Categoria "Filmes"

Do Jeito Que Elas Querem

Em 20.06.2018   Arquivado em Filmes

Do Jeito Que Elas Querem

Do Jeito Que Elas Querem (Book Club) *****
Elenco: Candice Bergen, Diane Keaton, Jane Fonda, Mary Steenburgen, Richard Dreyfuss, Don Johnson, Craig T. Nelson, Andy Garcia, Alicia Silverstone
Direção: Bill Holderman
Gênero: Comédia
Duração: 104 min
Ano: 2018
Classificação: 12 anos
Sinopse: “Diane ficou viúva após 40 anos de casamento. Vivian gosta de seus relacionamentos sem compromisso. Sharon ainda está trabalhando em um divórcio de décadas e o casamento de Carol está em baixa após 35 anos. No clube de leitura, o novo livro estimula romances e reavive velhas chamas. Juntas, as amigas incentivam uma a outra, para tornar o próximo capítulo de suas vidas o melhor de todos. E a mensagem é clara: ‘Nunca é tarde para apimentar a vida amorosa!’.” Fonte: Filmow (sinopse e pôster).

Comentários: Solteira, casada, viúva e divorciada: essas quatro amigas, no auge dos seus 60 anos, mantém ao longo de décadas um clube do livro. Nada de muito diferente do que estamos acostumados: todo mês uma escolhe o que deve ser lido e as outras aceitam, para que na próxima reunião elas mantenham essa tradição de se reunir, beber um vinhozinho e discutir o que cada uma tirou daquilo. E é no meio desse esquema que Vivian, uma solteinora convicta cansada de ver as amigas com a vida sexual tão mais “sem graça” que a dela, distribui exemplares de “Cinquenta Tons de Cinza” como sua escolha da vez. A princípio as outras são contra, claro, mas acabam tendo que ceder e permitem que Christian Grey… “Penetre” em suas vida a mensagem de que nunca é tarde para apimentar as coisas.

Acho que o mais importante desse filme é o fato de que ele trata da sexualidade de mulheres de meia idade. A maioria esmagadora de comédias românticas que são lançadas mostra mulheres, mesmo que em diferentes fases da juventude, descobrindo aquele grande amor ou mesmo explorando o próprio corpo pela primeira vez. Aqui não é isso que acontece. Mesmo que suas vidas sexuais sejam tão diferentes, ainda assim são mulheres velhas que se relacionam com homens velhos, mas isso não significa que sejam frígidas ou mesmo que sabem tudo. Sua busca é por aquilo que as personagens novas também buscam: amor, carinho ou só sexo mesmo, por que não?

A escolha de todo o elenco é maravilhosa, mas as atrizes principais são realmente um grupo “all-stars” muito poderoso. Quatro grandes nomes de Hollywood, todas com Oscars nas estantes, estrelando uma… COMÉDIA! Porque afinal de contas o que há de errado em uma comédia? Por que não apreciar uma comédia? Ela pode ter seu valor tanto quanto qualquer filme cult, cada um na sua função. E Do Jeito Que Elas Querem cumpre bem a função: é engraçado, descontraído, faz suas piadas bobas sobre sexo porque fazemos o mesmo, todos nós. É claro que ele tem lá seus clichês, como a juíza durona que nunca se relacionou de novo após um divórcio e a senhora solteira plastificada, mas isso não atrapalhou em nada no andamento da história. Deixa até mais divertido!

Do Jeito Que Elas Querem

Diane, Sharon, Vivian e Carol. Imagem via Vox

Outra vantagem maravilhosa é que em momento NENHUM elas romantizam Christian Grey! Ele é citado várias vezes, claro, e usado como um incentivo para que elas mudem o aspecto afetivo nas suas vidas, mas não buscam por ele nos homens com os quais vão se relacionar (sejam eles o marido de anos ou alguém que conheceram agora). Inclusive uma das conclusões nas quais chegam é justamente se ATÉ ELE, como todos os seus problemas como pessoa, achou alguém que mudou sua vida, então por que elas não poderiam? Esse era um medo que eu tinha antes de entrar no cinema, o acho uma personagem muito problemática que acabou sendo sinônimo de “homão da porra” na época que estourou. Que bom que nem todo mundo pensa assim.

Mais um aspecto que foi leve, mas que me agradou, é a “garota jovem que namora um homem velho”, presente no plot de Sharon. É uma menina realmente muito nova, que poderia ser filha de seu ex marido, loira, alegre, cor-de-rosa e gostosona, mas que não rivaliza com ela ou é mostrada como a mocinha burra. Ela só está vivendo sua vida, apaixonada por um cara muito mais velho que, por mais que tente parecer mais jovem, não age também como um completo babaca. Gosto disso pessoalmente pois ainda tenho, confesso, uma certa dificuldade em lidar com diferenças de idade muito grandes em relacionamento, e nesse caso não me incomodou.

Como parte “negativa” pode ser citado o fato de que NINGUÉM tenta resolver seus problemas da forma mais simples de todas que existe de fazer isso: conversando. Diane perdeu o marido há um ano e lida com filhas super protetoras que insistem em tratá-la como se estivesse à beira da morte. Ao invés de dar um “chega pra lá” nelas, dizer que quer explorar novos aspectos de sua vida, o que ela faz? Inventa histórias que, quando descobertas, só pioram essa opinião. Carol é outra que, ao invés de tentar conversar com o marido para que eles retomem à vida sexual que tinham, resolve forçá-lo a isso lhe dando Viagra sem que ele saiba… Já imaginam o resultado disso, né?

Mas a verdade é: não somos realmente assim na vida real? Muitas vezes sentar e resolver não nos parece muito mais trabalhoso do que ter que criar métodos de contornar as dificuldades, ou mesmo lidar com elas? Se parar pra pensar essa parte “irritante” é mais um das vantagens que Do Jeito Que Elas Querem tem, retratando pessoas normais como realmente são, de forma divertida, é claro. A ideia de que “nunca é tarde para apimentar sua relação” é deixada de lado quando você percebe que, na verdade, nunca é tarde para melhorar uma relação, seja ela com quem for (incluindo consigo mesma)!

Trailer:

Han Solo: Uma História Star Wars

Em 04.06.2018   Arquivado em Disney, Filmes

Han Solo: Uma História Star Wars

Han Solo: Uma História Star Wars (Solo: A Star Wars Story) *****
Elenco: Alden Ehrenreich, Donald Glover, Emilia Clarke, Joonas Suotamo, Woody Harrelson, Phoebe Waller-Bridge, Thandie Newton, Anthony Daniels, Clint Howard, Jon Favreau, Jon Kasdan, Linda Hunt, Paul Bettany Dryden, Toby Hefferman, Warwick Davis
Direção: Ron Howard
Gênero: Ação, Ficção Científica
Duração: 135 min
Ano: 2018
Classificação: 12 anos
Sinopse: “As aventuras do emblemático mercenário Han Solo e seu fiel escudeiro Chewbacca antes dos eventos retratados em Star Wars: Uma Nova Esperança, inclusive encontrando com Lando Calrissian.” Fonte: Filmow (sinopse e pôster).

Comentários: Han é um jovem que, tendo ficado órfão muito novo, vive como contrabandista no conturbado planeta Corellia, de onde tenta desesperadamente fugir junto com a namorada, Qí’ra, para realizar o sonho de comprar uma nave e se tornar piloto. Após derrotarem a Lady Proxima, que comanda o crime local, eles conseguem fugir, mas acabam sendo separados, então ele se alista ao exército na esperança de conseguir pilotar naves por lá. Três ano se passam e seus objetivos permanecem: a carreira dos sonhos e voltar à terra natal, onde pretende resgatar a Qi’ra de vez.

Acho que nunca cheguei a falar sobre filmes de Star Wars aqui no blog, apenas fiz uma resenha fajuta quando o Episódio 1 ganhou sua versão 3D no cinema, apesar de já ter assistido várias vezes na época. Tudo isso porque, apesar de AMAR a história, eu tenho um problema com a maior parte da fanbase: acho o grupo de fãs mais chato que já existiu! Óbvio que não podemos generalizar, etc etc, mas estou falando do grosso, da maioria, que não só não consegue aceitar que novas pessoas passem a gostar, como também acham um problema qualquer mini alteração que façam na sua obra intocável.

Por que então, vocês me perguntam, falar justamente sobre esse que está sendo tão detestado? Oras, porque alguém precisa vir defender! Eu simplesmente adorei Han Solo! Achei muito gostoso poder ver a juventude de uma personagem tão icônico e, de quebra, sua história prévia com algumas outras. O filme se passa aproximadamente 10 anos antes dos acontecimentos de “Uma Nova Esperança” e é muito bacana ver como Solo já tinha a essência que tem na trilogia original, mas também muitas coisas diferentes… Afinal, né, estamos sempre em constante mudança, e até pessoas fictícias passam por mutações.

No quesito “fan service” achei um prato cheio. Vemos como Han e Chewie se tornaram amigos, temos referências em algumas falas (“I hate you!” “I know!”), curtimos a velha trilha sonora adaptada a esse novo momento. Pela primeira vez na história da “Galáxia Muito Distante” o assunto principal não é política, que é o grande foco de todas as outras aventuras. Esses personagens são o lado “abandonado” do Império, tendo que se aliar a ele e traí-lo a todo momento porque, afinal, o que importa ali não é quem está no poder e sim sua sobrevivência. Eles também não usam ou demonstram possuir a Força, as batalhas são todas usando “força bruta” e, claro, tiros e explosões. Há também a presença INCRÍVEL de Lando, que ficou extremamente fiel ao original, e sua Millenium Falcon que, como todos sabemos, é a nave e xodó do personagem título – sim, você vai descobrir como foi o “jogo justo” que fez com ela passasse de um para o outro!

Han Solo: Uma História Star Wars

Imagem via ABC News

Sobre novas personagens, minha favorita foi a L3-37, companheira de Lando, uma droid problematizadora e ativista que luta contra a subordinação das máquinas. Ela é absolutamente encantadora e foi IMPOSSÍVEL pra mim não me identificar – BB-8 acaba de ganhar uma concorrente na minha lista de queridinhos! Também conhecemos o casal de contrabandistas Beckett, que praticamente introduzem o rapaz nessa nova vida de forma profissional. É Thobias Beckett que, no final, dá a brecha para que ele se transforme no adulto interpretado por Harrison Ford. E, claro, não podemos deixar de falar de Emilia Clarke como Qi’ra, provavelmente a pessoa mais misteriosa entre todas as apresentdas. Algo me diz que veremos mais da “ex” de Han em filmes da série.

Digo isso porque Alden Ehrenreich, intérprete de Han Solo, já tem um contrato de três filmes com a Lucasfilm e, no final, temos brecha para ver mais histórias antigas sendo mostradas, como por exemplo no longa já confirmado de Boba Fett. Inclusive os dois personagens fazem parte do mesmo núcleo, sendo caçadores de recompensa trabalhando para o Jabba ao mesmo tempo… Não sei se realmente haverá uma trilogia de Solo, ou se esse contrato é pra outros spin-offs assim, mas espero que sejam tão divertidos quanto esse, que tem humor, aventura, emoção e muita referência, do jeito que a gente gosta!

E, por fim, o meu apelo pessoal à Disney: CADÊ KENOBI NESSA LISTA DE LANÇAMENTOS AÍ, MINHA GENTE? CÊS NUM ME DECEPCIONEM NÃO PORQUE EU JÁ TÔ AQUI SE SABRE AZUL NA MÃO AGUARDANDO POR ESSE SONHO TÃO FÁCIL DE SER REALIZADO, HEIN! AI AI AI!

Trailer:

Com Amor, Simon: representatividade, identificação, emoção!

Em 10.04.2018   Arquivado em Filmes

Com Amor, Simon

Com Amor, Simon (Love, Simon) *****
Elenco: Nick Robinson, Katherine Langford, Alexandra Shipp, Jorge Lendeborg Jr., Keiynan Lonsdale, Logan Mille, Jennifer Garner, Josh Duhamel, Alex Sgambati, Clark Moore, Colton Haynes, Mackenzie Lintz, Miles Heizer, Natasha Rothwell, Talitha Bateman, Tony Hale, Tyler Chase
Direção: Greg Berlanti
Gênero: Drama, Romance
Duração: 109 min
Ano: 2018
Classificação: 12 anos
Sinopse: “Aos 17 anos, Simon Spier aparenta levar uma vida comum, mas sofre por esconder um grande segredo: não revelou ser gay para sua família e amigos. E tudo fica mais complicado quando ele se apaixona por um dos colegas de classe, anônimo, na internet.” Fonte: Google (sinopse e pôster).

Comentários: Simon Spier é um adolescente com a vida bem comum. Ele sai com seus amigos, ajuda o pai a fazer um presente de aniversário de casamento para a mãe, vai à escola, coloca fotos de viagens e ícones dos filmes que gosta no mural que tem na parede do seu quarto. Porém ele tem um segredo, o maior de todos , que não quer mais precisar guardar, mas também não sabe como revelar a todos. Simon é gay. Nesse contexto ele descobre que um colega anônimo, Blue, vive a mesma coisa e resolve se comunicar com ele, também anonimamente, via e-mail, sob no nome de Jacques. Só que alguém acaba descobrindo o contato entre os dois e revelando a todos seus colegas o forçando a “sair do armário” antes que estivesse pronto pra isso.

Baseado no livro “Simon vs. a Agenda Homosapiens” de Becky Albertalli, o filme “Com Amor, Simon” é uma história adolescente que traz algo que ainda está a falta nas grandes produções de cinema norte americanas: um romance gay leve! É claro que ele tem questões com a sua sexualidade, e claro que elas são mais complexas do que seriam se fosse hétero, mas ainda assim não é o tipo de filme que te deixa cheio de agonia ou traz lágrimas de tristeza. As lágrimas sim, claro, o tempo inteiro, mas a grande maioria delas de emoção e alegria. Eu fui à pré-estreia há quase um mês, junto com alguns outros convidados, e desde então estou pensando em como expressar tudo o que queria dizer sobre ele… Sendo assim resolvi descrevê-lo em três palavras e desenvolver essa “resenha” a partir delas: representatividade, identificação e emoção!

Psiu! Prestenção! O conteúdo principal desse post está em forma de “fala” num vídeo postado no meu canal do YouTube. Se você estiver afim de ler, é só continuar aí em baixo! Mas se tiver mais interessado em ouvir corre lá pra conferir!

Representatividade

O tema principal por si só já é representativo, né? Afinal fala sobre as dificuldades de viver o amor de forma leve por parte da comunidade LGBT! Simon é um jovem imaginativo que expõe várias situações que mostram essas grandes diferenças, como por exemplo o fato de ele precisar contar à toda a população que é gay, enquanto seus amigos não precisam fazer o mesmo já que a heterossexualidade já é esperada e não causa nenhum tipo de reação forte ao ser manifestada. Também mostra as diferenças de personalidade que as pessoas podem apresentar e que isso é ok. Simon é “discreto”, ninguém desconfia da sua sexualidade, enquanto seu colega de sala Ethan, já assumido, é o esteriótipo no jeito de vestir, agir e falar… E TÁ TUDO BEM! Os dois merecem igual respeito e direito de ser quem são e quem querem ser! Quem não entende isso é que está infinitamente errado…

O filme também tem vários personagens negros, eles são maioria entre os amigos mais próximos do protagonista sem o clássico “garoto negro metido a engraçadão” e “menina negra exclusivamente gostosa”. Não, todos eles têm personalidades variadas como a de qualquer ser humano. Aliás, outro ponto legal, isso é bem presente no filme todo. Eles não são super populares e nem super excluídos, apenas… Adolescentes! Claro que tem o cara babaca meio ned e tudo mais, mas até ele tem mais de um lado, não é só uma coisa o tempo todo.

Com Amor, Simon

Foto do The Playlist

Identificação

É claro que o filme em como principal objetivo abraçar jovens gays para que se aceitem, mas acaba também trazendo o reconhecimento de si próprio pra quem não está nesse grupo. Eu sou mais de dez anos mais velha que Simon, estamos em momentos da vida muito diferentes, e ainda assim consegui me identificar com ele… Principalmente nas suas conversas com Blue, onde ele nunca sabia o que digitar e pirava com qual poderia ser a resposta para o que tinha escrito… Em um momento uma amiga que estava ao meu lado falou “Podia ser ‘Com amor, Luly’ né!” porque sou bem assim… Também consegui sentir bem no fundinho do peito o aperto que foi o diálogo dele com sua melhor amiga de infância quando ela questiona o porquê de ele não ter contado a ela, já que o mesmo aconteceu comigo e um dos meus amigos mais antigos. Desde que ele me contou que era gay eu sentia uma certa tristeza por ter demorado tanto, como se houvesse a possibilidade da minha reação ser negativa, mas a fala dos dois ali se encaixou tão bem na minha vida que me veio um grande alívio, além da maior quantidade de lágrimas da noite.

Foi muito bacana estar numa sessão “especial”, com bate papo e tudo mais, porque tinha MUITA gente ali que levou os pais, que logo em seguida deram seus depoimentos sobre o que tinham visto. Fiquei imaginando como eles se sentiram vendo os pais do Simon descobrindo o filho e sua reação… Principalmente a mãe, interpretada por Jennifer Garner que está inda como sempre! Tenho um amigo que resolveu se revelar para sua família quando saiu do cinema, confiram a resenha super emocionante que ele escreveu também! Pra mostrar a força que um enredo aparentemente tão simples traz em nossas vidas…

Leia também: Garoto Encontra Garoto, resenha de um romance gay por David Levithan

Emoção

“Todo mundo merece uma grande história de amor” é o lema escolhido pela Fox par a divulgação, e não podia ser mais certeiro. Com Amor, Simon fala não só do amor romântico, mesmo que esse seja seu foco, mas também de amor fraterno! De como ele pode ser imperfeito às vezes, mas ainda assim nos ajudar a vencer as diversas fases difíceis da vida e, claro, a própria falta de amor. É pra trazer emoção pra pessoas de todas as idades, todos os gêneros, porque consegue passar o sentimento de um garoto e levar direto para o espectador. É pra quem a tem a mente aberta curtir do começo ao fim e quem tá precisando abrir ter o “empurrãozinho” que faltava pra isso acontecer!

E você aí, é de BH e ficou querendo ver o filme? Estou com dois pares de ingressos para dar aos leitores do blog que quiserem conhecer a história de Simon também! Os dois primeiros que disserem “Eu quero, Luly!” aí nos comentários e puderem pegar diretamente comigo no Centro da cidade entre quinta feira e sábado, ou na Fnac do BH Shopping dia 22, levam! Não esqueça de deixar alguma forma de contato pra gente combinar, hein Eles são válidos para ser usados de segunda à quarta, enquanto estiver em cartaz.

Trailer:

/p>

Extraordinário, o filme

Em 07.12.2017   Arquivado em Filmes

Extraordinário

Extraordinário (Wonder) *****
Elenco: Jacob Tremblay, Julia Roberts, Mandy Patinkin, Owen Wilson, Izabela Vidovic, Sônia Braga, Daveed Diggs,
Ali Liebert, Millie Davis, Noah Jupe
Direção: Stephen Chbosky
Gênero: Drama
Duração: 113 min
Ano: 2017
Classificação: 10 anos
Sinopse: “August Pullman é um garotinho que nasceu com uma desordem craniofacial congênita. Pela primeira vez, ele irá frequentar uma escola regular, como qualquer outra criança. No quinto ano, ele irá precisar se esforçar para conseguir se encaixar em sua nova realidade.” Fonte: Filmow (sinopse e pôster).

Comentários: Antes de mais nada, seria desleal da minha parte começar a falar sobre o filme sem citar a importância que a história de Auggie já tem na minha vida. “Extraordinário”, de R.J. Palacio, é meu livro favorito! É IMPOSSÍVEL que eu seja imparcial assistindo a adaptação dele para o cinema. Não dá pra não levar em conta o peso que acho que ele tem socialmente, inclusive. Tendo isso dito, vamos lá: Auggie Pullman aos 10 anos já passou por dezenas de cirurgias ao longo da sua vida, mas nunca foi para a escola, tudo isso graças à deformação craniofacial com a qual nasceu. Sua mãe, Isabel, o ensina em casa, mas acha que suas “habilidades” não são mais suficiente agora que o filho está grandinho. Sendo assim ele é matriculado no primeiro ano do Ensino Fundamental II (ou seja: sexto ano aqui do Brasil) e tem que lidar com a reação que seu rosto tão incomum causa nas pessoas…

Levar qualquer livro para o cinema é uma tarefa difícil. A gente sabe que existe a possibilidade de nossa cena favorita ser cortada, o personagem do coração ser completamente diferente do que a imaginação mostrava, etc. Ao mesmo tempo mais importante que essas coisas é a mensagem que o filme precisa passar, e no caso de Extraordinário isso é CRUCIAL. Ele vem sendo usado nos EUA como material de combate ao bullying, através da sua mensagem de escolher a gentileza acima de tudo e enxergar além da aparência. Nesse aspecto, não tem como, merece 5 estrelas com certeza! Eles criaram um ambiente super lúdico para que o expectador “entre” na cabeça do Auggie o tempo todo, materializando a imaginação dele em algumas cenas, dando um toque divertido e inocente à temática super pesada que estava sendo retratada.

A gente não pode ignorar que, mesmo sendo merecidamente aclamado por adultos, se trata de um filme infantil. Os protagonistas são crianças porque é pra elas que a autora tentou passar sua mensagem. Ler sobre uma cena violenta de bulliyng pode ser difícil, mas o impacto visual é sempre MUITO MAIOR! Por isso vários aspectos foram suavizados, sem ser excluídos completamente da história. Vi muitas reclamações sobre a aparência do protagonista, que no livro ele é “mais feio”, mas achei bem fiel se comparado a crianças que possuem a mesma doença. Além disso o ator precisava de liberdade para se expressar e fazer o trabalho, e mais maquiagem podia atrapalhar nisso… Felizmente não foi o que aconteceu, porque Jacob Tremblay foi INCRÍVEL! Cada lágrima dele na tela resultava em várias e várias saindo dos olhos da plateia. Na verdade o elenco inteiro foi muito bem escolhido, com destaque para Julia Roberts que está maravilhosa no papel de mãe.

Extraordinário Foto do Amsterdam News

Uma “mudança” que achei muito positiva foi a adição de alguns aspectos da vida dos Pullman que não está no livro, mas que era necessária no filme. Eles deram para Isabel uma breve história profissional antes de ter que se dedicar integralmente ao filho e uma possibilidade de futuro diante do fato que agora não precisa mais ficar com ele 24 horas por dia. Nate, o pai, também foi muito bem trabalhado, sempre divertido soltando piadas simples e inteligentes como é sempre dito que ele faz. E por último, mas não menos importante, temos o último membro da família que foi minha única decepção… Olívia, a irmã do Auggie, é minha personagem favorita e eu sempre tive muito medo que ela fosse retratada de forma egoísta, o que senti que aconteceu em várias cenas. Não é o “egoísmo justificável arrependido” que vemos originalmente, ela realmente foi mal direcionada mesmo. Não acho que isso prejudica o andamento da história, mas Via é uma pessoinha muito incrível para ser impedida de mostrar isso a todo momento, então fiquei bem chateada.

Um outro aspecto que me incomodou no início, mas depois passou, foi como a Summer, melhor amiga do Auggie, foi levemente minimizada. Ela é uma criança fantástica, que estende a mão para ele desde o começo, mas que teve essa amizade jogada bem mais pra frente. Ainda assim, porém, conseguiram mostrar toda a gentileza que ela passa e sua importância em diversos momentos, então entendi o motivo dessa modificação. Também não gosto muito como a Miranda é vista sempre como “boazinha” porque tenho antipatia dela, mas no original já é assim, não foi realmente uma alteração, mais um ranço pessoal mesmo… E Justin, gente? O romance da Via ganhou uma visão muito bonitinha, tiraram as características ansiosas dele mas mantiveram a essência de artista apaixonado. Uma graça as cenas dos dois juntos! Daisy, a cachorrinha deles, era outra que fazia o coração inflar de amor. Teve sua representação apresentada de forma muito digna.

E agora… Um registro do momento maravilhoso em que eu conheci os Pullman pessoalmente não podia faltar, né? Faltou você, Via, ‘bora marcar uma sessão de “Dirty Dancing” aqui em casa pra botar o papo em dia! (Ou vocês acharam que eu ia ignorar um totem desse tamanho e deixar passar a oportunidade de tirar uma foto com ele?)

Extraordinário

Em resumo… É uma adaptação que passa a essência necessária para o expectador de forma sensível e muito respeitosa. Mesmo com essas acomodações que precisam ser feitas muita coisa ficou extremamente fiel e alguns diálogos são exatamente iguais, sem parecer forçado. Eu nunca cheguei a escrever uma resenha do livro, apenas um texto dedicado a ele, mas hoje estou fazendo essa do filme com meu coração cheio de carinho e o rosto ainda manchado por causa das lágrimas que não pararam de cair nem por um minuto. Usando a própria frase da divulgação oficial da Lionsgate só o que tenho a dizer pra fechar é: “Go see Wonder!”

Trailer:

Blogmas 2017

Top 5: Filmes pro Halloween se você tem medo de terror!

Em 13.10.2017   Arquivado em Filmes

Sexta feira 13 no ar, outubro que passa voando, Halloween chegando e são datas perfeitas para sentar com pipoca no colo e os filmes de terror mais assustadores de todos os tempos na telinha, certo? ERRADO! Bom, pode ser “Certo” se você gostar, né, mas eu morro – de – medo – de – filme – de – terror! Na verdade rola o medinho, mas nem é só isso… Raramente temo assuntos “extraordinários” assim. O que rola uma junção disso com nojo das cenas sangrentas/asquerosas, mesmo as mais leves, e muita ansiedade, então no fim das contas eu não gosto do gênero, foi mals, prefiro nem tentar.

Pensando nisso, na vontade de não deixar a data passar em branco e em você, amiga medrosinha que se desviou dos convites de amigos para ver “Annabelle” e “It” de todo jeito esse ano, vamos fazer a listinha mais covardona do momento. Com vocês meu Top 5 Filmes de Halloween pra quem MORRE de medo de filmes de terror, como eu! Afinal, pra que passar o dia levando susto se você pode dar umas boas risadas, não é mesmo?

Filmes de Halloween pra quem tem medo de terror

O Estranho Mundo de Jack

Vou falar verdade, não vou mentir: eu tenho uma certa antipatia do Tim Burton. Melhor nem citar os motivos porque senão seria um post à parte, mas o que importa é que se eu gosto de algum filme dele é porque acho bom MESMO, já que uma parte significativa pra mim é bem meia boca. E “O Estranho Mundo de Jack” tá nessa lista do amor! Nessa animação de fantasia sombria, Jack Skellington já cansou da mesmice que é preparar o Halloween todos os anos, mesmo que seja a grande atração da cidade que promove a data. Após dar uma espiada na “Cidade do Natal” ele fica absolutamente apaixonado pelo clima e resolve que seria o responsável pelo Natal daquele ano… Mesmo que não entenda NADA do assunto! O filme foi distribuído pela Disney, então podem esperar uma trilha sonora muito gostosa e mais: é feito em stop motion! Sim, cada quadro dele foi produzido individualmente, o que dá um trabalho gigantesco, então a gente tem que aplaudir te pé o resultado lindo…

Já viu “O Estranho Mundo de Jack”? Então pode partir pro “irmão” dele “A Noiva Cadáver”, do mesmo diretor e na mesma categoria, mas dessa vez contando com parte do elenco “clássico” dele na dublagem original.

A Família Addams

Cartoon, série de TV, desenho animado e… Longa metragem! Um clássico do humor negro americano, os Addams dispensam apresentações, né? Nessa história, Gomez Addams está há anos procurando por seu irmão, o “tio” Fester, que faz com que seu advogado trame contra ele com ajuda da agiota pra quem deve dinheiro, colocando o filho da mulher no lugar de Fester para botar as mãos na fortuna da família. E que família! Mórtícia, sua esposa, é uma monumental dama de preto, seus filhos Wednesday e Pugsley adoram decepar bonecos e fazem apresentações sangrentas na escola, a vovó Esmeralda é uma bruxa (literalmente!)… E ainda temos a presença de “Coisa”, a mão ambulante que passeia pra lá e pra cá na mansão mal assombrada e bem humorada. Se você ainda não conhece os Addams pare tudo e vá fazer isso agora mesmo, é importante até pra formar caráter, gente!

Curtiu “A Família Addams”? Não tem como não gostar, né? Então hora de ver a continuação, “A Família Addams 2”, onde Mortícia e Gomez celebram a chegada de seu terceiro filho e, cá entre nós, é ainda mais delicioso que o primeiro!

Abracadabra

Vamos para mais um live action! Lançado em 1993, nele conhecemos as três bruxas da cidade de Salém, Winnie, Mary e Sarah Sanderson, que pretendem se manter belas a qualquer custo através da magia. Para isso, elas pretendem sugar a juventude de uma garotinha local chamada Emily, fazendo com que os aldeões as sentenciem à morte. Trezentos anos depois a chegada da família dos irmãos Max e Dani faz com que as irmãs Sanderson retornem à vida na noite do Halloween, com o objetivo de prosseguir com seu plano há muito impedido… Assisti “Abracadabra” quando criança e acho que até hoje devo ter medinho de algumas das cenas deles, foi o único filme Disney que fez isso comigo até hoje!

Kubo e as Cordas Mágicas

Eu já fiz uma resenha de “Kubo e as Cordas Mágicas” quando o assisti no início do ano onde vocês podem ler tudo sobre ele mas o resumo é que quando terminou eu estava 01) aos prantos e 02) encantada! Ele também é uma animação e também em stop motion, mas dessa vez produzido pelos Estúdios Laika. O filme conta a história de Kubo, um garoto que consegue dar vida a origamis ao tocar seu shamisen, contando para os moradores de sua vila histórias que ouviu de sua mãe. Quando bebê seu avô, o Rei da Lua, assassinou seu pai para roubar os olhos do menino, que chegou à pré-adolescência com apenas um deles graças a esse ataque. A missão de Saritu, sua mãe, é mantê-lo seguro para que ele não perca o outro, estando disposta até a sacrificar a própria vida para isso, o que dá início à jornada do recém órfão… A história aborda magia de forma natural, tem cenas de leve suspense super emotivas e é visualmente MARAVILHOSO! Em uma das cenas o menino constrói um navio a partir de folhas de árvore enquanto toca, e foi uma das cenas de animação mais bonitas que já vi em toda a minha vida!

Se você gostou da história de “Kubo” já deve conhecer os outros filmes feitos pela Laika, né? Eles conseguem ter um clima mais na vibe de Halloween ainda! Principalmente os queridinhos “Coraline” e “ParaNormam”.

Cisne Negro

Diferente dos outros filmes da lista, que são divertidos mesmo com uma pegada levemente sombria, “Cisne Negro” é pra quem quer atrás de respiração ofegante nessa data. Esse drama psicológico deu o Oscar de Melhor Atriz a Natalie Portman quando ela interpretou Nina, que acaba de ser nomeada bailaria principal da companhia onde dança como protagonista de “O Lago dos Cisnes”. A garota, porém, enfrenta vários problemas mentais intensificados pelo abuso constante da mãe. Ele é daqueles que quanto mais você assiste, mais detalhes bizarros consegue captar. Minha percepção dos problemas da Nina foram de uma simples insegurança até chegar em transtornos de ansiedade e abuso sexual. É pesado, mas também maravilhoso, ASSISTAM!

Filmes para Halloween: Cisne Negro

Agora vamos continuar esse post aí nos comentários: me indiquem filmes pra eu ver no dia 31 que não me impeçam de dormir à noite! Lembrando que “terror leve” não vale, hein? Ainda é terror e vou ter medo de qualquer jeito…

As imagens do mosaico desse post foram retiradas de diversos sites em 29 de setembro de 2017, listados a seguir: Rock n’ Tech, Vogue, Chá de Prosa, YouTube e Chic. O gif encontrei na mesma data no Giphy.

Página 3 de 201234567... 20Próximo