Elefante Cor de Rosa

Em 27.04.2018   Arquivado em Escrevendo

Sabe aquele bichinho de pelúcia que muita gente tem desde pequenininho, que dorme juntinho sempre e leva pra onde for? Aquele que é quase uma marca registrada quando criança e, à medida que vai se tornando adulto a pessoa passa a ouvir o questionamento “Você ainda dorme com isso?”? Que os parentes até sabem o nome que lhe foi dado?

Pois é. Inicialmente eu não tive um desses. Ou então devo dizer que tinha muitos, o que no fim das contas é a mesma coisa de nem ter, de qualquer forma.

Rolaram VÁRIOS bichos de pelúcia favoritos pra isso, e até algumas bonecas, mas nenhum deles era “o escolhido”. Por muito tempo foi aleatório, o que tava agradando mais no momento, o que era mais acessível, sei lá. E isso continuou além da infância, entrou na adolescência e foi AÍ que a magia aconteceu. No meu aniversário de 16 anos eu fui presenteada pelo meu grupo de amigas do colégio com um cartão da Hello Kitty com “10 Coisas Que Amamos Em Você” e ela, minha nova e definitiva companheira… Cherry Pink, a elefante cor de rosa!

Também conhecida como “a elefofa mais fofofanta do mundo”!

Elefante Cor de Rosa

Foto: Luly 16 e a elefofa recém ganhada em 10 de julho de 2006!

Eu tinha decidido chamá-la de “Amora”, já que era assim que apelidava essas amigas, às vezes. Uma delas não gostou porque chamava a própria prima desse jeito, então não deu… A outra sugeriu “Cherie”, porque achava que eu combinava com a vibe francesa e tudo mais. Aí gostei mas mudei pra “Cherry”, porque cereja era uma das minhas frutas favoritas! Pronto, Cherry, que desde então divide comigo noites de sono e insônia que nem se eu quisesse conseguiria contar. Cherry, o início de um amor que não dá mais pra negar.

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Porque a partir daí eu me tornei uma apaixonada por elefantes!

Foi uma paixão dessas que surge devagarzinho… Quando eu ia no zoológicoos fotografava cheia de afeto, passando mais tempo naquela grade do que em qualquer outra do local. Comecei uma coleção de Dumbos por aqui, alimentada por algumas amigas, depois que comprei uma das minhas Fashion Dolls numa edição vestida do personagem. Meses se passaram, anos também, escrevi histórias onde eu os coloquei… Primeiro como coadjuvantes, depois como capa! Aí chegamos naquele ponto onde o favoritismo foi gravado para sempre: minha primeira tatuagem foi, afinal, um elefante no pulso!

Já falei aqui mil vezes, mas não custa repetir: me identifico com eles! Eu, apesar de pequena – tão diferente desses gigantes – também sou dramática e muito sensível! Tento ao máximo ser empática e adoro viver… “Em manada”. Acho um MÁXIMO que sejam uma sociedade matriarcal e tento sempre admirar as fêmeas de um modo geral, tanto entre humanos quanto no reino animal. Meio que temos tudo a ver. E que bom que isso surgiu com ela, a pelúcia cor de rosa não tão brilhante quando antes, mas que recebeu milhares de lágrimas de tristeza e alegria enquanto abraçada, sorrisos e risadas enquanto estava ali do lado, mordidas e carinhos da sua “irmã” felina, Arwen. Já ganhei alguns outros da mesa cor, de pessoas igualmente queridas que sabem do meu amor, mas Cherry… Ela é primeira, eterna, ela é única!

Esse texto é resultado do Desafio Surpresa United Blogs, literalmente uma surpresa! Foi perguntado “Se você tivesse que criar um nome pro seu blog com base no objeto que está a sua direita neste momento, como seria?” e depois todo mundo descobriu que estava desafiado a escrever um post tendo como título o que havia respondido. E o meu foi “Elefante cor de rosa” porque, como sempre, o que estava mais perto à minha direta era a própria Cherry!

Elephant Parade em Belo Horizonte

Em 21.04.2018   Arquivado em Artes Visuais

Elefantes estão, definitivamente, no meu “Top 5 Animais Favoritos”. Essa paixão foi começando devagarzinho, na elefante cor-de-rosa de pelúcia que minhas amigas do colégio me deram aos 16 anos, até se tornar tão forte a ponto de tatuar um no pulso em homenagem ao meu romance ainda não publicado, “Wish You Were Here”, onde há a presença forte deles. Sei lá, me identifico com esses mamíferos gigantes! Eles são empáticos, dramáticos, gentis e se organizam numa sociedade matriarcal, o que, cá entre nós, é maravilhoso de se ver no reino animal onde muitos têm a ilusão que o macho é sempre o alfa.

Por esse motivo eu quase pirei quando descobri da chegada da Elephant Parade em Belo Horizonte pelo Instagram! Assim que vi o primeiro link sobre comecei a pesquisar loucamente e até cheguei a receber fotos de amigos via Whatsapp, porque eles já sabiam que ia rolar amor. Acabei vendo alguns espalhados pela cidade, mas nunca podia parar apreciar direitinho… Então decidi tirar uma tarde para ir ao Pátio Savassi, onde a maioria está concentrada, para fotografar os mais legais e vamos ver se, até a exposição acabar, não consigo rodar mais a cidade e ir complementando esse post!

Elephant Parade em Belo Horizonte

“Elefante Paulistano” por Cadu Mendonça

As escultura têm o tamanho de um bebê elefante real, então tem espaço suficiente pra cada artista expressar sua ideia exatamente como quer. Alguns ignoram completamente o formato e usam como uma “tela” para pintura, outros deixam com cara de animal, mesmo, mas cheio de personalidade. Meu favorito, que foi também o primeiro que vi, foi o “Tartaphant”, que representa um bebê tartaruga saindo do ovo, coisa mais linda!

Elephant Parade em Belo Horizonte

“Tartaphant” por Ângelo Rafael

Elephant Parade em Belo Horizonte

“Bolofante” por Bolinho

Outro queridinho, que faz parte do trio de comidas presente na Praça de Alimentação do shopping, é o “Bolofante” com o personagem Bolinho, que já é uma celebridade artística de BH! Ele está estampado em muros por toda a cidade, então logicamente é o destaque dessa edição! Ficou colorido e divertido, como não podia ser diferente!

Elephant Parade em Belo Horizonte

Praça de Alimentação: “Bolofante”, “Pausa Para o Cafezinho” por Beto Rossi e “Que Seja Doce” por Érica Morais

Elephant Parade em Belo Horizonte

“Mademoiselle Elefantel” por Patrícia Costa, “Haru” por Simone Michelin e “Prisma” por Carina Maitch

Elephant Parade em Belo Horizonte

Detalhes de “Prisma”

Elephant Parade em Belo Horizonte

Cinema: “Elephant in Wonderland” por Rogério Fernandes e “Amanhecer de Sonhos” por Alexandre Rato

Elephant Parade em Belo Horizonte

“Prece ao Mar” por Gabriela de Miranda Santos e “Jungle” por Iuri Sarmento

Elephant Parade em Belo Horizonte

“Iamandú Verdefante” por Carolina Massad

Elephant Parade em Belo Horizonte

“Murilo” por Davi DMS

Elephant Parade em Belo Horizonte

“O Viajante Imaginário” por Rosângela Vig

Elephant Parade em Belo Horizonte

“DJ Elephant” por Alberto Bertolazzi

Durante a primeira metade do projeto tinha um ateliê aberto no segundo piso do shopping, onde as obras eram produzidas ao vivo para os visitantes que ali passassem. No dia que foi quem estava em andamento era “A Cura”, do Rogério Fernandes, e estou doida para achá-la e ver como ficou porque o nome me deixou curiosíssima!

Elephant Parade em Belo Horizonte

“A Cura” em produção, por Rogério Fernandes

A Elephant Parade vai ficar em BH até o dia 15 de maio e seu próximo destino já foi anunciado: o Rio de Janeiro! Até lá dá pra curtir as obras não só no Pátio, mas também na Praça da Liberdade, Praça da Savassi e em algumas Drogarias Araújo, que é patrocinadora oficial do projeto. Depois elas serão leiloada e o dinheiro arrecadado vai para filantropia local, os artistas envolvidos e a preservação dos elefantes! Se tem projeto mais lindinho acontecendo, desconheço!

Elephant Parade: de 15 de março a 15 de maio em Belo Horizonte. Instagram: @elephantparadebrazil | Facebook: Elephant Parade Brasil | Mais informações em elephantparade.com.br

LOVE, a série mais real da Netflix!

Em 18.04.2018   Arquivado em Séries e Desenhos

Love

Ela me foi recomendada pela própria Netfix várias vezes. Aparecia no e-mail quando novos episódios saiam, em diversas listas de “afins” pela compatibilidade com outras coisas que eu já tinha visto. E ainda assim demorei um longo tempo para adicioná-la na minha lista, e mais ainda para apertar o play. Na minha cabeça seria um série clichê sobre o cara nerd bobão que se apaixonada pela menina desapegada drogadinha, mas foi só decidir finalmente assisti-la para descobrir que estava muito, muito enganada. Claro, o tema principal é o amor… O próprio título sugere isso! Mas se você está esperando um amor camoniano ideal, um Romeu + Julieta para sofrer até a morte ou mesmo a comédia exagerada do casal totalmente desajeitado… Não é aqui que vai encontrar. Porque LOVE é a série mais real que já assisti na vida, e é isso que a torna maravilhosa!

“LOVE” conta a história de Mickey e Gus, interpretados por Gillian Jacobs e Paul Rust, que por sua vez é um dos criadores da mesma. Ambos acabaram de terminar seus relacionamentos por causa do desgaste que muito comumente acaba com relacionamentos. Ambos não sabem direito como estão lidando com isso, que nem a gente nunca sabe como lida com essas coisas. E é num lugar comum, numa situação dessas que parecem impossíveis mas acontecem todos os dias… Eles se conhecem! Ele tá carente, acha a moça bonita, fica interessado. Ela tá perdida, não sabe o que quer da vida, mas acha que ele é um cara bacana. E aí um convite pra uma festa despretensioso, uma tentativa falha de juntar a pessoa com sua colega de quarto, a tensão sexual que não se explica mas está lá ainda assim… De repente, estão juntos!

Psiu! Prestenção! Se você gosta de ler, é só continuar aqui nesse texto lindinho e descobrir os motivos pelos quais precisa assistir. Ma-as se preferir ver e ouvir, postei também um vídeo sobre Love no meu canal, o conteúdo dos dois é muito parecido!

E aí está tudo resolvido, logo ali nos primeiros episódios? Claro que não! Porque não é assim que funciona de verdade, não é mesmo? Mickey trabalha numa rádio e tem todos os tipos de vício que se pode imaginar: álcool, drogas, cigarro, sexo. Ela precisa se livrar dos piores deles para poder ficar bem consigo mesma antes de conseguir ser feliz a dois. Gus por sua vez tem, por trás do ar de tutor de jovens atores, vários problemas para lidar com suas frustrações, falar a verdade e tomar boas decisões. Eles estão naquele momento em que você acaba de perceber que todas as suas certeza foram por água abaixo e não se sabe de mais nada, mas ao mesmo tempo tem que descobrir porque não tem como ficar a espera de um milagre mais, ou na verdade nunca teve.

No fim das contas, “LOVE” é sobre dois adultos que fazem várias merdas por causa do fato que estão extremamente fudidos da cabeça, e se parar pra pensar estamos todos nós na mesma situação, corrigindo merdas causadas por nossas cabeças fudidas.

Claro que, como todo programa de TV, ela tem lá seus defeitos. Pra mim a falta de representatividade é o principal: você não vê nenhuma figura LGBT influente e quase não tem negros também, apesar de a chefe do Gus dar conta desse aspecto, de certa forma. Por outro lado é legal porque ninguém tem aquela beleza ideal, sabe? São pessoas normais! A Mickey é linda, mas tem olheiras enormes e usa uma maquiagem “quase nada” não muito bem feita, já o Gus é quase uma caricatura! As pessoas têm dentes tortos, gordurinhas localizadas e coisas assim, e ao mesmo tempo NADA DISSO torna NENHUM DELES feio. Gente como a gente e pronto!

Pra compensar, feminismo é abordado o tempo todo! Uma das cenas que mais gostei foi um momento em ela solta do nada que queria uma coisa X na sua vida, bem clichê e supostamente nada empoderadora. Ele então pergunta se aquilo não seria um pouco “anti-feminista”, e ela já rebate com um “Sério que você vai me ensinar o que é feminismo?”, o que é absolutamente GENIAL porque, né… A gente vê isso todos os dias mesmo vindo de homens bacanas. E é com esses momentos de sinceridade e outros que nem tanto que eles constroem um relacionamento que, ao final do último episódio, me fez acreditar que em algum momento as coisas vão dar certo por aqui. Não necessariamente no aspecto romântico mas pelo menos ALGUM aspecto qualquer, pra variar…

LOVE

Foto do USA Today

Originalmente foram planejadas apenas duas temporadas, mas antes da segunda sair a série foi renovada e a terceira anunciada. Essa final foi lançada dia 9 de março pra fechar de forma linda um processo que foi lindo. E se você ainda não está convencida, aqui está minha tacada final: OS DOIS SÃO RATINHOS DISNEY! Michey Mouse, o camundongo mais famoso do mundo, e Gus-Gus de Cinderela são citados em um episódio pelo próprio Gus ressaltando a coincidência dos nomes… Dá pra ser mais bonitinho? Num dá, não!

Foco Periférico: Março, 2018

Em 15.04.2018   Arquivado em Fotos

O primeiro trimestre do ano já passou (voando), entramos no segundo nesse climinha de outono e, claro, não podia faltar aqui as fotos de março do projeto Foco Periférico, onde a cada semana eu e mais quatro amigos selecionamos um tema e cada um posta uma foto com seu ponto de vista daquilo. Meu dia é segunda feira, mas algumas vezes acabei tendo que postar no nosso “dia do atraso”, que é sábado… Tudo bem, tudo ok, o importante é sair, né? Vâmo lá!

Foco Periférico: Março, 2018

Frase/Quote

Semana 01. Começamos o mês com uma Frase/Quote que nos fizesse feliz e eu reciclei esses Post Its que ficam presos na minha escrivaninha há muitos meses, “criados” justamente para uma foto da época do 6 on 6! Ah, “Wish You Were Here” é uma das minhas músicas favoritas, é o título do meu livro, amo/sou, não faria sentido não reaproveitar simplesmente porque faz muito sentido reaproveitar!

Foco Periférico: Março, 2018

Decoração

Semana 02. Eu tenho um sério problema em usar a palavra Decoração pra descrever meu quarto. Eu sou meio bagunceira, não gosto de tudo minuciosamente no lugar e na verdade o que faço aqui é expor meus bagulhos, não decorar! Mas tudo bem, vamos pro improviso, né? Na verdade esse criado onde deixo a máquina de escrever não fica bonitinho assim, só tem uma cesta de materiais de trabalho do lado mas rolou um circo armado com outras coisas pra foto. No final gostei tanto que o vinil de Sgt. Peppers mudou oficialmente praí, é uma capa de álbum linda demais pra não ficar em destaque!

Foco Periférico: Março, 2018

Nos meus pés

Semana 03. E quando você adora sapatos fica sem saber o que retratar quando o tema é Nos meus pés, ainda mais que é uma coisa que amo fotografar. Mas alguns dias depois de escolhermos esse, mas antes da data de postar, minha irmã ganhou esses tênis de unicórnios e, gente… Que coisa mais lindinha! Fiquei muito apaixonada! Falei com ela na mesma hora que iria roubá-lo em breve para uso e registro, e ela simplesmente deu sua bênção, hahahaha!

Foco Periférico: Março, 2018

Páscoa

Semana 04. E eis que treminamos em clima de Páscoa! Que obviamente foi um daqueles momentos da vida em que você planeja a foto, compra o que precisa – no caso, esses ovinhos -, se prepara pra colocar em prática e… NÃO CONSEGUE E O NEGÓCIO FICA HORROROSO! Pois bem, nem sempre dá pra vencer na vida, né? Acabei nem usando muito nas outras redes sociais porque realmente não gostei, mas Agnes, minha Little Byul cor-de-rosa, é lindinha, então ok!

Agora não deixem de conhecer os blogs dos outros participantes do Foco Periférico: Igor, Lucas, Maíra e Renatinha!

Com Amor, Simon: representatividade, identificação, emoção!

Em 10.04.2018   Arquivado em Filmes

Com Amor, Simon

Com Amor, Simon (Love, Simon) *****
Elenco: Nick Robinson, Katherine Langford, Alexandra Shipp, Jorge Lendeborg Jr., Keiynan Lonsdale, Logan Mille, Jennifer Garner, Josh Duhamel, Alex Sgambati, Clark Moore, Colton Haynes, Mackenzie Lintz, Miles Heizer, Natasha Rothwell, Talitha Bateman, Tony Hale, Tyler Chase
Direção: Greg Berlanti
Gênero: Drama, Romance
Duração: 109 min
Ano: 2018
Classificação: 12 anos
Sinopse: “Aos 17 anos, Simon Spier aparenta levar uma vida comum, mas sofre por esconder um grande segredo: não revelou ser gay para sua família e amigos. E tudo fica mais complicado quando ele se apaixona por um dos colegas de classe, anônimo, na internet.” Fonte: Google (sinopse e pôster).

Comentários: Simon Spier é um adolescente com a vida bem comum. Ele sai com seus amigos, ajuda o pai a fazer um presente de aniversário de casamento para a mãe, vai à escola, coloca fotos de viagens e ícones dos filmes que gosta no mural que tem na parede do seu quarto. Porém ele tem um segredo, o maior de todos , que não quer mais precisar guardar, mas também não sabe como revelar a todos. Simon é gay. Nesse contexto ele descobre que um colega anônimo, Blue, vive a mesma coisa e resolve se comunicar com ele, também anonimamente, via e-mail, sob no nome de Jacques. Só que alguém acaba descobrindo o contato entre os dois e revelando a todos seus colegas o forçando a “sair do armário” antes que estivesse pronto pra isso.

Baseado no livro “Simon vs. a Agenda Homosapiens” de Becky Albertalli, o filme “Com Amor, Simon” é uma história adolescente que traz algo que ainda está a falta nas grandes produções de cinema norte americanas: um romance gay leve! É claro que ele tem questões com a sua sexualidade, e claro que elas são mais complexas do que seriam se fosse hétero, mas ainda assim não é o tipo de filme que te deixa cheio de agonia ou traz lágrimas de tristeza. As lágrimas sim, claro, o tempo inteiro, mas a grande maioria delas de emoção e alegria. Eu fui à pré-estreia há quase um mês, junto com alguns outros convidados, e desde então estou pensando em como expressar tudo o que queria dizer sobre ele… Sendo assim resolvi descrevê-lo em três palavras e desenvolver essa “resenha” a partir delas: representatividade, identificação e emoção!

Psiu! Prestenção! O conteúdo principal desse post está em forma de “fala” num vídeo postado no meu canal do YouTube. Se você estiver afim de ler, é só continuar aí em baixo! Mas se tiver mais interessado em ouvir corre lá pra conferir!

Representatividade

O tema principal por si só já é representativo, né? Afinal fala sobre as dificuldades de viver o amor de forma leve por parte da comunidade LGBT! Simon é um jovem imaginativo que expõe várias situações que mostram essas grandes diferenças, como por exemplo o fato de ele precisar contar à toda a população que é gay, enquanto seus amigos não precisam fazer o mesmo já que a heterossexualidade já é esperada e não causa nenhum tipo de reação forte ao ser manifestada. Também mostra as diferenças de personalidade que as pessoas podem apresentar e que isso é ok. Simon é “discreto”, ninguém desconfia da sua sexualidade, enquanto seu colega de sala Ethan, já assumido, é o esteriótipo no jeito de vestir, agir e falar… E TÁ TUDO BEM! Os dois merecem igual respeito e direito de ser quem são e quem querem ser! Quem não entende isso é que está infinitamente errado…

O filme também tem vários personagens negros, eles são maioria entre os amigos mais próximos do protagonista sem o clássico “garoto negro metido a engraçadão” e “menina negra exclusivamente gostosa”. Não, todos eles têm personalidades variadas como a de qualquer ser humano. Aliás, outro ponto legal, isso é bem presente no filme todo. Eles não são super populares e nem super excluídos, apenas… Adolescentes! Claro que tem o cara babaca meio ned e tudo mais, mas até ele tem mais de um lado, não é só uma coisa o tempo todo.

Com Amor, Simon

Foto do The Playlist

Identificação

É claro que o filme em como principal objetivo abraçar jovens gays para que se aceitem, mas acaba também trazendo o reconhecimento de si próprio pra quem não está nesse grupo. Eu sou mais de dez anos mais velha que Simon, estamos em momentos da vida muito diferentes, e ainda assim consegui me identificar com ele… Principalmente nas suas conversas com Blue, onde ele nunca sabia o que digitar e pirava com qual poderia ser a resposta para o que tinha escrito… Em um momento uma amiga que estava ao meu lado falou “Podia ser ‘Com amor, Luly’ né!” porque sou bem assim… Também consegui sentir bem no fundinho do peito o aperto que foi o diálogo dele com sua melhor amiga de infância quando ela questiona o porquê de ele não ter contado a ela, já que o mesmo aconteceu comigo e um dos meus amigos mais antigos. Desde que ele me contou que era gay eu sentia uma certa tristeza por ter demorado tanto, como se houvesse a possibilidade da minha reação ser negativa, mas a fala dos dois ali se encaixou tão bem na minha vida que me veio um grande alívio, além da maior quantidade de lágrimas da noite.

Foi muito bacana estar numa sessão “especial”, com bate papo e tudo mais, porque tinha MUITA gente ali que levou os pais, que logo em seguida deram seus depoimentos sobre o que tinham visto. Fiquei imaginando como eles se sentiram vendo os pais do Simon descobrindo o filho e sua reação… Principalmente a mãe, interpretada por Jennifer Garner que está inda como sempre! Tenho um amigo que resolveu se revelar para sua família quando saiu do cinema, confiram a resenha super emocionante que ele escreveu também! Pra mostrar a força que um enredo aparentemente tão simples traz em nossas vidas…

Leia também: Garoto Encontra Garoto, resenha de um romance gay por David Levithan

Emoção

“Todo mundo merece uma grande história de amor” é o lema escolhido pela Fox par a divulgação, e não podia ser mais certeiro. Com Amor, Simon fala não só do amor romântico, mesmo que esse seja seu foco, mas também de amor fraterno! De como ele pode ser imperfeito às vezes, mas ainda assim nos ajudar a vencer as diversas fases difíceis da vida e, claro, a própria falta de amor. É pra trazer emoção pra pessoas de todas as idades, todos os gêneros, porque consegue passar o sentimento de um garoto e levar direto para o espectador. É pra quem a tem a mente aberta curtir do começo ao fim e quem tá precisando abrir ter o “empurrãozinho” que faltava pra isso acontecer!

E você aí, é de BH e ficou querendo ver o filme? Estou com dois pares de ingressos para dar aos leitores do blog que quiserem conhecer a história de Simon também! Os dois primeiros que disserem “Eu quero, Luly!” aí nos comentários e puderem pegar diretamente comigo no Centro da cidade entre quinta feira e sábado, ou na Fnac do BH Shopping dia 22, levam! Não esqueça de deixar alguma forma de contato pra gente combinar, hein Eles são válidos para ser usados de segunda à quarta, enquanto estiver em cartaz.

Trailer:

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