Categoria "Música"

Bohemian Rhapsody: tributo digno da realeza!

Em 03.11.2018   Arquivado em Filmes, Música

Bohemian Rhapsody *****
Bohemian Rhapsody Elenco: Rami Malek, Gwilyn Lee, Ben Hardy, Joseph Mazzello, Lucy Boynton, Tom Hollander, Allen Leech, Aaron McCusker, Aidan Gillen, Mike Myers
Direção: Bryan Singer
Gênero: Drama, Música
Duração: 134 min
Ano: 2018
Classificação: 14 anos
Sinopse: “Freddie Mercury e seus companheiros, Brian May, Roger Taylor e John Deacon mudam o mundo da música para sempre ao formar a banda Queen durante a década de 1970. Porém, quando o estilo de vida extravagante de Mercury começa a sair do controle, a banda tem que enfrentar o desafio de conciliar a fama e o sucesso com suas vidas pessoais cada vez mais complicadas.” Fonte: Filmow (sinopse e pôster).

Comentários: Poderiam ser “trovões e relâmpagos me assustando muito”, mas eram aplausos vindo de dentro e fora da tela do cinema. Bohemian Rhapsody, provavelmente o maior dos sucessos do Queen que fez a carreira da banda estourar mundialmente, foi o título escolhido para o filme que conta a trajetória de seu vocalista, Freddie Mercury, nos anos em que o quarteto tocou junto. E, se tratando de Freddie, estamos falando de uma grande lenda do rock! O ator escolhido para interpretá-lo, Rami Malek, teve em mãos duas possibilidades extremas em sua carreira, ficaria marcado para sempre como um sucesso estrondoso ou dolorida derrota… Felizmente, foi a primeira opção: não só a caracterização está perfeita (principalmente quando colocava os óculos de Sol), mas também os trejeitos, modo de falar e de se comportar. Com uma mixagem de som que misturou áudio originais, a voz do ator e do canadense Marc Martel, a transição do falado para o cantado está tão perfeita e convincente que é impossível não se arrepiar!

Os outros membros da banda também estão perfeitos, com destaque total para Brian May que ficou absolutamente IDÊNTICO, de forma positivamente assustadora. A história começa um pouco antes da formação do Queen, mostrando como as quatro se juntaram, apostaram em criações experimentais, ousaram , definiram seu estilo, até atingir o estrelato. Paralelo a isso, como Freddie foi de um garoto um pouco tímido a “rainha histérica”, com visual extravagante, estilo de vida cheio de excessos até, em fim, a descoberta da AIDS que desencadeou na broncopneumonia que o matou. O filme, porém, foca muito mais na música em si, deixando a vida de álcool, drogas e sexo em segundo plano e tornando a doença como “algo a mais” que, por mais que tenha abalado a todos, nos conseguiu destruir aquela imagem que sempre pareceu indestrutível.

Os números musicais são incríveis, principalmente a criação de “Bohemian Rhapsody”, as primeiras execuções de “We Will Rock You” e, CLARO, a lendária apresentação no Live Aid, que dura ousadíssimos 20 minutos e ainda assim te faz querer mais. Não sou muito fã de ver filmes em IMAX 3D porque não enxergo muito bem e me dá dor de cabeça, mas tive a oportunidade de assisti-lo na pré estreia que foi nessa sala, porém em 2D. Valeu MUITO a pena! Os momentos em que a câmera foca na plateia te fazem quase acreditar que você está ali! O uso de áudios originais traz toda a vibe que a presença do público tinha e as interpretações foram todas impecáveis, realmente reproduzindo os movimentos dos integrantes da banda, contando inclusive com a produção musical de Brian May e Roger Taylor. Nesse aspecto não tem como achar um defeito sequer, você ri e chora sem parar, cheio de brilho no olhar.

Bohemian Rhapsody

Bohemian Rhapsody: imagem via Metro

Se fosse pra citar um problema, por mais que não considere assim, a linha do tempo é completamente diferente de como foram as coisas na verdade. Mas trata-se de um filme biográfico, não um documentário, com intuito de celebrar uma vida, esse tipo de adaptação se faz necessária. Colocando o Rock In Rio muito cedo e Live Aid um pouco “tarde”, é possível sentir o impacto que o Queen tinha na plateia desde que nasceu até o “fim”. Tem outros pequenos deslizes, é claro, mas que estão ali justamente para levar a história ao cinema de modo mais atrativo possível. Algumas coisas foram bem dramatizadas também, como a breve carreira solo do Freddie, é claro, mas ainda assim é mensagem de que eles eram como uma família, sempre dando suporte um ao outro, foi mantida, o que é fundamental para o entendimento do Queen.

E por fim, outro ponto extremamente positivo, temos a visibilidade bi tomando conta das telonas! Não é estranho que um dos maiores ícones gays do mundo era, na verdade, bissexual? De Mary Austin, seu “Love of my life” e amiga a vida toda, mesmo após o fim do relacionamento dos dois (que o próprio Freddie definia como insubstituível) a Jim Hutton, que esteve ao seu lado até morrer, vemos o protagonista amando homens e mulheres com uma imprensa louca em cima disso, sempre tentando arrancar dali uma confissão sobre o assunto, em vão. Na época do lançamento dos trailers vi muita gente reclamando da presença de Mary neles, porque tornava tudo “muito heteronormativo”, mas a verdade é que ignorar a bissexualidade de um dos maiores nomes da música seria invisibilizar ainda mais essa parte já tão excluída do movimento LGBTQ+. E não foi o que aconteceu!

Entre tantos acertos você assiste a essas duas horas com a sensação de que está vendo muito mais, com tanta coisa acontecendo em tela, mas sem se cansar, pelo contrário! Definitivamente, um tributo digno dele que era, como o nome da banda e seu microfone simulando um cetro sugerem, a realeza do rock and roll. E, se você é fã como eu, fique na sala durante os créditos finais para não sentir falta de nada: uma das canções mais icônicas de todas, que marcou esse período final da vida do vocalista (ainda que não tenha sido escrita por ele), está ali, pra te fazer soltar as últimas lágrimas que ainda sobraram para chorar!

Leia também: Nasce Uma Estrela, resenha do musical estrelado por Lady Gaga e Bradley Cooper

Trailer:

Nasce Uma Estrela

Em 24.10.2018   Arquivado em Filmes, Música

Nasce Uma Estrela Nasce Uma Estrela (A Star Is Born) *****
Elenco: Bradley Cooper, Lady Gaga, Dave Chappelle, Sam Elliott, Alec Baldwin, Anthony Ramos, Andrew Dice Clay, DJ Pierce, Michael D. Roberts, Michael Harney, Rafi Gavron
Direção: Bradley Cooper
Gênero: Musical, Romance
Duração: 135 min
Ano: 2018
Classificação: 16 anos
Sinopse: “O experiente músico Jackson Maine descobre a jovem artista desconhecida Ally, por quem acaba se apaixonando. Ela está prestes a desistir de seu sonho de se tornar uma cantora de sucesso, até que Jack a convence a mudar de ideia. Porém, apesar de a carreira de Ally decolar, o relacionamento pessoal entre os dois começa a desandar, à medida que Jack luta contra seus próprios demônios e problemas com álcool.” Fonte: Filmow (sinopse e pôster).

Comentários: A terceira refilmagem de Nasce Uma Estrela, de 1937, e seguindo a linha de “musical de rock” da versão de 76, conta com Lady Gaga e Bradley Cooper (que também dirigiu o filme) nos papéis principais e mostra uma visão contemporânea dessa velha história há muito já conhecida. Jackson Maine, astro da música, vive seus dias de fama regados a álcool e drogas, como forma de conseguir lidar com todas as pressões que esse cotidiano traz e com uma perda de audição gradual, cada vez mais acentuada. Ainda assim ele mantém aspectos de uma “vida normal”, tendo amigos fora do ramo e frequentando bares “normais” com pessoas “normais”. E é assim que, após um de seus shows, ele vai parar num bar de drag queens onde se encanta pela voz da única mulher que as outras drags permitem performar ali: Ally. Apesar do vozeirão e de ótimas músicas autorais, ela nunca conseguiu levar a carreira adiante por, até então, não ter sido considerada atrativa para a indústria.

Ela já o conhece e admira, mas em momento algum se sente deslumbrada em saber com quem está lidando. Um pouco surpresa e tímida, claro, e extremamente atraída, mas pela pessoa, pela voz, não pela fama. Ele se apaixona de cara, por tudo nela. Após uma noite inteira de conversas jogadas fora e músicas autorais compartilhadas, Jack convida Ally para o show do dia seguinte, colocando seu motorista particular à disposição dela. Ela reluta, mas vai, e chegando lá, em cima do palco, é “puxada” para que eles cantem juntos sua composição “Shallow”, numa cena EXTREMAMENTE impactante visual, musical e sentimentalmente. O público vibra, os dois se relacionam e ela passa a fazer parte da turnê, como “segunda voz”, chegando a atrair a atenção de um produtor musical, iniciando sua própria carreira e a vivendo lado a lado com esse romance inesperado.

Nasce Uma Estrela

Nasce Uma Estrela: imagem via Kingman, AZ

Faltam palavras e sobram elogios para falar desse musical maravilhoso, por inúmeros motivos. A voz e Lady Gaga já conhecemos e amamos, inevitavelmente. Ela causa arrepios quando está diante do microfone e, para minha surpresa, também conseguiu atuar muito bem. Bladley Cooper foi outro susto: tinha um baita músico escondido ali! Foi difícil perceber que a história se passava agora, nos anos 2010, ele cantou de forma que lembrou tanto velhos nomes do rock que só “caiu a ficha” quando o primeiro smartphone foi usado. De um modo geral eu já esperava ficar encantada ouvindo uma, mas no fim fiquei pelos dois. Funcionam lindamente tanto como dupla, quanto individualmente. Pra quem não gosta de musicais onde as personagens “cantam ao invés de falar”, aí vai um ponto muito positivo: por mais que a música esteja presente em praticamente todos os momentos, os diálogos são falados, e elas aparecem apenas quando as personagens REALMENTE estão cantando na história, dentro ou fora dos palcos. Já quem adora, como eu, bem, essa continua sendo uma vantagem de qualquer forma!

A trilha sonora, claro, é IMPECÁVEL! Não só pelos vocais, mas também ritmos, letras e pelo fato de que as cenas foram gravadas com música ao vivo (exigência da própria atriz), passando veracidade pra quem está assistindo. A maioria das canções foi escrita pela Lady Gaga, que contou com a parceria do DJ White Shadow, seu antigo colaborador, e do grande amigo – e meu maior ídolo – Elton John. “Shalow”, como eu já disse, é de encher os olhos, tanto metaforicamente quanto também de lágrimas. Definitivamente a melhor parte do longa todo! Depois dela minha favorita foi “Always Remember Us This Way”, que tem um instrumental de piano no fundo belíssimo e uma letra romântica que deixa o coração super quentinho e a cabeça cheia de lembranças.

Porém nem só de música vive uma história, e o enredo dessa também é um ponto positivo. Ele flui bem, não acelera ou reduz demais em momento algum, as personagens aparecem na hora certa sem causar estranhamento, você entende quem é todo mundo e qual a função de cada um. E, claro, aborda questões que PRECISAM ser abordadas: álcool, drogas e transtornos mentais, a depressão em meio ao que parece ser a vida perfeita. Acontecem coisas inesperadas pra te surpreender, discursos inadequados pra te lembrar de tomar cuidado com o que vai dizer e os desentendimentos são resolvidos, tem conversa, acordo, fala. Em meio a histórias clichês onde o crescimento de um dos lados faz mal ao outro, Ally e Jack tentam ao máximo se apoiar, mesmo quando parece ser impossível um segurar o outro, mas sem viver um “conto de fadas”, eles são humanos, sempre sujeitos ao lado podre dessa humanidade. O final não é muito surpreendente, mas chega com impacto digno de todo o resto. Daqueles que vale a pena ver, ouvir, digerir e depois, se possível, re assistir!

Trailer:

Um Pequeno Favor - Em exibição nos cinemas

Mamma Mia! Lá Vamos Nós de Novo

Em 09.08.2018   Arquivado em Filmes, Música

Mamma Mia! Lá Vamos Nós de Novo Mamma Mia! Lá Vamos Nós De Novo (Mamma Mia! Here We Go Again) *****
Elenco: Amanda Seyfried, Christine Baranski, Julie Walters, Colin Firth, Pierce Brosnan, Stellan Skarsgård, Lily James, Meryl Streep, Dominic Cooper, Jessica Keenan Wynn, Alexa Davies, Cher, Andy Garcia, Benny Andersson, Björn Ulvaeus, Hugh Skinner, Jeremy Irvine, Josh Dylan
Direção: Ol Parker
Gênero: Musical
Duração: 113 min
Ano: 2018
Classificação: 12 anos
Sinopse: “Ao descobrir que está grávida, Sophie busca inspiração para a maternidade lembrando do passado da mãe. Nos anos 70, a jovem Donna viveu muitas aventuras com seu grupo musical Donna & The Dynamo, em parceria com suas amigas Tanya e Rosie. Porém, mais do que isso, Donna se apaixonou e viveu relacionamentos intensos com três homens diferentes: Harry, Sam e Bill.” Fonte: Filmow (sinopse e pôster).

Comentários: Cinco anos após os acontecimentos de Mamma Mia!, quando conheceu seus três possíveis pais, Sophie está pronta para reinaugurar o Hotel Bella Donna junto com a ajuda de um deles, e também padrasto, o arquiteto Sam. A festa de inauguração conta com a presença das grandes amigas de sua mãe, Tanya e Rosie, mas também com a ausência dos outros pais e de Sky, seu namorado/marido, que está nos Estados Unidos aprofundando conhecimentos em hotelaria. Em meio à nostalgia que a falta de Donna traz a todos no momento em que seu grande sonho é enfim realizado, uma tempestade parece ameaçar essa tão esperada festa. Enquanto isso, de volta à década de 70, a jovem Donna acaba de se formar e resolve desbravar as maravilhas do mundo na mesma ilha grega onde a filha ainda vive, ao lado desses caras que mudaram sua vida completamente…

Uma década se passou desde o primeiro filme, lançado em 2008, e ele permanece sendo um dos meus queridinhos cada vez com mais força. Quando fiz um post emocionadíssima após voltar do cinema tudo o que me importava era o fato de que tudo ali girava em torno do ABBA, a banda da minha adolescência e, até hoje, uma das favoritas. Mas depois fui percebendo quantas mensagens maravilhosas ele traz. A Donna de Meryl Streep é uma mulher fortíssima que construiu sua vida sozinha e ajudou Sophie a ser alguém tão incrível quanto ela. Em momento algum ela é julgada, mesmo pela filha, por não saber quem é o pai da garota, que também toma as rédeas de sua vida independente das expectativas das outras pessoas. Ainda assim elas mostram uma ligação fortíssima, principalmente na cena linda em que cantam “Sleeping Throug My Fingers”, e esse elo é o grande “protagonista” da continuação, que é igual e diferente de seu antecessor ao mesmo tempo…

Mamma Mia! Lá Vamos Nós de Novo

Imagem via Adoro Cinema

Como semelhança principal, é claro, temos o fato de que é mais um musical somente com músicas do ABBA, que aparecem de diversas formas ao longo da trama. Sim, existem os momentos em que eles “cantam e dançam ao invés de conversar”, mas não é só isso, afinal a música é importantíssima na vida das personagens! Em algumas cenas elas realmente são parte do enredo, principalmente nas cenas da jovem Donna que vive o auge da sua carreira ao lado das Dynamos. Vi uma crítica rodando a internet reclamando que não há o encaixe real da história com as letras, mas a verdade é que TEM SIM! O tempo todo, tanto nos “dias atuais” quanto nos flashbacks, onde ela é interpretada pela “Cinderela” Lily James. As roupas escolhidas para cada um respeitam o estilo pessoal, mas também o momento vivido, já que décadas se passam ali. O grande destaque nesse quesito é a jardineira característica da protagonista e, claro, os look discoteca onde as meninas usam plataformas e MUITO brilho de forma verossímil, sem parecer fantasia. Os looks de época dos três rapazes ficaram extremamente realistas se comparados à caricatura proposital que vimos antes, adorei o Harry de “metaleiro suave” já tendo que manter o ar sério, mas ainda assim com sua aura headbanger.

Mas nem só de música vive uma história… E quando o assunto é enredo, também foi um acerto. O diretor disse que queria “uma versão de O Poderoso Chefão 2 para Mamma Mia!”, e como isso nos trouxe não só uma comédia gostosa, daquelas que você ri sem receio, mas também um filme EXTREMAMENTE sensível. O final, através dos números “I’ve Been Waiting For You” (minha cena favorita!) e “My Love, My Life” (esse segundo contando com a participação especial de Meryl Streep) é uma avalanche de emoções no espectador e as “manteigas derretidas” de plantão, como eu, podem esperar muitas lágrimas nesses momentos, porque são realmente impactantes. É como se o primeiro filme quisesse que a gente visse as consequências de Donna na vida da filha, e o segundo complementasse com as de Sophie na vida da mãe, mesmo que num primeiro momento a gente ache que vai ser o contrário.

Mamma Mia! Lá Vamos Nós de Novo

Imagem via Adoro Cinema

O foco, claro, mudou, mas alguns pontos leves na história também estão diferentes do anterior, ou mesmo foram ocultados. Enquanto antes dava a entender que as meninas não sabiam da possibilidade de Sophie não ser filha de Sam, nesse elas sabem que os outros dois existem e ainda presenciam os flertes entre Donna e Bill. Ele também não mostra o reencontro dela com Harry, que vai da França até a Grécia atrás da menina porque ficou apaixonado de cara. As duas coisas, porém, não atrapalham em nada nem causam incômodo algum, são só adaptações para tornar a dinâmica interessante. Sem contar que quem não viu o primeiro pode ver o segundo tranquilamente, só vai demorar um pouco pra saber “quem é quem”, mas no final tudo dá certo!

E por último, mas não menos importante… PRECISAMOS FALAR SOBRE A PRESENÇA DE CHER! A diva suprema aparece como a mãe já mencionada, mas nunca presente, de Donna e, ah… Nem precisa falar, né? Quando ela abriu a boca para cantar “Fernando” eu JURO que o braço até arrepiou! A mulher é um esplendor musical, parece até de mentira. Uma escolha certeira que combinou demais com o clima, cenário, figurino, tudo. Aliás, que elenco, não é mesmo? Tanto o “original” quanto o novo, atuações excelentes e vozes diferentes que se misturam lindamente. E, claro, com a participação de Björn e Benny como um professor e um pianista, além de produtores, pra que o ABBA marcasse presença física, além da influência. FILMÂO, quero ver de novo!

Trailer:

Mentes Sombrias: 16 de agosto nos cinemas!

Farewell Yellow Brick Road: A turnê de despedida de Elton John!

Em 24.01.2018   Arquivado em Música

Cinco décadas de carreira, mais de quarenta álbuns de estúdio, incontáveis shows ao redor do mundo, vencedor de cinco Grammys e um Oscar. Pianista, compositor, cantor, produtor, filantropo, famoso por duetos marcantes. Ativista na luta contra a AIDS e nas causas LGBT… Bom, se for citar tudo o que temos para dizer sobre Elton John precisaria de uma longa biografia, e não um post… Principalmente sendo uma grandessíssima fã dele há muitos e muitos anos, poderia ficar horas falando e repetindo a importância do homem não só no mundo da música, mas também pra mim. Mas essa semana só o que se comenta sobre ele é que acaba de ser anunciada a Farewell Yellow Brick Road, última turnê de shows de sua carreira!

Elton John: Farewell Yellow Brick Road Foto do Instagram Oficial do Elton John

Esse notícia está longe de representar sua aposentadoria formal. Em uma live que foi ao ar no Facebook essa tarde ele afirmou categoricamente que sua carreira não chegou ao fim! Ele e Bernie Taupin, com quem compõe há cinquenta anos (a maior parceria entre compositor e letrista da história), já têm dois álbuns de estúdio planejados e uma trilha sonora para filme. Seu novo livro está para ser publicado ano que vem. Apenas os shows irão deixar de fazer parte da sua vida, e em grande estilo! Nos próximos três anos acontecerão 300 apresentações em todos os cinco continentes, o que promete ser um escândalo porque o “Rocket Man” não é conhecido por sua discrição!

Leia também: Vision To End AIDS – sobre “O Amor é a Cura”, livro que conta a história da Elton John AIDS Foundation.

Se sua ideia é continuar em atividade por que então parar com as turnês? A resposta é simples e muito bonitinha: ele é um senhor de 70 anos de idade com dois filhos pequenos pra criar! Zachary e Elijah têm, respectivamente, 7 e 4 anos, então o objetivo é poder aproveitá-los ao máximo ao lado do marido, David Furnish, sem se preocupar quando vai subir no avião novamente. Seu trabalho na luta contra a AIDS também permanece, através da Elton John AIDS Foundation, que já arrecadou mais de 200 milhões de dólares para a causa e promove uma das festas pós-Oscar mais aguardadas de todos os anos, a Academy Award Party.

Como fã é impossível pra mim não estar emotiva com essa notícia. Imaginei que ficaria tristinha, mas o sentimento é mais uma alegria melancólica. É claro que farei o possível para estar em algum show dessa turnê, se não for em Belo Horizonte, que é provável que tenha, será no Rio que é pertinho… Inclusive foram as duas cidades onde já o assisti, em 2009 na Praça da Aponteose e 2013 no Mineirão. Dá aquele apertinho no coração saber que toda aquela emoção tem data limite pra acontecer e por uma última vez, mas ainda teremos muita música nova por vir e todas as antigas pra curtir. Além disso estamos falando de um homem idoso com duas crianças dentro de casa. Nada mais justo que eles possam curtir uns aos outros sem ter que ficar pulando de país em país, né?

Pra quem pretende ir em alguma dessas apresentações o negócio agora é ficar de olho no site oficial: já saíram datas até março de 2019, por enquanto todas no hemisfério norte! Ele garantiu na live que a América do Sul estará nas próximas levas, provavelmente em 2020 ou 2021. Até lá dá tempo de encher os cofrinhos, né? Tendo em vista os que já passaram e levando em consideração que esse “fecha com chave de ouro” a gente só pode esperar um espetáculo ainda maior do que já vimos ao longo dessa carreira cheia de altos e baixos. É certeza que sua caminhada final pela Estrada de Tijolos Amarelos será, no mínimo, extraordinária!

Ei! Quer saber mais sobre o Elton John? Na tag dedicada a ele aqui no Sweet Luly tem vários posts legais sobre lançamentos, curiosidades, seleção de música, tim-tim por tim-tim dos shows que pude ir e a narração do dia (incrível) em que ganhei um livro autografado por ele! É só entrar e se jogar na leitura!

Elton John na linha Funko Pop! Rocks

Em 18.11.2017   Arquivado em Dolls, Música

Depois de Metallica, Guns ‘n’ Roses, Amy Winehouse e VÁRIOS outros ícones, a terceira edição da linha Rocks de Funko Pop! finalmente resolveu me agraciar com o maior dos meus ídolos lançando os bonecos de vinil cabeçudos mais amados do mundo do Elton John! Aaaaaaah, já pode gritar agora ou deixo pra daqui a pouquinho?

Quem é “novo” aqui pros lados desse blog não sabe, mas basta umas poucas visitas pra descobrir o quanto sou ALUCINADA pelo Elton John. Não escuto tanto as músicas como antes, mas já fui em dois shows (um no Rio e outro em BH), ainda tenho váááárias no iPod e rola uma grande admiração não só como artista no geral, mas principalmente como pessoa. Ele é um destaque na luta contra o vírus HIV no mundo através da Elton John AIDS Foundation (da qual, por sinal, ganhei um livro autografado por ele uma vez), que ajuda a espalhar a ideia de que o amor e o fim do preconceito são a maior cura que existe pras infecções sexualmente transmissíveis. Além disso, é claro, é um grande ativista nas causas LGBTQ+, sendo ele mesmo gay assumido há décadas.

E como uma verdadeira colecionadora de coleções que sou não podia deixar de desejar esses toy arts, né? Além do livro autografado eu tenho vários itens legais como DVDs, vinil e por aí vai, agora um MINI ELTON JOHNZINHO? Ah não! Impossível resistir! Eles tentaram – e conseguiram muito bem – retratar os estilos ao longo de todas essas 5 décadas de carreira em dois bonecos. O primeiro, de terno branco e chapéu como no álbum “Greatest Hits” e o segundo bem icônico num traje vermelho, azul e branco da década de 70. Em ambos, é claro, vemos os óculos de sol que são marca registrada e não podiam faltar.

Funko Pop! Elton John Imagens retiradas do Funko.com

Além disso tem uma outra versão do visual anos 70 que será vendida exclusivamente nas lojas Fye em que a roupa e os óculos estão completamente purpurinados. Achei super divertido também, mas entre pagar mais caro nesse e ter um quase igual, a gente escolhe o mais baratinho, né? O set conta também com Jerry Garcia, muito bonitinho com os óculos e a guitarra, e três versões de Kurt Colbain: o regular e dois exclusivos, um para Fye o outro para Hot Topic. Dá pra conferir essa Wave 3 de rockeiros junta num post no site oficial da Funko, que conta também com uma loja virtual onde eles provavelmente serão vendidos. Aqui no Brasil temos que esperar chegar através do pessoal que importa, então deve demorar um pouquinho porque esse lançamento está previsto para janeiro de 2018. Bom que dá pra planejar umas economias até lá…

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