Categoria "Música"

LISTENING TO: Emiliana Prado

Em 15.05.2020   Arquivado em Música

Você entra na clínica odontológica e encontra uma dentista simpática, séria e compenetrada em seu trabalho, pronta pra te atender como clínica geral ou mesmo fazer uma tão sonhada harmonização facial… Quem diria que debaixo de máscaras, jalecos, toucas, luvas e muito terror para algumas pessoas existem composições musicais sobre nossa existência, maternidade e amor, não é mesmo? Pois é assim que a saúde encontra a arte na vida de Emiliana Prado, natural de Divinópolis que hoje mora na capital mineira e tem na música seu refúgio.

LISTENING TO: Emiliana Prado

Quando a gente fala em “refúgio” muitas vezes pensamos em fugir do que é ruim, pesado e triste, mas para a Emiliana é uma palavra mais abrangente. Ela compõe não só como forma de amenizar ansiedade, especialmente nesse momento da pandemia em que estamos fechados e cheios de incerteza, mas também expressar suas alegrias, entre elas a filha Luana, que já inspirou uma de suas músicas que deve ganhar um clipe em breve.

Anos atrás, ao ingressar na Babaya Casa de Canto, Emiliana conheceu Leandro Aguiar e Luciano Mafra, para quem mostrou as composições e logo recebeu incentivo para grava-las. Demorou um pouco, mas finamente saiu! Agora ela segue usando seu tempo livre, seja em quarentena ou enquanto se recuperava de uma cirurgia ano passado que a deixou um mês em casa, para se dedicar a essa paixão que a acompanha desde sempre.

Leia também: LISTENING TO: Laura d’Ávila, sobre a participante do The Voice Kids 2017 que também estudou na Babaya Casa de Canto e segue cantando até hoje!

Clipe: Milagre da Vida

Nas palavras da própria, que compôs letra e melodia, uma música sobre como “a vida é preciosa”. “Milagre da Vida” foi gravada no Leandro Aguiar Estúdio, com Renata Cabral no vocal principal e uma série de outros artistas contribuindo no instrumental. O clipe da canção está disponível no YouTube com cenas INCRÍVEIS de vários pontos de Minas Gerais, misturando belezas naturais com pontos turísticos arquitetônicos dos mais variados pelo estado afora…

Mais Informações:

Quer conhecer mais da Emiliana? Ela não possui redes sociais destinadas à carreira musical, mas divulga seu trabalho no perfil pessoal do Facebook. “Milagre da Vida” faz parte de uma série de oito músicas que serão postadas no YouTube no canal Luciano Mafra.

Meu 2019 no Spotify

Em 12.12.2019   Arquivado em Música

Já vou começar esse post mandando uma pergunta: vocês têm o costume de ver como foi o ano musicalmente no Spotify? Porque desde que descobri como fazer isso é um momento pelo qual espero muito animada! Eu AMO música, é meu “tipo de arte” favorito mesmo que eu seja só uma expectadora, então saber o que eu mesma mais gosto sempre teve minha atenção. Fiz esse “controle” por muitos anos via Last.fm, mas agora tem um jeito muito mais fácil e divertido, até com opção de compartilhamento, pra fazer isso, né? Sendo assim resolvi falar um pouquinho sobre meu 2019 musicalmente falando e, oh, já aviso que foi o mais fraco em muuuuito tempo!

Não só porque ouvi pouco música comparando com o resto de toda a minha vida, mas também porque fiz pouco uso do próprio Spotify, mesmo. Voltei a usar bastante meu iPod (carinhosamente chamado de iPudim), que tava meio deixado de lado desde que parei de trabalhar fora, e ouvi muuuuuita coisa no YouTube. Sei lá, às vezes é bem mais prático simplesmente buscar um vídeo lá e ir deixando rolar do que parar pra pensar em qual playlist colocar. Ainda assim foram 4588 minutos ouvidos, a maioria deles no computador mas uma parte via app de celuar, também.

Meu 2019 no Spotify

Minhas músicas mais ouvidas foram “Brain Damage”, “Wish You Were Here”, “Your Song”, “Breathe” e “The Great Gig In The Sky” e dessas apenas da terceira é do Elton John, todas as outras são da minha banda mais ouvida não só nesses mas em TODOS OS ANOS desde que comecei a usar o serviço, em 2016: Pink Floyd. É minha banda favorita, maior parte da trilha sonora do meu livro, que inclusive tem o título da segunda música mais ouvida esse ano (e tenho suspeitas que tá na colocação errada!), não me surpreende em nada. Além deles também teve muito Led Zeppelin, Elton John, David Bowie e The Beatles<, ou seja, um bando de homem britânico velho, né? Oficialmente preciso ouvir mais mulheres brasileiras jovens, é isto!

Apesar de não variar muito no que escuto, confesso, fui informada que ouvi 55 novos artistas esse ano e, sinceramente, não faço IDEIA de onde saiu isso tudo, mas se o site falou, tá falado! O principal, é claro, foi Taron Egerton, que interpretou Elton John no filme Rocketman e regravou todas as músicas presentes nele. Foi, de longe, meu filme favorito do ano, uma maneira linda de contar a história do meu maior ídolo, não podia ser diferente. Ouvi e trilha sonora várias e várias vezes sem cansar.

Meu 2019 no Spotify

Voltando pro Pink Floyd um pouquinho, porque é inevitável, eles foram não só meus artistas do ano, com 15 horas de música no total, mas também da década de 10, que se encerra em poucos dias. De acordo com o aplicativo, “Wish You Were Here” foi minha música mais ouvida deles em ambos os casos, o que me faz desconfiar demais dessa “Brain Damage” como a mais ouvida da vez, ainda que ela também esteja na trilha do livro. E é engraçado porque faz exatamente 10 anos que comecei a gostar da banda pra valer, justo na época que tive a ideia pra história, meu primeiro romance e eles entraram juntos na minha vida e caminham lado a lado nela, pra nunca mais sair. Provavelmente será o destaque a década de 20 também, quase sem sombra de dúvidas.

Pois bem, teve mais deles no resumo de cada estação do ano! Essa retrospectiva me contou que minha favorita do verão foi “Always Remember Us This Way”, da Lady Gaga para o filme Nasce Uma Estrela, mas no outono e no inverno foram apontadas “Wish You Were Here” e “Brain Damage”, mais uma vez e respectivamente. Na primavera, pra variar um pouquinho, foi “Stairway To Heaven” do Led Zeppelin… Faz total sentido! Teve um dia, a caminho de um curso de extensão que fiz, que meu iPod descarregou logo antes do solo começar, então criei uma playlist SÓ COM ELA lá pra ouvir daqui de casa até o campus de UFMG sem parar, em looping, pra compensar. É, às vezes sou insistente…

Por último, mas não menos importante, foi o ano dos Podcasts! E sabe que esse tipo de mídia só me pegou pra valer bem agora no finalzinho? Tanto que o que eles me disseram ser o mais ouvido foi o “Uma Leitura Toda Sua” da Gabi Barbosa, mas do fim de novembro pra cá comecei a acompanhar alguns e tenho certeza de que fosse um pouquinho antes o “Projeto Piloto”, da Lu Ferreira com a Thaís Farage seria o grande campeão… Inclusive fica como minha recomendação de fim de post, pois é maravilhoso, junto com o pedido de que vocês me contem QUALQUER coisa legal sobre o ano de vocês no Spotify, vou adorar saber!

Top 5: Músicas chamadas “Wish You Were Here”

Em 24.07.2019   Arquivado em Música

Depois de dez anos desde que comecei a escrevê-lo meu primeiro livro, Wish You Were Here: Um Romance Musical, está sendo enfim publicado! Muita coisa já aconteceu, tentei isso de outras formas e, agora, decidi colocar fim nessa espera, fazendo essa publicação por conta própria (haja trabalho!) em dois momentos… Primeiramente um e-book que já está em pré-venda na Amazon por R$5,00 e será lançado oficialmente dia 31 de julho, daqui uma semana. Dá pra ler nos dispositivos Kindle e no app também, tanto pra celular quanto pro computador. Se você aí gosta de um bom romance YA com pitadas de drama (e trilhas sonoras maravilhosas) é só comprar o seu.

Em segundo lugar, mas igualmente importante, tá rolando um financiamento coletivo no Catarse para imprimir algumas cópias físicas. Já imaginou, gente? Eu vou poder tocar no meu próprio livro! A ideia não é imprimir um montão, não, e sim o pessoal comprar através desse site, me ajudando quando possível a juntar mais dinheiro pra pedir mais livros pra quem não conseguir comprar agora. É garantia que vou ter exemplares depois? Não! Mas tem a esperança ainda assim. Além disso tem algumas recompensas a mais se quiser e puder gastar uma graninha extra… O valor unitário é R$28,00, com opção já com frete embutido a 35 pro pessoal que não for de BH (nas outras recompensas, porém, o frete terá que ser pago à parte). A campanha fica no ar até dia 26 de agosto e quem quiser já pode garantir um, também!

Top 5: músicas intituladas Wish You Were Here

Ok, ok, agora jabás à parte, vamos ao que realmente interessa, né? Acho que já deu pra perceber pelo subtítulo, mas esse livro é todo pautado por uma trilha sonora composta só de músicas que eu AMO, sendo a principal delas uma das minhas 5 favoritas da vida: Wish You Were Here, do Pink Floyd! A playlist completa tá lá no Spotify, mas hoje vamos sair dela um pouco… Nessa última década, com esse título sendo tão importante pra mim, eu acabei “colecionando” outras canções de mesmo nome, várias, e hoje trago as 5 que considero melhores entre elas, pra todo mundo ouvir e amar muito também.

01) David Gilmour

Sim, David Gilmour, Pink Floyd, mesma coisa, né… Nesse caso é mesmo, só que a principal delas não podia faltar na lista, uai! Mas aí, pra não usar a versão original que já foi mencionada acima, escolhi uma do David em carreira solo num show que amo, já que ele é o autor dessa queridinha maravilhosa. Ela é música título de um álbum que foi todo dedicado ao Syd Barrett, um dos membros fundadores da banda que sofreu um colapso mental e precisou ser afastado das atividades… A história toda é bem triste e sabendo disso dá pra sentir como foi impactante pra eles ao ouvir todas elas. Ainda assim, convenhamos, é perfeita do início ao fim. (E, sim, eu sou team David, tanto que o protagonista do livro tem o nome dele.)

02) Avril Lavigne

Eu conheci essa música na época do lançamento no antigo blog da querida Paulo Buzzo e quando vi o título pensei “Uau, Avril cantando Pink Floyd!” de cara. Procurei, ouvi, percebi que me enganei e… Fiquei apaixonada! Definitivamente minha favorita dela, sem possibilidades de perder o posto. E o que mais gosto é que pode funcionar tanto como uma música romântica quanto pra outros tipos de relacionamento, sabe?

03) Bee Gees

É claro que esse três irmãos, reis das baladas românticas, têm uma na lista também, né? Vê se uma expressão icônica dessa ia deixar de constar no repertório deles? A letra é bem triste, como é de se esperar, mas a melodia é tão a cara do trio que quem gosta deles não pode deixar de ouvir. Infelizmente não tinha nenhum vídeo dela no canal oficial, então tive que pegar esse em um outro. Espero que não saia do ar.

04) Fleetwood Mac

Outra de ritmo leve, daquelas ideais pra dançar juntinho com o crush pra matar saudades. Acho que deve estar longe de ser um sucesso da banda, parece ser uma daquelas que a gente só conhece por acidente (é o meu caso), mas apesar de soar meio tristinha a letra é bem bonita e gostosa.

05) Florence + the Machine

E pra fechar, dei uma roubadinha… O nome dessa é, na verdade, “Wish That You Were Here”. Mas vocês vão me desculpar, é claro, por motivos de FLORENCE, né meninas! Ela faz parte da trilha sonora do filme “O Lar das Crianças Peculiares”, que não é lá a melhor adaptação de todos os tempos, mas merece seu lugarzinho ao Sol por essa pérola presente nos créditos finais. Olha a voz dessa mulher, gente, eu não sei lidar…

E aí, você já conhecia e/ou gosta de alguma delas? Qual sua favorita? Tem outra “Wish You Were Here” pra me indicar? Me conta aí nos comentários e se preparem porque esse é só o primeiro de uma série de posts que quero fazer pra celebrar o lançamento literário mais importante da minha vida… Até a data de hoje foi escolhida à dedo pois amanhã é 25 de julho, o Dia Nacional do Escritor, e é a primeira vez que posso, oficialmente, considerar meu dia também.

Barbie David Bowie

Em 13.07.2019   Arquivado em Dolls, Música

Hoje é Dia do Rock (bebê!), e nada melhor do que misturar esse assunto tão gostoso com OUTRO igualmente bom pra celebrar, né? Nessa quinta feira a Mattel anunciou a Barbie David Bowie, em homenagem aos 50 anos da música Space Oddity, composta e gravada pelo cantor, cujo lançamento oficial aconteceu em 11 de julho de 1969. E sendo Bowie um dos ícones mais camaleônicos da cultura popular, o que não faltam são inspirações para produzir essa boneca, né? O visual escolhido foi o do mais famoso de seus alter egos, Ziggy Stardust, com sua pegada glam rock intergalática: brilhante, colado e exótico.

Barbie David Bowie

E dessa vez, temos que dizer: capricharam MUITO na caracterização! A roupa cintilante em duas peças listrada de azul e vermelho, com detalhes salientes nas mangas e gola só não é mais característica do que as botas vibrantes de solado plataforma preto. Até a ambientação das fotos de divulgação ficou bacana, em fundo vermelho vivo e simulando as poses do cantor ao usar o mesmo traje. O cabelo é curto, bordô, jogado completamente pra trás até formar um mullet, e a maquiagem impecável que, pra mim, ficou o ponto alto da produção! Ela tem o círculo intergalático na testa, sombra em tons semelhantes à roupa e até mesmo marca de base/corretivo cobrindo a sobrancelha, de forma que fique quase imperceptível, mas você sabe que está ali… Maravilhosa!

Barbie David Bowie

Ziggy Stardust como personagem “nasceu” em 1972 e foi usado pelo artista até 1974. Foi com ele que lançou sucessos como a música que leva seu nome e “Starman”, sendo apenas um de vários dos alter egos do cantor, como Aladdin Sane, The Thin White Duke e Major Tom, entre outros. Nascido em janeiro de 1947, Bowie faleceu apenas 2 dias após seu aniversário de 69 anos em decorrência de um câncer no fígado. Antes disso nos deixou um legado que o torna um dos artistas mais influentes no século XX e, hoje, o 70º músico mais vendido do mundo.

Leia também: Maquiagens facinhas para o carnaval, que inclui um vídeo ensinando a fazer o icônico raio da capa do álbum Aladdin Sane.

Barbie David Bowie

De acordo com o anúncio feito no blog da empresa, ela vem até em uma caixa decorada com colagem de fotos do cantor. A Barbie David Bowie está anunciada na Loja Oficial com o valor de U$ 50,00, o que na conversão atual (13/07/19) sai por, mais ou menos, R$ 186,92. É claro que vindo para o Brasil, com as taxas de importação, a perspectiva é que fique bem mais cara… Porém a Mattel marcou o produto como boneca de colecionador, para adultos, e não brinquedo de criança, então é o valor esperado, ainda mais se tratando de um produto tão detalhado. Para fãs do cantor vale a pena pagar para ter esse tributo maravilhoso na estante!

Rocketman: um deleite em formato musical!

Em 06.06.2019   Arquivado em Filmes, Música

Rocketman *****
Rocketman Elenco: Taron Egerton, Richard Madden, Jamie Bell, Bryce Dallas Howard, Charlie Rowe, Gemma Jones, Jason Pennycooke, Jimmy Vee, Kamil Lemieszewski, Kit Connor, Rachel Muldoon, Stephen Graham, Steven Mackintosh
Direção: Dexter Fletcher
Gênero: Romance, Drama
Duração: 121 min
Ano: 2019
Classificação: 16 anos
Sinopse: “A história de ascensão do cantor Elton John, de um aluno prodígio da Academia Royal de Música até uma lenda do rock nos anos 70.” Fonte (sinopse e poster: Filmow.

Comentários: Antes de começar esse post eu preciso fazer o alerta a você, leitor, que (ainda) não sabe: eu sou muito fã do Elton John. Assim… MUITO mesmo, há muitos anos, mais de décadas. E aí que saber disso pode te causar duas reações distintas… A primeira é não confiar em uma só palavra do que eu disse, afinal, sou suspeita, não posso opinar. Nesse caso, sugiro a todos que busquem pela reação da crítica, profissional ou não, que está tão positivamente arrebatadora quanto a minha. A segunda é confiar plenamente no que digo, uma vez que fã é fã, não existe ninguém mais apropriado para criticar, e se agradou a quem ama, vai agradar a todos. E aí só incentivo que continue lendo as palavras abaixo… Porque, sim, Rocketman é uma incrível obra de arte em forma de filme musical.

O filme começa quando Elton John, já após 20 anos de carreira muito bem sucedida, abandona uma apresentação para iniciar seu processo de reabilitação em diversos vícios: álcool, drogas, compras, sexo e bulimia. Ao contar sua história para o grupo de apoio, ele inicia uma jornada de volta ao passado, quando ainda era (des)conhecido como Reginald Dwight, estudando piano de forma quase auto didata e buscando meios de estabelecer sua carreira musical. Ao assumir a nova identidade, inspirado pelo colegas da banda Bluesology, Elton Dean e Long John Baldry (que no filme não aparece, justificando o sobrenome escolhido pelo fato de ser fã de John Lennon, como uma homenagem à amizade dos dois que não teve tempo de ser citada), ele conhece o letrista Bernie Taupin e, juntos, começam a compor as músicas que até hoje, 50 anos depois, são grandes sucessos. À medida que a fama aumenta, porém, ele sofre também suas más consequências, perdendo as rédeas da própria saúde no meio do caminho.

Rocketman

Imagem via Page Six

Das breves reclamações que cheguei a ler sobre ele, duas se destacam: o fato de seu um musical “clássico”, com coreografias ensaiadas e cenas fantasiosas, e os momentos de sexo, pegação e interação gay presentes no longa – que, confesso, foram bem MENOS explícitos do que pensei que seriam. Quem reclama disso, porém, escolheu o filme errado para assistir, sinceramente. Seria desleal retratar de forma diferente uma vida de extravagâncias nesses e em todos os aspectos. Esse é Elton John, e leva-lo para as telas é uma missão a ser seguida à sua maneira, pedaço por pedaço. De uma ilustração de foguete na parede do quarto de seu eu criança à reprodução exata de um dos seus clipes, Rocketman reflete a alma do artista em cada detalhe minucioso. Bom, ele foi um dos produtores, não é mesmo? É inegável que a personagem reflete realmente o que foi sentido pessoalmente…

E que reflexo! Taron Egerton está brilhante nos trejeitos, aparência, atuação e, claro, no vocal, tendo regravado TODOS os números musicais com sua própria voz, sem dublagens de terceiros. Se ele faz um tributo encantador aprovado pelo próprio homenageado, quem somos nós para ir contra? Nem precisa, está impecável! Outra personagem interessante de ser analisada é John Reid e a diferença gritante com a qual foi apresentado em Bohemian Radpsody… Ali o temos na visão do Queen, o homem que os ajudou a alcançar o estrelato, mas aos olhos de Elton é um “vilão” que o seduziu e maltratou, com a aparência do próprio Príncipe Encantado saído direto do live action de Cinderela (literalmente). Na verdade, por serem dois filmes que tratam de contextos parecidos lançados com poucos meses de diferença, é quase impossível não compara-los, mas acho isso desnecessário, uma vez que os objetivos são bem diferentes e as reproduções, consequentemente, também.

Rocketman

Imagem via NME

Pra mim, pessoalmente, o filme tem apenas um defeito: a atenção praticamente nula que dá aos membros da banda dele. Eles estão juntos desde o começo e seguem suas turnês até hoje, mas não têm seus nomes sequer citados em momento nenhum das duas horas de duração. Isso contradiz com a atitude do próprio Elton, que faz questão de apresentá-los um por um nos shows, sempre, dividindo seus holofotes com quem está ao seu lado. Senti falta, mas talvez essa falta seja influenciada pelo fato de que, como fã, tenho muito carinho por cada um, também. Por outro lado o grande foco da história, o que guia o roteiro, é a relação dele com Bernie Taupin. E também pudera, né? A maior parceria entre compositor e letrista da história da música, juntos profissionalmente e quase como irmãos há meio século! Se Bernie passava despercebido na vida de alguém que gosta dessa discografia, não passa mais, felizmente. Uma das melhores cenas é quando eles compõe “Your Song”, até hoje seu maior sucesso, e essa percepção intimista me fez ver a letra com outros olhos… Parecia impossível que eu a amasse mais do que antes, mas pelo visto foi o que aconteceu, momento absolutamente emocionante e maravilhoso.

Outro grande destaque musical a ser enaltecido, claro, é ela que dá título à história! “Rocket Man” aparece em forma de clímax, de intensidade, de angústia, quase de exposição de alma. Mais uma vez um resignificado para entender melhor aquele que a compõe e, pensando adiante, a relação desses homens que permite que um escreva com perfeição sobre os sentimentos do outro. De rir, de chorar, de AMAR! A trajetória de um dos maiores nomes da música interpretada até a virada da década de 90, e há um resumo lindo do que veio depois até chegar agora, quando ele está vivendo sua última turnê antes da aposentadoria formal que todos achávamos que jamais chegaria, mas que chegou por uma boa razão. Rocketman é indispensável se você gosta dele ou mesmo se não conhece, porque na verdade é indispensável pra qualquer um, simples assim! E eu, aqui na minha posição de apaixonada, só tenho a agradecer pela experiência que sempre quis viver, mas sequer sabia disso…

Trailer:

Psiu! Quer saber mais sobre Elton John? Aqui no Sweet Luly tem uma tag dedicada a ele com vários posts legais! Já falei sobre vida, obra, coleção e relatei momentos incríveis nesses anos que sou fã, como os shows que fui e quando recebi um livro autografado do próprio… Vale a pena ler!

O Sol Também é Uma Estrela - 16 de maio nos cinemas

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