Sobre crescer nas redes sociais…

Em 20.04.2019   Arquivado em Blog

Eu não sei dizer ao certo qual foi a primeira das minhas redes sociais, mas imagino que tenha sido o extinto Orkut. Ou então vai do que cada um considera uma rede social, porque dependendo de como você usava, até o Fotolog podia ser denominado assim. Digo isso porque por anos a minha “rede” principal foi o Flickr, que na verdade é um site de armazenamento de fotos, veja bem. Mas é isto, a internet vai evoluindo, a forma de comunicar mudando e quando você menos espera nem percebeu que desativaram aquela que deixou pra trás. E o pedacinho da nossa essência deixado em cada uma delas vai junto…

Sobre crescer nas redes sociais

Veja bem, eu cresci nas redes sociais, e nesse blog, também. Quando comecei a usar o nome “Sweet Luly” era uma (pré) adolescente que sabia muito pouco da vida, e menos ainda do que estava por vir. Jamais iria imaginar que estaria aqui, beirando os 30 e ainda escrevendo sob esse username, que teria me apegado carinhosamente a ele mesmo que não me defina tanto assim. Se parar pra pensar, é até um pouco infantil, né? “Sweet Luly”. Meu nome-apelido já passa esse ar meio teen, acho que pelo “y” no final (não sei!), mas o “título” que vem antes dele, ixi, mais ainda. Eu não sou mais tão “sweet”, e nem devia. Depois que cresce, a menos que tudo dê muito certo demais (e não dá pra quase ninguém), a gente acaba carregando tanto peso que ser 100% meiguice beira o ser bobo. E eu não sou boba, não. Aliás, tento diariamente ser tudo, menos isso. Mas, ainda assim, pô, tem quase 15 anos de vida esse blog (!!!), não consigo apagar essa parte tão indispensável de mim. Quando nasci, Marte estava em Áries, mas o Sol continua sendo em Câncer, então o sentimentalismo é o centro de qualquer área bélica que existe dentro de mim.

Mas aí, ainda assim, entrei em crise com o “@sweetluly” das redes já tem algum tempo. Meu primeiro usuário no Instagram foi esse, em 2012, mas menos de um ano depois ele sumiu da face da Terra e o aplicativo não me deixou usá-lo mais. Eu então criei a segunda (e atual) conta, @sweetluly90, colocando o ano do meu nascimento no final pra ficar diferente, já que eles assim queriam. Como eu ODIAVA esse user! Quando alguém me perguntava “Qual seu Instagram?” eu dizia “Ah, deixa que eu digito pra você, é meio complicado…” só pra não ter que falar em voz alta. Com o passar do tempo foi liberado o uso de @s que haviam sido deletados e eu, desavisada, só descobri quando alguém, num país qualquer por aí muito distante, já tinha pegado o “meu nome” pra uso próprio. Isso só serviu pra me fazer antipatizar com o novo mais ainda, como se ele fosse o grande culpado de não haver uniformidade nos links das minhas redes sociais. Mas é porque, sejamos justos comigo, era mesmo.

A situação era pior ainda porque eu levo essa coisa de redes sociais bem a sério. Pô, eu produzo conteúdo, né? Há tanto tempo que nem sei mais como é viver sem isso… Se tô no cinema, por exemplo, mesmo filme que não é de parceria e posso me dar ao luxo de não resenhar, minha cabeça escreve um post automaticamente à medida que o enredo vai se desenvolvendo. Esses anos, agora já mais do que o dobro dos que tenho de vida, me tornaram alguém programada pra ser blogueira em tempo integral. E por mais que eu não acredite nessa de que “blogs estão ultrapassados” – afinal leio e escuto isso desde que comecei – não tem como fazer o que faço, e o que muitos de vocês que estão lendo isso agora fazem também, sem esse complemento da vida contemporânea. Ou talvez até tenha, mas a coisa acaba ficando menos viável, e quanto maior a viabilidade nessa rotina de muito esforço, melhor. Fora essa personalidade naturalmente nostálgica que tenho, de querer sempre guardar minha própria história. É, eu gosto de mantê-las do jeito que considero ideal, sim. E faz anos que não consigo, por causa de um 90tinha de nada.

Toda essa safa vem martelando na minha cabeça há tempos. O blog pode e deve continuar sendo “Sweet Luly”, mas eu como pessoa não quero mais. Às vezes sou “sweet” e todo dia Luly, mas não podia continuar me definindo com essa palavra e só. Então simplifiquei, resumi a mim mesma trocando o @ das minhas principais redes sociais do momento (Twitter, Instagram e Pinterest), sem criar novos perfis, e pesquisando devagar como fazer o mesmo com as outras que restaram. Algumas, infelizmente, vão ter que ficar como estão. Até deixei contas mais ou menos inativas com os antigos no ar, pra garantir que quem cair lá desavisado vá saber pra onde seguir. E entre todos os nomes que poderia ter escolhido, por que não aquele que resume exatamente o que elas retratam? Por que não @lulylage? Por que não eu?

É uma coisa boba pra quem tá de fora, mas até meio representativa aqui dentro. Já passei por vários momentos de amadurecimento relevantes ao longo da minha vida, mas o atual é provavelmente o mais significativo de todos. E minha vida online, que acaba sendo a mesmíssima coisa da vida offline, tá vivendo os reflexos disso, também. De toda essa fluidez louca que, não importa o quão grande seja, ainda preserva aquela boa e velha essência de ser. Como um cacto em constante metamorfose, cada dia desenvolvendo novos galhos e mudas, mas com raízes, firmes e fixas, não o deixando esquecer sua base, mas jamais se limitando a ela. Cresci, e elas cresceram junto comigo!

Lookbook: Art Wars

Em 15.04.2019   Arquivado em Moda

Pois bem, hoje teremos mudanças no que estamos acostumadas aqui nos posts de lookbook pois farei um breve teste de postar as fotos diferentes individualmente, pra ficar maiorzinho e tals… Não significa que será assim sempre (estamos lidando com a RAINHA DA DESORGANIZAÇÃO, amores!), mas quando der, sim, por que não? E o motivo é o “cenário” completamente diferente que temos dessa vez! Hoje foi o último dia da exposição “Raiz”, com obras em diversos suportes do artista chinês Ai Weiwei lá no CCBB BH, então era “agora ou nunca” a hora de ir conferir. E aí que eu tinha planejado fotografar o look depois de sair do museu, na minha amada Praça da Liberdade que é em frente, mas olhei pros papéis de parede dele e pensei… A Praça vai continuar lá, não é mesmo(?), sem sair do lugar. Mas Ai Weiwei sabe-se lá quando terei de fundo de novo, então ‘bora aproveitando!

Eu absolutamente AMEI esse look porque ele quase supre uma grande frustração que eu tenho da minha infância. Eu era DOIDA com uma blusa dessas “de amarrar na frente”, porque a Maria das Chiquititas (minha favorita) usava uma assim, rosa, em um dos clipes do grupo… Se não me engano era “Viva a Vida”, o nome da música. Pois é, e eu NUNCA tive. Aí num amigo oculto da Daninha com uns amigos, pronto, ela ganhou essa, DE STAR WARS AINDA! Coisa mais linda, gente… Eu finalmente estou começando a realmente GOSTAR de roupa branca (porque antes mesmo quando gostava da blusa e usava, a cor me incomodava), e essa é perfeita porque a padronagem é preta e vermelho, que no geral já amo.

Lookbook: Art Wars

Blusa: Riachuelo | Shorts: Caroline Won | Coturnos: n/s | Bolsa: Kipling | Óculos: Ray-ban | Fotos: Daninha, aka minha irmã!

Já esses shorts, coitados, andam sozinhos já deeeesde 2011, quando foram comprados. Eles são bonitos e tem um bolsão que é super útil pra essas situações que a gente tira e guarda o celular muitas vezes seguidas. Os coturnos tão indo pro mesmo caminho, nem um ano por aqui e já dominaram a maioria dos looks. Que culpa tenho que são lindos, não é mesmo? De mais, usei o meesmo batom de sempre, que nas fotos nem dá pra ver a cor certa, mas era o Bruna, da linha Bruna Tavares, e o rabinho é porque o cabelo estava lindo, porém imundo, aí a gente utiliza desses truques pra não incomodar com ele e nem precisar lavar.

Lookbook: Art Wars

Sobre a exposição em si, nem vou falar nada porque quero fazer um post todiiinho sobre em breve. Mesmo que não esteja mais por lá, num importa, quanto mais blogueirinha de arte eu me tornar melhor, condiz com o momento que estou vivendo de voltar a estudar e produzir conteúdo sobre. Eu gosto e quero ver todo mundo gostando também! A luz do ambiente era direcionada, não muito adequada pra esse tipo de foto, sem possibilidade de usar outra iluminação própria porque pode danificar as obras, então fica aí a sombra na minha cara, lidemos com isso, valeu a pena. Esse papel de parede, LINDÍSSIMO por sinal, chama “The Animal that Looks Like a Llama but is Really an Alpaca” (O Animal Que Parece A Lhama Mas Na Verdade É Alpaca), e eu demorei horrores pra achar a bendita alpaca nele, hahaha. Esses passarinhos do Twitter em círculo, por sua vez, vi imediatamente. Claramente demonstrando minhas prioridades…

Lookbook: Art Wars

HairSkin & Nails Femme, a “pílula da beleza” da Maxinutri

Em 08.04.2019   Arquivado em Beleza, Publicidade

Há alguns anos, quando eu e uma amiga começamos a trabalhar juntas, sempre que a gente ia a alguma drogaria comprar qualquer coisa ela me levava para ver as cápsulas de complexo de vitamina que prometem melhorar o aspecto físico da pele e cabelos, batizadas por nós carinhosamente de “pílulas da beleza”, me recomendando a tomar porque tinha feito muita diferença pra ela… É claro que eu ficava super curiosa e com vontade, né! Então quando a loja Saúde na Net entrou em contato oferecendo para me mandar algum dos seus produtos, não tive a menor dúvida de qual escolher, já que na área de nutricosméticos do site estava em destaque o HairSkin & Nails Femme, da Maxinutri, que promete justamente isso: trazer mais vida aos cabelos, pele e unhas, tratando de dentro pra fora através da ação de 11 vitaminas diferentes (A, D, C, E, B1, B2, B3, B5, B6, B12 e H), além de outros nutrientes que proporcionam mais hidratação, estruturação e resistência.

O que é? O HairSkin Maxinutri é um suplemento mineral e vitamínico que quando utilizado dá mais hidratação e vitalidade aos cabelos, pele e unhas, se tornando assim um produto indispensável para quem sente muita dificuldade com o tratamento destas áreas, tendo tendência a ressecamento de cabelo, cabelos quebradiços, unhas quebradiças, pele seca e com falta de hidratação, entre outros. (retirado do site Saúde na Net, acesso em 02/04/2019)

HairSkin & Nails Femme da Maxinutri

A chegada desse produto não poderia ser mais oportuna por aqui. Em fevereiro decidi parar de tomar anticoncepcional, que nos últimos meses estava me fazendo muito mal. As cólicas vinham piorando (no nível que era antes de comer a usar), minha perna inchava até ficar quase o dobro da largura normal e o número de varizes começou a crescer, então fiquei com bastante medo de ter algum problema maior. Não sei se continuarei sem, mas por enquanto, sim. Tomada essa decisão, vieram as consequências: ciclo desregulado e uma pele HORROROSA! Fiquei espinhenta como não ficava há muitos anos, e uma vez que tinha um baile de formatura da minha irmã chegando isso me incomodou bastante. O HairSkin chegou aqui 2 semanas antes da festa e, apesar de recomendar que se tome um mês para começar a fazer diferença, me ajudou MUITO! No final desses 15 dias tinham sobrado no rosto apenas as marcas (e uma única espinha teimosa) e nas costas, onde meu problema é ainda maior, reduziu bastante. Além disso ajudou minha pele a aderir melhor a maquiagem, tornando possível “tampar” essa bagunça toda quando foi necessário. Nos três dias que antecederam, confesso, apostei bastante em produtos de skin care também pra ajudar, já que o remédio sozinho realmente não faz milagres, e essa combinação foi ideal: um agindo por dentro e os outros por fora.

Mas a pele não foi NADA comparada ao que o produto fez com meus cabelos… Nesse sim, posso dizer que houve uma revolução! Já tem um tempo que nada ajuda a resolver a queda absurda e ressecamento nas pontas dos meus fios. Minha cabeleireira e eu tentamos juntas várias coisas, produtos profissionais ou cortes esporádicos, mas ainda assim a textura permanecia bem problemática. Depois que comecei a tomar melhorou tanto que assim que tocou neles ela mesma me perguntou o que estava fazendo, antes que eu falasse qualquer coisa! Foi perceptível pra mim também, é claro, mas preferi esperar a opinião dela antes de postar pra ter certeza de que não era uma impressão. Antes desembaraçá-los após as lavagens demorava horrores, mas agora só passando o pente já fica pronto, e caindo bem menos do que de costume. Mesmo que não tivesse ajudado com as espinhas, só nesse aspecto já teria valido a pena de cara! A única coisa que não mudou muito foram as unhas, porque raramente uso esmalte/removedor ou tiro as cutículas, então elas já são bem fortes e crescem com facilidade naturalmente.

HairSkin & Nails Femme da Maxinutri

Em resumo: deu MUITO CERTO comigo, que tenho pele e cabelos mistos! A embalagem vem com 90 cápsulas e estou seguindo as recomendações da loja de tomar três ao dia, duas no horário do almoço e uma à noite, ou seja, vai durar exatamente 1 mês. Antes de consumir fiz uma vasta pesquisa na internet, buscando a opinião de outros usuários e principalmente de dermatologistas, e é bastante recomendado que você procure um médico, se possível, para saber se corre algum risco específico antes do consumo. Apesar da recomendação, porém, não é um produto que exige receita ou qualquer coisa do tipo, podendo ser comprado por qualquer pessoa de qualquer idade. O HairSkin & Nails Femme não contém açúcar, glúten ou lactose, sendo liberado para quem tem essas restrições.

O valor atual no site da embalagem que recebi é R$49,90, mais o frete que depende da sua região, e comprando à vista no boleto bancário você tem um desconto no valor do produto. É possível comprar lá também outros nutricosméticos voltados para a beleza do corpo e rosto, como colágeno Maxinutri, hidrolisado e em cápsulas, e remédio natural para celulite da mesma marca, que possuem suas próprios recomendações de uso individuais, e com preços bastante similares. Fiz algumas pesquisas em sites de farmácias que também vendem e em todas elas sai nesse mesma média, com variação de 1 a 3 reais para cima, nenhum mais barato. Custo/benefício nota 10!

Psiu! Prestenção! Esse produto foi enviado pela Saúde na Net para uma publicidade por meio de permuta, porém o objetivo era que eu escrevesse a resenha retratando minha experiência real com o produto. É publi, sim, mas publi sincero!

Dumbo

Em 31.03.2019   Arquivado em Disney, Filmes

Dumbo *****
Dumbo Elenco: Colin Farrell, Danny DeVito, Eva Green, Michael Keaton, Nico Parker, Alan Arkin J., Deobia Oparei, Douglas Reith Sotheby, Joseph Gatt, Lars Eidinger, Michael Buffer, Roshan Seth, Sandy Martin, Sharon Rooney
Direção: Tim Burton
Gênero: Fantasia
Duração: 135 min
Ano: 2019
Classificação: 10 anos
Sinopse: “Holt Farrier (Colin Farrell) é uma ex-estrela de circo que retorna da guerra e encontra seu mundo virado de cabeça para baixo. O circo em que trabalhava está passando por grandes dificuldades, e ele fica encarregado de cuidar de um elefante recém-nascido, cujas orelhas gigantes fazem dele motivo de piada. No entanto, os filhos de Holt descobrem que o pequeno elefante é capaz de uma façanha enorme.” Fonte: Filmow (sinopse e pôster).

Comentários: A história do bebê elefante com orelhas anormalmente grandes, lançada em forma de animação pela Disney em 1941, está de volta aos cinemas em live action! Quando foi anunciado que essa nova versão de Dumbo seria dirigida por Tim Burton eu fiquei MUITO desanimada… Sou apaixonada pelo personagem desde que comprei a Byul Dumbo, um dos xodós entre minhas bonecas, faço até coleção de objetos dele, mas o HORROR de Alice No País das Maravilhas do mesmo diretor (cuja continuação nem assisti) causou o sentimento que ele tava vindo aí pra estragar mais um clássico. Meses atrás, porém, quando saiu o primeiro trailer, percebi que ia pagar língua com muito orgulho e amor, porque só pela prévia os olhos brilhavam de encantamento e lágrimas… Bom, aqui estou, admitindo meu erro e dando os parabéns porque o longa ficou, de fato, lindo, e dessa vez não só visualmente.

O enredo começa quando Holt Farrier volta da guerra para o Circo dos Irmãos Medici, onde vive sua família e ele trabalhava antes de ser convocado. Com a decadência do circo, em decorrência da falta de interesse do público, sua atração com cavalos não existe mais e ele passa a ser responsável pelos elefantes, entre eles a Sra. Jumbo, recém comprada, que está prestes a ter um filhote. Após o nascimento de Dumbo as crianças Farrier percebem que sua anomalia o torna capaz de voar, tornando-o a principal atração do circo. O objetivo? Trazer de volta sua mãe, que foi levada dali após se enfurecer com o uso de seu bebê. Esse destaque, porém, consegue alcançar muito mais que os olhares do público, levantando o interesse do sr. Vandemere, um “mestre” da diversão…

Dumbo

Dumbo: imagem via CTV News

Enquanto a animação foca no desenvolvimento do personagem título, em busca do estrelato para que possa se reunir com a sra. Jumbo, o live action divide esse plot com a busca dos Farrier em retomar sua vida em família após a ida do pai à guerra e a morte da mãe. Vários dos humanos carregam papéis importantes, não só eles, e o Dumbo acabou ficando quase secundário, mas ainda assim sendo o ponto chave de todos os acontecimentos. Essas mudanças no roteiro são não só positivas, mas também necessárias. Um dos maiores problemas de A Bela e a Fera, por exemplo, foi a fidelidade extrema ao desenho, que deixou o ritmo lento por falta de ações para preencher a diferença significativa da duração de um pra outro. Dumbo não peca nesse quesito: diversas mensagens contra o abuso de animais no entretenimento, empoderamento feminino e, claro, importância da família (seja consanguíneo ou não), torna uma fantasia em algo quase crível, e consegue homenagear seu antecessor com louvor ainda assim.

Ícones como a cegonha, o trem Casey Jr e, o mais importante deles, o rato Timóteo, estão presentes de forma adaptada. Também temos a presença de cenas clássicas, como o número em que Dumbo se apresenta como o “bombeiro” no circo e a mais memorável de todas, as enormes “bolas de sabão” em forma de elefante que dançam para o personagem, que traumatizaram várias crianças ao longo dos anos e apareceram ali, quando a gente menos esperava, e fizeram justiça total ao original. E tá pra nascer crianção mais FOFA no ramo da computação gráfica do que esse elefantinho! Dá vontade de levar pra casa, dar carinho, proteger de todos os abusos do mundo! O olhar dele é encantador, e jeitinho idem. É uma criaturinha que contrasta com o tom sóbrio característico do Tim Burton, e ao mesmo texto o complementa, como se tudo ai fosse criado em torno dele mas também já funcionasse independente de sua existência.

A fotografia é MARAVILHOSA, junto à trilha sonora extremamente sentimental com destaque para o clássico “Baby Mine”, a canção de ninar que faz suspirar (e chorar!) até os corações mais durões. Os outros personagens também são fantásticos… Michael Keaton está de volta ao universo Burton de forma que, mesmo que o visual seja completamente diferente, me soou como uma sátira crítica ao próprio Walt Disney. Já a pequena Nico Parker, no papel de Millie Farrier, ainda não “chegou lá” no quesito atuação, mas ainda assim nos dá aquele exemplo clássico da importância da representatividade ao interpreta ruma garotinha que quer ser cientista. Existe um momento em que ela “interage” com uma de suas inspirações que é uma das cenas mais simples, e ainda assim importantes de todas. Tem a possibilidade de agradar os fãs que forem dispostos a ver uma adaptação, e não cópia, e também àqueles que estão entrando pro “fã clube” do personagem agora, e melhor: com um final ainda mais bonito que o anterior!

Trailer:

A Cinco Passos de Você

Em 28.03.2019   Arquivado em Filmes

A Cinco Passos de Você (Five Feet Apart) *****
A Cinco Passos de Você Elenco: Haley Lu Richardson, Cole Sprouse, Moises Arias, Kimberly Hebert Gregory, Parminder Nagra, Claire Forlani, Ariana Guerra, Cynthia Evans, Gary Weeks, Jim Gleason, Trina LaFargue Mya
Direção: Justin Baldoni
Gênero: Romance, Drama
Duração: 135 min
Ano: 2019
Classificação: 12 anos
Sinopse: “Stella Grant (Haley Lu Richardson) tem quase dezessete anos de idade, vive conectada ao seu laptop e ama seus melhores amigos. Mas ao contrário da maioria das adolescentes, ela passa grande parte do seu tempo vivendo em um hospital como paciente com fibrose cística. Sua vida é cheia de rotinas, limites e autocontrole – tudo isso é testado quando ela encontra um paciente incrivelmente charmoso chamado Will Newman (Cole Sprouse).” Fonte: Filmow (sinopse e pôster).

Comentários: Stella é uma adolescente que passa boa parte de sua vida internada no hospital graças à fibrose cística com a qual lida desde que nasceu. Enquanto espera pela oportunidade de receber uma doação de pulmões, que pode estender sua estimativa de vida em até cinco anos, ela compartilha o que vive em um canal do YouTube e trabalha em aplicativos que ajudam outros pacientes a organizar o próprio tratamento, condizendo com sua personalidade organizadora compulsiva. Um dia ela conhece Will Newman, que insiste em não levar seu tratamento a sério por não ter esperanças de viver muito tempo, uma vez que possui um quadro que o retira a fila de transplantes. Ela resolve, então, que irão se tratar juntos, para que ele não seja mais negligente com a saúde… Mas só tem um problema: eles não podem ficar a menos que 6 passos um do outro, ou de qualquer outro paciente da mesma ala, tornando impossível que se toquem ou mesmo se aproximem, o que torna o interesse mútuo que sentem extremamente perigoso…

Mais um romance adolescente adaptado de livro de mesmo nome, “A Cinco Passos de Você” tem tudo que o gênero pede: a menina responsável cheia de vontade de viver, o cara com ar rebelde que no fundo é sensível, o amigo (gay) sempre disposto a ajudá-la a superar os problemas e correr atrás desse novo relacionamento, a enfermeira amiga que mantém os pés de todos no chão… Mas, ainda assim, eu não diria de forma algum que é previsível ou “bobo”… Existem dois acontecimentos grandes que formam o clímax, e tanto eles quanto o final seguiram de forma que foi um pouco inesperada pra mim, o que é bem legal e nem sempre presente. É um enredo muito sensível, não só por tratar de relações humanas, mas principalmente pela maneira como as trata e expõe. A “cena da piscina”, muito usada nas fotos de divulgação, é a melhor de todas, tamanha é sua delicadeza.

A Cinco Passos de Você

A Cinco Passos de Você: imagem via The Hollywood Reporter

A princípio o ritmo do longa é um pouco lento e o romance dos dois difícil de ser “comprado”, parece meio forçado de onde realmente saiu o interesse dela por ele, mas à medida que o relacionamento se desenvolve a gente consegue achar bonitinho e “torcer pra dar certo”… E aí vem a necessidade da distância física, que causa sentimentos conflitantes em quem está assistindo: ao mesmo tempo que quer ver os dois se tocando, até num simples abraço, sabe os perigos que isso teria e morre de medo de acontecer em algum momento, mesmo que sem querer. Era aquela “angústia” típica do drama o tempo todo, tanto nessa relação romântica como nas cenas em Stella interage com seu melhor amigo, Poe, que por si só é um personagem bastante carismático e um dos que mais arranca lágrimas, sorrisos e reflexões do expectador – e isso é ótimo!.

Falando da parte “técnica”, a fotografia é LINDA DEMAIS! Cenas belíssimas sem muito firula, afinal o “cenário” do filme é um hospital! Os quartos dos pacientes são cheios de detalhes, sem forçar, passa a personalidade de cada um com esse ar de que pode ou não ser temporário. As cenas de romance são bem bonitas nesse sentido, também, com atuações que condizem com o nível de qualidade. Eu tenho um pouco de “antipatia” do Cole Sprouse por vários motivos, mas esse sentimento não se estendeu para o personagem hora nenhuma, não atrapalhou em nada. Por fim, claro, as “frases de efeito” que são naturais, parte do diálogo, mas ainda assim te atingem bem no fundinho do coração do início ao fim. Fica o recado de que pior do que morrer é realmente não viver, mensagem bem frequente em histórias do gênero mas, ainda assim, sempre pertinente de relembrar…

Leia também: Cinderela Pop, resenha do filme baseado na reinvenção de um clássica conto de fadas pela Paula Pimenta.

Trailer:

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