente. São mais de 20 anos de amizade! Mesmo se o universo virasse do avesso e a gente começasse a se odiar, apesar de não ter essa capacidade, não tem nada no mundo que apague décadas da nossa vida. Nós somos uma “Porcaria de Tripé”: se uma sair, todas as outras caem. Quando ficam as três juntas parece que completa, sabe? Essas “marquinhas de nascença que escolhemos ter” vão envelhecer juntas, mesmo que nem sempre fisicamente, mas com certeza!

Sobre a cicatrização, agora que já tem mais de um mês… Usamos todas um creme específico para tatuagem que eles vendem lá no estúdio, ele é leve e bem baratinho. Todas as três respeitaram os horários, período, quantidade, tudo, e as das meninas estão liiindas demais. A minha, porém, não cicatrizou bem. Saiu mais casquinha do que devia, ainda não sei se por causa do calor, local ou o que… Infelizmente essas coisas acontecem, né? O que vou fazer é esperar pela próxima, que torço pra não demorar muito, e aproveitar pra retocar. Não retoquei nenhuma outra porque não vi necessidade, mas essa precisa, dá pra ver a diferença MUITO clara quando coloca tudo junto…

Minha terceira tatuagem: nosso trevo de amigas-irmãs!

Um mês depois, já cicatrizadas | Foto por: Ramon Correa

Obrigada Larissa (e Lorrane!) por todo o carinho e trabalho perfeito, podem ter certeza que temos muitas outras vindo aí (já fiz até wish list!). Obrigada também Dani e Pati, mas nesse caso por tudo!

Panelinhas

Em 13.06.2011   Arquivado em Escrevendo

– Outro dia passeando pela internet afora li, em algum lugar, a expessão “querer fazer parte da panelinha”, ou algo assim. Eu realmente não lembro onde foi, mas isso me levou a várias reflexões, lembrei de uns posts que rolaram no Flickr a uns tempos atrás e me pus a pensar em como a famosa “panela” virou uma espécie de tabu na vida da sociedade infanto-juvenil.

– Eu SEMPRE fui da turma dos “fracos e oprimidos” quando tava na escola. Acho que desde a quinta série, ou sei lá. Enquanto os outros andavam em panelinhas eu dizia que andava em “canequinhas”: grupos muito menores com os quais ninguém se importava. Eu não via nada de mais nisso, nunca quis ser conhecida pela escola inteira, mas também não fazia questão de evitar isso na vida: simplesmente acontecia de eu me relacionar mais com aquelas pessoas. E desde sempre, estando nesse meio, tinha um ou outro que queria que a sala de aula fossem um grupão de amizade, que todos se amassem e as panelas deixassem de existir. Mas sempre achei isso uma hipocrisia danada. Primeiro porque nós não estamos no Estados Unidos da América, não existem tribozinhos separadas dos atletas, dos nerds e etc, então não acontece de alguém querer mudar de estilo e sentar na mesa do lado e nem momentos High School Musical onde todos revelam ser mais do que são e saem cantando isso pela escola. E segundo porque o que as pessoas consideram panela eu costumo chamar de amizade. Porque se você gosta de alguém, se identifica com alguém, ótimo, fiquem amigos e andem juntos. Sem contar que isso é sempre mutável: vão chegando pessoas novas, você vai se aproximando de pessoas “velhas” e aí novas amizades, digo, panelas vão surgindo.
O legal é que pode ser uma panela, mas uma panela com a “tampa” normal, e não uma panela de pressão, são coisas diferentes! Não acho certo grupos oprimindo os que são diferentes (posso dizer por mim mesma) e nem pessoas que se fecham pras outras simplesmente por não querer abrir espaço pra novas amizades. Mas é bom ter grandes amigos na vida, e é bom ter uma panela se é isso que ela vai significar pra você.

– Um exemplo bom que tenho disso é do único lugar onde não fui “fraca e oprimida” na vida: os Bonecontros de Belo Horizonte. Quando fui no primeiro já tava feliz em ter minha irmã e uma amiga já conhecidas para nunca ficar sozinha, mas logo de cara pessoas foram me conquistando, eu as conquistei e isso gerou o que hoje chamamos de @centoeoito: três pessoas que me fazem feliz em todos os momentos e que muita gente vê como uma panelinha formada ali. Mas a gente gosta de estar uma com a outra, somos amigas, oras, por que não levar isso adiante?? Só para não parecer estar “excluindo” os outros?? Ninguém tá excluindo ninguém, ninguém tá se excluindo, a gente tá simplesmente vivendo em sociedade, simples assim. Não quer dizer que não gostamos de outras pessoas, que não conversamos com outras pessoas, só é mais forte.

– Não precisamos ser queridos por todos, principalmente se com isso não somos muito queridos por alguns. Eu confesso que já passei muito tempo da minha vida querendo que algumas pessoas valorizassem mais minha presença na vida delas, mas se essas pessoas precisam da aprovação mundial, e se assim temos que acabar com a panela, comigo não funciona. Eu não me fecho para ninguém, mas gosto de ter com quem contar, quem abraçar e, principalmente, ter alguém querido pelos lugares onde eu passei, tornando especial cada uma das minhas queridas canequinhas!!


WE HEART IT