Categoria "Música"

Mamma Mia! Lá Vamos Nós de Novo

Em 09.08.2018   Arquivado em Filmes, Música

Mamma Mia! Lá Vamos Nós de Novo Mamma Mia! Lá Vamos Nós De Novo (Mamma Mia! Here We Go Again) *****
Elenco: Amanda Seyfried, Christine Baranski, Julie Walters, Colin Firth, Pierce Brosnan, Stellan Skarsgård, Lily James, Meryl Streep, Dominic Cooper, Jessica Keenan Wynn, Alexa Davies, Cher, Andy Garcia, Benny Andersson, Björn Ulvaeus, Hugh Skinner, Jeremy Irvine, Josh Dylan
Direção: Ol Parker
Gênero: Musical
Duração: 113 min
Ano: 2018
Classificação: 12 anos
Sinopse: “Ao descobrir que está grávida, Sophie busca inspiração para a maternidade lembrando do passado da mãe. Nos anos 70, a jovem Donna viveu muitas aventuras com seu grupo musical Donna & The Dynamo, em parceria com suas amigas Tanya e Rosie. Porém, mais do que isso, Donna se apaixonou e viveu relacionamentos intensos com três homens diferentes: Harry, Sam e Bill.” Fonte: Filmow (sinopse e pôster).

Comentários: Cinco anos após os acontecimentos de Mamma Mia!, quando conheceu seus três possíveis pais, Sophie está pronta para reinaugurar o Hotel Bella Donna junto com a ajuda de um deles, e também padrasto, o arquiteto Sam. A festa de inauguração conta com a presença das grandes amigas de sua mãe, Tanya e Rosie, mas também com a ausência dos outros pais e de Sky, seu namorado/marido, que está nos Estados Unidos aprofundando conhecimentos em hotelaria. Em meio à nostalgia que a ausência de Donna traz a todos no momento em que seu grande sonho é enfim realizado, uma tempestade parece ameaçar essa tão esperada festa. Enquanto isso, de volta à década de 70, a jovem Donna acaba de se formar e resolve desbravar as maravilhas do mundo na mesma ilha grega onde a filha ainda vive, ao lado de três rapazes que mudaram sua vida completamente…

Uma década se passou desde o primeiro filme, lançado em 2008, e ele permanece sendo um dos meus queridinhos cada vez com mais força. Quando fiz um post emocionadíssima após voltar do cinema tudo o que me importava era o fato de que tudo ali girava em torno do ABBA, a banda da minha adolescência e, até hoje, uma das favoritas. Mas depois fui percebendo quantas mensagens maravilhosas ele traz. A Donna de Meryl Streep é uma mulher fortíssima que construiu sua vida sozinha e ajudou Sophie a ser alguém tão incrível quanto ela. Em momento algum ela é julgada, mesmo pela filha, por não saber quem é o pai da garota, que também toma as rédeas de sua vida independente das expectativas das outras pessoas. Ainda assim elas mostram uma ligação fortíssima, principalmente na cena linda em que cantam “Sleeping Throug My Fingers”, e esse elo é o grande “protagonista” da continuação, que é igual e diferente de seu antecessor ao mesmo tempo…

Mamma Mia! Lá Vamos Nós de Novo

Imagem via Adoro Cinema

Como semelhança principal, é claro, temos o fato de que é mais um musical somente com músicas do ABBA, que aparecem de diversas formas ao longo da trama. Sim, existem os momentos em que eles “cantam e dançam ao invés de conversar”, mas não é só isso, afinal a música é importantíssima na vida das personagens! Em algumas cenas elas realmente são parte do enredo, principalmente nas cenas da jovem Donna que vive o auge da sua carreira ao lado das Dynamos. Vi uma crítica rodando a internet reclamando que não há o encaixe real da história com as letras, mas a verdade é que TEM SIM! O tempo todo, tanto nos “dias atuais” quanto nos flashbacks, onde ela é interpretada pela “Cinderela” Lily James. As roupas escolhidas para cada um respeitam o estilo pessoal, mas também o momento vivido, afinal se passam DÉCADAS ali! O grande destaque nesse quesito é a jardineira característica da protagonista e, claro, os look discoteca onde as meninas usam plataformas e MUITO brilho de forma verossímil, sem parecer fantasia. Os looks de época dos três rapazes ficaram extremamente realistas se comparados à caricatura proposital que vimos antes, adorei o Harry de “metaleiro suave” já tendo que manter o ar sério, mas ainda assim com sua aura headbanger.

Mas nem só de música vive uma história… E quando o assunto é enredo, também foi um acerto. O diretor disse que queria “uma versão de O Poderoso Chefão 2 para Mamma Mia!”, e como isso nos trouxe não só uma comédia gostosa, daquelas que você ri sem receio, mas também um filme EXTREMAMENTE sensível. O final, através dos números “I’ve Been Waiting For You” (minha cena favorita!) e “My Love, My Life” (esse segundo contando com a participação especial de Meryl Streep) traz uma avalanche de emoções no espectador e as “manteigas derretidas” de plantão, como eu, podem esperar muitas lágrimas nesses momentos, porque são realmente impactantes. É como se o primeiro filme quisesse que a gente visse as consequências de Donna na vida da filha, e o segundo complementasse com as de Sophie na vida da mãe, mesmo que num primeiro momento a gente ache que vai ser o contrário.

Mamma Mia! Lá Vamos Nós de Novo

Imagem via Adoro Cinema

O foco, é claro, mudou, mas alguns pontos leves na história também estão diferentes do anterior, ou mesmo foram ocultados. Enquanto antes dava a entender que as meninas não sabiam da possibilidade de Sophie não ser filha de Sam, nesse elas sabem que os outros dois existem e ainda presenciam os flertes entre Donna e Bill. Ele também não mostra o reencontro dela com Harry, que vai da França até a Grécia atrás da menina porque ficou apaixonado de cara. As duas coisas, porém, não atrapalham em nada nem causam incômodo algum, são só adaptações para tornar a dinâmica interessante. Sem contar que quem não viu o primeiro pode ver o segundo tranquilamente, só vai demorar um pouco pra saber “quem é quem”, mas no final tudo dá certo!

E por último, mas não menos importante… PRECISAMOS FALAR SOBRE A PRESENÇA DE CHER! A diva suprema aparece como a mãe já mencionada, mas nunca presente, de Donna e, ah… Nem precisa falar, né? Quando ela abriu a boca para cantar “Fernando” eu JURO que o braço até arrepiou! A mulher é um esplendor musical, parece até de mentira. Uma escolha certeira que combinou demais com o clima, cenário, figurino, tudo. Aliás, que elenco, não é mesmo? Tanto o “original” quanto o novo, atuações excelentes e vozes diferentes que se misturam lindamente. E, claro, com a participação de Björn e Benny como um professor e um pianista, além de produtores, pra que o ABBA marcasse presença física, além da influência. FILMÂO, quero ver de novo!

Trailer:

Mentes Sombrias: 16 de agosto nos cinemas!

Farewell Yellow Brick Road: A turnê de despedida de Elton John!

Em 24.01.2018   Arquivado em Música

Cinco décadas de carreira, mais de quarenta álbuns de estúdio, incontáveis shows ao redor do mundo, vencedor de cinco Grammys e um Oscar. Pianista, compositor, cantor, produtor, filantropo, famoso por duetos marcantes. Ativista na luta contra a AIDS e nas causas LGBT… Bom, se for citar tudo o que temos para dizer sobre Elton John precisaria de uma longa biografia, e não um post… Principalmente sendo uma grandessíssima fã dele há muitos e muitos anos, poderia ficar horas falando e repetindo a importância do homem não só no mundo da música, mas também pra mim. Mas essa semana só o que se comenta sobre ele é que acaba de ser anunciada a Farewell Yellow Brick Road, última turnê de shows de sua carreira!

Elton John: Farewell Yellow Brick Road Foto do Instagram Oficial do Elton John

Esse notícia está longe de representar sua aposentadoria formal. Em uma live que foi ao ar no Facebook essa tarde ele afirmou categoricamente que sua carreira não chegou ao fim! Ele e Bernie Taupin, com quem compõe há cinquenta anos (a maior parceria entre compositor e letrista da história), já têm dois álbuns de estúdio planejados e uma trilha sonora para filme. Seu novo livro está para ser publicado ano que vem. Apenas os shows irão deixar de fazer parte da sua vida, e em grande estilo! Nos próximos três anos acontecerão 300 apresentações em todos os cinco continentes, o que promete ser um escândalo porque o “Rocket Man” não é conhecido por sua discrição!

Leia também: Vision To End AIDS – sobre “O Amor é a Cura”, livro que conta a história da Elton John AIDS Foundation.

Se sua ideia é continuar em atividade por que então parar com as turnês? A resposta é simples e muito bonitinha: ele é um senhor de 70 anos de idade com dois filhos pequenos pra criar! Zachary e Elijah têm, respectivamente, 7 e 4 anos, então o objetivo é poder aproveitá-los ao máximo ao lado do marido, David Furnish, sem se preocupar quando vai subir no avião novamente. Seu trabalho na luta contra a AIDS também permanece, através da Elton John AIDS Foundation, que já arrecadou mais de 200 milhões de dólares para a causa e promove uma das festas pós-Oscar mais aguardadas de todos os anos, a Academy Award Party.

Como fã é impossível pra mim não estar emotiva com essa notícia. Imaginei que ficaria tristinha, mas o sentimento é mais uma alegria melancólica. É claro que farei o possível para estar em algum show dessa turnê, se não for em Belo Horizonte, que é provável que tenha, será no Rio que é pertinho… Inclusive foram as duas cidades onde já o assisti, em 2009 na Praça da Aponteose e 2013 no Mineirão. Dá aquele apertinho no coração saber que toda aquela emoção tem data limite pra acontecer e por uma última vez, mas ainda teremos muita música nova por vir e todas as antigas pra curtir. Além disso estamos falando de um homem idoso com duas crianças dentro de casa. Nada mais justo que eles possam curtir uns aos outros sem ter que ficar pulando de país em país, né?

Pra quem pretende ir em alguma dessas apresentações o negócio agora é ficar de olho no site oficial: já saíram datas até março de 2019, por enquanto todas no hemisfério norte! Ele garantiu na live que a América do Sul estará nas próximas levas, provavelmente em 2020 ou 2021. Até lá dá tempo de encher os cofrinhos, né? Tendo em vista os que já passaram e levando em consideração que esse “fecha com chave de ouro” a gente só pode esperar um espetáculo ainda maior do que já vimos ao longo dessa carreira cheia de altos e baixos. É certeza que sua caminhada final pela Estrada de Tijolos Amarelos será, no mínimo, extraordinária!

Ei! Quer saber mais sobre o Elton John? Na tag dedicada a ele aqui no Sweet Luly tem vários posts legais sobre lançamentos, curiosidades, seleção de música, tim-tim por tim-tim dos shows que pude ir e a narração do dia (incrível) em que ganhei um livro autografado por ele! É só entrar e se jogar na leitura!

Elton John na linha Funko Pop! Rocks

Em 18.11.2017   Arquivado em Dolls, Música

Depois de Metallica, Guns ‘n’ Roses, Amy Winehouse e VÁRIOS outros ícones, a terceira edição da linha Rocks de Funko Pop! finalmente resolveu me agraciar com o maior dos meus ídolos lançando os bonecos de vinil cabeçudos mais amados do mundo do Elton John! Aaaaaaah, já pode gritar agora ou deixo pra daqui a pouquinho?

Quem é “novo” aqui pros lados desse blog não sabe, mas basta umas poucas visitas pra descobrir o quanto sou ALUCINADA pelo Elton John. Não escuto tanto as músicas como antes, mas já fui em dois shows (um no Rio e outro em BH), ainda tenho váááárias no iPod e rola uma grande admiração não só como artista no geral, mas principalmente como pessoa. Ele é um destaque na luta contra o vírus HIV no mundo através da Elton John AIDS Foundation (da qual, por sinal, ganhei um livro autografado por ele uma vez), que ajuda a espalhar a ideia de que o amor e o fim do preconceito são a maior cura que existe pras infecções sexualmente transmissíveis. Além disso, é claro, é um grande ativista nas causas LGBTQ+, sendo ele mesmo gay assumido há décadas.

E como uma verdadeira colecionadora de coleções que sou não podia deixar de desejar esses toy arts, né? Além do livro autografado eu tenho vários itens legais como DVDs, vinil e por aí vai, agora um MINI ELTON JOHNZINHO? Ah não! Impossível resistir! Eles tentaram – e conseguiram muito bem – retratar os estilos ao longo de todas essas 5 décadas de carreira em dois bonecos. O primeiro, de terno branco e chapéu como no álbum “Greatest Hits” e o segundo bem icônico num traje vermelho, azul e branco da década de 70. Em ambos, é claro, vemos os óculos de sol que são marca registrada e não podiam faltar.

Funko Pop! Elton John Imagens retiradas do Funko.com

Além disso tem uma outra versão do visual anos 70 que será vendida exclusivamente nas lojas Fye em que a roupa e os óculos estão completamente purpurinados. Achei super divertido também, mas entre pagar mais caro nesse e ter um quase igual, a gente escolhe o mais baratinho, né? O set conta também com Jerry Garcia, muito bonitinho com os óculos e a guitarra, e três versões de Kurt Colbain: o regular e dois exclusivos, um para Fye o outro para Hot Topic. Dá pra conferir essa Wave 3 de rockeiros junta num post no site oficial da Funko, que conta também com uma loja virtual onde eles provavelmente serão vendidos. Aqui no Brasil temos que esperar chegar através do pessoal que importa, então deve demorar um pouquinho porque esse lançamento está previsto para janeiro de 2018. Bom que dá pra planejar umas economias até lá…

Paul McCartney – One On One Tour em Belo Horizonte

Em 24.10.2017   Arquivado em Música

Independente do seu gosto musical, uma coisa a gente não pode negar: os Beatles eram e continuam sendo o grupo musical mais bem sucedido da história da música popular. Cada um dos quatro tinha sua característica artística relevante, no meu ponto de vista a gente precisa destacar George e Ringo como excelentes no seu instrumento “principal” (guitarra e bateria, respectivamente) e John como excelente poeta. Mas como músico mesmo ninguém supera Paul McCartney! Hoje com 75 anos, ele ainda é um dos artistas mais influentes DO MUNDO, e sempre foi um sonho pra mim poder assisti-lo ao vivo, de preferência aqui em Belo Horizonte… E esse sonho foi realizado uma semana atrás, dia 17 de outubro no Mineirão, onde ele e sua banda se apresentaram como parte da “One On One Tour”.

Já tem meses que estamos esperando por esse momento: eu, Dani e Pati, minhas companheiras de sempre. A última vez que fomos a um show juntas foi em 2013, então tava mais do que na hora de matar essas saudades, né? Ainda mais em grande estilo assim, já que o Paul é o Beatle favorito das três. Nós assistimos Ringo Starr seis anos atrás e já foi mágico, dessa vez tinha tudo pra ser mais ainda. A Pati só poderia chegar à noite junto com o Ronaldo, amigo dela, mas eu e Dani fomos pra fila bem cedo para pegar um lugar legal. Quando entramos no Mineirão a Pista ainda estava bem vazia, então conseguimos ficar perto do isolamento da imprensa, onde não teria ninguém ao nosso lado pra nos tampar, e logo depois nosso querido amigo Ramon se juntou a nós. De trio passamos a ser um quinteto maravilhoso bem rapidinho!

Paul McCartney: One on One Tour em Belo Horizonte
Eu andando pela pista ainda praticamente vazia. Já teve post do look que usei no dia, pra quem quiser ver melhor!

O “grupo” todo se reuniu quando começou a escurecer, mas o show mesmo só começaria mais tarde. Conversamos, tiramos fotos, trememos de emoção antecipada. Faltando mais ou menos meia hora pra começar rola um DJ fazendo remixes e uma animação nos telões laterais do palco mostrando a trajetória do Paul, desde seu nascimento até os dias de hoje. É MUITO BONITINHA! A gente fica vendo aquelas fotos antiguinhas e tem algumas que já enche os olhos de lágrimas, principalmente as da época dos Beatles. O show estava marcado para 21h30, mas atrasou um pouquinho (pontualidade não tão britânica assim, hein Paul!). E assim que ele entrou no palco a galera já foi à loucura ao som de “A Hard Day’s Night”, cantando bastante e, no nosso caso, chorando também!

Paul McCartney: One on One Tour em Belo Horizonte
Nossa “thurminha”: Ramon, Ronaldo, eu, Pati e Dani bem amontoadinhos esperando começar!

Paul McCartney: One on One Tour em Belo Horizonte
“A Hard Day’s Night”

A sensação de ver um Beatle ao vivo é SURREAL. Eu já tinha sentido isso antes, mas nesse caso é ainda maior porque quando se trata do Paul tudo é elevado à milésima potência. Ele já está com a voz bem ruinzinha por causa da idade, claro, mas ainda assim não perde nenhuma nota ou tom, quase não para nem pra beber água! Isso sem contar a quantidade de instrumentos que toca, né? Só nessa apresentação foram uns cinco diferentes, tem vez que ele troca até dentro da mesma música. A banda também é excelente, o baterista teve vários closes no telão porque é absolutamente maravilhoso.

E esse ar impecável não está só nas músicas em si, já que não é só disso que uma apresentação desse porte é composta. O visual do palco, todo de LED, um degrau que se eleva para que ele fique no “topo do mundo”, escolha de animações e fotos e até um momento em “My Valentine” que os telões ficam em preto e branco para combinar com o clipe, é tudo minuciosamente pensado pra te encantar. No quesito “efeitos especiais” quem ganhou foi “Live And Let Die”, com fogos de todos os tipos na hora do refrão, é aquele tipo de coisa pelo qual a gente não espera e quando vê fica sem palavras pra expressar o que tá acontecendo.

Ele se esforça bastante para falar português e é engraçado porque sempre repete a mesma coisa duas vezes para ter certeza que a gente entendeu. Quando cita John Lennon é “Meu parceiro John… Parceiro John!” e por aí vai. Além da língua do país também tem o esforcinho pra usar alguma gíria local: aqui em BH era o agradecimento na sequência “Thank you! Obrigado! Valeu… Sô!”, a gente simplesmente PIRAVA e repetia pra ele. Rola muita gracinha também, mãos na cintura de “bravo” quando a plateia não para de gritar o nome sem deixar ele falar e uma reboladinha com direito a close no popô no telão. Ele parece muito ser uma mistura do “Tio do Pavê” com “vovô amigo”, fofo demais.

Paul McCartney: One on One Tour em Belo Horizonte
Não lembro que música era essa, mas é da época dos Beatles…

Paul McCartney: One on One Tour em Belo Horizonte
… essa também não lembro mas deve ser da era Wings!

Paul McCartney: One on One Tour em Belo Horizonte
“Being for the Benefit of Mr. Kite!”

Paul McCartney: One on One Tour em Belo Horizonte
“Band On The Run”

Eu tive vários “melhores momentos” em várias categorias. O fim de “Blackbird” quando várias pessoas (eu entre elas) gritaram “Fora Temer!” na platéia, “I Wanna Be Your Man” e o pedacinho de “Give Peace a Chance” que eu e as meninas já tínhamos ouvido no show do Ringo, ou seja, tivemos a oportunidade de ver metade dos Beatles cantando essas músicas, gente! Da fase “Wings” foi muito lindo ouvir “Maybe I’m Amazed”, acho que foi a hora que mais chorei! Ele também cantou a música mais antiga, quando os Beatles ainda eram The Quarrymen, “In Spite of All the Danger”, e a mais nova com Rihanna e Kanye West, “FourFiveSeconds”. Eu e Ramon fizemos um dueto inesperado em “You Won’t See Me” e me diverti até mesmo ouvindo “Being for the Benefit of Mr. Kite!” que até então era a música do Fav Four que eu mais odiava e até perdi essa antipatia toda… E “Let It Be” com as lanternas dos celulares todas acesas? Ele até agradeceu.

Mas NADA superou “Something”! Gente… O que foi aquilo? Acho que todas as outras versões dela vão perder a graça pra mim depois disso. Ele começa de boa, numa baladinha, e aí vem um solo de guitarra ABSURDO! A gente ficou com as mãos no peito sentindo o impacto sem conseguir nem cantar, de tão espetacular que foi. E aí no telão fotos deles juntos, desde umas bem novinhos até chegar na fase em que o George já estava com câncer, lindo e emocionante, musicalmente foi o ponto alto da noite. E no que se trata da “vibe da galera” a grande vencedora foi minha favorita: “Hey Jude”. Todo mundo com papéis pro alto escrito “Na Na Na Na”, dados pela Cielo na entrada, sem perder o ritmo… A emoção foi tanta que não consegui chorar, fiquei meio “agarrada”, acho que nunca vou sentir algo igual num show!

Depois ele e a banda se despedem e voltam para o bis carregando três bandeiras: a do Brasil, do Reino Unido e do Orgulho LGBT. Coisa mais linda da vida! O final também não deixa a desejar: tem o maior sucesso de todos dos Beatles, “Yesterday”, um mix da reprise de “Sgt. Peppers” e “Helter Skelter” onde todo mundo foi á loucura, “Birthday” em homenagem aos aniversariantes para fechar com o clássico “Golden Slumbers/Carry That Weight/The End”, que é provavelmente o jeito ideal de acabar com qualquer apresentação desse planeta. E então eles agradecem mais uma vez e tem uma explosão de fumaça e papeizinhos pra te deixar encantado do início ao fim, literalmente.

Paul McCartney: One on One Tour em Belo Horizonte

Paul McCartney: One on One Tour em Belo Horizonte
“Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”

E agora uma foto final com Dani e Pati porque sem elas eu não teria ido ao show! Quando começou a venda dos ingressos as duas compraram cada uma o seu e eu não tinha grana pra isso, então fiquei só ajudando e torcendo pra não sofrer muito quando o dia chegasse. Eis que, sem que eu sequer imaginasse, as duas se uniram para me dar isso de presente porque sem mim “não seria a mesma coisa”. Lindas demais! E a minha ainda é inteira, ou seja, custou o dobro! Meninas, vocês são incríveis, foi o melhor presente possível!

Paul McCartney: One on One Tour em Belo Horizonte

Em resumo, e parafraseando Ramon: precisamos arrumar um novo termo pra definir o que foi isso. Se for pra falar “show” tem que criar um meio de chamar todos os outros shows do planeta, porque o ESPETÁCULO que Paul McCartney dá aos seus fãs é de um nível que não existe igual. Não é a toa esses 60 anos de carreira, né gente? É claro que quando assisti Elton John no Mineirão teve um significado à parte pra mim, a emoção foi muito mais, mas no que se trata da qualidade esse está e sempre estará em primeiro lugar, em todos os aspectos. Só o que eu tenho a dizer é: Valeu, sô!

Eu cheguei a gravar algumas “cenas” para um vlog desse dia, mas infelizmente não foi o suficiente para o material ficar bacana, então não teremos vídeo dessa vez… E pra quem ficou curioso com essa setlist maravilhosa, que muda sutilmente de uma cidade pra outra, a de BH tá disponível no SetList.fm!

LISTENING TO: Pink Floyd

Em 20.06.2017   Arquivado em Música

Eu adoro imaginar é como era a Inglaterra nas décadas de 60 e 70: VÁRIAS bandas incríveis nascendo a todo o momento, o país era provavelmente constituído somente de música, devia ser quase ilegal não gostar do assunto. Digo isso porque estou prestes a falar de uma das melhores de todos os tempos, mesmos aqueles que não gostam de rock já ouviram falar e conhecem alguma música. Uma banda da qual sempre gostei. Minha irmã, aos com 3 anos, ficava do lado do meu pai pra ouvir. Pink Floyd.

Listening to: Pink Floyd
Foto do BBC Music

A história é bem longa e difícil de contar (ainda mais pra uma leiga como eu), mas vou tentar dar uma ideia geral do que aconteceu. Em 1964 havia uma banda que teve vários nomes, e quando essa banda se separou naquele ano os integrantes Rado Klose (guitarra), Roger Waters (guitarra), Nick Mason (bateria) e Rick Wright (sopro) resolveram montar uma nova aproveitando um dos antigos nomes: “Tea Set”. Junto com eles estava o vocalista Chris Dennis, e logo depois o guitarrista e vocalista Syd Barrett, fazendo Waters assumir o baixo. Foi aí que surgiu o nome que hoje conhecemos, em homenagem ao músicos de blues Pink Anderson e Floyd Council.

No início eles faziam pequenas apresentações em pequenos lugares e até foram convidados para produzir músicas para um documentário, que sequer apareceram na versão final do filme. O primeiro álbum oficial saiu em 1967 e foi super bem aceito, até hoje é considerado o melhor primeiro álbum por alguns especialistas. A banda foi fazendo sucesso, mas as drogas tornaram a participação de Barrett inviável e os outros membros foram atrás de novos rumos sem ele. Foi aí que David Gilmour entrou para substituí-lo não só dentro do Pink Floyd, mas na história do Rock Progressivo. Na década de 70 atingiram um grande estouro e tiveram vários hits, seus álbuns de maior sucesso saíram nessa época: “Wish You Were Here” e “Dark Side of The Moon”, que é considerado o ápice deles.

Rolaram muitos trabalhos bons na década de 80 com Roger Waters assumindo o papel de “membro principal” da banda, como The Wall, que acabou ganhando um filme de mesmo nome. Naquela mesma década, porém, Water acabou saindo, deixando Gilmour no “controle”. Sua “era” só acabou com o fim da banda, em 1995/1996, quando foi indicada para o Rock and Roll Hall of Fame americano, com breve retorno em 2014 que resultou no álbum “The Endless River”. Em 2015 eles anunciaram o fim definitivo, mas continuam sendo uma referência em rock psicodélico e progressivo com suas letras carregadas de questões políticas, insanidade e críticas sociais.

Música Favorita

Não consigo sequer COGITAR falar de outra que não “Wish You Were Here”. Título do álbum lançado em 1975, e foi um grande tributo a Syd Barrett, que havia entrada em colapso mental, então são letras pesadas e muito, muito tristes, principalmente “Shine On You Crazy Diamond”, que é dividida em duas partes.

A verdade é que, apesar de ouvir vez ou outra, que eu sequer ligava tanto pro Pink Floyd até o final de 2009, quando ESSA música entrou na minha cabeça para nunca mais sair. Fiquei completamente viciada nela até que, enfim, se tornou uma das mais importantes da minha vida quando usei ela para ser título do meu primeiro livro. O meu “Wish You Were Here” ainda não foi publicado, apesar de já ter fanpage no Facebook, e tá rolando um evento criado pelos meus amigos pra ver se a gente acha uma editora que faça isso, já que infelizmente sozinha eu não po$$o. Mas enfim, acho que deu pra entender o tamanho do amor, né? Gosto forte mesmo!

Quer saber mais sobre o Pink Floyd?

Conheça a banda através do seu website oficial (em inglês) e das redes sociais: Facebook, YouTube, Twitter e Instagram! Tem também um artigo bem completinho com a história deles detalhada lá na Wikipedia, que eu usei pra confirmar algumas datas e fatos desse post.

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