Maquiagens Classic Blue: a cor de 2020!

Em 05.12.2019   Arquivado em Beleza

Chegou o momento que eu mais aguardo em todo fim de ano! A Pantone anunciou HOJE sua cor de 2020, como vem feito todos os anos desde 2000, e ela é versátil e maravilhosa: Classic Blue 19-4052 TCX, azul escuro um pouco fechado aplicável em basicamente TODAS AS COISAS possíveis e imagináveis! Quando anunciaram a cor de 2019, Living Coral, eu fiz uma maquiagem com ela pra comemorar, mas dessa vez não vai rolar porque não tenho nada do tipo aqui na minha caixinha…

Maquiagens Classic Blue (Pantone 2020)

Mas isso não significa que vamos deixar passar em branco, né? Por isso assim que vi o primeiro post deles corri pro nosso bom e velho amigo Pinterest buscando referências de maquiagens pra quem quiser usar de inspiração e passar a virada bem temática! Não é uma cor que dá facilmente pra usar em todos os itens (já viram alguém de blush azul?), mas ainda assim é bonita o suficiente pra se destacar em uma parte do rosto ou outra…

Classic Blue em sombras

Por ser um azul um pouco fechado fica um tom chiquérrimo pra usar como sombra em festas, seja combinando com esfumado ou tacando brilho por cima, quase uma noite estrelada nas pálpebras! E ainda assim dá pra brincar de outros jeitos! Seja de forma um pouco mais básica com tons neutros e azuis até ousando um pouco mais, jogando amarelo ou alguma cor complementar junto. Falemos a verdade aqui: a escolha desse ano nasceu pra ser usada como sombra, né?

Classic Blue com delineador

E ainda falando de maquiagem para os olhos aí vem ele, que deu o que falar esse ano: delineador colorido! Até que enfim essa tendência vingou de vez, porque sou APAIXONADA por desde sempre (vivo falando isso nos posts de looks) e agora tá facinho de achar. E é uma coisa que dá pra usar de tantos jeitos… Marcadão, puxando gatinho, esfumado, na linha d’água, degradê, duplo. Dá pra combinar com sombra do mesmo tom ou com alguma bem diferente (olha o amarelo aí de novo que não me deixa mentir)! Eu tenho um lápis de olho da Quem Disse, Berenice? que é um pouco mais claro, mas que sempre uso assim, inclusive no lançamento do meu livro! Fica a dica pra quem estiver procurando porque a marca tem uma variedade enorme deles e são super pigmentados.

Maquiagens Classic Blue (Pantone 2020)

Imagens via: Lifestyle Monster, Maryam Maquillage, Pinterest (não achei a original) e Eye

Classic Blue no batom

Agora entramos na zona de risco, né? Batom de cor diferentona assim ainda divide horrores opiniões, um dos maiores AMO OU ODEIO da maquiagem. Muita gente já é adepta em makes artísticas, carnaval e datas assim, mas dá pra usar no dia a dia também, gente! Quem foi que disse que tem regra pra isso? Fica bonito e posso provar:

BT Velvet Navy

E fica aqui a dica de um produto nacional, de altíssima qualidade e preço super justo que casa direitinho com o tom e funciona nas três aplicações mencionadas anteriormente: O BT Velvet Navy, da Linha Bruna Tavares! Que a Bruna só faz coisas incríveis a gente já sabe, né? E agora ela tem esse item de maquiagem líquido matte que é fácil de espalhar, possível de esfumar e também funciona como base de fundo e cor chapada! Ele me parece um pouquiiinho mais escuro nas fotos, mas dá pra brincar bastante e chegar exatamente onde a gente quer, um ESCÂNDALO!

Pra quem estiver buscando também exemplos em moda, outros itens de beleza, decoração, etc, a Lia do blog Just Lia faz posts todos os anos com a cor Pantone escolhida, selecionando exemplos em diversas aplicações, inclusive direcionando onde funciona melhor. É só ficar de olho por lá que deve sair já já!

Wishlist 3×3: All Star

Em 04.12.2019   Arquivado em Moda

É aquela época do ano de novo, onde tudo está brilhando, decorado, Papais Noéis aqui e ali despertando o instinto consumidor que a gente passou o ano todo tentando reprimir… E como desejar (ainda) é de graça e até divertido, se feito com consciência, vira e mexe aproveito essa maratona de posts do Blogmas pra criar minhas wishlist, tanto pra “colocar pra fora” meus próprios desejos como também descobrir o que quero de verdade e o que é só o bom e velho “fogo no rabo”… E aí que tenho sentido que a vida acadêmica me leva de volta ao amor por All Star, gente!

Quando tava terminando o Ensino Médio e entrando na faculdade essa paixão antiga bateu e passei aaaanos só usando isso, quase até a formatura. Eu tinha MUITOS, e alguns chegaram a durar uma década, equanto outros usei tanto que nem completaram seu primeiro aniversário. Hoje em dia sobrou um só que, coincidentemente agora que comecei minha pós e resolvi tentar mestrado (esse ano não rolou, ainda tô mega triste, mas quem sabe na próxima?), virou um companheiro de todas as horas porque voltei a amar! Por isso fiz uma seleção de 9 modelos que queria super ter pra renovar esse cenário, e quem sabe em 2020 os ventos não mudem de forma positiva e um ou outro acabe se tornando realidade… (Alô, Cosmos, manda uns jobs aí pra nós!)

Wishlist 3x3: All Star

Todas as imagens desse mosaico foram retiradas do site da loja Virus 41 em 20/11/19

1. Cano longo, rosa: O mais desejado a gente mostra primeiro. Eu tive um de cano curto, meu pai me deu de presente assim que passei no meu primeiro vestibular, e ele justamente quem me acompanhou por 10 anos até minha mãe intervir pessoalmente e confiscar porque tava assim… DESTRUIÇÃO TOTAL, hahahaha! Tem até um look antiiigo aqui no blog com ele. Demorei um pouco pra cair nas graças dos canos longos, tanto que nunca tive nenhum, então por que não estrear o uso com minha cor favorita, né?

2. Cano baixo, preto: Agora meninas, atenção pro choque de uma diversas vezes e agora renovada apaixonada pela marca… Eu NUNCA tive um preto clássico desses! Já tive um estilizadinho, que também apareceu num post, cheguei a usar um da minha irmã algumas vezes que tinha a faixa preta e ficou apertado nela (nós calçamos o mesmo número, mas meu pé é um pouquiiiiinho menor), mas esse aí mesmo nem calcei. Quero! Olha que coisa linda, que coisa clássica, que coisa que não tem como errar ao usar!

3. Cano baixo, azul marinho: Não tive preto, mas tive jeans, e absolutamente amava! Marcou demais minha pré adolescência e fiquei mega tristinha quando passou a não caber mais. Na época escolhi o que é clarinho, mas hoje em dia sou mais das lavagens escuras e bem que queria um desse azul pra combinar com as migas que têm o seu preto de cano alto¹…

4. Cano baixo, rosinha: Então, acho que já deu pra perceber, mas ressalto agora, que variedade de cores não é muito meu forte, sabe? Meu guarda roupas é formato basicamente de preto, o resto da escala de cinza que vai até o branco (esse foi incorporado recentemente), jeans/azul escuro e tons de rosa e vermelho… Então os sapatos não vão ser muito diferentes! E já que temos um rosão comprido por que não o rosinha curtinho pra complementar?

5. Cano baixo, bordô: Falando em vermelho, não podia faltar! Namorei um modelo vermelhão mesmo, bem da cor dos batons que uso todos os dias, mas esse bordô… Ai, ele ganhou meu coração! Achei chique e bem mais versátil, quero.

6. Cano baixo, cinza com detalhes rosa: E leeeembra o All Star que mencionei logo aí em cima que usei TANTO que não durou nem 1 ano? Pois bem, ele era justamente nessa vibe! Não saía do pé de jeito nenhum e tive que jogar fora porque realmente RASGOU, não dava pra tentar salvar. Acho que se tivesse outro parecido seria sucesso e esse é mais bonitinho ainda porque tem o cadarço decoradinho, apaixonei pela linha toda, mas por ele mais!

7. Cano alto, branco estrelado: Branco é clássico, e como tenho vestido cada vez mais depois de um período onde eu não tinha NENHUMA peça dessa cor no meu guarda roupas (nem meu jaleco que usava na faculdade/estágio, pra vocês terem ideia) me vi na “necessidade” de escolher, mas já fui no menos básico de todos, hahaha! Sei que tem vários mais icônicos, mas esse com bordados em arco-íris, gente… COISA MAIS LINDA! Tem de cano baixo também, pra assim ele tem mais espaço pros detalhes, sabe, que primor!

8. Slipers, preto estrelado: Aliás a linha toda desse estilo é um primor. Como sou mais do preto decidi que queria colocar um deles no meu coração, sairemos um pouco desse padrão de tênis-tênis-tênis e OLHA ESSES SLIPERS QUE TCHUTCHUCOS! Tá pra nascer modelo de sapato mais confortável, Brasil! Nem chinelo é tão gostoso de calçar, sejamos sinceras aqui.

9. Cano alto, camuflado: E agora, pra fechar com chave de ouro, um modelo que só adicionei na wishlist porque é lindo, mas que eu JAMAIS USARIA NA VIDA. Já fui mega fã de estampa militar numa época que elas bombaram no início dos anos 2000 e até acho bonito, tanto que selecionei isso, mas hoje em dia vocês nunca vão me vendo usar algo parecido por causa da simbologia, eu sou uma pessoa que não simpatiza com militarização de nada nessa vida, fica só pra constar mesmo e é isso aí.

Agora me contem: que cês acharam da seleção, gente? Devia ter variado mais? Tô certa em escolher (ainda que de “mentirinha”) só o que usaria de verdade? Qual seu favorito? Me conta aí nos comentários!

¹ Nando Reis. All Star. Para Quando o Arco-Íris Encontrar o Pote de Ouro. Seattle: Warner Music Brasil, 2000. Faixa 2.

Deixe a Neve Cair

Em 03.12.2019   Arquivado em Filmes

Deixe a Neve Cair (Let it Snow) *****
As Panteras Elenco: Isabela Merced, Jacob Batalon, Kiernan Shipka, Liv Hewson, Mitchell Hope, Odeya Rush, Shameik Moore, Anna Akan, D’Arcy Carden, Hallea Jones, Joan Cusack, Mason Gooding, Matthew Noszka, Miles Robbins
Direção: Luke Snellin
Gênero: Romance, Comédia
Duração: 93 min
Ano: 2019
Classificação: 12 anos
Sinopse: “Três contos se passam durante a noite de Natal, enquanto uma tempestade de neve obriga os habitantes de uma pequena cidade a se refugiarem, dando início à diversos encontros românticos.” Fonte: Filmow.

Comentários: Originalmente um livro contendo três contos de natal entrelaçados escritos por John Green, Maureen Johnson e Lauren Myracle, Deixe a Neve Cair foi adaptado livremente pela Netflix e está disponível na plataforma desde 8 de novembro, como parte dos lançamentos de Natal desse ano. Nele um grupo de adolescentes de diferentes tribos, classes sociais e etnias de uma pequena cidade têm que lidar com uma nevasca que entra no meio de seus mais variados planos para o fim de ano, de forma que suas vidas já cruzadas se tornam quase “uma só” até o fim desse dia… Um modelo clássico da época, dessa vez focado no público jovem e cheio de rostos conhecidos.

Confesso que não li o livro e resolvi ver o filme sem qualquer expectativa, na verdade julgando de antemão que ia achar fraco, e isso talvez tenha causado minha boa impressão do mesmo. Achei alguns romances fofos, outros completamente sem sal, simpatizei por certas personagens e por outras nem tanto… Não tenho um ponto REALMENTE negativo para destacar sobre porque, pra mim, cumpre a proposta de comédia despretensiosa pra sentir o climinha “Jingle Bells”… Mas para aqueles que estão esperando uma boa adaptação descobri que ele está REPROVADÍSSIMO! Saiu um post sobre o filme no Literalmente, UAI e nele foram pontuadas todas as poucas semelhanças e grandes diferenças, é bom ler se já quiser se preparar ou surpreender.

Deixe a Neve Cair

Odeya Rush (Addie) e Liv Hewson (Dorrie) em Deixe a Neve Cair | Imagem via Observatório do Cinema

A Netflix selecionou a dedo seu elenco, escolhendo um time de atores já conhecidos de filmes e séries adolescentes em alta no momento, dentro e fora do streaming, como “O Mundo Sombrio de Sabrina”, “Dumplin'”, “Homem Aranha”, “Santa Clarita Diet”, “Descendentes” e por aí vai… Até eu que não sou o público alvo, apesar de gostar do estilo, reconheci vários rostinhos aqui e ali. Meus plots favoritos foram o de Julie e Stuart, “garota cheia de problemas encontra cara famoso pro qual não tá muito aí”, que me fizeram chorar muito e o das amigas Addie e Dorrie, que falam de relacionamento abusivo e homossexualidade individualmente e têm essa conexão bacana não-romântica também. Foi o final mais gostoso de todos.

Por outro lado achei completamente sem graça uma das minhas máximas favoritas de “melhores amigos que podem ou não descobrir que se gostam não somente como amigos” vivida por Duke e Tobin. Torcia o tempo todo pras cenas dos dois acabarem logo. Sabe aquele pedacinho da história em que você nem se importa com o desfecho, de tão morno? Foram os momentos os dois. Além disso a Kiernan Shipka ainda está com o “cabelo da Sabrina” na nova série da bruxinha da qual é protagonista, então ficou difícil enxergar outra pessoa tão completamente diferente ali… Enfim, se você estiver com vontade de sentir o clima de maneira leve, sem grandes comparações, “Deixe a Neve Cair” não é muito comprido e satisfaz esse aspecto, com altos e baixos como tudo na vida, até mesmo o natal!

Trailer:

Museu Jeca Tatu

Em 02.12.2019   Arquivado em Artes Visuais

Localizado em Itabirito/MG, com entrada na BR-356, caminho que leva a Ouro Preto para aqueles que saem de Belo Horizonte, está o Museu Jeca Tatu: antiguidades das mais variadas para se desbravar enquanto come seu famoso pastel da angu, vendido em uma lanchonete dentro do próprio lugar. Alguns podem julgar como um acúmulo de quinquilharias a céu aberto, mas aqueles que estiverem abertos a apreciar as peculiaridades desse jeito propositalmente desorganizado de contar história vão se identificar – e muito – com um ou vários itens desse acervos que, visualmente, soa quase infinito.

Museu Jeca Tatu

“Brasil, seu remédio é a arte”, placa que pode ser vista na BR-356

Museu Jeca Tatu

Entrada do Museu

Museu Jeca Tatu

Placa indicando a direção da Lanchonete, Cinema e Circo

Placas, discos, vitrolas, máquinas de escrever, geladeiras, artigos de jornal e revista, brimquedos, fotografias, itens de decoração, utensílios domésticos, instrumentos musicais, guarda-chuvas, móveis, telefones, maquetes, relógios, objetos de arte, meios de transporte, moedas… Eu poderia ficar um eternidade citando tudo o que você pode encontrar por lá e tenho certeza que, ainda assim, não ia conseguir. O que muitas vezes é considerado lixo se jogado na rua, vindo de qualquer outro tempo que não o nosso, virou arte nas mãos do seu fundador, Leonardo Ruggio, que hoje em dia sequer sabe o número exato do seu acervo. As relíquias ficam expostas de maneira que a princípio soa como uma completa bagunça, mas ao acostumar o olhar você percebe que, na verdade, o caos foi minuciosamente pensado para ser admirado. E é: até em programa grande de televisão já foi parar, e lá existem fotos pra provar.

Museu Jeca Tatu

Atelier do Milton, dentro de um ônibus escolar

Museu Jeca Tatu

Acervo: discos, sacolas, quadros, gaiolas, lamparinas, roupas…

Museu Jeca Tatu

… garrafas, livros, raquetes, canecas…

Museu Jeca Tatu

… molduras, ventiladores, geladeiras, placas, grades, cadeiras!

Esse tipo de lugar causa muita reflexão em mim, que sou restauradora formada, preso horrorosamente pelo patrimônio histórico e artísticos seja ele material ou não, mas não tenho uma visão tão tradicional do assunto. Museus ainda são, infelizmente, instituições muito elitistas, não tanto pela acessibilidade, graças à grande popularização que tem acontecido em grandes centros urbanos, mas às vezes pela falta de informação que vem da raiz do problema… Prédios imponentes onde muitas vezes as pessoas sequer SABEM que podem entrar e sempre com muitas regras, porque é preciso de regra pra tudo na vida se quiser fazer funcionar. De repente, então, você tromba no meio da estrada com um que soa quase acidental, com famílias de patos e perus andando em meio aos itens expostos. É diferente e maravilhoso por ser diferente. Por outro lado não acho que seja inclusivo em outros aspectos, já que se trata de uma coleção difícil de se descrever para quem não pode enxergar, mesmo as fotos publicadas na internet nunca terão uma legenda descritiva à altura, e provavelmente de dificílimo acesso a quem usa cadeira de rodas, já que tem corredores apertados e entrada irregular… Aqueles prós e contras que é sempre importante destacar.

Museu Jeca Tatu

Mais acervo: lustres, miniaturas, rodas, troféus, brinquedos…

Museu Jeca Tatu

Entrada do banheiro feminino com direito a uma Branca de Neve de jardim

Museu Jeca Tatu

… muita música, nos mais diferentes formatos!

Museu Jeca Tatu

Principalmente discos. Discos de todos as épocas, de todos os tipos.

Além da exposição e lanchonete/restaurante em si, o Jeca Tatu tem também um cinema com capacidade para 300 pessoas, que não estava funcionando no dia e infelizmente não sei como é, circo, Fonte dos Desejos, ateliê de sucata e uma biblioteca móvel dentro de um ônibus escolar na estrada. Na verdade passando pela BR você consegue ver VÁRIOS desses ônibus na mais variada disposição na porta e tem até um lá dentro! Foi um “item” que me deixou encucada de como foi parar ali em tão grande quantidade.

Museu Jeca Tatu

Telhado LINDO, cheio de vinis pendurados!

Museu Jeca Tatu

Reportagem sobre Elton John, provavelmente da década de 80

Museu Jeca Tatu

Vista da capela pela entrada

Museu Jeca Tatu

Ônibus escolar (entrada permitida)

Ficou querendo conhecer? O Museu Jeca Tatu abre TODOS OS DIAS, das 8 às 18h, e é cobrado um valor simbólico na porta para visitantes. Eles recebem doações e mais itens caso você queira incorporar alguma antiguidade ao acervo e, de acordo com informações que andei lendo na internet, também realizam trocas (e até vendas), dependendo da disponibilidade do próprio dono. Para conhecer mais sigam no Instagram o perfil @museujecatatu!

Leia também: Nana ganhou uma trança, relato lindinho da Despedida de Solteira do mesmo casamento para o qual eu estava indo quando visitei o museu!

As Panteras (2019)

Em 01.12.2019   Arquivado em Filmes

As Panteras (Charlie’s Angels) *****
As Panteras Elenco: Elizabeth Banks, Ella Balinska, Kristen Stewart, Naomi Scott, Patrick Stewart, Noah Centineo, Chris Pang, Djimon Hounsou, Luis Gerardo Méndez, Nat Faxon, Robert Clotworthy, Sam Claflin
Direção: Elizabeth Banks
Gênero: Ação, Comédia
Duração: 119 min
Ano: 2019
Classificação: 14 anos
Sinopse: “As Panteras sempre estiveram a disposição para prover segurança e truques investigativos para clientes exclusivos e agora a Agência Townsend se expandiu a nível internacional, com as mais espertas, mais destemidas e mais treinadas mulheres do planeta. Mas quando um jovem engenheiro de sistemas vaza informações sobre uma perigosa tecnologia, cabe a um trio de Panteras (Kristen Stewart, Naomi Scott e Ella Balinska) entrar em ação, colocando suas vidas em risco para proteger a nós todos.” Fonte: Filmow.

Comentários: Esqueça os macacões colados, saias curtas, poses sensuais e flertes como método de trabalho! O novo “As Panteras” mostra um trio de espiãs mais forte do que nunca, com respeito absurdo aos filmes e série anteriores da franquia mas sob nova abordagem, com o “poder feminino” além da imagem, sem necessidade de sexualização e também em cargos de chefia. Para quem está cansado de reboots, já fica o aviso: não é disso que se trata o longa! A história soa como uma continuação dos anteriores, mostrando a nova versão globalizada agência Townsend, mas com personagens novas, de forma que funciona também de forma independente.

Nele Jane, Sabina e Elena, cada uma integrante de uma minoria política, ainda que isso não seja citado em momento algum (negra, não-hétero e asiática), são enviadas juntas em uma missão, lideradas pela Bosley Susan, o que por si só já é mudança em relação aos anteriores, onde cargos de poder eram todos ocupados por homens. As duas primeiras já trabalham como Panteras há anos, e Elena entra “de gaiato” após ser ameaçada por revelar os verdadeiras perigos de uma tecnologia inovadora que ajudou a desenvolver como engenheira. Essa união para impedir maiores catástrofes é apresentada com boas cenas de ação, pitadas de sentimentalismo e muito humor inteligente.

As Panteras

Imagem via Pop Sugar

As personagens principais têm personalidades definidas, mas sem uma apresentação escancarada ou assumindo um “título”. Não existe “a engraçada”, “a bonita” ou “a inteligente”, como acontece muitas vezes em filmes norte americanos, todas elas são mais de uma coisa, porque seres humanos nunca têm uma camada só, né? E mesmo dando para ler essas mulheres você fica curiosa pra vê-las a fundo, numa possível continuação que tem tudo pra acontecer. E o elenco… Ah, que elenco! Para quem está acostumada com Kristen Stewart apenas na Saga Crepúsculo, finalizada em 2012, vai se surpreender muito positivamente com a atuação dela como Sabina, está maravilhosa! Definitivamente é destaque no que diz respeito à atitude e carisma, mas sem ofuscar as outras, Jane de Ella Balinska é empoderadíssima e Elena de Naomi Scott adorável, se complementam como qualquer trio de amigas que vemos no nosso cotidiano por aí. E a cereja do bolo é Elizabeth Banks, que foi não só atriz como também diretora, provando que olhares femininos fazem total diferença em obras que têm mulheres como público alvo principal.

Outras presenças a serem destacadas, dessa vez no núcleo masculino da trama, é Noah Centineo (fora da Netflix!) e Sam Claflin, rostos muito conhecidos dessa vez em papéis coadjuvantes divertidos e pertinentes em dois “lados” distintos da história, causando mais risadas sem necessidade de exageros. Já como ponto negativo a cena inicial precisa ser mencionada, é demasiadamente acelerada com muitos cortes desnecessários, não faz justiça nenhuma ao resto, portanto não “julguem pela capa”, passa rapidinho e todo o resto é ótimo, principalmente o final que vem com, além de uma surpresinha delícia, a presença de várias das Panteras antigas, fan service presente e nem um pouco forçado. É pra ser sincera? Com todo respeito à série clássica dos anos 70/80 e à duologia do início da década 2000, mas esse é o melhor “Charlie’s Angels” de todos até hoje!

Trailer:

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