6 on 6 Agosto: Sombra

Em 06.08.2017   Arquivado em Fotos

Enquanto isso, no grupo do Whatsapp do 6 on 6, estamos iniciando uma fase de repensar o projeto. É gostoso e divertido de fazer, nós amamos, mas a ideia é que mais pra frente a metodologia mude um pouco ou até mesmo muito. Como? Ainda não sabemos! Porém continuaremos juntos nessa de fotografar e o principal: vamos continuar tocando do jeito que tá até essa solução milagrosa surgir! O tema definido para Agosto foi “Sombra”, e entre uma foto estranha e outra sem sentido rolou de fazer! Esse mês o diferencial é que não editei NADA, nem ajuste de cor ou contraste, elas estão cruas do jeito que saíram na câmera. Vocês decidem aí se isso foi um diferencial ou uma bela merda!

6 on 6 Agosto: Sombra

01. Vamos começar “roubando”? Va-mos! Ah, gente, eu sei que a sombra nessa foto tá uma coisa bem fajuta, mais uma “sombra natural da manhã” do que um efeito real, mas eu PRECISAVA colocá-la aqui! Primeiro que a Praça da Liberdade é meu lugar favorito no mundo, segundo que essa época de floração do Ipê Rosa deixa ela mais linda do que nunca! Dá vontade de tirar foto todas as vezes que passo lá, o que acontece no mínimo duas vezes por semana… Vocês me desculpam diante de tamanha lindeza, né?

6 on 6 Agosto: Sombra

02. Eu tirei essa foto pra postar no meu Instagram em 13 de julho, Dia Mundial do Rock, e acabei não postando… Que bom, porque aí ela veio pra cá! Tô aqui com inveja de mim mesma nela, porque esses dias uma das minhas unhas quebrou no sabugo e tive que cortar tudo, tô triste demais!

6 on 6 Agosto: Sombra

03. Galochas no fundo do quintal e com elas um apelo: SÃO PEDRO, CADÊ CHUVA EM BELO HORIZONTE? Não aguento mais essa secura, sério mesmo…

6 on 6 Agosto: Sombra

04. Essa é outra que tirei há algum tempo e tava jogada aqui nos meus arquivos esperando pra ser usada… Foi num dia que eu estava fotografando miniaturas e achei muito gracinha a sombra do gatinho certinha na parede, então cliquei e deixei ela lá. Agora chegou seu momento de brilhar!

6 on 6 Agosto: Sombra

05. Estava eu estendendo roupas e dou de cara com essa cena. Lembrei do tema do post. Fotografei! Fim.

6 on 6 Agosto: Sombra

06. E por fim… MAIS UMA ROUBADA! Mas dessa vez nem tanto. Eu tinha o objetivo de fotografar um jogo de luz e sombra incrível usando essa cena aí como tema, mas não deu certo… Então resolvi postar o que deu pra fazer mesmo assim! Esse doce de leite na palha é meu favorito, sempre que vou ao Mercado Central acabo comprando um pacotinho e já até fiz algumas pessoas se apaixonarem por ele também, tamanho é meu amor!

Agora não deixem de conferir os posts dos outros participantes do 6 on 6: Igor, Lucas, Maíra e Renatinha!

Desodorante Bi-O Odor Block 2, da Garnier

Em 05.08.2017   Arquivado em Beleza

Eu sou aquele tipo de pessoa que tem seus “produtos favoritos” em quase todas as categorias. Quando gosto mesmo de algo me agarro nisso e não costumo variar, seja maquiagem, cremes, shampoo… E desodorante! Uso o mesmo há mais de 10 anos e nas raras vezes que mudei foi por não achar o de sempre no supermercado. Sendo assim quando fui selecionada para a campanha da Garnier através do Clube Sempre Pronta para testar o novo Bi-O Odor Block 2 fiz todo um exercício mental para me preparar para essa pequena quebra na zona de conforto, ainda mais em uma categoria da higiene pessoal tão crucial no dia a dia!

Desodorante Bi-O Odor Block, da Garnier

De acordo com a marca, a nova fórmula do Bi-O Odor Block traz proteção 2 em 1, impedindo não só o mau cheiro das axilas, mas também que haja transferência para as roupas! Tem coisa pior do que usar uma *brusinha* linda e terminar o dia toda fedidinha? É horrível, e às vezes rola independente do quão higiênica você é! O famoso “cecê” acontece por causa de bactérias, mas como isso vai se manifestar em cada um pode ser influenciado pelo tecido que a gente usa, por exemplo, e a dupla proteção vem justamente pra dar uma segurada nesses inconvenientes!

O produto chegou aqui em casa em duas versões: aerosol e roll on (junto com um copo com canudo super bonitinho)! Como geralmente eu uso roll on resolvi que se era pra variar ia fazer isso direito e testar o aerosol. Gente, é tão mais prático, como pode? Seca mais rápido e eu sinto que o cheiro fica mais suave, quase imperceptível ao longo do dia. Não que isso fosse um problema porque a fragrância dele não é nada forte ou ruim, na verdade é bem gostosinha com cheiro de limpinha. Ele promete proteção por 48h, não cheguei a ficar tanto tempo sem banho para “testar”, mas no período normal do dia que usei ele segurou a barra lindamente!

Desodorante Bi-O Odor Block, da Garnier

Pra ser bem sincera, eu estava com medo de não me adaptar à mudança momentânea e tinha até dado a outra versão pra minha irmã quando chegou… Mas gostei tanto que já “roubei” de volta pra continuar com ele, aprovadíssimo! E claro, eles me enviaram a versão feminina, mas existe na masculina também. A embalagem é preta ao invés de branca pra diferenciar, mas mantém esse verde super bonito da identidade visual do produto.

O preço dele em lojas virtuais é, em média, R$14,90 na versão aerosol e R$9,90 em roll on, variando até 1 real de um site para o outro. Para conhecer melhor o produto e comparar com outros itens da mesma linha é só ir no site da marca!

Psiu! Prestenção!

O Bi-O Odor Block foi enviado para mim pela Garnier através de uma campanha da Sempre Pronta para que eu pudesse testar, divulgar e dizer o que acho sobre ele no Instagram. As opiniões expressas aqui, porém, são MINHAS, 100% sinceras após alguns dias de uso, e nesse caso sequer havia a necessidade de escrever um post pro blog sobre o assunto, fiz porque quis!

Lookbook: This is what a FEMINIST looks like

Em 04.08.2017   Arquivado em Moda

Vamos começar esse post com mais uma história de conquista pessoal boba que traz pequenas alegrias pro nosso dia-a-dia. Há alguns meses atrás vi no SnapChat uma amiga com uma roupa preta escrito “FEMINIST” em rosa e corri pra perguntar de onde era, fiquei apaixonada. Ela me disse que comprou numa loja de fast fashion (que não direi qual porque é “concorrência” da que citaremos aqui), então fui lá procurar e… Não tinha mais! Fiquei chateadinha, mas vida que segue, tem outras blusas, a gente supera. tá tudo ok. Eis que essa semana enquanto matava um tempo no shopping entre um compromisso e outro resolvi voltar lá pra ver se num dava sorte, não dei, fui em outra, não dei de novo, até que por fim fui rodar pela C&A… E mais uma vez foi lá que achei tudo o que estava procurando e ainda não sabia (e que merece vir pro Lookbook, né)!

Ano passado foi o maiô dos sonhos, nesse um moletinho praticamente feito pra mim… E agora eles estão com UM MONTE de blusas e roupas de frio com essa temática “Girl Power”, era até difícil escolher! Peguei um monte delas pra levar pro provador e jurei que ia ficar uma só porque as coisas estão $difíceis$… Mas não deu, gente, vieram duas! A segunda, mais fofinha, vou mostrar num próximo look, mas a primeira foi a favorita e já precisei vestir assim que possível porque sou dessas!

Descrição das peças no Lookbook!

Eu não sou muito de usar roupa branca, não gosto mesmo, mas a gente abre exceções em ocasiões especiais assim, né? E o preto junto é lindo, compensa tudo! Junto vemos uma calça bandagem porque as minhas jeans continuam não servindo direito (vou mandar apertar tudo!) e All Star porque senão ficava séria demais e gosto mais de ser casual, né? Tentei colocar um colarzinho, mas todos os legais tampavam a estampa e o objetivo aqui é esfregar essa palavra na cara das pessoas o máximo possível, justamente para que elas parem de ter tanto medo dela…

Lookbook: This is What a FEMINIST looks like
Uma Lulynha bem felizinha com sua aquisição – essa foi pro Instagram!

Lookbook: This is What a FEMINIST looks like
E outra Lulynha bem felizinha =D

Lookbook: This is What a FEMINIST looks like

Há lugares que me lembro…

Em 03.08.2017   Arquivado em Escrevendo

Semana passada eu voltei na minha cidade natal, depois de 10 anos sem ir lá, coincidindo lindamente com o fato de que eu precisava escrever sobre ela graças ao projeto 52 Perguntas em 52 Semanas. Mas eu não fui pra buscar inspiração, não… Tampouco para visitar pessoas, viver uma experiência nostálgica e nem nada poético do tipo: fui para resolver problemas mesmo! Era aquela “coisa”, né, alguém tinha que ir, eu tava cheia de tempo livre, peguei o ônibus e fui. A estrada está ruim como sempre, ficamos parados em certos momentos por muito minutos admirando vários nadas sem sinal de celular, mas tinha Pink Floyd tocando no meu iPod e um chocolate que uma amiga tinha me dado de aniversário na bolsa, então tava tudo bem, tava tudo certo. Umas quatro ou cinco (ou seis?) horas se passaram e finalmente desci lá… Não sei exatamente se fiquei surpresa ou não em encontrar tudo no mesmo lugar que estava antes.

Bom, quase tudo. Claro que muda uma coisinha aqui e outra ali, né? A usina, por exemplo, fica toda fechadona agora, num muro inteiro e não mais “fragmentadinho”. Tem também uns prédios espalhados que não existiam antes. Mas no geral é bem mais do mesmo: o supermercado grandão no seu quarteirão (a porta mudou de lado, o que me confundiu um pouco), a Praça de Jogos onde vários velhinhos se reúnem todo santo dia ainda sempre cheia. A igrejinha católica do Centro, a lanchonete Tia Eliana onde a gente comia pastel, a mesma loja de tecidos da esquina que nem as bancadas eram novas. A loja de sapatos então, continuava com as prateleiras e poltronas na exata mesma disposição.

Em certo momento, enquanto eu esperava a amiga experimentar sapatos nessa loja, alguém me chamou pelo apelido de infância. Chamou não, se questionou se era eu ou minha irmã, só ouvi um “É a Lulu ou é a Dani?”, então já sabia que estavam falando de mim. Era uma das minhas duas professoras do maternal! Foi talvez um dos encontros mais legais que já tive na vida! Me chamou pra passar uns dias na casa dela, perguntou sobre minha vida e se eu ia casar (de onde as pessoas tiram essas coisas?), como estava o pessoal aqui de casa e o que eu estava fazendo. Disse pra eu não me desanimar com minha instabilidade atual, porque afinal de contas todo mundo estava mais ou menos assim mesmo, uma hora ia melhorar. A gente se despediu bem sorridente, e muito emocionada. Cês sabem, eu sou uma bela de uma manteiga derretida, segurar o choro ali foi quase como enfrentar um dos 12 Trabalhos de Hércules, mas assim como ele eu consegui!

Ainda nessas andanças vi de longe a escola onde estudei a primeira fase do Ensino Fundamental, o prédio onde ficava o consultório dos meus pais, a Maria Fumaça dos jardins da Fundação Acesita. E a Fundação em si, onde assisti peças e mais peças de teatro infantil, que aconteciam mensalmente e a gente simplesmente amava. Inclusive o outdoor onde ficava anunciada a programação permanece igual, o que me fez dar uma risadinha. Eu vi o carrinho da hambúrguer onde a gente adorava comer e que agora ele tem uma lanchonete gourmet do outro lado da rua. Achei chique. Precisei ir a um Bradesco e encontrei a agência no lugar exato onde já supus que iria encontrar. Descobri que era tudo muito menor e mais perto do que eu imaginava, e que eu não nasci pra essa coisa de cidade pequenas, de todo mundo conhecer todo mundo, de falar que pessoa X é filha do “Fulano” e todos os presentes já saberem tudo sobre a família toda. Não sinto muitas saudades, já faz 15 anos que Belo Horizonte é minha casa (e nada vai mudar isso), mas até que foi bom ter esse breve reencontro com a infância assim, no meio da turbulência da “adultisse”. Ao mesmo tempo que queria ir embora gostei de estar ali, mas não era o lugar que me fazia sorrir, sabe? Eram os momentos. Os que já tinha passado e até mesmo os que estavam acontecendo em consequência desse passado. “Na minha vida, eu os amo mais!”

Há  Lugares Que Me Lembro | Projeto 52 Perguntas em 52 Semanas
Escola Estadual Getúlio Vargas: minha 2ª casa por 4 anos, e o único lugar que lembrei de fotografar, mesmo de longe.

Esse é o 2º texto do projeto 52 perguntas em 52 semanas, traduzido para o português pela Bia Carunchio, que tem como objetivo “ajudar no processo de escrita da sua história de vida”. A pergunta da vez é “Quando e onde você nasceu? Descreva a casa, a vizinhança e a cidade onde você cresceu.” e foi isso que ela me inspirou a produzir!

O título e a última frase desse post são a tradução trechos da música “In My Life”, da banda inglesa The Beatles, na qual eles falam de sua cidade natal, Liverpool.

To The Bone: O Mínimo Para Viver

Em 02.08.2017   Arquivado em Filmes

O Mínimo Para Viver

O Mínimo Para Viver (To The Bone) *****
Elenco: Lily Collins, Keanu Reeves, Liana Liberato, Alex Sharp, Kathryn Prescott, Ciara Bravo, Hana Hayes, Joanna Sanchez, Michael B. Silver, Rebekah Kennedy, Yindra Zayas.
Direção: Marti Noxon
Gênero: Drama
Duração: 107 min
Ano: 2017
Classificação: Livre
Sinopse: “Uma jovem (Lily Collins) está lidando com um problema que afeta muitos jovens no mundo: a anorexia. Sem perspectivas de se livrar da doença e ter uma vida feliz e saudável, a moça passa os dias sem esperança. Porém, quando ela encontra um médico (Keanu Reeves) não convencional que a desafia a enfrentar sua condição e abraçar a vida, tudo pode mudar.” Fonte: Filmow (sinopse e pôster).

Comentários: Antes mesmo de ter sido lançado na Netflix mês passado, “O Mínimo Para Viver” (em inglês “To The Bone”) já estava dando o que falar. O longa protagonizado por Lily Collins trata da tão falada, e ainda assim mal discutida, questão dos distúrbios alimentares através de Ellen, uma garota de 20 anos que sofre de anorexia nervosa. Após várias tentativas de tratamento impostas pela sua tumultuada família, todas frustradas, sua madrasta consegue para ela uma vaga na disputadíssima clínica do dr. Beckham, interpretado por Keanu Reeves, que tem um método muito “diferente” de tratar os pacientes, sem apelar para remédios ou medidas drásticas.

Digo “tão falada, e ainda assim mal discutida” porque é um assunto MUITO abordado na mídia e na arte, mas sempre com um foco meio errôneo. Novelas como “Malhação” sempre trazem personagens com anorexia e bulimia, e a história é quase a mesma todas as vezes: uma menina sem qualquer problema aparente, porém vulnerável aos padrões de beleza, é incentivada à prática e fica doente, mas raramente sente as consequências reais disso. Elas têm familiares e amigos que sabem exatamente como lidar, sofrem alguns desmaios que solucionam todos os seus problemas e continuam visualmente lindas, saudáveis e magras “na medida certa”. Não existem outros problemas naquela garota para serem tratados antes, durante ou depois do que rola. Mas na vida real não é bem assim.

Na vida real existe uma ramificação enorme de sequelas que viver com uma doença assim pode trazer, e é o que é abordado. A própria Ellen se corrói de remorso com o que a mistura da anorexia e arte desencadeou em sua vida e na dos outros, e ainda assim não consegue se livrar dela. Vemos vagamente que os outros pacientes da clínica também sofrem com isso, mas não é algo tão aprofundado. Se parar pra pensar isso condiz com a realidade, mesmo que a gente compartilhe das dores e problemas de alguém raramente saberemos ao fundo as causa e consequências disso. A escolha dos atores foi muito sábia nesse aspecto, assim como as tomadas feitas pela câmera… Os ossos deles aparecendo sob a pele é amargo de se ver, traz desconforto e fica quase difícil entender como alguém pode chegar a esse ponto, e aí você lembra que que não é realmente compreensível, o que torna a luta ainda mais árdua.

Dois pontos, porém, foram extremamente fracos pra mim. Primeiro um breve romance que é enfiado na história, sem pé nem cabeça, que não faz sentido, não tem base para se firmar e não dá força a nenhum aspecto da narrativa. O impacto final que isso tem poderia ser o mesmo sem esse tipo de envolvimento e seria ainda mais bacana porque teria alguma lógica, já que a amizade convence e o casinho não. E o segundo é o final. O clímax do filme é maravilhoso com uma cena SUPER forte e emotiva envolvendo a mãe da personagem, e aí o que vem logo em seguida não combina muito bem com toda a realidade que estava sendo passada até segundos antes. Os últimos minutos se arrastaram e quebraram completamente um ritmo que eu estava gostando MUITO, até que acabou e fiquei olhando pra tela um pouco decepciona. Uma pena.

O Mínimo Para Viver Foto do Las Vegas Review-Journal

E agora um desabafo, porque acima de tudo seria impossível falar sobre esse filme sem isso. A maneira como me senti se sobressaiu a tudo, incluindo roteiro, atuações maravilhosas e fotografia belíssima. “O Mínimo Para Viver” enfiou o dedo numa ferida que eu sequer sabia que tinha, tão profundamente que chegou lá no osso, como o título sugere. Porque mesmo com mais de uma incidência com o passar dos anos eu continuava fingindo que nunca tinha tido um transtorno alimentar de verdade, mas a verdade é que tive, várias vezes.

Sendo uma pessoa que sofre de Transtorno de Ansiedade estou sempre suscetível a épocas de crises, muitas vezes causadas por “besteiras” que as ligações falhas do meu cérebro tornam algo grandioso. E um sintoma que NUNCA DEIXA DE APARECER é a falta de apetite. Já cheguei a emagrecer 5kg em duas semanas e esse ano a coisa chegou no seu ponto extremo em que havia dias onde eu fazia apenas duas refeições minúsculas, praticamente só pra fingir pras pessoas que estava normal. Um belo dia me olhei no espelho e vi que conseguia ver as costelas sem precisar forçar, algo que não acontecia nem quando eu era uma adolescente magrela. Minhas calças estão todas caindo e escolher o que vestir me leva ao profundo desespero, já que me sinto sempre horrorosa não cabendo em nada.

“Mas Luly, você não gosta de estar assim! Você nem se acha bonita estando tão magra! Não é a mesma coisa, né?” Não, não é a mesma coisa, mas não deve ser ignorado ainda assim. Durante todos os minutos de duração da história eu tentava me comparar visualmente com a Ellen com medo de estar iguala. É óbvio que a coisa fica ainda mais triste quando é imposta por uma sociedade que se preocupa mais com a magreza do que com a saúde, mas um distúrbio por compulsão ou isenção não deixa de ser um problema. Inclusive já falei sobre como me sinto em relação a isso largamente num vídeo que foi ao ar no meu canal do YouTube há pouco tempo…

Tem também o número absurdo que pessoas que já me disse ao longo da vida o quanto eu e a Lily somos parecidas fisicamente. Não sei se é realmente tão igual, mas entendo a comparação e fico feliz porque acho ela LINDA, e deixou tudo ainda pior! Só o que conseguia pensar era “Será que estou ficando assim? Será que já estou? Se ela ficou destruída dessa forma estando tão magra, vou ficar também? E se chegar nesse ponto?”… Ao mesmo tempo que não sei como mudar minha realidade… Desesperador.

O Mínimo Para Viver Foto do Las Vegas Review-Journal

Enfim… Em resumo, “O Mínimo Para Viver” não é um filme sobre superação, romantização ou finais felizes. É para incomodar e mostrar “na prática” que a doença pode chegar níveis extremos, acarretar outros problemas ainda maiores, se tornar mais importante que seus valores próprios. É pra te jogar na cara que vem pra matar! É pra exemplificar que afeta quem se acha gordo demais, magro demais, feio demais, infeliz demais, muito demais em algo que a pessoa pode nem ser e o pior: a torna alguém ruim ou feio mesmo se for!

Trailer:

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