6 on 6 Janeiro: Livre/Ano Novo

Em 06.01.2017   Arquivado em Fotos

Há exatos 12 meses atrás, no meu primeiro post do 6 on 6, eu retratei através de fotos de miniaturas as minhas metas para 2016, e aí 2017 chegou e eu percebi que não cumpri NENHUMA delas. Ok, meio que minha culpa, é claro, e eis que estamos aqui, no começo de mais um ano e a ideia era meio que repetir a dose e tudo mais, só que dessa vez não vai rolar desejos e sim OBJETIVOS nos dois sentidos da palavra: coisas simples, coisas que serão feitas. Pra algumas pessoas é a mesma coisa? Sim. Pra mim, nesse momento da minha vida, não. Eu sei explicar muito bem ou se sequer faz sentido, mas a diferença reside nos verbos: ao invés de um post “eu quero”, esse é um post “eu vou/estou”, simples assim!

6 on 6 Janeiro
6 on 6 Janeiro
6 on 6 Janeiro
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6 on 6 Janeiro
6 on 6 Janeiro

01. Essa foto tinha ficado MUITO MAIS LEGAL na minha cabeça, era mais pra abrir o post com as linhas que uso pra encadernações formando “2017” e tal, mas acabou ficando tosco… Enfim, fica aí pra representar minha vontade de continuar fazendo MUITOS cadernos, que foi algo que consegui ano passado e não esperava;
02. A brusinha do último look postado, que foi um presente de natal despretensioso da minha tia e acabou virando um “mantra” para tentar viver com um pouquinho mais de leveza e menos ansiedade, amém (eu falei mais sobre isso AQUI);
03. A coisa mais – importante – de – todas: nesses primeiros meses eu vou me dedicar a ESTUDAR MUITO pra alguns concursos! Já comecei, meio devagarinho, tô pegando no ritmo ainda. É que eu percebi que às vezes temos que fazer algo que não queremos pra conquistar algo que queremos muito, em ‘bora ferrar a cara no livro que dá tudo certo;
04. Leeeeembra da Memory Jar onde eu reuniria memórias boas ao longo do ano? Pois é, no fim das contas ela ficou assim! Ainda não abri os papéis pra ler e então recomeçar, e sei também que tem MUITA coisa besta porque chegou naquele ponto em que eu tava valorizando as pequenas alegrias mais do que nunca, mas é bom saber que eles existiram… Ao fundo o quadrinho que ganhei de amigo oculto porque é bonito;
05. Ingressos temporários do meu acontecimento anual favorito: Hogsmeeting – Ano 3! Porque não podia faltar;
06. Por fim esse teclado só pra me lembrar que eu quero, preciso e vou escrever TUDO o que vier de ideia nessa cabeça, independente se é pra ser publicado ou não. Já perdi muito texto bom pensando que não valia a pena ou que faria depois (mas acabava esquecendo), agora chega, é pra dar a louca gravando áudio no celular, anotando em papel solto, parando qualquer coisa no meio pra poder pelo menos registrar os pontos chaves, é pra não deixar passar nada!

Agora não deixem de conferir os posts dos outros participantes do projeto: Cris, Igor, Lucas, Maíra e Renatinha!

Exposição “ComCiência”, da Patricia Piccinini

Em 04.01.2017   Arquivado em Artes Visuais

“Antes tarde do que nunca” define o tema desse post, já que as obras do ComCiência, da Patricia Piccinini, estão no CCBB BH há quase três meses e eu só fui vê-las agora, na última semana. Mas o importante é ir e impossível deixar passar porque é, até hoje, a exposição mais vista da história do museu e recebeu mais de um milhão de visitantes em sua passagem por outras cidades do país.

Para trazer a questão das mutações genéticas para o território da arte, a artista australiana Patricia Piccinini se utiliza do realismo como linguagem, apresentando ao espectador um universo de criaturas desconhecidas, porém palpáveis e surpreendentemente afetuosas. ComCiência, um neologismo que carrega sentido duplo, conectando consciente e ciência, propõe ao público um percurso narrativo entre esculturas, desenhos, fotografias e vídeos. (fonte)

Depois de um medo gigantesco do assunto quando era criança, eu cresci sempre procurando lidar com qualquer tipo de mutação genética ou característica peculiar de forma mais natural possível, principalmente porque meu filme e meu livro favoritos tratam sobre o assunto, então quando vi as primeiras imagens das obras, principalmente as esculturas que são as grandes estrelas da “festa”, fiquei absolutamente encantada. A ideia da artista é que o expectador passe da repulsa ao fascínio, mas pra mim esse processo não aconteceu, foi um impacto positivo de cara, mas eu não imaginava é que ao vivo a coisa ia ser ainda mais forte porque, sério, elas são absolutamente LINDAS! As figuras humanas são extremamente convincentes, o que torna a admiração ainda maior, e mesmo que pareça que a gente está diante de uma pessoa de verdade elas têm o lado esquisito que causa incômodo: pelos demais, pequenos traços de animais, órgãos deformados, a presença das criaturas que muitos enxergam como monstros, mas na verdade passam um ar super simpático pra quem observa. As pessoas que interagem com elas, é claro, são sempre crianças (de All Starzinhos!), já que eles estão mais abertos ao incomum que os adultos, e a ideia daquela “amizade” que surge no momento congelado pela artista me deu vontade de ver um filme com a história deles sendo contada.

Existem outras “categorias” de obras, além dessa das crianças e seus amigos incomuns, que retratam sempre a humanização de seres supostamente não animados, como plantas e até mesmo meios de transporte. Meu lado restauradora ficou enlouquecido imaginando como deve ser interessante montar a exposição no ambiente disponível e depois embalar para o transporte, porque deve ser uma quantidade de detalhes ainda maior do que a gente observa como visitante… Claro que é impossível amar tudo porque é um conjunto enorme e extremamente variado, que conta com esculturas, quadros, sons, vídeos e até jogos de luz, mas é legal ver também o que te causa mais estranhamento e o que depois de ver tantas vezes acaba ficando até comum, que não é muito diferente da “vida real”, se parar pra pensar!

ComCiencia, Patricia Piccinini
“O Observador”

ComCiencia, Patricia Piccinini
“Grande Mãe” (percebam a melancolia absurda desse olhar)

ComCiencia, Patricia Piccinini
“O Golpe”

ComCiencia, Patricia Piccinini
“O Tão Esperado”

ComCiencia, Patricia Piccinini
“A Confortadora”

ComCiencia, Patricia Piccinini
“O Substituto” – fofíssimo de frente, super incômodo pelas costas

ComCiencia, Patricia Piccinini
“Indiviso”

ComCiencia, Patricia Piccinini
“O Visitante”

ComCiencia, Patricia Piccinini
“De Bruços” – o que mais gostei de TODOS!

ComCiencia, Patricia Piccinini
“Cycle Pups”

ComCiencia, Patricia Piccinini
“Os Amantes” – foi uma das favoritas, também!

ComCiencia, Patricia Piccinini
“Arcádia”

ComCiencia, Patricia Piccinini

ComCiencia, Patricia Piccinini

ComCiência, de Patricia Piccinini. De 12/10 a 09/01 no Centro Cultural Banco do Brasil Belo Horizonte.
Praça da Liberdade, 450, Funcionários. Contato: http://culturabancodobrasil.com.br/ | (31) 3431-9400 | ccbbbh@bb.com.br | Funcionamento de quarta a segunda das 9h às 21 horas. Entrada Franca.

Minhas fotos ficaram muito ruins, então a Lili me deixou usar as delas aqui no post, apenas quatro dessas quatorze foram tiradas por mim. Obrigada, Lili! Além disso não consegui achar o nome de todas as obras, então se alguém souber o da última que falta e puder me avisar agradeço imensamente.

Lookbook: worry less, Live More

Em 31.12.2016   Arquivado em Moda

2016 foi uma montanha russa muito louca. Na maior parte do tempo os trilhos ficaram lá em baixo, sacudindo cheios de solavancos, dava agonia de ver como só descia e descia, parecia impossível que tivesse como descer mais, mas ainda assim continuava acontecendo. Às vezes dava um looping maluco inesperado que tirava tudo do lugar, até que de repente o carrinho subia alto, altíssimo, e o vento que batia no rosto nesses raros, porém ótimos, momentos de alegria causava risos e sorrisos difíceis de controlar. Tinha hora que a Dois-Mil-E-Dezesseis-Coaster chegava a ir de cabeça pra baixo, de tão surreal, mas para ser justa não posso deixar de acrescentar a melhor parte: em momento NENHUM andamos de ré. Teve suas curvas boas e suas curvas péssimas, mas TODAS elas levavam adiante, empurravam pra frente, significavam progresso.

“O que isso tem a ver com o look, gente?” Tem a ver a frase da blusa que escolhi para “protagonizar” o último post do ano: “Worry less, live more”. Não ficar preocupada é, para quem sofre com transtorno de ansiedade, quase impossível, mas (tentar) encarar as preocupações com leveza e aproveitar mais as oportunidades que a vida trás, sem deixar que os problemas que muitas vezes só existem aqui na minha cabeça atrapalhem, vai ser a essência desse 2017 que começa amanhã. Não importa se o carrinho siga com altos ou baixos, temos que continuar guiando para que ele vá adiante e extrair algo desse trajeto para guardar na nossa vida. Sempre. Mesmo porque se não fossem os momentos ruins a gente não daria valor nenhum pros bons, né?

Só que dessa vez, ano novo, não precisa de TANTA coisa ruim assim, não, a gente promete que vai curtir as alegrias mesmo que elas durem todos seus 365 dias, ok? Ok! Hahaha!

Descrição das peças no Lookbook!

Espero que nesse ano novo vocês tenham pouquíssimas preocupações e vivam intensamente! Esquece essa história de que é uma virada comum de um dia pro outro e ‘bora acreditar SIM que estamos renovando todas as nossas chances de construir dias melhores, porque esse é o primeiro passo pra fazer acontecer! Então é isso, vai lá e faz, e eu prometo que eu vou também… FELIZ 2017!

She’s Beautiful When She’s Angry

Em 27.12.2016   Arquivado em Feminismo, Filmes

She's Beautiful When She's Angry, via Filmow

She’s Beautiful When She’s Angry *****
Direção: Mary Dore
Gênero: Documentário
Duração: 92 min
Ano: 2014
Classificação: 14 anos
Sinopse: “Conta a história das mulheres que criaram o movimento feminista nos anos 1960, fazendo uma revolução em todos os âmbitos sociais.” (fonte – sinopse e pôster)

Comentários: A primeira vez que ouvi falar sobre o movimento feminista onde o assunto realmente me chamou atenção foi através da minha mãe enquanto a gente assistia “The Wonders” pela milésima vez. Eu tinha uns 16 anos e falei que achava feio as dançarinas com os mamilos “marcando” na roupa, ela veio e me explicou o contexto, que houve a queima em massa de sutiãs em busca de direitos iguais, e apesar de continuar achando não achando bonito a presença daquelas meninas ali mudou de sentido na minha cabeça COMPLETAMENTE e eu passei a adorar a dancinha delas. Mas a história estava só começando… Sete ou oito anos precisaram se passar para eu começar a realmente entender do que aquilo tudo se tratava e o principal: perceber e admitir que eu fazia parte. Foi devagar, primeiro uns compartilhamentos no Facebook, depois uns posts por lá e por aqui, a perda total do medo de usar as palavras que marcam o movimento e, claro, a necessidade de ler e assistir mais sobre o assunto. E é aí que entra “She’s Beautiful When She’s Angry”, que está disponível na Netflix e conta um pouquinho sobre como a coisa se intensificou nos Estados Unidos justamente no período do qual minha mãe tinha me contado um pouquinho.

Sabe quando você tá lendo alguma postagem sobre feminismo e SEMPRE tem aquele(s) comentário(s) que diz(em) “Antes eu até entendo, as mulheres queriam seus direitos, mas as feminazis hoje em dia só querem privilégios e aparecer”? Pois é, as pessoas já diziam isso na época. Sabe quando as próprias mulheres reproduzem o machismo dizendo que se sentem bem com o que já têm e não entendem por que as outras querem mais? Sim, desde então muitas já davam esse tipo de entrevista. Sabe quando algum jornalista é MUITO babaca e fala merda na televisão pra todo mundo ver e ainda assim mantém seu emprego, não importa o quão misógino ele foi? Bom, nem preciso dizer que isso também sempre esteve presente, né! Esse documentários é FUNDAMENTAL pra entender do que se trata e ver que não importa o quanto as coisas melhorem pra gente, ainda temos um longo caminho pela frente até atingir a equidade de gêneros. É um mix de sentimentos, ao mesmo tempo que você quer gritar um “MUITO OBRIGADA” para cada uma delas pela vida melhor que temos hoje, é triste ver que muita coisa não mudou e ainda vai demorar pra mudar, e é por isso que a gente não deve NUNCA se calar diante do machismo nosso de cada dia!

Nele nós vemos relatos vindo direto das ativistas da época que ressaltam as dificuldades, prazeres, conquistas e até mesmo erros de cada etapa e organização que ia surgindo, a necessidade inacabável da representatividade e lugar de fala, chegando a causar até “brigas pelo protagonismo”: elas foram caladas por tanto tempo que não conseguiam ser ouvidas quando falavam em tom de voz normal ou mesmo gritando, e aí era preciso BERRAR, caminhar, reunir, queimar… O que eu mais gostei nele, porém, foi que alguns relatos me deram mais oportunidade de sair da minha “zona de conforto” feminista classe-média-branca-cis-hétero-com-curso-superior e ver que ali já começavam a nascer também algumas “diretrizes” que até hoje não têm muito espaço, como o feminismo negro e lésbico… Sempre que leio algum texto sobre esses assuntos tem alguém que está do “lado privilegiado” comentando que se sentiu ofendida, e confesso que já me senti muito também, mas é só abrir um pouquinho a mente que a gente vê que esse “ofensa” é a mesma que muitos homens sentem quando vêem que nós mulheres queremos ser tratadas como pessoas que somos, e não como seres inferiores, então é sempre bom entender que cada um tem lado oprimido, mas também seu lado “opressor” e ajudar a dar a voz pra quem tem mais “sacos de batata de opressão” nas costas poder colocar esse peso pra fora…

Eles têm também um site super legal que conta com informações sobre a tragetória de cada uma das entrevistadas, o trabalho da diretora, fontes de informação, uma lojinha virtual, links das redes sociais e, claro, divulgação de onde o filme pode ser assistido, acessem lá para poder se maravilhar com ele tanto quanto eu: shesbeautifulwhenshesangry.com!

Trailer:

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