She’s Beautiful When She’s Angry

Em 27.12.2016   Arquivado em Feminismo, Filmes

She's Beautiful When She's Angry, via Filmow

She’s Beautiful When She’s Angry *****
Direção: Mary Dore
Gênero: Documentário
Duração: 92 min
Ano: 2014
Classificação: 14 anos
Sinopse: “Conta a história das mulheres que criaram o movimento feminista nos anos 1960, fazendo uma revolução em todos os âmbitos sociais.” (fonte – sinopse e pôster)

Comentários: A primeira vez que ouvi falar sobre o movimento feminista onde o assunto realmente me chamou atenção foi através da minha mãe enquanto a gente assistia “The Wonders” pela milésima vez. Eu tinha uns 16 anos e falei que achava feio as dançarinas com os mamilos “marcando” na roupa, ela veio e me explicou o contexto, que houve a queima em massa de sutiãs em busca de direitos iguais, e apesar de continuar achando não achando bonito a presença daquelas meninas ali mudou de sentido na minha cabeça COMPLETAMENTE e eu passei a adorar a dancinha delas. Mas a história estava só começando… Sete ou oito anos precisaram se passar para eu começar a realmente entender do que aquilo tudo se tratava e o principal: perceber e admitir que eu fazia parte. Foi devagar, primeiro uns compartilhamentos no Facebook, depois uns posts por lá e por aqui, a perda total do medo de usar as palavras que marcam o movimento e, claro, a necessidade de ler e assistir mais sobre o assunto. E é aí que entra “She’s Beautiful When She’s Angry”, que está disponível na Netflix e conta um pouquinho sobre como a coisa se intensificou nos Estados Unidos justamente no período do qual minha mãe tinha me contado um pouquinho.

Sabe quando você tá lendo alguma postagem sobre feminismo e SEMPRE tem aquele(s) comentário(s) que diz(em) “Antes eu até entendo, as mulheres queriam seus direitos, mas as feminazis hoje em dia só querem privilégios e aparecer”? Pois é, as pessoas já diziam isso na época. Sabe quando as próprias mulheres reproduzem o machismo dizendo que se sentem bem com o que já têm e não entendem por que as outras querem mais? Sim, desde então muitas já davam esse tipo de entrevista. Sabe quando algum jornalista é MUITO babaca e fala merda na televisão pra todo mundo ver e ainda assim mantém seu emprego, não importa o quão misógino ele foi? Bom, nem preciso dizer que isso também sempre esteve presente, né! Esse documentários é FUNDAMENTAL pra entender do que se trata e ver que não importa o quanto as coisas melhorem pra gente, ainda temos um longo caminho pela frente até atingir a equidade de gêneros. É um mix de sentimentos, ao mesmo tempo que você quer gritar um “MUITO OBRIGADA” para cada uma delas pela vida melhor que temos hoje, é triste ver que muita coisa não mudou e ainda vai demorar pra mudar, e é por isso que a gente não deve NUNCA se calar diante do machismo nosso de cada dia!

Nele nós vemos relatos vindo direto das ativistas da época que ressaltam as dificuldades, prazeres, conquistas e até mesmo erros de cada etapa e organização que ia surgindo, a necessidade inacabável da representatividade e lugar de fala, chegando a causar até “brigas pelo protagonismo”: elas foram caladas por tanto tempo que não conseguiam ser ouvidas quando falavam em tom de voz normal ou mesmo gritando, e aí era preciso BERRAR, caminhar, reunir, queimar… O que eu mais gostei nele, porém, foi que alguns relatos me deram mais oportunidade de sair da minha “zona de conforto” feminista classe-média-branca-cis-hétero-com-curso-superior e ver que ali já começavam a nascer também algumas “diretrizes” que até hoje não têm muito espaço, como o feminismo negro e lésbico… Sempre que leio algum texto sobre esses assuntos tem alguém que está do “lado privilegiado” comentando que se sentiu ofendida, e confesso que já me senti muito também, mas é só abrir um pouquinho a mente que a gente vê que esse “ofensa” é a mesma que muitos homens sentem quando vêem que nós mulheres queremos ser tratadas como pessoas que somos, e não como seres inferiores, então é sempre bom entender que cada um tem lado oprimido, mas também seu lado “opressor” e ajudar a dar a voz pra quem tem mais “sacos de batata de opressão” nas costas poder colocar esse peso pra fora…

Eles têm também um site super legal que conta com informações sobre a tragetória de cada uma das entrevistadas, o trabalho da diretora, fontes de informação, uma lojinha virtual, links das redes sociais e, claro, divulgação de onde o filme pode ser assistido, acessem lá para poder se maravilhar com ele tanto quanto eu: shesbeautifulwhenshesangry.com!

Trailer:

Wishlist 3×3: Livros

Em 21.12.2016   Arquivado em Leitura

Nos últimos meses tô numa fase muito pouco consumista da minha vida, o que é realmente ótimo se parar pra pensar, mas às vezes me dá saudades de ficar adicionando coisas à minha WishList, fazer planos das loucuras que faria se ficasse milionária e etc. Outro dia eu ganhei um vale compras no sorteio de aniversário do Poly Pop e não fazia IDEIA do que fazer com ele, sabe quando você não consegue pensar em nada que te “apetece” naquele momento? Pois é, cheguei nesse ponto! Aí eu e minha irmã fuçamos um pouco, conseguimos fazer ótimas compras com ele, e foi quando eu decidi que ia começar a fazer umas listas de coisas que quero, divididas por categorias e com nove itens cada, só por diversão pra me dar uma animada. São “desejos saudáveis”, coisas que não fico triste por não ter, mas que me fariam ficar alegre se tivesse! Vou começar com livros porque li MUITO POUCO esse ano e quero mudar isso ano que vem… Depois me contem se vocês têm/já leram algum deles pra eu saber as opiniões de geral!

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01) Sejamos Todos Feministas, Chimamanda Ngozi Adichie: Eu já falei umas TROCENTAS vezes desse discurso da Chimamanda, do quanto acho maravilhoso, do quanto concordo com cada uma das palavras dela, tô sempre assistindo e reassistindo a palestra dela no YouTube… Sendo assim quero demais a versão escrita dele! É um que me dá vontade de comprar vários e sair distribuindo pras amigas, pra vocês, pra todo mundo! (Imagem do “De Livro em Livro”)

02) Vocação Para o Mal, Robert Galbraith: Eu AMO a obra desse pseudônimo da J.K. Rowling, é uma das melhores séries de romance policial que já li, mas como não estou muito na vibe acabei não lendo o terceiro romance que foi publicado esse ano… Mas quero muito, e quero a edição de capa dura pra formar o trio junto com os “irmãos” dele que já tenho (e quero o quarto publicado logo, ehr). (Imagem do “Blog Resenhando”)

03) Kenobi, John Jackson Miller: Eu adoro Star Wars, mas confesso que não fico tão apetecida com os livros do Universo Expandido quanto a maioria dos fãs, sei lá o motivo. Esse, porém, é diferente, Obi-Wan é meu personagem favorito desde que assisti pela primeira vez e sempre será, queria demais ler essa história dele entre os episódios 3 e 4. (Imagem do “Cantinho de Leitura”)

04) Juntando os Pedaços, Jennifer Niven: Conheci o trabalho da Jennifer quando li “Por Lugares Incríveis” ano passado (resenha aqui!) e me apaixonei, além de ser exatamente o tipo de coisa que gosto de ler ela é uma FOFA, queria muito ter ido conhecê-la na Bienal de São Paulo, mas não rolou… Enfim, o que importa é que tô doida pra ler o novo livro dela agora, tenho certeza que é lindo também! (Imagem do “Sobre os Olhos da Alma”)

05) Contos Inacabados de Númenor e da Terra Média, J.R.R. Tolkien: Eu tenho uma relação FORTÍSSIMA de amor e ódio com o Tolkien. Amor porque acho o homem genial, brilhante, precursor, rei-da-porra-toda e tudo mais, acho as histórias dele indescritivelmente FANTÁSTICAS, mas tenho ódio porque na maior parte do tempo é um saco de ler, gente, foi mal! Ainda tô lutando contra isso com “O Retorno do Rei” e pretendo acabar antes de, sei lá, 2020 pra ler “O Silmarillon”, e aí quem sabe um dia chego nos contos que me deixam super curiosas de tanto spoiler que já me deram sobre eles! (Imagem do “Pipoca Musical”)

06) Contos de Fadas, da Editora Zahar: Eu meio que “coleciono” esses livrinhos de capa dura da Zahar porque 01) acho eles lindos por inteiro, cada detalhe, e 02) adoro ter livros infantis e poder ler a versão original de histórias que já gosto! Esse eu quero muito porque adoro a cor da capa (é, pois é) e é uma coletânea, né, então são vários contos juntos de uma vez! (Imagem do “Colorindo Nuvens”)

07) A Deusa do Amor, P.C. Cast: Pra ser beeem sincera eu não sei ao certo se quero mesmo esse ou não, mas já faz um tempo que tá na minha lista e eu AMO Afrodite, quero até fazer uma tatuagem de pomba em homenagem a ela algum dia, então não é bem uma prioridade mas também é o tipo de coisa que eu gostaria de ter, no fim das contas! (Imagem do Skoob)

08) Aparador de livros Salsicha, da Trekos e Cacarekos: “Acessórios” também valem? Vai ter que valer! Eu nem tenho um lugar pra colocar esse aparador de dachshund, na verdade, mas ele é tão lindo que não dá pra resistir, a gente se vira e CRIA espaço pra encaixar! (Imagem da loja virtual da marca)

09) Wish You Were Here, Luly Lage: Sim, é meu livro. Não, ele ainda não foi publicado. Mas é por isso que entrou aqui, quer dizer que desejo ter ele de verdade, que exista pra todo mundo poder ler, simples assim! (Imagem da página do Facebook)

As fotos usadas nesse mosaico foram retiradas de vários sites diferentes no dia 21/12/16 e todos eles foram sinalizados ao longo do texto. Se você é o autor de qualquer uma delas e não gostaria de vê-la aqui, por favor, me avise para que eu possa retirá-la!

Árvore de Natal de Origami

Em 18.12.2016   Arquivado em Vídeos

Há uns quatro anos atrás uma amiga me deu de presente de natal uma árvore SUPER LINDINHA de origami que desde então está presente de forma fiel na “decoração de fim de ano” do meu quarto. Ela é super elaborada, tem com enfeite de bolinhas, estrelinhas coloridas e vem dentro de uma caixa parcialmente transparente de onde fica “exibida”, sério, um mimo! E aí esse ano no tradicional amigo oculto que rola num grupo de amigos eu tava pensando em fazer uma lembrancinha pra cada um que fosse bonitinha sem gastar (porque né…) e lembrei disso. Dando uma pesquisada pelas internets afora achei uma versão que estava dentro da minha capacidade motora e resolvi tentar, achando que na primeira já estaria de saco cheio de tanto dobrar… No fim das contas empolguei tanto que acabei fazendo a versão mini-mini delas com os restos de papel que iam aparecendo, hahaha, é uma delícia!

Árvore de Natal de Origami

Olha só que coisinha mais bonitinha da vida que fica! Meus creative papers tão acabando, então improvisei e ao invés de tudo igual rolou verdinha, verdona e até essas brancas “congeladas”.

Árvore de Natal de Origami

O primeiro “feito” das pequenininhas (que fiz num papel de 8x8cm) foi “decorar” as fotos da minha encadernação de natal, que por sinal foi a pior que já fiz até hoje, ficou muito ruim, destetei a coitadinha! Porém levando em consideração que tudo nela deu errado do início ao fim acho que ela até merece um crédito no fim das contas…

Árvore de Natal de Origami

Não resisti e botei a “Elsa Noel” pra posar com a versão “Frozen” delas, já tô guardando essa foto pra postar dia 21 que é aniversário da personagem (e também solstício de inverno no hemisfério norte).

Árvore de Natal de Origami

E temos foto com bonecas? Temos fotos com bonecas! Como não, né? Minhas três Little Byuls muito satisfeitas com seus feitos artísticos… E aí pra quem quiser fazer também (sério, é RIDÍCULO de fácil), gravei esse tutorialzinho em vídeo ensinando. Foi difícil pra caramba conseguir bons ângulos sem um tripé mas no fim valeu a pena, aperta o play aí pra aprender!

“A Garota no Trem”, relacionamentos abusivos e gaslighting

Em 09.12.2016   Arquivado em Feminismo, Filmes

A Garota no Trem, via Filmow

A Garota do Trem (The Girl In The Train) *****
Elenco: Emily Blunt, Haley Bennett, Justin Theroux, Luke Evans, Rebecca Ferguson, Allison Janney, Darren Goldstein, Edgar Ramirez, Gregory Morley, Laura Prepon, Lisa Kudrow, Ross Gibby
Direção: Tate Taylor
Gênero: Mistério
Duração: 112 min
Ano: 2016
Classificação: 14 anos
Sinopse: “Rachel (Emily Blunt), uma alcoólatra desempregada e deprimida, sofre pelo seu divórcio recente. Todas as manhãs ela viaja de trem de Ashbury a Londres, fantasiando sobre a vida de um jovem casal que vigia pela janela. Certo dia ela testemunha uma cena chocante e mais tarde descobre que a mulher está desaparecida. Inquieta, Rachel recorre a polícia e se vê completamente envolvida no mistério.” (fonte – sinopse e pôster)

Comentários: Antes de mais nada gostaria de dizer que nunca li o livro no qual o filme é adaptado e que quando fui ao cinema (graças a um ingresso que ganhei) não sabia 100% do que se tratava, só tinha lido a sinopse mesmo, então não posso dizer se é uma boa adaptação e sequer se a temática das duas mídias é igual, mas de certa forma assisti-lo foi uma surpresa MUITO positiva porque gerou reflexões maravilhosas e me deu exemplos claros de pautas que muita gente que conheço não consegue enxergar, mas estou me adiantando. Vamos falar sobre a experiência primeiro, depois falamos do que ela gerou.

A história gira em torno de três mulheres: Anna é casada com o ex marido de Rachel, com quem tem uma filha, e Megan é a babá da criança. Desde a separação, que aconteceu por causa de seu alcoolismo, Rachel viaja todos os dias num trem que passa por sua antiga vizinhança, e para evitar olhar para a casa onde vivia observa a vida aparentemente feliz de Megan, que envolve muito carinho (e sexo) com seu marido, até que um dia dá de cara com uma cena que a deixa chocada: a garota está com um homem diferente. Desconcertada com isso e muito bêbada, ela vai até o local, tem um apagão e mais tarde descobre que Megan desapareceu, e por estar sempre “perseguindo” seu ex ela se torna suspeita, já que a vítima trabalha pra ele. A partir daí ela tem que tentar se manter sóbria pra descobrir o que aconteceu, quem causou e até que ponto está envolvida nisso. É um filme de suspense que mexe MUITO com o psicológico e emocional e tem um elenco ótimo e mega convincente, protagonizado pela MARAVILHOSA da Emily Blunt. Você vai conhecendo mais da história de cada uma delas, entendendo seus dramas e dilemas e cada hora suspeita de uma coisa que vai ser desconstruída logo em seguida (ou não).

A partir daqui esse post tem revelações sobre o enredo e, apesar de eu não falar o desfecho do filme, acho que vai dar pra sacar se ler o que tenho a dizer. Se você abomina spoiler sobre todas as coisas, não recomendo a leitura (mas salva pra depois que ver que é legal!), mas se já assistiu ou quer já fazer isso com olhar crítico e não focado no mistério, vão ‘bora!

E aí temos essa relação de três mulheres aparentemente problemáticas com três homens “misteriosos”: Tom, ex marido de Rachel e atual de Anna, Scott e Kamal Abdic, marido e terapeuta de Megan, respectivamente, e é a presença deles que nos dá exemplos claros de dois assuntos que estão dando o que falar na internet, finalmente: relacionamentos abusivos e gaslighting. O primeiro está explícito desde o momento em que conhecemos Megan durante suas sessões de terapia, ela permanece com Scott mesmo sem vontade nenhuma, mesmo tendo sua vida completamente controlada, quase como forma de auto punição pelos seus erros do passado, e só consegue se abrir para Abdic, com quem tenta ter um caso loucamente. Ele é tão absurdo que após o desaparecimento esse comportamento agressivo acaba sendo “transportado” pra coitada da Rachel que entra em contato tentando ajudar, no final das contas a gente vê que não importa os erros da pessoa, ninguém merece ser tratado assim. Inclusive muito do que rola na vida da Megan (e que acaba causando seu fim trágico) poderia ter sido evitado desde o início da parte difícil da sua história se ela tivesse tido apoio pra melhorar e sentir menos culpa pelo que passou. E aí vamos pra parte 2, mas antes um “momentinho Wikipedia” básico:

Gaslighting ou gas-lighting é uma forma de abuso psicológico no qual informações são distorcidas, seletivamente omitidas para favorecer o abusador ou simplesmente inventadas com a intenção de fazer a vítima duvidar de sua própria memória, percepção e sanidade. Casos de gaslighting podem variar da simples negação por parte do agressor de que incidentes abusivos anteriores já ocorreram, até a realização de eventos bizarros pelo abusador com a intenção de desorientar a vítima. (fonte)

Essa é a essência do filme, se você quer entender como isso funciona PRECISA assistir porque é assustador de tão claro. Rachel se tornou alcoólatra durante seu casamento e desde então tem lembranças horríveis de seu próprio comportamento, TODAS elas vindas de Tom, já que ela não lembra de nada. Após a separação ela claramente persegue a nova esposa de seu ex e a filha deles, tornando-se uma ameaça pra tranquilidade de Anna. As duas vêem uma inimiga na outra e a coisa é tão absurda que você, assistindo ao filme, também acredita que é isso que elas são! Meus comentários variavam de “louca” e “que burra” a “aposto que a culpa é dela”, até o momento extremamente esclarecedor em que você percebe que por trás disso tudo tem o gostosão babaca manipulando TUDO. Ele conseguiu convencer a primeira de que ela é mentalmente instável e culpada pelo fim do casamento, passou esse pensamento pra segunda e quando a coisa apertou mudou TUDO fazendo com que as duas se achassem malucas e neuróticas! A cena mais maravilhosa de todas que exemplifica isso: a confusão do desaparecimento de Megan leva Rachel à vizinhança (mesmo que a tenham alertado pra não fazer isso) e ela cruza com Anna na rua sem ter reações, só “olho no olho” e continua andando. Mais tarde Anna conta isso pro marido dizendo que rolou “comportamento agressivo” e ele manda largar pra lá e deixar a coitada em paz, o que faz a mulher ter SAUDADES da época que era amante dele. Nesse momento a gente pensa “Ai que mentirosa nojenta!”, mas tudo vai se encaixando quando ambas têm um “click” de sanidade (que sempre esteve lá) e percebem as ligações falsas, o ciclo vicioso de transformar a mulher em errada pra justificar a amante e o aproveitamento da fragilidade da pessoa para piorar tudo pra ela, outra característica super forte do abuso. Tudo isso, claro, intensificado por essa mania quase natural que nossa sociedade tem de SEMPRE colocar as mulheres umas contra as outras, enquanto na verdade a gente tinha era que estar dando as mãos e se ajudando para impedir que isso aconteça com qualquer uma de nós. Obrigada aos meninos d’A Estante dos Gêmeos pela chance de assistir esse thriller que pela sinopse não me interessaria tanto, mas no fim das contas era EXATAMENTE o tipo de coisa que eu busco ver e quero recomendar pra galera!

Trailer:

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