fica por aqui: Uma história de Vento Ventania

Em 12.09.2019   Arquivado em Leitura

fica por aqui: Uma história de Vento Ventania *****
fica por aqui: Uma história de Vento Ventania Autor: Augusto Alvarenga
Gênero: Drama, LGBT, Jovem Adulto
Ano: 2018
Número de páginas: 98p.
Editora: P.S.: Edições
ISBN: 978.658.077.703-7
Sinopse: “O fim do caminho às vezes é um recomeço. É assim que a vida surpreende Murilo. Prestes a abrir mão de si mesmo, ele se sente desamparado e lidando com problemas que parecem pesados demais para continuar carregando. No topo de uma ponte, ele está no ponto emocional mais baixo que poderia alcançar, quando a rotina de Leandro resolve desviar o rumo e colocar os dois no mesmo trilho. Percebendo a importância de ser presente, Leandro resolve mostrar caminhos alternativos para qualquer destino, tentando despertar em Murilo a esperança de dias melhores, possibilidades e a certeza de uma ajuda brilhante em qualquer céu nublado.” (fonte – capa e sinopse)

“Talvez eu me sinta quase sempre assim, cercado por coisas demais e sem conseguir chegar a um lugar onde eu me sinta bem.”

Comentários: Cinco anos atrás, na véspera do segunda turno das eleições presidenciais, Augusto Alvarenga lançou seu primeiro livro, “Um Amor, Um Café e Nova York”. Foi nesse dia que eu conquistei o coração da “mamãe Alvarenga” por ter chorado HORRORES da hora que vi a foto dele na orelha do livro até o abraço compartilhado após o autógrafo recebido (tem foto aqui!). No ano seguinte, lançamento da continuação, mais lágrimas. Mas, sabe, é difícil não chorar quando você tem o sonho de publicar um livro – agora enfim realizado – e vê um amigo com o mesmo sonho conseguindo isso, principalmente uma completa manteiga derretida como eu!

Um spin off do próximo lançamento do autor, previsto para o ano que vem, fica por aqui se passa na ilha fictícia de Vento Ventania, onde Murilo vive. Aluno da UFVV – Universidade Federal de Vento Ventania, o rapaz sofre de depressão há muitos anos e está prestes a desistir da própria vida quando Leandro, aluno de outro curso na mesma faculdade que sequer conhece, cruza seu caminho, o impedindo de fazer isso sem nem saber o quão certeiro foi o momento em que a vida os colocou no mesmo local, na mesma hora. Os dois iniciam então, meio sem perceber, uma breve jornada rumo ao entendimento da luta contra suicídio através da descoberta do Setembro Amarelo.

De acordo com o Guto, a ideia veio no final de agosto de 2018, quando uma notícia de suicídio ocorrido no Viaduto Santa Tereza, aqui em Belo Horizonte, parou a cidade, literalmente, uma vez que tanto o trânsito da região central quanto a linha de metrô foram comprometidos. Ele ficou pensando, então, sobre o assunto e, vendo o mês de prevenção contra a prática se aproximar, resolveu reescrever aquela história do seu jeito, com outras pessoas, mas dando a ela o final não trágico que merecia ter. O conto foi publicado como ebook na Amazon no mês seguinte, propositalmente, e agora ganhou sua versão física, levemente estendida, mais uma vez como parte desse alerta. O título não se refere apenas a Murilo, e sim a toda pessoa que, por causa de transtornos mentais, cogita ou já cogitou desistir.

Como alguém que o acompanha desde o começo, ou mesmo antes disso, é IMPOSSÍVEL deixar de destacar o quanto sua escrita amadureceu. É claro, meia década se passou desde o primeiro romance publicado, o amadurecimento é esperado, mas nesse caso foi positivamente gritante. A ´trama não é nada leve, mas flui de maneira gostosa, tem seus momentos que soam como poesia, mas sempre de fácil entendimento. É crível, pode estar acontecendo agora mesmo. Apesar da narrativa curta, em 90 páginas, as personagens têm personalidade e falam sobre seus gostos e costume casualmente, como em uma conversa qualquer que temos no nosso cotidiano, mesmo.

fica por aqui: Uma história de Vento Ventania

Como aspecto “negativo”, se podemos dizer assim, tem fato de que o enredo é tão rápido que a gente sente falta de um desfecho mais elaborado. Ele termina causando MUITA curiosidade no que aconteceu dali pra frente, mas isso na verdade não importa, porque a mensagem principal é passada: você não está sozinho, você pode conseguir apoio. Ele não romantiza hora nenhuma a depressão, mas aponta, através dessa dupla fictícia, onde é possível ao leitor ter ajuda contra esse e outros transtornos mentais na vida real, seja para si próprio ou para alguém próximo que precisa.

“Eu não sei quando começou. É muito difícil saber… Ela vem devagar. Ela vai te anulando aos poucos.”

Um aspecto maravilhoso e maior diferencial de todos os livros do autor é, definitivamente, a diagramação. O livro é todo lindo, desde a arte da capa até páginas de troca de mensagem, informações nas bordas e um detalhe pequeno, mas que deixa ainda mais tocante: a diferenciação das duas narrações através de ícones de nuvem, nublado para Murilo e com o Sol saindo para Leandro. Faz todo sentido dentro do contexto! Ele também tem uma playlist no Spotify fácil de achar, só buscar pelo título, com todas as músicas que fazer parte do percurso, direta ou indiretamente. Os detalhes são todos em preto e amarelo, pra destacar bem o fato de ser uma publicação focada numa campanha que tem essa última como cor característica, apenas com um roxo aqui e outro ali criando contraste lindo típico da união de tons complementares…

fica por aqui: Uma história de Vento Ventania

Conheça mais do Augusto no Instagram @instaguto, Twitter @tuiteguto e perfil de autor Skoob. Você pode adquirir o “fica por aqui” como eBook na Amazon Kindle e na versão física direto com o autor. Ele também já publicou, além da trilogia “Um Amor, Um Café e Nova York”, os romances “1 + 1: A Matemática do Amor” junto com Vinicius Grossos, “As Luzes Mais Brilhantes”, e participou de duas antologias com outros escritores. Que venha o próximo!

Corgi: Top Dog

Em 09.09.2019   Arquivado em Filmes

Corgi: Top Dog (The Queen’s Corgi )*****
Corgi: Top Dog Elenco: Jack Whitehall, Bridget Maasland, Iain McKee, Matt Lucas, Julie Walters, Colin McFarlane, Debra Stephenson, Jon Culshaw, Kulvinder, Nina Wadia, Ray Winstone, Sarah Hadland, Sheridan Smith, Tom Courtenay
Direção: Ben Stassen
Gênero: Animação, Aventura
Duração: 92 min
Ano: 2019
Classificação: 10 anos
Sinopse: “A Rainha Elizabeth é apaixonada por cães da raça Corgi e, dentre os que vivem no Palácio, Rex (João Guilherme) é o seu queridinho. Acostumado com as mordomias da realeza, tudo muda quando ele cai na armadilha de um outro cachorro que quer tomar o seu lugar. Preso no canil da cidade, ele agora vai precisar de toda a ajuda que conseguir para voltar ao Palácio e retomar seu lugar como o favorito da Rainha.” Fonte: Filmow.

Comentários: Numa mistura de ficção com a representação de elementos reais, chegou essa semana nos cinemas brasileiros uma animação belga distribuída aqui pela Imagem Filmes. Corgi: Top Dog conta a história de Rex, o favorito entre os vários cães dessa raça que pertencem à Rainha Elizabeth II. Após ser dado de presente a ela ainda filhote pelo seu marido, o Duque de Edimburgo, ele rapidamente assume o posto de “top dog”, sendo uma celebridade em todo o Reino Unido – com direito até a uma extensa linha de merchandising com seu rosto. Essa vida dos sonhos de qualquer cachorro acaba sendo prejudicada quando, em uma visita do presidente dos Estados Unidos, ele acaba não se comportando como um cão real. Sua dona então o repreende e, influenciado por alguém que pretende usurpar seu lugar, Rex acaba fugindo, sendo tido como morto e levado para um canil onde vários animais esperam pela sorte de ser adotado por uma família algum dia.

A história do filme é bastante clichê, daquelas que já foram contadas várias vezes em mídias voltadas para o público familiar: superação de problemas, reconhecimento raso de privilégios, luta pelo amor verdadeiro, entre outros, mas uma vez que está inserida num grupo de personagens original, o ambiente se torna mais interessante. Aos que não são tão ligados à realeza britânica é apresentada a afeição da Rainha Elizabeth à raça corgi e ao fato de que ela mantém, desde sua coroação realizada mais de 60 anos atrás, uma pequena matilha deles como parte da “família real”, cães que vivem de maneira extremamente luxuosa como é de esperar. As pessoas reais são mostradas com fácil identificação e trazem piadas de duplo sentido para entreter adultos – principalmente ao satirizar Trump de maneira genial -, quebrando os momentos de tédio que podem surgir ao consumir algo claramente voltado para o público infantil.

Corgi: Top Dog

Corgi: Top Dog | Imagem via YouTube

No que diz respeito ao entretenimento das crianças, o núcleo animal é fofinho e divertido, com traços da animação bem feitos e tudo muito colorido. É legal ver esse tipo de obra vinda de um estúdio mais independente, e não dos gigantes que praticamente dominam a indústria, apesar da diferença da qualidade ser gritante é através daí que vão surgindo os avanços, mesmo. Ao migrar do cenário do palácio para um canil, fica a mensagem subliminar de que existem vários animais abandonados também à procura de um lar, provando que amor e carinho vão além da raça, já que é ali que Rex encontra os reais companheiros que vão ajudá-lo a superar os problemas propostos na trama. Senti falta de enfatizar um pouco as características de cada raça mostrada, mas talvez esse seja um aspecto positivo para quebrar essa necessidade que temos em julgar os animais pelo físico, e não pela amizade que estão dispostos a dar.

Apesar de Rex ser um protagonista legal, carismático e levemente arrogante em alguns momentos, a dublagem brasileira dele ficou HORROROSA! Mais uma vez a escalação de um famoso sem formação e prática como dublador estragou completamente a experiência, porque destoa muito das outras personagens que são muito superiores nesse atributo. Foi, de fato, a escolha de João Guilherme no papel que fez a visibilidade do trailer aumentar bastante nas redes sociais, antecipando o lançamento do longa no Brasil, mas no quesito qualidade… Sinceramente, uma perda muito grande pro expectador. Lendo algumas opiniões por aí vi que a versão original também pecou bastante nesse aspecto, então fizemos jus ao negativo impossível de ser relevado.

Trailer:

Blog Day 2019

Em 31.08.2019   Arquivado em Blog

É aquele dia do ano de novo, onde a belíssima coincidência de a data parecer visualmente com uma palavra fez nascer essa comemoração em todo o mundo: Blog Day, o dia do blog! Em 31/08, blogueiros ao redor de todo o globo celebram esse momento especial da maneira mais gostosa possível, indicando novos blogs para seus leitores, divulgando assim outras pessoas que seguem firme e forte nessa nossa paixão. Quando a data começou a ser comemorada, mais de dez anos atrás, a “sub tradição” de fazer 5 indicações por ano foi instaurada, e eu levo a sério até hoje porque, bem, gosto de ser old schooll em algumas coisas, também…

Blog Day 2019

O que é o Blog Day? “Blog Day” foi criado na convicção de que os bloggers deverão ter um dia dedicado ao conhecimento de novos blogs, de outros países ou áreas de interesse. Nesse dia os bloggers recomendarão novos blogs aos seus visitantes.

O que acontecerá no Blog Day? Durante o dia 31 de Agosto, bloggers de todo o mundo farão um post a recomendar a visita a novos blogs, de preferência, blogs de cultura, pontos de vista ou atitude diferentes do seu próprio blog. Nesse dia, os leitores de blogs poderão navegar e descobrir blogs desconhecidos, celebrando a descoberta de novas pessoas e novos bloggers.

Minhas Indicações em 2019:

Resolvi indicar 5 blogs que amo e que, sabe-se lá o motivo, não apareceram em nenhum Blog Day anterior. Simples assim, sem tema, sem fugir da zona de conforto, apenas dando espaço pra quem o merece e já o tem em meu coração!

01. Memorialices, por Luana Souza: Garota peculiar, rainha das fotos literárias com personalidade, musa da Dark Side Books e lindeza de ser humano… Definir a Lu em uma coisa só é impossível, porque ela é tudo isso e muito mais! O blog dela caminha entre o literário e o pessoal, postando resenhas com sentimento, amor recebido via Correios, coisas de cotidiano e, como estudante de psicologia, algumas análises bem interessantes de transtornos que acha na cultura popular. Amo, e amo FORTE!

02. Retipatia, por Rê Borges: Taí um blog que vi nascer. E não digo “acompanho desde o primeiro post”, não, eu LITERALMENTE estava lá, mesmo que via Messenger, no momento em que a Rê comprou a hospedagem e começou essa jornada incrível de botar pra fora tudo o que precisava escrever. Ver o quanto ele cresceu é, então, gratificante pra mim em níveis quase pessoais, sabe? Ainda mais se tratando de uma amiga que tá na minha vida há quase um década – em janeiro chega lá! Ela é dos livros de todos os modos possíveis, lendo e escrevendo, e tudo isso com uma qualidade digna de pente fino, a pessoa mais exigente que já conheci na vida, então imagina como esses níveis de exigência são altos quando se trata do próprio trabalho…

03. Madly Luv, por Ana Flávia Cador: Se você é blogueira e não conhece o trabalho da Aninha, iiih, volte três casas antes de continuar. Afinal que outra desginer nessa blogosfera cria temas para WordPress mais lindos? Não tem, não! Esse aqui que uso no blog, já há vários anos, é dela, inclusive. Um dia ainda quero ter como contratá-la pra criar um todo só pra mim, mas enquanto não chegamos lá, falaremos não só do seu trabalho, mas também sobre as várias coisas sobre as quais ela escreve. ML não é só design, é também arte, beleza, hobbies, dicas, decoração… Ufa! Em resumo é tudo o que está na vida dela, e (cá entre nós) esse é exatamente o jeitinho de fazer e acontecer que eu gosto – e faço e aconteço por aqui também.

04. Não Me Mande Flores, por Camila Faria: Não sei como, quando, onde ou por que fui conhecer a Camila, mas uma vez dentro do seu blog é impossível não voltar depois. Ela posta lindamente e cheia de simplicidade elaborada sobre tudo o que a inspira e, gente, que olhar também inspirador! Não quero e nem vou viver sem ir lá ver o mundo com aqueles olhos, enquanto ela tiver produzindo conteúdo, certeza, estarei ao lado consumindo.

05. Datilografando, por Beca Renna: Minha flor, meu bebê. Lembra dos “hostees”, tão populares nos meados da década de 2000, quando a gente emprestava um pouquinho da nossa hospedagem pra outros blogueiros entrarem pra família? Beca se tornou, ali, minha filha no Expresso Rosa, e o tempo foi passando, teve gente indo e vindo, sim, ela ficou! Ficou no “Luva de Pelica” por muuuito tempo, mas agora se reinventou, por que não (?), nesse novo endereço que transborda sua essência. Que maravilhoso é ler pedacinhos de quem a gente ama, né? E nesse blog é isso que faço cada vez que nele entro…

Agora, vamos comemorar o Dia do Blog em grande estilo também nos comentários: me conta 01) quais das minhas indicações você também ama, 02) o que o SEU blog tem de mais legal e 03) outro blog que tá sempre visitando e que eu devia conhecer… Quem sabe não acaba virando favorito e aparece aqui no Blog Day 2020 ano que vem?

Eu Te Darei o Sol

Em 28.08.2019   Arquivado em Leitura

Eu Te Darei o Sol: O amor é apenas a metade da história (I’ll Give You the Sun) *****
Eu Te Darei o Sol Autor: Jandy Nelson
Gênero: Drama, LGBT, Jovem Adulto, Romance
Ano: 2015
Número de páginas: 384p.
Editora: Novo Conceito
ISBN: 978-858-16-3646-7
Sinopse: “Noah e Jude competem pela afeição dos pais, pela atenção do garoto que acabou de se mudar para o bairro e por uma vaga na melhor escola de arte da Califórnia. Mal-entendidos, ciúmes e uma perda trágica os separaram definitivamente. Trilhando caminhos distintos e vivendo no mesmo espaço, ambos lutam contra dilemas que não têm coragem de revelar a ninguém.
Contado em perspectivas e tempos diferentes, EU TE DAREI O SOL é o livro mais desconcertante de Jandy Nelson. As pessoas mais próximas de nós são as que mais têm o poder de nos machucar.”
(fonte – capa e sinopse)

“Lixo espacial. (…) O céu está sempre despencando. Sempre. Você vai ver. As pessoas não têm ideia.”

Comentários: Fazia muito tempo que eu não sentava e lia um livro de ficção novo, talvez o último tenha sido mais ou menos dois anos atrás. Mais tempo ainda tinha que lia um livro que me deixava completamente apaixonada. Sabe quando você não quer se desgrudar da história nos trechos de alegria, tem vontade de jogar tudo longe nos de raiva e sente um alívio GIGANTESCO quando aquele momento tão esperado enfim acontece, como se fosse com você? Sabe quando suas próprias lembranças são despertadas nos pontos mais cruciais da história? Foi isso que senti lendo Eu Te Darei o Sol. Um presente de aniversário que ganhei de uma amiga em 2017, mas que felizmente não li na época. Porque aquele foi o ano em que eu “morri”, simplesmente não vivi, e não conseguiria aproveitar a grandeza dele como aproveitei agora – nesse agora específico, então, mais que nunca!

Eu Te Darei o Sol

O livro trata do ponto de vista de um casal de irmãos gêmeos em momentos distintos da vida dos dois, antes e depois de uma tragédia que mudou tudo na vida deles. Noah é apresentado aos 13/14 anos, descobrindo sua sexualidade, explorando uma sonhada carreira de pintor que pode começar de vez na escola de artes onde tanto anseia estudar. Já Jude narra sua vida aos 16, quando ela e o irmão já não têm a conexão que tiveram durante toda sua vida após competir por uma vaga nessa mesma escola, onde ela pretende estudar escultura, e pela atenção das pessoas mais importantes de suas vidas: seus pais e alguns garotos deveras interessante. Mentiras, boicotes e muita dor passam a ser parte da vida deles, tornando a distância inevitável e a reaproximação um sonho quase distante…

“Encontrar sua alma gêmea é como entrar numa casa onde você já esteve – você vai reconhecer a mobília, os quadros na parede, os livros nas prateleiras, as coisas nas gavetas: você é capaz de se localizar no escuro, se precisar.”

O fato de a história tratar de dois artistas é uma peculiaridade a mais que deixa esse conjunto ainda mais interessante. Para quem entende de arte é maravilhoso pegar as referências e saber exatamente do que eles estão falando naquele momento, e quem não entende provavelmente vai correr pro Google e, enfim, entender. Um pinta, a outra esculpe, então é arte variada para se explorar e aprender. Tudo isso misturado com questões ainda mais profundas: homossexualidade, espiritualidade, traição, até mesmo hipocondria. O que mais gostei foi o modo como, ao se afastar, os dois protagonistas simplesmente trocam de personalidade, de modo que você vê um no outro tão claramente que isso só pode significar que estão compensando essa ausência. Por mais que seus estímulos venham do amor romântico, uma coisa é clara: o Sol que ilumina a história, que é dado e compartilhado, é o amor de irmãos!

Eu Te Darei o Sol

Jandy Nelson tem uma escrita de tirar o chapéu e se curvar em seguida. Ela cria uma extensa poesia de quase 400 páginas disfarçada de romance jovem adulto que, apesar de ser protagonizado por adolescentes, é tão denso que mexe com a cabeça de qualquer um. A princípio pensei que a narrativa de Jude ia atrapalhar a de Noah, por dar alguns “spoilers” do que aconteceu três ou dois anos depois do que ele está contando, mas isso não acontece. Os dois se complementam. Quando o capítulo de um acaba você lamenta, pensando que é impossível que o que vem a seguir desperte tanto sua curiosidade quanto, mas essa sensação vai se repetindo sucessivamente até o livro acabar. Senti tanto ÓDIO da Jude, de o sangue talhar, que achei que jamais poderia perdoá-la, não importa o que viesse a acontecer, para em seguida ter vontade de abraça-la e tirar todo o peso do mundo de suas costas. Noah me fez rir, recordar, chorar, sentir medo e alívio, cada hora uma coisa e tudo ao mesmo tempo. Duas personagens complexas, humanas, controversas, maravilhosas! Seus pares românticos também são incríveis e têm suas vidas cruzadas às deles de forma inacreditável e, ao mesmo tempo, crível, seja lá como isso é possível.

“Vamos lá, o que é ruim para o coração é bom para a arte. A horrível ironia da nossa vida como artistas.”

Foi muito gostoso para mim, como autora recém publicada, ser apresentada a essa escrita justamente nesse momento. Me inspirou a seguir em frente, a produzir mais, a ousar sem medo de me expor ao máximo, em colocar no papel o que na verdade é simples, mas parece rebuscado. Porque esse livro é assim. Eu Te Darei O Sol é uma obra que faço questão de emprestar a quem quiser ler, que agradeço por ter sido presenteado com, que encheu meu coração de esperança ao descobrir que tem uma chance de ser adaptado para filme pela Warner (fonte). Me fez cantar mentalmente ‘Dia Branco”, de Geraldo Azevedo, o tempo todo, quase como se fosse sua trilha sonora oficial. Me deixou morrendo de vontade de ler “O Céu Está Em Todo Lugar”, da mesma autora e também publicado no Brasil pela Novo Conceito com uma capa bem semelhante, o que faz deles quase um “time”.

A linha da Barbie de “Star Wars”

Em 26.08.2019   Arquivado em Dolls

A linha Gold Label da Barbie já lançou bonecas de vários ícones da cultura popular, como Star Trek e Mulher Maravilha, e agora pegou no ponto sensível de MUITO fã de ficção científica e cinema fantástico… Já está em pré venda, com lançamento oficial previsto pra novembro desse ano, o set de bonecas Star Wars da Mattel, com três modelos super desejáveis, de tirar o fôlego, que nos faz questionar como isso ainda não tinha acontecido antes…

“A colaboração Star Wars™ x Barbie® é uma homenagem a Star Wars: Uma Nova Esperança. Esta coleção homônima, inspirada na arte conceitual original do filme, re-imagina personagens icônicos através de um filtro de alta qualidade da Barbie.” – traduzido do site oficial

A linha da Barbie de Star Wars

Imagens tiradas do Instagram Oficial da Barbie

A proposta da linha é MARAVILHOSA! Ao invés de simplesmente reproduzir personagens eles criaram algo conceitual, dando às bonecas visuais carregados de “futurismo retrô”, deixando claro do que se trata, mas de maneira completamente original. Princesa Leia, R2D2 e Darth Vader na versão do Episódio IV, o primeiro filme Star Wars, foram inspiração pro design desenvolvido por Robert Best, responsável por várias outras maravilhas da marca, entre elas a Barbie Luciana que mostrei aqui alguns anos atrás e permanece sendo um grande objeto de desejo meu.

Apesar de funcionarem bem juntas, o conceito de cada uma é MUITO individual, em respeito total à personagem homenageada. Leia vem em seu traje mais clássico de princesa, o vestido branco longo, dessa vez com uma fenda incrível na lateral, e os coques rosquinha adaptados de forma ainda mais digno de realeza, lembra muito a própria Rainha Amidala, inclusive. R2D2 tem esse ar robótico aplicado ao humano, a roupa respeita o formato certinho do droid, com cabelos azuis em um tom MARAVILHOSO e a maquiagem mais legal do trio. Já Darth Vader é claramente a vilã do trio, né? O cabelo chanel numa versão mais estilosa do seu capacete, aquela capa que arrepia a espinha e, claro, óculos de Sol que disfarçam qualquer expressão. Além disso todas elas têm botas, acessórios e até BOLSA, tudo funcionando tão bem que tá difícil não desejar todas loucamente.

A linha da Barbie de Star Wars

Princesa Leia

A linha da Barbie de Star Wars

R2D2

A linha da Barbie de Star Wars

Darth Vader

Pra mim elas ficaram parecendo três estrelas de glam rock, suas roupas funcionariam perfeitamente em cima de um palco em turnê mundial tanto como banda, quanto separadamente em ‘carreira solo”. Senti total uma pegada meio David Bowie nelas, inclusive – lembra da Barbie em homenagem a ele que foi lançada recentemente? Podia super rolar uma colab na estante, de tanto que combinam. Pra galera aficionada do final dos anos 90/início dos anos 2000 fica IMPOSSÍVEL não pensar na banda da Barbie, Beyond Pink, que lançou o sucesso girl power “Think Pink” e tinha roupas bem na vibe dessa R2D2zinha aí… Que, inclusive, foi minha favorita!

As três bonecas estão disponíveis no site oficial da Barbie e o preço individual é (se preparem) U$100,00… Até dói um pouquinho o coração, né? Mas se tratando de itens de coleção tão elaborados já é esse, mesmo, o preço esperado. Na Amazon americana é possível reservar com entrega direto pro Brasil, mas somando o frete aos impostos sai mais de o dobro do preço. Com conversão pro dólar o pacote completo fica de cair pra trás, vale mais a pena esperar o lançamento e pedir alguém pra trazer ou até mesmo torcer pra encontrá-las nas lojas de brinquedo brasileiras depois.

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