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10 filmes para assistir em 2019!

Em 24.01.2019   Arquivado em Filmes, Vídeos

Se tem uma coisa que marca o ano novo é parar pra pensar na quantidade de filmes que estão pra estrear nesses 365 dias que estão por vir, né? É quase um ritual pra mim fazer uma verdadeira “wish list” de cinema em janeiro, mas sempre sabendo que não vai dar pra cumprir e que vai ter que rolar uma seleção em certo momento… E aí que no Desafio Relâmpago United Blogs eu e a Rubyane do blog Epílogo em Branco fomos selecionadas como uma dupla pra fazer posts juntas nos nossos respectivos blogs. Papo vai, papo vem, decidimos criar uma lista com 10 filmes para assistir em 2019, com o “Top 5” de cada uma! Então pega a pipoquinha aí e marca essas datas na agenda porque, oh, só tem sucesso…

10 filmes para 2019!

01) Dumbo

Quando Tim Burton foi anunciado como diretor do live action de Dumbo, eu virei o nariz. E eu reclamei. E falei, falei mal nas redes sociais afora, com a certeza de que ia estragar um grande queridinho meu… Mas foi só sair o primeiro teaser pra perceber que ia pagar língua com louvor e AMOR! Estou absolutamente APAIXONADA por cada foto e vídeo que sai, muito animada e já emocionada… Se as lágrimas já rolaram antes, só imagino na hora! Dumbo é um desenho que só aprendi a gostar depois de adultinha, mas foi um “gostar” forte. Ele é simples, emotivo, lúdico, traz risada e chorinho nos momentos certos, além das cenas meio bizarras típicas dessa era da Disney. Expectativas altas e grandes possibilidades se serem atendidas! Estreia no Brasil: 28 de março | Assista ao trailer! | [EDIT] Assistido em 29/03, leia a resenha aqui!

02) O Rei Leão

Senhoras e senhores, meninas e meninos, o maior dos sucessos Disney, o primeiro filme que vi no cinema, a menina dos olhos de todos nós vai virar live action também, e tá chegando a hora de cantar “Nants ingonyama bagithi Baba” diante das telonas mais uma vez! Cá entre nós, a internet não só quebrou, ESTOUROU quando viu o batizado do Simba em CG, né? Agora imagina o longo todo, como é que vai ser… Sem dúvidas um favorito de muita gente pro segundo semestre (meu, inclusive). Estreia no Brasil: 18 de julho | Assista ao teaser trailer!

03) Rocketman

MEU FILME, BRASIL, NESSE NINGUÉM ME SEGURA! Quero pré-estreia, quero fazer post & vídeo & tudo pra ele! Sim, a história de Elton John vai (finalmente) pros cinemas em “Rocketman” – que, por sinal, é o título mais adequado possível – e quem é fã não pode perder! Ainda não temos uma data definitiva, mas tô de olho, com certeza. Ano passado ele anunciou sua aposentadoria oficial de shows e está em uma turnê de 3 anos para fechar essa fase de sua vida, então nada mais do que justo uma homenagem nesse momento, né? Meu nível de animação é o máximo possível, já preparei os lencinhos porque sei que vai ser um dos maiores chororôs da minha existência. Estreia no Brasil: Prevista para o inverno | Assista ao teaser trailer! | [EDIT] Assistido em 04/06, leia a resenha aqui!

04) Turma da Mônica: Laços

Que brasileiro não cresceu lendo a Turma da Mônica? Os quadrinhos de Maurício de Souza são parte forte da nossa cultura há muitas décadas… E agora, pela primeira vez, a turma estará “em carne e osso” nos cinemas! A adaptação de “Laços” promete ser linda, tanto quanto a historinha original, com um elenco adulto de peso e infantil extremamente carismático! Não vejo a hora da “Dona da Rua” entrar em cartaz! Estreia: 27 de junho | Assista ao trailer!

05) Capitã Marvel

E das várias opções de filmes de super herói, eis minha escolha! Apesar de gostar mais dos heróis da DC, eu prefiro os filmes da Marvel (aliás, eu e todo mundo), então fica no ar a curiosidade pra ela que leva o NOME da empresa! E que parece ser um mulherão, inclusive! Quem viu os créditos finais de “Guerra Infinita” já concluiu isso, e vai saber como será sua participação na continuação. Quero muito também ver Nick Fury no passado, porque é uma personagem que gosto MUITO! Promete e estou crente nessa promessa. Estreia no Brasil: 7 de março | Assista ao trailer! | [EDIT] Assistido em 19/03!

E os outros filmes? Ah, eles estão lá no post do Epílogo em Branco! Não deixem de acessar pra conferir os recomendados pela Rub – que são tão incríveis quanto esses!

Favoritos de 2018: Séries e Filmes

Em 18.12.2018   Arquivado em Filmes, Séries e Desenhos, Vídeos

E 2018 que passou voando, hein menina? Ao mesmo tempo parece que tudo o que aconteceu foi há muito tempo, uma loucura em forma de ano… Eu poderia começar a refletir o que foi ruim, todo o crescimento, etc, mas agora não é momento pra isso (na verdade esse momentinho meio que já rolou aqui, né!). Agora começa a minha temporada pessoal de Favoritos do Ano, yey! Tenho mais 2 vídeos (e, consequentemente, posts) nessa categoria sobre beleza pra soltar ainda, mas por enquanto falaremos sobre “audiovisual” que é a gente gosta, né? Então fiquem com os melhores séries e filmes, quatro de cada, por aqui nesses últimos 12 meses.

Melhores Séries

Favoritos de 2018: Séries e Filmes

Uma série que entrou pros “favoritos da vida” e que descobri esse ano foi Love, da Netflix. São 3 temporadas da história mais real que eu já vi na ficção! Os protagonistas são Mickey e Gus, um casal que se conhece da maneira que casais normais se conhecem, se relacionam daquele jeito mesmo que a gente se relaciona e não são nem perfeitos, nem disfuncionais… Apenas casal! Eu escrevi um post sobre ela na época que vi e resolvi recomeçar agora, pra rever “mais ou menos” enquanto faço meus cadernos, vale a pena. Outra que está na terceira temporada, mas não acabou ainda, é The Good Place, com episódios semanais e é HILÁRIA sem precisar ofender, o que é maravilhoso! Nela a Eleonor morre e vai para o “Bom Lugar”, onde sua vida póstuma é toda planejada pra ser como sempre sonhou… Mas na verdade ela foi confundida com outra Eleonor, porque é uma péssima pessoa e não merecia! Agora precisa decidir o que fazer com essa informação… Garanto risadas e bons plots a cada renovação sem forçar a barra.

Ainda na Netflix, duas “segundas temporadas” de séries que eu já amava fizeram jus à primeira, ambas da Marvel. Minha heroína favorita, Jessica Jones, conseguiu manter o ritmo mesmo sem seu “vilão principal”, o Homem Púrpura. Novos aspectos de sua vida foram explorados e deu pra criar sentimentos fortes – uns bons e outros nem tanto – por várias personagens! Ai, gente, a Jessica é incrível, teve até look com “brusinha” dela aqui semana passada porque sou fãzona! Já o criticadíssimo Punho de Ferro, que eu muito diferentona já amava, voltou e bem melhor! Sério, não me CONFORMO que ela foi cancelada depois de tudo que rolou, o final deixou brecha pra tanta coisa nova… Felizmente, ao que parece, ele e Luke Cage (também cancelado depois de uma 2ª temporada bacana) ainda voltam numa nova série… Veremos!

Melhores Filmes

Favoritos de 2018: Séries e Filmes

Agora vamos pros filmes, que por sinal foram o grande destaque do Sweet Luly em 2018! Fiz várias resenhas esse ano que, sem falsa modéstia, ficaram MUITO BOAS, oficialmente agora são meus posts favoritos de escrever! Por esse motivo vou só citar cada um deles, porque clicando nos nomes vocês abrem a crítica pra ler tim-tim por tim-tim o que achei, os defeitos e, principalmente, sentimentos que cada um me trouxe.

O número 1 foi, logicamente, Bohemian Rhapsody, que conta a história do Freddie Mercury na sua trajetória no Queen, do início da carreira até perto de sua morte por consequência da AIDS. Ele não é 100% fiel cronologicamente, mas não precisa ser pois não se trata de um documentário, né? O objetivo, de mostrar a influência ABSURDA da banda e do Freddie na cultura popular, foi cumprido maravilhosamente. Depois temos a quarta versão de Nasce Um Estrela, também conhecido como “o filme da Lady Gaga”, que faz a gente ARREPIAR cada vez que toca no microfone. Ao seu lado está Bradley Cooper, que não só atuou e cantou como também dirigiu o longa, tudo maravilhosamente. Uma história cheia de lágrimas e trilha sonora que vai te fazer querer ouvir over and over pra sentir tudo de novo!

Ainda na categoria “musicais”, porque é um dos meus gêneros favoritos, temos a continuação de um grande queridinho da minha vida: Mamma Mia! Lá Vamos Nós de Novo. A história se passa 5 anos após o primeiro e mostra como está a vida de Sophie e seus 3 pais “atualmente”, junto com flashbacks incríveis de como Donna engravidou dela na sua época de cantora! Muito Abba, muita alegria e, claro, emoção de sobra nessa delícia, fazendo jus total ao anterior. Pra fechar com chave de ouro e Disney, Ursinho Pooh e a turma do Bosque dos Cem Acres ganharam sua versão live action em Christopher Robin: Um Reencontro Inesquecível. Esse causou brilho no olhar e aplausos na sala de cinema, é lúdico, melancólico e absurdamente gostoso, que acerto!

E você, qual foi seu filme e sua série favoritos de 2018? Me indica aí nos comentários!

Millennium: A Garota na Teia de Aranha

Em 03.12.2018   Arquivado em Filmes

Millennium: A Garota na Teia de Aranha (The Girl in the Spider’s Web) *****
O Quebra-Nozes e os Quatro Reinos Elenco: Claire Foy, Sverrir Gudnason, Sylvia Hoeks, Andreja Peji, Cameron Britton, Lakeith Stanfield, Stephen Merchant, Synnøve Macody Lund, Vicky Krieps
Direção: Fede Alvarez
Gênero: Drama, Ação
Duração: 115 min
Ano: 2018
Classificação: 16 anos
Sinopse: “A jovem hacker Lisbeth Salander (Claire Foy) e o jornalista Mikael Blomkvist (Sverrir Gudnason) se veem em meio à uma teia de corrupção, espionagem e intriga internacional, juntando forças para combater uma nova e terrível e ameaça.” Fonte: Filmow (sinopse e pôster).

Comentários: A Série Millennium do sueco Stieg Larsson é composta de três livros escritos pelo autor e outros dois por David Lagercrantz, que conseguiu os direitos autorais da obra após a morte de seu criador através de um convite da própria editora. Além de adaptações da trilogia original na Suécia, muito elogiadas, as versões hollywoodianas também chegaram aos cinemas nos últimos anos. O primeiro, “Os Homens que Não Amavam as Mulheres” saiu em 2011 e narra o início da história, baseado no primeiro romance de Larsson. Agora, porém, Lisbeth está de volta aos cinemas em um novo longa, dessa vez inspirado no livro que deu a Lagercrantz a oportunidade de continuar contando suas aventuras: A Garota na Teia de Aranha.

Lisbeth Salander é uma hacker que tem como objetivo defender e vingar mulheres de seus abusadores, seja esse abuso físico, psicológico ou sexual. Nesse contexto, vivendo sua vida reclusa de anti heroína, ela é contactada por Frans Balder, criador de um programa de computador chamado Firefall que dá acesso a um imenso arsenal bélico e está sob poder do governo dos EUA. Balder percebe o risco que seu programa traz e mesmo sendo o único com total capacidade de acessá-lo, não quer de modo algum que seja utilizado. Ao mesmo tempo, precisa proteger a si mesmo e ao filho, que é autista. Lisbeth consegue realizar o trabalho, mas é roubada logo em seguida, dando a si mesma a nova missão de recuperar o que foi tirado dela e de seu cliente. Para isso, ela conta com a ajuda de Mikael Blomkvist, com quem já viveu histórias passadas. O que ela não esperava era ter que reencontrar os fantasmas de sua infância no processo…

A Garota na Teia de Aranha

A Garota na Teia de Aranha: imagem via The Seattle Times

A primeira coisa que reparamos nessa nova adaptação de “Millennium” para os cinemas é a presença de Claire Foy como a nova Lisbeth. Depois de ficar marcada pelo público como a Rainha Elizabeth nas duas primeiras temporadas da série “The Crown”, é difícil enxerga-la de outra forma, PRINCIPALMENTE uma personagem tão visualmente diferente. A impressão que dá é que temos o rosto dela “recortado” e colocado no corpo de outra pessoa! Mas isso não significa que a atriz não dê conta do recado. Com sotaque forte e sempre expressiva na medida certa, ela traz a imagem solitária e alternativa de forma coerente. Já no caso de Gudnason como Mikael Blomkvist ficou um pouco mais difícil fazer a “leitura” do jornalista por parte das pessoas que, como eu, não leram ou assistiram mais nada da série. Ainda assim isso não parece ser culpa do ator ou mesmo do roteiro, já que de acordo com uma amiga minha que gosta da história (e assistiu comigo), esse é um livro onde ele, de fato, não tem tanta relevância quanto os outros.

No que diz respeito à ação, tem tudo o que o público pode querer! Alguns erros de coerência aqui e ali, claro, mas no geral explosões, tiros, perseguição e corridas de carro pra lá e pra cá acontecem o tempo todo, cada uma em seu momento específico. O drama fica por conta do reencontro da protagonista com seu passado, onde ela se vê num momento de lidar com razão e emoção à flor da pele, e na figura do filho de Balder, com quem acaba criando um rápido laço ao protegê-lo daqueles que estão atrás do programa de seu pai. Como adaptação, pelos comentários que li, parece fiel ao “grosso” da história, sem dar muita margem para uma continuação que poderia estar por vir, mas logicamente com seus erros de percurso. Por aqui, sendo apresentada à saga pela primeira vez, devo dizer que cumpre o que propõe no trailer (que eu já tinha visto antes de saber do que se tratava e me deixou SUPER curiosa) e na divulgação de um modo geral. Fiquei com vontade de assistir ao filme que foi lançado anteriormente, onde a temática principal dos livros de luta contra o abuso de mulheres é mais retratado, já que esse acaba envolvendo um pouco mais a máfia e a vida pessoal de Lisbeth.

Por fim, um adendo muito interessante que vale a pena reparar: os suecos dão MUITO valor para marcas nacionais, na vida deles isso é prioridade MESMO! Por esse motivo a gente vê a presença forte da Sony nos gadgets que estão em cena, como computadores, câmeras e celulares. Os carros também são, em grande parte, da Volvo, e é algo que não muda em nada no enredo em si, mas fica como curiosidade sobre a cultura do país onde a série nasceu!

Leia também: A Garota do Trem, filme com Emily Blunt que é uma aula sobre relacionamentos abusivos e gaslighting!

Trailer:

A Garota na Teia de Aranha: 8 de novembro nos cinemas

O Quebra-Nozes e os Quatro Reinos

Em 22.11.2018   Arquivado em Filmes

O Quebra-Nozes e os Quatro Reinos (The Nutcracker and the Four Realms) *****
O Quebra-Nozes e os Quatro Reinos Elenco: Mackenzie Foy, Keira Knightley, Helen Mirren, Morgan Freeman, Matthew Macfadyen, Eugenio Derbez, Richard E. Grant, Jayden Fowora-Knight, Misty Copeland, Ellie Bamber, Miranda Hart, Nick Mohammed, Omid Djalili
Direção: Joe Johnston, Lasse Hallström
Gênero: Fantasia
Duração: 99 min
Ano: 2018
Classificação: Livre
Sinopse: “Clara (Mackenzie Foy), jovem esperta e independente, perde a única chave mágica capaz de abrir um presente de valor incalculável dado por seu padrinho (Morgan Freeman). Safa na solução de problemas, ela decide então iniciar uma jornada de resgate que a leva pelo Reino dos Doces, o Reino das Neves, o Reino das Flores e o sinistro Quarto Reino.” Fonte: Filmow (sinopse e pôster).

Comentários: Na véspera de natal, Clara, seu pai e irmãos vão celebrar a data pela primeira vez sem a mãe, recentemente falecida. Antes de se dirigir à tradicional comemoração de seu padrinho, os três jovens recebem presentes póstumos deixados por ela, causando grande frustração na garota, pois no seu caso é uma caixa que não consegue abrir. Já na festa, ao seguir o caminho indicado para onde se encontra outro presente, ela se vê num mundo completamente novo, onde encontra não só a chave perdida mas também o guardião quebra-nozes, que lhe apresenta quatro reinos em guerra há muitos anos: o Reino dos Doces, das Neves e das Flores são ameaçados pelo Quarto Reino e sua cruel governante, a Mãe Ginger.

Numa tentativa de agregar o tradicional Balé Quebra-Nozes à sua lista de adaptações em live action, a Disney trouxe um filme visualmente lindo, mas que passa muito longe de ganhar o título de destaque da temporada. Sendo colocado com mais de um mês de antecedência do natal (quando se passa a história), provavelmente para não ofuscar os brilho do Retorno de Mary Poppins que vem aí, ele de fato não tem toda a estrutura necessária para carregar o peso que é ser o lançamento de fim de ano da empresa… Por outro lado, não é de todo ruim e vale a pena ser visto como passatempo rápido, já que não chega a ter 2 horas de duração, e tem lá seus pontos positivos.

O Quebra-Nozes e os Quatro Reinos

O Quebra-Nozes e os Quatro Reinos: imagem via Variety

A trilha sonora de fundo composta por Tchaikovsky, cenas de balé pontuais belíssimas e reinvenção de personagens clássicos são responsáveis pela magia de ver uma história tão querida em novo ponto de vista. Clara permanece corajosa e curiosa, disposta a salvar um mundo do qual sequer sabe que faz parte. Ela está cercada de personalidades propositalmente forçadas, com destaque para a Fada Açucarada de Keira Knightley, que traz uma explosão de doce cor-de-rosa em meio a sua euforia que para nós, pessoas comuns, pode soar irritante, mas dentro de seu universo é plausível. Outra personagem forte e incrível é Mãe Ginger, interpretada por Misty Copeland, a misteriosa rainha-boneca do Quarto Reino (antigo Reino da Diversão), um contraste enorme com a “rival” visualmente, mas tem tanto carisma quanto. As três são o ponto alto do longa, deixando os outros personagens completamente ofuscados, incluindo Phillip, o próprio Quebra-Nozes! Apesar de Clara ser a protagonista, e disso todos sabemos, ele é o personagem título, e o por mais que tenha certa relevância no decorrer da história, não é suficiente para mostrar sua real importância.

O roteiro também podia ser envolvente, mas não consegue. O começo da história é lento e quase irritante, você demora bastante pra se afeiçoar às personagens. Depois, no clímax, a reviravolta impactante e seu desfecho são tão completamente previsíveis que perde toda a emoção da história. Não tem espaço para surpresa alguma, sua cabeça já adivinha o que vem pela frente muito antes de acontecer. Claro, tudo isso com fotografia, cenário, figurino, efeitos e ELENCO impecáveis, mas não o suficiente para compensar o enredo em si. É uma pena, muito alvoroço pra pouco resultado. Tem tudo para se tornar um daqueles “filmes médios de Sessão da Tarde”, pelo qual as pessoas sequer se esforçam pra lembrar de ligar a televisão, mas quando assistem dão umas risadas e comentam que “é bonitinho”. Provavelmente vai cair no esquecimento com o passar dos tempos, infelizmente, com um pouquinho mais de planejamento se tornaria sensacional…

Leia também: Christopher Robin: Um Reencontro Inesquecível, live action da Disney que traz de volta de maneira lúdica e emocionante o Ursinho Pooh e toda a turma do Bosque dos Cem Acres!

Trailer:

A Garota na Teia de Aranha: 8 de novembro nos cinemas

Animais Fantásticos e os Perigos dos Discursos Autoritários

Em 13.11.2018   Arquivado em Filmes, Harry Potter

Quando foi anunciado o título do segundo filme da nova série do mundo mágico de J.K. Rowling, Animais Fantásticos: os Crimes de Grindewald, que estreia essa quinta feira 15, decidi que não o assistiria no cinema ou pagaria por ele em qualquer lugar. Ver um ator com (mais de um!) histórico de agressão interpretando o papel título já era difícil, mas nem de longe o pior: o posicionamento de toda a equipe em relação a isso, inclusive da própria JK que sofreu agressão doméstica, me fez bater esse martelo. Eu não queria, de modo algum, compactuar com aquilo, mas semana passada recebi via e-mail um ingresso para que o Sweet Luly estivesse na pré-estreia de convidados dia 12, e me vi obrigada a repensar o assunto. Eu não podia recusar isso ao meu blog, poderia excluí-lo de futuras oportunidades. Pensei, é claro, em passar o ingresso adiante, mas minha cabeça deu um estalo ao lembrar de uma cena que já havia sido divulgada, e vi que eu poderia SIM assistir a esse filme, trazendo algo de positivo para ele ao produzir conteúdo sobre. Não e jamais uma resenha: o boicote permanece, nesse aspecto. É falando sobre política e como o contexto do mundo mágico na década de 20 se repete hoje no NOSSO mundo incluindo, é claro, aqui, nas terras tupiniquins.

Pode parecer coincidência, ou que estamos “vendo o que não existe”, mas qualquer um que conheça Joanne Rowling sabe que é mentira. Pondo todas as ressalvas que tenho à minha “ex maior ídola” à parte, não podemos negar, essa mulher respira ativismo, incluindo político! Seu perfil no Twitter contém mais críticas a Donald Trump do que material sobre Harry Potter, e com razão… Política, ao contrário do que somos ensinados a acreditar, não é somente o que nos leva a uma zona eleitoral a cada dois anos, ela REGE NOSSA VIDA! Tudo o que somos, fazemos e pensamos é político. O que acontece fora do país nesse aspecto nos atinge. O que acontece dentro? Mais ainda! E sabendo disso não há como negar que Gellert Grindelwald, esse velho novo vilão, não poderia ser nada mais que uma metáfora à onda neo fascista que está crescendo para todo lado.

Animais Fantásticos: o perigo de discursos autoritários!

Imagem via Pipoca Combo

Quando se trata de bruxo das trevas, estamos acostumados com a soberania mimada de Lord Voldemort e sua necessidade de atingir objetivos megalomaníacos “na marra”. Tom Servolo Riddle é um reflexo dos dois homens que seu nome homenageia: preconceituoso, arrogante, carregando aquele ar superior mesmo que não tenha nada e o esfregando na cara dos outros. Um mestiço com ideias puro-sangue, homem genial que comete erro atrás de erro em nome de sua obsessão com uma simples criança. Aquele que tem seus seguidores fanáticos por causa do discurso excludente, sim, mas que também se esforça para consegui-los à força: tortura, domina mente, mata, chantageia. A verdade é que por mais estrategista que ele seja, lhe faltam as famosas “papas na língua”.

Mas não em Grindewald: esse é seu maior poder. Ele é extremamente inteligente, sim, mas sequer precisaria disso, pois consegue conquistar seus “minions” de forma ainda mais perigosa, transformando falácias exatamente no que as pessoas precisam ouvir. Sabe quando você diz que é contra pena de morte e alguém automaticamente assume que está defendendo bandidos no lugar das vítimas? O papel de Grindewald é esse, inverter a visão de bem e mal em nome “do bem maior”, seu lema que já nos era conhecido nos livro de Harry Potter. Ouvi-lo dizer que não odeia aqueles que claramente julga inferiores nos faz quase esperar que essa frase seja finalizada com “tenho até amigos que são!”, como tanto ouvimos aqui e ali. Ele trata os que estão ao seu lado como “irmãos e irmãs”, ora, estamos todos em busca do mesmo objetivo, mas lá no fundo, todos sabemos, não espera de forma alguma ser visto como igual por eles, e sim como quem os lidera.

Grindewald não suja as mãos. Não em público! Ele permite que a violência exista e a pratica, claro, mas sempre com algum propósito, seja ele superar “inimigos” ou incitar ainda mais violência que vai fazê-lo parecer o verdadeiro inocente, no fim das contas. É desonesto, mas acredita tão fortemente que tem direito a essa desonestidade que todos os que são seduzidos por ele passam a acreditar também. Fala meias verdades e as mais velhas mentiras, e é aplaudido por aqueles que as compram, porque sabe como, onde e com quem falá-las. Sua asserção se assemelha tanto a de tantos outros antes e depois dele na história “trouxa” que é assustador ver como a vida imita a arte, inclusive no momento em que o nazismo foi protagonista da Segunda Guerra Mundial, que coincidentemente ou não (só descobriremos ao final dos cinco filmes) teve seu fim exatamente no mesmo ano em que, já sabemos, ele foi derrotado por Alvo Dumbledore… Ele, que é o “outro lado da moeda”, tão persuasivo quanto, mas que sabe decidir entre o que é certo e o que é fácil.

Leia também: Animais Fantásticos e Onde Habitam, resenha do primeiro filme da série pelo qual, por sinal, sou apaixonada!

A verdade é que a presença de Johnny Depp foi uma das coisas que menos me incomodou em cena, apesar de incomodar “a alma”, foi um dos raríssimos momentos em que olhei para uma atuação dele feita nos últimos 20 anos e achei aceitável. O segundo “Animais Fantásticos” é, porém, desserviço a uma história sensacional ao tentar enfiar o fan service na nossa “goela abaixo”. O que sobra em bons efeitos e atuações, falta em direção e roteiro a ponto de ser difícil de ser visto por causa do primeiro e cansativo (no sentido de forçar algo sem necessidade) pelo segundo. Mas, nesse momento, é o que menos importa. O discurso que é feito nas cenas finais do longa, e todas as atitudes tomadas antes (e depois, nos próximos três filmes que virão) por quem o faz são um alerta extremamente pertinente para os perigos que o autoritarismo nos traz e como ele pode ser sedutor onde menos se espera. Faz quem já está ciente disso se revoltar com a realidade da situação tão absurda, e quem não está ciente, quem sabe, abrir os olhos, antes que seja ainda mais tarde demais.

Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindewald 15 de novembro, nos cinemas

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